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TÓPICO FIXO 1G - Phantasia - Sonhos internos...; 27/12/1548 - meio-dia
Topic Started: Nov 30 2011, 03:10 PM (534 Views)
Brijet das Ilusoes
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Deusa dos Devaneios Lamuriosos
Deusa das Ilusões

Brijet tinha feito uma viagem proveitosa. O mundo era realmente um lugar imenso, e tantas coisas boas haviam para se ver! Tantos sonhos, tantas promessas, tantas ideias! Os sonhos das pessoas, ah, os sonhos das pessoas! Eram tão reconfortantes, faziam tão bem. Ela podia quase sentir-se vivendo neles, vivendo deles... e agora sentia-se pronta para isso.

Phantasos sabia que precisava achar seu irmão Oneiros. Ele precisava compartilhar tudo o que sua hospedeira havia aprendido com os mortais, já que o deus dos sonhos não tinha tanta interação assim com eles. A guerra santa iria recomeçar, e tudo parecia conspirar a favor para os planos de ambos - mesmo que ambos não tivessem os mesmos planos. Ao chegar em Phantasia, o deus menor manifestou sua presença, para que Oneiros não tivesse dificuldade de localizá-lo. E ele esperava que seu irmão não demorasse a chegar.



Off: Esse tópico é um gancho para o personagem Oneiros dos Sonhos. Como Phantasia é um mundo isolado, não poste se você não for um deus menor dos sonhos ou uma divindade (Rank G- ou superior).
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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
Os negócios iam bem. Oneiros estava a bordo do "Sonho Imperial", carregando vários baús com especiarias vindas das Índias que, embora não possuíssem mais o valor de outrora, ainda serviam para lucrar e manter a companhia do pai de Pedro de pé. Navegar fora uma obrigação que ganhara ao encarnar no jovem Pedro, mas a mente humana mesclara-se e tal maneira a sua que o oneiroi conseguia sentir algum prazer naquela arte cada vez menos mística. Era noite e a lua banhava o oceano com sua luz de prata, a última noite do mês em alto mar: o dia seguinte marcava a chegada do Sonho Imperial ao porto de Lisboa. Oneiros estava no convés do seu navio a examinar a imensidão de água a se abrir na sua frente... Era algo belo, embora fosse ainda mais belo à luz do dia. Uma criação divina, sem dúvida. A noite poderia ficar agradável por mais um bom tempo, mas uma pertubação no véu das dimensões incomodou o deus menor. Alguém estava dentro do mundo dos sonhos, um cosmo ativo e familiar... Um cosmo que o chamava para um diálogo que poderia durar horas, mas que de maneira alguma poderia agradar ao deus dos sonhos.

Com um suspiro, Oneiros deu as costas para o mar e andou na direção da ponte do seu navio. À esquerda e à direita, escadas levavam para um "segundo andar" do navio onde um marinheiro da companhia manejava o leme no seu lugar. Vários outros limpavam o convés e a popa, outros preparavam as mercadorias para desembarque no dia seguinte. No meio da parede de madeira que era a Ponte, havia uma escada descendente que levava para a cabine do capitão, o aposento de Oneiros em alto mar. Ordenou que não fosse incomodado até o nascer do sol e, assim, entrou dentro do pequeno quarto: ele tinha uma cama, uma estante com alguns livros e uma escrivaninha, sobre a qual um grosso livro estava aberto em uma página em branco. Era o diário de bordo. Oneiros ganhara o hábito de manter um diário do seu hospedeiro, escrevendo nele com uma pena e tinta que sempre trazia das índias.

Em um canto do quarto, o baú negro que escondia a sua armadura estava semiaberto. Levantou a mão e o baú se abriu, revelando a estatueta de uma armadura onírica. A estátua desfez-se em várias placas que cobriram o corpo do semideus conforme sua aparência mudava: seus cabelos e olhos escureciam, sua pele parecia ficar mais majestosa e seu ar se tornava mais divino: agora não era mais o capitão Pedro e, sim, o deus Oneiros. Um brilho envolveu seu corpo conforme usava seu imperceptível cosmo para transportar-se para outra dimensão, desaparecendo do quarto e saindo em um dos três domínios do mundo dos sonhos: Phantasia, o reino de Phantasos. O cosmo deste estava impregnado por todos os lados, pulsando em um lugar não muito distante... Ele queria ser encontrado. Seus passos oníricos o levaram longe em questão de segundos e logo, os dois semideuses estavam cara a cara. Um alegre Phantasos e um aborrecido Oneiros.


- Por que perturba o mundo dos sonhos, Phantasos? Sabe que sua energia pulsa em minha mente quando está aqui. Eu estava em um momento agradável na Terra e ele foi destruído pelo seu chamado. Espero que traga boas notícias.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Brijet das Ilusoes
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Deusa dos Devaneios Lamuriosos
Deusa das Ilusões

Realmente, Phantasos era alegre. Não tinha razões para não sê-lo. Sentia sua influência e seu poder crescerem em igual medida, e experimentava cada vez mais sonhos, arrebanhando almas incautas conforme podia. O mundo era um lugar vasto e interessante, e muitos sonhos ainda aguardavam para serem descobertos. Jogando charme e inclinando a cabeça para o lado, a entidade, incorporada na linda mulher loira, falou.


- Eu estava um pouco distante de você, que só vive no mar. Então, era mais fácil chamá-lo por aqui. E como pode saber que um momento agradável não lhe espera em minha presença, meu irmão? Precisa parar de me culpar por tudo o que lhe aconteceu. Não tenha tanto rancor... hoho...


Após esse pequeno gracejo, Puppe apareceu. Oneiros havia visto a pobre criatura parcas vezes, e ainda não compreendia totalmente a sua origem. De todo modo, aquele ser meio-criança, meio-boneco, apegava-se à sua "mãe", que lhe acariciava com bastante afeto. Ela voltava o olhar de bacante a Oneiros, falando-lhe agora com extrema serenidade.


- Sim, trago-lhe boas notícias. A trégua de Athena acabou. A guerra santa recomeçará hoje. Cavaleiros estão voltando ao Santuário, e é provável que espectros comecem a chegar a Heinstein. Portanto, você pode recomeçar seu plano, mas não é só isso...


A malícia invadiu a feição serena da mulher, conforme Phantasia se transformava em uma grande superfície límpida. O horizonte reproduzia uma cena de batalha, com sangue sendo derramado continuamente. Não era possível entender muito, mas parecia uma carnificina sem fim. Enquanto as imagens eram "jogadas" no firmamento, o deus das Ilusões falou, agora já com sua voz lamentosa e enigmática, nem masculina, nem feminina.


- Tenho a absoluta certeza que um terceiro rei adentrou o tabuleiro de xadrez celeste na Terra. Ele é esquivo, difícil de detectar, mas eu o senti. Vi sonhos de terríveis carnificinas quando estive na presença deste cosmo. Sangue era vertido por todo lado, e havia lamentos e gritos de dor. E não era o Imperador do Submundo. Tenho certeza.


A mulher, vestida com seu suplício divino, mantinha o sorriso jovial de antes, mas uma expressão de incerteza começou a tomá-la. Todas as vezes que lembrava daquela presença sinistra, tinha arrepios. Deuses eram a única coisa que Phantasos temia. Seu irmão, embora poderoso, não passava de uma alma dependente de um mortal, e que provavelmente já havia cedido a alguns dos desejos dele, enquanto Phantasos acreditava manipular sua hospedeira completamente.

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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
- Oh? Então o que os ventos me sopraram é verdade. Atena e Hades se preparam para uma nova empreitada... Haha, a tolice dos deuses maiores me deixa estupefato.

O fim da trégua era uma notícia há muito aguardada pelo guardião dos sonhos... Hades, Atena, assim como Hypnos e Thanatos mudariam seus focos para a batalha que estava por vir. O caminho começava a se abrir para o senhor dos sonhos. Pego de surpresa, Oneiros virou o rosto quando Phantasia começou a mudar, mostrando ao longe uma batalha cruel e sanguinária. Ela chegou a chamar um pouco a atenção do deus menor, como Phantasos poderia notar se prestasse a devida atenção. Organizando os pensamentos na cabeça, o irmão mais velho resolveu inquirir o mais novo com calma, talvez aquela nova peça no tabuleiro pudesse ser menos perigosa para o deus dos sonhos do que para os demais.

- Talvez esses anos tenham me amolecido, não senti a chegada dessa nova peça... - Disse Oneiros propositalmente, para passar a falsa impressão de que seu teor divino estava sendo manchado pelo seu receptáculo humano, o que, talvez, não fosse de todo mentira. -Diga-me, irmão... Onde sentiu uma presença tão aterradora? Tenho certeza que tentou encontrá-la na imensidão terrestre.

Talvez aquela presença fosse algum conhecido do deus menor. Cogitou algumas nomes na sua mente, mas logo desistiu. Muitas eram as deidades e maior ainda eram o número de espíritos e de humanos que detinham o cosmo. Precisava saber mais, precisava saber se o irmão não estaria atraindo para uma armadilha que pudesse prejudicá-lo no futuro... Além do mais, duvidava da precisão da peça mencionada... "Rei" é um título que poucos no mundo poderiam ostentar naquele jogo divino.

"Quem pode ser? Alias, de maior importância é... Como eu não senti a descida dessa entidade à Terra?... Tem algo de errado nessa história... Ou será que estou me deixando levar pela humanidade?"
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Brijet das Ilusoes
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Deusa dos Devaneios Lamuriosos
Deusa das Ilusões


A mulher soltou um risinho adolescente, como se fosse uma donzela envergonhada após ter visto seu pretendente. Oneiros parecia não ter a mínima ideia de quem era o "intruso", o que queria dizer que dependeria de Phantasos para lhe contar tudo o que ele poderia vir a saber. Após pasar a língua nos lábios, "ronronou" um pouco antes de se sentar em uma cadeira feita de nuvens que tinha acabado de criar.


- É claro que tentei encontrá-la... tal cosmo-energia tão intensa... tão bruta... tão... magnífica... mas era também demasiado esquiva, e se movia a uma velocidade que não pude precisar. Em determinados momentos, parecia estar se movendo de várias partes do mundo, não apenas de um lugar específico, como se fosse multifacetada.


Ela enrolou dengosamente uma mecha de seu cabelo entre os dedos da mão esquerda, colocando-se em uma posição descansada. Brijet fez um muxoxo, como se estivesse levemente entediada. Parecia já ter saudade de se deliciar com os sonhos de suas vítimas. O tom lamentoso pôde ser ouvido na sua voz, que ressoaria por Phantasia.


- Irmão... não percebe que, na verdade, não importa? O que é realmente relevante... é que tanto Athena quanto Hades ganharão uma distração adicional. Com uma cosmo-energia divina misteriosa na Terra, acha que nosso pai irá ainda se preocupar com o seu paradeiro? Esse é o momento perfeito para seguir com os seus planos - sejam eles quais forem, já que você nunca me diz nada.


Ela se levantou, parecendo estar insatisfeita. Sua sobrancelha se contraiu levemente e a divindade deu alguns passos em direção a Oneiros. A voz característica de Phantasos, nem masculina, nem feminina, voltou a ser ouvida enquanto ela abria os braços, para justificar o que iria argumentar.


- E quanto à sua desconfiança em relação a mim... será que não são óbvias as minhas intenções? Ajudando Hades, estarei garantindo que o mundo seja preenchido com morte. Pessoas mortas não sonham.

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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
- Você tem um ponto, meu irmão. Homens mortos não sonham, mas homens mortos também não veneram.

Por um momento, Oneiros cogitou a possibilidade de tentar ludibriar Phantasos de modo a conseguir mais uma peça a seu favor, mas descartou a ideia. O irmão era deveras astuto e por demais confuso para se ter certeza de seu real posicionamento. O senhor dos sonhos riu brevemente, encarando o irmão nos olhos, sorrindo para ele como se tivesse acabado de ter uma ideia maravilhosa. Talvez trazer o irmão para o seu lado não fosse uma tarefa assim, tão difícil.

- Ah, consegue sentir, Phantasos? O cosmo dos guerreiros que se levantam na Terra para lutar por seus deuses. Tolos deuses para humanos ainda mais tolos... Embora anos tenham se passado, a essência da batalha e dos seus guerreiros continua a mesma. E você, o que achou da nova era, meu irmão?

Precisava saber mais. Embora estivesse sempre viajando no Sonho Imperial, Oneiros não se deparara com os cosmos que estavam surgindo. Alguém como Phantasos, que podia vagar livremente pelo mundo sem levantar a suspeita dos deuses dos mortos, talvez pudesse lhe contar mais sobre o que estava por vir.

- Embora eu tenha tomado minhas precauções e essa nova entidade tenha surgido, não posso me dar ao luxo de abaixar minha guarda. Por que não extinguimos a desconfiança que sabes que tenho de ti? Conte-me mais sobre sua viagem pela terra, irmão. Dê-me mais do que suas intenções e, quem sabe, poderemos finalmente conversar de maneira diferente.

Mais uma vez, Oneiros tentava arrancar qualquer coisa de seu irmão. As tentativas de ambos de aprender mais um sobre o outro sempre falhavam. O senhor dos sonhos jamais revelava nada sobre seus planos, tampouco o fazia o senhor das ilusões. Mas agora havia de ser diferente. Oneiros já deixara escapar parte do que pretendia em meio às suas palavras soltas, mascaradas pelo rancor que todos sabiam que ele tinha... E esperava que seu alter-ego pudesse fazer o mesmo. Não acreditava nas palavras ditas por Phantasos, precisava de uma confirmação de sua veracidade.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Brijet das Ilusoes
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Deusa dos Devaneios Lamuriosos
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O cenário no horizonte mudaria levemente para uma sequência de eventos após a voz de Oneiros ressoar. Eram os sonhos mais recentes que ela tinha investigado. Phantasos respondeu-lhe com voz luxuriosa.


- Hmmm... é verdade... mas você se contenta com a veneração, caro irmãozinho... eu só quero os sonhos...


Estava ficando interessante. Lentamente, Oneiros estava cedendo e tratando Phantasos melhor do que antes. O deus das Ilusões sabia que, com um pouco de esforço, Oneiros poderia perceber se suas palavras seriam mentiras. E era por isso que, embora estivesse na mesma situação que seu irmão, evitaria as mentiras, ao menos por hora. A menina relaxou um pouco quando Oneiros mudou de assunto. O horizonte foi preenchido à metade por imagens de movimentação em Rodório, e pequenos pontos se dirigindo ao Santuário e, à outra metade, por um castelo de Heinstein soturno e semi-abandonado, sem qualquer movimento.


- Esta nova era é perfeita. Os seguidores da deusa patética da sabedoria ignoram quase completamente a nossa presença e não nos consideram uma ameaça. Pandora está desesperada, devido à última grande derrota. Nestes cinco anos, não houve quase movimento de seus espectros, e mesmo os juízes andaram sumidos. Mesmo os deuses gêmeos não se movimentaram no tabuleiro celeste... tudo parece perfeito para a sua iniciativa.


As imagens pareciam sumir lentamente no horizonte. Após a pergunta insistente de Oneiros, o deus das Ilusões se levantava do assento ilusório. Se queria que seu irmão parasse de fugir e fizesse alguma coisa, precisaria dar-lhe algum estímulo.


- Ah, isso não foi grande coisa... eu estava passeando por Atenas. Este corpo possui muitos talentos, o que me é deveras proveitoso. Eu estava cantando, interpretando, sapateando, usando a "criança" a meu favor... aproveitando a pacata vida da cidade grega. Então... eu senti.


A cena da taverna em Atenas se formou no céu. Os acontecimentos registrados pelos olhos, ouvidos e pela vontade de Phantasos ganhavam vida novamente, para que Oneiros percebesse todos os acontecimentos. Enquanto Phantasos narrava, com a voz em tom sem gênero definido, as imagens dançavam, e sons eram ouvidos, para dar mais verossimilhança ao seu relato.


- Tinha alguém olhando pra mim, mas não pude perceber direito quem era. Parecia uma mulher, mas de cabelos curtos, o que dava uma aparência masculina a ela. Quando tentei estender meu encanto até ela, para que se aproximasse, não consegui. Ela não só resistiu ao meu poder como o anulou completamente. Do nada, as pessoas acordaram do transe e eu tive que sair dali. Quando tentei perseguí-la, não consegui. E foi aí que senti a cosmo-energia divina passar como um raio por mim. Foi de relance, e não consegui sentir nem ver para onde foi. Já sondei os sonhos de vários moradores daquela região, mas nenhuma pista encontrei. Se não fosse muito diferente do que eu já experimentei... eu diria que tinha algo a ver com o Santuário. Isso aconteceu... há três dias.


Uma orbe surgiu em suas mãos. Era com ela que vigiava todas as noites a cidade de Atenas desde o ocorrido. Ganhara a mania de manter uma vigília sobre algumas cidades, deslocando seu cosmo para as fronteiras de Phantasia com o ponto específico na Terra. Enquanto ela observava a orbe, olhava de soslaio para Oneiros, tentando perceber suas reações.


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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
- Interessante... Maravilhosamente interessante.

Oneiros sorria enquanto observava Atenas através do orbe de Phantasos. Sua curiosidade sobre a identidade daquela energia era crescente. O oneiroi flutuou um pouco ao redor do irmão, pensativo, observando as imagens que banhavam Phantasia. Na sua mente, uma ideia começava a se formar, um plano para não só poderia revelar a identidade daquela deidade, como também atrair a atenção do Santuário. Oneiros precisava que os defensores da Grécia estivessem ocupados demais para impedir seu próximo movimento e bem sabia que Atena não precisaria dos seus guerreiros mais poderosos para impedi-lo.

- Você disse que queria os sonhos dos humanos para si, Phantasos? - Enquanto falava, o semideus aproximou-se do irmão, pondo a mão em cima da orbe e fazendo-a levitar para si, vagando ao redor do deus das ilusões enquanto examinava aquela bola de cristal, sorrindo - Vamos pegá-los, então.

Oneiros fixou-se de pé, não muito distante de Phantasos, ainda levitando. Seus olhos brilhavam sobre a cidade de Atenas, suas mãos inquietas revelavam que estava animado com sua ideia. Phantasos e Oneiros não eram espectros, não eram humanos, eram eternos, eram deuses. Se algo era desejado por um deus, restava a ele estalar os dedos para conseguir. O oneiroi não parecia bem o seu "eu" usual, talvez sua estada em Phantasia estivesse desequilibrando-o um pouco. Por fim, encarou o deus das ilusões e arremessou a orbe de volta para ele, abrindo os braços de maneira animada.

- Vamos roubar todos os sonhos para nós, irmão. Está interessado?... Todos nós ganharemos algo. Você pode ganhar a bênção de Pandora por lhe dar mais tempo para reunir seu exército e eu, quem sabe, posso descobrir quem é essa deidade que sentistes... Se ela realmente estiver ligada ao Santuário, há de aparecer... Escute meu plano, Phantasos...
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Brijet das Ilusoes
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Então, Oneiros aparentemente havia sido seduzido por tudo o que Phantasos dissera. Brijet, de seu íntimo, só observava com sono. Ela ficava letárgica quando adentrava o mundo dos sonhos, e Phantasos tinha um controle ainda mais pleno sobre ela. A divindade abriu os braços, imitando o gesto megalomaníaco do irmão.


- Sim, vamos pegá-los!!! Todos os sonhos serão nossos!


Conforme Oneiros falava, estava claro que ele havia engendrado algo. Não podia negar: seu irmão era brilhante. Tudo o que ele arquitetara, praticamente sozinho, havia abalado as estruturas do Olimpo e do Submundo. Mas até ele não poderia manter-se muito tempo sem aliados. E esse era o trunfo de Phantasos. Todavia, conforme ele falava sobre os benefícios, a entidade fez um muxoxo, como que discordando da análise de Oneiros parcialmente.


- Não me interesso na bênção de Pandora... embora seja bom não ser percebido como um adversário de Hades. Isso me dará crédito com eles, e poderei lhe informar melhor sobre os passos do Imperador... e até de... você-sabe-quem. Mas, vamos, conte-me seu plano!


Uma nuvem surgiu, em forma de leito, na altura da cabeça de Oneiros, mas afastada alguns metros dele. Phantasos deitou-se de bruços, apoiando os cotovelos na "cama", enquanto os pés balançavam e a "deusa" olhava o deus dos sonhos com olhar ao mesmo tempo sapeca e inquisitivo.
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Dream Oneiros
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O senhor dos sonhos sorriu. Em minutos, discursou sobre o que planejava fazer, como planejava fazer, mas jamais deixando claro como obteria os materiais necessários para fazê-lo. Explicitou muito bem qual seria o papel de Phantasos e o local alvo do plano. Enquanto o marinheiro dos sonhos procurava pelo material, seu irmão prepararia o mundo dos sonhos para que Oneiros desse os toques finais antes da devida aplicação. Cerca de quinze minutos foram gastos em explicações para que não restassem dúvidas. Satisfeito, o oneiroi fitou o horizonte daquele mar de ilusões, satisfeito consigo mesmo. Seu ego estava nas alturas, seu âmago rebelde estava novamente atrás de um pouco de aventura, a fim de provar que os deuses menores poderiam fazer tanto quanto os deuses do Panteão.

- Genial, não é? Ah, minha mente divina me surpreende às vezes, Phantasos... Mas é claro, eu preciso de você parar por a ideia em prática...

Oneiros sorriu para o seu irmão, encarando-o com o canto dos olhos até finalmente se virar em completo para ele. Com alguns passos, aproximou-se do irmão e tomou-lhe as mãos. Por um momento, o deus das ilusões poderia ter visto no olhar de Oneiros um brilho de animação, talvez um resquício do que restara do seu receptáculo. Em segundos o olhar vazio voltou, mas o sorriso e a voz ansiosa não deixaram a cena.

- Aceite, irmão. Se teu receptáculo ainda não estiver pronto para tais manobras, posso eu mesmo prepará-lo para prosseguirmos. Sabes que é uma ideia maravilhosa... E sabes que aproveitarás muito dos sonhos que roubarmos para nós.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Brijet das Ilusoes
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Durante a explanação do plano, por várias vezes Phantasos rolou na nuvem como alguém que rola numa enorme cama, divertindo-se com as maquinações de Oneiros e ficando impressionado com as cartas na manga que seu irmão tinha. Realmente, ele era digno de respeito. No fim, colocando-se na posição original, porém com a cabeça apoiada pelos braços cruzados, a lasciva divindade lançou-lhe uma expressão de curiosidade, disfarçando suas reais intenções.


- Muito interessante, irmão... mas o que faremos enquanto seu plano estiver sendo posto em prática? Na verdade... o que você fará? Este plano serve aos meus propósitos, pois condenarei muitas almas ao sono eterno e esconderei seus corpos, mas e você, o grande Oneiros, que vantagem tirará disso?


Phantasos parecia pensativo. Ele desfez a nuvem onde estava, pousando lentamente no chão. Quando parou de pé, encarou-o com um olhar inquisitivo, porém doce, como uma irmã caçula faria ao perceber a traquinagem do irmão mais velho. O deus dos sonhos ilusórios aproximou-se vagarosamente de Oneiros, até estar bem próximo.


- Meu receptáculo está pronto... mas não vejo ainda uma vantagem sequer para ti nesta manobra. Sabes que não quero desconfiar de ti... mas nunca antes foste gentil a esse ponto. Tu sabes o que farei durante esta investida, então me revele: o que tu farás?


O cosmo de Phantasos era sedutor, e o gesto que ela fazia, de tomar o rosto de Oneiros entre suas mãos e acariciar seus cabelos denotava não só a curiosidade do deus, mas também como ele explorava bem a mulher que lhe servia de corpo. Ele deixava que a encantadora forma de Brijet assumisse seu encanto natural, e o utilizava a seu favor. Realmente, era uma combinação perfeita. Phantasos fora muito sagaz ao escolhê-la.

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Dream Oneiros
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- Ah, meu irmão... Eu vou fazer o que venho fazendo há várias semanas... Continuarei a viajar pelo mundo em busca dos meus próprios sonhos.

Enquanto falava, Oneiros levantou a mão e começou a passar o indicador pelo pescoço de Brijet, parando quando seu dedo finalmente alcançou o queixo da mulher. O deus dos sonhos segurou com um pouco de força o rosto de Phantasos, aproximando seu rosto do dele o suficiente para que pudesse sussurrar-lhe no ouvido, como se duas crianças estivessem trocando segredos. Durante toda essa encenação, Oneiros ponderou sobre os prós e os contras de fornecer à Brijet algum detalhe do seu plano... Será que valeria a pena? Será que seu irmão o trairia novamente? O tempo urgia e por fim, o semideus resolveu dar um voto de confiança ao irmão. As palavras voaram baixas enquanto Oneiros confidenciava à Phantasos o que planejava fazer: mas jamais com todos os detalhes. As palavras Espírito e Grécia foram as mais importantes daquela curta conversa. Terminado aquilo, o capitão do Sonho Imperial afastou-se do irmão, empurrando-o de leve para longe de si.

- Espero que isso tenha satisfeito as suas curiosidades, Phantasos. Sabe... Eu acho que hoje pode ser o começo de algo que eu nunca imaginei ser possível... Phantasos, nunca antes pensou no quanto é trabalhoso servir aos sonhos? O quanto não somos recompensados pelo pesado fardo que carregamos?...

Oneiros já estava se deixando levar pelos encantos de Phantasia. Sua mente conturbada tinha muitas faces e uma nada apropriada estava se mostrando presente. Suas palavras tinham um toque de emoção, algo muito incomum para qualquer deidade, seja ela maior ou menor. O deus onírico flutuou para ainda mais longe do irmão, virando as costas para ele. Fitou a linha do horizonte por algum tempo antes de voltar a encarar o senhor das ilusões, de mão estendida, como num convite.

- Por que não se junta a mim, Phantasos? Você sabe que nós merecemos ser muito mais do que simples "deuses inferiores"...

Quando terminou de falar, Oneiros pareceu um pouco atõnito. Parecia que tinha deixado escapar algo que não devia, ou que estava surpreso de mais com a proposta que estava fazendo.
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Brijet das Ilusoes
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Ao término do primeiro discurso floreado de Oneiros, Phantasos rebateu, falando baixinho, enquanto Oneiros aproximava-se mais dele.


- Então... você não tirará vantagem alguma deste nosso plano engenhoso? Somente eu serei beneficiado? Hmmm... não me convenceu muito, Oneiros.


Os olhos de Phantasos se arregalavam, e o sorriso pérfido tomava toda a feição daquele luxurioso deus. Oneiros se afastava, mas algo dentro do deus das ilusões lhe dizia que ele havia conseguido algo importante. Assim que Oneiros parou de se mover e fitou o horizonte, Phantasos respondeu de modo suave.


- Ahn... está certo. Vou lhe dar um voto de confiança, meu irmão, e seguirei todos os passos de seu plano sem questioná-lo. E sim, é trabalhoso servir aos sonhos... mas de que valeriam as vidas de todos os seres sem eles? Imagine um mundo sem aspirações, sem ideais, sem perfeição...?


Embora roubar todos os sonhos fosse o que Phantasos desejava, ela reconhecia o valor deles também nas mentes humanas. Afinal, era lá que eles ganhavam força e variavam em uma infinita miríade de eventos. O que Oneiros falou a seguir tirou a divindade do estado de contemplação em que se encontrava, e seu cosmo logo ficou atento. Seu olhar ficou um pouco tenso com a colocação do irmão, mas ele tentou disfarçar isso utilizando o charme e a beleza de Brijet, respondendo-o com sua voz de bacante.


- Não considera que já me uni a você, Oneiros? Se formos descobertos, acha que "você-sabe-quem" punirá apenas a você? Estou me arriscando tanto quanto você está, irmãozinho. Encare isso. Agora, se você fala de outra espécie de união... esqueça. Deixar este corpo para me unir a você agora deixaria a hospedeira viva, e não sei o quanto de poder ela pode ter arrebanhado de mim durante o tempo em que estivemos juntos. Se tudo der errado, ela fugirá, e nosso plano pode vir abaixo. Se este corpo padecer - quando ele padecer - você poderá se aproveitar do que tanto deseja. Mas se tentar me trair para conseguir benefício próprio... bem... só lhe digo que não é uma boa idéia. Não quero acreditar que depois de tudo o que você disse, ainda iria querer isso.


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Dream Oneiros
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- Haha... Eu, trair você, Phantasos?... Eu acho que estamos olhando o lado errado da moeda, não? Eu não traio meus irmãos.

Oneiros lançou um sorriso sarcástico, ficando a flutuar lentamente ao redor de Phantasos. De certo modo, ele tinha razão, mas em nenhum momento Oneiros pareceu assustado com a "ameaça" de Phantasos. Seu cosmo permaneceu indecifrável como sempre, insensível até mesmo aos deuses. O senhor dos sonhos pousou no chão de Phantasia, suas vestes tornaram àquelas de capitão e, nas suas mãos, uma boa e velha caneca de rum surgira, da qual o deus menor tomou apenas um gole antes de levantá-la em oferenda ao irmão. Parecia que o oneiroi tinha encerrado seus assuntos por ali e estava pronto para seguir seu caminho através do mar. Precisava caçar alguns artefatos antigos e clamar por aqueles que já declararam sua lealdade... O começo de uma nova guerra seria ditado por um observador... e não por nenhum dos dois lados participantes.

- Quer um pouco de rum, Phantasos? Não parece bom nos primeiros goles, mas quando se é um capitão de navio, aprende-se a gostar. Tem mais algum assunto a tratar, irmão?
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Brijet das Ilusoes
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A mulher-deus sorriu. Parecia satisfeita com as palavras de Oneiros, embora soubesse que elas valiam tanto quanto as suas. Era difícil confiar um no outro após tantas idas e vindas, após tantos problemas e desentendimentos. Ela apenas assentiu com a cabeça, concordando com o exposto, mas quando a bebida foi oferecida, Phantasos fez um gesto com o dedo indicador, negando a oferta.


- Lamento, Oneiros, eu não bebo, tampouco minha hospedeira. Mas agradeço seu convite. Não, acho que encerramos aqui, Oneiros... sei que você vai voltar a brincar de marinheiro, mas eu tenho que aproveitar os dons de minha hospedeira. Voltarei à Grécia e prepararei o terreno. Vou investigar o que o Santuário anda fazendo. Em breve, quando a hora de atacarmos chegar, eu o chamarei até mim. Até mais, querido irmão!


E, dizendo adeus e tomando a forma de Brijet, Oneiros viu seu irmão se afastando. Ele parecia se assemelhar à velha Brijet, e até trajava uma cópia de sua antiga súrplice. Tudo isso para iludir seus próximos alvos? Era difícil saber o que esperar de Phantasos. Mas ali Oneiros teve uma certeza: mesmo sob tanta tensão e desconfiança, convergiam para o mesmo ponto. Eram, novamente, aliados, mesmo que isso fosse a contragosto de ambos. Brijet sumiria da vista de Phantasos, voltando ao mundo real.


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