| Welcome to Forsaken Legends. We hope you enjoy your visit. You're currently viewing our forum as a guest. This means you are limited to certain areas of the board and there are some features you can't use. If you join our community, you'll be able to access member-only sections, and use many member-only features such as customizing your profile, sending personal messages, and voting in polls. Registration is simple, fast, and completely free. Join our community! If you're already a member please log in to your account to access all of our features: |
| Corvo; Liah Diana Korak | |
|---|---|
| Tweet Topic Started: Nov 16 2011, 06:30 PM (1,306 Views) | |
| Liah de Corvo | Nov 16 2011, 06:30 PM Post #1 |
![]()
|
[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align] Nome: Liah Diana Korak Idade real: 22 anos Idade aparente: 22 anos Data de nascimento: 21 de Junho de 1526 Signo: Câncer Local de nascimento: Cruj-Napoc, Romênia Local de treinamento: Santuário, Athenas (Grécia); Yomotsu, vários locais do mundo. Raça: Humana Idiomas falados: Romeno (fluente), Grego (fluente), Latim (avançado), Francês (avançado), Espanhol (intermediário), Italiano (básico). Aparência: Liah possui os olhos azuis-celestes (que se tornam verdes quando sua cosmo-energia é manifestada), como dois lagos calmos - que só entram em fúria diante da batalha ou do inimigo. Seus cabelos são tão loiros que quase aparentam ser esbranquiçados diante da luz do sol. Sua pele é branca, e seus gestos, suaves. Liah possui 1,67m de altura, e seu corpo é esguio e atlético. Ela possui seios e glúteos pequenos, ideais para exercer suas habilidades acrobáticas. Quando não usa máscara, somente outras amazonas podem ver seu olhar ligeiramente cabisbaixo e seu semblante muito calmo, praticamente inalterável, mesmo em campo de batalha. Seus dezessete anos de vida não se mostram aparentes no corpo delgado e no rosto fino, sensuais mesmo que de forma incomum. Após a batalha derradeira que a levou ao coma e, conseqüentemente, ao treinamento com seu antecessor, Giancarllo de Corvo, essencialmente seus olhos e sua pele mostraram mais mudanças. Sua pele já era branca, mas tornou-se quase que totalmente empalidecida devido ao tempo que passou em sono forçado. Seus olhos não ficaram frios ou tristes; apenas tornaram-se mais maduros, além do tom azulado ter ficado cerca de um tom mais escuro. Dos 17 aos 19 anos seu corpo desenvolveu-se, mas nada que fosse tão visível quanto o tempo em que treinou com Kouko, ex-cavaleiro da constelação de Coruja, período em que seus 1,67m de altura passaram para 1,72m. Continuou magra e esguia, como antes. Para readquirir suas habilidades atléticas, contudo, precisou dedicar-se ao máximo nos últimos 3 anos, juntamente com o treino com o seu mentor. Personalidade: A jovem amazona de Corvo raramente perde sua calma. Mas nem sempre foi assim; por toda sua infância foi uma menina esquentada, geralmente encarando de frente garotas até mais velhas e fortes. Aprendeu a controlar seu ímpeto com sua mestra, a amazona de Gêmeos. Tem uma grande facilidade de aprendizado para esportes e danças clássicas. Considera estas duas coisas suas maiores fontes de serenidade, assim como conversar com sua mestra. Apesar disso, as mudanças em seu jeito de ser aconteceram mais pelo seu passado trágico do que pelo treinamento em si. Tornou-se reclusa, e só revela sua personalidade dócil perante sua mestra. Nas batalhas, não tem a menor piedade de seus inimigos. Só poupa-os perante ordens da própria Athena, do Mestre do Santuário ou da amazona que guarda a terceira casa zodiacal. Passada a batalha que quase a matou e os treinos ainda mais árduos, o senso de piedade de Liah para com os espectros caiu de um para zero por cento. O que sua alma presenciou enquanto permaneceu na quase-morte no Yomutsu foi tão horrendo (ou pior) que os atos da Inquisição: mortos que não tinham a chance do perdão. Por isso, ao despertar, seu modo recluso de ser abrandou-se um pouco, dando lugar à dedicação em divulgar os motivos pelos quais a vitória contra as trevas era tão necessária. Passou a sorrir um pouco mais, porém não de forma exagerada. Apreciar as pequenas coisas da vida e as novas amizades era algo que trazia-lhe um pouco mais de alegria. [align=right]COSMO[/align] Manifestação: Quando pleno, o cosmo de Liah atinge a cor verde-musgo, brilhante como toda manifestação energética de um guerreiro com este poder desperto. Pode assumir a forma de um corvo em alguns de seus golpes. O alvo de suas investidas pode sentir ou ver a sombra da Morte, representada na terra pelo Corvo, emissário do Fim da Vida, e a mente do seu observador pode vagar por um breve instante para o(s) momento(s) em que estará cara-a-cara com a Foice. Recentemente, o cosmo de Liah tornou-se mais escuro, ainda em verde, porém mais intenso e consistente. Quase assemelhava-se às escuras águas de um lago à noite. Seus conhecidos percebem, também, que as sensações causadas por ele ficaram mais fortes. Também tornou-se mais amplo, atingindo uma área maior. Sensação: O cosmo de Liah dificilmente mostra-se ativo quando ela não está em combate. Na maioria das vezes, somente guerreiros tão ou mais fortes ou experientes conseguem notá-lo em sua forma latente. Seu cosmo, na cor verde-musgo, emana uma certa tristeza, o que não a abate, mas pode contagiar a quem estiver suscetível. Quando ativo, seu cosmo é agressivo e frio como as ventanias presentes em Meteora, local onde a armadura de Corvo repousava antes de escolher Liah como sua portadora. Em alguns golpes, faíscas em forma de penas de corvo avançam como navalhas na direção de seus adversários ou inimigos, além do próprio cosmo formar asas do pássaro nela. Seus inimigos geralmente sentem um enorme desconforto ao enfrentá-la em combate, pois, mesmo em situação vantajosa, a sombra da morte parece sempre observá-los de soslaio. Após sua experiência sobrenatural, a tristeza deu lugar à decisão. Já não sentia mais a morte de seus entes queridos como antes, pois agora Liah lutava não somente contra a maldade presente na Igreja Católica, como também contra qualquer tipo de crueldade presente na humanidade. Aquele sentimento nostálgico que atingia seus adversários antes, agora dera lugar à sensação de quase-sufocamento. Motivação: A jovem possui um forte senso moral e de justiça. Ela simplesmente não consegue ver pessoas inocentes feridas ou maltratadas. Sua luta é ao lado da justiça que Athena representa e contra toda a maldade existente. Seu maior desejo é desmascarar a crueldade disfarçada na forma da Inquisição na Igreja Católica, pois foi por meio desta que Liah perdeu seus pais e sua paz de espírito. Também por isso ela detesta todo e qualquer guerreiro que use sua força somente para mostrar-se mais poderoso e mais feliz com o sofrimento alheio, esteja ele de armadura ou não. Com o passar do tempo, Liah viu a possível ligação entre a Igreja Católica e Hades como a destruição de uma esperança. Sim, ela já possuía certa desconfiança quanto esta “camaradagem”, porém jamais imaginou que a sede pelo sofrimento alheio chegasse a tanto. Dor entre os vivos e entre os mortos. Durante seu estado de coma, presenciou o pior que pode ser feito a homens, mulheres e crianças que, em sua maioria, eram inocentes tanto naquele momento, já mortos, quanto ainda respiravam o oxigênio entre os vivos. Anos atrás - apesar de tudo o que passou - não achava possível que pudessem fazer tantas crueldades com toda a humanidade. Sua luta deixou de ser somente contra a Inquisição, e passou a ter quase uma obsessão em proteger e salvar todo o mundo. Afinal, por que desejar o bem de centenas, quando poderia ajudar todo o Mundo? E, ajudando a salvar esta humanidade e seu local de vivência, poderia também imaginar um futuro melhor para si. Talvez até mesmo para uma futura família. Este, agora era seu objetivo maior: ajudar os outros, para depois pensar em si. Domínio: Rank de Poder Geral: B+ Domínio dos Cinco Sentidos: Normal Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Sincronia, Sintonia, Sinestesia, Levitação, Retrocognição Domínio do Sétimo Sentido: Intermediário (Kýklos da Terra, da Água, do Fogo, do Ar e do Som) Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum Domínio do Nono Sentido: Nenhum [align=right]TRAJE [/align] Mudanças: Os pontos de coloração mais clara de sua armadura tornam-se verdes, assim como seu cosmo, quando ele está pleno. O mesmo ocorre com a pintura em sua máscara. Em algumas ocasiões, podem surgir asas formadas pelo cosmo de Liah também, logo atrás das ombreiras. O link da armadura: aqui Rank do Traje: B Características do Traje: Caminhante do Seikishiki: O corvo possui uma forte relação com a morte, e o portador desta armadura consegue adentrar o Yomotsu enquanto estiver dormindo, mesmo sem alcançar o Oitavo Sentido. Somente sua alma se transporta para o mesmo, e ela pode sondar os arredores normalmente, sem enfrentar a compulsão de se atirar no Seikishiki. Seu corpo permanece no mundo dos vivos, e pode ser destruído. Contudo, a armadura avisa seu usuário se houver perigo de morte. Atenção: a armadura de corvo somente possibilita que isso aconteça - ou seja, o cavaleiro deverá se esforçar para aprender como fazer uso desta habilidade. Os critérios em relação ao tempo em que o usuário permanecerá no Yomotsu serão definidos pelo Narrador. [align=right]TÉCNICAS[/align] Nome da Técnica: Νύχια κορακιών (Garras do Corvo) Categoria: Ofensiva Descrição: É uma técnica simples, que consiste em pressionar o cosmo de forma que o ar forme uma lâmina da cor do cosmo de Liah, fazendo com que seus dedos assumam o aspecto das garras fortes de um corvo. As duas mãos de Liah ficam com essas unhas, fazendo com que a rajada de ataques possa chegar a quatro golpes bem rápidos, ou dois golpes bem potentes. Essa capacidade também pode ser utilizada como uma grande lâmina de cosmo nos pés, permitindo a ela lançar dois chutes mais potentes. Efeito: Essa técnica causa danos físicos potentes no corpo desprotegido, podendo despedaçar partes com o corte. É uma técnica simples. Liah deve optar por gerar a lâmina de cosmo ou nas mãos ou nos pés, mas não nos quatro membros ao mesmo tempo. Se ela executar quatro golpes rápidos, os mesmos causarão dano baixo a oponentes de mesmo nível (e mediano a oponentes de nível inferior), contanto que todos acertem o mesmo alvo; caso escolha pelos dois golpes mais potentes, causará dano mediano-baixo a oponentes de mesmo nível (e mediano-alto a oponentes de nível inferior), contanto que acertem o mesmo alvo. Ela pode distribuir os golpes em mais alvos, mas causará dano menor em cada um deles (a critério do Narrador). A técnica pode causar rachaduras bem feias em armaduras de mesmo nível ou inferior já danificadas, caso os ataques sejam sucessivos (a critério do Narrador). Liah só pode atingir inimigos próximos o bastante para um ataque corpo-a-corpo com essa técnica. Por ser uma técnica simples, o gasto de cosmo é mediano-baixo. Inimigos com nível de poder superior ao de Liah ignoram os efeitos desta técnica. Nome da Técnica: κορακιών (Lança do Corvo) Categoria: Ofensiva Descrição: Liah concentra o cosmo na mão inteira, em vez de apenas nos dedos, fazendo uma lâmina grande como a da técnica de origem. Porém, em vez de concentrá-la nas duas mãos, ela concentra a energia toda e o ar todo ao redor dessa única mão, formando um pequeno e quase imperceptível tornado, embora a lâmina de energia da cor cósmica de Liah seja notada fortemente. Liah pode utilizá-la como ataque em corpo-a-corpo, causando danos mais fortes, embora a velocidade seja bem menor, ou pode lançá-la contra o alvo rapidamente, como um ataque a longa distância, cortando e rasgando todo o ar na trajetória do projétil. Efeito: Basicamente é a concentração da técnica anterior em um só ponto, fazendo a energia cósmica e a concentração de ar formarem uma grande lâmina, assim podendo lutar corpo-a-corpo com ela, embora a capacidade do cosmo de Liah proporcione também a habilidade de arremessar a lança em uma única trajetória, sendo, porém, bem rápida, dependendo da força do braço de Liah para impulsionar o ataque. Para o segundo efeito (de ataque à distância), a lança pode ser arremessada a até 125 metros. A lâmina causa dano mediano em oponentes de mesmo nível, e dano alto em oponentes de nível inferior. Sendo um efeito concentrado, o gasto cósmico é mediano. Se Liah se mantiver lutando corpo-a-corpo com a Lança do Corvo, haverá um gasto de cosmo mediano-baixo para mantê-la. Inimigos com nível de poder superior ao de Liah ignoram os efeitos desta técnica. Nome da Técnica: Φτερά κορακιών (Asas do Corvo) Categoria: Ofensiva Descrição: Pondo-se de pé, Liah declina o rosto para frente, e une seus braços à frente do seu tórax, cruzando-os com as palmas das mãos abertas e opostas uma à outra. Quando seu cosmo queima, ela abre os braços como se fossem asas e concentra seu cosmo intensamente. Em seguida, ela leva os braços à frente, paralelos um ao outro, com as mãos abertas, com as palmas para baixo. Nesse momento, o ar começa a fluir com mais violência em torno dela, sendo trazido para suas mãos e, com um movimento suave, ela gira suas mãos, fazendo com que as palmas fiquem viradas para cima, e traz consigo todo o vento. Finalmente, ela fecha suas mãos, e todo o ar se revolve violentamente abaixo dos pés do oponente. Conforme Liah levanta seus braços, o oponente é despercebidamente lançado para o alto com uma rajada poderosa de ar. E, num movimento súbito, Liah reúne todo o cosmo previamente concentrado nos dois braços, formando uma imagem que lembra duas asas negras soltando penas negras, e salta na direção que o alvo foi lançado. Com dois cortes bem rápidos dos dois braços, ela atinge um ponto especifico nele. No local de ferimento, ela ainda lança uma forte rajada de vento, arremessando o alvo longe. Ela termina seu movimento planando graciosamente, como um corvo aterrissando. Efeito: Essa técnica causa danos físicos potentes no corpo desprotegido, podendo despedaçar partes com o corte das asas. A armadura do oponente pode sofrer leves avarias, mesmo que ainda não tenha sido danificada, (a critério do Narrador) caso esta seja do mesmo nível de Liah, ou avarias medianas, mesmo que ainda não tenha sido danificada, (novamente, a critério do Narrador), se forem de nível inferior, por causa do vento que arremessa para longe depois. Há um jeito de escapar da técnica, bem simples, desviando do vento que surge embaixo dos pés. O ataque, porém, é muito rápido, sendo o ataque mais rápido da amazona de corvo. O gasto de cosmo é mediano e o alvo deve estar a até 125 metros de distância, sendo elevado a 12 metros de altura no máximo. Quando ela atinge o oponente diretamente, pode arremessá-lo a até outros 35 metros de distância. A técnica causa dano mediano-alto em oponentes de mesmo nível e dano muito alto em oponentes de nível inferior. Inimigos com nível de poder superior ao de Liah ignoram os efeitos desta técnica. Nome da Técnica: Τυφώνας φτερών (Furacão de Penas) Categoria: Ofensiva Descrição: A técnica mais poderosa de Liah consiste em criar um turbilhão poderoso e vertical ao redor de seu oponente. Esse turbilhão ergue-o ao ar e inúmeras penas negras feitas de cosmo e ar começam a cortar seu corpo por todas as direções, sendo algo bem brutal e violento. O vento que ergue o oponente, então, toma uma coloração negra como as penas, despedaçando um ser humano desprotegido e (a critério do Narrador) causando severos danos a armaduras (se as mesmas já estiverem danificadas), podendo até destruir armaduras de bronze que, se já danificadas, tendem a partir nos lugares que foram acertadas antes. Armaduras de prata (novamente, a critério do Narrador) costumam ganhar rachaduras bem bonitas nas áreas mais danificadas, embora não cheguem a se partir, exceto se a armadura já estivesse avariada de forma severa antes. Quando a técnica termina, ele está no topo do turbilhão de vento, que se desfaz em penas negras que ficam ao chão. O alvo despenca, sofrendo mais avarias pela altura. Efeito: O primeiro efeito do ataque é circundar os alvos ou o alvo com a energia e o ar que impulsionará ele à técnica. A potência dos cortes do vento se dá relativa ao número de alvos que foram sugados para o furacão. Quanto menor o número de alvos, mais danos sofrerão, e quanto maior for o alvo, mais danos ele sofre. O furacão consegue absorver até 7 alvos (um por estrela principal da constelação de Corvo), fazendo com que todos sofram ataques pelo corpo todo, embora, por sua vez, não sejam mais fortes que a primeira técnica. Se for só um alvo, seu corpo todo sentirá receber o peso bem maior. O turbilhão é criado numa área de 50 metros de raio, centrado em um dos oponentes de Liah, que deve estar até um máximo de 125 metros de distância. Armaduras perfeitas quando sofrem essa técnica, se forem de prata, costumam trincar e rachar em inúmeras partes (a critério do Narrador). Se forem de bronze é possível que algumas partes se quebrem com a técnica (novamente, a critério do Narrador). Armaduras de ouro tendem a sofrer arranhões muito leves se o usuário não utilizar seu cosmo para protegê-la e armaduras de nível superior a ouro ignoram a técnica por completo. Por ser a técnica suprema de Liah, cavaleiros de ouro e oponentes do mesmo nível sentem os efeitos da mesma, mesmo que de forma bastante reduzida. Oponentes de nível superior ao de Liah recebem dano baixo (podendo chegar a mediano, caso seja apenas um alvo), enquanto oponentes de mesmo nível recebem dano mediano-alto (podendo chegar a muito alto, caso seja apenas um alvo), e inimigos de nível inferior recebem dano alto (podendo chegar a altíssimo, caso seja apenas um alvo) O gasto de cosmo para essa técnica é alto. Nome da Técnica: Βέλος φτερών (Flecha de Penas) Categoria: Ofensiva Descrição: A variação da técnica do furacão faz com que o cosmo dela se condense junto com o ar, formando várias ‘flechas’ em formato de pena ao redor dela, podendo serem lançadas à vontade dela. O numero de flechas que ela pode criar é igual ao cosmo que ela gastar, mas nunca menos que sete, e se caso houver mais, sempre em múltiplos de sete. Ou seja, sete, quatorze, vinte uma, vinte oito e assim sucessivamente até no máximo setenta. Cada flecha tem o poder de uma das lanças arremessadas pela técnica Lança do Corvo. Podem ser lançadas e sua trajetória será controlada pela amazona com o mínimo de concentração, podendo mover todas ao mesmo tempo para várias direções, mas ela não pode fazer mais nada enquanto faz isso, pois concentra seu cosmo para a tarefa. Efeito: Ela é uma poderosa e mortal técnica se mais de uma flecha atingir o alvo repetidamente, ou se todas forem lançadas para obliterar o mesmo alvo. Liah precisa ficar concentrada no que está fazendo e no seu cosmo para mover as flechas do modo que bem entender, lançando-as. Os danos são os mesmos que as lanças, mas como são sete (ou mais) em vez de só uma, o potencial destrutivo dessa técnica é muito maior, podendo eliminar alvos de mesmo nível se forem todos atingidos por mais de uma das lanças em locais vulneráveis (o dano é potencialmente alto ou muito alto, a critério do Narrador). Ela pode lidar facilmente com vários oponentes de nível inferior usando essa técnica, já que o dano de cada sete flechas em cada um deles será potencialmente alto ou muito alto, a critério do Narrador. O gasto de cosmo dessa técnica é alto ou muito alto, dependendo do número de flechas criadas, o que pode chegar a exaurir a amazona. Inimigos do nível de um cavaleiro de ouro só sentirão os efeitos desta técnica se todas as flechas forem convergidas para um único oponente (nesse caso, o dano seria mediano-alto, a critério do Narrador). As “flechas” podem ficar ao redor da amazona até no máximo 8 turnos de combate. As flechas podem acertar inimigos que estejam a até 125 metros da amazona. Nome da Técnica: Θύελλα Κρόου (Corvo das Tempestades) Categoria: Ofensiva Descrição: Liah, enquanto esteve com sua consciência no Yomotsu, treinou com Giancarllo, ex-cavaleiro de corvo, para aprender esta técnica. Kouko, seu mestre durante três anos após seu despertar, ajudou-a a desenvolvê-la fisicamente. O ex-cavaleiro de corvo tinha percebido que Liah não tinha ataques corporais realmente devastadores. Então, resolveu lhe ensinar sua principal manobra de ataque. Liah corre por alguns segundos, como uma ginasta prestes a executar um salto ou um movimento ginástico. Erguendo sua cosmo-energia, Liah absorve o ar ao redor enquanto corre, fazendo com que gire em torno de si rapidamente. Logo depois, ela executa alguns mortais para frente e se atira no ar, como uma flecha, girando seu corpo como se executasse uma pirueta na horizontal e sendo impulsionada pelo vento, que continua a rodeá-la, mas agora fluindo na direção que Liah determinou. Como um míssil, a amazona percorre uma grande distância no ar, atropelando quaisquer vítimas que estiverem em seu caminho. Penas cósmicas esvoaçam por onde ela passa, deixando uma trilha de dor, agonia e destruição. Efeito: A técnica consiste em uma investida corporal, que abrange uma distância de 125 metros em linha reta. Liah precisa correr pelo menos 10 metros antes de executar a manobra, devido ao impulso e o tempo necessário para reunir o vento com sua cosmo-energia. Todas as vítimas que estiverem no caminho da amazona durante sua técnica serão atropeladas (literalmente), sendo jogadas para o ar (alguns metros para o ar, incapaz de matar um cavaleiro, mas provavelmente o bastante pra ferir gravemente um ser humano comum). O dano causado é alto em oponentes de nível inferior, mediano-alto em oponentes de mesmo nível, mediano-baixo em oponentes um nível superior e baixo em oponentes dois níveis superiores. Oponentes superiores em três níveis a Liah não são afetados pela técnica. Há maneiras de bloquear a técnica com alguns artefatos especiais, pertencentes a armaduras de prata ou de nível superior, mas a eficácia de tais objetos estará a critério do Narrador. Para esquivar da técnica basta ser mais rápido do que a amazona ou sair da área afetada a tempo, o que não será fácil, já que a técnica é mais rápida do que a maioria dos movimentos de um cavaleiro de prata. O gasto de cosmo-energia para essa técnica é mediano-alto. Nome da Técnica: Ανεμος Παραπέτασμα (Cortina de Vento) Categoria: Defensiva Descrição: Liah, enquanto esteve com sua consciência no Yomotsu, treinou com Giancarllo, ex-cavaleiro de corvo, para aprender esta técnica. Kouko, seu mestre durante três anos após seu despertar, ajudou-a a desenvolvê-la fisicamente, adaptando-a ao físico e às características da amazona. O ex-cavaleiro de corvo percebeu que Liah não tinha nenhum movimento defensivo. Então, resolveu lhe ensinar sua principal manobra de defesa. Liah eleva sua cosmo-energia rapidamente, sendo recoberta por uma forte luminosidade verde, característica dela. A luz se molda em duas asas negras magníficas, que se formam a partir das ombreiras da armadura de corvo, como se fossem uma extensão da mesma. Os braços de Liah se abrem, e as asas cósmicas batem, ao mesmo tempo que a amazona começa a girar em seu próprio eixo inúmeras vezes, com um movimento de balé. O giro, somado ao bater de asas com a elevação da cosmo-energia, cria uma barreira de vento, que protege a Liah contra qualquer ameaça. Enquanto continua a dançar e a bater suas asas, o corvo se torna inatingível. Efeito: A técnica consiste, em termos de jogo, em uma barreira de ar que rodeia a amazona de prata, oferecendo proteção a até 3 metros em torno de si. Liah precisa continuar dançando para manter a barreira, mas poderá fazê-lo indefinidamente, enquanto sua cosmo-energia e seu vigor físico agüentarem (isto ficará a critério do Narrador). A barreira repele ataques físicos e projéteis, inclusive projéteis cósmicos, mas apenas se o nível cósmico do oponente não exceder o seu. Oponentes de mesmo nível ou inferior precisam superar o cosmo de Liah para ignorar a barreira e causar dano a ela, seja com que técnica for. Porém, se um oponente, mesmo de nível inferior, possuir alguma técnica que “sugue” para si o ar que Liah usa para criar a barreira ou remova todo o ar da área onde ela se encontra, pode abrir uma brecha para o ataque sem que precise superar sua cosmo-energia. Mas mesmo para isso, via de regra, ele deve gastar a mesma quantidade de cosmo-energia que Liah dispendiou para executar a Cortina de Vento. O gasto cósmico é mediano para criar e baixo para manter, já que Liah não poderá atacar enquanto mantém a barreira, e a continuidade da manobra também depende de seu vigor físico. A barreira pode proteger também até dois aliados que estiverem próximos à amazona antes que ela execute a técnica. Nome da Técnica: θανάσιμη Στρόβιλος (Vórtice Mortal) Categoria: Ofensiva Descrição: Kouko, percebendo o aumento tênue no nível de poder de Liah enquanto a treinava, decidiu que ela podia tentar aprender algo mais ousado. Já havia percebido todos os movimentos dela, e sabia que ela poderia se aproveitar da técnica Cortina de Vento para desenvolver algo mais agressivo, algo parecido com uma técnica que ele próprio possuía. Com algum treino, sua pupila logrou sucesso. Liah executa o mesmo movimento inicial da técnica de origem. As asas surgem, negras, com tamanho maior do que antes e a postura é a mesma, mas não há o “bater de asas”, apenas o giro “interminável”. As asas ficam “fixas”, mantendo posição. Com isso, ela cria um vórtice, que atrai ar e o faz girar violentamente ao seu redor, como um ciclone, ficando a amazona no “olho”. Vítimas que estiverem relativamente próximas são atraídas para as asas, que giram como hélices devido ao movimento rodopiante frenético de Liah, e são dilacerados pela força do giro e do cosmo imbuída nas mesmas. O giro também solta “penas cósmicas” das asas, atingindo com menor impacto aqueles que não foram ainda atraídos para o vórtice, mas que para lá se encaminham. Esta é uma das técnicas mais fortes de Liah. Graciosa e letal. Efeito: A técnica cria um vórtice em torno de Liah, que dilacera tudo o que se aproxima. Uma área de 50 metros é afetada pela manobra, começando a atrair as vítimas para perto de Liah, com a força de um ciclone (ventos que atingem, no auge da manobra, 200 Km/h). Os alvos que estiverem dentro da área de 50 metros, mas a uma distância maior que 5 metros de Liah, sofrem apenas o dano das “penas cósmicas” (dano mediano para oponentes de nível inferior e dano baixo para oponentes de mesmo nível; oponentes de nível superior não sofrem dano) que as asas soltam. Aqueles que estavam perto o bastante ou foram atraídos para perto do ponto de impacto com as asas sofrem muito mais. As asas cortam, retalham, despedaçam o que estiver em contato com elas, podendo até danificar armaduras (a critério do Narrador). Oponentes de nível inferior sofrem dano muito alto; oponentes de mesmo nível sofrem dano mediano-alto; oponentes um nível superiores sofrem dano mediano e oponentes dois níveis superiores sofrem dano baixo. Todos que entram em contato com as asas são jogados no turbilhão principal do vórtice após sofrer o dano principal, e são elevados com a força dos ventos, girando incontrolavelmente até serem arremessados violentamente para fora da área, a uma velocidade compatível com a dos ventos no interior do mesmo. O dano sofrido decorrente da queda ou do impacto com alguma estrutura ao redor ficará a critério do Narrador. Aliados também podem ser atingidos por essa manobra; portanto, Liah deve utilizá-la com muito cuidado. O gasto de cosmo-energia para executar a técnica é alto. A amazona pode manter a manobra por até 8 turnos, mas a cada 2 turnos seu gasto de cosmo-energia será mediano. Escudos e barreiras podem ser eficientes, mas dependerá do critério do Narrador definir isso. Para escapar da técnica é necessário estar fora da área de efeito da mesma ou possuir controle sobre o ar de forma a conseguir sair do turbilhão a tempo. O Narrador sempre terá a palavra final sobre esse quesito. [align=right]HABILIDADES[/align] Nome da Habilidade: Κόκκαλα κορακιών (Ossos do Corvo) Descrição: Essa capacidade foi adquirida com os anos de treinamento físico de Liah e consiste em fortalecer os ossos de forma a deixá-los mais resistentes ou mais leves para movimentos. Ao treinar com seu cosmo durante seus movimentos acrobáticos, Liah descobriu como fortalecer os mesmos. Seu cosmo não apenas manipulava o vento: ela conseguia decompor o ar ao seu redor em pequena quantidade e incorporar o hidrogênio nos ossos através dos seus poros. Com isso, há mais íons de hidrogênio nos Osteoclastos, e a parte orgânica de seus ossos fica mais resistente, embora isso adicione peso à amazona. Seus movimentos, então, se tornam mais pesados e potentes. E, durante um treinamento com seu cosmo no topo das montanhas próximas ao Santuário, ela percebeu que poderia tornar seus ossos mais leves, incorporando o espírito do Corvo. O corvo, por ser uma ave, possui ossos mais leves, mas não é tão resistente. Diminuindo a densidade dos ossos ao expulsar o hidrogênio dos Osteoclastos, ela diminui a parte orgânica de seus ossos, tornando-os mais leves. Seus movimentos se tornam mais rápidos e graciosos. Esta habilidade resultou de uma amálgama destes dois treinamentos. Efeito: Em termos de jogo, quando Liah diminui a densidade dos próprios ossos ela fica com sua movimentação leve aumentando sua locomoção em duas vezes a atual, mas em contrapartida qualquer golpe físico pode acabar rachando e quebrando seus ossos. Quando Liah aumenta sua densidade ela fica com o dobro do peso atual, e sua locomoção diminui pela metade do que é, em contrapartida os ataques físicos de Liah têm um impacto duas vezes maior, assim como o corpo consegue resistir mais aos golpes dos oponentes. Ela precisa se concentrar cerca de 5 segundos para ativar um dos efeitos ou voltar ao normal, e cerca de 10 segundos para variar de um efeito para o outro. É impossível usar esta habilidade em ambientes sem hidrogênio no ar (ambientes sem umidade no ar alguma, por exemplo). Nome da Habilidade: Ενέργεια αέρα (Energia Eólica) Descrição: Essa habilidade se dá na manifestação cósmica de Liah; quando ele se manifesta, objetos próximos são cortados e arremessados para longe. Quanto mais forte é a manifestação, mais cortante e perigoso o cosmo de torna, além de, também, conferir uma breve manipulação do ar para a Amazona de Prata. Efeito: Quando o cosmo de Liah é ativado, ela consegue modificar a trajetória de projéteis comuns (que tenham atrito com o vento), contanto que não sejam muito pesados (a critério do Narrador), manifestando seu cosmo. Porém, essa habilidade não machuca pessoas, sendo somente danosa a objetos mundanos e estruturas, que começam a serem cortadas e levantadas aos poucos com a sua manifestação. Ela também consegue alterar o fluxo de vento ou a direção que ele flui, em uma área não maior que cinco metros de raio, centrada nela, podendo enganar os sentidos do olfato. Essa habilidade também consegue dispersar coisas que ficam no ar, como pólen e fragrâncias. Nome da Habilidade: Επιείκεια κορακιών (Graça do Corvo) Descrição: Controlando bem seu corpo e seu cosmo eólico, a amazona de corvo consegue alterar a trajetória de seus saltos e, se estiver em queda livre, consegue aparar o impacto da queda, criando uma pequena camada de energia da cor de seu cosmo ao redor, para isso. Efeito: Basicamente, ela conseguiria alterar a trajetória de qualquer movimento aéreo que fizer e, além disso, conseguiria aparar a velocidade, diminuindo (não a ponto de parar no ar) e planando levemente, usando um pouco de seu cosmo para isso. Para o caso de quedas de alturas muito elevadas (acima de 1.000 metros, por exemplo), a eficácia do uso desta habilidade será determinada pelo Narrador (a habilidade funcionaria ainda, mas Liah poderia ter que gastar muito mais de sua cosmo-energia, por exemplo). Nome da Habilidade: Μάτια κορακιών (Olhos do Corvo) Descrição: Como os Corvos, Liah tem a capacidade de ter olhos e intelecto privilegiados, e isso faz com que, após observar algo, Liah consiga ver pequenos detalhes que passam despercebidos pelos olhos e a memória de muitos, se não quase todas as pessoas, fazendo-a se valer da velha máxima: uma técnica não funciona duas vezes com um mesmo cavaleiro. Efeito: Essa habilidade basicamente é a memória fotográfica, Liah consegue reconhecer e gravar pequenos detalhes de todas as técnicas que observar, mesmo sendo do seu mesmo nível ou um nível superior, se a técnica for usada mais de uma vez ela saberá os pequenos detalhes e falhas para conseguir esquivar ou contra-atacar o golpe, nunca esquecendo o que viu. Essa habilidade não funciona com inimigos com dois níveis de poder acima do seu. Nome da Habilidade: σκοτεινή Νύχτα (Obscuridade Noturna) Descrição: Giancarllo, o ex-cavaleiro de corvo, conseguiu se manter “vivo” no Yomotsu graças a esta habilidade, a qual ensinou Liah a desenvolver. Em superfícies ou terrenos escuros ou envoltos pela escuridão, o corvo pode camuflar sua aparência e seu cosmo. Como mensageiro da morte, ele pode se tornar tão frio e imperceptível como ela, que aparece quando menos se espera. Liah tomou para si a obscuridade furtiva, e deixou que as sombras lhe engolfassem. Efeito: Esta habilidade permite que, a um gasto muito baixo de cosmo-energia, Liah se mescle com o ambiente escuro ou de baixa visibilidade, seja pela ausência de luz ou pela predominância da cor negra no mesmo. Mesmo em ambientes iluminados, ela pode se valer das sombras para tal. Enquanto estiver nesses ambientes, tanto sua aparência quanto seu cosmo ficam imperceptíveis. Inimigos de mesmo nível cósmico não conseguem encontrá-la, a menos que possuam alguma habilidade que lhes permita fazê-lo, e inimigos de nível superior precisam ou ter uma habilidade que permita detectar Liah, ou gastar cosmo-energia para fazê-lo (mas Liah pode escolher gastar adicionalmente a mesma quantidade de cosmo-energia para bloquear esta última ação e continuar oculta). Liah só permanece beneficiada por esta habilidade enquanto se mantiver imóvel. Nome da Habilidade: Αθάνατο απώλεια των αισθήσεων (Inconsciência Imortal) Descrição: A experiência do Yomotsu relatada por Liah despertou a curiosidade de Kouko. Não eram muitos os cavaleiros que possuíam o dom de ver o local por onde os mortos passam antes de irem ao submundo. Alguns poucos conseguiram desenvolver técnicas para manipular a energia daquele local de passagem sobrenatural, mas não parecia ser o caso de Liah. Ainda assim, ele resolveu estudá-la. Suas descobertas foram utilizadas para auxiliar a amazona de corvo a compreender melhor este dom, e a começar a dominá-lo. Por vezes, sob orientação de Kouko, Liah conseguiu, durante uma noite de sono, “voltar” ao Yomotsu inconscientemente. Contudo, ela se lembrava de tudo o que havia presenciado, devido à sua memória extraordinária. Com o tempo, as visitas oníricas se tornaram menos raras, mas Liah ainda não detém o controle sobre elas. Efeito: Esta habilidade permite que, durante seu sono, a alma de Liah visite o Yomotsu. Ela pode presenciar tudo o que lá estiver acontecendo, e inclusive se comunicar com Giancarllo, seu ex-tutor, caso ele esteja por perto do local onde sua alma aparecer. Porém, a freqüência com que esta habilidade funciona é deveras errática. Não há uma constância definida para quando a alma de Liah visita o Yomotsu ou não, ou seja, não depende de sua vontade. Mesmo que ela durma com a intenção de visitar o Yomotsu, não há certeza de sucesso. Para efeitos de jogo, toda e qualquer tentativa deliberada de se acessar o Yomotsu através do sono deverá ser julgada pelo Narrador. O sucesso ou o fracasso da habilidade – e suas conseqüências decorrentes – dependem da decisão dele. Cabe dizer que esta habilidade pode funcionar contra a vontade de Liah também, ou seja, ela pode se ver no Yomotsu em uma noite que julgava ser “comum”, sempre a critério do Narrador. Embora seja uma habilidade incomum e até mesmo útil, ela deixa Liah vulnerável aos deuses dos sonhos, que podem vir a percebê-la por seu sonho tão raro, a critério do Narrador. |
![]() |
|
| Liah de Corvo | Nov 16 2011, 06:31 PM Post #2 |
![]()
|
[align=right]HISTÓRIA[/align] Liah nasceu numa família aristocrata da poderosa Romênia. Filha única de Catalina e Daniel, foi uma criança desejada por anos pelo casal, que só a teve dez anos após o enlace matrimonial. Teve uma infância feliz até os seis anos de idade, quando foi decidido que o melhor para seu futuro seria estudar num internato em Constantsa, cidade bem mais rica e desenvolvida que a sua, Cruj Napoc. Lá, a menina aprendeu a falar línguas de outros países, a portar-se como uma dama - apesar de não gostar muito das aulas -, a calcular com perfeição, entre outras coisas. Apesar da riqueza do local, a escola onde estava era conhecida como a mais rígida da Romênia. As alunas faziam caminhadas todos os dias após o almoço e o lanche da tarde. Liah constantemente fugia deste “exercício”, preferindo praticar algo que amava. Ela adorava pular, dar piruetas e mortais, “andar” com as mãos, ao invés dos pés - o que conhecemos hoje como “parada de mãos” ou “bananeira”. Não foram poucas as vezes que ela recebeu castigo por este tipo de travessura. Apesar das limitações e da saudade de ver os pais todos os dias, Liah era feliz; sabia que Catalina e Daniel eram boas pessoas, ajudavam os necessitados e refugiados, e só desejavam proteger a menina. Liah tinha orgulho dos pais. Já se passavam seis anos e seus estudos mostravam-se plenos, sendo uma das meninas mais inteligentes da instituição de ensino. Sua vida não era nada má, e ainda poderia ver os pais todos os fins de semana, aniversários e datas religiosas. Tudo corria muito bem, até uma semana após seu aniversário de 12 anos. Neste dia, a diretora chamou-a ao escritório, e Liah obedeceu. Provavelmente seria mais uma punição por alguma travessura, apesar de não lembrar-se de ter feito algo. Ao acomodar-se em uma cadeira, a diretora não teve meias palavras: uma tragédia acontecera na família Korak: Catalina e Daniel foram presos pela Inquisição. Foram acusados, julgados e condenados por Desobediência e Favorecimento à Bruxaria. Levados à morte na jaula submersa, não tiveram a menor chance de defesa. Ela, a partir daquele dia, era uma órfã. A Igreja Católica e a Coroa Romena levaram todas as riquezas da família, e Liah tornou-se somente uma garota sem destino. Tinha duas opções: ficar no internato, porém como criada, ou ser encaminhada a um lar para órfãos. Em meio ao turbilhão de tristeza e revolta, a garota escolheu uma terceira opção, pintada somente em sua cabeça: fugir. Era alta madrugada quando ela saiu por uma janela que ficava em seu quarto. Desceu o muro pela grade de madeira que sustentava as plantas rasteiras. Na noite fria do nono mês do ano, Liah desapareceu pelas ruelas pouco iluminadas, o rosto trêmulo e choroso pelo medo e por estar sozinha no mundo. Com o passar das semanas, a distância ficava absurda e suas roupas, antes belas, agora estavam sujas e rasgadas. Ao passar por um porto, não pensou duas vezes; entrou no porão de um navio mercante. Ficaria ali o tempo que fosse necessário; o importante era ver-se o mais distante possível do sofrimento. Dias passaram-se, e Liah alimentava-se de especiarias presentes nos barris frouxamente tampados, além de matar a sede com a água da chuva. Em determinado momento, a embarcação balançou e parou. Era sua oportunidade. Ela escondeu-se atrás de um barril, esperando somente a hora de sair dali. Porém, sua tranqüilidade não durou muito, já que um dos marujos encontrou a garota. Puxando-a pelo braço, levou-a para o cais do porto, onde os demais homens estavam. O capitão não pensou duas vezes e decidiu chamar as autoridades. Liah apavorou-se neste instante; se fosse pega, certamente o pior aconteceria. Com rapidez e graça, ela usou o próprio marujo que a segurava como apoio, fazendo uma estrela para trás. O homem, surpreso, acabou soltando-a. Ela correu no ato, misturando-se com a multidão que chegava para pegar as mercadorias que chegavam, além de vender mais algumas para o Capitão. Distanciando-se e correndo o mais que podia por incontáveis minutos – talvez horas, Liah não se deu conta de onde havia entrado. Era o lugar mais estranho...e lindo...que já vira em toda a sua vida. Infelizmente não teve muito tempo para admirar a paisagem, pois tinha de fugir. Não olhava para onde ia, por isso trombou em algo duro como metal. Ela caiu sentada na hora, massageando a testa. Quando olhou para cima, avistou alguém. Como estava de costas, não pôde ver se era homem ou mulher. Só sabia que a pessoa vestia a coisa mais brilhante do mundo, provavelmente. Mais que isso: só de olhar para aquele ser, Liah sentia uma paz muito grande. De alguma forma, ela sabia que tudo acabaria bem. Que a justiça seria feita. Estranhamente, aquela pessoa parecia sequer notar a presença de Liah, ou ter sentido o impacto da trombada; seguia em frente como se nada tivesse acontecido. Infelizmente para Liah, as coisas estavam bem agitadas: guardas do local a avistaram, e o máximo que ela poderia fazer seria correr. Conseguiu escapar por algum tempo, realizando suas proezas ginásticas. No entanto, os guardas capturaram-na. Ela já orava mentalmente para um Deus que quase não tinha mais crédito em seu coração, quando a voz firme, suave, porém autoritária, fez-se presente, fazendo a jovem olhar para frente; a pessoa com a veste dourada dizia que estava tudo bem, e que eles poderiam ir embora. Para o espanto de Liah, usava máscara. Pela grandeza e pela serenidade que aquela pessoa transmitia, Liah desejava ser igual. - Por que me segues? – a pessoa tinha uma voz suave e absolutamente calma. Pelo timbre, só poderia tratar-se de uma mulher. A jovem garota piscou algumas vezes, voltando à realidade. Respirou fundo, falando da forma mais sincera que conseguiu, apesar da ansiedade: - Você é a pessoa mais imponente que já vi em minha vida. Parece possuir todo o poder para conquistar o mundo, e ainda assim, está aqui, sem alterar seu humor, mesmo seguida por uma criança como eu. Não perde sua paciência. Eu quero ser como você. Por um momento, tentou analisar as reações da mais velha. Claro que não conseguiu, já que ela ainda estava de costas. Quando a pessoa virou-se, Liah chegou a assustar-se, pois os rostos ficaram a um palmo de distância, somente. Bem, ao menos o rosto de Liah; ela não conseguia ver o semblante da outra, que estava com a máscara. - E você, por um acaso, sabe quem sou? – sua voz continuava inalterada, como um livro que se mantinha cheio de mistério, mesmo já aberto. Liah engoliu em seco e suas bochechas coraram: realmente, não fazia idéia da resposta que poderia dar. Em seus doze anos, pensou em algo honesto: - Alguém...importante? – deu de ombros, envergonhada. Como não sabia quem era aquela mulher, foi a melhor resposta que pensou em dar. Chegou a fazer um bico e cruzar os braços com a risada que a outra deu. Logo em seguida, tudo cessou; a mulher começou a explicar o que era, e onde estavam. Falou sobre a deusa Athena, seus cavaleiros e amazonas. Explicou até mesmo o motivo de as mulheres usarem máscara - o que Liah não achou muito justo, aliás. Após todo aquele esclarecimento, a amazona advertiu que só existiam duas formas de sair do Santuário: como guerreiro ou como cadáver. Dizendo isso, ela simplesmente virou as costas, certa de que a garota iria embora dali mesmo. Para a surpresa da amazona, a menina abaixou a cabeça, porém manteve a voz firme: - Perdi minha família para este mundo injusto e as regras de uma sociedade mergulhada no medo e na hipocrisia. Acha mesmo que desejo viver em um mundo assim? – era a mais pura verdade. Por que viver neste tipo de sociedade, onde a vontade do mais poderoso era imposta sempre à força, através de impostos pesados, torturas, raptos, estupros e mortes? Liah queria, acima de qualquer coisa, a plena e límpida justiça. O desejo de vingança morreu ao longo do tempo; agora, ela nunca mais desejava ver qualquer pessoa sofrer o que ela sofreu. Era quase desesperadora sua vontade de fazer um mundo melhor. Com esta resposta, a amazona ficou muda por alguns segundos. Parada, ela imaginava o tipo de infortúnio pelo qual aquela menina passou. Mas não havia tempo para conversas; apenas chamou a jovem, pedindo que a seguisse. Liah não ficou surpresa quando chegaram a um descampado, uma espécie de arena rústica onde somente mulheres de máscara treinavam. Seu espanto aconteceu quando a amazona retirou a própria indumentária do rosto. Revelou-se uma belíssima mulher, de cabelos mais claros e platinados que os da própria garota. Ela prestava atenção nos olhos muito claros, porém de cores diferentes entre si. A mais velha avisou que o teste de Liah seria somente conseguir levantar a cabeça. Nada mais. Caso passasse, seria a aprendiz da amazona. Do contrário, morreria. Liah afirmou com a cabeça, e pegou a máscara que sua talvez futura mestra jogou. A garota colocou-a, e sentiu-se incomodada; para ela, aquilo era somente mais uma forma de opressão às mulheres. Deixou estes devaneios de lado quando foi avisada do início de seu teste. Nos primeiros segundos, nada sentiu. Não demorou muito para o sofrimento começar, porém. Era como se todos os sentimentos tristes do mundo ficassem exatamente nos ombros da jovem. Ao mesmo tempo, um vazio imenso tomou conta de seu corpo, de sua alma. Não havia mais aquela motivação de viver e trilhar o caminho da justiça. Tudo era somente pressão, dor, vazio. Seu corpo tombava como se a maior rocha do mundo criasse vida e quisesse esmagá-la. Ela caía, respirando fundo, concentrando-se no ar que entrava e saía dos pulmões, pois aquilo era o que atentava que seu corpo estava ali. Ela leva sua mente para longe, para sua lembrança de como segurar o corpo com as mãos, como sabia dar piruetas e saltos mortais. Seu corpo conseguia ficar tão leve quanto o ar quando ela fazia suas acrobacias. Era sua maior alegria e seu maior trabalho, exigia muita força, leveza e concentração. Baseada em seus anos de treinamento naquele esporte, ela contornava aquela concentração em força física e mental. Pois tinha que dar certo! Era algo contraditório e impressionante, afinal, o que acontecia ali: o ar fica cada vez mais pesado, parece que o esforço físico não é suficiente; faltava algo. Algo que ela não tinha e que a amazona tinha; era devastador...parecia que, aos poucos, limpava a existência de Liah do mundo. Ao mesmo tempo, lembrava-a de onde estava e o que tinha de fazer ali: simplesmente sobreviver. Ela parecia não agüentar mais e querer entregar-se àquela espécie de obliteração. Instantes depois, desistia desta idéia. Não daria o prazer de sua própria morte para a Coroa ou a Igreja Católica e o Papado. Ela sobreviveria, através dos anos, e lutaria por algo maior que as leis, as torturas e as aparências. Lutaria pura e simplesmente pelas pessoas, sem julgar a religião, a cor, os gostos pessoais. Ela respirava mais rapidamente, apoiando-se com uma das mãos, e erguendo devagar a cabeça somente para encarar a amazona. No momento em que ela encara a guerreira à sua frente, toda a convicção que sente a faz alimentar a força necessária para tentar erguer o resto do corpo. A amazona movimenta as mãos brevemente em sinais que Liah não reconhece, quase como uma oração pagã, falando uma palavra desconhecida. A jovem, então, sente o cosmo da mulher ficar idêntico ao dela. Não fisicamente, é claro. No entanto, a sensação de determinação, de poder fazer o que quiser, era exatamente igual. O peso sumiu, e então ela pode ficar de pé. A aura dourada desfazia-se; Liah não conseguia distinguir o que era, mas sentiu uma aura poderosa ao seu redor, como se um anjo da guarda descesse dos Céus para protegê-la. A garota olhou-se e percebeu, surpresa, que aquele poder vinha dela própria: era uma espécie de luz, verde-escura e bem tênue, que estava ao redor dela, como se fosse aquilo que tivesse evitado sua obliteração perante a guerreira. A mulher espera Liah recuperar o fôlego e falar algo, ainda com aquela máscara inexpressiva. - O que diabos fez comigo?? Senti como se eu mesma não existisse mais neste mundo! – era visível que havia mais curiosidade que revolta em suas palavras. Ela respirava ofegante, erguendo-se e mirando a máscara que escondia o rosto daquela à sua frente. - Eu apenas lancei minha cosmo-energia sobre seu corpo. Nada mais do que isso. Sua cosmo-energia foi o que a manteve viva e o que a faz ficar de pé agora. Esta é a força que vibra dentro de cada um de nós. É a energia mais poderosa de todas; ela é alimentada pelos nossos sonhos e paixões, nossas emoções. Seu desejo de ficar viva e lutar para proteger as pessoas - impedir que aconteça com elas o que aconteceu consigo, é o que a fez ficar de pé. A partir de hoje, você será minha aprendiz. – ela fez uma pausa, enquanto andava novamente para dentro do Santuário, percebendo que Liah seguia-a um tanto quanto estabanada – Eu sou a amazona de Gêmeos. Estranhamente, Liah não sentiu mais pena ou raiva pelas guerreiras que devem usar máscara. Naquele momento, era puro orgulho que passava por seu corpo. Sentia-se honrada por ser portadora de um daqueles adornos. Mais do que nunca, o desejo por um mundo justo gritava em seu interior como o choro insistente de uma criança recém-nascida. A partir daquele momento, ela não mais era a menina de família rica, de sobrenome reconhecido e uma fugitiva das autoridades que tanto mal lhe fizeram. Não. Era somente Liak Korak, aprendiz da amazona de ouro, a guardiã da Casa de Gêmeos. Não foram tempos fáceis. Todavia, não existia mais o medo de uma nova perseguição, de parar em um orfanato qualquer, de ser pega pela Inquisição ou pela Coroa e ser encaminhada à morte, para que a fortuna de sua família fosse conquistada de vez. Havia somente o treinamento. Ferimentos? Claro que sim. Dores? Todos os dias! Desejo de reaver o que é seu por direito?...Não. Se dependesse de Liah, tudo poderia ficar com quem roubou; aquele dinheiro agora era podre, maculado pela maldade dos supostos ideais benevolentes da Igreja e do Reinado. Ela via-se cada vez mais distante daquela riqueza, e agradecia a Athena e a sua mestra por isso. Os primeiros dias de treinos foram quase impossíveis de agüentar: duravam 23 horas e, a cada tarefa bem-sucedida, Liah tinha direito a mais uma hora de descanso. Foram duas semanas de treinos que duravam 23 horas, mas, aos poucos, conseguia mais êxito em seu esforço. E, assim, ficou sabendo mais coisas sobre o Santuário: existia um Grande Mestre, responsável por todos os oitenta e oito cavaleiros e amazonas defensores da Deusa. Minha mestra era apenas uma dos doze guerreiros de ouro, cada um representando uma constelação zodiacal: desde áries, até peixes. Um dia, Liah teria sua própria armadura; em uma batalha ou por um chamado. A garota dormia na casa de Gêmeos também. Somente na primeira noite teve direito a uma cama; depois, deveria arrumar um canto qualquer na casa. Foi exatamente o que Liah fez. Improvisou com cobertas e lençóis uma cama, num dos salões menores da casa de Gêmeos, próximo do local de meditação de sua mestra. Com o passar do tempo, a garota acostumou-se, e preferiu dormir no chão a dormir em uma cama. Assim, as semanas se transformaram em meses, que logo se tornaram anos. Sempre dando duro e desejando provar seu valor, Liah crescia, não somente em corpo, como também em mente. Sua maturidade era algo surpreendente; enquanto algumas aspirantes conversavam e riam em seus raros momentos de folga, ela aproveitava para treinar mais. Só parava caso fosse necessário. Cinco anos passaram-se, e a garota assustada, fugitiva e órfã tornou-se uma bela jovem de dezessete anos. A suavidade de seu rosto só poderia ser vista por outras aspirantes e outras amazonas, incluindo sua mestra. Num fim de tarde de uma semana qualquer do ano de 1543, a jovem chegou à casa de Gêmeos, à procura de sua mestra. Assim que a encontrou, abaixou a cabeça em respeito, apesar de ainda estar com a máscara: - Terminei os treinos físicos de hoje, mestra. Quer que eu faça algo mais? – Ergueu o rosto, notando que a amazona de ouro estava com seu traje sagrado. Chegou a ficar surpresa, afinal, ela só a usava quando saía em missões. Foi assim que a viu pela primeira vez, cinco anos atrás. Retirou a máscara, e seu tenro rosto mais uma vez exibia-se. - Sim, eu quero. – A dourada virou-se, ficando de frente para Liah e a poucos metros de distância da aspirante – Liah, lembra-se de seu primeiro dia aqui? Do que aconteceu? - Claro que lembro. Eu estava assustada, suja e faminta. Com medo de ser pega, fugindo das autoridades. Vi-a e, no mesmo momento, quis ser igual. Transmitir esta imponência e inspirar este respeito. - Muito bem...e lembra-se de seu teste para permanecer no Santuário como aprendiz, devo supor. Eu mesma o apliquei. - Como se fosse ontem. Seu cosmo foi como um bloco de ferro empurrando meu corpo para o chão, um furacão que varria a minha existência deste mundo. Até hoje não entendo como passei. Mais ainda, não entendo como sobrevivi. A amazona soltou uma gostosa risada. Fora dos treinos e dos combates, a amazona de Gêmeos era uma pessoa agradável e divertida, que gostava de conversar e rir. Liah gostava desta separação que sua mestra fazia entre as situações. Ela viu a mais velha aproximar-se e afagar seu rosto, com um tenro sorriso. No fundo, a aprendiz sabia o que aconteceria: um teste. - Então espero que descubra logo como teve êxito. Liah, hoje senti uma ressonância. Um cosmo muito similar ao seu, se não for igual, em Meteora. Você irá até lá e descobrirá do que se trata. No entanto, antes disso devo aplicar-lhe um último teste. Caso passe nele, mais nada tenho a lhe ensinar. Já estará pronta para não mais ser minha pupila, mas sim uma irmã de batalhas. Liah viu-se admirada com as palavras de sua mestra. Pensava que sua rotina de treinos perdurasse por mais dois anos, ao menos. Não sabia que já estava tão avançada assim. Ela abriu e fechou a boca algumas vezes, para falar algo. Contudo, estava tão abismada e tão exultante que não conseguiu dizer nada. Sorriu em resposta à sua mestra, deixando suas coisas num canto qualquer e voltando onde estava, colocando-se em posição de defesa, enfim. - Pronta, Liah? Lembre-se de seus treinos comigo, e seu teste para ficar aqui. Faça melhor que aquilo, pois não serei benevolente. – ela estava séria, como poucas vezes Liah viu. - Seu teste é dar cinco passos e chegar a mim. – então se afastou, ficando à distância necessária para o teste fosse iniciado. A garota sabia o que aquilo significava: sentiria o peso do cosmo de sua mestra em si. Se fosse somente isso, imaginava que teria uma chance razoável de vencer o teste. Mas é claro que não foi somente isso. Liah imediatamente sentiu a pressão do cosmo de sua mentora, porém com uma força muitas vezes maior do que se lembrava de ter visto ou sentido. E não foi somente isso: junto com a pressão, um sentimento horrível tomou conta de Liah. Era como se estivesse assistindo, dezenas de vezes, a cena em que soube da morte de seus pais. De como a diretora do internato pediu a ajuda de um padre para explicar a situação. Ironicamente, um sacerdote da Igreja que acabou com a vida da jovem. Liah lembrava-se...ela teve vontade de matar aquele homem. E toda aquela dor, toda aquela raiva vinha em doses cavalares. O primeiro passo que deu em direção à amazona de Gêmeos foi o mais cansativo de sua vida. O segundo não foi melhor. Pois, junto com o próprio pesar, ela sentia toda a opressão que vinha da própria amazona de Gêmeos. Sempre ouviu dizer que as pessoas geminianas eram as mais completas, pois suas almas eram duas em uma. Todavia, ela parecia ser incompleta, como de um pedaço dela tivesse sido arrancado da forma mais dolorosa possível. E aquela carga cósmica jogava todo o sofrimento em Liah, que se esforçava para ficar de pé. Num determinado momento, ela deixou-se cair de joelhos, apoiando uma das mãos no colo. Ergueu o rosto para encará-la, e o que viu deixou-a surpresa: os cabelos da amazona, antes mais claros até que os de Liah, agora estavam negros. Seus olhos, que antes possuíam uma orbe de cada cor, naquele momento estavam vermelhos. Pelas lembranças que a garota tinha da Bíblia, sua mestra lembrava-lhe muito um Anjo Caído naquele momento. Mais que isso, toda a frieza o ressentimento da geminiana eram jogados de forma implacável na jovem aprendiz. Ela não desistiria, porém. Deu seu terceiro passo, arrastado, porém sem titubear, firme em seu propósito de levar justiça e paz à humanidade. - Mestra...não vou desistir...nunca! – sentia falta de ar, e o esmagamento de todo o seu ser. Ainda assim, naquele momento desejava mil vezes sentir as dores do começo de seu treinamento do que aquilo. O quarto passo foi mais largo, como se os joelhos tivessem que apoiar todo o peso do cosmo da mulher e o cosmo defensivo de Liah, e não somente o corpo da jovem. Ela, que não chorava há cinco anos, finalmente deixou as lágrimas caírem fartas, porém sem qualquer som que lamentasse o que estava acontecendo. Não eram lágrimas pela provação presente, e sim revolta por tudo o que ela, sua mestra e todas as boas pessoas do mundo tinham que passar. Enquanto os justos e bons sofriam, os gananciosos e maus eram privilegiados e podiam fazer o que bem desejassem com quem quisessem. Liah não deixaria isso acontecer por muito mais tempo. Era sua prioridade lutar por Athena, a representante máxima da justiça e da paz na Terra. Liah sentiu seu próprio cosmo aumentar, e a aura esverdeada circundar seu corpo. Até mesmo seus olhos, antes azuis, tornaram-se tão verdes quanto sua energia. A determinação em seu rosto só não era maior que de seu corpo, que concluía o quinto passo e seus braços recostavam na armadura de Gêmeos. Liah conseguiu passar em seu teste. Ao preço de sentir uma dor antiga - a sua própria - e uma nova dor, a de sua mestra. Com os cabelos grudados na testa pelo suor, o rosto afogueado pelo cansaço e os olhos avermelhados pelo choro. Ela ajoelhou-se. Estava com muita raiva por ter demonstrado sua fraqueza. Recuperando o fôlego, a garota deu um forte soco para baixo, abrindo um buraco no solo: - Malditos sejam...malditos!! Não vou perdoá-los! A justiça será feita e, pela força e honra de Athena, eu mesma aplicarei o Julgamento nestes infelizes!! Ninguém mais sofrerá sem merecer!- Ela praticamente rosnava, a revolta escondida por anos agora transbordando de si. Sua mestra abraçou-a ternamente, afagando seus cabelos e sussurrando em seu ouvido: - Sei que não permitirá mais que atrocidades aconteçam neste mundo, Liah. É por isso que escolhi a aprendiz certa. Passou em seu teste. Descobriu como sobreviveu a isso, pequena? – a amazona sorria, mais uma vez terna em seus gestos, não mais assustadora. Seus cabelos e olhos voltaram à suas tonalidades costumeiras. - Concentrei meu cosmo...em um único objetivo...mas não pensando em mim. – a garota olhou para sua mestra, e depois levantou-se. Era sua missão não pensar mais em si, e sim em todos a quem deveria respeitar, apoiar e proteger. Ela sorria, e não havia mais o olhar triste, que remoía a dor que passara anos antes: tudo foi substituído pela alegria de ter passado num teste tão importante, e ter recebido a confiança dela. A amazona de Gêmeos falou, então, para Liah descansar. Meteora a aguardava, e ela deveria estar o mais preparada possível. Já eram mais de dez horas da noite quando a garota decidiu partir em direção ao monte encravado no meio de um fiorde. Ela já ouvira falar bastante do lugar, e que lá era tão lindo quanto mortal. Com as palavras realistas de sua mestra, ela seguiu em frente. Ao chegar lá, percebeu que não seria tão simples. Meteora fazia jus ao nome que tinha. Realmente parecia que aquela imensa rocha havia caído dos Céus e se encravado o mar. Para chegar lá, somente de barco, ou nadando. Como já era tarde, não havia mais embarcações. Restou a Liah recorrer às braçadas. Ela jogou-se no mar, nadando na água fria e revolta em direção ao monte. Chegando lá, escalou a rocha até seu cume, que ficava um pouco abaixo do ponto mais alto do vale que constituía o fiorde. Quando alcançou o ponto máximo avistou, abismada, uma urna prateada. Imediatamente seu cosmo reagiu à força da armadura ali contida. Era como se uma tivesse nascido para a outra. Mas não foi tão fácil assim. No momento em que Liah tentou segurar o cabo da urna, esta mostrou sua força. Se a garota achou o teste de sua mentora quase insuportável, a provação para conseguir a armadura era pior. O ar, que estava bom para respirar, límpido e fresco, simplesmente sumiu do local. Não somente isso, parecia que o próprio oxigênio simplesmente desaparecia dos pulmões e do corpo da garota, deixando-a exausta até mesmo para respirar. Ela caiu de joelhos, apoiando ambas as mãos no colo rochoso e poeirento de Meteora. Usou seu cosmo como defesa, olhando diretamente para a urna. Novamente seus olhos tornaram-se verdes, porém seu cosmo tomava forma também: pareciam asas, que envolviam Liah, protegendo-a e mostrando a natureza fria e até agressiva, porém jamais com quem não merecesse. Simplesmente justa. A garota já quase desistia, devido ao grande sofrimento de não poder respirar, quando o ar lentamente voltou ao local e ao seu corpo. Ela estava ofegante como se tivesse corrido quilômetros sem parar e por dias a fio. Ela viu a urna abrir-se, e uma luz sair dela, como se a própria prata líquida quisesse banhar o céu estrelado da noite. A armadura de corvo desfazia sua forma original, e suas partes acomodavam-se no corpo de Liah. Ela olhou-se, admirada. Jamais sentira algo tão forte e tão leve em toda a sua vida. Uma armadura de prata, mas parecia ser feita de papel, tamanha sua leveza. Liah não acreditava que conseguira. Ria de pura felicidade. Não era mais uma aprendiz. Naquele momento, tornou-se Liah, a amazona de prata de Corvo. Quando retornou à casa de Gêmeos para reencontrar sua mestra, já era quase manhã. Não percebera que tantas horas passaram-se enquanto ela estava em Meteora. O sol ainda nascia distante no momento em que Liah apresentou-se novamente à dourada, não mais como aspirante, mas sim como amazona. Sua mestra abraçou-a orgulhosa, enquanto tinha um sorriso contagiante, como há muitos anos não exibia. Se haveriam batalhas? Claro que sim, por isso ela tornou-se amazona de prata. A felicidade era saber que, agora, ela poderia finalmente realizar seu desejo maior, que era levar justiça para o mundo. O preço cobrado foi a vida de seus pais, sua tranqüilidade, sua riqueza. A recompensa seria tão grande, que nenhum tesouro no mundo poderia pagar. O pagamento era a restauração da paz. [align=right] PRÓLOGO 1543-1548 [/align] Um mês após a defesa do Santuário ser bem-sucedida, Athena manda chamar Liah, Zenon e Luzia. Aya, que fora uma noviça, havia ouvido várias histórias do Grande Mestre acerca da possível corrupção da Igreja Católica. Sua parte humana relutava em acreditar, mas a deusa da guerra sabia que isso era bastante possível. Ela soube que Liah, Zenon e Luzia tiveram suas vidas afetadas pela Inquisição de forma dramática. Portanto, ninguém estaria mais apto que eles mesmos a investigar tais rumores. A missão deles seria simples: Liah retornaria à Romênia, e tentaria descobrir o máximo que podia sobre o rumo da Igreja Católica e da Inquisição. Zenon e Luzia fariam o mesmo na Espanha. Após isso, eles viajariam até Roma e encontrariam com dois espiões do Santuário, Kouko e Altair (amigos de Wilson, frade que ajudou os cavaleiros de Athena quando a mesma despertou), irmãos gêmeos, que foram os responsáveis por informar ao Grande Mestre da provável presença de Athena em Roma. Eles repassariam as informações aos dois e receberiam novas instruções lá. O tempo máximo de permanência em cada país seria de duas semanas para cada um. Após essa data, deveriam viajar para Roma e se encontrar com os espiões lá. Sem nada mais a dizer, Athena apenas lhes deseja sorte e se despede. Os cavaleiros deixam a presença da deusa e iniciam sua viagem. Liah, que retorna à Romênia, descobre que a Inquisição avança de forma lenta, sem muito apoio do governo local. Apesar disso, há um movimento tendo início na Transilvânia, que visa estabelecer uma nova igreja na Romênia, submetida à romana, mas com diferenciações, mas que ainda encontra muita resistência. Além disso, Liah descobre sinais de que há uma movimentação no sentido de protestar contra a Igreja Católica. O movimento, chamado de “protestante”, começa timidamente a ganhar força na Romênia, já que em outros países já estava presente. Assim, após duas longas semanas, os três cavaleiros de Athena viajam a Roma. Lá, Liah é abordada por Kouko, ex-cavaleiro de Coruja, enquanto Zenon e Luzia são encontrados por Altair, ex-amazona de Águia. A missão dada aos três cavaleiros, embora não estivessem juntos, era uma só: adentrar o Palácio de Latrão e conseguir informações decisivas sobre a Inquisição. Athena desconfiava que a Igreja Católica havia, de alguma forma, se associado a Hades, e provar isso poderia exigir que uma nova estratégia fosse adotada nos rumos da guerra santa. O Palácio de Latrão era guardado ostensivamente, mas sua guarda não era páreo para os cavaleiros de Athena. Fosse pela melodia da lira de Luzia ou pelos movimentos ginásticos de Liah, eles facilmente seriam subjugados. Ao adentrar, porém, o palácio, eles logo perceberam que algo estava errado. Ambos sentiram um rastro de cosmo-energia, que reconheceram ser de um espectro de Hades. Após vários corredores e salas existentes que precisaram cruzar, e várias armadilhas superadas por sua habilidade acrobática, Liah foi a primeira que avistou um grande salão, com portas duplas enormes de ferro, pesadíssimas, que pareciam não possuir fechadura. Ao tentar movê-la, sentiu-a trancada. Então, usando sua cosmo-energia, a amazona fez o vento se agitar e violentamente criou um empuxo, que após algum esforço moveu as pesadíssimas portas, abrindo uma brecha. E por ela, Liah entrou, perdendo de vista os gêmeos. Assim que adentrou a enorme sala, a amazona de prata avistou uma extensa biblioteca. Nela havia uma infinidade de livros, e alguns sobre a Inquisição. Folheando avidamente o livro que parecia ser o mais grosso, à procura de respostas, Liah achou algumas páginas marcadas com um símbolo de um pentagrama no rodapé. Símbolo esse que também marcava uma misteriosa e semi-oculta porta na parede oposta do grande salão. As páginas falavam sobre um homem chamado Falk. Ele havia sido um padre e inquisidor de grande renome. A ele, foi dada a missão de prender e condenar Martinho Lutero por sua heresia em dar início à reforma protestante, não importando os meios de que ele se utilizaria para isso. A ordem havia vindo do próprio Papa Leão X, o que confirmava sua fama. Mas, ao que parecia, Falk acabou destituído de seus títulos após as carnificinas que promovera. De acordo com os registros, ele promoveu uma onda de terror por onde passou, e as pessoas alegavam ter visto demônios, sempre tomadas por histeria coletiva. Seus modos começaram a ser questionados pela própria igreja, pois Falk matava todos os que via pela frente, todos os que conheciam Lutero, todos os que se colocassem contra ele, e o padre eventualmente foi condenado, ele mesmo, por bruxaria, e supostamente estaria morto. Mas o livro não falava do destino final dele. E Liah percebeu que precisaria entrar naquela sala para saber o destino de Falk. Mas quando se aproximou da porta, uma “fenda” se abriu na parede ao lado da mesma, e um ser inimaginável saiu de lá. Era uma criatura demoníaca, de quase três metros de altura, com chifres e asas vermelhas, bafejando fogo. Ele segurava um chicote, e não parecia disposto a deixá-la entrar. Quando questionada por Liah, a criatura ainda falou algo sobre executar as ordens de seu mestre Falk, o que confirmou as suspeitas de Liah: Falk era mesmo um espectro. Uma batalha feroz teve início. A amazona de corvo conseguiu resistir a todas as investidas da criatura, mas apenas parcialmente. Suas técnicas também não pareciam causar danos totalmente efetivos. Então, ela sabia que teria que arriscar. Em um movimento ousado, atirou-se contra a criatura com toda a energia que lhe restava, usando sua manobra mais forte, enquanto a criatura faria o mesmo. O impacto foi tamanho que Liah não conseguiu se manter consciente, e entrou em estado de coma. A criatura, ao menos, foi derrotada. Essa foi a cena que Zenon e Luzia viram, ao finalmente chegar ao local da batalha, atraídos pela cosmo-energia de Liah sendo emanada. A amazona de corvo, assim que alçou-se à inconsciência, notou que estava em um sonho estranho. Ela avistava um local cinzento e escuro, sem sol, no qual a luminosidade pálida que se exibia no firmamento apenas servia para orientar os supostos seres que ali habitassem. Estranhamente, as únicas formas de “vida” que ela avistava seguiam em uma imensa fila, aparentemente sem consciência. Quando a amazona pensou em interpelá-los, ela ouviu uma voz, desestimulando-a a tentar. Era um homem. Seu nome era Giancarllo. Ele havia sido o último cavaleiro de Corvo, morto após perverter seu comportamento como cavaleiro e ser abandonado pela armadura. Ele explicou que Liah estava no Yomotsu, mas que, por algum motivo, ela não estava morta. Ele, que havia sido o cavaleiro de corvo, não cedeu à morte e manteve a consciência de seu espírito após seu corpo ser morto. Assim, ele não foi impulsionado ao Hades, mas manteve-se no Yomotsu, preso ao seu estado de não-vida. Vários espectros já haviam sido enviados em seu encalço, mas ele sempre conseguia escapar deles devido às habilidades e técnicas furtivas e evasivas que possuía. E Giancarllo ofereceu ensiná-las a Liah em troca de favores. Ele havia se arrependido de muitos dos seus comportamentos em vida, pois lhe custaram muito caro, mas ainda tinha interesses. E ele sabia que a guerra santa estava próxima, mas não sabia exatamente o que andava acontecendo na “superfície”. Então, Liah seria sua fonte de informações. Em troca, ele lhe daria conhecimento, que Liah poderia treinar assim que despertasse de seu estado de coma. Sem ter nada a perder, e sabendo que precisava ficar mais forte, Liah aceitou, e contou tudo o que sabia a Giancarllo. Ele nada disse a respeito, apenas guardou para si o conhecimento recém-adquirido, e começou a treinar a amazona de corvo. Dois anos após começar a vigiar o corpo de Liah, alimentando-a como podia, Kouko, que tinha se oferecido para vigiá-la, já perdia as esperanças de que a amazona um dia despertaria de seu sono comatoso. Mas, em um determinado dia fatídico, em que a constelação de Corvo brilhou mais fortemente, Liah acordou. Pouco antes, Giancarllo despediu-se dela. Já havia lhe ensinado tudo o que podia, e bastava a ela praticar. Após Kouko atualizá-la sobre o que tinha acontecido e o destino dos gêmeos, que tinham viajado para as Ruínas de Petra para treinar sob a supervisão de Altair, o ex-cavaleiro de Coruja soube também da experiência de Liah, e se ofereceu para ajudá-la a pôr em prática o que havia aprendido e, caso ela quisesse, poderia aprender algo a mais com ele. E o restante dos três anos Liah passou no Santuário, alternando alguns locais de treinamento pelo mundo, mas sempre sob a supervisão de Kouko, que acabara por se tornar seu mestre. Os gêmeos, por sua vez, sob a tutela de Altair, desenvolveram mais ainda suas habilidades, para que se preparassem adequadamente para a guerra vindoura. [align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (CORVO)[/align] Nome do Usuário: Giancarllo Zanini Período de uso: 1516 - 1525 Histórico resumido: Giancarllo assumiu a armadura de corvo por possuir bastante potencial e, à época, tinha ideais elevados. Contudo, seu espírito foi corrompido pelo egoísmo e a própria armadura acabou abandonando-o à própria sorte quando enfrentou um grupo de espectros mais fracos. Situação Atual: Após a armadura tê-lo abandonado, ele foi morto, mas, devido às suas habilidades únicas, sua alma não foi ao Submundo. Ele conseguiu permanecer no Yomotsu, fugindo de todos os espectros que caçaram sua alma até os dias de hoje. Recentemente, barganhou com a usuária atual da armadura de Corvo, a amazona Liah, que adentrou o Yomotsu por acaso após vivenciar uma experiência de quase-morte. Assim, ela aprendeu técnicas e habilidades com o antigo cavaleiro, enquanto ele soube de tudo o que ocorria no mundo exterior. É impossível precisar quais os seus planos. Nome do Usuário: Liah Korak Período de uso: 1543 - ? Histórico resumido: Liah é pupila da amazona de Gêmeos e recebeu a armadura de Corvo no mesmo ano em que o Santuário de Athena sofreu uma investida dos espectros de Hades. Embora não tenha recebido missões após ser aceita pela armadura, Liah auxiliou na proteção do Santuário de Athena, derrotando muitos espectros e retardando a progressão de muitos outros. Nos últimos cinco anos, esteve em uma importante missão de reconhecimento em Roma, embora tenha ficado dois anos em coma como conseqüência das batalhas travadas na mesma. Durante esse tempo, sua alma experimentou uma estadia no Yomotsu. Situação Atual: Ela despertou de seu estado de coma em 1545. Treinada por Kouko, ex-cavaleiro de Coruja, durante três anos, ela está de volta ao Santuário de Athena. [align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (CORUJA)[/align] Nome do Usuário: Kouko Período de uso: 1508 - 1528 Histórico resumido: Kouko é um antigo cavaleiro de prata, conhecido por sua exímia capacidade de observação e furtividade. Por ser culto, sutil e sagaz, executou várias missões de reconhecimento e infiltração para o Santuário. Quando completou 40 anos, resolveu deixar a armadura para dedicar-se apenas às missões menos perigosas, que não envolvessem combate direto, junto com sua irmã gêmea, Altair. Esteve infiltrado na Igreja Católica desde 1533, a pedido do Grande Mestre. Situação Atual: Com 60 anos, ele ainda está vivo, e está de volta a Roma, após ter ficado alguns anos vigiando e treinando a amazona de Corvo. |
![]() |
|
| 1 user reading this topic (1 Guest and 0 Anonymous) | |
| « Previous Topic · Facção Athena (Cavaleiros de Prata) · Next Topic » |
| Theme: Forsaken Legends | Track Topic · E-mail Topic |
3:52 PM Jul 11
|
Theme by James... of the ZBTZ and themeszetaboards.com






3:52 PM Jul 11