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Taça; Zenon Habsburgo
Topic Started: Feb 2 2012, 05:42 PM (1,080 Views)
Maeveen de Sagitario
Member Avatar
O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align]



Nome: Zenon Habsburgo
Idade real: 25 anos
Idade aparente: 23 anos
Data de nascimento: 10 de Junho de 1523
Signo: Gêmeos.
Local de nascimento: Toledo, Espanha
Local de treinamento: Ilha Córsega e Ruínas de Petra
Raça: Humano
Idiomas falados: Espanhol (Fluente), Francês (Fluente), Italiano (Avançado), Grego (Fluente), Latim (Fluente)


Aparência:

Zenon usa roupas escuras, normalmente camisas e calças da média e alta sociedade, sempre decoradas com tons dourados muito chamativos ou um vermelho vivo. Seus cabelos são curtos, sempre bem penteados e alinhados, de um castanho-claro brilhante ao sol, alinhados ao redor de sua face. Sua altura é de 1,70m e sua musculatura é pouco desenvolvida, parecendo ser bastante fraco ao olhar, porém sendo um ledo engano de quem se deixa levar pelas aparências. Seus olhos roxos são extremamente incomuns em humanos, transpirando clareza e calma, tornando fácil reconhecê-lo onde quer que vá. Seu rosto sempre traz uma expressão de bondade estampada, como se tudo que ele desejasse fosse somente a paz e a felicidade de todos. Sua aparência só muda quando ameaçam a vida de sua irmã, transformando suas feições em uma raiva lúgubre, enquanto seus olhos parecem turvar-se até ficarem num roxo extremamente denso, que parece engolir a alma daqueles que fitam seus olhos.

Personalidade:

Zenon é prestativo e sorridente, gostando sempre de conversar com todos ao redor e raramente é visto com expressão de tristeza no rosto. Muitas vezes ele costuma contar piadas idiotas ou que tenham sentido apenas para ele, mas nunca faz isso por maldade... Ele apenas quer ser aceito. Como ele e sua irmã vieram fugidos de sua pátria, ele tenta a todo custo recuperar o tempo perdido e fazer amizades, para que ele e Luzia jamais fiquem sozinhos novamente. Além disso, o Cavaleiro de Taça sempre parece ser bem tratado por onde quer que vá, uma vez que sua face é conhecida em todos os arredores do Santuário. Ele sempre presta seus serviços de cura para os soldados e cavaleiros, bem como para as pessoas na vila de Rodório. Não é estranho vê-lo trazendo consigo uma enorme cesta de frutas e doces caseiros quando retorna para sua casa, todos presentes das pessoas das quais ele cuida. Ele normalmente divide esses presentes com sua irmã Luzia e as crianças da vila.

Em combate, Zenon normalmente tenta dialogar primeiro antes de usar a força cósmica para atacar. No entanto, isto nem sempre é possível, e muitas vezes o Cavaleiro de Prata é obrigado a atacar os inimigos. Não é raro vê-lo tratando dos ferimentos dos inimigos caídos em combate após derrotá-los, a menos que sejam espectros, os quais ele deixa à vontade de seu próprio deus. O único momento em que o Cavaleiro de Taça perde o controle é quando ameaçam de alguma maneira sua irmã, Luzia de Lira, a qual ele protege com unhas e dentes.



[align=right]COSMO[/align]


Manifestação:

O cosmo de Zenon parece fluir ao redor de seu corpo como uma tênue e quase transparente luz azul-clara. Ele é quase impossível de ser visto, a menos que o fundo empreste algum contraste. Quando o cosmo do Cavaleiro de Prata se eleva para uma técnica ou em combate, atrás de si é possível ver uma enorme taça branca, decorada com a constelação de Taça em cor dourada e prateada em vários lugares sob a superfície. Quando qualquer uma de suas técnicas de cura é usada, as pessoas ao redor podem enxergar asas angelicais da mesma cor de seu cosmo em suas costas, como se ele fosse um anjo. A imagem é a mesma para aliados e inimigos.

Sensação:

Seu cosmo é calmo e cheio de energia revigorante, a qual preenche o organismo de qualquer ser vivo com energias positivas e regenerativas, fazendo qualquer um sentir-se novamente forte. Os doentes e feridos sentem menos dor, como se estivessem sendo sedados pela energia calmante, enquanto os fortes ganham mais força e vigor. Em suma, seu cosmo tem uma natureza amplamente positiva e energizante, fruto de seu treinamento e personalidade. Para inimigos, a sensação é a mesma.

Motivação:

A fonte de energia para o cosmo de Zenon é a oportunidade de poder ser útil e auxiliar o próximo. Sempre que ajuda alguém a realizar alguma tarefa ou protege alguém com suas habilidades, o Cavaleiro de Prata se enche de energia e razão de viver, tornando-se mais forte no processo. A raiva que o consome quando ferem sua irmã também é outro combustível, que inflama seu âmago acima de qualquer barreira. A única coisa que desmotiva Zenon é justamente a batalha sem nexo ou sentido, ou seja, quando forçado a batalhar apenas por “vontade” de seus inimigos. “Ele é um cavalheiro, e não um bárbaro!”, costumam dizer os outros cavaleiros que o conhecem.

Domínio:

Rank de Poder Geral: B+

Domínio dos Cinco Sentidos: Normal
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Precognição, Empatia, Sintonia, Intuição, Sincronia)
Domínio do Sétimo Sentido: Intermediário (kýklos da Terra, Àgua, Fogo, Ar e Som.
Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum
Domínio do Nono Sentido: Nenhum


[align=right]TRAJE [/align]


Mudanças:

A armadura de Zenon difere da imagem do fórum apenas por possuir cor branca e tonalidades de azul celeste onde antes eram as tonalidades mais escuras.

Imagem da Armadura: Clique Aqui!


Rank do Traje: B

Características do Traje:

Cálice da Vida: A armadura de Taça possui a habilidade de, com sua presença, transmitir paz e conforto aos doentes (100 metros ao redor da armadura), que lentamente começam a apresentar um quadro de melhora, caso expostos a ela durante muito tempo. A armadura também permite que o usuário canalize seu cosmo para curar ferimentos simples, embora precise desenvolver técnicas para elaborar curas mais complexas.

Espelho do Tempo: A armadura de Taça, enquanto estiver montada, possui uma curiosa propriedade. Sempre que água abençoada por Athena for depositada no recipiente da armadura, será possível a qualquer um que tenha coragem de olhar enxergar como será no futuro distante. Essa habilidade raramente é usada sem o consentimento da própria deusa, que a utiliza para fazer previsões. Por isso, não é raro que o cavaleiro de Taça acompanhe o cavaleiro de Altar e o Grande Patriarca em reuniões com a presença de Athena.


[align=right]TÉCNICAS[/align]


Nome da Técnica: Santo Graal, a Taça da Providência Divina

Categoria:Estado/Suporte/Defensiva

Descrição: O Cavaleiro de Taça ergue seus punhos acima da cabeça, aumentando seu cosmo com bastante intensidade, deixando sua aura azulada à mostra ao redor do corpo. Atrás de si, surge o símbolo de sua armadura, a taça, cheia de um líquido azul semitransparente. Zenon então nomeia a técnica, baixando as mãos lentamente, fazendo com que a taça cósmica atrás de si derrame o líquido no mesmo ritmo do movimento dos braços do cavaleiro. Esse líquido torna-se rígido, mesmo que ainda sendo semitransparente, formando uma barreira ao redor de Zenon, com raio de dez metros. Essa barreira é resistente a qualquer tipo de ataque do nível bronze, e são necessários alguns ataques de nível prata para perfurá-la. Nível ouro ou acima pode perfurá-la com qualquer técnica de ataque que ultrapasse o gasto cósmico de Zenon. Qualquer alvo do lado de fora da barreira só pode entrar mediante permissão do próprio Zenon, e alvos que estejam dentro da barreira não podem atacar os que estiverem do lado de fora. Essa barreira fica na área onde foi criada até que Zenon deseje desfazê-la, ou ele desmaie, ou ela seja destruída. Para quem olha de fora, a barreira parece um semicírculo de água translúcida e limpa, causando calma no coração dos aflitos e trazendo paz para aqueles que necessitam.

Efeito: Essa técnica concentra o cosmo do cavaleiro de prata, condensando-o na forma de uma barreira cósmica rígida, muitas vezes usada para proteger pessoas feridas ou aliados durante uma batalha. Ele pode ter até cinco barreiras conjuradas ao mesmo tempo, e pode se mover livremente enquanto as barreiras existem. As barreiras têm o nível de defesa de uma armadura de prata, e precisam de alguns ataques de cavaleiros de mesmo nível para serem destruídas (vitalidade de 30% cada barreira). Cavaleiros de nível inferior precisam queimar seus cosmos intensamente para conseguirem transpor essas barreiras de forma eficiente. Entrar ou sair da barreira livremente requer o consentimento cósmico de Zenon. Essa técnica é de um gasto de cosmo médio para manter quando é usada até seu limite de cinco vezes, mas baixo para criar e manter individualmente. As barreiras podem ser criadas e mantidas a até 50 metros do cavaleiro de prata sem exaurir suas forças, e possuem exatos dez metros de raio cada uma, possuindo um formato de cúpula. O dobro da distância (100m) ou do tamanho das barreiras (20m) aumenta o gasto para mediano-alto quando a técnica é usada cinco vezes ou mediano-baixo se usado apenas individualmente. Aliados dentro da barreira sofrem os efeitos de regeneração impostos pelos poderes da armadura de Taça, mas inimigos não. Ele pode conjurar uma barreira por turno. Esta técnica se inclui na categoria Estado apenas por reduzir a área de movimentação livre de um ou mais adversários que estejam presos dentro da barreira.


Nome da Técnica: Santo Graal, a Taça da Contenção Divina

Categoria: Suporte/Estado/Defensiva

Descrição: Zenon abre os braços, como se fosse dar um abraço em alguém que não vê há muito tempo. Ele então expande seu cosmo, e a taça surge novamente atrás dele, com o mesmo liquido da técnica Providência Divina. No entanto, quando o cavaleiro de prata fecha os braços, a taça se move, derramando seu líquido sobre os alvos escolhidos por ele em pensamento, criando pequenas barreiras de um metro de raio no solo, da altura exata de seus alvos, formando uma cúpula. Essas barreiras impedem que os alvos escolhidos saiam de dentro delas, prendendo-os em suas posições. Ataques vindos de fora precisam, antes, vencer a barreira, para depois causarem dano ao que estiver no interior, da mesma forma que na técnica-mãe. Essa habilidade serve tanto para defender um aliado como para prender um adversário, impedindo que o mesmo se mova e fique à mercê dos aliados de Zenon, que poderão recuperar suas forças antes de entrar em combate contra o inimigo preso.

Efeito: Como na técnica acima, cria uma área onde é impossível adentrar, mas que também é impossível sair sem atacá-la. Devido ao pouco espaço interno, é difícil usar técnicas dentro da Contenção Divina. Adentrar ou sair de uma área criada com essa técnica requer o consentimento de Zenon, e ele pode controlar até quinze áreas iguais a essa. Para escapar, basta usar um cosmo maior que o do Cavaleiro de Taça e atacar a barreira, ou ainda executar vários ataques com cosmo menor, de modo a minar a resistência da parede cósmica (15% de vitalidade). O dispêndio de cosmo é muito baixo por barreira devido à área, tanto para criar como manter. Cada barreira pode ser criada a até 75 metros em raio dos pés do cavaleiro de taça. Aliados dentro da barreira sofrem os efeitos de regeneração impostos pelos poderes da armadura de Taça, mas inimigos não. Ele pode criar até 5 delas por turno. Caso mova-se além da distância de 75 metros, o gasto cósmico para manter sobe para baixo.

Nome da Técnica: Santo Graal, a Taça da Bênção Divina

Categoria: Suporte/Ofensiva

Descrição: O cavaleiro de prata de Taça concentra seus poderes de cura e começa a ampliar seu cosmo, recriando o símbolo da taça atrás de si. Essa taça se eleva nos céus enquanto o cavaleiro estende os braços para o alto, dizendo o nome da técnica. A taça então começa a tombar, derramando o líquido de seu interior em uma chuva plácida e bela, de cor esverdeada e brilhante, que traz conforto e ânimo aos aliados de Zenon, regenerando pequenos ferimentos e retardando venenos. No entanto, para aqueles que são inimigos do cavaleiro de prata, a chuva parece um ácido corrosivo, como se entrasse em discordância com qualquer cosmo negro que atinge, atuando como uma bênção santa perante as criaturas da escuridão. Obviamente, somente inimigos com cosmo negro, como espectros, podem ser afetados pelo fator negativo da Benção Divina. Estes, quando entram em contato com a chuva sagrada, começam a sentir uma dor imensa sob a pele, como se cada gota fosse uma pequena agulha fincada em seus corpos. Suas armaduras não sofrem danos diretos, mas é possível ver uma fumaça da cor da armadura saindo das mesmas, como se elas estivessem derretendo lentamente. Qualquer alvo com o cosmo inferior ou igual ao cavaleiro de prata é afetado, e os que possuem cosmo maior sentem um desconforto incrível, mesmo que não sintam a dor.

Efeito: Essa técnica une uma cura básica (média de 3-5%) para os aliados e um ataque contínuo (média de 3-5%) aos inimigos de Zenon. O ataque em si causa um dano baixo por gota, mas o dano contínuo é alto, e pode eliminar qualquer adversário do nível de bronze ou menor com facilidade, dependendo apenas do tempo que o inimigo fica dentro da área atingida para calcular os danos diretos (a cargo do narrador, considere sendo uma chuva forte, mas não chega a uma tempestade). Inimigos de nível prata sentem a dor, de forma intensa, mas como seus corpos são mais bem protegidos, eles demoram mais para tombar perante a chuva incessante. Cavaleiros de nível acima de prata tendem a resistir melhor aos efeitos, mas ainda assim sentem o incômodo da técnica. A cura que a mesma realiza é básica, apenas fechando ferimentos superficiais e retardando o efeito de venenos. A chuva se guia pelo alinhamento cósmico, portanto um aliado de cosmo negro ou um inimigo de cosmo pacifico serão afetados de acordo com este alinhamento. Zenon pode se mover, e a chuva o acompanhará, mantendo sempre o mesmo raio, mas enquanto esta habilidade estiver ativa ele pode apenas se esquivar e usar ataques físicos, não podendo realizar nenhuma outra técnica, a não ser a Dama do Lago, que é sua única técnica de baixo custo. O dispêndio de cosmo é pequeno (criação e manutenção), mas como é um ataque contínuo e em uma área de quarenta metros de raio ao redor do cavaleiro, ao passar do tempo, o gasto pode tornar-se excessivo!

Nome da Técnica: Santo Graal, a Taça da Restauração Divina

Categoria: Suporte/Defensiva

Descrição: Energizando seu cosmo, Zenon cria novamente a imagem da Taça atrás de si, mas dessa vez ela parece estar vazia, sem conteúdo algum. O cavaleiro de prata então diz o nome do golpe, e sua energia começa a escoar de seu corpo, preenchendo a taça como se fosse água cristalina, transparente, sem qualquer impureza. Quando termina de realizar esse feito, que requer alguns poucos segundos de preparação, Zenon aponta as mãos espalmadas para o alvo, enviando todo o cosmo e vitalidade que ainda possui para a pessoa que ele escolheu, caindo exaurido a seguir. Essa técnica é considerada por muitos como um suporte de vida, capaz de trazer um cavaleiro dourado ferido e exaurido de volta ao combate, com parte de sua força e vigor restaurados. Após usar essa técnica, Zenon se encontrará esgotado, e deverá descansar por um dia inteiro antes de poder utilizar a técnica novamente. A imagem que os demais percebem é de um coro de anjos, que parece flutuar ao redor da energia de Zenon, rumando para o alvo em lenta harmonia, como se o tempo parasse por alguns segundos perante a bela e chocante imagem. Ele e o receptor flutuarão no ar por alguns poucos segundos, encontrando-se imunes a qualquer tipo de ataque ofensivo de mesmo nível cósmico de Zenon enquanto a técnica é efetuada.

Efeito: Essa técnica sacrifica TODO o cosmo e vitalidade que o corpo de Zenon ainda possuir, direcionando-a para um aliado, de modo a recarregar suas energias instantaneamente. Essa técnica cura qualquer ferimento, doença ou veneno, estando apenas impossibilitada de atuar contra amputações e similares, uma vez que um membro perdido é impossível de ser restaurado com a Restauração Divina, além dos ataques venenosos ou que gerem doenças causados por cosmos superiores a seu próprio nível, além de dar o cosmo que Zenon ainda possui para o alvo. As pessoas atingidas pela técnica sentem-se imediatamente revigoradas e são automaticamente curadas até o ponto que a vitalidade e o cosmo retirados de Zenon permitirem. Depois de utilizar a técnica, Zenon automaticamente cai desmaiado, tendo apenas a regeneração da própria armadura para mantê-lo vivo. O alcance da técnica é de apenas 40 metros, e o dispêndio de cosmo é total, uma vez que o cavaleiro sacrifica a si mesmo em prol de um aliado, de modo a permitir que o mesmo continue em batalha. Note que o sacrifício de 100% de energia e vitalidade de Zenon recuperam apenas um máximo de 80% de ambos num alvo de nível A, variando para mais ou para menos dependendo do nível cósmico do alvo. Enquanto estiverem “transferindo” a energia (leva 4 turnos), Zenon e seu alvo se tornam imunes a qualquer ataque de nível B+ ou inferior, como se estivessem protegidos pela técnica Contenção Divina, mas os ataques de classe superior podem vencer essa barreira sem dificuldades (15% de vitalidade).

Nome da Técnica: Santo Graal, a Taça da Redenção Divina

Categoria: Estado/Ofensiva

Descrição: Essa é a técnica mais poderosa de Zenon, sendo seu único ataque direto aprendido em seu treinamento original. Concentrando o cosmo ao redor de seu corpo, o cavaleiro cria uma intensa luz azul, que preenche todo o espaço ocupado por ele. A energia aumenta até o ponto certo, quando Zenon então puxa ambos os braços para trás e concentra o cosmo dos punhos até a base das costas. Com um impulso, ele salta, gritando o nome do golpe, e é possível para os inimigos enxergarem por um breve instante um par de asas angelicais feitas de puro cosmo em suas costas. A energia concentrada do disparo então é arremessada na forma de uma enorme bola de energia cósmica brilhante e reluzente, como uma estrela de luz azul celeste. A bola de energia possui raio médio de cinco metros, e seu dano é poderoso, podendo facilmente matar um cavaleiro de cosmo inferior ou até mesmo igual a uma distância razoável. Normalmente, qualquer adversário que receba o golpe de frente ficará cego devido a enorme intensidade de cosmo luminoso imbuído na técnica, sendo privado deste sentido por alguns segundos ou até mesmo minutos preciosos. Qualquer adversário que esteja próximo ou dentro da área atingida poderá ouvir o bater de asas de um pássaro grande, remetendo a sua mente a imagem de um anjo celestial, com a espada da redenção pronta para desferir seu golpe.

Efeito: A Redenção Divina é técnica de ataque direto mais poderosa de Zenon, e possui uma força descomunal. O primeiro efeito é a cegueira temporária, gerada pela grande quantidade de luz gerada pela técnica em pouco tempo, atuando de cinco a dez turnos sobre o adversário (a critério do narrador). O segundo efeito é a grande bola de energia que ele arremessa, concentrada com uma quantidade muito alta de cosmo e, quando atinge o adversário, consegue facilmente destroçar seu corpo caso ele esteja desprovido de armadura. Em verdade, a energia cósmica de Zenon circula por dentro da bola, criando um pequeno vendaval, como se fosse o bater das asas de um anjo. Somado a isso a propriedade de deixar um adversário desprovido de sua visão, mesmo que este não seja atingido, esse ataque é considerado o trunfo do cavaleiro de prata, sendo utilizado como ultimo recurso em suas batalhas devido seu enorme poder destrutivo. A técnica pode ser lançada a até 40 metros de distância, e possui raio de 5 metros no total. O dano, que é Muito Alto (50%) ocorre em 100% na área de 5 metros da bola, e cai até 0% no limiar de 10 metros, variando 20% a cada metro a partir da área central. O gasto cósmico, como era de se esperar, é Muito alto!

Nome da Técnica: Santo Graal, a Lança Divina

Categoria: Ofensiva/Estado

Descrição: Zenon treinou esta técnica durante o período de trégua na guerra santa. Ele eleva seu cosmo, ampliando-o apenas um pouco, sendo contornado por uma aura azul clara, translúcida e brilhante. Ele estica a mão direita para o lado e em seu cosmo surge a imagem da taça, em tamanho menor, flutuando a poucos centímetros da palma da mão de Zenon. Quando ele a segura entre seus dedos, dois prolongamentos saem de seu centro, um para cima, em forma de ponta de lança, branca e brilhante, decorada com tons de dourado, e para baixo um cabo, também branco, decorado com fios de ouro e prata. Ele toma a lança em mãos, e então a arremessa na direção do alvo em alta velocidade, tentando perfurá-lo ou ao menos feri-lo de alguma maneira. No entanto, o maior perigo não é a lança per se, mas sim seu efeito: qualquer ferimento causado por ela é imbuído com o poder de cura de Zenon, mas invertido! Portanto, qualquer ferimento causado pela lança verterá sangue como uma fonte, podendo causar a morte do alvo mesmo depois que o próprio cavaleiro de Taça deixe este mundo.

Efeito: Zenon arremessa ou golpeia a curta distância com uma lança feita de pura cosmo energia um alvo único, que, ao acertar o alvo, causará um ferimento que não poderá ser curado por meios normais ou até mesmo repouso (Dano fica a cargo do narrador, mas só será alto se atingir áreas vitais). O ferimento continuará aberto, podendo matar o alvo mesmo depois da morte de Zenon, já que seu cosmo não desapareceria imediatamente deste mundo. O machucado só pode ser curado caso empregue-se uma técnica de cura de nível B+ ou superior, ou ainda caso Zenon fique sem cosmo para mantê-la, ou ainda, após sua morte ou desmaio, seguindo as regras abaixo. A técnica tem custo mediano-baixo para ser ativada, alcance de 75 metros e será sustentada por até 10 turnos (a cargo do narrador) após a morte ou desmaio do cavaleiro de Taça, como um efeito de seu cosmo remanescente neste mundo. O custo para manter a técnica ativa é muito-baixo, mas ferimentos cumulativos aumentam este custo (novamente, a cargo do narrador).

Nome da Técnica: Santo Graal, a Dama do Lago

Categoria: Ofensiva/Defensiva

Descrição: Zenon treinou está técnica para auxiliar a ele e a seus aliados na segunda parte da guerra santa. Zenon une suas mãos, como se estivesse rezando e, após concentrar-se em seu cosmo, o ambiente ao seu redor se modifica, e um lago de cosmo-energia da mesma tonalidade da do cavaleiro surge ao redor dele e de seu oponente. O lago não altera a configuração de terreno, mas assume sua forma, mesmo que este seja disforme, e torna o terreno levemente escorregadio. Em seguida, Zenon declara o nome da técnica, e a água parece se agitar em vários pontos, a escolha do cavaleiro. Em seguida, uma bela dama, trajando austeros trajes de um branco virginal surge, trazendo em sua mão estendida uma espada de cosmo energia azul celeste. Zenon, imitando a lenda do rei Arthur, saca a espada de suas mãos, e atacará o adversário com a arma. No entanto, ele não precisa estar perto do mesmo para que isso ocorra: A cada corte que ele realiza no ar, a própria Dama do Lago se ergue de dentro da água, e atacará com uma cópia da espada o inimigo do espanhol, e poderá até mesmo surgir frente aos aliados do mesmo, para protegê-los da fúria dos inimigos, rebatendo seus ataques. Esta técnica é uma das poucas técnicas ofensivas de Zenon que gastam uma quantidade baixa de cosmo, visto que nada mais do que um efeito visual para rajadas de cosmo concentrado.

Efeito: O cavaleiro de Taça cria uma área circular de 50 metros ao seu redor, que é preenchida por sua cosmo-energia num formato que lembra um calmo e plácido lago. O terreno per se mantém suas propriedades físicas normais, no entanto há a ilusão da perda de atrito, visto que alvos de nível cósmico até A não conseguem ver através da ilusão da água. Conjurada com um gasto cósmico mediano-baixo, esta técnica gasta uma quantidade baixa de cosmo a cada movimento de ataque (3-5% de dano) ou defesa (3-5% de defesa) realizado por Zenon, além de uma quantidade muito baixa para ser mantida ativa. Esta técnica pode ser usada como ataque e como defesa. Zenon também pode se mover e atacar com sua espada, mas raramente o faz, já que não é versado no uso da mesma, usando-a principalmente para se defender. Pode atacar ou defender até 2 alvos ao mesmo tempo (Zenon usa uma espada, e a Dama usa outra)


Nome da Técnica: Santo Graal, o Trono Perigoso

Categoria: Estado

Descrição: Esta técnica é considerada um ataque, embora não haja dano real ao alvo. Zenon abre os braços, como uma cruz, e então todo o ambiente escurece ao redor dele e do alvo, como se restassem apenas os dois no local. O cosmo de Zenon cresce exponencialmente, e sua imagem se converte numa cruz cristã, brilhante, de um azul celeste intenso. O som de trombetas é ouvido, e o vento sopra calmamente o rosto do alvo. Atrás do atingido, surge um objeto indefinido, inicialmente feito de cosmo, que se molda até transformar-se num trono dourado e vermelho. O resto do ambiente ganha cores, transformando-se numa sala de pé direito alto, ricamente decorada e adornada com jóias e pinturas, todas de alto valor, e dois portais, um para a esquerda do trono, outro para a direita. No centro da sala, frente ao trono, existe uma mesa perfeitamente redonda, cercada por 12 cadeiras idênticas, de espaldar alto e ricamente adornadas, mas ainda de menor valor que o trono. O atingido então é empurrado por mãos invisíveis, e houve vozes, sendo direcionado ao trono. Ao redor da mesa, os lugares agora encontram-se ocupados por homens em roupas de cavaleiros medievais, todos com suas taças, prontos para um brinde ao honrado guerreiro que retornou de sua busca pela santa taça, o Graal. Assim que ele se senta no trono e toma a taça em suas mãos, um brinde é feito, e uma festa tem inicio. Esta festa durará pelo que parece ser uma eternidade, prendendo o alvo a mesma, deixando seu corpo carnal a mercê do cavaleiro de Taça, como se sua alma houvesse sido colocada num sonho. Caso o atingido tente fugir por qualquer uma das portas, ele apenas retorna pela porta oposta, como se fosse um elo sem fim.

Efeito: Esta técnica é um poderoso ataque ilusório, de efeito único, que atinge apenas um alvo, a até 40 metros de distância. O custo cósmico para criar a técnica é alto, e médio-baixo para manter. Quando dentro do sonho, o personagem atingido, se for de cosmo igual ou inferior, começa a perder gradativamente o senso de realidade, divertindo-se na festa, podendo até mesmo nunca mais voltar para seu corpo, mesmo que a técnica seja cancelada posteriormente pelo cavaleiro de taça; quando isso ocorre, seu corpo continuará onde está, em animação suspensa, podendo morrer por falta de alimento ou graças a ataques de outras fontes, já que o próprio alvo preferiu estar no sonho do que em sua vida real. Adversários de cosmo superior também caem no sonho, mas podem aumentar seus cosmos e se desvencilhar mais facilmente, embora nem todos tenham a tendência de fugir de um belo sonho. Adversários de qualquer cosmo que sigam o sonho e consumam a bebida que existe no Cálice do Graal que lhes é ofertado, sentem uma dificuldade maior de se desvencilhar da técnica, como se a bebida lhes tirasse a força de vontade (a cargo do Narrador). Para efeitos de jogo, qualquer ser afetado por esta técnica automaticamente viaja, em forma de espírito, para uma região dentro de Morphia, o mundo do sonho dos heróis, onde viverá uma parte do sonho de Galahad, o cavaleiro da mítica lenda do rei Arthur, que obteve o cálice Sagrado do Graal. Qualquer atingido que viva dentro do sonho por 5 ou mais turnos cairá dentro de sua graça total, mas os efeitos finais ficam a cargo do narrador. O tempo para cair diretamente dentro de Morphia também depende do narrador. Todo e qualquer ser que seja atingido pela técnica pode ser facilmente alcançado por Morpheus, que saberá sem muita dificuldade que o "presente" veio de Zenon, podendo inclusive interromper o sonho ou altera-lo ao seu bel prazer.



[align=right]HABILIDADES[/align]


Nome da Habilidade: Toque do Reconforto

Descrição: Desde criança, o jovem garoto sempre possuiu o poder de concentrar o cosmo nas mãos, podendo curar diversos tipos de ferimentos e doenças mediante o desgaste de sua própria energia cósmica. Qualquer tipo de doença, ferimento ou veneno pode ser curado desta maneira, desde que o alvo esteja no alcance do toque da mão de Zenon. Para quem olha de fora, a imagem é de um cosmo cor de prata pura, que brilha intensamente entre a mão do cavaleiro de taça e o local afligido. Para doenças que afetam o corpo inteiro, como sarampo ou moléstias piores, o cavaleiro concentra seu cosmo no centro do peito do afligido.

Efeito: O cavaleiro de prata pode curar qualquer tipo de ferimento ou doença em seus alvos, desde que gaste uma quantidade de cosmo equivalente ao mal que está sendo curado (a cargo do Narrador), seguindo uma média de 1% de cosmo para 5% de vitalidade. O dispêndio de cosmo nessa habilidade varia de baixo a alto, dependendo da seriedade do ferimento ou doença, e o tempo necessário para seu uso impede que seja utilizada efetivamente em combates. Zenon não pode curar a si mesmo com essa habilidade, e nem tão pouco males que sejam gerados por cosmo superior ao seu, como venenos ou doenças. Ele pode curar amputações, mas apenas se o local atingido e sua parte correspondente estiverem em seu poder, e não houverem se passado mais do que uma hora do ocorrido, caso no qual a restauração se torna impossível para o cavaleiro.

Nome da Habilidade: Reconforto

Descrição: A armadura de Taça, em união com o cosmo de Zenon, cria uma aura de paz e quietude, onde toda e qualquer moléstia pode ser curada. Esta aura de energia luminosa e branca parece fluir do topo da cabeça do cavaleiro de prata, dirigindo-se em direção ao solo e espalhando-se de forma circular e uniforme, em um raio de até 25 metros de onde estão posicionados os pés do cavaleiro. Ele permanece parado enquanto a habilidade é conjurada, normalmente fazendo com que ele seja confundido com um anjo pelas pessoas que o observam e desconheçam o poder dos Santos de Athena. Em combate, esta habilidade pode ser utilizada, mas é impossível para Zenon se mover enquanto a utiliza, tornando-se apenas uma habilidade de suporte.

Efeito: Esta habilidade concentra os poderes latentes de Zenon de curar pessoas através de suas mãos em união com a armadura (só podendo, portanto, ser usada enquanto ele estiver trajando a armadura de taça), aumentando em muito os poderes curativos do cavaleiro (cura até 7% de vitalidade com 1% de cosmo). O dispêndio de cosmo é pequeno se comparado com os gastos da habilidade Toque do Reconforto em pacientes terminais, mas pode ser muito maior caso a doença ou ferimento a ser tratado seja mortal ou raro. Essa habilidade também neutraliza venenos enquanto o afligido estiver dentro da área delimitada pela habilidade. Como dito anteriormente, Reconforto é uma habilidade em área, portanto pode curar mais de uma pessoa ao mesmo tempo, no entanto drenando o cosmo de Zenon de forma mais rápida que o habitual, já que a porcentagem de cura é dividida entre os alvos, e não individual. Esta habilidade afeta Zenon da mesma forma que afeta seus alvos, curando-o, mas deixando-o estafado ao mesmo tempo: após o término da técnica, ele ficará durante um turno sem poder usar nenhuma de suas técnicas cósmicas, embora ainda possa usar o cosmo para se esquivar de forma básica(a critério do narrador).

Nome da Habilidade: Regeneração

Descrição: A armadura de prata de taça, quando usada por Zenon, ativa suas habilidades regenerativas, exibindo uma aura fraca de cosmo prateado ao redor das bordas. Enquanto está usando sua armadura, o Cavaleiro de Prata parece ser praticamente imune a qualquer ferimento pequeno, e ferimentos medianos parecem ser curados rapidamente. Não é raro vê-lo se levantar segundos após ter sido golpeado a ponto de desmaiar, encarando novamente seus adversários.

Efeito: A partir de uma pequena parcela do cosmo do cavaleiro, a armadura pode curar ferimentos superficiais que o aflijam (1% de cosmo para 3% de regeneração imediata). Ela também tem o poder de curar ferimentos maiores, a partir de um dispêndio maior de cosmo (a cargo do Narrador). Ela também impede que o cavaleiro desmaie em combate, a menos que não haja cosmo suficiente para curar o ferimento ou a causa da concussão, caso no qual ele desmaiará. A armadura também o torna extremamente resistente a qualquer veneno, natural ou cósmico, desde que seja de ordem igual ou inferior, já que gasta uma parcela muito baixa do cosmo do cavaleiro para anular os efeitos do mesmo (em caso de técnicas, fica a cargo do narrador o gasto cósmico). Um veneno proveniente de um poder maior que o cosmo de Zenon o afetará de forma retardada.

Nome da Habilidade: Conhecimentos Sobre Medicina Avançados

Descrição: Devido suas habilidades com cura e sua sede de saber, Zenon é capaz de reconhecer uma doença que já tenha visto alguma vez na vida com um simples olhar. Sua capacidade em medicina lhe permite também reconhecer ferimentos e saber como tratá-los da forma mais eficiente possível, já que assim ele pode gastar menos cosmo durante o uso de suas habilidades para aquele caso.

Efeito: Permite que o gasto cósmico no uso de habilidades e técnicas de cura seja reduzido em uma graduação (alto cai para médio-alto, médio para médio-baixo, baixo para muito baixo, seguindo sempre essa lógica) quando o cavaleiro de taça tem tempo de observar o caso com atenção e, se não conhecê-lo, ter tempo de pesquisar ou ler a respeito do mesmo. Obviamente, essa habilidade é inútil em combate, visto que demora um certo tempo para ser “ativada”. O tempo de ativação é de no mínimo um turno, salvo para cortes e contusões simples, cujos quais não há necessidade de pesquisa prévia, surtindo efeito automático, curando até um máximo de 10% para 1% de cosmo no caso da habilidade Reconforto e 7% para 1% de cosmo no Toque do Reconforto. A palavra final cabe sempre ao narrador.

Nome da Habilidade: Status Sagrado

Descrição: O cálice do Graal é um objeto lendário, dito como a taça com a qual Jesus bebeu o ultimo vinho com seus discípulos antes de ser entregue por Judas a seus perseguidores. Zenon, como cavaleiro de Taça, possui a qualidade de ser reconhecido como sagrado, como se seu cosmo fluísse e mesmo as pessoas normais pudessem senti-lo. Esta habilidade despertou assim que o mesmo enfrentou sua missão junto de Luzia e Liah na igreja, tornando-se uma marca registrada do guerreiro. Devido a isso, Zenon chama atenção desnecessária por onde passa, mas quando é detectado por alguém, é tratado como um mensageiro dos céus, um verdadeiro anjo. Religiosos prostram-se aos seus pés, hereges desejam queimá-lo vivo e até mesmo os menos devotos mostram que o respeitam, embora não entendam o por que.

Efeito: Qualquer criatura que não domine o cosmo é levado a crer que o cosmo de Zenon é uma emanação da força divina. Embora este efeito possa variar de individuo para individuo, dependendo unicamente de suas crenças e opiniões, ele sempre é chocante, tanto positivamente quanto negativamente. Crentes tendem a louvá-lo, fora de suas consciências, como se ele fosse algo sagrado. Descrentes o tratam como se fosse apenas diferente, o suficiente para lhe dar preferência em situações. Todo e qualquer inquisidor que não manipule cosmo o tratará como uma divindade menor, um anjo, e poderá até mesmo acatar com grande facilidade seus pedidos e ordens. Pessoas que possuem cosmo também notam esta bela aura, mas não caíram em seus truques. A palavra final cabe sempre ao narrador, mas qualquer pessoa que possa ver Zenon pode ser afetado por sua aura.


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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]HISTÓRIA[/align]



Isabel tinha quinze anos quando se casou com seu primo de primeiro grau, Filipe, que tinha o dobro de sua idade. Ambos moravam em Toledo, na Espanha. Na época, era costume que parentes se casassem entre si para manter a linhagem pura e para que a herança não saísse da família, de modo a mantê-la sempre rica. Porém, esse casamento havia sido predito como amaldiçoado pela a avó de Isabel, uma vez que eles eram primos em primeiro grau, o que ia contra o ideal matrimonial da igreja católica, a fé cega que guiava a avó.

Após cinco anos juntos, o casal finalmente consegue gerar o fruto de seu amor: Isabel estava grávida e os amantes, bem como todos os seus criados, estavam felizes, animados com a chegada de uma nova vida naquela casa. A gestação durou aproximadamente nove meses, durante os quais a saúde da jovem moça não sofreu nenhum abalo, o que era um bom sinal. Aparentemente, a avó tinha errado em seu julgamento, o que deixava Filipe e sua esposa muito felizes.

Em dez de junho de mil quinhentos e vinte e três, Isabel já completara 21 anos, e seu marido, 35. Aproximava-se o momento do nascimento da criança tão almejada. A avó de Isabel estava presente no momento, aguardando ao lado da parteira, aparentemente checando se sua maldição havia dado certo ou não. O primeiro filho a nascer era um lindo menino. Filipe, orgulhoso porque teria um herdeiro varão, teve uma linda surpresa: Isabel começou a entrar em trabalho de parto novamente! A mulher teria mais uma criança, sendo uma menina desta vez.

A avó, ao ver os pequenos lado a lado, bradou em alto e bom som novamente a maldição, dizendo que era ali que o mau agouro deles começava, pois, em sua visão, aquela união maldita geraria os frutos do tormento eterno. Os pais, sem acreditar na senhora, continuavam felizes pelos seus primeiros filhos. Afinal, os dois aparentavam uma boa saúde e seus cabelos eram de cor castanho-clara, motivos para os pais não aceitarem a superstição da senhora até então, uma vez que, segundo histórias contadas de boca em boca, as crianças malditas aos olhos de Deus teriam cabelos na cor de fogo e olhos de cores anormais, trazendo seu infortúnio impresso na face.

Após deixar as crianças por quase quarenta dias em um quarto escuro, sendo tratados dia a dia por amas, um costume de época que era necessário para evitar ferir os olhos dos pequeninos, eles finalmente abriram os olhos. Os pais tiveram então o primeiro sinal de que a senhora estava certa: a cor roxa dos olhos chamava a atenção de qualquer um, sendo um indicio direto da presença denominada como demoníaca pela igreja e pela Inquisição Espanhola. Decididos a esconder as crianças que tanto amavam de tudo e de todos, tornaram a área da casa onde Zenon e Luzia viviam proibida de ser visitada por qualquer pessoa ou serviçal.

As crianças foram educadas pelos pais, aprendendo a falar, escrever e ler em espanhol, sua língua natal, além de latim, a língua usada nos escritos sagrados e em muitos livros da época. A partir do cinco anos, Luzia foi instruída na arte de tocar lira, um instrumento antigo e tradicional da família, enquanto Zenon, que não possuía aptidão com nenhum instrumento musical, lia livros e mais livros de estudos médicos e similares, o que os fez despertar seus poderes de forma inconsciente. Após dez anos de pura alegria, essa felicidade acaba quando uma empregada nova na casa houve uma bela música vinda de um instrumento estranho para ela. Ao seguir o som, desconhecendo a restrição imposta por seus senhores, à jovem adentra a porta do quarto onde as crianças passavam a maior parte do dia. Seu olhar passou por ambas as crianças e, então, seu coração disparou, fazendo-a tomar um susto ao fitar seus olhos. Sua primeira reação foi deixar cair a bandeja com as xícaras de chá e o bule que estava levando, para em seguida se desequilibrar e cair no chão, machucando a mão no trajeto até o solo.

Como as crianças nunca tiveram contato com outras pessoas a não ser os pais, que os ensinaram que deveriam ser educados e ajudar sempre ao próximo, Zenon, que já sabia utilizar a base de seu cosmo para curar (algo que nasceu com ele), aproximou-se da garota e, usando sua habilidade, curou a mão da empregada, fazendo-a levar outro susto, maior que o anterior. Os pais, ao ouvirem o grito assustado da empregada, correram até o quarto, já temendo o pior. Ao ver que os dois estavam em contato com a mulher, tiveram certeza de que aquele seria provavelmente o último dia de felicidade daquela família. A empregada, entremeando a respiração com suspiros exasperados, apenas conseguiu pronunciar a palavra “Bruxo” para Zenon e Luzia, e então, segurando o rosário de madeira, saiu correndo dali em direção à rua.

Os pais, preocupados com a segurança dos filhos depois daquele episódio desastroso, na mesma noite pediram para o mordomo levar as crianças para Valência, dando-lhes dinheiro em uma sacola, praticamente uma pequena fortuna. Os filhos não entendiam o que estava acontecendo, e a única coisa que tiveram tempo de perguntar foi um “por quê?” entremeado de lágrimas e soluços devido à idéia de separação. A resposta saiu da boca de Isabel ao mesmo tempo em que Filipe corria em direção à porta principal da mansão, baixando a trava de madeira maciça. A única coisa que eles foram capazes de ouvir foi um abafado “porque amamos vocês...”, e depois a voz da multidão enfurecida pela fé cega encheu seus ouvidos. O mordomo, sempre um fiel serviçal da família, correu com as duas crianças, saindo pela parte de trás da casa, atravessando o jardim e rumando para as ruas fechadas da cidade-fortaleza, já coberta pelas trevas.

Quando já estavam longe de casa e só conseguiam enxergar seu amado lar apenas como um pequeno ponto, eles observaram o local onde moraram por dez anos pegando fogo. Luzia, imaginando o que havia acontecido, pegou sua lira em mãos e começou a tocar uma melodia triste, recheada de saudades, algo que faria com que ela e Zenon lembrassem sempre de seus pais. Zenon ficou a maior parte do tempo encostado em uma árvore, amaldiçoando o destino. Porque seus pais tinham de sofrer? O que eles haviam feito para merecer aquilo? No entanto, suas conjecturas foram interrompidas e substituídas pelo doce som da lira de sua irmã, causando uma calmaria gostosa no coração. Após quase dois minutos de música, o mordomo os puxou rumo ao seu destino, uma vez que era possível ver a movimentação de tochas nas ruas de Toledo. Provavelmente, ainda estavam atrás deles.

Após alguns dias de peleja pelas montanhas e pradarias da Espanha, eles conseguiram chegar à cidade costeira de Valencia. O mordomo os levou até o porto, deixando-os próximos a um local com vários barris de especiarias e outros bens de troca comum. Após vários minutos, as crianças viram o mordomo se aproximar, acompanhado por várias pessoas com tochas em mãos. Em um instinto de sobrevivência, Zenon puxou a mão de Luzia, correndo na direção de um barco que estava aportado próximo a eles. O mordomo os havia traído, levando consigo todo o dinheiro que eles tinham, deixando-os somente com algumas provisões.

Eles correram pelo convés aberto, desviaram-se rapidamente ao ver um marujo e mergulharam dentro de um barco suspenso, coberto por um pano. Após algumas horas ouvindo vozes e sons, os corpos de Zenon e de sua irmã começaram a se mover, deixando-os com medo. Numa rápida espiadela, o garoto viu que o barco estava se afastando do porto. O medo começou a aumentar mais e mais. No entanto, tinham ainda mais medo de saírem e serem perseguidos, como a alguns minutos, do que continuarem ali e irem para um lugar desconhecido. Os dois dormiam a maior parte do tempo, para não sentirem fome. Ao sentirem o tranco do barco parando, eles descem na primeira oportunidade, se escondendo primeiramente na floresta.

Depois de passarem a noite ao relento, ainda dentro da mata, o sol nasceu bem diante deles, mostrando todo o esplendor por sobre o mar. Luzia, com seus ouvidos mais apurados, chamou a atenção de Zenon, dizendo que ouvia vozes ao longe. Zenon, mais seguro depois de uma noite calma de sono, puxou a mão de sua irmã gêmea, levando-a para a direção do som. Ao chegarem lá, eles encontraram uma pequena vila, com não mais de vinte casas, com crianças brincando e adultos trabalhando ao redor. As pessoas trabalhavam sem parar, aparentemente cansadas e sem ânimo, enquanto as crianças pareciam desanimadas, como se não tivessem mais com o que brincar. Luzia, com o coração triste de ver aquela cena, pegou sua lira, começando a tocá-la. O som da música era calmo e belo, trazendo paz aos ouvidos de Zenon e de todos ali perto. O jovem garoto também queria poder fazer algo por aquelas pessoas, mas a única coisa que pôde fazer foi usar seu poder de regeneração para curar um pequeno garotinho, que havia se machucado ao cair, ralando os joelhos.

As pessoas se aproximaram, parando de fazer o que estavam fazendo, ouvindo o som da Lira da pequena menina. Zenon chamou a atenção de sua irmã, fazendo com que ela parasse de tocar por um instante, para agradecer aqueles que a ouviam. No entanto, mal os dedos dela pararam de tocar nas cordas do instrumento, uma pedra voou na direção dos irmãos, acertando Zenon nas costas. As pessoas, após despertarem daquele transe induzido pela música de sua irmã, começaram a ficar furiosas, chamando-os por nomes que eles nunca haviam ouvido antes e arremessando pedras contra eles. Desesperados, eles correram e se separaram, indo um para cada lado, combinando com sinais de cabeça de se encontrar na floresta onde haviam passado a noite. Luzia deixou seu instrumento com Zenon, e correu em disparada pelo caminho mais curto, enquanto a outra criança seguiu pelo lado oposto. Após vários minutos correndo e se desviando de árvores e pedras, Zenon já se sentia seguro. Mas onde estaria Luzia? Ela tinha ido pelo lado mais curto, e ainda assim não havia chegado ainda. Preocupado com a única pessoa que ainda restava em sua família, Zenon começou a andar nos arredores, procurando-a. Após quase dez minutos de procura, o garoto encontrou sua irmã, cansada, sentada em uma pedra. Eles se abraçaram, sorrindo e congratulando a si mesmos em espanhol pela fuga. Para a surpresa deles, um homem vestido com uma túnica branca tinha seguido os dois. Ele tinha aparentemente 40 anos, possuindo cabelos loiros - já grisalhos - e pele bronzeada de sol.

Luzia se encolheu, abraçando o instrumento musical. Zenon, em contrapartida, saltou na frente da irmã, como se estivesse ali para defendê-la, mas era fácil para qualquer pessoa notar que o jovem tremia da cabeça aos pés devido ao medo e o temor de serem perseguidos de novo. No entanto, para a surpresa dos dois, o senhor estendeu os braços, oferecendo algumas frutas e um pouco de água fresca. Seu sorriso bondoso lembrava, de alguma maneira, o sorriso que Filipe abria sempre que os via fazer algo certo, o que espantou instantaneamente todos os receios de Zenon. Luzia demorou um pouco mais, mas acabou cedendo ao ver o irmão aceitando as oferendas daquele senhor. Eles começaram a comer com bastante afinco, já que durante a viagem não haviam comido nada, e a água parecia a coisa mais deliciosa do mundo.

Quando eles terminaram de comer, o homem bondosamente sorria para eles, perguntando o nome dos dois. Quando lhe responderam, pôde-se notar certa confusão por parte do homem. Aparentemente, ele não entendia o idioma dos pequenos perfeitamente, seguindo por dedução o que estavam dizendo. Quando conseguiu finalmente entender seus nomes, ele se apresentou como Remy.

O senhor os chamou para perto, e tentou conversar com eles, sendo obrigado a trabalhar mais com mímica e gestos para fazê-los associar palavras do que com a fala propriamente dita, o que divertiu e muito os tristes órfãos. Após um pouco de dificuldade, ele conseguiu explicar para os garotos que eles possuíam um poder que todo ser humano possuía dentro de si, uma força que era capaz de fazer qualquer coisa. Neles, diferente de em outros humanos, essa força já havia despertado, mas ainda era inconsciente, fraca. Ele se ofereceu para ensiná-los a manipular essa energia, de modo a poderem confiar nela algum dia caso fossem atacados novamente pela população.

E assim se passaram cinco anos, com Zenon e Luzia, cada um a seu modo, aprendendo com Remy como controlar o cosmo para criar suas habilidades e poderes. Zenon treinou com muito afinco, mas sua energia era completamente diferente de Luzia, fazendo com que a criança precisasse moldar seu cosmo de um jeito próprio, único, muito diferente das habilidades especiais de sua irmã. Seus poderes eram voltados à cura e a defesa, protegendo e recuperando tudo o que ele tocava. Seu poder era extremamente benevolente, carregado de energia, com uma força revigorante única. Os dias ao lado de Remy e Luzia o deixavam muito feliz e relaxado, preenchendo seu coração de alegria. Quando não estava treinando ou acompanhando Luzia em suas performances, Zenon gastava seu tempo lendo a coleção de livros sobre medicina de Remy, aumentando seus conhecimentos sobre aquele assunto que tanto lhe agradava.

O mestre deles sempre lhes contava belas histórias, dignas de serem chamadas de lendas, mas que por algum motivo pareciam preencher a mente dos dois jovens com uma verdade cósmica praticamente infinita, como se tudo o que ele contasse ocupasse um espaço que já estava reservado na mente das crianças pelo próprio cosmo das mesmas. Ele lhes ensinou sobre a história das constelações, sobre o zodíaco, e contou a eles sobre Athena e a guerra vindoura. Ele próprio os deixou estupefatos quando um dia revelou que seu conhecimento não era vindo de livros ou observação, mas sim de vivência: Remy foi por vários anos conhecido como Cavaleiro de Prata de Taça, um ferrenho defensor da justiça da deusa da guerra e da sabedoria. Em vários pontos de suas histórias épicas, ele falava sobre diversos nomes de companheiros de armas: Altair, Aurelius, Kouko, Uthred e, em principal, Benoite. Suas memórias sobre essa última eram incrivelmente detalhadas e transpiravam uma saudade latente, que podia ser sentida em seu cosmo. Quando questionado a respeito, ele sorriu, um sorriso alegre e triste ao mesmo tempo. Benoite de Lira era sua companheira de armas, com a qual ergueu o estandarte de Athena várias vezes em missão e, como se isso não fosse o bastante, sua esposa, após deixarem o serviço como cavaleiros. Ela havia morrido poucos anos antes da chegada das crianças, vitima de uma doença que o cavaleiro não foi capaz de curar com seus poderes.

Passados mais alguns anos, os três ainda se mantinham naquela ilha, isolados dos outros moradores, vivendo com alegria, embora fosse evidente que a saúde de Remy também estava enfraquecendo lentamente, como se os anos estivessem cobrando o preço devido ao seu passado e à sua história. As crianças, agora adolescentes, cuidavam sempre do antigo cavaleiro de prata, amando-o como um segundo pai.

Ao completar vinte anos, Zenon era um rapaz bem constituído e inteligente, tendo aprendido a maior parte das coisas que seu mestre poderia lhe ensinar. Seus conhecimentos foram expandidos, tornando-o hábil até mesmo para realizar cirurgias e curar os mais variados ferimentos e moléstias. Além disso, seu cosmo era pleno e poderoso, sendo usado em suas técnicas com maestria. Seus conhecimentos sobre línguas havia se expandido, agora permitindo que ele conhecesse o espanhol, sua língua natal, além de dominar o francês e o italiano, conhecendo um básico de grego, apenas para comunicação.

Para Zenon, a vida ao lado de Remy e Luzia duraria para sempre naquele reduto de paz. Mas a história nem sempre pode ser como se deseja: quando os gêmeos completaram exatamente vinte anos, Remy faleceu, aparentemente de velhice e cansaço, mas não sem antes deixar-lhes uma carta com a localização dos dois bens mais preciosos que ele ainda possuía consigo: a Armadura de Prata de Taça e a Armadura de Prata de Lira, respectivamente as antigas indumentárias dele e de sua amada esposa, Benoite. Remy queria que aquelas armaduras fossem levadas daquela ilha de volta para o Santuário, uma vez que a guerra contra Hades e suas 108 estrelas maléficas se aproximava, e os guerreiros de Athena iriam precisar de toda a força possível. Depois de chorar a morte do mestre, Zenon e Luzia se dirigiram à caverna onde estavam ocultas as caixas de pandora com as armaduras sagradas. Após encontrá-las, começaram a levá-las consigo.
Quando saíram da caverna, encontraram-se frente a frente com guerreiros trajando armaduras cor de prata e portando espadas enormes, com crucifixos dourados, costurados em capas na cor vermelho-escarlate, que pendiam de seus ombros e tremulavam ao vento. Era possível sentir uma fogueira em seus pequenos cosmos, que queimava com uma fé cega e devoção aparentemente sem limites, seguidos pela população, furiosa e temerosa, ainda os chamando de bruxos. Zenon, com a caixa de pandora da armadura de taça nas costas, ampliou seu cosmo, utilizando-se de sua habilidade para criar barreiras individuais, prendendo todos os inquisidores, exceto dois deles, que partiam pro ataque na direção de ambos. A garota pegou sua antiga Lira e começou a tocar uma música calma e cheia de esperança, que fez com que a população recuasse, perdendo a vontade de lutar.

Quando os dois inquisidores foram atacar Luzia e Zenon, seus cosmos se acenderam e brilharam em conjunto com as estrelas, e as armaduras que estavam dentro das caixas de pandora saíram, recobrindo seus corpos e protegendo-os do ataque das espadas dos adversários. Com seu cosmo aceso, eles afastaram os soldados e partiram em disparada.

Aproveitando-se da velocidade recém-adquirida, Zenon deixou que Luzia prestasse uma última homenagem a Remy. Após isso feito, eles conseguiram contratar um barco com as economias que o antigo cavaleiro de taça havia deixado, e rumaram para a Grécia, agora consagrados cavaleiros pelas armaduras de prata que tencionavam devolver.

Após dois dias em alto-mar, onde eles aprenderam um pouco do convívio humano com os tripulantes a bordo. Ademais, os gêmeos conseguiram guardar suas armaduras nas caixas de pandora através do cosmo, o que era uma benção. Carregar aquelas coisas metálicas o tempo todo chamava muita atenção dentro da embarcação, o que não era o que eles desejavam. Quando terminaram a viagem, estavam na costa da Grécia, em algum ponto desconhecido para eles. Sabendo pouco do idioma grego, a única coisa que foi capaz de guiá-los até o Santuário foi uma variedade enorme de cosmos diferentes, que pareciam estar concentrados em uma única área. Eles começaram a correr em meio à cidade e, após mal saírem da mesma, suas caixas de pandora se abriram, revestindo seus corpos. Auxiliados pelo cosmo, eles começaram a correr na velocidade do som, chegando em menos de dez minutos ao que parecia ser um alegre e calmo vilarejo, onde o cosmo podia ser sentido em várias direções. Eles sabiam que, a partir dali, sua vida mudaria completamente, e que eles ainda tinham um longo caminho para seguir, principalmente para se apresentarem até o Grande Mestre, pois teriam de cruzar as doze casas zodiacais, guardadas pelos mais poderosos cavaleiros da ordem de Athena: os santos dourados, conhecidos como Cavaleiros de Ouro, guardiões das casas que protegem o Santuário e portadores das armaduras representantes das constelações solares.

Trajando suas armaduras e com as caixas de pandora nas costas, eles observavam tudo ao redor, estranhando e muito aquele local. Pela primeira vez, não estavam sendo caçados. Isso fez com que Zenon abrisse um sorriso de orelha a orelha, feliz com aquilo. Eles resolveram sentar-se sob uma antiga coluna de mármore caída, provavelmente muito antiga, para descansarem. O momento de sossego durou pouco: um barulho de algo se quebrando seguido de um choro foi ouvido logo em seguida, vindo de uma direção ao norte da posição deles. Luzia saltou primeiro, e foi seguida pro Zenon, chegando a um local onde uma criança estava caída no chão, com um vaso de cerâmica enorme caído ao lado do corpo, totalmente estraçalhado. A criança sangrava em profusão e provavelmente não duraria muito devido seu estado atual. Um cosmo foi sentido se aproximando rapidamente, e eles puderam ver uma pessoa parando próximo à criança, com uma armadura de tons lilases. Essa pessoa estava trajando uma armadura parecida com a deles, provavelmente deveria ser um cavaleiro, mas Zenon não tinha idéia de a qual ordem pertencia.

O cosmo do guerreiro se irradiou, tentando, sem sucesso, estancar aquela enorme hemorragia, praticamente de corpo todo. Zenon olhou para sua irmã gêmea, e o sorriso que deu foi o suficiente para que ela entendesse. Luzia começou a tocar a lira de sua armadura, uma canção calma e reconfortante, que parecia retirar todo o estresse que ocorria no local. O cavaleiro de taça se aproximou do guerreiro e, com um “com licença” carregado de sotaque espanhol, começou a aquecer seu cosmo, colocando a palma estendida sob o corpo da criança. Seu cosmo era de um azul bem claro, contrastando com o céu grego, e os ferimentos da criança começaram a ser curados rapidamente, como se estivessem sendo fechados instantaneamente com a habilidade do cavaleiro de Taça.

A criança se levantou, e a população pareceu estar frente a um milagre. Aquela criança, que estava até então frente à morte certa, agora estava de pé, correndo de volta para os braços de sua mãe, sorrindo e pronta para brincar. Zenon voltou para o lado de sua irmã, que havia parado neste instante de tocar. Os dois sorriram para a população, sendo ovacionados com aplausos e comentários. O cavaleiro à frente deles se aproximou de ambos, olhando-os intrigado, e começou a fazer várias perguntas em grego. Sem saber o que fazer, Zenon apenas pediu calma, usando sinais de mão, e então conseguiu descobrir que aquele que trajava aquela armadura era Maeveen, cavaleiro de prata da constelação de Órion. Após uma conversa que mais parecia um show de pantomima dos teatros gregos, eles conseguiram conversar e pedir ao cavaleiro de prata que os apresentasse ao Grande Mestre, já que eles mal conseguiam falar grego. E assim eles se uniram ao cavaleiro, aguardando para serem apresentados.



[align=right]PRÓLOGO 1543-1548[/align]





Assim que a defesa do Santuário foi bem-sucedida e os espíritos dos espectros presos, o tempo seria de reconstrução do santuário e treinamento de novos cavaleiros, afinal o santuário perdeu boa parte das tropas e o local também estava destruído. Os gêmeos tentavam ajudar como podiam; Zenon, como médico regular e cósmico, atuou na enfermaria, cuidando dos feridos e ocasionalmente ajudando na reconstrução do Santuário, tanto com sua força como com sua regeneração avançada, que permitiam que seus aliados trabalhassem por mais tempo e em maior segurança.

Mas como se fosse um estigma, após um mês ajudando as pessoas com seus dons medicinais, Zenon e sua irmã Luzia foram chamados por Athena, imaginando que provavelmente nada de bom os aguardava no salão do Grande Mestre. Assim, ao chegar perante Aya, ele ouvia calmamente os comentários da Deusa sobre a Igreja católica e suas pretensões, e como se fosse mágica, ela soubera que os três, Liah, Luzia e Zenon, haviam tido suas vidas mudadas pela inquisição. E assim daria uma missão para os três: ela mandaria os gêmeos para Espanha, para tentarem descobrir o máximo do que podiam sobre o rumor da Igreja católica e da Inquisição, tendo um prazo de permanência de duas semanas. Em seguida deveriam ir para Roma encontrar dois espiões do Santuário, Kouko e Altair, irmãos gêmeos que foram os responsáveis por informar o Grande-Mestre da provável presença de Athena em Roma. Eles repassariam as informações e então receberiam novas instruções lá. Sem mais nenhuma instrução a dizer a Deusa apenas deseja sorte e se despede. Assim os cavaleiros deixam a presença de Aya e iniciam suas viagens.

Zenon e Luzia voltaram à Espanha, sentindo toda a vontade de descobrir o que tivera acontecido a sua casa e a sua família, no entanto seu dever como cavaleiros de Athena falava mais alto, impelindo-os a completar sua missão. Eles foram então pesquisar pelas cidades, conversando com pessoas, de vários níveis sociais, mantendo sempre ocultas as suas intenções o máximo que podiam.

Eles descobriram que o movimento protestante, iniciado por Martinho Lutero em 1517, havia conquistado bastante força. Tanto que a Igreja Católica, dizia-se aos quatro ventos, planejava uma retaliação em pouco tempo, para conter a “praga protestante” que ganhava muitos adeptos na Espanha. Ao regressarem a Valencia e buscarem informações, descobrem boatos de corrupção entre os membros de mais alto cargo da Igreja Católica. Segundo o que se dizia, o celibato já não era mais observado. Muitos bispos tinham filhos bastardos que se misturavam com os filhos da nobreza, reclamando muitas vezes o sangue de que eram herdeiros.

O rumor principal era acerca de Dom Pedro Gonzáles de Mendonça, arcebispo de Toledo, que apontava que o religioso teria dois filhos bastardos. O pior de tudo é que, enquanto isto se verificava no alto clero, no baixo clero os padres paroquianos viviam abertamente com as suas concubinas e seus filhos. Muitos sacerdotes chegaram a ter filhos com mais de uma mulher, escancarando a “crise”. A ética e a moral da igreja estavam abaladas, o que apontava para uma corrupção sem precedentes da igreja e todos os seus membros. O que antes era um movimento “preventivo” (a Inquisição) poderia ter razões muito mais obscuras.

Surpresos com o que tinham conseguido, após o término do prazo, eles rumavam para Roma. Chegando lá os gêmeos são encontrados por Altair, Ex-Amazona de Águia. A missão dada agora era adentrar o Palácio de Latrão e conseguir informações decisivas sobre a Inquisição. Athena desconfiava que a Igreja Católica havia, de alguma forma, se associado a Hades, e provar isso poderia exigir que uma nova estratégia fosse adotada nos rumos da guerra santa.

O Palácio de Latrão era guardado ostensivamente, mas sua guarda não era páreo para os cavaleiros de Athena. Fosse pela melodia da lira de Luzia ou pelos movimentos ginásticos de Liah, eles facilmente seriam subjugados. Ao adentrar, porém, o palácio, eles logo perceberam que algo estava errado. Os três sentiram um rastro de cosmo-energia, que reconheceram ser de um espectro de Hades. A partir de então Liah sumia da vista dos gêmeos, enquanto isso os gêmeos adentravam por outro corredor, oposto ao qual Liah tinha ido. Durante o percurso, depararam-se com várias armadilhas, cuidadosamente preparadas para minar suas energias. Por várias vezes se feriram nas mesmas, dificilmente evitando-as. Zenon precisou utilizar grande parte de sua cosmo-energia para curá-los várias vezes, mantendo-os sadios. Após algumas armadilhas, já caminhavam com alguma cautela, já que a cosmo-energia que sentiam era fraca e dispersa demais para oferecer um rastro óbvio. E por ser muito fraca, somente se intensificou quando já era um pouco tarde para reagirem. Dezenas de criaturas apareceram, vindo aparentemente “do nada”. Eram trolls, como aqueles que os gêmeos haviam enfrentado antes, tendo a companhia de Maeveen, na missão para resgatar a amazona desaparecida. Zenon já sabia como enfrentá-los, mas será que conseguiriam dar cabo de todos eles?

Após uma difícil batalha e após o fim dos trolls, Zenon e Luzia chegaram ao local onde Liah estava, seguindo-a pela cosmo-energia. O que viram foi uma Amazona levando um forte impacto e desmaiando, provavelmente entrando em coma e uma criatura derrotada. Zenon aproximou-se de Liah, tentando a todo custo desperta-la com sua cosmo energia. Como não obteve sucesso imediato, começou a analisar o caso da amazona, relembrando em sua mente todos os casos médicos que havia lido a respeito enquanto estudava, mas nada se parecia com aquilo. Ela estava viva, mas ao mesmo tempo sua cosmo energia estava morta, como se ela não estivesse mais ali. Todas as suas tentativas pareciam em vão. O pulso existia, mas estava fraco. Sua respiração era lenta, como se dormisse, mas aquilo não era o sono. Talvez sua alma tivesse sido roubada, mas nada indicava que algo tão poderoso assim poderia ter estado ali para arrancar a alma de uma amazona de seu corpo.

Zenon estava ficando cada vez mais preocupado, pois sua medicina mostrava-se cada vez menos eficiente. Ela não respondia a nenhum método de cura, como se seu corpo se recusasse a despertar da letargia a que fora imposta. Ele sabia que ela não estava morta, mas não tinha tempo e nem cosmo para tentar forçar sua ressurreição com a Taça da Restauração Divina. Tudo que podia fazer naquele momento era afastar o corpo da amazona da vista direta, e foi o que fez, ocultando-a por trás de uma mesa, de modo que ninguém que entrasse na sala pudesse vê-la diretamente. Ele então se encaminhou para Luzia, parando na frente da irmã, aguardando que ela terminasse sua leitura.

Como Liah não despertava, Zenon e Luzia prosseguiram com a missão, rumando para uma porta que o espanhol não havia dado atenção antes, em meio a suas tentativas de despertar Liah. Eles abriram a porta selada com certa dificuldade, uma vez que a mesma parecia estar colada no batente por uma força invisível. Ali, naquela pequena sala, havia apenas um livro, que Luzia pegou para ler. Zenon manteve-se atento, observando os objetos naquele lugar. A decoração de anjos nas paredes, cruzes, e quadros referenciando as histórias bíblicas lembravam o cavaleiro de taça de alguma coisa, que só após alguns segundos vieram a sua lembrança: a taça, sua constelação, era, em parte, representada nas lendas das igrejas. O cálice de cristo. Luzia o despertou de seu devaneio, chamando-o para irem embora. Ela havia descoberto a informação de que precisavam, e era melhor irem embora, antes que se arriscassem mais do que deveriam. Eles saíram da sala selada, e então o garoto pegou Liah nos ombros, carregando-a consigo enquanto fugiam daquelas catacumbas religiosas e macabras.

Então, eles encontraram Kouko e Altair novamente, e foram levados ao Santuário por eles, juntamente com Liah, ainda inconsciente. Athena, ao saber das informações, ficou bastante impressionada. Com a confirmação de que Animas realmente era um espectro, abria-se a possibilidade de a Igreja manter algum elo com Hades, ainda que tênue. A missão havia sido bem-sucedida, mas com uma baixa: Liah ainda não conseguira acordar. Kouko, então, ofereceu-se para cuidar de Liah até que ela acordasse. Altair, notando a preocupação dos gêmeos, convidou-os para ir junto com ela na viagem que faria. Eles viajariam para as ruínas de Petra (atual Jordânia), e lá treinariam, sob a tutela da ex-amazona, enquanto o ex-cavaleiro vigiava o sono de Liah.

Assim eles foram para ruínas de Petra ficando lá por exatamente quatro anos. Os gêmeos, sob a tutela de Altair, desenvolveram mais ainda suas habilidades, para que se preparassem adequadamente para a guerra vindoura. Zenon treinou suas habilidades, ampliando seu espectro de efeito e diminuindo seus gastos, de modo a tornar-se mais eficiente. Além disso, estudou mais sobre a simbologia de sua armadura, recorrendo a lenda Arthuriana para criar suas três novas técnicas: a lança divina, a dama do lago e o assento perigoso são todos elementos da busca da Tabula Redonda pelo cálice sagrado do Graal. Foi nesta época que sua aura sagrada despertou, transformando para o resto de sua vida todos os seus encontros futuros.

No entanto, seu passado agora voltava a assombrá-los, fazendo-os decidir a voltar para Espanha e descobrir finalmente quais eram suas linhagens, já que pelas memórias eles moravam em uma casa grande e seu sobrenome deixava pistas e mais pistas. Curiosos voltaram à Espanha, uma vez que não tinham mais o que aprender naquele momento com seu tutor e, principalmente, estavam livres para ir e vir até o chamado de Athena. Eles agradeceram Altair e partiram.

Ao chegar à Espanha, eles andavam com a caixa de pandora nas costas e iam em direção a antiga casa, ou pelo menos tentavam, demorando algum tempo até chegar a Toledo e mais algum tempo para chegarem à sua antiga casa. O que encontraram foi o que já tinham imagino antes: a casa estava em destroços, e praticamente não tinha restado nada, embora alguns objetos tivessem sobrevivido o ardor das chamas.

Assim andando pelos destroços eles procuravam se tinha alguma coisa ali inteira, que pudesse lhes dar alguma pista de seu passado. Com tempo e paciência encontraram um diário e algumas roupas, além de alguns quadros e móveis inteiros o suficientes para sentarem e observarem.

Como o lugar era distante do movimento da cidade, eles estavam a salvo de curiosos, e seu problema agora seria sobreviver, não que fosse realmente um problema. Decidiram primeiro juntar alguns móveis e distribuí-los em um cômodo que o teto não havia sido engolido pelas chamas. Após isso, perceberam que possuíam agora 2 cadeiras, 1 mesinha, algumas peças de roupas de bebês e crianças, um colchão de solteiro e mais algumas pequenas coisas, como quadros e decorações de mesa de jantar e outros.

Assim pegaram algumas madeiras destruídas e juntaram, com um pouco de arte eles fizeram uma pequena fogueira, enquanto sentavam para folhear o diário, começando a ler, perceberam pela letra e também pela data que este objeto tinha sido escrito por sua mãe, Isabel.

Nele, ela contava que seu pai era o Rei Filipe I, mas que ela era uma infanta, não sendo legitimamente herdeira do trono por ser bastarda. Sua mãe era uma empregada que o Rei conheceu em uma viagem. No entanto, como sua mãe morreu, o Rei se sentiu na obrigação de ajudar a criança de alguma forma, mais pelo apego que ele criou pela menina do que pela obrigação propriamente dita de um pai. Filipe enviou a criança a Toledo, junto com um tutor. A mesma casa destruída onde eles estavam agora era a casa onde Isabel cresceu desde criança.

Após três anos, o Rei faleceu, deixando a criança órfã. No entanto, o tutor, que recebera grande soma em dinheiro, permaneceu a cuidar da garota como se fosse o pai dela. Assim a garota aprendeu a ler, a escrever, a tocar harpa, entre outras coisas que seriam costumes somente para senhores ricos e reis. Ramon, o tutor, faria de tudo para que Isabel tivesse os mesmos ensinamentos dos filhos verdadeiros do Rei.

Em 1516, Carlos I assumia o trono da Espanha, realizando um baile em comemoração a posse do cargo. Isabel, mesmo sendo filha bastarda, foi chamada a comemoração, provavelmente porque Carlos I sabia de sua existência, ou talvez por que tinha sido o desejo do pai de Carlos, o antigo Rei Filipe. Em verdade, a garota nunca saberia o motivo, uma vez que mesmo ela tendo comparecido ao baile, nem Carlos e nenhum de seus meio-irmãos vieram ter com ela.

Foi nesta comemoração que Isabel encontrou um rapaz tímido, que ficava muito nos cantos, parecendo que não se sentia a vontade naquele lugar. Ela que também estava isolada decidiu que talvez fosse interessante conversar com o garoto. Ela se aproximou dele e puxou conversa sem pretensões.

Ao fim, ela descobrira que o nome dele era Filipe e que tinham bastante coisas em comum. Inicialmente envergonhado, ele levou-a até sua casa, repetindo o ato no dias seguintes, encontrando-a “por acaso” sempre que era possível. Depois, conforme o tempo ia passando, decidiram ficar cada vez mais próximos, até que dois anos depois do baile, eles se uniram em matrimonio, ali mesmo em Toledo.

O resto da história, os gêmeos já conheciam: cinco anos após o casamento Isabel tinha dado a luz a eles. Eles decidiram que guardariam o diário como lembrança e que deveriam voltar pro Santuário, pois não havia mais nada que poderiam buscar ali. Aquela noite custou a passar, pois os dois tentaram dormir, lutando contra seus pensamentos, que voavam longe, repassando tudo que tinham descoberto.

Eles eram sobrinhos do rei da Espanha, filhos do antigo rei com uma plebéia. Seus pais estavam mortos, e sua história teria sido enterrada no tempo, não fosse o desejo deles de descobrir o segredo sobre sua linhagem. Embora felizes, eles sabiam que seus pais haviam pago um alto preço, entregando suas vidas em prol dos filhos gêmeos.

As noticias e descobertas haviam sido boas de mais até então, quando subitamente despertaram com um barulho. Preparados, eles levantaram-se rapidamente, apagando o fogo, começando a andar em meio aos escombros, procurando a origem do barulho. A noite ia alta, mas a lua cheia iluminava o suficiente para que seus olhos violetas divisassem um vulto a sua frente, que foi se tornando lentamente mais nítido conforme sua visão se acostumava com as trevas. Ela trajava uma roupa diferente das demais pessoas, parecia muito mais elegante e também rica do que os outros moradores de Toledo.

O homem era relativamente velho, com cerca de 60 ou 70 anos. Interceptado pelos jovens, o mesmo reconheceu o livro que estava na mão de Luzia: o diário de sua tutorada! Após algumas apresentações, ele explicou que estivera procurando o diário da Isabel, para guardar como recordação, além de procurar pistas de como seriam os gêmeos, pois nunca houveram retratos ou quadros deles. Seus olhos se encheram de lagrimas ao descobrir que aqueles dois jovens eram os filhos da garota que ele cuidará em sua juventude, e sua busca estava findada naquele momento.

Convidados a passar a noite com cobertas quentes e companhia agradável, os gêmeos seguiram o tutor de sua mãe. Seu nome era Ramon, e suas histórias, contadas junto de um belo prato de comida quente e boa bebida, fez com que os jovens se sentissem aconchegados novamente, seguros, uma das histórias que Ramon contou, na verdade não era uma história, mas sim um fato, Ramon iam todos os dias na casa queimada para que ninguém pilhasse os objetos ali, no entanto o povo daquele lugar dizia que a casa era amaldiçoada e por isto, ele não teve nenhum trabalho de impedir que roubassem ou ficasse alguma pessoa lá. No dia seguinte, Zenon e Luzia tencionavam partir, mas Ramon os impediu: ele ainda não conhecia a verdade sobre eles, e eles ainda tinham tempo para desfrutar de sua companhia por algum tempo, de modo que decidiram ficar e aprender um pouco mais com ele.

Eles decidiram que iriam ficar em Toledo até Athena chamá-los de volta ao serviço de armas, ficando na casa do tutor. Durante este um ano, eles conheceram Toledo, seus pontos turísticos, suas atrações, as lojas mais famosas. E como o tutor tinha alguns contatos na alta sociedade, ele guiou os jovens para festas e bailes, como aquele em que seus pais se conheceram anos atrás sem contudo revelar a ninguém a verdadeira origem dos gêmeos.

Como os gêmeos ainda eram rudes no conceito social propriamente dito, ele os ensinou coisas como etiqueta, modos e costumes. Levou os gêmeos para comprar roupas que condiziam a situação que iriam estar presentes. Zenon começou a experimentar roupas com brocados e babados. Elas eram estranhas, incomodas, extremamente difíceis de se vestir sem ajuda. Aquilo não o agradava nem um pouco, mas ele fazia de tudo para alegrar seu tutor.

Após isso, eles começaram a passar algum tempo em bailes e festas da alta sociedade, divertindo-se como nunca puderam antes, privados como foram durante toda sua vida. No entanto, após o tempo de trégua, Athena fez o seu chamado e agora teriam que voltar para o Santuário. Ramon, que tinha se apegado de mais aos gêmeos, fez de tudo e mais um pouco para impedi-los novamente. Mais de uma vez ele tentou ocultar a caixa de pandora dos mesmos, mas sem sucesso.

Após horas e horas de conversas, os gêmeos explicaram a verdade sobre terem se tornado cavaleiros de Athena, além de tentar, em termos simples, elucidar as questões de seu novo tutor. Estranhamente, eles não ficara extremamente espantado, tratando-os como se fossem simples anjos e santos. Mas mesmo com os motivos expostos, o tutor, vendo que não conseguiria impedi-los de partir, decidiu pedir para ir junto. Sem palavras para negar o pedido daquela alma, que servira sua família durante tantos anos, eles acabaram cedendo.

Ramon pegou seus objetos de valor e recordações, vendeu a casa, pegou o dinheiro que o Rei havia dado a ele e rumou junto dos jovens para a Grécia. O Tutor foi deixado em Rodório, onde comprou uma residência para os três, e começou a se acostumar com a cidade e a negociar itens e bens para equipar a moradia, enquanto Luzia e Zenon rumavam para as 12 casa, de modo a apresentar novamente seu serviço para Athena.





[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA - TAÇA[/align]



Nome do Usuário: Remy
Período de uso: 1505 - 1528
Histórico resumido: Remy foi um bravo cavaleiro, que lutou durante alguns anos com a armadura de Taça. Ele casou-se com Benoite, a amazona de Lira, e após alguns anos de serviço e a morte de sua amada por uma estranha doença, ele se retirou para a Córsega, onde aguardava por sua morte. Treinou Zenon e Luzia e lhes consagrou Cavaleiros de Prata, pouco antes de sua morte, aos 55 anos de idade
Situação Atual: A armadura ficou na ilha de Córsega por alguns anos, e aceitou Zenon como seu usuário quando seu antigo portador faleceu.



Nome do Usuário: Zenon Habsburgo
Período de uso: 1543 - ...
Histórico resumido: Zenon é de uma linhagem bastarda do próprio rei da Espanha. Ele e sua irmã gêmea, Luzia, sagraram-se Cavaleiros juntos, sendo treinados por Remy, antigo Cavaleiro de Taça, e lutaram juntos na Guerra Santa. Durante o período de trégua, treinaram com Altair, uma ex-amazona, e só depois voltaram a sua terra natal, para descobrir a verdadeira história de sua linhagem. Hoje, após 5 anos como cavaleiro, ele esta de volta ao santuário, com sua irmã, seu tutor/mordomo e um nome a zelar.
Situação Atual: Zenon esta no santuário, pronto para servir Athena.



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