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| Lira; Luzia Habsburgo | |
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| Tweet Topic Started: Jan 26 2012, 10:13 PM (552 Views) | |
| Maeveen de Sagitario | Jan 26 2012, 10:13 PM Post #1 |
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros
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[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align] Nome: Luzia Habsburgo. Idade real: 25. Idade aparente: 20. Data de nascimento: 10 de Junho de 1523. Signo: Gêmeos. Local de nascimento: Toledo - Espanha. Local de treinamento: Ilha Córsega e Ruínas de Petra. Raça: Humana. Idiomas Falados: Francês(Fluente), Italiano(Fluente), Espanhol(Fluente), Grego(Fluente) e Latim(Fluente) Aparência: Luzia ainda utiliza vestidos longos, característicos da média e da alta sociedade, na cor branca e com mangas longas de cor rosa bebê. No entanto, em treinos ela utiliza calças e camisas com manga, sendo a maioria de cor branca. Seus cabelos são ondulados e longos na cor castanho-claro e vão até um pouco depois de suas nádegas; cobrindo sua testa há duas franjas – uma de cada lado do rosto – indo até a altura do ombro. Sua altura é aproximadamente de 1,70 metros e seu corpo possui uma pequena musculatura, aparentando uma garota comum. Seus olhos roxos chamam bastante atenção, já que não são muito comuns na região. Base: http://www.animeonline.net/gallery/data/61...um/Nunnally.png Personalidade: Luzia é uma pessoa calma e tranqüila, a qual mesmo depois de cincos anos continua não gostando de guerras e muito menos de ver uma pessoa sofrendo. Ela continua amando lugares tranqüilos e ainda prefere sempre ficar perto de seu irmão, por se sentir mais confortável e segura, tornando-se uma pessoa que será raramente vista sozinha. Em uma batalha, ela escolhe sempre o método mais fácil e rápido de aniquilar seu oponente, não gostando de fazer a pessoa sofrer. Às vezes, Luzia é uma pessoa muito ingênua e fácil de ser assustada, chorando na maioria das vezes em que isso ocorre. No entanto, ela não gosta de falsidade e muito menos de pessoas interesseiras. Tenta ser sempre pontual com seus compromissos, mas quando começa a tocar músicas pensando em seus pais, a garota sempre perde a hora. Luzia é uma mulher que ficou com medo das pessoas após ter fugido de sua terra natal e ser perseguida por ser considerada uma bruxa. Por isso, é normal não vê-la falando muito, exceto quando está com o irmão. Nestas situações, ela consegue se soltar um pouco mais. [align=right]COSMO[/align] Manifestação: Diferente do cosmo de cor prateada dos cavaleiros de sua classe, o cosmo de Luzia é de cor azulada, variando do azul-claro ao azul-escuro, dependendo do grau de elevação do mesmo. Quando atinge o ápice, seu cosmo toma a forma de uma lira com estrelas, que brilham ao som das notas que ela toca em um tom dourado. Sensação: Conforme ela toca as músicas, as pessoas adquirem estados emocionais diferentes; se ela toca uma música calma, a pessoa fica relaxada; já se ela toca uma música agitada, a pessoa ganha forças para se levantar novamente e persistir em seus objetivos. A sensação depende das músicas que ela toca, transformando em energia cósmica o som de sua lira. Essas sensações somente vale para aliados, para inimigos, elas se tornam simples músicas, sem efeito algum. Motivação: A fonte do cosmo para Luzia é a oportunidade de trazer a paz e tranqüilidade para as pessoas ou para um local quando toca seu instrumento, terminando com a guerra. Sempre que toca a sua Lira e traz esses sentimentos, a Amazona de Prata se sente melhor, se enchendo de energia e razão para continuar a tocar, tornando a música mais forte e agradável. Caso a amazona sinta que as pessoas não se sentem bem com a sua música o seu cosmo perde o brilho. Domínio:Rank de Poder Geral: B+ Domínio dos Cinco Sentidos: Normal Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Sincronia, Sintonia, Sinestesia, Empatia, Clariaudiência, Radiestesia.) Domínio do Sétimo Sentido: Intermediário (Kýklos da Terra, Água, Fogo, Ar, Som.) Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum Domínio do Nono Sentido: Nenhum [align=right]TRAJE [/align] Mudanças: A armadura sofre somente uma modificação localizada no peitoral, ganhando uma forma mais arredondada para frente, onde seriam os seios da amazona. Assim, ela protege o corpo inteiro da mulher. Rank do Traje: B Lira Fantástica: A armadura de Lira traz em seu conjunto uma lira especial. Com esta lira, um artista mediano tornar-se-á um excelente músico, e um bom músico, passará a ter fama como um dos melhores que existem. Ela pode também ser usada para atacar. Conforme a melodia é tocada na lira, suas cordas são capazes de se alongar (até uma distância de 50 metros) e atacar um ou mais oponentes, através de técnicas desenvolvidas para tal. [align=right]TÉCNICAS[/align] Nome da Técnica: Grito da Banshee Categoria: Estado Descrição: Um dos poucos ataques da amazona para o qual não se usa uma lira. Luzia solta um grito, combinando o seu cosmo com suas cordas vocais para que o som fique mais alto e mais potente, o que faz o adversário ficar com tontura. Assim, ele perde o senso de equilíbrio e fica à mercê de futuros ataques da amazona. Esta técnica é mais utilizada no começo de uma batalha, visando pegar o inimigo desprevenido e deixá-lo atordoado. Efeito: A amazona solta um grito para fazer o adversário ficar tonto e perder o senso de equilíbrio, para que seja mais fácil de acertá-lo com os ataques de sua lira. O efeito vai diminuindo conforme o tempo passa, deixando a cargo do narrador para que o efeito vá passando. A técnica afeta mais de um oponente que estiver na área de alcance, que deve estar na área de efeito, um cone que se estende até 50 metros à frente e 20 metros aos lados. Para não ser pego pela técnica é só sair do alcance dela. Aliados na área de efeito, podem ser pegos pela técnica. Gasto Cósmico para conjurar – Mediano-Baixo – 6% a 8% da Cosmo-Energia. Danos em Rank C – Fica tonto, perde totalmente o senso de equilíbrio. Danos em Rank B – Fica tonto e pode perder parcialmente o senso de equilíbrio, conseguindo se manter em pé. Danos em Rank A – Somente fica tonto, por menos turnos. Não perdendo o senso de equilíbrio. Danos em Rank S – Nenhum. Nome da Técnica: Redoma Sufocante Categoria: Estado Descrição: Ao tocar sua Lira, a amazona concentra o seu cosmo, fazendo uma redoma de água ao redor do oponente, envolvendo o corpo inteiro. A distância máxima na qual ela pode criar esta redoma é de 50 metros de alcance. Dentro da redoma, a água vai aumentando e, quanto mais o oponente se mexer, mais rápido a água sobe, fazendo o oponente ficar sufocado e perder a consciência. Efeito: Cria uma redoma de água que vai se enchendo com o intuito de fazer o oponente desmaiar. Para se desfazer a técnica, o oponente deve estar desmaiado, ou duas pessoas devem atacar o mesmo ponto da redoma. Ela pode ou não usar a técnica com a Lira, mas não tem alteração alguma. A técnica termina quando a redoma é destruída ou quando o alvo desmaia. A técnica não pode matar um oponente por asfixia. Para fugir do ataque, existem duas maneiras: A primeira consiste em movimentar-se rápido para que ela não consiga acertá-lo, e a segunda é se teletransportando. Luzia pode criar mais de uma redoma ao mesmo tempo. A quantidade de tempo que levará para este inimigo sufocar e personagens cujo não precisem respirar, não são afetados pela técnica, ficando presos até se libertarem ou até o cosmo de Luzia acabar. Depende unicamente do narrador. A pressão atmosférica ao redor desta redoma de água é tão forte que impede do inimigo se mexer. Caso o adversário tente controlar a água ele terá que gastar um cosmo maior que mediano-alto, para controlar, no entanto fica a cargo do narrador dizer o quanto realmente ele gastara, variando por rank. Gasto Cósmico para conjurar – Mediano - 9% a 11% da Cosmo-Energia Gasto para Manter – Baixo – 3% a 5% da Cosmo-Energia Para desfazer a Técnica Rank C – Duas pessoas, uma do lado de fora e outra do lado de dentro, tendo que passar o nível cósmico da amazona. Para desfazer a Técnica Rank B – Duas pessoas, uma do lado de fora e outra do lado de dentro, sem precisar passar o nível cósmico da amazona. Para desfazer a Técnica Rank A – Uma pessoa dentro, precisando elevar o cosmo até o mesmo nível cósmico da amazona. Para desfazer a Técnica Rank S – Uma pessoa dentro, precisando elevar o cosmo. Nome da Técnica: Serenata da Letargia Categoria: Estado Descrição: A amazona começa a tocar em sua lira uma bela música, lenta e leve, que começa a preencher o ambiente ao seu redor de forma proporcional e crescente, chegando até um raio de cinqüenta metros. Os atingidos dentro desta área conseguem ver as notas ecoando no ar, como uma partitura viva, que se move ao redor da área delimitada, acendendo cada nota com a cor do cosmo principal de Luzia, conforme a amazona as toca em sua lira. Tampar os ouvidos ou furar os tímpanos não elimina os efeitos desta habilidade, uma vez que a mesma concentra cosmo nas ondas sonoras, fazendo-as reverberar pelo corpo do atingido, criando uma caixa de ressonância dentro do alvo, impossibilitando uma fuga que não seja pelo cosmo ou afastamento da área atingida. Enquanto toca, Luzia não pode fazer qualquer outra coisa, a não ser falar e se mover a passos curtos, devido à concentração exigida. Efeito: O principal efeito desta técnica é fazer o oponente dormir. O efeito some de uma única maneira, quando o cavaleiro que está dormindo elevar o cosmo a um nível maior do que o da amazona, durante o sono. Outra maneira é quando ele leva dano físico, o que o faz despertar por um turno e depois sentir o sono novamente. No entanto, se ele, enquanto estiver acordado, elevar o cosmo a um nível maior que o dela, ele adia o efeito, permanecendo acordado por mais um turno. Esta técnica pode afetar mais de um alvo. Para escapar da técnica somente saindo da área delimitada. Devido a esta técnica ser um sonho, se o oponente de Luzia for um Deus, por exemplos os deuses menores dos sonhos, esta técnica não funcionara devido eles serem imunes, ou achariam a resposta muito facilmente, no entanto fica a cargo do narrador dizer se foram pegos ou não. Gasto Cósmico para conjurar – Mediano - 9% a 11% da Cosmo-Energia Gasto para Manter – Baixo – 3% a 5% da Cosmo-Energia Dano em Rank C – Caem adormecidos após dois turnos. Dano em Rank B – Irão se sentir zonzos, sonolentos e depois adormecidos, levando 6 turnos para dormirem. Dano em Rank A – Apenas precisam queimar seu cosmo acima do nível do cosmo de Luzia para evitar o ataque, embora possam sentir-se zonzos se forem pegos desprevenidos. Dano em Rank S – Precisam elevar o cosmo ao mesmo nível da amazona para evitar o ataque, embora possam sentir-se zonzos se forem pegos desprevenidos. Nome da Técnica: Memento de Cordas Categoria: Estado Descrição: Luzia concentra seu cosmo na lira e em sua energia cósmica, começando a tocar uma música calma e feliz, que remete ao reencontro do passado de qualquer um que a escute. A partir de certo ponto, o cosmo da amazona começa a circular a lira, ganhando formas, sincronizadas com o cosmo de quem a ouve, como se estivessem lendo seus pensamentos ou apenas criando uma imagem feliz de seus sonhos e desejos. As cordas se estendem e prendem o inimigo que esteja a uma distância máxima de 50 metros de raio, impedindo que ele se mova, enquanto o cosmo da amazona o prende dentro de um sonho aparentemente eterno, que durará enquanto as cordas da lira envolverem o inimigo. Para fugir desta técnica, somente realizando o milagre do cosmo, que deve ultrapassar o de Luzia; descobrindo que o sonho é algo falso ou fugindo das cordas antes que estas acertem o alvo. Efeito: Fazer o cavaleiro ficar preso em suas memórias enquanto outra pessoa o ataca. Seu gasto cósmico é mediano e baixo para manter e o alcance como dito é de 50 metros de raio, no entanto, a amazona pode falar enquanto usa a técnica e se locomover de forma limitada mas sem poder usar outras técnicas ou habilidades, por causa da concentração e também por que as cordas da lira estariam ocupadas prendendo o inimigo. O jeito de fugir ou impedir a técnica é: desviar-se das linhas durante o ataque, descobrir que o sonho é algo falso – algo um pouco difícil, já que são lembranças próprias do alvo – ou elevar o cosmo a um nível maior que o dela durante o sonho. Alvos que possuam cosmo em um nível maior que o dela podem ser afetados, desde que todas as cordas os prendam. Alvos de mesmo nível precisam ser envolvidos por apenas 2 cordas e os de nível inferior podem ser presos por apenas 1 corda da lira. A lira de Luzia possui 10 cordas. Deuses menores dos sonhos podem perceber que Luzia está prendendo o alvo em um sonho, e caso decidam interferir ou seja liberar quem estiver preso, eles precisaram gastar o cosmo de mediano-alto para cima, no entanto fica a cargo do narrador dizer o quanto realmente tem que gastar. A partir do momento em que o inimigo é pego pela técnica fica a cargo do narrador, dizer o que acontecem com ele. Nome da Técnica: Redemoinho de Acordes Categoria: Ofensiva, Estado Descrição: Utilizando-se de sua Lira, a amazona começa a tocar, fazendo com que as cordas se alonguem e peguem os pés do adversário, mantendo-o parado no mesmo lugar. Em seguida, as cordas vão subindo até envolverem totalmente o adversário. A partir daí, um tornado de água surge embaixo dele, envolvendo-o completamente. Dentro deste tornado, o alvo fica preso pelas cordas, ao mesmo tempo em que navalhas de ar aparecem girando junto do tornado, visando acertar o alvo e causar dano nele. Se a armadura do alvo possuir frestas, as navalhas ignoram a armadura e acertam o alvo diretamente, fazendo vários cortes no corpo do inimigo (a critério do Narrador). O gasto cósmico é alto e o jeito de se desviar da técnica é fugindo das cordas da Lira. No entanto, como elas se alongam, irão continuar a seguí-lo até uma distância máxima de 50 metros de raio ou parando se forem destruídas. Efeito: Paralisar o inimigo e envolvê-lo em um tornado de água, para que ele não conseguir se concentrar, e causar dano com “navalhas de ar”. O gasto cósmico é alto e a técnica só pode ser impedida em seu começo. O tornado só desaparece se o alvo que estiver dentro dele conseguir expandir o cosmo para um nível maior do que o da amazona de Lira. Somente um alvo pode ser preso pelo tornado, e a amazona também fica imóvel, concentrada totalmente na técnica. Seu dano varia conforme o rank: Gasto Cósmico para conjurar –Alto 15% a 18% da Cosmo-Energia Gasto para Manter – Mediano – 9% a 11% da Cosmo-Energia Dano em Rank C – Alto. Dano em Rank B – Mediano. Dano em Rank A – Baixo. Dano em Rank S – Muito Baixo. Nome da Técnica: Turbilhão de Acordes Categoria: Ofensiva, Estado Descrição: Essa variação foi desenvolvida pela amazona de Lira, de modo a ter um ataque em área, com a força do ataque único diluída para vários alvos. Luzia concentra seu cosmo na lira, tocando uma música rápida e com ritmo forte, que cresce a cada toque nas cordas. As cordas de sua lira então se alongam pelo solo, estendendo-se até quarenta metros dos pés da amazona. Quando a música atinge o clímax e a amazona diz o nome da técnica, um furacão de água é formado ao redor da área delimitada pelas cordas de sua lira, impedindo qualquer um de entrar ou sair do mesmo sem levar danos. Enquanto ela continua tocando a parte mais rápida da música repetidas vezes, a cada nova nota, uma navalha de ar é formada no ambiente e disparada contra qualquer alvo à escolha da amazona. Enquanto toca, Luzia não pode se mover ou falar, e o dispêndio de cosmo é muito alto. Efeito: Fazer as cordas da lira se expandirem e formar um círculo ao redor dela com as cordas da Lira. Enquanto toca a música, ao seu redor cria-se um furacão pela área das cordas. A amazona pode impedir, por sua vontade, qualquer um de entrar no furacão ou sair dele, fazendo uma espécie de barreira de ar o qual repele quem tentar entrar ou sair. O gasto cósmico é muito alto e Luzia não pode se mover ou falar. Pode afetar mais de um oponente, como as navalhas ela escolhe em quem acertar, esta técnica não afeta aliados na área, embora os atrapalhe para andar. Devido ao aliado ou inimigo tentarem andar em uma água em um grande movimento, no entanto a critério do narrador, essa dificuldade pode ser maior ou menor. Seu dano varia conforme o rank: Gasto Cósmico para conjurar – Muito Alto 19% a 25% da Cosmo-Energia Gasto para Manter – Mediano – 9% a 11% da Cosmo-Energia Dano em Rank C – Muito Alto. Dano em Rank B – Mediano-Alto. Dano em Rank A – Mediano-Baixo. Dano em Rank S – Baixo. Nome da Técnica: Flagelo de Acordes Categoria: Ofensiva Descrição: Luzia começa a tocar uma música bela que, conforme progride, vai se tornando um som de batalha. As cordas da lira se estendem até uma distância máxima de 50 metros de raio, onde cada um forma-se um chicote afiado. Conforme a música prossegue, os chicotes vão atacando o inimigo ou os inimigos em diversos pontos. Podendo ser controlado a bel prazer da amazona, estes chicotes funcionam como todos os outros. O local onde o chicote acertar sofrerá um dano parecido com o corte de uma faca. O gasto cósmico é muito baixo. Efeito: Criar um chicote que causará dano conforme acerta o adversário. Este é um chicote afiado que parece com lâminas de facas, ferindo e penetrando o adversário. O gasto cósmico é muito baixo e seu jeito de desviar é como o de todos os chicotes. E o mesmo gasto para manter, e se o inimigo estiver com sua armadura o dano que ele vai receber diminui mais ainda, fazendo a amazona tentar acertar locais desprotegidos da armadura. Como ela pode criar 1 ou mais, dependendo da quantidade de cordas da lira, ela pode escolher entre acertar um adversário com todas ou várias com as várias cordas, abaixo está listado o dano que receberiam se juntasse todas as cordas em 1 e acertassem o alvo. No entanto o narrador pode aumentar ou diminuir o dano, caso as cordas se separem. Igualmente o dano que o inimigo irá levar ficara a cargo da narração. Dano em Rank C – Mediano-Baixo. Dano em Rank B – Baixo. Dano em Rank A – Muito Baixo. Dano em Rank S – Ínfimo. Nome da Técnica: Mantra dos Céus Categoria: Suporte Descrição: Luzia concentra seu cosmo na lira e em sua energia cósmica, começando a tocar uma música feliz e de um ritmo rápido. A partir de certo ponto, o cosmo da amazona começa a circular a lira, ganhando formas, sincronizadas com o cosmo de quem a ouve. As cordas se estendem e tocam qualquer parte do aliado que esteja a uma distância máxima de 50 metros de raio, a partir daí a corda se quebra e fica uma parte no aliado, enquanto o cosmo da amazona parece se esticar até ele, mesmo sem a corda. O aliado se sente mais rejuvenescido, e seu cosmo parece não diminuir, o que durará enquanto as cordas da lira estiverem tocando no aliado e enquanto a amazona tocar a música. Efeito: Faz com que um aliado receba o cosmo da amazona, recuperando o cosmo do aliado. A amazona só pode ceder de 3% a 5% do seu cosmo por turno (gasto baixo) e além de perder essa porcentagem ela gasta de 1% a 2% para manter a técnica (gasto muito baixo). Se ninguém a interromper por 5 turnos seguidos a amazona pode aumentar o gasto cósmico e ceder mais cosmo para o aliado, aumentando também o gasto para manter a técnica. O gasto sobe de 1% em 1% a cada 5 turnos sem interromper a técnica. Ela não pode utilizar outras técnicas ou habilidades, pois precisa tocar a música sem parar; no entanto, ela pode falar e pode desviar de ataques, desde que estes não a façam parar de tocar. Assim, Luzia poderá continuar passando o cosmo. Caso ela tenha que parar 1 segundo de tocar, a técnica é interrompida e a corda cai do aliado de forma natural. A amazona também pode interromper a técnica a qualquer momento, somente parando de tocar e, da mesma forma, a corda cairá ao chão, perdendo seu efeito. Não importa qual seja o rank do aliado, ela irá recuperar o cosmo na mesma porcentagem descrita. Ela pode curar mais de um aliado ao mesmo tempo, no entanto isso só fará com quem o gasto seja maior, o tempo de cada aliado é independente, juntando todos os efeitos da técnica ela não poderá gastar mais de 25% do cosmo por turno, não importando quanto aliados ela esteja recuperando. Nome da Técnica: Escudo de Eco Categoria: Defensiva Descrição: Ao começar a tocar uma música romântica, o ar à sua volta começa a se agitar, enquanto um circulo de luz surge em seus pés. A música aumenta o ritmo, e as notas surgem no ar, como feitas de cosmo. O circulo e as notas então explodem num dado acorde, expandindo-se em todas as direções ao redor do corpo de Luzia, formando uma redoma de ar ao seu redor, desviando as técnicas do adversário, impedindo que cheguem até a amazona. Esta técnica protege Luzia somente por um turno. Efeito: Conforme o rank de seu adversário, é possível que a redoma não agüente todo o ataque e o dano passe para a amazona; neste caso, fica a cargo do narrador determinar. O gasto é baixo para criar-se a barreira. O tamanho desta redoma é o suficiente para proteger a Amazona, no entanto, mediante a um gasto condizente (o qual o narrador ficará a cargo de dizer), ela pode aumentar o tamanho da barreira para proteger mais de uma pessoa. O máximo que ela poderia chegar é um raio de 50 metros, e este gasto seria muito alto. E neste caso, fica a cargo do narrador dizer quem dentro da barreira será acertado caso o ataque passe. [align=right]HABILIDADES [/align] Conforto Emocional Descrição: Luzia toca sua lira com maestria. Com o som das músicas, as pessoas que a ouvem ficam felizes e até se confortam depois de uma perda. Assim, Luzia deixa quem está presente em sua apresentação com um humor mais agradável. Os efeitos dessa habilidade foram o motivo de Luzia ser caçada em sua terra natal como bruxa. Efeito: Com sua aprendizagem com a Lira e seu cosmo, Luzia é capaz de tocar músicas que podem melhorar o humor das pessoas, para deixá-las mais felizes ou confortá-las após uma perda. O cosmo utilizado para isso é praticamente ignorável, uma vez que essa habilidade foi criada somente para deixar as pessoas mais alegres. Lira Excepcional Descrição: Quando Luzia recebeu a Armadura de Lira, ela enterrou o antigo instrumento que usava na ilha de Córsega, passando a utilizar a lira da armadura. Este novo instrumento lhe concedia um aumento em suas habilidades artísticas, sendo mais fácil de manusear do que a anterior. Efeito: Como a lira e seu cosmo estão conectados pela armadura, fica mais fácil para Luzia tocar as músicas em seu instrumento, dando a ela um bônus que, quando referido ao alcance, concede mais 5 (Cinco) metros de raio para o alcance das técnicas e, quando referido à sonoridade e à qualidade do som, deixa-o perto da perfeição. Voz Melodiosa Descrição: Após seu treino com a Lira, Luzia aprendeu que não deveria depender totalmente de seu instrumento, assim ela começou a tentar sincronizar o cosmo com a sua voz, para que quando ela cantasse, sua voz proporcionasse o mesmo efeito de Conforto Emocional. Efeito: Luzia, utilizando o cosmo sincronizado com as suas cordas vocais, faz com que, ao cantar, produza o efeito de melhorar o humor das pessoas. No entanto, ela não gosta muito de cantar, pois o gasto cósmico é baixo para cada música que ela canta. Vale realçar que ela pode usar todas as técnicas que não precisem de cordas da lira descritas acima com esta habilidade. Seu gasto cósmico, nesse caso, será o da técnica mais o gasto da habilidade. Lira Cósmica Descrição: Luzia, depois que foi consagrada Amazona de Lira e começou a usar o instrumento da Armadura, percebeu que ainda tinha vontade de tocar em sua antiga Lira. Assim, ela pensou em outro método para conseguí-lo, já que seu antigo instrumento tinha ficado para trás em seu local de treinamento. Ela então tentou criar uma Lira feita totalmente de Cosmo. Com certo tempo de treino, a Amazona conseguiu criar o instrumento com o mesmo formato do anterior, com a vantagem de que, desta vez, as cordas não mais arrebentavam, pois era produzido por cosmo. A sua única desvantagem é que o dispêndio de cosmo utilizado para as outras técnicas que envolvem a Lira aumenta; afinal, ela teria que utilizar o cosmo tanto para o ataque como também para manter a Lira ativa. Efeito: A Amazona cria uma lira feita de cosmo. O uso para criar é ínfimo, mas ao utilizar técnicas com essa Lira, o gasto do cosmo aumenta (a critério do Narrador). A Lira some quando a amazona assim desejar ou quando o adversário acerta a Lira com uma rajada de cosmo. Vale realçar que ela pode usar todas as técnicas descritas acima com esta lira cósmica. Criação e Controle da Água Descrição: Com o seu mestre, Luzia aprendeu a criar água a partir de uma molécula de H2O no ar. No entanto após o seu treino com Altair, ela aprendeu a controlar a água já existente. Quando utilizada para técnicas, a água que foi criada volta para o meio ambiente, e se manipulada uma já existente, volta para o seu ponto de origem. Efeito: Ela cria e controla a água para poder utilizá-la somente em suas técnicas. Ela consegue, agora após o seu treino com Altair, evaporar e desfazer a água criada, como também consegue utilizar água já existente. Além disso, a água criada não serve para beber, já que é pura e sem sais minerais (como a água da chuva). Outra observação é que ela não consegue controlar a água dentro do corpo de seres vivos. Criação e Controle do Ar Descrição: Após o seu treino nas ruínas de Petra e da ajuda de Altair, a amazona consegue não só mais controlar o ar como criar o ar, podendo removê-lo do espaço e criar mini-vácuo, além de criar o ar de volta neste mini-vácuo. Utilizada em técnicas mais agressivas, esta habilidade faz com que a amazona tenha um dispêndio de cosmo maior quando os ataques são baseados em ar, sendo este o defeito desta habilidade, pois a amazona ainda não consegue controlar perfeitamente esta habilidade para gastar menos cosmo. Efeito: Esta habilidade permite que a amazona controle o ar ou remova-o de um determinado espaço, além de criá-lo. As técnicas baseadas nesta habilidade terão um dispêndio maior de cosmo, devido à própria dificuldade da amazona controlar perfeitamente o gasto cósmico. Se a amazona deixar a região no mini-vácuo ele seria o suficiente para asfixiar alguém; no entanto, a amazona teria que gastar muito cosmo para manter a técnica, e por isso ela não utiliza este efeito como ataque, já que a própria Luzia não agüenta o gasto cósmico, que seria muito alto para mantê-lo. Futuramente, a amazona tentará transformar esse dispêndio cósmico em algo menor e assim transformar em um ataque no qual ela não leve tanto prejuízo. |
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| Maeveen de Sagitario | Jan 26 2012, 10:14 PM Post #2 |
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros
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[align=right]HISTÓRIA[/align] Isabel tinha quinze anos quando se casou com seu primo de primeiro grau, Filipe, que tinha o dobro de sua idade. Ambos moravam em Toledo, na Espanha. Na época, era costume que parentes se casassem entre si para manter a linhagem pura e para que a herança não saísse da família, de modo a mantê-la sempre rica. Porém, esse casamento havia sido predito como maldito pela avó de Isabel, uma vez que eles eram primos em primeiro grau, o que ia contra o ideal de união familiar da igreja católica, a fé cega que guiava a avó. Após cinco anos juntos, o casal finalmente consegue gerar o fruto de seu amor: Isabel estava grávida e o esposo, bem como todos os seus criados, estavam felizes, animados com a chegada de uma nova vida naquela casa. A gestação durou aproximadamente nove meses, durante os quais a saúde da jovem moça não sofreu nenhum abalo, o que era um bom sinal. Aparentemente, a avó tinha errado em seu julgamento, o que deixava Filipe e sua esposa muito felizes. Em dez de junho de mil quinhentos e vinte e três, Isabel já completara 21 anos, e seu marido, 35. Aproximava-se o momento do nascimento da criança tão desejada. A avó de Isabel estava presente no momento, aguardando ao lado da parteira, aparentemente checando se sua maldição havia dado certo ou não. O primeiro filho a nascer era um lindo menino. Filipe, orgulhoso porque teria um herdeiro, teve uma linda surpresa: Isabel começou a entrar em trabalho de parto novamente! A mulher teria mais uma criança, sendo uma menina desta vez. A avó, ao ver os pequenos lado a lado, bradou em alto e bom som novamente a maldição, dizendo que era ali que o mau agouro deles começava, pois, em sua visão, aquela união maldita geraria os frutos do tormento eterno. Os pais, sem acreditarem na senhora, continuavam felizes pelos seus primeiros filhos. Afinal, os dois aparentavam possuir boa saúde e seus cabelos eram de cor castanho-clara, motivos para os pais não aceitarem a superstição da senhora até então, uma vez que, segundo histórias contadas de boca em boca, as crianças malditas aos olhos de Deus teriam cabelos na cor de fogo e olhos de cores anormais, trazendo seu infortúnio impresso na face. Após deixarem as crianças por quase quarenta dias em um quarto escuro, sendo tratadas dia-a-dia por amas, um costume de época que era necessário para evitar ferir os olhos dos pequeninos, eles finalmente abriram os olhos. Os pais tiveram então o primeiro sinal de que a senhora estava certa: a cor roxa dos olhos chamava a atenção de qualquer um, sendo um indicio direto da presença denominada como demoníaca pela Igreja e pela Inquisição Espanhola. Decididos a esconder as crianças que tanto amavam de tudo e de todos, tornaram a área da casa onde Zenon e Luzia viviam proibida de ser visitada por qualquer pessoa ou serviçal. As crianças foram educadas pelos pais, aprendendo a falar, escrever e ler em espanhol, sua língua natal e Latim, uma língua que existia em alguns livros da biblioteca da casa, como os dois garotos adoravam ler, os pais acabaram por ensinar e assim os gêmeos poderiam ler qualquer livros na casa. A partir do cinco anos, Luzia foi instruída na arte de tocar lira, um instrumento antigo e tradicional da família, enquanto Zenon, que não possuía aptidão com nenhum instrumento musical, lia livros e mais livros de estudos médicos e similares, o que os fez despertar seus poderes de forma inconsciente. Após dez anos de pura alegria, essa felicidade acaba quando uma empregada nova na casa ouve uma bela música vinda de um instrumento estranho para ela. Ao seguir o som, desconhecendo a restrição imposta por seus senhores, a jovem adentra a porta do quarto onde as crianças passavam a maior parte do dia. Seu olhar passou por ambas as crianças, e então seu coração disparou, fazendo-a tomar um susto ao fitá-los nos olhos. Sua primeira reação foi deixar cair a bandeja com as xícaras de chá e o bule que estava levando, para em seguida se desequilibrar e cair no chão, machucando a mão no trajeto até o solo. Como as crianças nunca tiveram contato com outras pessoas a não ser os pais, que os ensinaram que deveriam ser educados e ajudar sempre ao próximo, Zenon, que já sabia utilizar um pouco o cosmo para curar (algo que nasceu com ele), aproximou-se da garota e, usando-se de sua habilidade, curou a mão da empregada, fazendo-a tomar outro susto maior. Os pais, ao ouvirem o grito assustado da empregada, correram até o quarto, já temendo o pior. Ao ver que os dois estavam em contato com a mulher, tiveram certeza de que aquele seria provavelmente o último dia de felicidade daquela família. A empregada, entremeando a respiração com suspiros exasperados, apenas conseguiu pronunciar a palavra “Bruxo” para Zenon e Luzia, e então, segurando o rosário de madeira, saiu correndo dali em direção à rua. Os pais, preocupados com a segurança dos filhos depois daquele episódio desastroso, na mesma noite pediram para o mordomo levar as crianças para Valência, dando-lhes dinheiro em uma sacola, praticamente uma pequena fortuna. Os filhos não entendiam o que estava acontecendo, e a única coisa que tiveram tempo de perguntar foi um “por quê?” entremeado de lágrimas e soluços devido à idéia de separação. A resposta saiu da boca de Isabel ao mesmo tempo em que Filipe corria em direção à porta principal da mansão, baixando a trava de madeira maciça. A única coisa que eles foram capazes de ouvir foi um abafado “Porque amamos vocês...”, e depois a voz da multidão enfurecida pela fé cega encheu seus ouvidos. O mordomo, sempre um fiel serviçal da família, correu com as duas crianças, saindo pela parte de trás da casa, atravessando o jardim e rumando para as ruas fechadas da cidade-fortaleza. Quando já estavam longe de casa e só conseguiam enxergar seu amado lar apenas como um ponto, eles viam com melancolia o local onde moraram por dez anos. Luzia, imaginando o que havia acontecido, pegou sua lira em mãos, e começou a tocar uma melodia triste, recheada de saudades, algo que faria com que ela e Zenon lembrassem sempre de seus pais. Enquanto Luzia tocava, ela ficava pensando: “por que seus pais tinham que sofrer? O que eles teriam feito para merecer aquele destino?” Mas se acalmava em seguida, ao se concentrar no som; tocar a lira era o meio dela de se acalmar, já que a música em si não fazia efeito sobre ela. Após quase dois minutos de música, o mordomo os puxou rumo ao destino, uma vez que era possível ver a movimentação de tochas nas ruas de Toledo. Provavelmente, ainda estavam atrás deles. Após alguns dias de peleja pelas montanhas e pradarias da Espanha, eles conseguiram chegar à cidade costeira de Valencia. O mordomo os levou até o porto, deixando-os próximo de um local com vários barris de especiarias e outros bens de troca comum. Após vários minutos, as crianças viram o mordomo se aproximar, acompanhado por várias pessoas com tochas em mãos. Em um instinto de sobrevivência, Luzia foi puxada pelo irmão, correndo na direção de um barco que estava aportado próximo deles. O mordomo os havia traído, levando consigo todo o dinheiro que eles tinham, deixando-os somente com algumas provisões. Eles correram pelo convés aberto, desviaram-se rapidamente ao ver um marujo e mergulharam dentro de um barco suspenso, coberto por um pano. Após algumas horas ouvindo vozes e sons, os corpos de Zenon e de sua irmã começaram a se mover, deixando-os com medo. Viu seu irmão dar uma rápida espiadela para depois voltar e contar-lhe que o barco estava se afastando do porto. O medo começou a aumentar mais e mais, mas, no entanto, tinham mais medo de saírem e serem perseguidos, como a alguns minutos atrás, do que continuar ali e ir para um lugar desconhecido. Ao sentirem o tranco do barco parando, eles descem na primeira oportunidade, se escondendo primeiramente em uma floresta próxima. Depois de passarem a noite ao relento, ainda dentro da mata, o sol nasceu bem diante deles, mostrando todo o esplendor por sobre o mar. Luzia, com seus ouvidos mais afiados, chamou a atenção de Zenon, dizendo que ouvia vozes ao longe. Sentindo seu irmão puxá-la, eles seguiam em direção ao som. Ao chegarem lá, eles encontraram uma pequena vila, com não mais de vinte casas, com crianças brincando e adultos trabalhando ao redor. As pessoas trabalhavam sem parar, aparentemente cansadas e sem ânimo, enquanto as crianças pareciam desanimadas, como se não tivessem mais com o que brincar. Luzia, com o coração triste de ver aquela cena, pegou sua lira, começando a tocá-la. O som da música era calmo e belo, trazendo paz aos ouvidos de Zenon e de todos ali perto. A menina olhava às vezes pro irmão, percebendo que este estava cuidando de um garotinho, que havia se machucado ao cair, ralando os joelhos. As pessoas se aproximaram, parando de fazer o que estavam fazendo, ouvindo o som da Lira da pequena menina. Zenon chamou a atenção de sua irmã, fazendo com que ela parasse de tocar por um instante, para agradecer àqueles que a ouviam. No entanto, mal os dedos dela pararam de tocar nas cordas do instrumento, uma pedra voou na direção dos irmãos, acertando Zenon nas costas. As pessoas, após despertarem daquele transe induzido pela música de sua irmã, começaram a ficar furiosas, chamando-os por nomes que eles nunca haviam ouvido antes e arremessando pedras contra eles. Desesperados, eles correram cada um para um lado, combinando com sinais de cabeça de se encontrarem na floresta onde haviam passado a noite. Luzia deixou seu instrumento com Zenon e correu em disparada pelo caminho mais curto, enquanto a outra criança seguiu pelo lado oposto. Após alguns minutos, Luzia chegava ao ponto de encontro; no entanto, ela ouvia passos atrás de si, o que a motivou a correr para outro lugar. Após dez minutos correndo por entre a vegetação, ela pára perto de uma pedra, sentando-se, cansada. Foi quando viu Zenon chegar e o abraçou. Ambos se congratularam em espanhol pela fuga. Para a surpresa deles, um homem vestido com uma túnica branca tinha seguido os dois. Ele tinha aparentemente 40 anos, possuindo cabelos loiros - já grisalhos - e pele bronzeada de sol. Luzia se encolheu, abraçando o instrumento musical. Ela notava Zenon saltar na sua frente, como se estivesse ali para defendê-la, mas era fácil para qualquer pessoa notar que o jovem tremia da cabeça aos pés devido ao medo. No entanto, para a surpresa dos dois, o senhor estendeu os braços, oferecendo algumas frutas e um pouco de água fresca. Luzia não queria aceitar, com receio. Isabel sempre dizia para não aceitarem coisas de estranhos, mas acabou cedendo ao ver o irmão aceitando as oferendas daquele senhor. Eles começaram a comer com bastante afinco, já que durante a viagem não haviam comido nada, e a água parecia ser a coisa mais deliciosa do mundo. Quando eles terminaram de comer, o homem sorria bondosamente para eles, perguntando o nome dos dois. Quando lhe responderam, pôde-se notar certa confusão por parte do homem. Aparentemente, ele não entendia o idioma dos pequenos perfeitamente, e precisava deduzir o que estavam dizendo. Quando conseguiu finalmente entender seus nomes, ele se apresentou como Remy. O senhor os chamou para perto e tentou conversar com eles, sendo obrigado a trabalhar mais com mímica e gestos para fazê-los associar palavras do que com a fala propriamente dita, o que divertiu e muito os tristes órfãos. Remy foi para Luzia o melhor homem que ela já conheceu após os seus pais. Foi ele quem ensinou tudo o que ela sabe atualmente. Para uma melhor comunicação, Remy ensinou primeiro as línguas utilizadas naquela ilha (francês e italiano) e também um pouco de grego, pois o homem sabia que eles iriam para Grécia assim que soubessem controlar seu cosmo. Afinal, lá eles seriam protegidos da Inquisição. Remy também a ensinou que ela tinha nascido já sabendo utilizar uma parcela do cosmo e explicou que o cosmo nasce com todos os seres humanos, mas a maioria não sabe utilizar, e os que sabem inconscientemente o transformam em força bruta, para causar mais dano ao atingir alguém ou algo fisicamente. A regra não se aplicava a Luzia, que utilizou aquela energia para tocar músicas na Lira e, assim, criar um bom humor ao redor de quem a ouvisse. Ele também explicou a Luzia que quem nascia com esse dom possuía algumas opções no futuro, podendo servir a Athena como um cavaleiro, visando proteger o Santuário onde ela irá ficar, para que nenhum mal aconteça à deusa, desde que alguma armadura aceite-a como portadora, já que elas possuíam vida e poder de decisão. Como estava falando sobre armaduras, ele explicou que havia uma hierarquia específica no Santuário, ou seja, os portadores das armaduras representavam diferentes níveis de poder a serem respeitados, seguindo a ordem de Ouro, Prata e Bronze. Ademais, ele lhes contava um segredo: ele já tinha sido um cavaleiro de Athena. Remy contou a Luzia que ele já tinha se apaixonado por uma garota em suas épocas de cavaleiro, e que ela também era da mesma ordem dele, ambos cavaleiros de Prata. Ele era Remy, Cavaleiro de Prata de Taça e ela era Benoite, Amazona de Prata de Lira. Após os dois serem largados pelas armaduras por causa da idade, decidiram se casar. Mas quando questionado sobre o paradeiro dela, sua face entristeceu. Tinham sido muito felizes, mas ela tinha falecido há dois anos por causa de uma doença. Deixando de lado o passado, Remy voltava a contar sobre o futuro, e contava que eles também poderiam se tornar aprendizes de um cavaleiro, e assim aprender mais e mais coisas. Afinal, o cosmo não é algo único, mas sim uma energia que muda de pessoa para pessoa. Aproveitando que estava falando sobre Athena, ele ensinou também várias coisas sobre o panteão grego. Contou também a Luzia um pouco sobre o cristianismo, no qual os humanos acreditavam fervorosamente em Jesus, um deus impostor criado pelos padres. Ele explicava à pequena garota que, por causa dessa religião, eles eram caçados e julgados na mente das pessoas como bruxos. Assim, após Remy explicar isso a Luzia e contar mais histórias sobre o panteão grego, ele começou a treiná-la rigidamente, para que ela pudesse controlar o cosmo. Conforme Luzia pudesse controlá-lo, Remy também a ensinaria a sincronizá-lo melhor com o instrumento. Ele a ensinou a como criar ataques ofensivos que poderiam ajudá-la a se defender de um futuro ataque de inimigos. No entanto, ele explicava que não deveria atacar humanos sem motivos; afinal, o objetivo de um cavaleiro ou de um servo de Athena é proteger os humanos. Com quinze anos, Luzia já sabia controlar seu cosmo junto da Lira com maestria. Ela percebia que não poderia contar com o instrumento para sempre, e foi então que ela, junto com o seu mestre, aprendeu a sincronizar a voz com o cosmo para que tivesse o mesmo efeito de conforto quando ela cantasse. Do mesmo modo, Luzia também aprendeu a controlar dois elementos para poder criar mais ataques diretos e independentes do som da Lira. Com vinte anos, Luzia já era uma mulher e praticamente já tinha absorvido o conhecimento de seu mestre. Sabia falar francês, espanhol, italiano e um pouco de grego. Sabia controlar o cosmo e sincronizá-lo com a Lira e a Voz e já sabia controlar o ar e criar a água. Tinha conhecimentos sobre o panteão grego e um pouco sobre o cristianismo e sabia reconhecer algumas armaduras de Athena. Seu treino e de seu irmão foram totalmente diferentes. Afinal, os dois tinham talentos diferenciados. Para Luzia, ela iria passar o resto de sua vida naquela vila com Remy e Zenon, ignorando o futuro que o seu mestre tinha falado que poderia escolher. No entanto, parecia que, como se fosse uma praga sendo rogada, eles teriam que sair daquela ilha, que para ela tinha se tornado um segundo lar. Após os gêmeos completarem 20 anos, Remy faleceu, aparentemente de velhice e cansaço, deixando-lhes uma carta com a localização de duas armaduras - a dele e a de sua esposa - e um pouco de dinheiro que ele dizia ser para o barco e para a viagem. Na carta, Remy pedia para que os gêmeos levassem as armaduras de volta para o Santuário, para que assim elas procurassem novos portadores e não caíssem nas mãos de Hades. Os gêmeos seguiram o caminho que levava para onde estavam as duas armaduras, localizado dentro de uma caverna. Não foi muito difícil encontrá-las, e as armaduras não ofereceram qualquer tipo de resistência. Assim, eles começaram a levá-las consigo. Enquanto saíam da caverna, pensavam nos seus próximos passos, afinal teriam que sair da ilha até o Santuário, local onde os gêmeos só sabiam chegar, mas não conheciam nada. De súbito, encontraram-se frente a frente com guerreiros trajando armaduras cor de prata e portando espadas enormes, com crucifixos dourados, costurados em capas na cor vermelho-escarlate, que pendiam de seus ombros e tremulavam ao vento. Era possível sentir uma fogueira em seus pequenos cosmos, que queimava com uma fé cega e devoção aparentemente sem limites. Atrás deles, vinha a população, seguindo-os, furiosa e temerosa, ainda chamando os jovens de bruxos. O povo da ilha os atacava, já que eles não tinham mais a proteção de Remy. Luzia via Zenon ampliando seu cosmo, utilizando-se de sua habilidade para criar barreiras individuais, prendendo todos os inquisidores, exceto dois, que partiam pro ataque na direção de ambos. A geminiana então pega a sua antiga Lira e começa a tocar uma música calma e cheia de esperança, que fez com que a população recuasse, perdendo a vontade de lutar. Quando os dois inquisidores foram atacar Luzia e Zenon, seus cosmos se acenderam e brilharam em conjunto das estrelas, e as armaduras que estavam dentro das caixas de pandora saíram, recobrindo seus corpos e protegendo-os do ataque das espadas dos adversários. Com seu cosmo aceso, eles afastaram os soldados e partiram em disparada. Luzia fazia uma última coisa antes de se despedir da ilha, pois conseguiram ganhar algum tempo ao atrapalhar seus perseguidores: ela foi até o local onde tinham enterrado o corpo de Remy e enterrou sua Lira junto ao seu mestre. Após isso, ela se encontrava com seu irmão no porto do local. Os dois, então, embarcaram, dando o dinheiro que Remy, tinha deixado junto da carta para o barqueiro, para assim irem até as terras perto da Grécia e, de lá, viajarem até o Santuário. Após dois dias dentro do barco, onde eles aprenderam um pouco do convívio humano com os tripulantes a bordo, eles conseguiram guardar suas armaduras nas caixas de pandora através do cosmo, o que era uma benção. Carregar aquelas coisas metálicas o tempo todo chamava muita atenção dentro da embarcação, o que não era o que eles desejavam. Quando terminaram a viagem, estavam na costa da Grécia, em algum ponto desconhecido para eles. Sabendo pouco do grego, a única coisa que foi capaz de guiá-los até o Santuário foi uma variedade enorme de cosmos diferentes, que pareciam estar concentrados em uma única área. Eles começaram a correr em meio à cidade e, após mal saírem da mesma, suas caixas de pandora se abriram, revestindo seus corpos. Auxiliados pelo cosmo, eles começaram a correr na velocidade do som, chegando em menos de dez minutos no que parecia ser um alegre e calmo vilarejo, onde o cosmo podia ser sentido em várias direções. Eles sabiam que, a partir dali, sua vida mudaria completamente, e que eles ainda tinham um longo caminho a seguir, principalmente para se apresentarem até o Grande Mestre, Aurelius, pois teriam de cruzar as doze casas zodiacais, guardadas pelos mais poderosos cavaleiros da ordem de Athena: os santos dourados, conhecidos como Cavaleiros de Ouro, guardiões das casas que protegem o Santuário e portadores das armaduras representantes das constelações solares. Trajando suas armaduras e com as caixas de pandora nas costas, eles observavam tudo ao redor, estranhando e muito aquele local. Pela primeira vez, não estavam sendo caçados. Luzia notava o sorriso de Zenon, e entendia que o seu irmão estava feliz com aquilo. Eles resolveram sentar-se sob uma antiga coluna de mármore caída, provavelmente muito antiga, para descansarem. O momento de sossego durou pouco: um barulho de algo se quebrando seguido de um choro foi ouvido logo em seguida, vindo de uma direção ao norte da posição deles. Ela saltou primeiro, e foi seguida por Zenon, chegando a um local onde uma criança estava caída no chão, com um vaso de cerâmica enorme caído ao lado do corpo, totalmente estraçalhado. A criança sangrava em profusão, provavelmente não duraria muito devido seu estado atual. Um cosmo foi sentido se aproximando rápido, e eles puderam ver uma pessoa parando próximo da criança, com uma armadura de tons lilases. Essa pessoa estava trajando uma armadura parecida com a deles, provavelmente deveria ser um cavaleiro, Luzia tinha uma idéia, pelo que seu mestre lhe contava, que ele provavelmente seria um cavaleiro de Prata. O cosmo do guerreiro se irradiou, tentando, sem sucesso, estancar aquela enorme hemorragia, que praticamente se estendia pelo corpo todo da vítima. Luzia via Zenon dar um simples olhar para ela, e o sorriso que deu foi o suficiente para que ela entendesse. A amazona começou a tocar a lira de sua armadura, uma canção calma e reconfortante, que parecia retirar todo o estresse que ocorria no local. A mulher via o irmão se aproximar do guerreiro e falar um “com licença” carregado de sotaque espanhol. Com isso, ele começou a aquecer seu cosmo, colocando a palma da mão estendida sobre o corpo da criança. Seu cosmo era de um azul bem claro, contrastando com o céu grego, e os ferimentos da criança começaram a ser curados rapidamente, como se estivesse sendo fechados instantaneamente com a habilidade do cavaleiro de Taça. A criança se levantou, e a população pareceu estar frente a um milagre. Aquela criança, que estava até então frente à morte certa, agora estava de pé, correndo de volta para os braços de sua mãe, sorrindo e pronta para brincar. Zenon voltou para o lado de sua irmã, que havia parado neste instante de tocar. Os dois sorriram para a população, sendo ovacionados com aplausos e comentários. O cavaleiro a frente deles se aproximou de ambos, olhando-os intrigado, e começou a fazer várias perguntas em grego. Sem saber o que fazer, Zenon apenas pediu calma, usando sinais de mão, e então conseguiu descobrir que aquele que trajava aquela armadura era Maeveen, cavaleiro de prata da constelação de Órion. Após uma conversa que mais parecia um show de pantomima dos teatros gregos, eles conseguiram conversar e pedir ao cavaleiro de prata que os apresentasse ao Grande Mestre, já que eles mal conseguiam falar grego. E assim eles se uniram ao cavaleiro, aguardando para serem apresentados. [align=right]PRÓLOGO 1543 - 1548[/align] Assim que a defesa do Santuário foi bem-sucedida e os espíritos dos espectros presos, o tempo seria de reconstrução do Santuário e treinamento de novos cavaleiros; afinal, o Santuário perdeu boa parte das tropas e o local também estava destruído. Os gêmeos tentavam ajudar como podiam; Luzia, por não ter uma boa forma física, decidiu que tocar sua Lira seria uma boa idéia; então, ela tocava músicas animadoras, as quais deixavam quem estivesse ajudando a reconstruir com um espírito animador e mais incentivado. Mas, como se fosse um estigma, após um mês ajudando as pessoas com sua música, Luzia e seu irmão Zenon foram chamados por Athena, e previram que nada de bom deveria vir desta convocação. Assim, ao chegar perante Aya, ela ouvia que a Deusa estava interessada no que a Igreja católica pretendia, e como se fosse mágica, ela soubera que os três, Luzia, Zenon e Liah, tinha tido sua vida afetada pela Inquisição. E assim, daria uma missão para os três: ela mandaria os gêmeos para a Espanha, para tentarem descobrir o máximo que podiam sobre os rumores da Igreja católica e da Inquisição, tendo um prazo de permanência de duas semanas. Em seguida, iriam para Roma encontrar dois espiões do Santuário, Kouko e Altair, irmãos gêmeos que foram os responsáveis por informar o Grande-Mestre da provável presença de Athena em Roma. Eles repassariam as informações e então receberiam novas instruções lá. Sem mais nenhuma instrução a dizer, a Deusa apenas deseja sorte e se despede. Assim os cavaleiros deixam a presença de Aya e iniciam suas viagens. Zenon e Luzia voltaram à Espanha, sentindo toda a vontade de descobrir o que tivera acontecido à sua casa e à sua família; no entanto, seu dever como cavaleiros de Athena falava mais alto, impelindo-os a completar sua missão. Eles foram então pesquisar pelas cidades, conversando com pessoas de vários níveis sociais, mantendo sempre ocultas as suas intenções o máximo que podiam. Eles descobriram que o movimento protestante, iniciado por Martinho Lutero em 1517, havia conquistado bastante força. Tanto que a Igreja Católica, dizia-se aos quatro ventos, planejava uma retaliação em pouco tempo, para conter a “praga protestante” que ganhava muitos adeptos na Espanha. Ao regressarem a Valencia e buscarem informações, descobrem boatos de corrupção entre os membros de mais alto cargo da Igreja Católica. Segundo o que se dizia, o celibato já não era mais observado. Muitos bispos tinham filhos bastardos que se misturavam com os filhos da nobreza, reclamando muitas vezes o sangue de que eram herdeiros. O rumor principal era acerca de Dom Pedro Gonzáles de Mendonça, arcebispo de Toledo, que apontava que o religioso teria dois filhos bastardos. O pior de tudo é que, enquanto isto se verificava no alto clero, no baixo clero os padres paroquianos viviam abertamente com as suas concubinas e seus filhos. Muitos sacerdotes chegaram a ter filhos com mais de uma mulher, escancarando a “crise”. A ética e a moral da igreja estavam abaladas, o que apontava para uma corrupção sem precedentes da igreja e todos os seus membros. O que antes era um movimento “preventivo” (a Inquisição), poderia ter razões muito mais obscuras. Surpresos com o que tinham conseguido, após o término do prazo, eles rumavam para Roma. Chegando lá, os gêmeos são encontrados por Altair, ex-Amazona de Águia. A missão dada agora era adentrar o Palácio de Latrão e conseguir informações decisivas sobre a Inquisição. Athena desconfiava que a Igreja Católica havia, de alguma forma, se associado a Hades, e provar isso poderia exigir que uma nova estratégia fosse adotada nos rumos da guerra santa. O Palácio de Latrão era guardado ostensivamente, mas sua guarda não era páreo para os cavaleiros de Athena. Fosse pela melodia da lira de Luzia ou pelos movimentos ginásticos de Liah, eles facilmente seriam subjugados. Ao adentrar, porém, o palácio, eles logo perceberam que algo estava errado. Os três sentiram um rastro de cosmo-energia, que reconheceram ser de um espectro de Hades. A partir de então Liah sumia da vista dos gêmeos, enquanto os gêmeos adentravam por outro corredor, oposto ao qual Liah tinha ido. Durante o percurso, depararam-se com várias armadilhas, cuidadosamente preparadas para minar suas energias. Por várias vezes se feriram nas mesmas, dificilmente evitando-as. Zenon precisou utilizar grande parte de sua cosmo-energia para curá-los várias vezes, mantendo-os sadios. Após algumas armadilhas, já caminhavam com alguma cautela, já que a cosmo-energia que sentiam era fraca e dispersa demais para oferecer um rastro óbvio. E por ser muito fraca, somente se intensificou quando já era um pouco tarde para reagirem. Dezenas de criaturas apareceram, vindo aparentemente “do nada”. Eram “trolls”, como aqueles que os gêmeos haviam enfrentado antes, tendo a companhia de Maeveen, na missão para resgatar a amazona desaparecida. Zenon já sabia como enfrentá-los, mas será que conseguiriam dar cabo de todos eles? Após uma díficil batalha e após o fim dos “trolls”, Zenon e Luzia chegaram ao local onde Liah estava, seguindo-a pela cosmo-energia. O que viram foi uma Amazona levando um forte impacto e desmaiando, provavelmente entrando em coma, e uma criatura derrotada. Luzia notava um grande livro que estava separado dos outros; ao pegá-lo e lê-lo, ela percebeu que o mesmo possuía algumas páginas marcadas com um símbolo de um pentagrama no rodapé, o qual, ao observar melhor, também era o símbolo que marcava uma porta na parede oposta do grande salão, ao lado da qual havia um buraco enorme de onde tinha saído o monstro. Isto fez Luzia voltar a atenção para o livro e lê-lo; as páginas falavam sobre um homem chamado Animas. Ele havia sido um padre e inquisidor de grande renome. A ele, foi dada a missão de prender e condenar Martinho Lutero por sua heresia em dar início à reforma protestante, não importando os meios de que ele se utilizaria para isso. A ordem havia vindo do próprio Papa Leão X, o que confirmava sua fama. Mas, ao que parecia, Animas acabou destituído de seus títulos após as carnificinas que promovera. De acordo com os registros, ele promoveu uma onda de terror por onde passou, e as pessoas alegavam ter visto demônios, sempre tomadas por histeria coletiva. Seus modos começaram a ser questionados pela própria igreja, pois Animas matava todos os que via pela frente, todos os que conheciam Lutero, todos os que se colocassem contra ele, e o padre eventualmente foi condenado, ele mesmo, por bruxaria, e supostamente estaria morto. Mas o livro não falava do destino final dele. Após terminar de ler uma parte das páginas, Luzia notava que Zenon desistira de acordar Liah naquele lugar, de modo a economizar sua cosmo-energia para a continuidade da missão; assim, após ler o que precisava do livro, ela deixava-o onde o tinha achado. E então só tinham uma opção: já que acordar Liah não era uma delas, eles continuaram a sua missão, e assim abriam a porta selada com certa dificuldade. Ali, naquela pequena sala, havia apenas um livro, o que fez Luzia pegá-lo para lê-lo, e qual não foi sua surpresa ao notar que o livro continuava a contar a história de Animas em seu julgamento? Assim, Luzia começou a ler onde dizia: “O Papa Leão X esteve presente, juntamente a todos os cardeais, à audiência que condenaria “Animas, Son of the Devil” à fogueira por bruxaria. Animas começou a rir loucamente, como um demônio. Quando foi amarrado ao tronco para ser queimado, os algozes testemunharam uma estrela roxa brilhando em sua testa. Animas se libertou facilmente das amarras e, possuído pelo demônio, saiu voando pelo teto da construção, arrebentando facilmente o mesmo. Assim findava o relato. Era a confirmação de que Animas era realmente um espectro. Ligando os fatos, os gêmeos descobriram que este era o perigoso espectro que havia raptado seu último objetivo. Eles deveriam voltar imediatamente para o Santuário; no entanto, Luzia deixava o livro onde o mesmo tinha sido pego, não levando-o consigo. Então, eles encontraram Kouko e Altair novamente, e foram levados ao Santuário por eles, juntamente com Liah, ainda inconsciente. Athena, ao saber das informações, ficou bastante impressionada. Com a confirmação de que Animas realmente era um espectro, abria-se a possibilidade de a Igreja manter algum elo com Hades, ainda que tênue. A missão havia sido bem-sucedida, mas com uma baixa: Liah ainda não conseguira acordar. Kouko, então, ofereceu-se para cuidar de Liah até que ela acordasse. Altair, notando a preocupação dos gêmeos, convidou-os para ir junto com ela na viagem que faria. Eles viajariam para as ruínas de Petra (atual Jordânia), e lá treinariam, sob a tutela da ex-amazona, enquanto o ex-cavaleiro vigiava o sono de Liah. Assim eles foram para ruínas de Petra, ficando lá. Com Altair sendo sua nova mestra, Luzia passava os dias tentando melhorar suas técnicas, longe de seu irmão, para não acertá-lo sem querer; após três anos, ela tinha melhorado suas técnicas até o ponto máximo que conseguia. Afinal, ninguém conseguia explicar à garota como evoluir seu cosmo. Por tal motivo, no ano seguinte ela decidiu que seria a hora de aprender novas técnicas, para melhorar ainda mais o seu desempenho na guerra vindoura; neste mesmo período, ela tentou melhorar algumas de suas habilidades, tendo sucesso graças a Altair. Seu problema agora seria criar técnicas, pois a garota não sabia como realizar tal façanha. Para tal, ela decidiu passar alguns dias ao ar livre, para se acostumar com o ar e tentar imaginar o que fazer. Após três dias, ela já sabia o que fazer, e começou a praticar tais técnicas. Luzia, então, voltou a conviver com Altair e Zenon, e passando a treinar durante um ano. Foram exatamente 4 anos que eles conviveram com Altair. No entanto, seu passado agora voltava a assombrá-los, fazendo-os decidir a voltar para Espanha e descobrir finalmente quais eram suas linhagens, já que, de acordo com suas memórias, eles moravam em uma casa grande, e seu sobrenome deixava pistas e mais pistas. Curiosos, voltaram à Espanha, uma vez que não tinham mais o que aprender naquele momento com sua tutora e, principalmente, estavam livres para ir e vir até o chamado de Athena. Eles agradeceram Altair e partiram. Ao chegar à Espanha, eles andavam com a caixa de pandora nas costas e iam em direção à antiga casa, ou, pelo menos, tentavam, demorando algum tempo até chegar a Toledo e mais algum tempo para chegarem à sua antiga casa. O que encontraram foi o que já tinham visto: a casa estava em destroços, e praticamente não tinha restado nada, embora alguns objetos ainda estivessem conservados. Assim, andando pelos destroços, eles procuravam se tinha alguma coisa ali inteira, que pudesse lhes dar alguma pista de seu passado. Com tempo e paciência, encontraram um diário e algumas roupas, além de alguns quadros e móveis inteiros o suficientes para sentarem e observarem. Como o lugar era distante e longe da cidade, eles estavam a salvo e seu problema agora seria sobreviver - não que fosse realmente um problema. Decidiram primeiro ajuntar alguns móveis e distribuí-los em um cômodo que possuía pelo menos o teto; após isso, perceberam que possuíam agora 2 cadeiras, 1 mesinha, algumas peças de roupas de bebês e crianças, um colchão de solteiro e mais algumas pequenas coisas. Assim, pegaram alguns pedaços de madeiras destruídos e os juntaram; com um pouco de “arte”, eles fizeram uma pequena fogueira, enquanto sentavam para folhear o diário; começando a lê-lo, perceberam pela letra e também pela data que este objeto tinha sido escrito por sua mãe, Isabel. Nele, ela contava que seu pai era o Rei Filipe I, mas que ela era uma infanta, não sendo legitimamente herdeira do trono por ser bastarda. Sua mãe era uma empregada que o Rei conheceu em uma viagem. No entanto, como sua mãe morreu, o Rei se sentiu na obrigação de ajudar a criança de alguma forma, mais pelo apego que ele criou pela menina do que pela obrigação propriamente dita de um pai. Filipe enviou a criança a Toledo, junto com um tutor. A mesma casa destruída onde eles estavam agora era a casa onde Isabel cresceu desde criança. Após três anos, o Rei faleceu, deixando a criança órfã. No entanto, o tutor, que recebera grande soma em dinheiro, permaneceu a cuidar da garota como se fosse o pai dela. Assim a garota aprendeu a ler, a escrever, a tocar harpa, entre outras coisas que seriam costumes somente para senhores ricos e reis. Ramon, o tutor, faria de tudo para que Isabel tivesse os mesmos ensinamentos dos filhos verdadeiros do Rei. Em 1516, Carlos I assumia o trono da Espanha, realizando um baile em comemoração a posse do cargo. Isabel, mesmo sendo filha bastarda, foi chamada à comemoração, provavelmente porque Carlos I sabia de sua existência, ou talvez por que tinha sido o desejo do pai de Carlos, o antigo Rei Filipe. Em verdade, a garota nunca saberia o motivo, uma vez que mesmo ela tendo comparecido ao baile, nem Carlos e nenhum de seus meio-irmãos vieram ter com ela. Foi nesta comemoração que Isabel encontrou um rapaz tímido, que ficava muito nos cantos, parecendo que não se sentia à vontade naquele lugar. Ela, que também estava isolada, decidiu que talvez fosse interessante conversar com o garoto. Ela se aproximou dele e puxou conversa sem pretensões. Ao fim, ela descobrira que o nome dele era Filipe e que tinham bastantes coisas em comum. Inicialmente envergonhado, ele levou-a até sua casa, repetindo o ato no dias seguintes, encontrando-a “por acaso” sempre que era possível. Depois, conforme o tempo ia passando, decidiram ficar cada vez mais próximos, até que dois anos depois do baile, eles se uniram em matrimônio, ali mesmo em Toledo. O resto da história, os gêmeos já conheciam: cinco anos após o casamento, Isabel tinha dado a luz a eles. Eles decidiram que guardariam o diário como lembrança, e que deveriam voltar pro Santuário, pois não havia mais nada que poderiam buscar ali. Aquela noite custou a passar, pois os dois tentaram dormir, lutando contra seus pensamentos, que voavam longe, repassando tudo que tinham descoberto. Eles eram sobrinhos do rei da Espanha, filhos do antigo rei com uma plebéia. Seus pais estavam mortos, e sua história teria sido enterrada no tempo, não fosse o desejo deles de descobrir o segredo sobre sua linhagem. Embora felizes, eles sabiam que seus pais haviam pago um alto preço, entregando suas vidas em prol dos filhos gêmeos. As notícias e descobertas haviam sido boas demais até então, quando subitamente despertaram com um barulho. Preparados, eles levantaram-se rapidamente, apagando o fogo, começando a andar em meio aos escombros, procurando a origem do barulho. A noite ia alta, mas a lua cheia iluminava o suficiente para que seus olhos violetas divisassem um vulto à sua frente, que foi se tornando lentamente mais nítido conforme sua visão se acostumava com as trevas. Ela trajava uma roupa diferente das demais pessoas, parecia muito mais elegante e mais rica do que as dos outros moradores de Toledo. O homem era relativamente velho, com cerca de 60 ou 70 anos. Interceptado pelos jovens, o mesmo reconheceu o livro que estava na mão de Luzia: o diário de sua tutorada! Após algumas apresentações, ele explicou que estivera procurando o diário da Isabel para guardar como recordação, além de procurar pistas de como seriam os gêmeos, pois nunca houve retratos ou quadros deles. Seus olhos se encheram de lágrimas ao descobrir que aqueles dois jovens eram os filhos da garota que ele cuidara em sua juventude, e sua busca estava findada naquele momento. Convidados a passar a noite com cobertas quentes e companhia agradável, os gêmeos seguiram o tutor de sua mãe. Seu nome era Ramon, e suas histórias, contadas junto de um belo prato de comida quente e boa bebida, fez com que os jovens se sentissem aconchegados novamente, seguros, uma das histórias que Ramon contou, na verdade não era uma história e sim um fato, Ramon iam todos os dias na casa queimada para que ninguém pilhasse os objetos ali, no entanto o povo daquele lugar dizia que a casa era amaldiçoada e por isto, ele não teve nenhum trabalho de impedir que roubassem ou ficasse alguma pessoa lá. No dia seguinte, Zenon e Luzia tencionavam partir, mas Ramon os impediu: ele ainda não conhecia a verdade sobre eles, e eles ainda tinham tempo para desfrutar de sua companhia por algum tempo, de modo que decidiram ficar e aprender um pouco mais com ele. Eles decidiram que iriam ficar em Toledo até Athena chamá-los de volta ao serviço de armas, ficando na casa do tutor. Durante este um ano, eles conheceram Toledo, seus pontos turísticos, suas atrações, as lojas mais famosas. E como o tutor tinha alguns contatos na alta sociedade, ele guiou os jovens para festas e bailes, como aquele em que seus pais se conheceram anos atrás sem, contudo, revelar a ninguém a verdadeira origem dos gêmeos. Como os gêmeos ainda eram rudes no conceito social propriamente dito, ele os ensinou coisas como etiqueta, modos e costumes. Levou os gêmeos para comprar roupas que condiziam com a situação em que iriam estar presentes. Luzia foi experimentar vestidos de saia rodada e espartilho, embora ela preferisse ficar sem espartilho. Como o tutor acabara forçando a barra no sentido de moda, ela acabou cedendo em experimentar. Após isso, eles começaram a passar algum tempo em bailes e festas da alta sociedade, divertindo-se como nunca puderam antes, privados como foram durante toda sua vida. No entanto, após o tempo de trégua, Athena fez o seu chamado e agora teriam que voltar para o Santuário. Ramon, que tinha se apegado demais aos gêmeos, fez de tudo e mais um pouco para impedi-los novamente. Mais de uma vez ele tentou ocultar a caixa de pandora dos mesmos, mas sem sucesso. Após horas e horas de conversas, os gêmeos explicaram a verdade sobre terem se tornado cavaleiros de Athena, além de tentar, em termos simples, elucidar as questões de seu novo tutor. Estranhamente, ele não ficara extremamente espantado, tratando-os como se fossem simples anjos e santos. Mas mesmo com os motivos expostos, o tutor, vendo que não conseguiria impedi-los de partir, decidiu pedir para ir junto. Sem palavras para negar o pedido daquela alma, que servira sua família durante tantos anos, eles acabaram cedendo. Ramon pegou seus objetos de valor e recordações, vendeu a casa, pegou o dinheiro que o Rei havia dado a ele e rumou junto dos jovens para a Grécia. O Tutor foi deixado em Rodório, onde comprou uma residência para os três, e começou a se acostumar com a cidade e a negociar itens e bens para equipar a moradia, enquanto Luzia e Zenon rumavam para as 12 casas, de modo a apresentar novamente seu serviço para Athena. [align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (LIRA) [/align] Nome do Portador: Benoite Período: 1505 - 1525 Breve histórico: Aos dez anos, Benoite foi encontrada por um soldado em uma missão de reconhecimento de terreno, no qual descobriu a existência da garota. A menina tinha acabado de perder os pais em um incêndio na vila em que vivia, e ela só tinha sobrevivido graças ao milagre do cosmo e por ter corrido enquanto estava com o cosmo elevado. O soldado sentiu o cosmo de Benoite e, ao seguí-lo, encontrou a menina, levando-a para o Santuário para, assim, receber o treinamento do domínio do cosmo. Benoite foi uma garota-prodígio, conseguindo ser aceita pela armadura de Lira aos quinze anos de idade. A partir de então, ela passou a treinar com mais afinco para ser de melhor serventia ao Santuário, embora não saísse muito do mesmo, ficando mais como protetora do que como executora de missões. Destino final: Após largar a armadura, por estar fraca e debilitada devido a uma doença misteriosa, ela se mudou para a Ilha de Córsega, se casou com Remy e faleceu cinco anos depois, pela mesma doença que a fez largar a armadura. Nome do Portador: Luzia Período: 1543 – ? Breve histórico: Luzia e seu irmão Zenon fugiram da Inquisição Espanhola ainda crianças, refugiando-se na Ilha de Córsega. Lá, foram encontrados por Remy, ex-cavaleiro de Taça, que os ensinou como manipular e utilizar o cosmo, bem como os auxiliou na criação de suas técnicas. Após a morte de seu mentor, os gêmeos foram encarregados de levar as armaduras de volta para o Santuário. Em seu retorno, foram atacados por moradores e guerreiros da inquisição, prevalecendo sobre estes graças à proteção das armaduras, que os escolheram como seus portadores. Destino final: Está viva, com 25 anos, e está de volta ao Santuário após o fim da trégua do Santuário e de seu treinamento nas Ruínas de Petra. [align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (ÁGUIA) [/align] Nome do Portador: Altair Período: 1508 - 1533 Breve histórico: Altair é uma antiga amazona de prata, conhecida por sua exímia capacidade de combate e assistência. Por ser firme, feroz e astuta, executou várias missões de reconhecimento e combate para o Santuário, nas quais eliminou vários espectros menores que já se espalhavam pelo mundo com objetivos escusos. Quando completou 45 anos, resolveu deixar a armadura para dedicar-se apenas às missões menos perigosas, que não envolvessem combate direto, embora ainda fosse proficiente. Esteve infiltrada na Igreja Católica desde 1533, a pedido do Grande Mestre, para auxiliar seu irmão, Kouko, em caso de dificuldades. Destino final: Com 60 anos, ela ainda está viva, e está de volta a Roma, após ter ficado alguns anos treinando o cavaleiro de Taça e a amazona de Lira. |
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