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Virgem; Mathravindra Hama
Topic Started: Dec 4 2011, 01:40 PM (930 Views)
Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align]



Nome: Mathra (Mathravindra Hama)
Idade real: 38 anos
Idade aparente: 26 anos
Data de nascimento: 7 de Setembro de 1510
Signo: Virgem
Local de nascimento: Oceano Índico (Alto mar, em uma nau)
Local de treinamento: Prasat Bayon, Camboja e Deserto de Gobi, China
Raça: Humano
Idiomas falados: Khmer (Camboja) - avançado, Grego - fluente, Mandarim - fluente, Hakka(China Ocidental) - fluente, Sânscrito Védico e Clássico(India) - avançado, Latim - intermediário, Nepali - básico, Inglês - básico, Francês - básico, Tailandês - fluente, Vietnamita - intermediário, Alemão - iniciante



Aparência:


Um homem de 1,80m, 82kg, de musculatura não grande, mas extremamente definida. Possui olhos negros, pele bronzeada pelo sol, e cabelos de cor castanha escura. Seus cabelos são longos, compridos até o final das costas, e normalmente unidos atrás em uma única trança. Seu tórax, braços e pernas são cobertos de tatuagens sagradas: inscrições em sânscrito e em khmer cobrem suas costas, denominando bênçãos, qualidades, e símbolos budistas. Sempre usa no pulso esquerdo um rosário de 108 contas, feitas de ossos de animais. Geralmente se veste ou com um manto de cor amarela-alaranjada, que expõe um de seus ombros, ou com um robe branco. Muitas vezes carrega consigo uma flauta de bambu. Quando em lugares puros(Como o Santuário), permanece sempre descalço. Mathra possui uma estranha marca negra, que não parece ser uma tatuagem, no centro de sua testa, no formato de uma pequena Ankh, também chamada de cruz ansata. Quando traja a armadura de ouro, costuma vestir uma capa branca. Por vezes também usa uma faixa na cabeça. Mathra também possui um número considerável de cicatrizes pelo corpo, mas nenhuma que se destaque. Sua idade aparente é muito mais nova do que sua idade real. Isso acontece graças à habilidade Corpo do Bodhisattva, que garante que o cavaleiro quase não envelheça fora dos períodos conturbados.
O despertar do Oitavo Sentido e a contato com suas vidas passadas fez com que o olhar do cavaleiro parecesse muito antigo, ancestral. O olhar do cavaleiro varia, e por vezes passa a impressão de que pessoas diferentes estejam observando pelos mesmos olhos. Olhares diferentes, que transmitem sentimentos diversos.



Personalidade:

Mathra é um indivíduo muito calmo, tem modos tranqüilos e não parece se irritar com nenhum tipo de ofensa. Ele geralmente é gentil, mas nunca de forma exagerada, sendo bem direto. Costuma ser bem humorado, mas é muito direto e objetivo. O ponto mais peculiar sobre sua personalidade é a forma com que trata a todos, sejam inimigos ou aliados. Ele tem o mesmo respeito com todas as pessoas, independente da situação, enquanto mantém o seu estado de serenidade. Isso não quer dizer, porém, que desrespeita qualquer tipo de hierarquia. Após ter atingido o oitavo sentido, o cavaleiro passou a se comportar de forma um tanto alienada, um tanto distante das emoções tão presentes nos humanos. O controle desenvolvido sobre as próprias emoções fez com que parecesse muito distante dos outros seres humanos, se importando mais com o sentido filosófico das emoções do que com os próprios sentimentos em si. Na verdade, a perspectiva de Mathra sobre o que são as emoções e os sentimentos difere muito das atribuições comuns e incompletas, necessárias para aqueles que não conseguem entender os sentimentos em sua essência. Por esse fato, Mathra acabou se tornando alguém de opinião ou postura estranha durante uma conversa.

Após ter desvelado o acesso a parte de suas vidas passadas, Mathra parece agir como o porta-voz de diversas pessoas, que são os espectros que dividem o seu cosmo. Esses espectros, contendo a sabedoria, a história e as vontades de outras vidas, parecem convergir em uma mesma consciência cujo porta-voz é o cavaleiro de virgem. Essa constitui uma grande marca da sua personalidade, e o cavaleiro deixou de conseguir se imaginar como um único indivíduo. Mathra passou a ser muitos, que apesar de dividirem uma mesma consciência e energia, sendo iguais em essência, trazem histórias e traços únicos que influenciam em sua personalidade.

Não gosta de aparecer em locais cheios de gente, e geralmente evita reuniões desnecessárias, acha ótimo estar consigo mesmo. Não trata nada como se fosse uma surpresa, raramente sofrendo por conta de traição ou emboscadas. Mas quando desaprova alguma atitude, costuma agir de forma um tanto reticente. A atividade favorita do cavaleiro é encontrar o não-pensamento, a meditação oriental. Nesses momentos sente-se unido ao todo universal que o cerca. Outra atividade que aprecia é tocar a flauta de bambu que muitas vezes carrega consigo.

Vê a filosofia de Athena como um grande exemplo a todos, seus sacrifícios são para ele o exemplo máximo da compaixão com a vida, e a atitude dela como a mais honrada. Não costuma se intrometer em assuntos alheios, mas considera ajudar seus aliados sem nenhum problema, discutindo no máximo caso imagine que um conflito possa ser evitado. Evita ao máximo as batalhas desnecessárias, e sempre procura impedir o avanço de seus inimigos antes de atacá-los. Em batalha, ele permanece calmo, com a certeza de que se ela ocorreu, foi porque isso era inevitável. Mathra dificilmente dará o primeiro golpe em uma luta indesejada. Mas o cavaleiro matará e lutará até a morte para proteger seus aliados e seus juramentos, nunca negando sua responsabilidade e papel como cavaleiro de ouro.





[align=right]COSMO[/align]


Manifestação:

Seu cosmo normalmente é como uma névoa de luz que irradia em dourado em torno de seu corpo, que pode se comportar fluindo calmamente, circulando, ou irradiando em ondas para o arredor. Ao ser expandido, se transforma em uma grande distorção da luz nos arredores, distorcendo a visão (como quando se observa o efeito do calor no chão quente, à distância), que ondula velozmente até o perímetro, formando feixes de luz branca e dourada. Por vezes a expansão de seu cosmo é acompanhada por um leve cheiro de sândalo. Quando está expandido em seu ápice, é possível ver o cosmo do cavaleiro de ouro tomar a forma de mil braços dourados atrás dele, enquanto a luz irradia como em uma auréola solar à sua volta.
Acompanhando o cosmo de Mathra, sempre estão silhuetas douradas, translúcidas, como a forma de centenas de espectros que o rodeiam. Essas silhuetas parecem ter a mesma manifestação cósmica de Mathra, e multiplicam essa manifestação. Existe uma única silhueta que é maior, e mais escura do que as outras, e que está sempre presente quando o cosmo de Mathra se expande, ela tem o formato de um homem com cabeça de chacal, e carrega um cetro com o formato de uma cruz ansata. Quanto mais o cosmo de Mathra queima, mais desses vultos parecem se juntar ao redor do cavaleiro.



Sensação:

O cosmo normalmente transmite a pura sensação de paz e concentração. Entrar na presença dele é agradável, a calma e o foco irradiam numa sensação de conforto aos que o sentem. A sensação é de firmeza e clareza de pensamento, quando não está expandido. Quando ele se expande, a energia transmitida é extremamente desconfortante aos de cosmo inferior, causando uma sensação de calor que vem de dentro, e um forte calafrio na espinha, a sensação de que se está em contato com uma energia que o corpo não pode assimilar nem entender. Essa energia só pode ser assimilada pelos que têm domínio do oitavo sentido, e se traduz pelo entendimento e controle do universo à volta do homem. O cosmo de Mathra também se parece múltiplo, subdividido em várias partes, como se fosse o cosmo de muitos unido em um só, compartilhado por esses espectros que sempre acompanham o cavaleiro. Apesar desse cosmo dividido transmitir a mesma sensação, é possível notar que cada dele agrega em si traços e marcas sutilmente diferentes, mas dificilmente aparentes para qualquer um que não se-ja o próprio cavaleiro. Cada uma dessas partes do cosmo de Mathra corresponde a uma de suas vidas anteriores.


Motivação:

O cosmo de Mathra queima enquanto ele está em estado meditativo, a concentração e a serenidade mental fazem com que ele possa sustentar suas habilidades e sua força. Quanto mais se aprofunda na meditação, sem nenhum pensamento em sua mente, mais consegue expandir seu cosmo. Se algo o consegue abalar, o brilho de seu cosmo enfraquece. Além disso, Mathra só poderá alcançar todo o potencial de sua energia quando proteger algo ou alguém vital para a vitória dos Cavaleiros de Athena na guerra, além disso, o cavaleiro depende do recrutamento dos espectros que compõe seu cosmo para poder evoluir sua cosmoenergia. Quanto mais sintonizado com suas vidas anteriores, e quanto mais suas vidas passadas se integram ao cavaleiro, mais ele terá acesso a sua experiência esquecida através dos ciclos de morte. Mathra depende dessa sintonia para desenvolver mais sua cosmoenergia.



Domínio:

Rank de Poder Geral:S-

Domínio dos Cinco Sentidos: Pleno
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Precognição, Intuição, Levitação, Telecinesia, Clarividência, Sintonia, Sinestesia, Retrocognição, Telepatia)
Domínio do Sétimo Sentido: Pleno (sete kýklos)
Domínio do Oitavo Sentido: Básico (Rupa)
Domínio do Nono Sentido: Nenhum



[align=right]TRAJE [/align]



Mudanças:

Não há nenhuma mudança significativa no traje, além de se adaptar perfeitamente ao corpo de Mathra. O traje é o de modelo Lost Canvas: http://30.media.tumblr.com/tumblr_lisst0pB...hl6vzo1_500.jpg

Rank do Traje: A+

Características do Traje:
-Pureza:
O usuário da armadura de Virgem é, por natureza, um ser incorruptível, mas assim também é a armadura. Ela jamais pode ser reproduzida como um suplício, por exemplo, mesmo que seu cavaleiro seja morto. Ela também não aceita que impuros de coração a utilizem. Para efeitos práticos, seu usuário jamais será forçado a agir contra a própria natureza, ou cometer algo que o torne impuro (impuro no ponto de vista do próprio personagem, é claro), não importando se esse controle for mental ou proveniente de alguma outra fonte. Somente deuses podem ignorar essa proteção. Além disso, enquanto estiver dentro da Casa de Virgem, o usuário da armadura pode perceber perfeitamente tudo o que acontece nas imediações da mesma sem o uso dos cinco sentidos.





[align=right]TÉCNICAS[/align]




Nome da Técnica: Sacrifício do Bhodisattva

Categoria: Curativa

Descrição: É uma técnica perigosa e raramente utilizada, aprendida como símbolo máximo da compaixão e sacrifício. Mathra senta em posição de lótus no chão e entra em profundo estado meditativo, concentrando-se totalmente e busca a absoluta ausência de pensamento. Seu cosmo começa a queimar, se expandindo ao máximo, em sua forma comum, até que um tom rosado substitua as ondas de ar distorcido em sua aparência. O tom fica mais denso e forte até atingir uma cor quase vermelha. A energia forma um círculo dourado no chão de 6 metros de raio a partir do cavaleiro, onde o símbolo de virgem aparece em seu centro, e outros símbolos khmer de cura e sacrifício aparecem o rodeando. A energia rosa-avermelhada explode, curando os ferimentos de todos dentro do círculo que o cavaleiro tenha selecionado o cosmo. O cavaleiro de virgem cai, sua cosmoenergia consumida, com os ouvidos, olhos, nariz e boca sangrando, desacordado no chão. Ficará desacordado por duas semanas, caso cure mais de duas pessoas.

Efeito: Cria um círculo de cura ao seu redor (de raio 6m), curando todas as pessoas inseridas dentro dele, que o cavaleiro desejar, de seus ferimentos e doenças. Após a cura, o cavaleiro cai e fica desacordado, com a energia cósmica quase nula, por duas semanas. Obviamente, tem gasto cósmico muito alto. O objetivo da cura é restaurar os aliados de forma massiva e considerável, ao custo da inutilização do usuário da técnica. A "quantidade" de dano curado fica a critério do narrador, considerando que toda a cosmoenergia de Mathra é gasta no processo, a exaurindo de uma forma que o deixa inutilizado por duas semanas (considera-se que Mathra permanece com 10% do total de sua cosmoenergia, desacordado, até poder voltar a recuperá-la depois do tempo decorrido, quando ele desperta). Entende-se que Mathra pode curar totalmente os ferimentos mundanos de pelo menos duas pessoas com esse efeito, as deixando prontas para um novo possível combate. Mas o valor curado está sempre a critério do narrador.


Nome da Técnica: Grande Muralha Sagrada

Categoria: Defensiva

Descrição: O cavaleiro abre os braços e expande o seu cosmo, que brilha em uma cor dourada intensa, formando uma espécie de disco de luz ao redor dele. Ele move as mãos no ar, e as espalma apontando na direção desejada. O disco se move acompanhando as mãos dele para o local desejado, se expandindo em tamanho e brilho rapidamente até o tamanho planejado pelo guerreiro. O disco se transforma em uma enorme muralha de luz dourada translúcida, que se olhada com atenção, contém o reflexo de muitas constelações em seu interior. A Muralha Sagrada é resistente como uma armadura de ouro e se fortalece a cada golpe ou técnica que é usado contra ela, e cada um que tenta atravessá-la tem parte de sua cosmoenergia absorvida pela muralha e é repelido. Essa muralha sagrada repelirá cosmos de nível cósmico S- e inferiores, e crescerá em poder para repelir quanto mais energia cósmica acumular. Qualquer um que tentar atravessá-la com seu cosmo queimando sentirá um calor horrível sair de seu próprio corpo, e a suas forças se esvaindo em direção à luz dourada da muralha. Na verdade a Grande Muralha Sagrada exige um ato de humildade e reverência de quem quiser atravessá-la, sendo possível atravessá-la nulificando o próprio cosmo, fazendo com que queime o mínimo possível. Também tem a função de servir como um grande escudo, repelindo qualquer golpe cósmico, mesmo que seja à distância. O cavaleiro pode movê-la no espaço, abrir uma passagem através da muralha, ou curvá-la em um semi-círculo ou círculo.

Efeito: Cria uma muralha de energia que é tão difícil de quebrar quanto uma armadura de ouro (A+), e que se fortalece a cada golpe que não é capaz de quebrá-la de uma vez, absorvendo toda a energia do golpe ou técnica. A forma mais simples de atravessá-la é anulando o próprio cosmo, rebaixando-o até que esteja praticamente como o de um humano comum, nesse caso ela não exercerá nenhuma resistência. A muralha repele a passagem e absorve cosmos de nível cósmico igual ou inferior à Mathra. Se concentrado nisso, o cavaleiro pode mover, curvar a muralha em um círculo, ou abrir uma passagem através dela. A muralha será mantida indefinidamente enquanto o cavaleiro tiver cosmo-energia, e, caso tenha absorvido cosmoenergia externa, se manterá de pé mesmo com o cavaleiro de virgem esvaído ou morto, por 2 rodadas/golpe de nível cósmico C; 3 rodadas/golpe de nível cósmico B; 4 rodadas/ golpe de nível cósmico A. A muralha tem um máximo de 70 metros de largura e 20 metros de altura. Se Mathra criar mais de uma muralha, deverá concentrar-se totalmente em manter as duas, e só será capaz de utilizar as subtécnicas oriundas da Grande Muralha Sagrada, sem poder aparar golpes ou atacar normalmente. Mathra possui um gasto cósmico baixo para mantê-la, mas seu cosmo é constantemente consumido enquanto a técnica durar, a custos baixos periódicos - a cada 4 rodadas é como se gastasse a mesma quantidade que usou para criá-la. A criação de muralhas de até 15 metros x 4 de altura tem gasto cósmico baixo, para 25x6m a 35x10m gasto cósmico médio-baixo e para muralhas de mais de 35x10m passa a ter gasto cósmico médio-alto.




Nome da Técnica: Força dos Mil Braços

Categoria: Ofensiva

Descrição: Oriunda da técnica Grande Muralha Sagrada. O cavaleiro se concentra e rodeia o oponente com a Grande Muralha Sagrada, que começa a adquirir uma cor vermelha escura. Os arredores se escurecem e a muralha toma o formato de um polígono de oito faces, com o adversário em seu interior. Do interior da prisão, o alvo visualiza, através da luz vermelha, centenas de braços gigantescos se aproximando e esmagando as 8 paredes que o envolvem. A prisão segue, se apertando e esmagando até que todos os lados se juntem em um único ponto de luz vermelha. A velocidade com que os Mil Braços esmagam é equivalente a força física que o alvo tente usar para escapar dela.

Efeito: Esta técnica transforma a Grande Muralha Sagrada em uma prisão capaz de esmagar o adversário. A dureza, força e fraqueza dela permanecem iguais às da Grande Muralha Sagrada. A prisão imobiliza quase totalmente ao fim de uma rodada, e segue esmagando carne, ossos e armaduras na seguinte. Como descrito, a forma mais simples de se escapar é nulificando o próprio cosmo. A prisão se estreita mais devagar quando não encontra resistência física. Tem gasto cósmico médio.


Nome da Técnica: Palma de Buda

Categoria: Ofensiva

Descrição: Oriunda da técnica Grande Muralha Sagrada. A técnica mais poderosa de Mathra, o cavaleiro toca a Grande Muralha Sagrada e toda a luz que a constitui flui, passando para o cosmo dele, que irradia em um cor dourada intensa e ofuscante. Ele concentra essa força cósmica, e então dá um só golpe no ar, com a mão direita espalmada para frente. O movimento libera toda a energia da muralha mais a energia que a muralha acumulou em golpes e técnicas recebidas. Um clarão acompanha o movimento do braço de Mathra e quando ele espalma a mão, uma enorme luz ofuscante é liberada, na forma de uma enorme palma radiante. Na luz de seu cosmo, a imagem de bodisatvas pode ser vista, observando à distância. O cosmo forma a imagem de uma enorme flor de lótus florescendo sob seus pés A luz se direciona ao alvo em um clarão muito rápido, explodindo no alvo e seus arredores com toda a energia direcionada, numa explosão magnífica que pulveriza tudo a seu alcance, levando o estado da matéria do sólido para o puro plasma. Quanto mais energia acumulada na muralha, maior e mais danosa será a explosão causada.

Efeito: O cavaleiro absorve toda a energia da muralha, contando o acumulo de gastos do próprio Mathra(somada a energia que a muralha acumulou com outros golpes) e a direciona, causando uma explosão de energia cósmica bruta, em um cone de dez metros inicialmente, aumentando o alcance conforme a energia acumulada da muralha. Quanto mais perto do início do cone, mais danoso é o efeito da explosão. A explosão de uma muralha comum apenas fere um cavaleiro de ouro, criando rachaduras grandes em sua armadura. É capaz, sempre a critério do narrador, de despedaçar armaduras de prata e pulverizar armaduras de bronze, junto a seus usuários. Além do dano, a luz intensa da explosão pode cegar ou ofuscar (fisicamente) qualquer um que a fite diretamente - também a critério do narrador. Palma de Buda leva um gasto cósmico alto.


Nome da Técnica: Mãos do Bhavachakra (Roda do Devir/Samsara)

Categoria: Defensiva/Ofensiva

Descrição: Técnica mais usada por Mathra. A técnica tem como objetivo mostrar a devastação que um guerreiro está criando para ele mesmo, e que encare a própria força. Um contragolpe tão rápido como um golpe comum, Mathra permanece de pé ou levitando, e leva as duas mãos em frente ao peito, aproximando uma mão da outra formando um círculo. Seu cosmo queima rapidamente, se expandindo num clarão branco, enquanto o ar dentro do círculo formado por suas mãos vibra e se distorce intensamente, um cheiro de sândalo invade o ambiente. Qualquer golpe ou técnica usada frontalmente contra o cavaleiro têm seu efeito revertido para quem a executou. O golpe ou técnica parecem colidir contra uma parede invisível, o ar vibra intensamente em ondas crescentes, e o efeito da técnica adversária se mostra instantaneamente no adversário.

Efeito: A técnica efetivamente devolve ao atacante o seu golpe. Os efeitos são idênticos e com a mesma força com que foram desferidos. Reflete todos os ataques frontais com força idêntica em cavaleiros com o mesmo nível cósmico e mais fracos que Mathra. Com o cosmo queimando em seu ápice, é capaz de refletir até dois ataques de uma vez em oponentes de nível cósmico próximo, refletir vários ataques de categorias cósmicas muito inferiores, ou tentar aparar um ataque de alguém de cosmo superior - mas quase sempre falha em refleti-los(critério dos narradores). Os ataques em área ainda podem atingi-lo, mas também serão refletidos ao atacante, em área proporcional à que foi refletida. As Mãos do Bhavachakra refletem os efeitos diretamente no oponente, independente da natureza deles. O gasto cósmico é equivalente ao do ataque refletido. A velocidade e capacidade da técnica é equivalente aos limites de Mathra: portanto, superar o cavaleiro em velocidade e em cosmoenergia podem superar a técnica.



Nome da Técnica: Fardo de Yama

Categoria: Defensiva/Ofensiva

Descrição: Da mestria máxima das Mãos do Bhavachakra, Mathra eleva o seu cosmo, levitando na posição de lótus com as mãos sobre os joelhos, os dedos voltados para a posição do sol (cima para o dia, baixo para a noite). Ele mantra uma reza nessa posição, enquanto seu cosmo se eleva, agitando o ar ao redor. A partir desse momento, uma forte luz branca envolve seu corpo e a luz que o ilumina parece distorcer e embaçar. O cavaleiro segue unindo as mãos na região da cintura, e mantra outra reza, ativando o seu chakra inferior na região sacral. Qualquer golpe ou técnica usados contra ele nesse momento terão sua energia armazenada em seu cosmo, distribuídas entre os sete chakras do corpo. Outra reza é executada, com as mãos unidas sobre o chakra do umbigo. Mais outra, as mãos unidas na região do plexo solar. Outra reza, com as mãos unidas sobre o chakra do coração, outra para o chakra da garganta, outra para o da testa, e por fim uma reza com as mãos unidas sobre o chakra da cabeça. A cada reza, sua imagem se distorce mais: o cavaleiro está entre o plano material e a energia pura, e nesse estado consegue canalizar com facilidade qualquer energia direcionada a si. Após o último mantra, seu cosmo explode sobre sua cabeça como no nascimento de uma estrela. A visão do demônio Yama, o demônio da impermanência, que carrega o Bhavachakra, costuma aparecer com esse clarão, em uma figura horrenda. A estrela radiante gerada pelos golpes é lançada com as pontas dos dedos por Mathra em seu alvo, e ela explode em um clarão de energia pura devastadora. Após a criação do efeito, o cavaleiro precisa meditar por algum tempo para reestruturar sua energia cósmica.

Efeito: A técnica armazena um golpe ou uma técnica usados contra o cavaleiro, por rodada. Os golpes e técnicas podem ser derivados de qualquer posição em relação a Mathra, e o cosmo do cavaleiro estará armazenando a energia dos golpes recebidos. Ninguém de nível cósmico inferior pode ferir Mathra enquanto ela ocorrer (a critério do narrador, um milagre do cosmo ou outra condição muito adversa pode acabar o ferindo, por exemplo), e o dano de nível cósmico equivalente ao do cavaleiro é reduzido pela metade. Pode armazenar a energia de 4 golpes/técnicas de nível cósmico A, 8 golpes/técnicas de nível cósmico B, 12 golpes/técnicas de nível cósmico C, e 16 golpes/técnicas de nível cósmico D. Essa energia explode no alvo ao fim de sete rodadas ou antes, caso Mathra considere necessário. Se a energia de nenhum golpe foi armazenada em sete rodadas, a explosão equivale a uma rajada de luz explosiva do cosmo do próprio Mathra. O gasto de cosmo é alto. A energia acumulada viaja tão rápido quanto a luz, e está extremamente acelerada, o suficiente para que nenhum corpo sólido resista. Essa técnica é capaz de despedaçar armaduras de ouro(o dano em armaduras fica a critério do narrador). Após o uso da técnica, Mathra precisa reorganizar sua energia cósmica: ele entra em um estado meditativo que durará pelo menos uma rodada(podendo se estender a duas, a critério da narração - de acordo com o poder desferido), ficando totalmente vulnerável a golpes nesse período. A explosão do efeito abrange uma área de 6m de raio a partir de um ponto central, que é o alvo da técnica.


Nome da Técnica: Portal Devastador de Spica

Categoria: Ofensiva

Descrição: Spica, ou Alfa Virginis, é a estrela mais brilhante da constelação de Virgem. A 15º mais brilhante do céu noturno terrestre. Na verdade, Spica é uma estrela binária, duas estrelas subgigantes que giram ao redor uma da outra. No Yomotsu, Mestre Ashram ensinou Mathra a técnica capaz de criar um pequeno portal, um atalho através do espaço, entre as palmas da mão do cavaleiro e o núcleo da grande estrela binária. Mathra concentra sua cosmoenergia e abre o portal entre os núcleos e sua mão, por no máximo alguns segundos, suficientes para liberarem enormes explosões de fusão e fissão nuclear que estão ocorrendo a todo momento nas estrelas. O efeito é devastador, e perigoso para o próprio usuário da técnica. A técnica tem custo cósmico mediano-alto a alto. É uma técnica muito delicada e perigosa, e como envolve a criação temporária de portais, pode causar efeitos colaterais catastróficos ao ambiente. Por essa razão, Mathra evita o uso do portal na maioria das circunstâncias, apesar de já ter domínio da técnica.


Efeito: Mathra concentra seu cosmo e suas mãos lampejam num brilho azul e amarelo, como em chamas eletrificadas. Suas mãos quase se fecham em conjunto, reunindo uma quantia massiva de energia para a abertura do pequeno portal entre as estrelas. Ele abre suas mãos, espalmando-as em direção ao alvo, e por um momento é como se o vácuo e a escuridão do universo possam ser vistos nas palmas de sua mão. Esse escuro logo é substituído por um grande clarão de plasma branco, amarelo e azul, que explode num semi círculo de 35m de raio (no mínimo) a partir das palmas do cavaleiro. Essa explosão conta não só com as explosões nucleares de um núcleo estelar, chocando na verdade explosões advindas do núcleo de cada uma das duas estrelas de Alfa Virginis. O efeito é devastador, e cresce por segundo de exposição da energia. Uma exposição de 1 segundo é capaz de calcinar e evaporar as cinzas de tudo que estiver a até 10 metros do cavaleiro, como em explosões nucleares. O efeito aumenta para 20 metros em 2 segundos de exposição. Mais de 2 segundos de exposição já oferece riscos ao próprio Mathra, que tem a chance de sofrer algumas queimaduras nas próprias mãos. Arriscar mais de 3 segundos de exposição pode oferecer sérios riscos tanto para Mathra como para as regiões circundantes, devido a exposição à partículas nucleares mortais, e o cavaleiro corre o risco de sofrer queimaduras graves nas mãos. Com mais de 5 segundos de exposição, os próprios braços de Mathra correm o risco de serem transformados em cinzas, e ele pode experimentar dano letal, com a explosão catastrófica do portal em uma explosão radial de 50 metros de pura energia nociva até mesmo para armaduras. O efeito danoso na área crítica (os 10m de raio iniciais) é letal para níveis cósmicos iguais ou inferiores ao de Mathra, e pode causar danos severos ou até letais em indivíduos mais fortes. A melhor forma de evitar esse ataque é a esquiva, uma vez que a energia contida no interior do núcleo de estrelas é suficiente para destruir até mesmo as mais fortes armaduras e barreiras. O efeito para além da área crítica é considerado reduzido à metade. Fere gravemente indivíduos no mesmo nível cósmico do cavaleiro, sendo ainda na maioria das vezes letal à níveis cósmicos inferiores. Pode ainda fazer ferimentos moderados em armaduras de nível superior, assim como a seus usuários, expostos à energia da área não-crítica do golpe. O dano em armaduras sempre fica a critério do narrador, e o gasto cósmico é sempre pelo menos alto(no caso de 1 a 2 segundos de exposição), se tornando muito alto para maior tempo de exposição da técnica.


Nome da Técnica: Transcender a Matéria

Categoria: Estado

Descrição: Uma técnica nova, que na realidade representa uma habilidade em ascensão. Desenvolvida graças a liberdade material que o "Eterno Sonho" de Phantasos conferiu à mente de Mathra, trata-se da capacidade de reestruturar a própria existência física, de forma diferente a do teletransporte, que cria atalhos no espaço. Com essa técnica, o cavaleiro é capaz de transformar a própria matéria em energia, e vice-versa. Isso se dá através de duas formas: a primeira é a imersão no mundo etéreo, que faz com que Mathra permaneça por algum tempo como um "fantasma". Sua forma pode ficar translúcida ou invisível, e nesse estado não pode tocar nem interagir com o mundo material, tampouco pode ser ferido. Mathra pode utilizar a técnica para movimentar-se livremente no espaço, as paredes e todo o resto do mundo material deixam de impedir com que se desloque ou que veja. Nesse estado, sua percepção é ampliada mas sua influência no que é material é anulada. A segunda forma com que a técnica pode ser usada refere-se a auto-recomposição. Como o processo de tornar-se imaterial e material envolve "reconstruir" o próprio corpo a nível energético, o cavaleiro é capaz de convergir cosmoenergia para "consertar" ferimentos e fraturas no próprio corpo. Nesse caso, ele torna-se imaterial, repara os danos a nível energético, e volta a se tornar material, recomposto mas com cosmoenergia consumida. Porém, por conta da complexidade da técnica e ausência de domínio pleno do oitavo sentido, Mathra não consegue se manter imaterial por muito mais que 1 minuto por vez.

Efeito: O cavaleiro vai e volta no véu da materialidade, podendo permanecer imaterialmente por até 1 minuto. Findado o tempo, Mathra se materializa, e pode morrer caso se materialize por sobre objetos sólidos maciços. Enquanto imaterial, é intocável por todos de nível cósmico não-divino. Pode recompor o corpo, de ferimentos e fraturas, com um gasto cósmico baixo a médio dependendo do nível do ferimento. Mathra só pode desmaterializar a si mesmo, e sempre a um custo baixo(para menos de 30 segundos) a médio (até 60 segundos) de cosmoenergia.




[align=right]HABILIDADES[/align]




Nome da Habilidade: Caminhante da Luz

Descrição: Mathra projeta sua consciência e seu cosmo para um local, e poderá estar nele com o seu corpo também. Sua mente transcendeu as limitações espaciais da matéria. Uma luz dourada cobre seu corpo e ele aparece ou desaparece, enquanto a luz se dissipa lentamente no ar. Quando aparece num local iluminado pelo sol, o sol parece brilhar mais forte. Ele não pode teletransportar para locais sagrados, com a presença cósmica de um deus. Essa habilidade foi conseqüente do entendimento e pureza da sua cosmoenergia, que foi capaz de tornar com algum esforço, corpo físico, mente e cosmo como indiferenciados. Seu corpo se dissipa em energia solar e reaparece em qualquer outro lugar. Antigamente, Mathra somente conseguia teleportar para lugares iluminados pelo sol, mas depois aperfeiçoou a técnica depois de compreender melhor a natureza da matéria.

Efeito:Ele literalmente se teletransporta para qualquer lugar que conheça, não tendo limite para as distâncias. Sua limitação é a de não poder teletransportar para lugares permeados com o cosmo de um deus. Mathra só pode teletransportar a si mesmo. O gasto cósmico costuma ser bem baixo para teletransportes próximos, aumentando para as grandes distâncias, a critério do narrador.



Nome da Habilidade: Canalização Cósmica

Descrição: Ele identifica os padrões no cosmo da pessoa, o diferenciando, conversando através da sua própria essência. Mathra é capaz de ser ouvido na mente dos outros, e sensível o suficiente para ouvir as respostas. Quanto mais fraco é o cosmo à quem ele fala, mais difícil é ouvir as respostas. Um cosmo elevado como o de um cavaleiro de ouro pode ser ouvido através de longas distancias, enquanto o cosmo de uma pessoa comum pode ser ouvido no máximo na distância de alguns quilômetros(cerca de 2). Depois de ter usado a técnica para se comunicar com a infinitude de espíritos que compunha o cosmo de Ammit, Mathra adquiriu a capacidade de transcender a linguagem em sua comunicação. Com algum gasto cósmico, ele consegue transmitir mensagens simples, imagens e sentimentos à pessoas que não necessariamente falem as mesmas linguas que Mathra. Além disso, a habilidade permite à Mathra observar sem precisar estar exatamente no ambiente que deseja perceber.

Efeito: Ele precisa identificar o cosmo da pessoa, e poderá dizer o que quiser a ela, basta a outra pessoa pensar em uma resposta e querer ser ouvido, e será. Sua limitação para ouvir as respostas é de 2km para pessoas comuns, 50km para cavaleiros de nível cósmico E, C e B(dotados apenas de sexto sentido), e 120km para cavaleiros de nível cósmico A (dotados do sétimo sentido). Mathra ainda é capaz de se comunicar em sonhos e meditações com indivíduos dotados do oitavo sentido, transcendendo os limites do espaço. Nesses casos, porém, está limitado a mensagens curtas. Com um gasto cósmico mínimo, Mathra consegue elaborar a Canalização Cósmica através de uma linguagem do cosmos. O cavaleiro transmite as suas intenções através de sinais emanados para os cosmos alheios, que se traduzem em intenção e são captadas e entendidas por esses cosmos. Com essa habilidade, Mathra é capaz de transmitir não só intenção, mas até mesmo compartilhar sua visão, seus sentimentos e sentidos por curtos instantes. Além disso, a Canalização Cósmica permite ao cavaleiro observar a partir de um ponto de vista sem ter que estar exatamente nele. Ele pode projetar sua percepção por até 100km, sendo que quanto mais perto, mais elementos dos seus sentidos ele pode usar para perceber o ambiente. Essa habilidade se desenvolveu quando Mathra conseguiu compartilhar sua percepção com os espectros que serviam Athotep e Ammit.



Nome da Habilidade: Vontade Verdadeira

Descrição: Através do entendimento de que o universo, seu cosmo e seu corpo são um, e que o mundo é uma extensão de seu corpo, Mathra pode, enquanto estiver concentrado, levitar o próprio corpo e qualquer outro objeto, com a limitação de peso variando com o nível de concentração que ele dedica à tarefa. Normalmente usa esse tipo de “telecinese” para elevar seu corpo do chão enquanto medita, conferindo maior concentração e leveza. Essa habilidade também permite que Mathra dê golpes à distancia, como empurrões e puxões violentos e rápidos.

Efeito: Se dedicar totalmente sua concentração à tarefa, poderá levitar até 400kgs ou um pouco mais do chão. Normalmente consegue levitar 250kgs, subtraindo 40kg a cada nível cósmico que tentar levitar, com exceção de si mesmo. Pode se concentrar e dar empurrões ou puxões violentos em um alvo, quando cria esse efeito, a imagem dos mil braços cósmicos surge em seu cosmo. Os golpes dados por essa habilidade contam como golpes normais, mas dados à distância.



Nome da Habilidade: Paz de Mente

Descrição: Os pensamentos de Mathra se encontram de forma extremamente sutis em sua mente. Uma mente normal tem toda sua estrutura abalada e tomada por pensamentos, incessantemente, a mente de Mathra não se abala com os pensamentos comuns e nem os transparece a quem tenta ouvi-los. Quando alguém tenta ler a sua mente, tudo o que enxergam é um imenso lago, de proporções oceânicas, sem nenhuma onda ou abalo na superfície, um ambiente extremamente calmante, que transmite a única sensação: paz. Com sua clareza mental praticamente absoluta, Mathra consegue muito bem diferenciar ilusões da realidade. O cavaleiro sabe perfeitamente quando uma imagem é ilusória pois enxerga também com o sétimo e oitavo sentidos, entendendo o mundo objetivo de forma diferente da limitada aos cinco sentidos.

Efeito:Habilidades ou técnicas para ler ou perturbar a mente do cavaleiro precisam de esforço quadruplicado. Ele dificilmente cai em ilusões criadas por níveis cósmicos menores, e mesmo ilusões de nível cósmico iguais a do cavaleiro exigem esforço dobrado para surtir efeito. Isso vale para cavaleiros de nível cósmico igual ou inferior a Mathra. Os que falham em ler a mente do cavaleiro, encontram-se com a imagem do lago calmante. Mathra percebe ilusões visuais com clareza objetiva, pois percebe a matéria em sua totalidade.



Nome da Habilidade: Corpo do Bodhisattva

Descrição: O cavaleiro foi capaz de aproximar seu estado físico do seu estado espiritual. Através de seu constante estado de meditação inabalada, o corpo de Mathra desacelera seu metabolismo e necessidades corpóreas, permitindo que permaneça sem beber ou comer por até um semestre, como se seu corpo transcendesse o tempo enquanto ele medita. Quanto mais permanece inativo e sem pensamentos na cabeça, mais tempo consegue ficar sem ter que se alimentar da terra. Essa habilidade o impede de envelhecer enquanto estiver nesse estado de latencia. Da mesma forma, ele é capaz de ignorar parte da dor que seu corpo pode vir a sentir por ferimentos, tendo grande resistência a dor.

Efeito: O cavaleiro dedica seu cosmo unicamente ao estado do não-pensamento, contemplando sem pensar todas as energias do cosmo, imóvel, e é capaz de ficar sem comer ou beber por anos. Normalmente seu estado físico ativo lhe exige pelo menos uma refeição em seis meses, mas após batalhar e exigir grandes esforços do seu cosmo, seu corpo pede alimentação e água normalmente durante duas semanas, até que consiga voltar ao estado normalmente. Quando sob o efeito da habilidade, seu envelhecimento é muito retardado. Mathra também demora mais para ceder à dor graças a essa habilidade, tornando possível ignorar parte dela.


Nome da Habilidade: Bokator Espiritual (Estilo de Luta)

Descrição: O estilo de luta conhecido como Bokator Espiritual foi parte das primeiras técnicas que Mathra aprendeu com Mestre Ashram. Uma variação oculta do Bokator tradicional(que se traduz por “arte de bater em leões”). Sua filosofia básica é a de que o Cosmo do guerreiro deve agir como um oceano. Ventos e tempestades podem acontecer na superfície de um oceano, esse superfície vai se abalar, criar ondas e ser manipulada normalmente pelos efeitos da natureza. Mas nenhum vento ou tempestade afeta as suas profundezas, apenas a superfície se abala. A técnica cria uma barreira de cosmoenergia que dissipa a energia despendida em golpes contra o guerreiro. Com esse estilo, o guerreiro pode tentar aparar os golpes desferidos contra ele com as palmas da mão: toda a energia será dissipada em ondas de luz, que se espalham pelo perímetro do cosmo do guerreiro, antes de efetivamente tocar a palma da mão. Uma luta nesse estilo geralmente se dá com o guerreiro aparando o golpe e no instante seguinte atacando um ponto vital do oponente, geralmente o pescoço. Obviamente é um estilo em que a velocidade determina o vencedor. O estilo também envolve tirar um oponente do combate antes que ele ataque: chutes rápidos e poderosos que visam quebrar(ou arrancar) membros ou derrubar o oponente; ou golpes com as pontas da mão, em pontos do corpo que causem paralisia ou dor extrema. Mathra combina essa técnica e sua Vontade Verdadeira (ver acima) nos combates.

Efeito: Efeito primariamente estético. Descreve a habilidade de aparar golpes distribuindo toda a pressão feita em uma área ao redor de seu cosmo, como um poderoso amortecedor, quase como se tivesse desviado totalmente. Além do efeito meramente estético, demonstra o modo como o cavaleiro se comporta numa luta corpo a corpo. A velocidade dos golpes varia com a força do usuário, dependendo do nível cósmico. Os golpes podem ser totalmente aparados por Mathra contando que sejam desferidos a uma velocidade imediatamente abaixo da velocidade da luz. E o esforço que faz para aparar é o mesmo usado para desviar ou golpear na velocidade desejada. Essa técnica, quando falha, tem ainda a propriedade de espalhar a pressão desferida num golpe contra o cavaleiro por todo o corpo dele, diminuindo danos localizados e criando efeito amortecedor. O Bokator Espiritual não tem gasto cósmico, mas só funciona caso o cosmo de Mathra não esteja nulo.



Nome da Habilidade: Visão da Verdade

Descrição: Com o domínio de Rupa, Mathra aprendeu a enxergar a realidade com maior totalidade. O cavaleiro dificilmente é iludido, pois consegue compreender por onde passaram os conteúdos que constituem os objetos. Ele consegue, por exemplo, entender a nível subjetivo se a madeira de uma porta fazia parte de uma árvore em específico, identificando a singularidade de sua existência e a relação de proximidade real com outras árvores de uma mesma espécie, e mesmo sua origem a nível geográfico. Dessa forma, uma porta criada por meios "mágicos" ou incomuns seria facilmente notada por Mathra, e é dessa forma que ele identifica ilusões: pelas suas lacunas em relação à realidade. Mas essa propriedade da habilidade já está bem descrita e inserida na habilidade "Paz de Mente". Na verdade, essa habilidade constitui-se da compreensão quase absoluta da própria matéria. Com ela, Mathra consegue usar sua intuição e outras habilidades do sexto sentido através dos objetos e energias que o cercam. Foi graças a esse entendimento que Mathra pôde escapar da prisão onírica de Phantasos, quando notou que a origem dos objetos que o rodeavam era sua própria mente, sonhando. A Visão da Verdade constitui então, o entendimento que Mathra construiu sobre a realidade a partir de seu domínio do oitavo sentido.

Efeito: A efeito prático, a habilidade permite o uso dos objetos que rodeiam o cavaleiro para níveis muito mais amplos de entendimento. Mathra passa a compreender o mundo através de um viés complexo, e essa habilidade se demonstra prática sob usos intuitivos dos elementos, e foi trabalhada abordando os quatro elementos básicos: água, terra, fogo, ar(e som, que se desloca pelo ar principalmente). Caso Mathra queira notar vários aspectos dos elementos que o rodeiam de forma simultânea e rápida, deve fazer um gasto baixo de sua energia cósmica (aumentando de acordo com a complexidade do que deseja perceber ao mesmo tempo, a critério do narrador). Mas normalmente o efeito é passivo e direcionado, pontual. Seguem os usos práticos da habilidade:
-Terra: Pode sentir se um terreno é ou não firme, sente rachaduras em um prédio ou falhas em sua estrutura. Detecta pontos fracos em vigas ou em armaduras. Sabe se uma arma metálica está corroída ou com sua estrutura comprometida. Sente o que está na terra em um raio de 25m. pode “enxergar” pegadas feitas em um chão de terra, pedra, areia ou poeira deixadas há até um dia, sabe estimar com pouco erro a idade de rochas ou objetos constituídos de minerais.
-Água: Pode saber o gosto de um líquido apenas tocando-o ou descobrir suas propriedades (ponto de fusão, ponto de ebulição, tensão superficial, densidade, viscosidade, PH, opacidade) apenas se aproximando dele. Escuta ou enxerga perfeitamente debaixo d’água até 25m, em quaisquer condições. Pode se deslocar na água como se estivesse andando.
-Ar e Som: Sente as possíveis rotas que o ar (ou névoas, fumaça) tomou de sua origem até chegar ao cavaleiro. Permite identificar um cheiro próximo com certa precisão (desde que se conheça o cheiro). Pode passar mensagens para outra pessoa a até 25m de distância sem outras pessoas escutarem. Pode sentir vibrações ou mudanças no ar, tais como uma pessoa se movendo ou vozes, em um raio de 25m. Pode saber com precisão qual vai ser o clima no dia seguinte. Pode determinar com exatidão as correntes de ar próximas para facilitar a navegação. Permite prender a respiração por até 15 minutos.
-Fogo: Pode-se sentir a temperatura exata de um corpo ou objeto, apenas ao toque. Sente uma propriedade física do fogo. Pode sentir locais onde fogueiras ou labaredas estiveram acesas recentemente. Pode saber o que as cinzas que ele segura originalmente eram antes de queimar. Consegue saber com precisão a diferença de temperaturas ao seu redor, podendo "enxergar" calor emitido por corpos ou outras fontes térmicas.




Nome da Habilidade: Manipulação Material

Descrição: Por conta da Visão da Verdade, Mathra é capaz de disparar mecanismos incomuns à matéria que o cerca. Isso permite algum controle sobre o mundo objetivo a seu redor, de forma limitada mas útil para si. São como "atalhos" gerados pela compreensão da matéria, desenvolvidos quando o cavaleiro estava preso no mundo onírico, e adaptados quando Mathra retornou para a realidade. Ele queima então cosmoenergia para criar efeitos simples sobre a matéria que o cerca. Essa habilidade não é passiva, diferentemente de Visão da Verdade, requer gasto cósmico baixo para a reprodução da maioria de seus efeitos. Os efeitos podem precisar de materiais de foco para se cumprirem, como círculos de ritual, incensos, velas, etc.

Efeito: também dividido entre os quatro elementos básicos, segue o controle exercido sobre a matéria. É importante saber que a maioria dos cavaleiros experientes não terão problemas em evitar determinados efeitos contra eles. É possível eliminar efeitos diretamente usados por Mathra contra alguém caso se ultrapasse o seu nível cósmico. A magnitude dos efeitos sempre influencia o gasto cósmico da habilidade, sendo bem baixa para efeitos simples, e aumentando gradativamente para efeitos mais extremos. As limitações da habilidade, portanto, está no tempo despendido por Mathra para a realização de um efeito e em quanta cosmoenergia ele dedicou para um efeito. De forma que efeitos extremamente devastadores podem levar um gasto absurdo de cosmoenergia ou tempo de realização, e estarão sempre limitados a critério do narrador.
-Terra: Pode moldar um pedaço de argila seca em um material mais duro (como metal) ou em pó. Transforma pedra em barro ou vidro.Explode uma pedra do tamanho de um punho, causando uma explosão de estilhaços. Cria brechas em paredes. Pode se esforçar para mudar o formato de objetos minerais, levando maior tempo para maior quantidade e complexidade do material.
-Água: Altera uma propriedade (ponto de fusão, ponto de ebulição, tensão superficial, densidade, viscosidade, PH, opacidade) de um líquido. Muda uma porção de água para vinho, ou de álcool ou óleo para água (apagando as chamas). Pode entrar em uma chuva pesada sem se molhar. Retira a água do pulmão de uma pessoa que se afogou. Pode causar redemoinhos ou grandes ondas dentro d’água, capazes de afundar uma canoa ou pequena embarcação. Cria um tentáculo de água com até 10m de comprimento. Pode influir no fluxo da água, fazendo com que coisas ou pessoas flutuem em um corpo d'água.
-Ar(e Som): Cria barulhos ou sons estranhos. Pode criar um redemoinho ou pequeno tufão capaz de ferir e derrubar objetos e pessoas grandes. Pode ampliar sons (em até 100%) ou diminuí-los, podendo emudecer pessoas caso se concentre nisso. Pode isolar com uma parede de vento o som dentro de um ambiente, limitando seu alcance independentemente do volume. Pode-se criar grandes bolhas de oxigênio dentro da água, úteis para a respiração a curto prazo.
-Fogo: Transforma uma fogueira ou fonte de calor equivalente em uma chuva de pequenas bolas de fogo, que podem saltar a até 10m de distância da fogueira. Cria fogos de artifício ou uma chuva de faíscas a partir de uma tocha. Faz de um círculo de fogo uma pequena prisão, que não queima quem estiver dentro. Pode formar tentáculos de fogo de até 3m de comprimento que atacam vítimas próximas. Molda chamas no formato desejado. Pode criar fogo com sua cosmoenergia para então moldá-lo. Armazena o calor de uma fogueira dentro de uma pedra de carvão. A pedra ficará em brasa, mas armazenando o calor. Se for quebrada, o carvão explode, liberando chamas com até 2m de raio. Pode deslocar o calor em estruturas metálicas ou minerais, criando pontos de maior ou menor temperatura como desejar. Pode acelerar uma chama criada até que se transforme em plasma e arremessá-la, com algum gasto cósmico.


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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]HISTÓRIA[/align]


Quote:
 
[align=center] If you're seeking power - here's power
If you take my breath away
The whole damn thing will turn and return
Redefined, rearranged, rearranged
And till my dying the day
I guess I'll have to burn just to learn
This the time, this the place
To show a human face
[/align]




O bebê que seria chamado de Mathra foi encontrado três dias depois de uma enorme tempestade, que ocorreu em alto mar. Um pescador, conhecido como Kimje, o encontrou em meio a escombros em uma praia no sul do Camboja, e o levou até sua aldeia. Seus traços não lembravam exatamente os de ninguém da região, mas não se sabe até hoje de onde vieram seus pais.

Mathravindra Hama, a “Jóia dos Oceanos” cresceu entre o povo da aldeia de Kimje, a quem considerou como pai, e apesar de todos notarem as suas diferenças em relação ao povo do lugar, ele cresceu com a mentalidade da sua aldeia. Todos funcionavam como uma grande família e se ajudavam no que lhes era possível. Cada um se tratava com respeito,e as brigas só aconteciam normalmente dentro de jogos e brincadeiras. Com o garoto não foi diferente, e acabou sendo aceito sem problemas como parte da aldeia. A história de como o oceano presenteou Kimje com um filho acabou famosa entre as aldeias próximas, e deu a Mathra um ar misterioso que o tornou um pouco famoso. Quando bem jovem, era comum que saísse com Kimje e sua canoa, para pescar. Ainda jovem também aprendeu as bases da religião da aldeia, o budismo.
Mas Mathra resolveu se tornar, além de um pescador, caçador e guerreiro. Todos alertavam sobre os perigos da selva, sobre os predadores e os espíritos da morte que levavam as pessoas para jamais devolvê-las, e era a tarefa dos guerreiros lidar com a selva e seus perigos. Nessa época, entretanto, os desafios e as demonstrações de poder intrigavam o jovem e o motivavam. Kimje acreditava desde o início que Mathra seria inconstante e tomaria decisões estranhas, tão súbitas quando a forma com que ele entrou na sua vida, e não o impediu em nenhuma de suas escolhas na vida.

O treinamento exigia que o homem se afastasse da família e se aventurasse pela natureza. Além disso, os guerreiros treinavam seus aprendizes de modo severo, nenhum guerreiro era permitido a usar menos do que já sabia no treinamento dos jovens, como alerta para que os fracos logo desistissem. Todos os guerreiros do vilarejo se agrupavam ao redor do aprendiz no teste final, que nomeava um aldeão como guerreiro. Na noite anterior ao teste, o aprendiz deveria criar um circulo com milhares de rochas pequenas ao redor de onde seria testado. Ao redor dessas rochas, se juntavam os guerreiros veteranos e ao sol do meio dia começavam a arremessar, violentamente, as rochas acumuladas contra o aprendiz, que deveria desviar ou pegar elas no ar e as colocar no centro do círculo. O teste terminava caso o aprendiz desmaiasse ou caso todas as pedras estivessem no centro do círculo. Os que não estivessem conscientes quando todas as pedras se encontravam no centro do círculo, falhavam no teste e não poderiam nunca se tornar guerreiros.
Mas Mathravinda teve sucesso, e se tornou um caçador muito ágil, e um bom lutador de Pradal Serey, a arte marcial praticada entre as aldeias do Camboja. Aprendeu também nessa época a tocar a flauta de bambu, que acompanhava canções antigas que contavam lendas e ensinavam a quem ouvia através de suas histórias. Apesar de bem jovem (e na época, todos do vilarejo morriam jovens), ele era considerado um homem digno e caçador respeitado.



Quote:
 
[align=center]Beneath an ever watchful eye
The angels of the temple fly
[/align]


[align=left]


Quando Mathra tinha seus dezenove anos, sua aldeia e as vizinhas se envolveram em conflitos contra povos do oeste, e isso gerou centenas de mortes, de ambos os lados. Nessa época, Mathravindra havia se tornado um guerreiro seguro de si, até mesmo arrogante, e foi em um dos conflitos que teve a primeira experiência com o que chamaria depois de cosmo. Durante um ataque à sua aldeia, caiu ferido, seu bordão quebrado, desarmado: sentiu uma sensação de calor inexplicável e tirou forças para se levantar e derrubar vários oponentes de uma vez. Seus golpes pareciam incandescentes, queimavam como o fogo e tinham a força das patas de um elefante. Mathra lutou até ficar exaurido, como se queimasse em ódio ao ver o povo que o acolheu como família ser atacado. Apesar de sua força e seus esforços, Mathra caiu desacordado enquanto seus familiares eram assassinados durante a luta.

Acordando em meio à destruição, ferido, viu que poucos restaram entre seus conhecidos, e que tudo que fora sua vida estava destruída. Se culpando por não ter sido capaz de proteger quem amava, se envergonhou por estar vivo, e vagou, mancando selva adentro, rumando norte.
O jovem seguiu por dias, sobrevivendo na selva, até que se perdeu e encontrou um enorme rio verdejante. Tentou cruzar o rio, mas já cansado acabou se afogando e afundou desacordado, levado pela corrente.

Mathra foi acordado por sujeitos carecas, que trajavam túnicas de cor alegre, alaranjadas. Ele os reconheceu das histórias da aldeia, eram os monges theravada que viviam nos grandes templos. Os monges o haviam tirado da água e o levado até Angkor Thom, a grande cidade sagrada que ficava nas profundezas da floresta. Eles o abrigaram, ouvindo a sua história e o questionando sobre seus ferimentos. Quando o jovem descreveu a forma com que se deu a última batalha em sua aldeia, e falou sobre o ódio que sentiu ao descobrir que tinha forças para proteger seus amigos somente tarde demais, os monges resolveram o levar até Bayon, o templo proibido no centro da cidade sagrada, e deram a Mathra uma chance de falar com o Mestre de Bayon, Mestre Ashram.

Ashram era um velho imberbe de longos cabelos brancos, parecia ter sido muito forte, mas a idade já definhava seu corpo, e quem o olhava tinha a sensação que sua grande alma já mal cabia naquele pequeno e aparentemente frágil homem. Possuía duas pintas de cor roxa onde deveriam estar suas sobrancelhas. Seus olhos de cor púrpura pareciam penetrar a alma dos que ele observava, sentia a força cósmica de cada um a sua volta.


~Os monges me mostraram que você traz consigo uma história trágica, caçador. E eu posso ver que sua mente está perturbada. Mesmo assim, por algum motivo, os deuses o mantiveram vivo. E a fortuna lhe trouxe até este lugar iluminado. Nós podemos te dar abrigo, pois vejo que já não leva nada contigo além do próprio corpo e memórias. Mas ninguém que queima ódio em seu peito pode permanecer aqui.

-O meu ódio é de mim mesmo, por não ter resolvido algo que eu poderia, Mestre de Bayon.

~As coisas acontecem como são. Se você acha que com ódio resolveria alguma coisa, nunca conseguirá nada do que deseja. Jamais fará da sua vontade a realidade. Pois se algo deu forças para que agisse, foi a vontade de proteger os que você ama, e não o ódio pelo inimigo. Isso, é claro, se a história que contou aos monges for verdadeira.

-Eu não menti em momento algum, Mestre de Bayon, eu só busco forças para impedir essa guerra.

~Essa guerra só acontece porque os homens dos dois lados desejam que aconteça. E estarão nessa roda eternamente até abrirem os próprios olhos. O mesmo acontece em outras partes do mundo, com forças maiores ou menores, mas as desvirtudes presentes são as mesmas, em todos os casos.

~A primeira coisa a ser feita é aceitar o que aconteceu. A segunda é entender a si mesmo e o mundo, abrir os olhos ao invés de criar ilusões de angústia na própria mente. Se estiver disposto a isso, poderá ficar e aprender.


Mathra assentiu, e a partir deste dia, passou a treinar com os monges sagrados de Angkor Thom.
Mathra aprendeu sobre o karma, sobre a grande roda da impermanência, que nasceu do sofrimento dos homens, das escolhas que eram incapazes de transcender ao sofrimento. Aprendeu sobre os chakras corporais, e que através da meditação era capaz de controlá-los e manipular e expandir seu cosmo. O palpite de Mestre Ashram estava certo sobre a origem do combustível cósmico de Mathra, e os monges o ensinaram a controlar suas emoções através da meditação. Aprendeu sobre o Dharma, o caminho da doutrina de Buda, além dos caminhos dos bodhisattvas.
A doutrina de Ashram fazia com que os monges se preparassem para transcender a roda das existências, o Bhavachakra. Mathra havia se tornado um monge estudioso, a disciplina dos guerreiros da antiga aldeia facilitava seu aprendizado. Além de aprender várias linguagens, estudou outras religiões e as conheceu sem as julgar com suas idéias pessoaisl. Estava sendo preparado para conhecer todas as formas com que os homens lidavam com a existência, além de aprendendo o que se sabia então sobre as ciências da matemática e física. Seus mestres também testavam a humildade e a compaixão de seus discípulos, os colocando em situações que testavam o que aprendiam sobre as máculas causadas pela arrogância e pelo orgulho.
Para Ashram isso tudo era um preparo, e os discípulos que se mostraram mais capazes foram selecionados para comparecer em Prasat Bayon e fazer o teste para a técnica secreta de Bayon, o Bokator Espiritual.
Muitos compareceram, mas só dez deles foram capazes de aprender um único movimento, sendo Mathra um desses dez discípulos. Esses dez se tornaram os discípulos de Mestre Ashram.


~Eu ainda estou vivo para ensinar a vocês o caminho de um bodhisattva. Devem compreender que estou no fim da minha vida, e vocês estarão no meu lugar um dia, doutrinando como faço agora. A natureza de um Bhodisattva é a do ser iluminado o suficiente para iluminar os outros seres, até que esses sejam capazes de se iluminarem sozinhos. Ela pode ser explicada com a história em que três pessoas estão andando por um deserto junto à seca e a sede. Eles espiam um muro alto à frente. Eles se aproximam e circulam o muro, mas não encontram entrada ou porta. Um sobe nos ombros dos outros, olha para dentro, gritando “Viva!!” e pula para dentro. O segundo, em seguida, sobe no ombro do terceiro e repete as ações do primeiro. O terceiro laboriosamente sobe o muro, sem assistência, e vê um luxuriante e imenso jardim. Ele tem sombra, água fresca, árvores, frutos. Mas, ao invés de saltar para o jardim, a terceira pessoa salta de volta para o deserto e procura andarilhos do deserto para falar sobre o jardim e como encontrá-lo. A terceira pessoa tem a natureza de um Bodhisattva. Se não forem capazes de pensar com essa natureza, serão banidos deste templo sagrado. Se forem capazes, poderão descobrir coisas sobre o universo que estão há muito tempo seladas.

O treinamento de Mathra se tornou muito sério e difícil. Cada movimento e compreensão do Bokator Espiritual adquirido assemelhavam-se a um passo forçado na escalada de um monte íngreme, e muitos dos discípulos não faziam avanços no treinamento em anos. Para cada movimento aprendido, os discípulos recebiam tatuagens abençoadas de Mestre Ashram. Mas aos 23 anos, Mathra havia aprendido tudo sobre a técnica do Bokator Espiritual e conseguiu despertar o sexto sentido, quando aprendeu a técnica secreta das Mãos do Bavachakra. Ashram então lhe contou sobre a última guerra santa. Explicou a Mathra sobre a filosofia de Atena, e sua compaixão com os homens. Do outro lado, Hades, que decidiu por vez punir os homens pelo que os julgava errados. E explicou que a guerra não estava acabada. Mathra se sensibilizou desde o princípio, com a explicação de Ashram que homens com a força igual ou maior que a de Mathra lutariam em outra guerra santa, cedo ou tarde, e que infelizmente escolher um lado era uma questão de sobrevivência para a humanidade. Os homens jamais se iluminariam se não tivessem a chance dada por Athena, e cabia a pessoas como Ashram e Mathra tomar partido nessas guerras. Por recomendação de Ashram resolveu partir para o norte da China, onde treinaria com um homem conhecido como Cho, com quem também aprenderia mais sobre si mesmo.[/align]

Quote:
 
[align=center]The brotherhood of wisdom
Strength and dignity
Its rituals and secrets
Remain a mystery
[/align]

[align=left]

Mathravindra vagou por meses até encontrar o deserto de Gobi, perguntando aos nômades sobre o “velho que lia as estrelas”, até encontrá-lo “acidentalmente”, guiado apenas pelo sexto sentido, em meio às dunas, quando já começava a passar fome. Cho era um velho careca, barbudo, com dois metros de altura, e tão forte quanto gordo.

*Então Ashram deseja que eu treine você?? Está dois meses atrasado! Sabe que pode acabar morrendo aqui? Se quer desistir, essa é a hora, Mathravindra Hama!! Volte e seja um grande mestre dos monges!

-Eu não caminhei todas as milhas para abandonar meu propósito, Senhor Cho. Eu vim, e farei o que vim fazer.

*Se é assim, preste bem atenção em minhas lições. Eu não as repito, nunca! E veremos se sobreviverá às minhas provações!

E bateu com seu bastão na cabeça de Mathra, isso o lembraria do que lhe fora dito.
Cho era um mestre extremamente severo, que testava os limites de seus alunos. No momento, eram apenas Mathra e ele, e o Mestre fazia com que arranjasse toda a comida e a água deles, no deserto, o que era uma tarefa exaustiva. Cho testava sua habilidade de concentração e a paz na sua mente. Ele a conseguia ler sem problemas, e desaprovava a maioria das atitudes de Mathra. O forçava a meditar enquanto o espancava com seu bastão, ordenando que tentasse impedir que sua mente parecesse um livro escrito em sua própria testa. Demorou muito tempo para que entendesse que somente uma mente cujos pensamentos são extremamente sutis não poderia ser lida como um livro por quem soubesse as ler. Vagaram por um ano no deserto, até que Mathra conseguiu atingir a paz de mente necessária para que nem mesmo Cho pudesse invadi-la. Foi a primeira vez que seu mestre havia sorrido para ele, estavam sentados sobre uma duna, as costas nuas de Mathra cobertas de ferimentos, sobre as tatuagens sagradas que havia feito quando aprendeu o Bokator Espiritual.


*Mathravindra, me alegra saber que seus esforços floresceram numa bela lótus! Hoje é a noite em que lerei suas estrelas, e saberei mais sobre o seu cosmo.

Mestre Cho então viu profundamente o seu cosmo, compreendendo a sua origem, as constelações que regiam o nascimento de Mathra, assim como a data específica de seu nascimento, compreendeu que seu cosmo se fortaleceria de forma equivalente à paz de mente e compreensão sobre o universo a seu redor. Viu e contou tudo isso sorrindo, a sua fé no aprendiz crescia. Logo ensinou a técnica da canalização cósmica à Mathra, uma versão menos invasiva da telepatia que Cho havia aprendido com os lemurianos no Tibet.

Aprendidas essas duas lições, Cho faria sua prova final para ensinar suas melhores técnicas a Mathra: o aprendiz deveria passar seis meses imóvel sobre uma pedra no meio da areia do grande deserto, sem comida ou água. Se sobrevivesse, poderia aprender as suas melhores técnicas.
O aprendiz então foi deixado, sem nada além de seu velho manto de cor alaranjada, o cabelo antes raspado agora crescendo e o corpo pedindo por comida. Ele voltou seu estado ao não-pensamento, e tentou ignorar a fome e a sede que sentia.

Tudo que Mathra conseguiu foi inibir as vontades de seu corpo, e manteve a paz de mente até o momento em que notou que definharia até a morte caso não mergulhasse mais ainda em sua meditação. Seu cosmo queimava, e com esforço, viajando entre um estado de quase inconsciência, finalmente conseguiu atingir um estado em que mal sentia os próprios membros. Seria possível a alguém próximo notar os batimentos cardíacos diminuindo.. trinta por minuto, vinte.. dez batimentos por minuto. Mathra já não sentia seu corpo, era apenas sua vontade, uma aura dourada o rodeando e protegendo o seu físico, os batimentos reduzidos a um a cada dez minutos. Findados três meses, o homem havia despertado o sétimo sentido. Tudo ao seu redor ficou mais claro, mesmo com seus olhos fechados. Ele sentia com a sua vontade. Notava o cosmo de Cho, ao longe, o observando.

Terminados os seis meses, Cho o chamou com um grito. Mathra saiu de seu estado de latência física, como quem desperta de um sono.. e se viu rodeado por uma muralha de luz dourada.


-O que é isso, Mestre Cho?

*Você foi melhor do que o esperado, e agora exigirei mais do que exigiria normalmente. Essa é a Grande Muralha Sagrada, que exige uma reverência dos que desejam passar por ela! Mas você vai tentar atravessá-la usando o seu cosmo! Quero que traga o seu corpo para o outro lado, usando somente a sua vontade!

Mathra entendeu o que Cho queria, e não seria fácil. Estava magro, com muita fome e sede, quase desmaiando. Voltou a meditar, mantrando o Om algumas vezes para ampliar o seu cosmo. Por três dias forçou a sua vontade, usando o sétimo sentido, para que seu corpo se transferisse para fora da muralha. Mathra só conseguiu fazer o que Cho propôs quando se concentrou na energia do sol forte que brilhava sobre sua cabeça. Ele pôde, por um instante, transformar todo o seu corpo em energia solar, e com a vontade e força de seu cosmo, reaparecer por qualquer lugar onde a luz solar iluminasse. O aprendiz apareceu, exausto, mas sorrindo em frente ao seu mestre. Teria sua primeira refeição em seis meses.

Cho finalmente havia se contentado com os resultados, seu aluno havia quebrado todas as barreiras que ele havia criado, e sobrevivido a provações com três vezes a dificuldade que o próprio Cho encarou, quando aprendeu tudo que estava ensinando agora, com seu antigo mestre. No próximo ano, Cho dedicou-se a ensinar ao seu aluno as técnicas que envolviam a Grande Muralha Sagrada. Essa técnica criava a barreira dos humildes, pela qual somente reverenciando e nulificando o próprio cosmo era possível passar. Ensinou a usá-la com a Força dos Mil Braços, que esmagava os inimigos, e por fim, a palma de Buda, que a explodia com a força das estrelas.
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Quote:
 
[align=center]Turn the key walk through the gate
The great ascent to reach a higher state
A rite of passage
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Aos 28 anos, Mathra havia aprendido tudo o que Mestre Cho poderia ensinar. O velho que lia as estrelas falou sobre o santuário e o exército de Atena, do Grande Mestre e da Guerra Santa. Falou sobre Hades, e a suspeita de que um dia eles possam retornar, que por esse motivo Cho e Ashram, além de muitos outros cavaleiros de Atena, concordavam em treinar os homens capazes de defender o mundo. O velho Cho também explicou a Mathra que conheceu Ashram havia muito tempo, nos confins montanhosos do Tibet, e que ele já havia sido um cavaleiro de Atena antes mesmo de Cho nascer: explicou um pouco sobre a raça dos lemurianos e sua antiga tradição como aliados da Deusa. Mathravindra então se teletransportou de volta para Angkor Thom, a fim de terminar seu treinamento com Mestre Ashram. O velho parecia estar muito próximo do dia de sua morte, e andava apoiado com por um bordão.

~Você se aproxima da provação final, Mathra. Terá mais um ano para aprender o que me resta te ensinar. Treinará todos os dias, e não serão dias mais fáceis do que os que passou em Gobi.

Mathra treinava até a exaustão, todos os dias. Ao fim de 10 meses, havia aprendido a técnica do Fardo de Yama e a técnica mais arriscada que Ashram conhecia, a Benção do Bhodisattva. Mathra também desenvolveu o seu cosmo, tendo pleno domínio do sétimo sentido, com isso, Ashram pôde lhe ensinar a usar a Vontade Verdadeira, que era a manifestação da vontade unida a força cósmica, movendo o mundo ao redor de um cavaleiro. Mathra também se tornou um mestre na Canalização Cósmica, que sentia e identificava as energias cósmicas, além de permitir conversas com elas através da simples vontade de ser escutado e escutar ou sentir. Com o treinamento terminado, Ashram chamou Mathra ao salão no topo de Prasat Bayon, o templo proibido. No salão só era permitida a entrada do Mestre de Bayon, e Mathra ficou maravilhado com as esculturas nas paredes e a arquitetura do local. Tudo era feito de ouro, menos um gigantesco pilar que segurava uma enorme estátua de Buda, mantida no centro. A câmara, mais alta dentro do templo, representava o próprio monte Meru da mitologia budista, a grande montanha sagrada onde habitavam os budas e os bodhisattvas, e nela só entravam os realmente iluminados. Mas algo chamava a sua atenção no pilar central, havia uma estranha caixa que Mathra identificou como uma Caixa de Pandora, servindo como um dos seus alicerces. Continha o símbolo do signo de Virgem sobre ela.

~Acho que já sabe que servi como o cavaleiro de virgem na última guerra santa, Mathra. E já faz muito tempo que me afastei de muitos a quem amei para cumprir com meu dever. Agora, sou apenas o guardião dessa armadura, e já não tenho mais forças para guardá-la. Também não tenho forças para tirá-la dessa coluna, só estou aqui para garantir que jure proteger Atena, e seus aliados. De nada valerá seu treinamento se a armadura não o escolher.

-O cosmo dela transmite uma paz muito agradável, Mestre Ashram. Tem uma força reconfortante. E o Senhor sabe que eu já jurei dar a minha vida por Atena, há muitos anos atrás.

~Poucos conseguem se aproximar dela, Mathra. Deverá levantar a grande estátua de Buda. Um movimento em falso e todos os alicerces do templo vão ruir. Você pode matar não só a mim e a si próprio, como todos na cidade sagrada de Angkor Thom.


Mas Mathra apenas sorriu calmamente, sentia-se cheio de forças, a caixa emanava uma força como os raios do sol numa manhã fria. Aconchegava e acalentava, além de facilitar com que se concentrasse.

-Estou calmo quanto a isso, Mestre.

O homem sentou-se no chão com as pernas cruzadas, em frente ao grande pilar. Ergueu as mãos para o alto, mirando a estátua de Buda, fechou os olhos. Passou a meditar e expandiu seu cosmo até o limite, quando se concentrou em erguer a grande estátua. Ela tremeu, e começou a subir no ar, delicadamente. Mathra fazia um esforço tremendo para levitá-la sem descuidos, e conseguiu mantê-la cerca de um metro acima da caixa de pandora. Precisava manter toda a sua concentração voltada a levitar a enorme estátua. Foi nesse momento que percebeu que teria problemas, não conseguiria mover a caixa com toda a sua concentração voltada para a estátua. Foi quando sentiu um calor estonteante vindo da estátua, como um grande combustível extra... Mathra manteve a estátua no ar, levitando-a com uma mão, e levitou a urna até o chão a sua frente, e baixou a estátua com delicadeza. No mesmo momento um clarão dourado saiu da urna, as peças da armadura saltaram no ar e se adaptaram ao corpo do novo cavaleiro. Seu mestre sorria atrás dele, satisfeito.

~Sua caminhada foi uma grande escalada, Mathravindra Hama, e parece que tem todo o necessário para contemplar o topo dessa montanha.

Mathra se ajoelhou diante de seu mestre, jurando proteger e defender Atena, jurou dar a sua vida por ela em sacrifício, se fosse necessário.

No mês seguinte, Mathra de Virgem chegou com seu antigo mestre no Santuário de Atenas, Ashram agora estava apenas esperando a hora certa para partir do mundo dos vivos, e escolhera como seu leito a Fonte de Atena, próximo ao Santuário. Mathra nunca soube ao certo a sua idade verdadeira, mas sabia que tinha vivido mais que os homens comuns vivem, e que talvez fosse alguém muito velho até mesmo para os lemurianos.
Por três dias o cavaleiro de ouro ficou no santuário. Conheceu o Grande Mestre, a quem jurou lealdade, e por fim enterrou o corpo do finado Mestre Ashram no cemitério dos cavaleiros. O cavaleiro de virgem voltou para Prasat Bayon, jurando retornar quando fosse necessário. Desde então, se tornou o Mestre de Bayon de Angkor Thom, no Camboja. Depois de alguns anos, atendeu ao chamado de Athena e foi servir ao lado dos outros cavaleiros no Santuário.
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[align=right]PRÓLOGO 1543-1548[/align]


Quote:
 
[align=center]Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me, makes me lighter
Fearless on my breath
[/align]

[align=left]



Não se pode lamentar a guerra que se compra, assim forçou-se a pensar Mathra, infelizmente, sobre os companheiros caídos na Guerra Santa. O importante era que a guerra ainda não estava perdida, e o cavaleiro de Virgem sempre teve consciência disso.
Seguiram-se os dias mais taciturnos no Santuário. O luto constante. A reconstrução cansativa. Foram dias longos e noites frias, e mesmo com a estabilidade que a meditação garantia ao cavaleiro, foi difícil evitar todo o sofrimento decorrente das mortes.

Mas o cavaleiro de Virgem permaneceu naquele Santuário aleijado, sem cavaleiros e sem patriarca. Era parte de sua responsabilidade cuidar do Santuário até que voltasse a ter estabilidade. E assim fez. Dedicou-se tanto à reconstrução quanto a serviços simples, nunca deixando de atuar como um dos únicos guardiões do lugar. Passado um tempo, passou a subir à biblioteca. Os livros lhe atraíam muito, e seu trabalho antes de deixar o Santuário se resumiu a organizar a biblioteca e, com o tempo, se motivou a escrever. Relatou tudo o que sabia sobre a última batalha, sobre as súrplices, sobre os inimigos. Talvez isso ajudasse às gerações futuras, assim esperava. Por fim, sentiu-se seguro para sair um pouco. Passou a excursar em busca de novas literaturas para o Santuário, e assim o fez até o fim de 1544.
Com a debandada dos cavaleiros do Santuário, os dias eram silenciosos, mas por fim Stregao foi colocado como Patriarca. Mathra sentia que isso daria mais norte para a estrutura dos cavaleiros que ainda restavam ali. Sentiu voltar, com o novo patriarca, a estabilidade. E em novembro resolveu deixar o lugar, para poder olhar outro que havia abandonado havia mais de um ano, Prasat Bayon em Angkor Thom.

Sentiu-se mais em casa de volta a grande cidadela em que treinou com Ashram, onde agora era Mestre. Era o momento para se aperfeiçoar e para ensinar. Doutrinava os monges e a si mesmo, aprendendo um pouco mais sobre a complexidade do Milagre do Cosmo.
E assim seguiu por quase dois anos, quando passou a andar pelo mundo como um andarilho, afim de conhecer os eventos recentes da humanidade. Começou pela Ásia e viajou até a Europa, nas regiões mais inóspitas até as mais populadas. O mundo girava: guerras, conflitos, invenções, cultura e mercado. Tudo aflorava e se acelerava, como água fervendo em uma panela.
Foi na África, ao fim de sua viagem, que teve o abrupto reencontro com a espectro de Harpia, Brijet.. mas nessa situação, ela estava diferente. Não trajava a mesma súrplice. Na verdade, nem parecia ser a própria, mas sim uma entidade maior que apoderou-se de seu corpo. E em plena noite no Saara se fez uma das batalhas mais sofridas que Mathra enfrentara até então. Para Brijet, tudo isso representava a vitória sobre um medo, e o deus que vivia nela a levou a caçar o cavaleiro de Virgem.
O cavaleiro ficou surpreso, nunca tinha lidado com um tipo tão diferente de cosmoenergia. Era como se não sentisse vontade de lutar contra um cosmo que aparentava ser tão agradável. Confundiu-se algumas vezes, ela mudava a própria aparência a cada momento, e por fim, para Mathra, tudo passou, como num clarão igual ao que se sente quando se sai de um quarto escuro para um deserto ensolarado.
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Quote:
 
[align=center]Don't be ashamed no
To open your heart and pray
Say what your soul sings to you
[/align]

[align=left]

A guerra havia acabado. Não havia mais o porquê de haver morte. Não existia razão para doença, nem para o sofrimento. O ciclo das existências chegara ao fim. Equilíbrio.
Mathra agora simplesmente Era. Existia. Vivia com os outros em uma harmonia tão grandiosa, e tudo o que tinham para fazer agora era aprender mais. Melhorar. E assim fizeram, ele, Athena, seus amigos do Santuário. Havia choro de alegria. O destino do mundo agora era a ascensão. Todos os mortos haviam se reencontrado, pois não havia mais morte, e Mathra voltou a viver com Kimje, seu pai de criação. Eram felizes e voltaram a pescar. Não havia motivos para a injustiça, e e mesmo assim a justiça não era imposta: era natural. E o mundo era tão grande quanto haveriam de querer que fosse.
Mathra deixou se levar pela alegria, pelo êxtase que sentia. Havia atingido o paraíso, todos haviam. O trabalho dos bhodisattva chegara ao fim pois não existia mais sofrimento a ser amparado. Estava livre para fazer o que queria.
E o que fazer, se não aprender mais? Pôs se a meditar. Sentia o mundo plenamente, como todas as vezes em que meditava. Arranjos de moléculas, imagens, átomos, velocidade, localização no espaço.. de cada parte, cada pequena parte. Luz, energia sutil, matéria, energia densa.. configurações e configurações da existência. O Um e Ele Mesmo interagindo. E.. se ele e tudo eram parte de si mesmo...

Mathra acordou de sua meditação, não conseguia compreender. Já tinha controle sobre a própria realidade. Era dia ou era noite, graças à sua vontade. Torcia a pedra como torcia um galho, fazia água do fogo e terra do ar. Criava o novo e entendia cada parte de si mesmo. Decifrara a si mesmo por completo, e agora, para ele, era estranho pensar na própria existência. Por quê o chão suporta o corpo, se o que compreende corpo e chão tem a mesma base, o mesmo princípio? Partículas eletrônicas que repelem umas às outras. Mathra agora não precisava se limitar ao concreto nem o subjetivo, e tudo perdeu o sentido. Se colocou a pensar.

Lembrou-se por um instante do medo da morte. Foi e se pôs a falar com Athena, que então vivia entre os homens, já imortais.


-Deusa.. me explique, eu lhe rogo: como se fez tudo isso? Porque é que eu consigo entortar uma espada simplesmente com minha vontade? Qual é o elo entre a compreensão e o poder, o controle? Por que há de haver hierarquia entre as existências? [/align]

A sensação de que estava próximo demais de respostas tão grandiosas. Estaria ousando no domínio das divindades? Ainda não entendia isso. E a deusa o olhou, complacente, justa, sábia.A própria sabedoria e a própria ação personificada. Parecia até um sonho.


~E por acaso não percebes? Não entorta espada alguma. Você entorta a si mesmo. A espada é você, tudo ao seu redor, saído de você...

Aquela voz divina confundiu-se com sua própria voz, como se estivesse pensando o tempo todo consigo mesmo... "você já teve um sonho em que tudo parecia real, que você estava certo de que era real? E se você não pode despertar desse sonho? Como você sabe a diferença entre o mundo dos sonhos e a realidade? Há grandes diferenças?"... A imagem tão bonita da deusa.. foi se desfazendo, o belo jardim em que se encontraram.. agora um campo nublado, embaçado.. cheio de sono. Estava fraco... com fome, cansado. Havia sido um grande sonho.

Quote:
 
[align=center]Don't be afraid
Open your mouth and say
Say what your soul sings to you
[/align]


Seus olhos estavam quase colados. Escuridão.. levantou-se, cambaleando, assustado. Tateando a sua volta..respirando, lembrando-se de como respirava antes. De como era. Lembrou-se do próprio cosmo, lembrou-se como enxergar sem os olhos.
Estava na câmara sagrada de Prasat Bayon, proibida a todos os monges.. seu corpo estava magro, fraco, esteve ali, sonhando, por meses e meses. Um grande rochedo cobria a porta, Mathra o fez em estilhaços e saiu, devolta à realidade.

Ainda não havia entendido, mas despertara um conhecimento em si que vinha de outras vidas. O que entendera sobre a realidade fez com que entendesse muito sobre a própria existência. Mas antes de trabalhar com tudo de novo que conseguiu, precisava se recompor. Exercitou-se, alimentou-se. Recuperando a forma dia após dia, sem nunca pensar. Nunca pensar em nada além do que se está fazendo agora. E assim se preparou, até ficar pronto.

Mathra se isolou, então. Retornou ao deserto de Gobi, onde, há mais de dez anos atrás, aprendeu muito do que sabe hoje. Se colocou a meditar, agora entenderia. Compreendia. Era Rupa. Os conhecimentos agregados de todas as existências da alma de Mathra. Forma e matéria, todas as formas, todas as matérias. Seja destino ou acaso, Mathra, com sua existência, quebrara a grande roda das existências. Estava liberto do Bhavachakra. Alayavijñana, a oitava consciência. Pôs se a tatear, conhecer, sentir o novo conhecimento. E assim permaneceu por meses, fisicamente inerte no deserto.

Teve um lampejo, uma visão. Um grande guerreiro chamava esqueletos da terra, e ele via através dos olhos de outra pessoa, essa pessoa combatia, incansável. Compreendeu, tratava-se de outras vidas de sua alma.. elas viriam à tona, no tempo certo.

Também, meditando, visitou outros círculos de existência, o que o levou a reencontrar Ashram, seu falecido mestre. Este vagava pelo Yomotsu. Assim como Mathra agora também era capaz, esperava o momento certo para reencarnar e burlar as regras impostas pelo senhor da morte. Não podia mais esquecer o que vira em suas antigas vidas. E com Ashram, Mathra aprendeu. Desenvolveu domínio sobre seu controle da forma e da matéria. Compreendeu como controlar melhor seus novos limites, e até mostrou o caminho sobre como quebrá-los. "Eu posso te mostrar o caminho, mas você terá que percorrê-lo sozinho, Mathra".

Por fim, seu antigo mestre o ensinou como utilizar o que aprendeu durante o sonho de Phantasos. Assim, Mathra desenvolveu habilidade sobre a Visão da Verdade, a Manipulação da Matéria e até a Transcender a Materialidade. Por mais nocivo que o sonho de Phantasos pudesse ser a Mathra, na verdade impôs um desafio que fez com que crescesse em nível cósmico de forma titânica.

Ashram, concluindo, teve chance de ensinar a Mathra uma técnica muito perigosa, ensinada pelo Mestre dele, e muito antiga entre os cavaleiros de Virgem. Tratava-se do Portal Devastador de Spica, a estrela binária de Virgem, a Alfa Virginis, e era o golpe mais devastador que conhecia. Mestre e aprendiz se despediram, mais uma vez no ciclo das existências.

Mathravindra sentia-se renascido. Estava fora da Roda de Samsara, e agora podia enxergá-la com clareza. Partiu mais uma vez, dessa vez com destino a Prasat Bayon. Tinha muito a ensinar e aprender. Sabia que no futuro, Athena voltaria a chamá-lo. E ele atenderia, prontamente.





[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA[/align]




Nome do Usuário: Ashram
Período de uso: 1015 - 1505
Histórico resumido: Ashram atuou em guerras santas passadas, deixando de usar a armadura por conta da idade avançada. Devido a suas técnicas muito específicas, manteve-se como guardião da armadura de Virgem, com o voto de buscar um substituto digno. Ashram colocou a armadura de Virgem sob uma estátua de Buda, na câmara proibida de Prasat Bayon. Esta só poderia ser removida dali por alguém digno, escolhido pela armadura, falhar em remover a armadura com cuidado resultaria no desmoronamento dos alicerces da cidadela.
Situação Atual: Ashram foi levado pela idade, e enterrado por seu discípulo, Mathra, no cemitério dos Cavaleiros de Athena.




Nome do Usuário: Mathra
Período de uso: 1538 -
Histórico resumido: Mathra passou no teste da armadura ao ser treinado por Ashram, e a levitar a pesada estátua de Buda na câmara proibida de Prasat Bayon. Com isso foi escolhido pela armadura e permanece com ela até hoje. Mathra participou e sobreviveu a grande batalha no Santuário de Athena em 1543, e até 1548 estava ausente do Santuário, ensinando os monges budistas de Prasat Bayon.
Situação Atual: Mathra permanece vivo e à serviço da deusa Athena.



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