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SIDEQUEST - A Busca pela Caixa de Pandora; Tártaro, 28/12/1548, alta noite [começo]
Topic Started: Feb 22 2012, 11:36 AM (9,480 Views)
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Sondando as mentes dos engenheiros, o que lhe tomou mais tempo, Oneiros conseguiu descobrir alguns fatos curiosos sobre a mesma, como o quantitativo absurdo de pessoas que nela morreram trabalhando, e o segredo de sua estabilidade: duas colunas de tubos de bronze circulares em seu centro, alimentados pela água vinda de um lençol freático, abaixo da mesma. Assim, haveria sempre equilíbrio na torre, conforme ela fosse erguida, o bastante para manter-se reta. Todavia, nem mesmo os engenheiros pareciam saber por qual razão a torre estava sendo erguida. Enquanto Pedro absorvia esse conhecimento, Oneiros agiu, indo até o zigurate.


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Oneiros perdeu mais algum tempo verificando as inúmeras câmaras do zigurate e, quando conseguiu seu intento e localizou Nimrod, viu através da janela de sua sala que o sol estava se pondo. O tempo corria rapidamente. O velho rei parecia ter dois protetores, um a cada lado do trono, mas não foi difícil para Oneiros distorcer a realidade do sonho e deixá-los parados. Assim, quando surgiu, Nimrod olhou para seus servos e notou que nada poderia fazer. Desta forma, o impulso do idoso em levantar-se de seu trono abrandou, e ele se sentou, encarando seu interlocutor.


- Confesso que é curioso ter a visita de uma divindade, ainda que seja bajuladora como você. Não é todo dia que uma deidade beija meus pés dessa maneira. Confiarei em você apenas pelo fato de não ter tentado me matar após paralisar meus guardas. Mas temo que sua busca seja em vão. Eu não lhe direi o porquê estou construindo a minha torre. Não o disse nem mesmo aos construtores. Por que o faria com você? O que tem a me oferecer, deus anônimo, para que eu lhe revele a informação mais preciosa de toda Babel? Advirto-o que ameaças não surtirão efeito. Deve ter ouvido lendas a meu respeito. Eu sou imortal.


A voz de Nimrod era suave como seda, e absurdamente familiar. Oneiros precisou parar por alguns segundos para analisar aquele contexto. Flashes passavam por sua cabeça, lembrando momentos que ele não sabia que tinha vivido. Aquele zigurate, a própria Babel... tudo parecia voltar à sua mente em perspectiva. Todavia, a resposta para a pergunta que fizera ainda não havia aparecido.

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Dream Oneiros
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Aquela sensação de familiaridade incomodou bastante o deus dos sonhos. As lembranças sobre aquela terra surgiam em fragmentos e ele ponderava de onde elas vinham. Nimrod certamente estava ligado a esse acontecimento, mas como e por quê?... Tomado por um desejo de sanar sua curiosidade, deu um passo a frente e ajoelhou-se diante do rei mitológico e pegou seu pé como se fosse beija-lo: uma mera distração. Em um movimento velocíssimo, Oneiros aproximou seus rostos e segurou a cabeça do rei pelas têmporas, incitando-o a olhar no azul profundo dos seus olhos.

- Podes ser imortal, meu rei, mas não detém tanto conhecimento quanto uma alma velha como a minha. Posso oferecê-lo muitas verdades, Nimrod, mas minha pergunta mudou. Tudo que busco virá com a resposta da nova pergunta: quem é você?

Oneiros apertou levemente a cabeça do rei e iniciou a sua busca. Por que sua voz lhe era familiar? O que fora visão e como o rei estava ligado a elas? Não podia ser obra do acaso Nimrod ter incitado aqueles fragmentos de memória. Usando seus poderes divinos, o oneiroi buscou entrar na mente do rei imortal, uma mente dentro de outra mente. Queria vasculhá-la por completo, buscando pelos motivos para aquela impressão de familiaridade. Ao mesmo tempo, compartilhou alguns fragmentos da sua própria história, passando a impressão de que estava trocando informações, ao invés de roubando-as.

Teria a titânide se disfarçado como o rei? Seria o rei um conhecido do deus de encarnações e guerras passadas?... Tudo que precisava era de um empurrão. Sua mente buscaria as ligações e, então, revelaria o todo daquelas memórias.

[align=center]Quem é você para mim?[/align]


Quote:
 
Nome da Habilidade: Mestre dos Sonhos
Descrição: Oneiros, por ser a maior deidade do sono, logo abaixo de Hypnos, pode controlar o mundo dos sonhos ao seu bel prazer. É capaz de invadir, do mundo dos sonhos, os sonhos de outrem e alterá-los. Não só isso. Pode usar os sonhos para aprisionar mentes, enviar mensagens ou ainda se esconder, já que é capaz de transportar seu corpo físico para uma mente sonhadora.
Efeito: Oneiros pode adentrar, do Mundo dos Sonhos, os sonhos de outras pessoas – deuses inclusive, podendo manipulá-los e ocultar-se neles. Uma das peculiaridades do oneiroi é sua capacidade criar um sonho dentro de um sonho, prendendo indivíduos no seu subconsciente (mas, para tal, o indivíduo não deve possuir cosmo-energia ou, então, possuir alguma ligação com o mundo dos sonhos). Se lhe for dado tempo suficiente, Oneiros pode aprisionar memórias e criar novas na forma de sonhos, mudando completamente um indivíduo, cavaleiro ou não. Entretanto, isso só ocorre quando o trabalho é ininterrupto e leva bastante tempo, de meses a anos dependendo das alterações a serem feitas. Para entrar na mente de deuses, Oneiros precisa gastar uma quantidade de cosmo diferente, dependendo do nível da deidade. O gasto pode ser de médio a grande para deuses menores, em patamar semelhante ao oneiroi, mas para deuses maiores (como Hades, Hypnos e Thanatos) é necessário um grande gasto de energia, muitas vezes monstruoso. Os efeitos reais da habilidade ficam a critério dos narradores.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Narrador Principal
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Oneiros realmente surpreendeu Nimrod, que ficou sem ação. Assim, deixou-se levar. Ouviu todas as palavras e esperou até que o momento de Oneiros tentar vasculhar sua mente chegasse. Nada. Não havia nada. Oneiros nada encontrou. Só então o deus dos sonhos se lembrou. Aquele Nimrod não era real. Ele era uma projeção da mente de Chronos. E a mente de Chronos não estava acessível caso ele não quisesse. De todo modo, apesar de se sentir frustrado, o rei se pronunciou, após tudo cessar.


- E-eu... eu não sei! Mas você sabe. Você sabe...


A voz de Nimrod penetrou em sua mente, repetindo o trecho "você sabe". A consciência dos arredores deixou Oneiros por alguns instantes, e quando retornou, ele se viu no zigurate novamente, mas sentado no trono onde estava Nimrod anteriormente. Os guardas estavam ali, e havia mulheres dançando para entretê-lo. Ele conseguia sentir a baixa umidade do ar e o vento seco que soprava através das janelas, e o sabor das uvas que degustava, presentes de príncipes que vinham oferecer-lhe homenagens. E quando deu por si, suas roupas eram as mesmas que Nimrod usava. Ao ouvir um clamor, andou inconscientemente até uma sacada, para a qual o salão dava acesso, e pôde notar todo o seu povo o aclamando. Aclamando a ele, Oneiros. Ou será que era ele mesmo? O que significava aquilo, afinal? Finalmente, sentiu uma tontura e voltou a si, e ainda estava segurando Nimrod pelo colarinho.

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Dream Oneiros
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A primeira reação de Oneiros foi largar Nimrod em seu trono. Depois, deu poucos passos para trás e virou de costas, aí sim caminhando até uma parade próxima para apoiar seu corpo. Virou-se para o rei mítico e cobrou os olhos com os dedos, pensativo. O que ele havia presenciado?... Não podia ser verdade. Em sua arrogância divina, Oneiros selara suas lembranças mortais e só agora começara a reavê-las... mas como poderia ter esquecido de uma memória tão importante? Isso não fazia sentido. Ali, parado, começou a vasculhar o seu interior em busca de respostas. Nimrod fora uma das suas vidas passadas? Se sim, o deus dos sonhos poderia estar diante de um arcevo incrível: o conhecimento de uma das mentes mais brilhantes na humanidade. Quem sabe não encontrasse a resposta para o enigma de Phoebe?... Na verdade, encontrar a titânide não parecia mais o foco do deus dos sonhos. Queria descobrir mais sobre aquelas visões, mas não tinha tempo.

Examinou a sala do trono e buscou a sacada da sua visão. Ela provavelmente estaria ali e, dela, certamente poderia ver a Torre de Babel, ou ao menos um pedaço dela. Queria ver aonde a lua se encontrava, se é que o astro já surgira. Parado, sussurrou para os ventos:

- Detesto essas brincadeiras, titânide...

No interior da sua mente, Pedro pareceu reclamar de qualquer coisa; Oneiros não deu-lhe atenção. Quando terminou seu raciocínio, virou-se para o interior do zigurate e disse num tom alto o suficiente para que Nimrod escutasse:

- O que significa "o mar dos sonhadores serenos" para você, meu rei?

Não queria, exatamente, a opinião do rei. Fechou os olhos e focou-se apenas em escutar. Não apenas o que devia ser ouvido, mas também no que não queria ser ouvido.


Quote:
 
Não sei bem o que eu fiz aqui D:... No final do post, por algum motivo, resolvi usar a capacidade de clariaudiência do Oneiros, meio que na esperança de, quem sabe, ouvir uma certa titânide rindo da minha confusão? rs
[align=center]Thx, Lisianthus!
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O deus dos sonhos sentiu-se, a partir daquele momento, cada vez mais angustiado. Sentia que o conhecimento escapava-lhe entre os dedos, como a areia fina de uma praia. Ao voltar para dentro do zigurate, teve um estalo. A imagem de Nimrod falando da sacada a uma multidão o assaltou. Todavia, não era o bastante. Ele vira a imagem, mas ela desaparecera, logo em seguida, e não houve meio de compreender as palavras que o rei dizia. Quando ainda decidia o que fazer para recuperar aquela memória, pôde ouvir, claramente, a resposta do rei.


- Eu não saberia dizer, divindade... há algum mar por perto?


A lua se erguia no céu, como que escarnecendo dele. A pergunta de Nimrod fazia sentido. Aquele deserto era seco, e até mesmo os rios se escondiam. Onde haveria mar ali? Seria realmente do oceano que o enigma falava, ou seria uma metáfora? Se Oneiros já estava dentro de um sonho, talvez os sonhadores serenos mencionados seriam externos ao mesmo, e o local que procurava, desejo deles? Seria restrito a um grupo de sonhadores ou algo mais amplo, como a humanidade? Os grãos caíam pela ampulheta que havia na sala central do zigurate, dando a Oneiros a impressão que já perdera tempo demais. Será que ele ia conseguir?

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Dream Oneiros
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Oneiros não deu importância à resposta de Nimrod. Estava muito ocupado refletindo sobre onde, na Babel antiga, a titânide poderia estar se escondendo. Lembrou-se da Torre e novamente a ideia de que a resposta era óbvia voltou-lhe. O filho do sono encarou o rei imortal e perguntou:

- Onde estão os escravos que capturou para construir a torre, Nimrod?

Aquela pergunta podia ter uma importância fundamental, mas podia, também, ser uma pergunta inútil. Todos os outros desafios envolviam desejos simples da humanidade, então pensou que deveria trabalhar, também, em cima desse conceito naquele enigma. Seu tempo estava acabando e havia um último local que gostaria de visitar antes de rumar para a óbvia Torre. Sentia que, indo direto até a magnífica construção, estaria tomando Phoebe por tola... ela tinha que estar em outro lugar.

Oneiros não perdeu tempo ao ouvir a resposta e, mesmo que o rei se recusasse a dizê-lo, facilmente poderia localizá-los, afinal, ele era a deidade dos sonhos. Não perdeu tempo dessa vez; iria o mais rápido possível ao seu destino, pois o tempo urgia. Sequer se despediu de Nimrod.

- Vou encontrá-la, Phoebe.

O mais irritante naquele desafio era: o deus sentia-se um tolo, um tolo por ainda não ter concluído um enigma que parecia-lhe tão simples. Sua arrogância parecia afastá-lo da resposta certa... ou talvez sua pressa e nervosismo por estar na mente de Chronos nublassem seus pensamentos.

Quando encontrasse os escravos, disfarçaria-se como um e começaria a olhá-los em busca de alguém em particular, alguém que pudesse chamar sua atenção o suficiente para valer o esforço. Já estava ficando relativamente cansado; seu braço quebrado ainda doía-lhe, mesmo que tentasse ignorá-lo com sua calma quase divina.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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O rei ajeitou-se novamente em sua cadeira, fitando Oneiros com interesse, porém, sem sorrir.


- Estão na torre, é claro. Trabalhando nela.


Não era a primeira vez, quando Oneiros disparou em direção à torre, que sentiu que era observado pela lua. Isso não fazia muito sentido, a princípio, e talvez fosse apenas uma sensação tola, mas conforme o tempo passava e sua tarefa tornava-se cada vez mais custosa, até mesmo os astros pareciam rir de seu fracasso iminente. Não foi difícil disfarçar-se como um dos escravos, mas precisou esperar cerca de meia hora até que eles terminassem o que estavam fazendo e conversassem, o que poderia lhe dar alguma pista. Dois deles eram gente escura, trazida do sul da África pelo rei babilônio, e o restante parecia ser de etnias mescladas, vindas de povos subjugados e escravizados por Nimrod. De todo modo, foram os africanos que primeiro falaram, e Pedro atentou-se ao que era dito, para não deixar Oneiros perder o foco.


- Não entendo a razão de erguerem essa torre... não tem nada lá em cima. O rei diz que quer chegar ao céu para ver Deus, mas a única coisa que vejo é a lua...



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Dream Oneiros
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- A lua, hã... - Balbuciou o oneiroi na língua do falante. Num sonho, todos poderíam entendê-lo, mesmo que Oneiros falasse numa língua diferente. Ele era um mestre dos sonhos, afinal.

Fitou o topo inacabado da torre e pôs-se a olhar a Lua. Aquele astro tão bonito, mas tão odioso que representava sua inimiga, Phoebe. Aquele enigma tomara-lhe tempo, um tempo precioso. Já estava perdendo a noção da passagem dele, pois não saberia dizer quantos dias haviam se passado fora da mente de Cronos, se é que tudo aquilo que vivera não durara mais do que horas. Os sonhos são interessantes, não? As imagens dos desejos mais íntimos, ou então mensagens de um poder maior. Premonições, sensações, amores, vinganças, temores... Tantas coisas podiam se manifestar num sonho. Ao pensar na complexidade daquilo que comandava, Oneiros quase deixou um riso escapar. Imagina-se que um gênio seria preciso para coordenar o complexo sonhar, mas o deus dos sonhos, até então, não se mostrara gênio coisa nenhuma.

- Alguns homens sonham em erguer-se mais altos do que os demais. Outros sonham em voar. De qualquer modo, alcançar os céus é um objetivo impossível, mas ainda asssim digno. Você não gostaria de ver o mundo de cima, ao lado dos deuses? Não gostaria de viver nos céus?

Perguntou. Falou baixo, mas pôs-se a andar. Talvez nem ouvisse a resposta, ou talvez não depositasse a atenção necessária para isso. Oneiros abriu seu caminho entre os escravos enquanto caminhava pela Torre, buscando subi-la pela do lado de fora. Humanos poderiam levar horas para fazer isso, mas ele era um deus. Desaparecia da vista de todos num salto, pois estava a caminho do céu. Dificilmente seria percebido, pois os humanos não tendem a procurar problemas nas alturas; um ponto tão insignificante no breu da noite não chamaria atenção, também.

Lá, naquela escuridão iluminada apenas pela lua e pelas estrelas, Oneiros poderia divisar a lendária Babel. Seu olhar, entretanto, focou-se na Lua. Ficou olhando aquele astro com ar desafiador.

- Escarnece de mim enquanto tento solucionar seu enigma, Phoebe? - Falou áspero. Não gostava de sentir-se observado, tampouco de sentir que caçoavam dele - Por que não sai desse seu esconderijo?

O filho de Hypnos olhou em volta. Seu olhar vasculhava não mais o chão, mas o ar e os lugares altos. Phoebe era a titânide da Lua. Não faria sentido residir no mesmo lugar do seu astro, faria? Era isso que Oneiros queria descobrir.

- Você está nos céus, Phoebe. - Disse encarando a Lua, talvez para sentir que falava com alguém e para afastar a ideia de Pedro, que fortemente acreditava que Oneiros havia enlouquecido - No mesmo lugar do seu aspecto. Revele-se.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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De fato, Oneiros não ouviu a resposta. Nem dos escravos, nem de Phoebe. A lua continuava lá, no céu, brilhando como sempre, mas Phoebe não se revelava. Faltava aproximadamente 1 hora para acabar o tempo que Phoebe havia lhe dado e, embora Oneiros tivesse um palpite, o "esconde-esconde" ainda não tinha terminado. Foi então que Pedro lembrou-lhe das palavras de Phoebe: "Então, eis o meu desafio, que é tão complexo quanto compreender a torre. Você precisará encontrar-me. Apenas isso. Precisa visitar-me em minha residência. Darei uma pista: "o mar dos sonhadores serenos". Logo, Oneiros compreendeu que não adiantava pedir que ela se revelasse. Ele precisava encontrá-la e visitá-la em sua residência. O tempo estava acabando. O que faria o oneiroi?


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Dream Oneiros
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- Tsc...

Oneiros, então, vasculhou a essência. Ele era o senhor dos sonhos e nada poderia lhe escapar, isto é, dado que estivesse em seus domínios. Aquela brincadeira já estava irritando-o, mas obrigou-se a manter uma postura cuidadosa. Cronos não era alguém que poderia contrariar, pois isso poderia resultar em uma punição muito mais severa do que fizer preso numa dimensão alternativa. Com seu olhar divino, o oneiroi procurou uma inconsistência naquele sonho. Procurou saber se havia algo que não estava enchergando, quem sabe uma passagem para a próxima fase onde poderia encontrar a titânide?

Tentou ser rápido. Seu tempo estava se esgotando e uma segunda chance não lhe seria dada. Precisava encontrá-la a qualquer custo... precisava atravessar a mente de Cronos e chegar ao Tártaro. Não só isso... aqueles desafios provavam-se úteis, pois revelavam novas perspectivas, geravam novas ideias...

Mais do que ganancioso por poder, Oneiros estava curioso. Queria saber até onde podia chegar, o que poderia aprender... E como poderia usar aquilo para a sua vantagem. Phantasos ajudou-o uma vez, mas não poderia esperar a boa vontade do irmão para sempre. Precisava ganhar terreno e mais independência, garantir que seus dois serviçais continuassem sob seu comando; quem sabe Cronos pudesse ajudá-lo nisso. Eis mais um motivo para vencer estes desafios.

Um mar de sonhadores serenos. Para Oneiros, poderia ser o céu. Uma tarefa tão complexa quanto compreender a Torre, talvez em seu ideal ou arquitetura, poderia ser compreender como Cronos tecia aquele sonho. Como ele conseguia manter-se tão lúcido a ponto de desafiar um deus dos sonhos no seu próprio domínio. Claro, a resposta para isso poderia ser o simples poder do Titã, mas o como podia ser interessante.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Não havia inconsistência, para desespero de Oneiros. Seus olhos fitavam a lua sem obter uma resposta, por mais óbvia que ela fosse. Ou, talvez, porque ele já tivesse obtido a resposta e se recusasse a compreendê-la. O aspecto da titânide... visitá-la em sua residência... todos esses termos embaralhavam-se na cabeça do Oneiroi. Ele poderia distorcer a realidade do sonho de forma limitada. Talvez conseguisse voar, por exemplo, mas provavelmente não poderia "criar" coisas muito complexas ou encontrar alguém que o próprio Chronos estivesse escondendo. Tic, Tac, Tic, Tac... o tempo passava. E que decisão o deus dos sonhos tomaria?

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Dream Oneiros
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Oneiros cerrou o punho da mão boa. Não era possível que fosse algo tão simples, embora bem oculto. Ouviu uma leve risada de Pedro, mas não distinguiu se era um insulto ou um sinal de que ele concordava com o deus dos sonhos. Talvez os dois. O deus dos sonhos encarou a lua carrancudo e, então, disparou em sua direção. Não era uma resposta tão óbvia, mas parecia a única que tinha a seguir. A titânide da Lua estava no seu próprio aspecto, no lugar onde seu aspecto estava: no céu. E, no céu, ela estava na própria Lua. Será? Seria essa a tão almejada resposta?

Oneiros voou com rapidez, o mais rápido que podia. Os minutos passavam rápido... E ele temia não chegar ao seu destino a tempo. Seu poder de distorcer os sonhos garantiria a sua sobreviência mesmo que tivesse de sair da atmosfera... e igualmente poderia ajudá-lo a localizar a titânide no astro.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Quando deixou o chão e começou a voar, Oneiros percebeu exatamente o que há tanto queria: o cosmo da titânide. Finalmente, ele se revelou estando na Lua. Por ser uma divindade menor dos sonhos, Oneiros não teve problemas para alcançar o astro, embora tenha demorado cerca de meia hora para isso, mesmo indo à toda velocidade que podia ali. E, quando chegou, viu o cenário morto e sem vida da superfície lunar. Cinzento, com muitas crateras, era uma paisagem que provavelmente nenhum humano jamais tinha visto com tamanhos detalhes. Aquele deveria ser um momento de êxtase para Pedro, mas Oneiros sabia que precisava completar o teste. Uma das crateras emanava uma luz arroxeada, e ele sentia o cosmo sendo emanado mais fortemente de lá.


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Quando penetrou na mesma, percebeu que no fundo havia uma caverna, e de lá vinha um misto de cores. Roxo misturava-se com azul-claro, emanando uma miríade bastante curiosa. Ali, ao contrário de todo o restante da lua, havia ar e pressão atmosférica, e Oneiros não precisaria mais usar uma parcela de seu poder para manter Pedro protegido. E, lá dentro, estava Phoebe, à sua espera. Quando ele entrou, ela começou a bater palmas lentamente.


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- Finalmente, Oneiros. Pensei que jamais decifraria a charada. Aprenda aqui uma lição que os religiosos insistem em ignorar: a resposta para a maioria dos mistérios do universo é óbvia, não complexa. O homem prefere procurar respostas complexas e até sem sentido a aceitar as simples. É claro... isso não quer dizer que as respostas simples sejam as melhores, e sim que devemos primeiro averiguá-las. O mar dos sonhadores serenos, minha morada na cratera, que fica num local onde, futuramente, os humanos do futuro que visitarão a Lua chamarão de "Mar da Tranquilidade". Sim, eu vi. Mas não vou lhe dar mais detalhes ainda. Há outros testes. Volte à Terra, no ponto onde a deixou, e saberá seu próximo desafio. Agora pode ir.


O sorriso sarcástico tomou novamente a feição de Phoebe, que sabia ter aguçado a curiosidade tanto de Oneiros quanto do humano que o hospeda. Ela permaneceu sentada, enquanto lentamente toda a caverna sumia deixando apenas a escuridão como companheira do deus dos sonhos.

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Dream Oneiros
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Finalmente o deus dos sonhos superara o desafio de Phoebe. Ele ouviu atento as palavras da titânide e, assim como seu hospedeiro, ficou maravilhado com as informações que ela deixara escapar. Mesmo ele, um deus, não tinha acesso ao futuro, e por isso ficou a divagar sobre que tecnologia eles usariam para alcançar um astro tão distante do seu planeta. Seus pensamentos foram interrompidos pela titânide; Oneiros assentiu diante da indicação do novo desafio e resmungou quando Phoebe retirou-se sem cumprir uma pequena parte do seu acordo. Seu braço doía um pouco, mas já estava se acostumado com a sensação dolorosa. Quem sabe não poderia usar seus poderes para acelerar a regeneração do membro ferido?

Mas isso ficaria para depois. Precisava proteger Pedro do vácuo do espaço e do atrito com na atmosfera, só depois se preocuparia com seu braço. Quando chegou ao local indicado, isto é, o mesmo lugar de onde partira até o céu, esperou pacientemente pelo seu próximo interlocutor. Oneiros estava curioso sobre o próximo desafio... e Pedro estava ansioso com seus próprios desejos.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Ao descer dos céus e voltar à Terra, Oneiros percebeu que já não estava mais no mesmo ponto. Ele, agora, estava na Grécia. Porém, não era exatamente a Grécia que ele conhecia. A arquitetura antiga estava por todo o lugar, e até mesmo uma assembleia estava sendo realizada na ágora.


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Não havia sinal de mouros, nem de "tecnologia do século XVI". Assim, seria relativamente fácil compreender que estava na Grécia Antiga. Porém, conforme ele voltava dos céus voando e admirando aquela cena esplêndida, sentiu uma cosmo-energia próxima de si, sendo emanada do teto de um dos templos. E, assim que se virou para fitá-la, lá estava ela. Era uma titânide, que provavelmente começaria o quinto teste de Oneiros. Sem perder tempo, ela começou.


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- Muito bem, intruso. Agora é a minha vez de testá-lo. O primeiro teste será este: quem sou eu?


Aquilo não era fácil. Pedro não saberia, mas Oneiros, com um pouco de sorte, talvez pudesse saber. Todavia, ele precisaria tentar evocar conhecimentos que não estavam facilmente disponíveis. Ou, simplesmente, usar sua compreensão sobre a história dos titãs para tentar deduzir quem seria aquela titânide. De todo modo, será que faria diferença o tempo que ele demoraria? Afinal, a qualquer momento a assembléia poderia acabar... teria ela alguma relevância?

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Dream Oneiros
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Um desafio interessante. Poderia uma titânide realmente esperar ser identificada com dificuldade?... A dúvida tinha fundamento, pois o conhecimento sobre os tempos antigos estavam em processo de esquecimento, pelo menos para Oneiros. Vivenciar esperanaças e sonhos todos os dias não ajudaram em nada sua memória que, mesmo que pudesse ser infinita (afinal, era um deus), não guardava próximos do presente todos os detalhes. Encarando a titânide, iniciou:

[align=center]Oceano, Céos, Crios, Hipérion, Jápeto, Cronos, Tétis, Teia, Phoebe, Réia, Mnemosine e Têmis.[/align]

Os doze titãs. Riscou mentalmente os nomes dos Titãs e deixou apenas as Titânides.

[align=center]Oceano, Céos, Crios, Hipérion, Jápeto, Cronos, Tétis, Teia, Phoebe, Réia, Mnemosine e Têmis.[/align]

Oneiros já encontrara uma das Titânides, Phoebe. Restavam apenas cinco a serem averiguadas. Começou a vasculhar sua mente pelos aspectos aos quais elas pertenciam.

[align=center]Oceano, Céos, Crios, Hipérion, Jápeto, Cronos, Tétis, Teia, Phoebe, Réia, Mnemosine e Têmis.[/align]

Seu olhar desceu sobre a Ágora. Prestou atenção num curto fragmento da Assembléia, mas isso provavelmente não teria importância. Em momento algum respondeu à titânide, mantendo o completo silêncio. Oneiros avaliou os seus arredores: estava na Grécia Antiga, próximo de uma Assembléia numa Ágora. Que significado aquilo teria?

O que os humanos faziam na Ágora?... Com dificuldade, Oneiros demorou-se vasculhando sua memória pelos tempos antigos. Se obtivesse sucesso, facilmente identificaria o que desejava: o significado da Ágora. Um local para compras, encontros, conversações e, o mais importante, discussões políticas.

Pedro ouvia silencioso o raciocínio de Oneiros, de vez em quando disvirtuando sua atenção para a Assembléia. O deus dos sonhos, por outro lado, ficou pensativo... Será que lembraria o significado de todos os Titãs? Tétis, Teia, Réia, Mnemosine e Têmis. Quais seriam seus significados?... Tratou de buscá-los em suas memórias. Será que conseguiria?
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Oneiros tentou por vários minutos puxar pela memória e acessar o conhecimento de vidas passadas para descobrir o nome da titânide, mas nada veio à tona. Mas o certame debatido na assembléia era de fácil assimilação. Aparentemente, os homens estavam discutindo a validade de uma das visões que o oráculo de Delfos havia tido, que parecia prever uma catástrofe para o povo grego. Todavia, Oneiros não sabia exatamente de que catástrofe se tratava. Seria o assunto da ágora uma pista para buscar a resposta que desejava? Ele sabia exatamente o que cada titã ou titânide representava, mas não se lembrava deles em aparência. Seria Oneiros capaz de desvendar aquele enigma?
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Dream Oneiros
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Enfim chegou a uma resposta. Pouco a pouco começou a riscar os nomes da sua lista, pois ia se aproximando da resposta. Tétis era a titânide dos mares, então não o receberia em meio a uma pólis Grega; Réia, a esposa de Cronos, também não. Restavam Teia, Mnemosine e Têmis.

Mnemosine era a titânide das memórias, não se encaixava naquela situação... pelo menos não obviamente. Como Phoebe o alertara, primeiro investigaria as respostas óbvias e, depois, se aprofundaria se necessário. Teia era a titânide da luz e das visões, poderia se encaixar no assunto da ágora. A restante, Temis, era a titânide da ordem e das leis; sua presença estaria, também, justificada pelo ambiente da Grécia Antiga. Restavam duas opções.. qual seria a resposta certa?

[align=center]Oceano, Céos, Crios, Hipérion, Jápeto, Cronos, Tétis, Teia, Phoebe, Réia, Mnemosine e Têmis.[/align]

...Finalmente tomou uma decisão. Com cuidado, respondeu:

- Você é a manifestação de Têmis, a titânide da ordem.

Sim, manifestação, pois todos ali ainda eram apenas imagens da mente de Cronos. Lembrou-se de Nimrod e, por isso, resolveu acrescentar essa palavra. Tinha certeza da sua resposta e não pensava estar errado... não gostaria de ser pego em um desafio como o de Phoebe novamente, razão mais do que suficiente para tornar-se mais atento aos detalhes dos arredores.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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A titânide lentamente fez um "não" com a cabeça. O debate na ágora continuava, cada vez mais acalorado. Entre várias proposições, Oneiros conseguiu entender que falavam de Alexandria, de alguma maneira, mas o grego antigo era uma língua levemente diferente, e as muitas vozes atrapalhavam a sua percepção. Quando voltou seu olhar para aquela que o testava, viu um sorriso sinistro estampado em seu rosto.


- Errado. Você tem apenas mais uma chance, ou te expulsarei do sonho e você vagará pelo Tártaro sozinho, em regiões que estão além dos piores pesadelos que você tenha gerado ou visto. Vamos, quem sou eu?

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Dream Oneiros
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A titânide não parecia uma das mais amigáveis. Oneiros preocupou-se apenas por um momento, pois tinha outra resposta. Não acreditva que pudesse estar errado, mas não tinha escolha. Manteve o silêncio e tornou a olhar para a Ágora, para confirmar mais uma vez o assunto em pauta, pois ele batia com o aspecto da opção remanescente. Finalmente encarou sua interlocutora a fim de encerrar aquele desafio; era sua última chance e não pretendia desperdiçá-la.

- Então és a titânide das visões, Téia. - Acrescentou: E saiba, titânide: não estou sozinho.

Oneiros surpreendentemente referia-se a Pedro. Agora, ambos estavam iniciando uma adaptação, uma evolução para um estado onde poderiam partilhar a consciência. Sob o ensinamento dos titãs, o deus dos sonhos estava descobrindo as graças da humanidade, seus aspectos mais poderosos e os motivos pelos quais esses homens de barro conseguiam desafiar seus criadores, os deuses, e por isso ele caminhava ao lado de um humano... por isso decidira parar de subjugar a mente do seu hospedeiro... pois, com ela, poderia aprender mais. Pedro aprendera com Oneiros, por que o contrário não ocorreria?

- Não mais. - E sorriu.

Qualquer que fosse o seu destino, Oneiros não reclamaria. Havia iniciado aquela jornada para chegar ao Tártaro, afinal, mas, se fosse jogado lá, esperava não cair muito longe do seu primeiro objetivo.
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O sorriso permaneceu, mas logo ela aparentou torná-lo mais amistoso. Aproximou-se voando, lentamente, e chegou bem perto de Oneiros. Quase tão perto que poderia beijá-lo, mas não o fez. Tampouco se insinuou, mas sua voz continuou a manter o tom misterioso, mesmo que as palavras agora revelassem suas intenções.


- Sim, eu sou Teia, intrusos. Estou surpresa em ver o quanto evoluíram, e por isso parte do teste que eu lhes aplicaria não fará mais sentido. Assim, resta-me uma pergunta apenas, para que possa seguir em frente: acham que o debate que ocorre na ágora gerará algum fruto ou servirá para alguma coisa? Analise a situação e responda.


Na ágora, agora pareciam trazer à tona medidas para conter o iminente cataclismo, mas nenhum deles conseguia concordar totalmente com as propostas. Na verdade, era uma situação inédita. Simplesmente não sabiam quando ocorreria, qual a sua natureza ou como evitá-lo. Só sabiam que haveria um cataclisma relacionado a Alexandria. O que Oneiros conseguiria extrair disso?

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Oneiros sorriu diante do seu sucesso e pacientemente ouviu as palavras da titânide e, talvez pela proximidade (e pela influência do seu hospedeiro), alargou o sorriso. Seu olhar voltou-se para a ágora, assim como a sua atenção. O assunto era óbvio: o oráculo de Delfos havia visto um cataclismo cair sobre Alexandria, mas não especificara o quanto e o como. Se o Oráculo recebera uma visão, ela certamente se concretizaria pela mão dos deuses ou pela mão dos homens, portanto, as discussões para evitá-lo eram inúteis... Ou não. Oneiros começara a compreender o valor do potencial humano, um potencial que, talvez, pudesse desafiar o destino.

- Uma visão do oráculo deveria ser um futuro inalterável, titânide, um futuro que se concretizaria pela mão dos deuses ou pela mão dos humanos...

Ele virou-se levemente para o povo na Ágora e continuou:

- Mas mesmo que este fosse o caso, eles não conhecem a natureza do cataclisma que atingirá a cidade. Pensarão em inúmeros cenários e em inúmeras medidas para contê-lo e, mesmo que falhem, poderão aproveitar as resoluções desta assembléia para previnir outros desastres aos quais consigam prever, isto é, dado que conseguirão prevê-los.

Aquela era a opinião inicial do oneiroi. Ele aguçou os sentidos e continuou a olhar para a Ágora.


- Está é minha opinião inicial, titânide, mas posso estar errado.

E continuou a prestar atenção na Ágora. Quem sabe a discussão tomasse um novo rumo que mudasse a sua opinião.
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A titânide fez suspense, "voando" ao redor de Oneiros com um ar de mistério, sem deixar claro que concordava com o que ele havia dito. Porém, depois de alguns segundos, parou e sorriu, virando-se para ele.


- Muito bem, Oneiros e Pedro. Vocês compreenderam a essência do destino e superaram meu teste. Ainda que oráculos possam entrar em contato com deuses e prever acontecimentos, nada é capaz de assegurar a exatidão das informações. Todos os momentos de uma vida são inéditos e surpreendentes, e só há uma linha do tempo - aquela que segue indefinidamente rumo ao futuro. A partir de agora, eu o acompanharei em sua jornada, embora só vá ajudá-lo se eu quiser hehe.


Teia apontou a direção de uma grande construção, onde provavelmente estaria o próximo desafio. Oneiros seguiria diretamente para lá ou continuaria prestando atenção ao debate na ágora?


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Dream Oneiros
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Oneiros sorriu diante do sabor da vitória. Aquele desafio era inteligente, mas felizmente o deus dos sonhos conseguira superá-lo com alguma rapidez. Ouviu as palavras da titânide e ficou parcialmente contente por ter uma compania além do humano, mas, por outro lado, entendeu aquilo como um sinal de que Cronos estava consciente o suficiente para segui-lo mais de perto. Deixando isso de lado, a dupla voltou sua atenção para a Ágora por mais alguns segundos, pois, quem sabe, informações sobre a visão pudessem ser úteis.

Não se demoraram nisso. Sem mover-se, Oneiros indagou:

- O que há naquela estrutura, titânide?

Antes de prosseguir, Oneiros resolveu averiguá-la com o seu domínio sobre os sonhos. Se a segurança fosse confirmada por si e pela titânide, poderiam prosseguir sem problemas.

De fato, Oneiros havia crescido desde que começara aquela jornada pelos desafios de Cronos... E ansiava por mais poder e por mais conhecimento. Sorriu. Seu irmão certamente teria uma surpresa, isto é... se retornasse vivo para o seu mundo.
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Teia emitiu um gracejo ao ver o receio de Oneiros. O debate na ágora parecia agora perto do fim. Alguns dos debatedores começavam a se dispersar, e sobrava cada vez menos gente lá. Isso dispersou um pouco a atenção do deus dos sonhos, que voltou ao "foco" quando ouviu a voz da titânide.


- O que existe ali? Oras... seu próximo desafio, é claro.


Oneiros conseguia sentir ali dentro uma presença cósmica, mas em relação à "segurança"... nada era certo. Era possível que, assim que entrasse, avistasse um interlocutor (um dos titãs), como também era possível que o teste começasse tão logo ele pusesse os pés dentro da construção. Não havia garantias, e Teia não parecia disposta a colaborar dessa vez. Pedro e Oneiros seguiriam em frente?


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Dream Oneiros
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Oneiros resolveu parar de hesitar. Encarou a estrutura com seriedade e se dirigiu até ela. Pousou na entrada e esperou alguns segundos antes de se dirigir ao grande portão que, mesmo com seu tamanho exorbitante, não seria um empecilho para o oneiroi. Se necessário, exploraria os arredores por detalhes inusitados, mas não esperava que fosse necessário.
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Assim que Oneiros atingiu os arredores do templo, bastou um piscar de olhos e ele já estava lá dentro. A realidade distorceu-se muito rapidamente. Teia estava lá, junto com ele. O interior era bastante incomum. Nas paredes, havia incontáveis estandartes, inúmeros brasões. O chão era disposto como um tabuleiro de xadrez, inclusive com o mesmo número de blocos até o fim do patamar ao nível do solo. Havia, no fim da mesma, na parede norte, um patamar superior, onde, num trono de bronze, descansava uma figura imponente, a figura de um titã. Com uma voz forte e sagaz, ele saudou o Oneiroi.


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- Bem-vindo, muito bem-vindo, finalmente! Há algum tempo aguardo-lhe, Pedro de Aragão! Eu sou Céos, e seu teste começa agora. Primeiramente, diga-me: o que acha que seu teste consiste?


Céos levantou-se e cruzou os braços, sorrindo. Ele parecia bastante confiante. Porém, o que mais incomodava Oneiros era o fato de Céos ter saudado apenas o seu hospedeiro, e não ao Oneiroi. Teria aquilo algum significado?

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Dream Oneiros
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Oneiros engoliu sua indignação. Como poderia ele, uma presença divina - e protagonista daquela sucessão de eventos, ser ignorado daquela forma? Não deixou, contudo, de se impressionar pela rápida mudanca de cenário e, claro, pela sua aparência. Diante de uma situação tão agradável e desagradável, Oneiros preferiu manter o silêncio. Pedro, que também estava maravilhado, retornou dos confins da mente para responder ao titã:

- Olá, titã. - A voz do oneiroi saiu carregada de um forte sotaque português; seu corpo fazia uma leve reverência ao Titã, passando a impressão de que Oneiros e Pedro realmente tinham "trocado" de lugar. - Obrigado por receber-me na sua moradia. E, oras, suponho que vá me desafiar para um jogo, ou estou enganado?

Um sorriso irritante estava estampado no rosto de Oneiros. Um sorriso humano e agradável, mas falso. Tanto Oneiros como Pedro sabiam que não podiam se descuidar, não só pelo desafio que viria, mas porque estavam na presença de dois titãs ao mesmo tempo. Se Chronos resolvesse expulsá-los... era melhor nem pensar nessa possibilidade.
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Teia encontrava-se levitando, indo para o meio do salão, encostada na parede leste. Céos bateu palmas e uma melodia de batalha preencheu o lugar, preparando uma "ambientação épica" para o que se seguiria. Após isso, viu que o cenário começou a mudar muito rapidamente. Alguma coisa surgia no centro da sala. Mas antes de poder acompanhar tudo o que acontecia, Pedro ouviu a voz de Céos, em resposta à sua alternativa.


- Bom saber que você não é um tolo. Conhece xadrez?


Pedro sentiu-se sendo elevado por uma força gravitacional que o pegou de surpresa. Ele voava, e agora via o chão como um tabuleiro de xadrez. Em seu centro, havia grandes peças de mármore negro e mármore branco, mas elas não tinham forma definida ainda. Pareciam apenas "cilindros". Céos, parecendo entretido, falou.


- Peças brancas ou peças pretas, Pedro?


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Dream Oneiros
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Pedro esperou sua mente assimilar a rápida sucessão de eventos antes de responder as indagações do titã. Com um sorriso, ergueu uma das mãos para o interlocutor, como que jogando-lhe um presente.

- Como um homem do mar, não posso me afirmar um conhecedor das regras, mas hospedar um deus tem suas vantagens, certo?

Poderiam, então, jogar. Sua mãe o apresentara o jogo quando ainda era muito pequeno, numa época onde os estudos estavam acima das viagens com o falecido pai. Nunca dera importância aquele tabuleiro preto e branco, mas poderia lembrar das regras com alguma facilidade graças ao oneiroi.

- Ficarei com as peças pretas. Como aceitou receber-me em sua morada, insisto que jogue primeiro.

E, com um sorriso, Pedro inclinou-se para frente e acrescentou:

- Há algo de especial no seu xadrez, Céos? As peças amorfas me levam a este questionamento... Vamos, por acaso, brincar com nossas mentes?
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