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SIDEQUEST - A Busca pela Caixa de Pandora; Tártaro, 28/12/1548, alta noite [começo]
Topic Started: Feb 22 2012, 11:36 AM (9,479 Views)
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=UWyxpCDumBo[/YOUTUBE]


Com um gesto de mão de Céos, os cilindros pretos voaram aos seus devidos lugares, abaixo de Oneiros, mas ainda sem forma definida. Os cilindros brancos se dispuseram abaixo de Céos, também em duas fileiras, prontos para serem movidos, mas não tomaram forma alguma. O titã sorriu ao perceber a cortesia do Oneiroi.


- Você é um rapaz esperto. Você ficou com as peças pretas, logo, terá a chance de me ver jogar primeiro e conhecer minhas peças. Mas talvez isso não seja o bastante.


As peças de Céos, então, começaram uma rápida transformação, mas que não se detinha. Era contínua, e assumia várias faces e formas, muitas delas desconhecidas para o rapaz. Porém, a mais aparente, a forma da peça que seria o "rei", foi claramente determinada assim que Oneiros pôs seus olhos sobre ela: estava variando entre Athena, Hades e Hypnos! O que aquilo queria dizer?


- Neste xadrez, nós vamos definir nossas peças de acordo com o que queremos conquistar. Por exemplo, Pedro, como eu estou imputando o teste, devo ser seu inimigo. Quem deverá ser o rei de meu tabuleiro? Hypnos? Hades? Athena? A quem você está se opondo verdadeiramente?

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Dream Oneiros
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Nenhum dos desafiados escondeu a surpresa pela pergunta. Pedro parecia estar certo quando sugeriu que moldariam as peças, e talvez algo mais, mas não esperava aquela pergunta. Alias, ponderou: por que ela estava sendo feita para ele? Céos deixara claro: o desafiado era Pedro e, portanto, Oneiros até então se mantivera silencioso, mas agora se via obrigado a intervir. Aquela pergunta, se feita a Pedro, não tinha sentido nenhum.

- Por que me pergunta isso, Céos, se Oneiros é quem detém o verdadeiro poder? - Pedro, num surto de curiosidade, não permitiu que Oneiros se intrometesse na agradável conversa. - É verdade: compartilhamos os dons, mas eles não existiriam sem... como devo colocar... "minha outra metade".

Satisfeito com a comparação, o marinheiro sorriu. Ele cruzou os braços, olhando para cima e, então, para o rei metamorfo de Céos.

- Acho que a pergunta pode estar equivocada. Deveríamos começar com: por que eu deveria me opor a alguém?

O sorriso se alargou na face do oneiroi. Satisfeito com sua indagação, que pareceu aos seus olhos bastante inteligente (ah! doce arrogância humana), prosseguiu:

- Não tenho motivos para opor ninguém; no máximo, poderia opor o próprio Oneiros, afinal, ele roubou-me o corpo... ou estou enganado?

Indignado com aquela afirmação, Oneiros iniciou um breve embate mental com Pedro, que deu pouca importância a isso. De fato, o oneiroi estava sendo deixado em segundo plano e ele não gostava nem um pouco disso. O humano, por outro lado, parecia se divertir com a situação. Não deixava de ser grato a Oneiros, pois sem ele jamais estaria ali, conversando com Céos daquela maneira.

- Reconheço a forma do seu rei graças ao oneiroi. Hades, Athena, Hypnos?... Hm... Não... O que acha de ficarmos com minha ideia, nobre titã? Por que não torna Oneiros o seu rei?

Aquilo era, de fato, uma resposta inesperada.... ou talvez nem tanto.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=UWyxpCDumBo[/YOUTUBE]


Teia deu um risinho ao ouvir as palavras de Pedro. Céos gargalhou, mostrando-se estupefato pela ousadia do hospedeiro. Era verdadeiro o ditado que dizia que se você desejasse conhecer realmente alguém, bastava dar-lhe um pouco de poder.


- Impressionante, humano. Oneiros, pode aparecer agora. O humano não me interessa mais. Minha conversa é com você.


Pedro sentiu que seus "quinze minutos de fama" haviam terminado quando sentiu vontade de se calar. Era o cosmo do titã suprimindo a sua vontade humana. Oneiros, agora, sentia-se livre para falar, agir, e tomar seu lugar diante do "tabuleiro". Céos, ao perceber que era Oneiros quem lhe responderia, prosseguiu.


- Não pensei que ainda estivessem em conflito. Acreditava que os testes pelos quais passaram fossem o bastante para que compreendessem que deveriam ser um só, e que os desejos de ambos deveriam coexistir. Se não é desejo de Pedro toda a sua jornada, Oneiros, por que ainda continua a fazê-la? Se tiver a resposta para esta pergunta, sabe muito bem o que esse jogo quer dizer. Logo, escolha: quem deverá ser o rei de meu tabuleiro? Hypnos? Hades? Athena? A quem você está se opondo verdadeiramente?

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Dream Oneiros
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Quand sentiu-se livre para responder, Oneiros respirou fundo e expirou demoradamente, aproveitando o controle reconquistado sobre o corpo. Sorriu para o titã e respondeu, parecendo bem menos irritado do que realmente estava:

- Essa desavença é natural. Ele não mentiu: roubei-lhe o corpo ao possuí-lo. Nossos objetivos tem fins semelhantes, mas raízes diferentes. Não o entendo completamente; Pedro ainda se fecha para mim e não o culpo, mas lentamente desvendarei o que a mente humana dele desenvolveu aliada ao meu poder onírico.

- Sabe, titã. Cheguei a conclusão que tornar-me um com Pedro não é o meu objetivo principal nesta jornada. Estou aqui para aprender. Desejo saber mais sobre a humanidade; eu os conheço apenas dos sonhos, nunca, de fato, interagi com a essência da humanidade. Devo admitir que estou fascinado pelos homens de barro e pelo que podem construir sem a mão dos deuses; estou passando a enxergar o que antes me era oculto pelo ódio e, talvez, pela inveja. "Fazer as pazes" com meu hospedeiro é, na minha opinião, consequência do entendimento que busco.

Satisfeito com sua resposta, Oneiros prosseguiu:

- Embora eu esteja em processo de evolução, titã, minha resposta para essa pergunta não evoluiu: Hypnos é o meu verdadeiro inimigo. O deus do sono governa o mundo onírico há tempo de mais e não o considero merecedor do seu cargo. Meus motivos, entretanto, não devem ser do seu interesse.

O oneiroi cruzou os braços e sorriu para o adversário.

- Estou ansioso por nosso jogo, titã.
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Céos bateu palmas e um grande estrondo preencheu o salão, inundando-o com energia cósmica. As peças de mármore branco, antes disformes, encaminharam-se para seus devidos lugares no "tabuleiro", logo abaixo do titã, e começaram a tomar forma.


- Certo, Oneiros. Aqui estão as minhas peças.


O "rei" de Céos era, obviamente, Hypnos. No lugar da dama apareceu Thanatos. Os bispos eram Ikelos e Morpheus, ainda sem rosto, somente usando as kamuis dos sonhos que lhes cabiam. As torres eram dois espectros que Oneiros não conhecia, mas sabia serem Celestes, pela composição de suas sapuris. Eram estes um homem e uma mulher. Os cavalos, todavia, eram os mais sombrios de todos... duas figuras encapuzadas, sem nenhuma pista aparente de quem poderiam ser. Os peões, por sua vez, dividiam-se entre espectros mais fracos e esqueletos, muitos dos quais Oneiros sequer conhecera. Assim que terminou de moldar tudo, Céos ficou satisfeito e soltou um gracejo.


- E onde está o seu exército, Oneiros? Quem serão as suas peças? Sua rainha, seus bispos, seus cavalos, suas torres e, principalmente, seus peões? Não pode pensar em se opor a Hypnos sozinho, não?


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Dream Oneiros
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Oneiros fechou o rosto. Quem deveria colocar no seu tabuleiro? Precisava pensar com cuidado. Alguns minutos se passaram antes de Oneiros se resolver. Com um movimento das mãos, o deus moldou o tecido onírico para que suas peças tomassem novas formas. Naturalmente, colocou-se na posição de Rei, aquele que devia ser protegido pelas demais peças; no lugar da rainha, um Phantasos sem rosto; nos bispos, Apate e Geras, espíritos que uma vez já ajudaram-no; nos cavalos, colocou Momos e Oizys; nas torres, colocou duas criaturas encapuzadas sobre um barco: dois barqueiros do inferno.

Sorriu quando moldou os peões. Colocou cavaleiros de Atena e Espectros de Hades que já vira, alternados em pares. Metade dos peões eram cavaleiros de Atena e a outra metade eram os espectros de Hades.


- Acho que estamos prontos para jogar, Céos.
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O executor do teste exibiu um largo sorriso ao ver as peças de Oneiros dispostas no tabuleiro. Teia somente observava, impassível. Assim que estava pronto para começar, Céos soltou um gracejo.


- Eis uma grande fraqueza nas suas peças, Oneiros. Apate e Geras não lhe dão garantia nenhuma de que estarão ao seu lado. Em sua rainha não confia plenamente, e os seus peões não estão bem-definidos. Como jogará suas peças sem conhecer-lhes o rosto e a mente?


Céos, com um gesto, avançara, logo de cara, seus dois "cavalos", exatamente aqueles que Oneiros não havia reconhecido. Jogar primeiro as peças que o adversário não sabe evitar é uma forma de manter seu oponente tenso. O titã sorria, ao ver os cavalos se posicionarem à frente de seus bispos, duas casas adiante. Estava claro que aquele não era um jogo ordinário de xadrez. E se Céos havia movido duas peças, era provável que Oneiros pudesse fazer o mesmo. Como o Oneiroi encararia as primeiras jogadas?


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Dream Oneiros
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Céos tinha razão; Oneiros sabia disso, mas não tinha mais ninguém ao seu lado... aquela era a dura realidade. Ele estava sozinho em sua empreitada contra os deuses, nem mesmo seus irmãos poderiam ajudá-lo (afinal, não confiava plenamente em Phantasos). Então, o jogo começou. Oneiros torceu o sorriso diante do movimento do titã e perguntou-se como deveria reagir; que regras deveria seguir. Resolveu começar devagar ao lançar iscas para o inimigo. Estalou os dedos e o peão na coluna da rainha moveu-se duas casas para frente, parando em seguida.

Sinalizou para que Céos jogasse, aquilo era tudo que faria. Ficou pensando como ganharia do titã seguindo as regras do jogo... Será que aquilo tinha algo a ver com o desafio, ou ele tinha o propósito único de ilustrar o quão despreparado o oneiroi estava para o desafio a sua frente, além, é claro, de revelar os laços forjados, nos últimos anos, por Oneiros?...

- Você tem um ponto válido, Céos, mas até os deuses sonham. Às vezes, basta conhecer o sonho de outrem para manipulá-lo, seja qual for sua índole. - Suspirou. - Mas seria ótimo encontrar aliados confiáveis neste mundo vasto, mas até agora o mundo mitológico não me forneceu nenhum. Irônico, não? Os humanos do navio que comando são mais fieis a mim do que qualquer espírito que encontrei em minhas andanças. Talvez eu esteja escolhendo mal as minhas peças.


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Céos continuava a sorrir pela inocência de Oneiros. Ele havia movido apenas uma peça, quando claramente as regras do jogo dele permitiriam duas peças por turno. Assim o fez, novamente, colocando os cavalos à frente das duas torres, em jogada simultânea.


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- Assim como Athena também escolheu-os, e como Hades costuma escolhê-los. Eles estão em maior número, Oneiros. Fornecem peças mais numerosas e, portanto, dispensáveis. Finalmente despertou um pouco de sabedoria. Você, de fato, está escolhendo mal as suas peças. Mas para qual jogo? Para este pequeno interlúdio ou para a campanha que pretende empreender? E melhor ainda... que peças seriam as adequadas? Sua primeira jogada foi bastante reveladora. Deixou sua rainha desprotegida. Phantasos é sua aliada... mas parece que seria melhor para você se ver livre dela... ou não?


Teia continuava um túmulo de silenciosa, somente apreciando o jogo. De fato, parecia a Oneiros que suas suspeitas estavam corretas. Mas se era um teste pra mostrar seu despreparo para o que queria fazer, como superaria tal provação?

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Dream Oneiros
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Oneiros optou por não responder a Céos. Aquelas dúvidas pairavam em sua mente e ainda não tinha a resposta para elas. Precisava de aliados confiáveis e fortes, isso era verdade, mas poderia contar com os Titãs para isso? Provavelmente não. Eles, também, eram deuses; muito mais poderosos que o próprio oneiroi, por sinal. Desde o início colocara-se na posição de provável peão nas mãos daquelas entidades magníficas, embora não fosse essa sua intenção; no fim, se não encontrasse uma maneira de se aproveitar da situação, era isso que acabaria se tornando: um peão.

Voltou seus olhos para o tabuleiro. O titã estava duas vezes certo. Phantasos era sua "aliada", mas seria-lhe útil, também, morta, pois isso devolveria parte do seu poder roubado. Por outro lado...

Com um estalar dos dedos, duas peças do tabuleiro de Oneiros se moveram. A rainha deu um passo a frente e o peão da direita que estava a frente do cavalo, também. Oneiros sinalizou para Céos, um claro sinal de que havia terminado seus movimentos. Precisava desvendar os mistérios daquele jogo, encontrar uma maneira de vencer. Nunca dera muita atenção aos jogos mortais, entre eles o Xadrez, ao passo que seu pai e tio eram exímios jogadores. Será que poderia superar a mente de Céos ao mesmo tempo que encontrava uma solução para o seu problema?...
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Assim que Oneiros se cala, Céos também o faz. A jogada seguinte deixou Oneiros um pouco confuso. Ele avançou o seu peão do rei duas casas adiante, deixando-o em combate com o peão da dama que Oneiros havia avançado na primeira jogada e, em seguida, tomou-o, ocupando sua casa. Não havia sido algo muito esperto, na concepção de Oneiros. Ambos os cavalos tinham ficado vulneráveis à sua dama. Em jogada dupla, ela podia tomá-los ou tomar um deles e colocar o rei de Céos em xeque. Mas será que isso realmente seria sábio? Aquele jogo provara-se ser novamente mais do que aparentava. Oneiros tinha várias possibilidades de ação com sua dama, Phantasos. Mas será que confiava nela a esse ponto? E outra questão surgia... havia ficado extremamente fácil para o Oneiroi adentrar as defesas do adversário. Seria aquilo uma armadilha premeditada? O que era jogo e o que era real? Que testes Céos estaria fazendo, jogando de forma tão pouco "inteligente"? Ou será que era mais inteligente do que Oneiros podia perceber?


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Dream Oneiros
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Oneiros franziu o rosto. Estava confuso sobre o próximo passo; o jogo estava cheio de simbolismos e verdades implícitas que tornavam tudo mais difícil. Mais do que um jogo, o desafio era uma maneira perfeita de ler as intenções do oneiroi: até onde ele estaria disposto a apostar nas peças de que dispunha. Colocou uma mão no queixo, pensativo. Olhou fixamente para Phantasos, sua dama, e cogitou todas as jogadas que poderia fazer com ela. Olhou atentamente para todas as peças e calculou minunciosamente todos os movimentos. Não sabia qual seria o melhor curso de ação, pois jamais jogara aquele jogo, diferente dos seus... familiares.

Encarou bem o tabuleiro. Será que deixaria Phantasos cuidar daqueles inimigos desconhecidos? Quem, afinal, eram os cavalos? Deveria acabar com eles antes que fosse tarde? Mover a dama realmente parecia uma jogada, no mínimo, forte, pois colocaria Céos em xeque com poucas possibilidades de defesa... não havia movimentos semelhantes a serem feitos com as demais peças... valia a pena arriscar e deixar Phantasos onde estava?...

Resolveu, então, jogar. Com o estalar dos dedos, o peão próximo a um dos cavalos deu um passo a frente e, então, andou em diagonal, entrando em combate contra aquela figura misteriosa. Oneiros criara uma suposição sobre o jogo e resolvera testá-la. Não bastasse, resolveu não jogar com sua dama pois, mesmo que derrotasse de uma só vez aquelas criaturas, seu irmão ficaria vulnerável as peças do inimigo... E aquele não era o momento certo para perder uma peça tão importante.
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A jogada de Oneiros era cautelosa e pouco ousada, mas se tinha em mente não perder a sua dama, a jogada seguinte de Céos o deixaria bastante desapontado. Assim que perdeu seu cavalo, o mesmo se desfez, sem mostrar sua "cara". Logo, Oneiros havia eliminado uma peça que não sabia exatamente de quem se tratava. Com isso, a diagonal se abriu. E Ikelos, o bispo do rei de Céos, moveu-se quatro casas em diagonal, parando algumas casas à frente do cavalo descoberto de Oneiros. Logo em seguida, ele mudaria de direção e, percorrendo mais duas casas, atacaria Phantasos, a dama de Oneiros, tomando-a. Haveria também algum simbolismo naquela jogada? Oneiros havia perdido sua dama, e o rei estava em xeque, o que o obrigava a desperdiçar uma de suas duas jogadas para defendê-lo. O que faria em seguida? Percebendo a jogada não muito inteligente de Oneiros, Céos o provocou.


- Quis tanto proteger sua dama que acabou perdendo-a. Às vezes, temos que nos arriscar sem medo das perdas, para não perdermos ainda mais do que temíamos perder. Como reagirá agora, Oneiros?


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Dream Oneiros
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Ao fim da jogada do titã, Oneiros imediatamente estalou os dedos e o cavalo da direita moveu-se em L, atacando Ikelos e derrubando-o. - Parece que dois de meus irmãos estão mortos, Céos. – Cometou em um tom triste claramente fingido. Perder a dama, no âmbito do xadrez, não fora nada bom, mas o oposto se fazia valer na vida real: com a queda de Ikelos e Phantasos, o deus dos sonhos estaria próximo do poder máximo. Mal sabia ele da pequena rixa entre a hospedeira de Phantasos e Ikelos, por isso não faz comentários.

Restava ainda uma jogada. Com outro estalar dos dedos, o bispo à direita moveu-se uma vez para cima, parando entre dois peões.

- Sua vez, titã. Seu jogo é incrivelmente interessante; devo dizer que estou satisfeito por participar no lugar de meu hospedeiro.

Com um sinal, sinalizou para Céos. Era a vez do titã.
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- É bom ver que está satisfeito. Entendo onde quer chegar, Oneiros, mas não pretendo ceder Morpheus. Sem ele, você não tem seu poder total. Ou será que precisa ficar parando de depender de seus irmãos para alcançar poder?


Céos estalou seus dedos, movendo o rei e a torre do rei, que trocaram de lugar e avançaram cada um uma casa na direção oposta depois, protagonizando o Roque Curto. Céos já estava utilizando-se dos truques do xadrez. Isso queria significar que preparava algum bote? Seus inimigos fariam o mesmo? A jogada seguinte foi confusa. Uma jogada defensiva. Ele recuou seu cavalo para frente da torre do rei, que agora o protegia. Qual seria sua intenção com essa nova jogada?


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Dream Oneiros
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Oneiros assistiu curioso ao movimento do titã. Antes de mais nada, o deus dos sonhos questionou o significado daquela jogada. De todo modo, Hypnos estava muito bem protegido e chegar até ele seria uma tarefa árdua, porém, não impossível. Simbolicamente, Oneiros deveria derrubar Morpheus e, então, seu pai, pois assim teria obtido seu poder completo e, logo depois, usá-lo-ia para arruinar o deus do sono, mas não parecia que as coisas ocorreriam assim.

Subitamente voltou sua atenção para o cavalo. Aquela figura ainda era uma incógnita e, a bem da verdade, Oneiros estava curioso sobre sua identidade. O jogo claramente mostrara-se uma alusão ao mundo real; aos objetivos do deus dos sonhos, ao que estava disposto a sacrificar. Poderia, então, fornecer pistas sobre o que viria a encontrar?...

- Ao observer as almas de meus três irmãos, Céos, eu teria apenas dado um grande salto. Talvez chegado ao limite do que a divindade pode oferecer, mas, afinal, o potencial humano é infinito. – Sorriu. Desde que chegara ali, Oneiros abrira as portas para uma nova forma de poder; um poder que, para alguém como ele, seria impossível dominar sozinho.

O deus dos sonhos estalou os dedos e suas peças se moveram. O peão à frente do rei moveu-se uma casa para frente e o bispo das casas brancas avançou contra o inofensivo peão branco que estava de frente para o cavalo de Oneiros.

- Sua vez, titã. Me surpreendo com seus movimentos neste jogo tão intrigante. Quem diria? Um jogo humano servindo de paródia a mim! Os humanos têm mais que o esperado a oferecer, de fato.
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- Verdade... mas ainda pensa neles como objeto de seu domínio? Ou considera que suas motivações são legítimas, e as divide com eles? Vamos ver se seu hospedeiro concorda com suas palavras.


Um olhar do titã foi o suficiente para Pedro retomar o controle. Se Oneiros tinha algum plano que não compartilhara com seu hospedeiro, ele estaria perdido. O jogo estava muito avançado, e Pedro provavelmente não conseguiria se concentrar facilmente para vencer o titã da inteligência. Céos estalou seus dedos, movendo a torre do rei que fizera roque curto uma casa para o lado, estabelecendo-se na coluna do rei de Oneiros, que era protegido do xeque apenas por um peão. Sua segunda jogada foi mover o peão que estava à frente do bispo da dama uma casa à frente. Aparentemente, Céos agora guarnecia suas defesas e preparava-se para alguma coisa... mas o que seria? E como Pedro descobriria isso?


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Um pulsar passou pela mente do oneiroi; subitamente ele fora transformado em observador. Pedro retornou num susto para o jogo, olhando ao redor sem entender o que estava acontecendo. O marinheiro viu a jogada de Céos e compreendeu que trocara de lugar com a deidade dos sonhos. Ele riu. Não estava esperando por aquilo depois de ser expulso graças ao seu desafio... "insolente", mas destino gostava de pregar peças.

O titã dera a Pedro a chance perfeita para arruinar os planos do oneiroi, pois o deus e seu hospedeiro não se comunicaram durante o jogo; não compartilharam planos nem se ajudaram na formação de estratégias, mais por birra do marinheiro do que por vontade do oneiroi.

Mas o humano optou por tentar vencer o titã. Entre os vários motivos, estavam a chance de superar uma divindade antiga; a chance de progredir naquela jornada, adquirindo mais do conhecimento proibido aos humanos e, por fim... uma vontade, mesmo que minúscula, de ver Oneiros vencer. Embora não estivessem se falando, Pedro estivera ouvindo a conversa e, por estar tão ligado ao deus invasor, conseguia perceber faíscas de verdade nas suas palavras, palavras que lutavam para mostrar a crença do deus dos sonhos nos humanos... uma crença há muito perdida que estava retornando.

"Mas não será tão simples assim... Ainda temos muito a debater."

Pedro pôs uma mão no queixo e começou a pensar. Conhecia as regras do xadrez melhor que Oneiros e pensava ser capaz de tirá-los daquela situação, mas não conseguia prever o futuro do jogo. Céos estava misterioso.

O jovem começou a mover as mãos no ar fazendo movimentos semelhantes aos de um jogador, como se estivesse movendo as peças invisíveis no ar, e jogou: moveu o rei uma casa para a direita, tirando-o do alcance da torre inimiga. Depois, moveu o bispo das casas pretas três casas para direita na diagonal, colocando-o atrás do bispo preto das casas brancas, ao lado de um peão e na frente do cavalo das casas brancas, na mesma linha do rei.

- Sua vez, titã. - Foi tudo que disse.
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- Então... tentará me vencer, é isso? Posso ver sua determinação, mas vai ter que atacar mais rápido do que eu lhe ataco. Xeque.


Com tranquilidade no olhar, Céos fazia sua jogada. Parecia mais confiante contra Pedro, como um titã seria contra um humano. Seu cavalo branco restante moveu-se em "L" para frente duas vezes, ocupando uma casa em que o peão do bispo do rei preto repousava, tomando-o. Assim, a figura misteriosa passou a ameaçar Oneiros e sua torre do rei, um dos barqueiros do inferno. A jogada era muito boa, comum no xadrez, e o deixava numa posição delicada. Ela fora tão bem calculada que, mesmo com duas jogadas - uma sendo obrigatoriamente a do rei - Pedro não conseguiria tomar o cavalo de Céos, nem salvaguardar sua torre. Restava-lhe, portanto, usar sabiamente sua jogada extra. Como Pedro moveria seu rei, e o que faria com a jogada extra?


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Pedro cerrou os dentes diante da jogada de Céos. Fora incapaz de prever o movimento do cavalo, colocando ele e Oneiros em uma situação difícil. Uma peça teria que ser sacrificada. Por um momento, o humano ficou encarando as formas humanóides no tabuleiro, principalmente aquelas dos espectros e dos cavaleiros de Atena. Uma súbita raiva tomou conta do português, porque só agora deixara sua discussão com Oneiros de lado o suficiente para perceber o quanto aquele jogo ofendia não só a si, mas também aos outros humanos. Um deus e um titã, Oneiros e Céos, jogando com os humanos e deuses como se eles fossem peças descartáveis, apenas degraus para um objetivo qualquer.

Por algum motivo, Pedro sentiu-se incomodado com aquilo. Já fazia algum tempo que partilhava o corpo com Oneiros, embora somente há pouco tenha conseguido espaço para partilhar sua opinião, espaço para... ter seu corpo de volta. Ele já sabia que seria assim. Sabia que era assim que o jogo dos deuses era jogado, mas ainda assim sentiu-se incomodado. Abaixou um pouco o rosto; a sombra do capacete cobrindo seus olhos.

Ele não era mais um humano comum. Estava evoluindo, assim como Oneiros. Era a primeira vez que um desafio do titã o incomodara, talvez porque, ali, o domínio dos deuses sobre os humanos, a própria natureza manipuladora deles, ficasse bem clara. Quando fez sua jogada, o rapaz encarou o adversário nos olhos.

Com um movimento das mãos, o Rei Preto avançou uma casa para frente, na diagonal, ficando lado a lado com a misteriosa figura do cavalo e, com outro, Pedro moveu seu Bispo Preto das casas pretas pela diagonal, rapidamente abatendo um peão que protegia o Rei Branco. Já mais calmo, Pedro anunciou:


- Xeque.
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- Hmm... boa jogada. Mas ainda vou tomar sua torre. Estou vendo que pretende me cercar e me cercar de "xeques", mas não vou tomar seu bispo.


O olhar de Céos havia mudado. Ele percebia que Pedro assimilara o golpe e preparara uma contra-ofensiva, e isso não estava previsto. Demorou um minuto até que o titã fizesse sua jogada, sem mais nada dizer. Seu rei foi colocado atrás do bispo que anteriormente o atacara, fugindo do mesmo. O cavalo, como era de se esperar, tomou a torre do rei, e seu turno se encerrou. Será que havia uma maneira de vencê-lo, mesmo com tanta desvantagem?


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Pedro estava em maus lençóis. Precisava vencer Céos o quanto antes, pois seus recursos estavam cada vez mais escassos. Irônico. Mesmo se considerando tão inteligente, detendo o conhecimento de eras, Oneiros não fora capaz de vencer o titã rapidamente. Pedro, tampouco, parecia capaz de fazê-lo com facilidade. Oneiros tentava ao máximo ser lógico. Não era tão passional quanto o humano provara ser há alguns minutos, quando desafiara Oneiros indiretamente. Não gostava de contar com a "sorte". Pessoas metódicas de mais tendem a excluir a "sorte" dos cálculos, mas o marinheiro não estava disposto a fazer isso.

Ia arriscar. Rezaria para seu antigo deus para que seu plano desse certo, que tivesse tempo suficiente para preparar uma investida. Com o estalar dos dedos, um dos cavalos negros (G,8) moveu-se para a frente, caindo ao lado de um peão (F,6). A última das figuras encapuzadas do adversário estava, finalmente, a mercê de uma das torres. Com um movimento das mãos, a torre remanescente do humano avançara ferozmente contra o cavalo, derrubando-o (A,8 para H,8).

Estava livre da ameaça... por hora. Céos ainda tinha as duas torres, uma delas, livre. A dama também podia começar seus movimentos... Era hora de rezar. Era hora de acreditar. Às vezes, um deus era reduzido a nada mais do que um humano.

Pedro sinalizou para Céos. Era a vez do titã.
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Céos agora fitava o humano que hospedava o Oneiroi em silêncio. Ele nada mais dizia. Com um movimento, seu peão do bispo da dama avançou uma casa, passando a ameaçar o bispo preto de Pedro (em D5). O rei branco, ousadamente, e contrariando o que o titã havia falado, tomou o bispo preto que o ameaçara no passado. Céos estava mesmo minando as forças de Oneiros e Pedro lentamente, mas teria algum plano além daquele? Por que expor seu rei daquela maneira, se havia dito que não cairia na armadilha proposta por seu adversário? Haveria ele enxergado alguma outra jogada, ou só queria que Pedro atacasse, para desguarnecer suas defesas de uma vez e poder investir com tudo? Algumas peças, aliás, pareciam estar muito expostas... seria esse o objetivo de Céos?


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[OFF: Realizei a jogada do peão branco porque, como já tinha falado, ele estava numa posição errada... agora está na certa]

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Dream Oneiros
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Pedro ficou encarando o movimento de Céos curioso, mas também preocupado. Precisava encerrar aquele jogo logo: estava ficando sem peças para atacar. Rapidamente um plano surgiu em sua mente e, para evitar uma nova "troca surpresa" ocasionada pelo titã, Pedro deixou a estratégia flutuando pela sua mente. Com o estalar dos dedos, o cavalo posicionado em D7 moveu-se para B6 e de B6 moveu-se para C4, derrubando o peão que ameaçava o bispo preto.

O marinheiro finalmente matutara um plano. Era arriscado, mas podia ser a melhor chance de vitória. Será que Céos o descobriria?...

- O jogo está chegando ao fim, titã. Um de nós sairá vencedor em breve.
[align=center]Thx, Lisianthus!
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- De fato, e pelo visto, não será você. Xeque. Oneiros, venha ajudar o pobre mortal.


A resposta seca de Céos foi acompanhada pela jogada aparentemente simples. Ele só moveu a dama. Ela viajou em diagonal, tomando o peão preto posicionado em A4. Depois, moveu a dama para B4, colocando o rei preto de Oneiros em xeque. Nesse momento, as consciências de Oneiros e Pedro estavam no jogo. Era um momento difícil, e eles tinham ampla desvantagem de peças. Será que finalmente conseguiriam trabalhar juntos para evitar a derrota?


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Dream Oneiros
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Oneiros e Pedro estavam, enfim, juntos. O silêncio imperou na mente do oneiroi enquanto ambos matutavam sobre as jogadas que fariam e, então, decidiram compartilhar suas ideias. Nenhum deles obtivera sucesso em vencer Ceos sozinho, estavam, desde o início, dançando nas mãos daquele titã. Era hora de trabalhar em equipe; as desavenças precisariam ser resolvidas outra hora. A morte, destino suposto para a falha em qualquer um dos testes, não era um bom lugar para discutir.

Chegaram a um consenso. Com um estalar dos dedos, moveram seu rei para a direita (de E7 para F7), protegendo-o das garras da rainha; com um olhar, um dos cavalos pretos avançou, passando a ameaçar o rei branco do titã (F6 -> G4).

- Xeque. - A voz, perceberia Céos, ainda era a de Pedro.

Não queriam perder. Não podiam. Oneiros queria se aventurar mais pela mente de Cronos, descobrir mais sobre essa poderosa Chama de Prometeu. Os motivos de Pedro, entretanto, continuavam mais nebulosos. Ele não tinha um objetivo tão específico quanto o do deus hospedado, não para aquela jornada. No fim, Oneiros quase se esqueceu do seu objetivo original: a caixa. Céos era um dos guardiões do portal para o Tártaro e precisava ser 'vencido'...
[align=center]Thx, Lisianthus!
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- Pelo visto finalmente começaram a agir juntos... mas a maré do jogo não está a favor de vocês. Foi uma boa jogada, e consigo ver o que estão planejando... mas é melhor que o façam logo, pois a chance pode passar. Assim também é a empreitada de vocês... se a chance passar, o rei estará condenado.


Céos parecia tranquilo, apesar de estar sendo atacado. Ele moveu seu rei uma casa para trás, para escapar da posição de ameaça, e moveu o peão do bispo uma casa à frente, "entrincheirando" o rei. Após uma rápida análise de Oneiros, havia mais uma forma de colocar o rei de Céos em xeque na próxima jogada. Será que ele tinha visto isso? Será que queria isso? Algumas peças dele estavam aparentemente vulneráveis demais... assim como as peças de Hades pareciam vulneráveis demais em Heinstein. Seria tudo um ardil?


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Dream Oneiros
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A dupla fitou o tabuleiro com cuidado. Embora o rei de Céos estivesse, de certo modo, vulnerável, as últimas peças realmente ofensivas da dupla também estavam ameaçadas. A rainha era o maior problema... precisava ser destruída, mas não havia como fazê-lo naquele momento. Ela estava numa posição favorável de mais...

Oneiros riu. Seu tabuleiro mostrava o quanto estava dependente de certas peças, como os dois cavalos: Momos e Oizys. Na verdade, dependia mais deles do que o contrário... irônico. Precisava trabalhar com eles para atingir a vitória. Seu bispo era a terceira das últimas peças "poderosas" que restavam; sua última tentativa de evoluir um peão fracassara...

- ...

O titã tinha razão. A derrota era uma questão de tempo: precisavam correr. O cavalo em G4 moveu-se para F2, ameaçando o rei branco; o peão em G7 moveu-se duas casas para frente, parando em G5. Com um sinal, a dupla encerrou sua jogada. Como o titã reagiria?...
[align=center]Thx, Lisianthus!
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- Boa jogada, mortais. Mas perderam uma boa chance de tomar a minha dama. Não concederei outra.


Com um estalar de dedos, o rei de Céos foi movido para o lado esquerdo, para escapar do xeque, e a dama branca avançou por toda a coluna até parar em B8, atrás das defesas de Oneiros. Com a dama branca tão avançada, o que ele faria? Começaria a se defender mais ou aproveitaria a quantidade menor de peças protegendo Céos para atacá-lo com tudo? Aquilo se assemelhava realmente a um movimento de guerra... resguardar sua defesa ou ousar? E qual era o intuito do titã ao chamar ambos de mortais?


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Dream Oneiros
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A situação parecia ter ido de mal a pior. Com a dama infiltrada em sua defesa graças a uma falha, as chances de derrota haviam crescido imensamente. Entretanto, nem Pedro nem Oneiros estavam prontos para desistir. Na verdade, estavam sorrindo. Não passariam uma imagem de fraqueza para nenhum dos titãs. Apesar de estarem trabalhando juntos, Oneiros não deixou de se sentir... cutucado pelo comentário de Céos. Ele não era um mortal e, embora estivesse aprendendo sobre a Chama, jamais deixaria de ser um deus. Isso levou Oneiros a ponderar sobre o teste do titã. Ele parecia replicar a Guerra Santa e talvez tivesse sido imposto para nivelar a aptidão do oneiroi para liderar, pelo menos, essa parecia uma interpretação óbvia... mas será que havia algo mais?...

Oneiros estalou os dedos. O cavalo em F2 moveu-se rapidamente para H3, colocando o rei de Céos. em...

- Cheque.

Oneiros era Rei do seu próprio tabuleiro. Estava disposto a colocar-se em risco para obter a vitória... tinha de vencer a todo custo. Sua personalidade era assim, quer fosse o que o titã esperava ou não. Com outro estalar dos dedos, o bispo em D5 avançou com rapidez e derrubou o peão em F3, tomando a posição para si. O jogo se tornaria uma batalha para ver qual rei cairia mais rápido.

- ...Sua vez, titã.

Após o movimento, Oneiros voltou a refletir sobre as palavras de Céos. “Mortais”...? Será que o titã queria atrapalhar o oneiroi ao gerar aquela reflexão?... Não que isso fosse necessário. Ele parecia estar controlando bem o jogo...
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