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| SIDEQUEST - O Resgate de Perséfone; Tártaro, 28/12/1548, alta noite [meio] | |
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| Tweet Topic Started: Feb 18 2012, 01:27 AM (2,785 Views) | |
| Narrador Principal | Mar 4 2012, 02:42 PM Post #31 |
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=QY1Vetd7OCs[/YOUTUBE] Aquele havia sido o momento fatídico da vida de Aires. O Hecatônquiro avançava, com mais de duas dezenas de braços, na direção do juiz. Nesse momento, o sol brilhava, conforme ele colocava o escudo na frente. Quando Aires executou a técnica do selo, sentiu que a mesma surtiria efeito, mas não seria a custo de nada. As espadas penetrariam seu traje e sua carne, e somente por milagre ele sobreviveria. Um milagre. Foi quando, naquele momento, ele sentiu uma cosmo-energia incorporar-se à sua. Era Perséfone. Ela estava emprestando seu poder para que Aires pudesse despertar o Nono Sentido e mantê-lo até que conseguisse derrotar o Hecatônquiro. O juiz sentiu o poder divino inundando-o. Era muito mais forte do que qualquer experiência que ele tivera antes. Seu traje tornou-se mais negro, em uma cor profunda como o ébano, brilhante como o do próprio Hades, e ele mudou de formato. Suas asas cresceram, ficando mais imponentes. Seu escudo e sua arma adquiriram o mesmo tom de cor e ficaram mais formidáveis e resistentes. Aires havia, sem dúvida, alcançado a divindade. Ainda assim, a criatura avançaria, perfurando as defesas de Aires e fazendo-o sangrar. Porém, os efeitos não foram tão devastadores. ![]() O Corpo Solar já havia funcionado, e a pele do Hecatônquiro agora começava a queimar. Após golpear Aires, ele recuou, preparando-se para encaixar um novo golpe conjunto. E neste momento, Aires invocou o Exaustor de Almas. Garudapurana, flagelo que brilhava em suas mãos, atravessou de uma só vez a carne da semidivindade, que cambaleou. Mesmo sentindo o baque, o Hecatônquiro novamente golpeou Aires de uma só vez, como se contasse como uma técnica. Percebendo a aflição de Aires ao tentar utilizar o Exaustor, Perséfone fez um esforço final antes de "desfalecer": despertou os espíritos do Tártaro para que auxiliassem o juiz. Os espíritos daqueles que haviam perecido nas mãos do Hecatônquiro, ávidos por vingança, explodiram ao se concentrarem na Garudapurana, abrindo uma enorme chaga na criatura colossal. Desta feita, ele foi atirado para trás com o impacto, deixando Aires novamente livre para se mover. Por um segundo, Aires pensou que havia sido derrotado, mas o Hecatônquiro levantou-se. A cosmo-energia da criatura a mantinha de pé, e é por isso que ele era tão terrível. Ao olhar para si próprio, Aires agradeceria por sua armadura ter lhe protegido de grande parte do impacto, caso contrário, seu corpo, já bastante lacerado pelas espadas de "oricalco" teria sido completamente destruído. Logo, apesar da aparente vantagem, o Hecatônquiro ainda estava vivo. O que Aires poderia fazer para matá-lo de vez? Será que ele ainda escondia alguma "carta na manga"? [spoiler=Atributos] Aires - Vitalidade: 25% - Vitalidade do Traje: 93% - Cosmo-Energia: 144% Hecatônquiro - Vitalidade: 1% - Cosmo-Energia: 170% Observação de Combate: Aires recupera 5% de cosmo por turno; seu traje recupera 1% de Vitalidade por turno. Hecatônquiro recupera 5% de cosmo por turno. [/SPOILER] |
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| Aires | Mar 7 2012, 05:04 PM Post #32 |
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Demi-God of STRENGHT (?)
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Ser verdadeiramente forte não é apenas sobrepujar aqueles que aparentarem ser tão fortes quanto, mas colocá-los em seus lugares como criaturas menos poderosas, e aquele era o objetivo de Aires naquele momento: colocar o Hecatônquiro em seu lugar de fera derrotada. Anteriormente um suplício ordinário, agora a Estrela Celeste do Heroísmo se transformava em deidade, mostrando todo seu poder na nova couraça que cobria Aires; ele olhava a si mesmo, como se estivesse razoavelmente indiferente aos movimentos da criatura, mas a verdade era que estava atento e percebia que ela iniciava sua manobra de ataque. Quando sentiu que o Hecatônquiro ia investir novamente, Aires cerrou os punhos com força e ergueu a cabeça lentamente; o corpo solar brilhava com intensidade, e com certeza seria o suficiente para já causar maiores danos á criatura, já que estava marcada com o Selo Imperial, mas aquilo não era o suficiente: apesar dos ferimentos, ela insistia em atacar o juiz; o ultimato do Exaustor de Almas parecia não ser o suficiente para fazê-lo parar, então o juiz alçou vôo novamente e encarou a criatura. - Criatura insolente, como ousa ignorar meu ultimato? Sofra as consequências do CASTIGO IMPERIAL! Aquela luta estava ganha: Aires percebia que a criatura estava MUITO fraca e ferida, mas ela ainda se mantinha numa sobrevida que logo se extinguiria; o problema era que o juiz já a tinha completamente dominada graças ao Selo Imperial. Quando o Hecatônquiro sentisse o poder do Castigo Imperial, sofreria dano equivalente ao poder contido no Selo Imperial, e muito provavelmente com os efeitos secundários por praticamente não ter mais como manter a resistência física numa situação como essa, mas como era uma besta capaz de levar muito dano e continuar avançando, o Corpo Solar também reagiria com o Selo, causando muito mais dano que o esperando à criatura, logo, se não tombasse pelo Castigo, com certeza tombaria pelo Corpo Solar. Como não é tolo, Aires usou sua técnica e permaneceu a uma distância muito razoável, o suficiente para lhe permitir uma reação rápida aos ataques da criatura e a possibilidade de aumentar a distância caso ela conseguisse se manter de pé após tantos ataques. Mais uma vez, o forte sobrepuja o fraco, pois este não respeitou a sua autoridade. [spoiler=técnica utilizada] [spoiler=técnicas ativas]CORPO SOLAR Categoria: Ofensiva e Estado Descrição: Quando as trevas da ambição e a noite triunfam sobre a Terra, com seus humanos rastejantes e sedentos pela luz, Aires deverá mostrar o preço da ambição deles, queimando seus olhos ansiosos pela verdade grande demais para seus pequenos cérebros humanos, e seus pés por trilharem o mesmo caminho que ele e os deuses trilham. Ativando o Corpo Solar, ele mostra aos humanos ao seu redor que tentar ser maiores que os deuses só os cegará de ambição e lhes deixará de pés queimados, impossibilitados de seguir adiante. Efeito: Com esta técnica, Aires cria uma cortina de luz e calor que o cobre completamente, como um véu, e toma o seu corpo completamente; esta cortina irradia uma grande quantidade de luz e calor por uma área de 60m de raio, causando maiores danos e desconforto à medida que as vítimas se aproximam do juiz. De duração bastante peculiar, esta técnica tem início com um gasto baixo de cosmo e pode ser mantida por até doze turnos no total, sendo que até o sexto turno haverá um aumento gradativo do esforço cósmico necessário para manter a técnica ativa, e a partir daí ela parece atingir o seu “limite”, daí pára de receber energia cósmica até completar os doze turnos completos. Para ficar mais claro como se dá este aumento, segue a tabela discriminatória dos turnos e gastos: • Primeiro turno (ativação): Gasto baixo de cosmo; • Segundo turno: Gasto baixo de cosmo; • Terceiro turno: Gasto mediano-baixo de cosmo; • Quarto turno: Gasto mediano-baixo de cosmo; • Quinto turno: Gasto médio de cosmo; • Sexto turno: Gasto médio de cosmo; • Sétimo turno: Poder equivalente ao gasto médio de cosmo – sem gasto adicional; • Oitavo turno: Poder equivalente ao gasto médio de cosmo – sem gasto adicional; • Nono turno: Poder equivalente ao gasto mediano-baixo de cosmo – sem gasto adicional; • Décimo turno: Poder equivalente ao gasto mediano-baixo de cosmo – sem gasto adicional; • Décimo primeiro turno: Poder equivalente ao gasto baixo de cosmo – sem gasto adicional; • Décimo segundo turno (final): Poder equivalente ao gasto baixo de cosmo – sem gasto adicional. Como é possível perceber, esta técnica funciona de forma parecida á trajetória do sol desde o alvorecer até o crepúsculo, onde os seis primeiros turnos representam o período do alvorecer até o meio-dia – sol a pino – e a partir do sétimo turno é a queda de seu poder – até que desapareça no horizonte. Os efeitos desta técnica são de cegueira e dano por calor: a cortina tem sua face interna em temperatura normal, enquanto que a externa lança raios ultravioleta capazes de cegar quem se aproximar demais ou tiver a visão muito aguçada. O narrador deve determinar quanto de dano as vítimas sofrem e o quanto dura a cegueira delas. Apesar deste revestimento não oferecer qualquer resistência extra, por sua altíssima temperatura e pela luminosidade, ela torna difícil a aproximação ao Juiz de Garuda, além disso, o calor emanado pode causar queimaduras externas em vários graus, assim como pode causar dano ao incauto que tentar atacá-lo fisicamente, ou mesmo agarrá-lo... enfim, que tente qualquer forma de contato físico com Aires. Contra alvos marcados com o Selo Imperial, como sempre, as possibilidades de queimadura e a sensação de desconforto se tornam bem maiores, pois a criatura marcada sente o calor externo – o Corpo Solar – e o Selo reagindo com o do Juiz, que está emanando a energia; neste processo, há a extensão dos danos – que antes vinham do ambiente externo ao interno (corpo) e agora são, simultaneamente, internos e externos. As chances de ficar cego são maiores, sendo esta cegueira, na maioria das vezes deste caso em específico, permanente, diferente do convencional, que vai depender muito da proximidade, da resistência do adversário e da quantidade de gasto cósmico empregado na realização do Selo Imperial – conforme a tabela que consta na referida técnica. SELO IMPERIAL Categoria: Estado Descrição: Concentrando o cosmo em suas mãos, Aires realiza um desgaste mediano de cosmo para criar uma pequena esfera que, quando acerta o seu alvo numa distância máxima de 150m, imediatamente adere à superfície e penetra nesta, criando o desenho dourado duma espada cruzando um sol. Quando aparece armadura, os efeitos estéticos são os mesmos, e aparentemente não é possível remover a vestimenta quando isto ocorre, mas é possível se livrar da marca realizando desgaste de nível semelhante ao que Aires realizou, mas apenas para este propósito, além disso, o Selo não é algo superficial, mas sim como uma tatuagem, e inicia imediatamente uma relação simbiótica com o hospedeiro, se alimentando de sua energia cósmica – que não é pouca mesmo em criaturas sem cosmo desperto – sem causar dano real, uma quantidade ínfima, apenas o suficiente para se manter ali, portanto a sua duração é, virtualmente, até que a morte os separe. Esta marca só pode ser usada em adversários, nunca em alguém que está sob juramento de lealdade ao Imperador Hades ou que não tenha cometido algum ato que seja, aos olhos do Juiz de Garuda, um crime passível de punição. Efeito: Quando conjurado o Selo Imperial sobre algo ou alguém, este alvo ganha um tipo de personalidade única, onde todos os elementos presentes em seu corpo se tornam parte dele, algo quase indivisível que partilha de todas as conseqüências deste estigma sagrado, por isso que, quando se marca um adversário sem armadura, ele fica impedido de vesti-la até que consiga se livrar dele, e quando recebe esta técnica com sua veste sagrada protegendo o corpo, ele não pode retirá-la até que a marca seja destruída, ou que um dos dois morra. Para realizar o cancelamento dos efeitos desta técnica, a vítima precisa realizar esforço cósmico (gasto cósmico, que vai variar conforme a resistência cósmica que Aires quiser atribuir á sua técnica) equivalente ao do Juiz de Garuda – sem qualquer nivelamento de rank – e deve realizar esta tarefa com o único objetivo de se livrar da marcação, logo não é apenas utilizar uma técnica de gasto alto que fará o Selo desaparecer, pois como dito antes, ele mantém uma relação quase simbiótica com a vítima. O poder do Selo Imperial vai muito além de simplesmente marcar sua vítima: ao marcá-la, a ligação do selo com o cosmo de Aires não é quebrada em momento algum, muito pelo contrário, portanto ele vai atrair as manifestações cósmicas do juiz, mas ele pode optar por não ceder à atração quando utilizar uma técnica benéfica e acabar sendo traído pela própria técnica. Em suma, o selo vai aumentar a margem de acerto das técnicas contra o alvo, vai torná-lo mais vulnerável aos seus efeitos secundários e ao dano; para isto, graças ao caráter variável do gasto cósmico a ser empregado no seu uso, a margem básica de melhoria das chances é a mesma que consta na tabela de danos: • Gasto Muito Baixo - 3% a 5% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Baixo - 6% a 11% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Mediano-Baixo - 12% a 17% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Mediano - 18% a 23% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Mediano-Alto - 24% a 29% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Alto - 30% a 37% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade; • Gasto Muito Alto - 38% a 50% de melhoria do acerto e aumento da vulnerabilidade. Com relação ao aumento de dano, os valores da tabela não são aplicados, pois quem vai determinar o quanto de dano é aumentado na situação é o narrador, justificando com base no rank do personagem, gasto cósmico utilizado na técnica do Selo Imperial e outros elementos que arbitrar como determinantes no momento. É necessário observar também os sentidos despertos da vítima, pois como determinam o nível de domínio e conhecimento acerca do cosmo que possuem, isto pode vir a aumentar ou reduzir as margens básicas aqui determinadas, porém isto fica a cargo do narrador, com a devida fundamentação na situação em si.[/spoiler]
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| [align=center]Coming Soon...[/align] | |
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| Narrador Principal | Mar 10 2012, 02:55 AM Post #33 |
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=Yn71hIsm0U8&feature=fvsr[/YOUTUBE] Aires agora era uma divindade, mas o Hecatônquiro era uma besta feroz e antiga, que remetia aos dias ancestrais, quando o espírito de Aires ainda nem tinha começado a ter sua essência composta. Ele não cairia facilmente, ainda que para uma divindade de poder fantástico como o juiz agora se apresentava. O sol brilhava naquela masmorra perdida, esmagada entre a obscuridade do Tártaro. E a criatura evitava encarar sua fonte, mas não admitia sua derrota. Sua pele queimava cada vez mais, chegando a provocar chagas profundas. O Castigo Imperial começou a drenar sua vontade, mas Aires pressentiu que o Hecatônquiro faria um assalto final. O instinto do juiz foi o de se proteger, quando sentiu a cosmo-energia do Hecatônquiro elevar-se, por um instante, a um nível maior do que ele esperava. Será que ele alcançara o nível de um deus intermediário? Ou era apenas a quantidade de cosmo-energia espantosa que ele estava reunindo que o assustara? De qualquer maneira, o brilho que as espadas de oricalco refletiam passou a preencher mais e mais o aposento. Em pouco tempo, quem estava cego era o juiz, e pasmo, pois a energia que seria contra ele arremessada perigava dilacerá-lo. Por um momento, Aires Ansur pensara na morte de fato, ao sentir que o Hecatônquiro lançava todas as espadas como uma rajada única, imbuída de uma violenta cosmo-energia. Ao fim do flagelo, com o corpo imerso na dor, Aires sobrevivera. Sua cosmo-energia deítica e a sua kamui o salvaram de seu fim. Sem elas, não estaria mais vivo, com toda a certeza. A investida do Hecatônquiro, porém, agora cobrava seu preço. A criatura, desarmada, cambaleou por um instante. Quase não lhe restava cosmo-energia para que ela permanecesse viva, muito por conta da estratégia brilhante de Aires. Então, algo muito sinistro e inesperado aconteceu. Com a cosmo-energia que restava, e com sua própria centelha divina, o Hecatônquiro enraizou-se no chão. Todos os braços fecharam-se sobre o corpo, em uma posição estritamente defensiva. O corpo da criatura lentamente tornava-se translúcido e pulsava em um tom azul-indigo, tornando extremamente difícil distinguir agora seus contornos. ![]() O corpo original do Hecatônquiro parecia não mais existir. Cada pulsação emitia uma onda de choque violenta, que varreria facilmente da masmorra qualquer um mais fraco que uma divindade, mas não chegava a afetar Aires. Todavia, era impossível saber ao certo o que o Hecatônquiro tramava ou pretendia. Ao que o juiz, destruído por toda a magnificência do ser mitológico, observou que o Hecatônquiro não mais ia atacar, a ele se apresentavam duas opções: ou dar o golpe de misericórdia na criatura, ou aproveitar a brecha para salvar Perséfone e fugir. Algumas das muitas espadas que a criatura utilizava estavam caídas perto de Aires, e em boas condições de uso, embora o juiz só conseguisse carregar uma por vez - devido ao tamanho gigantesco. Até mesmo para utilizar uma arma daquele tamanho seria complicado, porém, não impossível. Qual seria a decisão de Aires? [spoiler=Atributos] Aires - Vitalidade: 1% - Vitalidade do Traje: 87% - Cosmo-Energia: 64% Hecatônquiro - Vitalidade: 1% - Cosmo-Energia: 27% Observação de Combate: Aires recupera 5% de cosmo por turno; seu traje recupera 1% de Vitalidade por turno. Hecatônquiro recupera 5% de cosmo por turno. [/SPOILER] |
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| Aires | Mar 10 2012, 11:13 AM Post #34 |
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Demi-God of STRENGHT (?)
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Apesar do ataque bem sucedido, Aires não teve muito o que comemorar, pois o Hecatônquiro o atacou com toda a sua fúria, mesmo que isso o desgastasse, logo o juiz quase tombou em combate, dilacerado pelas espadas de Orichalco. Ferido e quase sem energia para mantê-lo de pé, ele percebeu que a criatura se preparava para fazer alguma coisa ao se enraizar no chão e começar a emitir ondas de energia. Mesmo que tivesse vontade de terminar aquela luta, das duas uma: ou aquele bicho estava se recuperando e voltaria com toda sua força inicial contra o já debilitado juiz, ou estava preparando um novo ataque, e nas duas hipóteses, Aires estava em grave perigo porque pouco lhe restava de poder para combater o Hecatônquiro, e ele não podia se esquecer de outras duas coisas: estava no Tártaro e precisava resgatar Perséfone, esta era a sua missão principal. A prudência vinha em primeiro lugar. Guardando tanto o escudo quanto a espada nas costas do suplício, Aires não pensou duas vezes em apanhar uma das espadas de Orichalco e correr até Perséfone; ele golpeou as correntes que a prendiam para depois tomá-la em seus braços. Ao invés de se desfazer daquela arma, o Juiz a olhou por alguns instantes e preferiu mantê-la consigo, pois aquele material, segundo o que aprendera com Éaco, foi o mesmo utilizado nas próprias escamas dos Generais Marinhas de Poseidon, portanto o Imperador Hades ficaria muito feliz em ter um pouco deste material. Sem proferir nem meias palavras, assim que libertou a esposa de seu Deus, Aires alçou vôo em sua velocidade máxima, aproveitando-se da resistência excepcional á fadiga que tinha; ele mantinha Perséfone nos ombros, e com a outra mão ele carregava a Espada de Orichalco que usou para libertá-la. De qualquer forma, não importava o que estava planejando: o Hecatônquiro, em algum momento, teria que se livrar do Selo, e neste momento ele estaria morto. Era a hora de retornar ao portal que Hades tinha aberto, e Aires sabia que deveria fazer o mesmo caminho que tomou anteriormente, mas esperava não encontrar mais criaturas desta vez... |
| [align=center]Coming Soon...[/align] | |
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| Narrador Principal | Mar 11 2012, 10:55 PM Post #35 |
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=FZspDb90CBg&feature=g-vrec&context=G2ca6fb1RVAAAAAAAABQ[/YOUTUBE] Sabedoria. Esta palavra definia bem a escolha de Aires naquele momento. Em vez de reclamar a glória de sua vitória, o juiz foi sensato ao lembrar o motivo de sua incursão no Tártaro. Precisava salvar Perséfone. A espada era absurdamente pesada, mas Aires, naquele momento, era um deus. E deuses não sentem dificuldades em carregar armas. Ele portou a espada e, numa velocidade suprema, chegou até Perséfone. Sem esperar mais, usou a própria "carga" para colocar força no golpe que partiria facilmente o grilhão cósmico. A energia dissipou-se num estalo violento, que ribombou pelo ar até uma grande distância, perdendo-se no infinito planar. Apesar da deusa estar aparentemente imaterial, Aires podia sentí-la e tocá-la. Enquanto era uma divindade, a centelha divina de Perséfone pulsava e lhe era palpável. Por um momento, seria tão fácil apoderar-se dela... que Aires chegou a se sentir tentado. Certamente ele seria alçado ao posto de divindade se o fizesse. Sua Garudapurana provavelmente poderia absorver a centelha para si. Perséfone estava inconsciente. Mas não era esse o caráter do juiz. E ao fazer sua escolha, percebeu que precisava fugir. Carregando a imensa arma e a poderosa deusa (ainda que dividida), o juiz escapou, voando em imensa velocidade. Ele havia sentido o poder do Hecatônquiro aumentar de uma forma absurda, como uma estrela de grande massa prestes a transformar-se em supernova. E não tardou para que isso acontecesse. A explosão foi tão violenta que desintegrou a masmorra (e provavelmente o restante das espadas de oricalco), lançando uma onda de choque que percorreu uma grande extensão do Tártaro. A fuga de Aires foi interrompida pela onda de destroços, que o impulsionaram ainda mais adiante. As criaturas que sentiram o cosmo de Aires e tinham cogitado interromper sua jornada de volta desistiram e fugiram em pânico para não serem atingidas pela explosão, que arrebatou montanhas, dispersou criaturas e acordou divindades. Aires não conseguiu ver mais nada. Sua consciência falhava, o poder divino começava a se esgotar, e ele só conseguiu proteger Perséfone com o Mazda e se deixar levar pela explosão. Grande parte de sua cosmo-energia restante foi dispersada para protegê-los da morte e, quando ele avistou o portal, a única reação que teve foi dispendiar o que restava de sua energia para mudar de direção e adentrar o mesmo. [spoiler=Atributos] Aires - Vitalidade: 1% - Vitalidade do Traje: 83% - Cosmo-Energia: 9%[/SPOILER] O sucesso na tentativa foi alcançado. Aires perdeu a noção de tempo e espaço quando atravessou a distância que separava o Submundo daquele plano afastado, perdido e perigoso. A última imagem que veio à sua mente foram as cachoeiras de sangue se abrindo e o sorriso de Hades aparecendo. Ele o esperava à frente da mesma e fechava o portal, evitando que a explosão o atravessasse. A consciência logo feneceu, e a centelha divina que o fazia se sentir com o poder do universo nas mãos ainda perdurou durante algum tempo em seu corpo, para garantir que o mesmo aguentasse e resistisse quando ela o deixasse. Mesmo inconsciente, Perséfone cuidava de Aires. E o juiz teve a certeza de que havia sobrevivido quando acordou. Ele estava em seus aposentos, no castelo de Heinstein. Ali, sentada em uma cadeira, uma mulher o observava. Num primeiro momento, acometido por seus devaneios, Aires chegou a pensar que fosse Chen. Mas, não. Era Perséfone. Ela parecia encarnada, mas só parecia. Aires sentia que era apenas uma representação visual o que estava à sua frente. Afinal, ela era uma deusa incompleta ainda. Havia se passado algum tempo, mas era impossível saber o quanto. Seus ferimentos estavam curados, mas ele ainda sentia um grande incômodo e dificuldades para mexer algumas articulações. Ou seja, ainda precisava de descanso. Perto de Aires, ele poderia notar sua súrplice. Ela estava completamente consertada, como se fosse nova. Mas havia algo diferente nela. Os chifres haviam adquirido um tom prateado. Assim também estavam sua lança, Garudapurana, coberta por um metal prateado, e seu escudo, Mazda, totalmente revestido pelo mesmo. Em vez de adivinhar o motivo, Aires deduziu, ao perceber que a espada do Hecatônquiro não estava ali, que o metal era o oricalco. Durante a explosão, a espada foi derretida e cobriu a armadura, o escudo e a lança, embora tenha banhado a lança e o escudo em uma extensão maior. E ao fixar o olhar em sua lança, o juiz percebeu que havia uma alma - ou um pedaço de uma alma - aprisionada nela. A aura emanada preenchia a lâmina, de tão poderosa, em um tom azul-indigo. Antes que Garuda pudesse dizer qualquer coisa, Perséfone falou, mas sua voz só pôde ser ouvida em sua mente, conforme a imagem dela sumia gradativamente. "- Obrigado, juiz dos mortos. Sem sua ajuda, eu jamais conseguiria me libertar do Hecatônquiro. Só vim para transmitir uma mensagem do Imperador. Assim que estiver recuperado, ele deseja vê-lo, em seus aposentos, aqui no castelo. Até breve, Aires Ansur" [spoiler=Atributos] Aires - Vitalidade: 100% - Vitalidade do Traje: 100% - Cosmo-Energia: 100%[/SPOILER] [OFF1: Sua surplice não melhorou em Rank, mas seu escudo (Mazda) e sua lança (Garudapurana) passam a ser considerados artefatos de Rank S com essa melhoria. Porém, essa mudança só terá efeito após você enviar o relatório da missão] [OFF2: Post final seu, Aires, para encerrar a missão. Seria de bom tom abrir um tópico Fechado em Heinstein para continuar essa interação (ou iniciar uma com Hades). Deixo nas suas mãos, todavia. Não precisa estipular o tempo, deixe que eu faço isso depois.] |
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| Aires | Mar 11 2012, 11:50 PM Post #36 |
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Demi-God of STRENGHT (?)
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=1rWEuTwlzQo&feature=BFa&list=PL692CD14717552782&lf=results_main[/YOUTUBE] Silêncio. A explosão massiva do Hecatônquiro fora tamanha que o ruído deixou Aires momentaneamente surdo. Ele podia sentir o calor daquela energia terrível tentar consumi-lo enquanto ele voava com Perséfone em seus ombros, enquanto lutava para sobreviver. Para evitar que a essência da deusa fosse consumida pelo poder daquele último ataque, o juiz usou o Mazda para cobrir seu corpo, deixando as costas desprotegidas. Arremessado e praticamente desprotegido num vôo quase sem controle, Aires lutou contra a onda de energia que o arrastava para poder finalmente chegar ao portal. Sua visão estava turva, e sua mente - pobre mente tão castigada pelos horrores do Tártaro - mantinha apenas um desejo: cumprir sua missão. A medida que se aproximava do Portal, o rosto de Hades, suas palavras e aquela fatídica pergunta: "até onde iria para provar sua lealdade?"; aquilo estava respondido. Exausto e muito machucado, o juiz se atirou pelo portal dimensional, e por instinto, agarrou-se á essência de Perséfone, impedindo de todas as formas que ela se soltasse dele e viesse a se perder. Aires não pensava claramente, mas naquele momento, o sorriso de Chen, a possibilidade de nunca mais vê-la, a devoção ao Imperador dos Mortos, a sensação de caminhar pela areia quente do litoral de sua ilha e receber o amor de seu povo... tudo aquilo se misturava aos horrores que presenciou no inferno dos deuses, mas não importava. Aos poucos a consciência o abandonava por definitivo, e a única coisa de que se lembra foi do momento em que seu Deus o recebeu com um sorriso. O Juiz não se lembra direito se conseguiu esboçar alguma reação, mas lembra de ter tentado sorrir de volta para mostrar a felicidade em poder rever o seu superior. Enquanto estava desacordado, Aires lembrava vagamente de suas experiências naquele lugar terrível, mas aos poucos o trauma sumia; não apenas seu corpo estava a se recuperar dos ferimentos, mas também sua mente e sua alma, que estavam despedaçadas pelos momentos de terror que passou por lá, e conseguia substituir aquelas memórias com uma alegria em especial: estava vivo, e por isso tinha uma nova chance de estar com sua amada amazona, Chen de Libra, quando aquela guerra tivesse um fim. Sonhos e devaneios de um futuro perfeito ao seu lado serviam de alento ao espírito ferido do bravo juiz que tanto se esforçou para honrar aquilo que sua Estrela Maligna representa: o Heroísmo. |
| [align=center]Coming Soon...[/align] | |
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