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SIDEQUEST - A Busca pela Caixa de Pandora; Tártaro, 28/12/1548, alta noite [começo]
Topic Started: Feb 22 2012, 11:36 AM (9,476 Views)
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=_vdfxDDvue4[/YOUTUBE]


A união entre Oneiros e Pedro trouxe novamente o sopro de conhecimento que faltava ao Oneiroi e, por um breve momento, ele sentiu que aquele sonho estava sob seu controle. Embora não soubesse a extensão desse controle, o fato de o gigante encarar Oneiros com mais seriedade, acreditando de fato em suas palavras, já seria motivo para crer que seu empreendimento fora bem sucedido. E as palavras do gigante, que ele ouviria a seguir em longo lamento, seriam traduzidas na história ancestral dos Titãs, com imagens que lhe seriam recuperadas pelas eras de conhecimento em que Oneiros existira.


- Como fosse impossíbel alcançá-la, pola grandeza feia de meu gesto, determinei por armas de tomá-la, e a Dóris meu caso manifesto. De medo a Deusa então por mi lhe fala, mas ela, cum fermoso riso honesto, respondeu: "- Qual será o amor bastante de ninfa, que sustente o dum Gigante? Contudo, por livrarmos o Oceano de tanta guerra, eu buscarei maneira com que, com minha honra, escuse o dano. Tal resposta me torna a mensageira. Eu, que cair não pude neste engano (que é grande dos amantes a cegueira), encheram-me, com grandes abondanças, o peito de desejos e esperanças." Já néscio, já da guerra desistindo, uma noite, de Dóris prometida, me aparece de longe o gesto lindo da branca Tétis, única, despida. Como doudo corri de longe, abrindo os braços pera aquela que era a vida deste corpo e começo os olhos belos a lhe beijar, as faces e os cabelos. Oh! Que não sei de nojo como o conte! Que, crendo ter nos braços quem amava, abraçado me achei cum duro monte de áspero mato e de espessura brava. Estando cum penedo fronte a fronte, que eu polo rosto angélico apertava, não fiquei homem, não; mas mudo e quedo e junto dum penedo outro penedo! Ó Ninfa, a mais fermosa do Oceano, já que minha presença não te agrada, que te custava ter-me neste engano, ou fosse monte, nuvem, sonho ou nada? Daqui me parto, irado e quase insano da mágoa e da desonra ali passada, a buscar outro mundo, onde não visse quem de meu pranto e de meu mal se risse. Eram já neste tempo meus Irmãos vencidos e em miséria extrema postos, e, por mais segurar-se Deuses vãos, alguns a vários montes sotopostos. E, como contra o Céu não valem mãos, eu, que chorando andava meus desgostos, comecei a sentir do fado imigo, por meus atrevimentos, o castigo: converte-se-me a carne em terra dura; em penedos os ossos se fizeram; estes membros que vês e esta figura por estas longas águas se estenderam; enfim, minha grandíssima estatura neste remoto Cabo converteram os Deuses; e, por mais dobradas mágoas, me anda Tétis cercando destas águas.


As imagens se sobrepunham, umas após as outras, deslindando a história de amor e tristeza do gigante Adamastor. Como jamais conquistaria Tétis porque era muito feio, Adamastor resolveu conquistá-la por meio da guerra e manifestou sua intenção a Dóris, mãe de Tétis, que ouviu da filha a seguinte resposta: como poderia o amor de uma ninfa aguentar o amor de um gigante? Ela, para livrar o Oceano da guerra, tentaria solucionar o problema com dignidade. O gigante, que estava cego de amor, não percebeu que as promessas que Dóris e Tétis lhe faziam eram mentirosas. Uma noite, louco de amor e desistindo da guerra, aparece-lhe o lindo rosto de Tétis, única e nua. Como louco, o gigante correu abrindo os braços para aquela que era a vida de seu corpo e começou a beijá-la. Adamastor não consegue expressar a mágoa que sentiu, porque, achando que beijava e abraçava Tétis, encontrou-se abraçado a um duro monte. Sem palavras e imóvel, sentiu-se como uma rocha diante de outra rocha. Adamastor então invoca Tétis, perguntando porque, se ela não amava, não o manteve com a ilusão de abraçá-la. Dali ele partiu quase louco pela mágoa e pela desonra procurando outro lugar em que não houvesse quem risse de sua tristeza. Os Titãs já haviam sido vencidos e soterrados para maior segurança dos deuses, contra quem não era possível lutar. Adamastor anuncia, então, seu triste destino. A carne do gigante se transformou em terra e os ossos em pedra; seus membros e sua figura alongaram-se pelo mar; os Deuses fizeram dele um Cabo. Para que sofresse em dobro, Tétis costumava banhar-se nas águas próximas. Todavia, aquilo fora há muito tempo. Aquela cena parecia ser revivida naquele exato momento, e um mero olhar de Oneiros para Tétis veria um sentimento muito peculiar na raça humana: arrependimento. O que fazer, naquele caso? Era impossível tornar o sonho do gigante uma realidade... ou não? O Gigante era o Cabo das Tormentas, e isso agora era de conhecimento de ambos. Havia algo que eles poderiam fazer? Seria esse o objetivo do teste: o de resolver este caso de amor não-correspondido de Adamastor de alguma outra maneira, de forma a ajudar Tétis?

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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
Pedro ficou maravilhado e chocado com aquela história. Era uma verdadeira tragédia grega, literalmente. Soluções para aquele 'problema' surgiam a cada instante, mas nenhuma parecia adequada. Oneiros planejava usar sua força para fazer Adamastor esquecer o sonho de desposar Tétis, enquanto Pedro gostaria de poder uni-los, mas sabia ser impossível. Poderiam iludi-lo novamente, mas significaria apenas repetir a mesma tragédia. Enquanto Oneiros pensava, Pedro tomoua iniciativa:

- É uma história muito triste, gigante. – Esforçou-se para se fazer ouvir em meio a tempestade. - Não foi justo. Torna-se livre novamente, Adamastor. Prender-se às mágoas do passado somente o impede de ver o esplendor do futuro. Apresento-lhe um ditado: “depois da tormenta, há o arco-íris”. Já é tempo de buscar o seu arco-íris, Adamastor. O passado não deve mais feri-lo.

Pedro começou a elevar o cosmo de Oneiros, determinado a cumprir uma única tarefa. Queria libertá-lo e, ao mesmo tempo, livrar-se da parede de pedra que impedia a travessia. Ali, onde sabia ter força para fazê-lo, Pedro moldaria o mundo dos sonhos e transformaria Adamastor no que ele realmente era: um gigante, não um cabo.

- Dói, Adamastor, e irá doer por toda a eternidade, mas tome a dor para si e use-a para tornar-se mais forte. Se amou uma vez, amará novamente.

A sombra de Oneiros deu um passo a frente, estendendo a mão aberta ao gigante com um sorriso, dizendo:

- Mas sempre é possível esquecer. Caso sua dor ainda nasça do seu tonho de possuir Tétis, posso fazê-lo esquecer isso para sempre. – A imagem translúcida de Oneiros brilhava com todo o esplendor do cosmo onírico. - Liberte-se dessa mágoa, titã. Almeje para si um novo sonho: viver de novo.

Pedro sabia aonde Oneiros queria chegar. O deus dos sonhos possuía uma técnica terrível, o Extermínio Onírico, que poderia ser usada para despedaçar o sonho do gigante de possuir Tétis. Contudo, o deus menor não parecia interessado em usá-la deliberadamente: estava dando uma escolha para o gigante e embora Pedro não tivesse certeza de que Adamastor poderia escolher, ficou contente pela deidade, ao menos, fornecer opções.

Pedro e Oneiros falaram, então, ao mesmo tempo:

- Diga-me, gigante Adamastor, qual caminho seguirá?

E esperaram por alguma resposta. Oneiros, de certo modo, ansiava por demonstrar sua força. Há muito tempo não batalhava e, por isso, seu cosmo vinha sendo utilizado somente para reger o sonhar. Caso o Cabo das Tormentas assim desejasse, com prazer Oneiros destruiria todas as imagens que o gigante possuía de Tétis, fazendo-o esquecer completamente daquele doloroso amor. Não somente isso, o oneiroi poderia preencher o vazio que ficaria com novas imagens e novos anseisos, todos voltados para que Adamastor nunca mais procurasse Tétis novamente. Ele não se lembraria do sofrimento, nem dela. Era uma oferta de uma “nova vida”, mesmo que injusta.

Pedro esperava que Adamastor pudesse ter alguma consciência própria, ao invés de apenas ser manipulado pela consciência de Chronos, ou por Oceano ou Tétis. Esperava que o gigante pudesse superar a desilução amorosa tal qual os humanos haviam de fazer inúmeras vezes. Esperava que ele pudesse seguir em frente. Mas caso não pudesse... a solução parecia clara. Ao transformá-lo no que era novamente, o obstáculo do Cabo desapareceria. Fazendo-o esquecer de sua sina, poderia fazê-lo ir embora, levando consigo a tormenta e, assim, permitindo a passagem segura por aquelas águas.


[spoiler=OBS]
Nome da Técnica: Extermínio Onírico
Categoria: [Ofensiva/Estado]
Descrição: Um símbolo do poder que o semideus tem sobre o mundo dos sonhos. Todos sonham: deuses, lemurianos, humanos e gigantes. Todos passamos horas divagando sobre o que queremos, sobre o item indispensável para a nossa felicidade: uma casa, um companheiro, o amor de nossas vidas... Um motivo que nos faz seguir em frente mesmo com todo o caos ao nosso redor. Oneiros tomou conhecimento disso ao encarnar em um corpo humano de um grande sonhador e, com essa descoberta, passou os anos antes do fim da trégua desenvolvendo seus poderes para fazer uso desse sonho primordial. O semideus, regente de todos os sonhos, dos humanos, dos deuses e dos heróis, é capaz de usar sua cosmo energia para destruir o sonho mais belo de seu alvo, transformando em migalhas a motivação de vida daquela pessoa.
Efeito: Oneiros pode usar de sua cosmo-energia para invadir a mente de um ou mais alvos, encontrando nela o sonho mais protegido do indivíduo. Então, manipulando a mente do oponente, o semideus é capaz de forçar o cérebro do inimigo a apagar aquele desejo, e a motivação que vinha com ele. Os sonhos e desejos apagados são, geralmente, os mais preciosos do alvo, a razão do seu viver. Inimigos que tem sua motivação destruída tendem a ficar suicidas, letárgicos e deprimidos. Para alvos de nível cósmico inferior ao do semideus, de B+ para baixo, a técnica exige um gasto médio (para invadir a mente) e grande (para destruir o sonho(s)) e, para inimigos de nível A- até S, ambos os gastos são grandes. A técnica atinge apenas um alvo por vez (o que configura um gasto cósmico médio+grande/grande+grande para cada alvo) e seus efeitos posteriores ficam a critério dos narradores.

Nome da Habilidade: Mestre dos Sonhos
Descrição: Oneiros, por ser a maior deidade do sono, logo abaixo de Hypnos, pode controlar o mundo dos sonhos ao seu bel prazer. É capaz de invadir, do mundo dos sonhos, os sonhos de outrem e alterá-los. Não só isso. Pode usar os sonhos para aprisionar mentes, enviar mensagens ou ainda se esconder, já que é capaz de transportar seu corpo físico para uma mente sonhadora.
Efeito: Oneiros pode adentrar, do Mundo dos Sonhos, os sonhos de outras pessoas – deuses inclusive, podendo manipulá-los e ocultar-se neles. Uma das peculiaridades do oneiroi é sua capacidade criar um sonho dentro de um sonho, prendendo indivíduos no seu subconsciente (mas, para tal, o indivíduo não deve possuir cosmo-energia ou, então, possuir alguma ligação com o mundo dos sonhos). Se lhe for dado tempo suficiente, Oneiros pode aprisionar memórias e criar novas na forma de sonhos, mudando completamente um indivíduo, cavaleiro ou não. Entretanto, isso só ocorre quando o trabalho é ininterrupto e leva bastante tempo, de meses a anos dependendo das alterações a serem feitas. Para entrar na mente de deuses, Oneiros precisa gastar uma quantidade de cosmo diferente, dependendo do nível da deidade. O gasto pode ser de médio a grande para deuses menores, em patamar semelhante ao oneiroi, mas para deuses maiores (como Hades, Hypnos e Thanatos) é necessário um grande gasto de energia, muitas vezes monstruoso. Os efeitos reais da habilidade ficam a critério dos narradores.

Domínio Cósmico:
- Domínio dos 5 Sentidos: Pleno
- Domínio do 6º Sentido: Pleno
- Domínio do 7º Sentido: Pleno
- Domínio do 8º Sentido: Intermediário (Samskara, Saññã e Rupa)[/SPOILER]
[align=center]Thx, Lisianthus!
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Narrador Principal
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=S6BOY5UsVFM[/YOUTUBE]


Um lapso de segundo depois das últimas palavras de Oneiros tudo se acalmou. A chuva cessou e a embarcação, finalmente, parou de balançar. O céu permaneceu terrivelmente nublado, mas a visibilidade permitiu à divindade os sonhos perceber que o gigante lentamente assentia e permitia ao oneiroi executar sua técnica. Conforme os sonhos de grandeza de Adamastor foram exterminados, sua mágoa também cessou, e o firmamento foi, lentamente, sendo limpo. No fim de tudo, Adamastor já caminhava, ao longe, e se unia ao mar, mergulhando sob as ondas para perseguir outros objetivos e lendas. A tripulação, em meio a "vivas" e gritos de aclamação, tratava de fazer o navio deslizar pela água, sendo bafejado por uma providencial lufada constante de vento. Várias horas se passaram sem que nem Tétis nem Oceano se pronunciassem, e só quando ouviu-se o brado de "Terra à Vista" dado pelo vigilante posicionado no cesto da gávea é que fizeram uma aproximação. O primeiro a falar foi Oceano, seguido por Tétis.


- Excelente desempenho, Pedro de Aragão. Superou seus medos e receios e ergueu-se um patamar acima, para vencer um desafio que humano nenhum conseguira de fato. Porém, ainda há um questionamento, antes que adentre a Câmara do Tempo: está preparado para jamais ceder novamente às tuas fobias e fraquezas? Já tens a sabedoria para se apoiar em Oneiros, como fez neste desafio?


- Oneiros dos Sonhos, você superou todas as minhas expectativas ao libertar o gigante de sua obsessão, e a calmaria conquistada tem a sua marca nela. Porém... você ainda está preso ao passado, não está? Sua mágoa ainda o consome, alimentando um sentimento de vingança que nunca cessou. Está pronto para, da mesma forma que o gigante, livrar-se de suas mágoas, para poder vislumbrar um novo futuro? Saberá enxergar a realidade pelos olhos de seu hospedeiro e perceber que o presente é mais valioso que o passado?


As perguntas soavam como uma "preparação final" para o que Pedro e Oneiros encontrariam na caverna que avistavam na ilha à frente. A âncora fora lançada ao fundo do mar e agora não mais avançariam pela água. Restava a ambos saberem como responder àqueles questionamentos finais antes de poderem adentrar a cobiçada câmara onde teriam seu encontro com Chronos.


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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
A assentiu diante da escolha do gigante e cumpriu sua palavra. Assistiram o gigante se distanciar e unir ao mar. Pedro tinha uma expressão pesarosa, mas, no fundo, ficava tranquilo pelo fato de Adamastor não se lembrar do sofrimento. Ter seus sonhos destruídos e esquecidos era algo terrível e, por isso, o Extermínio Onírico era a técnica do arsenal de Oneiros que Pedro mais temia. Não pelo seu poder, mas pelo que ela era capaz de retirar.

Diante dos gritos da tripulação, a sombra de Oneiros sorriu, pôs uma mão no ombro de Pedro e desapareceu. A consciência do oneiroi retornara completamente para o corpo do hospedeiro e deixara de projetar-se. O marinheiro dirigiu-se para o leme e ficou a guiar o navio, vez por outra fitando Oceano e Tétis. Quando avistou a terra firme, observou os titãs descerem para falar com ele e Oneiros. Antes de mais nada, saudou o bom trabalho da tripulação e, então, ouviu às perguntas.

Pedro encontrou uma imensa dificuldade de encontrar uma resposta satisfatória para Oceano. Parecia impossível prometer que jamais deixaria o temor dominar sua mente e coração, afinal, ainda era humano. Não só isso, ainda sentia alguma mágoa pelo aprisionamento imposto pelo deus dos sonhos, muito embora sua visão dele tivesse mudado bastante ao longo daquela jornada. O português sabia e sentia o esforço do oneiroi para reunir a coragem necessária para rebaixar-se a um reles mortal e reconhecer nele alguém... importante, quase um amigo. Ouvir aquelas palavras do seu "deus parasita" fora reconfortante e, não mentiria, encheu seu coração de alegria... mas estaria mesmo pronto para perdoar Oneiros?...

Oneiros, por outro lado, viu-se imerso em um grande conflito. Toda aquela jornada teve início em seu ato de rebeldia contra o pai; a busca de um artefato místico - a caixa de Pandora - que poderia dar inicio a um plano ambicioso, isso era inegável. Teve de mudar de planos no meio do caminho; descobriu novas forças, descobriu o valor do que é "ser humano"... mas ainda guardava seu objetivo máximo: vingar-se de Hypnos. Um objetivo que, ao longo dos últimos anos, evoluíra para uma possível vingança contra todo o Olimpo. Esse fora o motivo de Oneiros ter tentado o acordo com Gaia. A passagem para o Tártaro em troca da libertação dos Titãs. Tamanho era o rancor do deus dos sonhos que parecia absurda a ideia de livrar-se daquela cicatriz. Sua vida sem o ódio que sentia parecia não ter sentido... até então.

Pedro encarou Oceano e disse:

- ...Não gostaria de afirmar isso, titã. Sou humano, tenho minhas falhas e sinto que vacilarei novamente quando encontrar algo que temo. Contudo, esse desafio me mostrou o quanto Oneiros está se esforçando para, realmente, compreender o valor da Chama, o valor que nós, humanos, temos. Não deve ter sido fácil para ele me consolar no meu momento de terror e, não mentirei, fiquei muito feliz ao ouvir as palavras dele. Eu ainda guardo alguma mágoa pelo tempo que passei encarcerado nos confins de minha própria mente... mas estou cada vez mais disposto a dar tempo ao tempo. Oneiros tem se provado um... um... grande amigo, ao invés do tirano que pensei que fosse. Não prometerei manter-me firme diante de todos os assombros e deslumbros que encontrar, afinal, sou humano, porém, sinto que poderei superar esses desafios com a ajuda de Oneiros, se for necessário. A amizade é um sentimento que considero muito importante... e que é capaz de vencer tantas barreiras quanto o amor. Sei que se confiarmos um no outro, eventualmente perceberemos que não temos nada a temer. Afinal, estaremos lá, um para o outro, para nos lembrarmos que temos coragem. Como ele fez agora a pouco.

Um longo suspiro se ouviu. O semblante de Pedro tornou-se mais sério e seus olhos, um tanto mais escuros. A voz de Oneiros dirigiu-se a Tétis:

- Serei mais conciso. Agradeço seus elogios, embora não seja merecedor deles. Sim, é verdade. Meus passos foram guiados por um caminho de vingança contra meu pai, Hypnos, mas até então... eu só conhecia esse caminho. Um novo caminho me foi apresentado e eu estou disposto a trilhá-lo. Estou disposto a tentar compreender mais "o que é ser humano"; a vivenciar mais as maravilhas que a Chama e a humanidade podem proporcionar. Talvez demore um pouco para me acomodar com o que aconteceu comigo... mas... sim, eu olharei para o presente. E com ele, construirei um futuro. Curiosamente, o futuro da humanidade é algo tão... misterioso e indeterminado, não? Tão cheio de possibilidades... e isso é atraente. Tão diferente do destino dos deuses. - riu de leve e calou-se.

Pedro pôde sentir uma mensagem oculta naquelas palavras. Conforme o semblante de Oneiros desaparecia, um sorriso ia alargando-se.

- Esperamos ter satisfeito vocês com nossas respostas, titãs. - Disse o português. - E, claro, estamos ansiosos para encontrar... Chronos, se nos for permitido. Como devo referir-me a ele? - Perguntou com uma sincera inocência.

[align=center]Thx, Lisianthus!
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Um lapso de segundo depois das últimas palavras de Oneiros tudo se acalmou. A chuva cessou e a embarcação, finalmente, parou de balançar. O céu permaneceu terrivelmente nublado, mas a visibilidade permitiu à divindade os sonhos perceber que o gigante lentamente assentia e permitia ao oneiroi executar sua técnica. Conforme os sonhos de grandeza de Adamastor foram exterminados, sua mágoa também cessou, e o firmamento foi, lentamente, sendo limpo. No fim de tudo, Adamastor já caminhava, ao longe, e se unia ao mar, mergulhando sob as ondas para perseguir outros objetivos e lendas. A tripulação, em meio a "vivas" e gritos de aclamação, tratava de fazer o navio deslizar pela água, sendo bafejado por uma providencial lufada constante de vento. Várias horas se passaram sem que nem Tétis nem Oceano se pronunciassem, e só quando ouviu-se o brado de "Terra à Vista" dado pelo vigilante posicionado no cesto da gávea é que fizeram uma aproximação. O primeiro a falar foi Oceano, seguido por Tétis.


- Chame-o apenas de... Chronos. Boa sorte.


- Oneiros dos Sonhos, você perceberá que seu caminho foi árduo, mas seu objetivo talvez agora lhe pareça vão. Abra sua mente para as possibilidades e não seja tão rápido ao julgar. Boa sorte.


E assim, desembarcaram e, quando chegaram em terra firme, o Sonho Imperial desapareceu de suas vistas. O mar, antes calmo, voltou a ficar tormentoso, ameaçando engolfar a praia onde a deidade dos sonhos estava. E isso foi motivo mais que suficiente para que ambos adentrassem a caverna. Tal interior montanhoso moldado pela natureza era muito escuro e abafado, sempre numa ascendente. Cada vez mais, o calor aumentava, mas Oneiros podia sentir uma energia incomparável à frente. Ele sabia exatamente para onde estavam indo e, quando chegou a alguns metros da cosmo-energia que detectara, tudo começou a ficar iluminado. O cenário que ele via era surreal.


[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=xExdEXOaA9A[/YOUTUBE]


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Oneiros estava numa ponte de pedra, que aparentemente era sustentada por nada, e ao seu redor havia um imenso despenhadeiro. Para todos os lados que observasse, o que havia era imensidão vazia e, no fundo daquele abismo infindável, havia o que emprestava a luminância àquele grande salão: rios e rios de magma borbulhante! Mas foi somente quando a presença de seu interlocutor surgiu, muitos metros à sua frente, é que todo o salão se iluminou. Chronos era uma figura colossal, que fazia jus às lendas que se propagavam pela história e pela mitologia. De tão longo aprisionamento, sua forma já se assemelhava ao que deveria ser uma montanha do Tártaro com vida, um ser saído das entranhas de um mundo esquecido e perdido. Mas, além daquela esmagadora visão, algo realmente deixou Oneiros curioso... o que era aquele amuleto losangular que Chronos usava em seu pescoço? Emanava energia divina daquele objeto! Os pensamentos de ambos não demorariam a ser interrompidos pela voz cavernosa, que tinha o impacto do rugido de um dragão mitológico.


- Então, você finalmente chegou, Oneiros... conseguiu superar os desafios de todos os Titãs, e adquiriu sabedoria em sua jornada. Parabéns, você está prestes a adentrar o Tártaro. Mas... ainda acha que é a melhor decisão a tomar? A Caixa de Pandora que você tanto deseja é um item poderoso... que foi confinado aqui por Zeus após sua última utilização, que trouxe males incontáveis ao mundo. Nenhum usuário digno de brandir seu poder se apresentou em milênios. Seria você o candidato adequado? Eu lhe farei uma proposta, Oneiros... esqueça a Caixa de Pandora e sirva-me. Preciso de você para recuperar uma arma que possibilitará nosso retorno a este mundo, conforme profetizado há muitas eras. Você desfrutará de uma posição invejável, e poderá ter a vingança que tanto deseja por meio de nossas mãos. Sua outra opção é adentrar o Tártaro e conseguir a Caixa de Pandora. Garanto-lhe passagem segura de volta ao mundo dos mortos, como Teia lhe disse, mas não posso lhe garantir segurança enquanto estiver no Tártaro. Aquele é o lar de seres muito antigos e banidos pelos deuses, demônios poderosos com força para esmagar mundos. Além disso, não posso lhe garantir que não o destruirei se ficar no meu caminho no futuro. Decida-se rápido, oneiroi. Seu tempo aqui está acabando.


Tudo ao redor tremeu e, por um instante, Pedro temeu cair no fosso magmático. Porém, o tremor não abalava diretamente ambos, e sim a caverna. O abalo sísmico era causado pelo reverberar da voz de Chronos, que realmente era bizarra. Oneiros jamais estivera frente a frente com alguém assim... talvez Chronos tivesse mais poder que Hades quando liberto! O tempo estava acabando, assim como sua jornada. Qual seria a decisão de Oneiros?

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Dream Oneiros
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A ansiedade crescia a cada passo. A dupla compartilhava do mesmo receio: o de encontrar uma criatura tão antiga quanto o próprio tempo; tão poderosa que até mesmo Zeus, o atual rei dos deuses, a teme. Diante de tamanho poder – que podia ser sentido mesmo da entrada – Oneiros não passava de um inseto, uma criatua facílima de esmagar com um mero pensamento. Quando chegaram ao salão, prenderam a respiração. Era um lugar sombrio e escuro – como era de se esperar de uma caverna – e a lava no fundo do abismo infinito gerava uma iluminação macabra. Procuraram por seu interlocutor, mas viram apenas rochas.

Então o viram. Cronos tornava-se uno com a rocha, aparentando ser uma montanha, não um soberano Titã. Pedro ficou estático, paralisado diante do gigante. Oneiros, por outro lado, teve sua atenção voltada para aquele cristal. Tentou vê-lo melhor – sem se aproximar, é claro – e buscou por ele em suas lembranças. Já teria ouvido falar daquele artefato?... Seus pensamentos, ágeis como a luz, foram interrompidos pelo rimbombar da voz de Cronos, tão penetrante e poderosa que mergulhou o deus dos sonhos numa profunda vontade de ajoelhar-se. Contudo, permaneceu de pé, encarando a divindade antiga nos que deveriam ser seus olhos.

Não ficou surpreso com a oferta. Quando conseguiu estabilizar-se – a caverna tremia com a voz do titã – raciocinou. Pedro não sabia o que fazer, mas parecia receoso em confiar em Cronos. Oneiros partilhava aquele sentimento. Ambos faziam ideia de qual seria a arma desejada pelo titã.

- Obrigado por suas palavras, Cronos. Sua oferta é generosa, mas gostaria de questioná-lo, se me permitir. Quanto a Caixa de Pandora, planejava usá-la de uma maneira que talvez não caiba mais em meu propósito. Durante a viagem, ela perdeu parte do valor que tinha para mim. – eram palavras ousadas e Oneiros precisou de muita coragem para proferi-las. Quando saísse dali, talvez precisasse de dias para se recuperar de tamanha exaustão mental. - Reconheço que seus poderes são grandiosos. Sua força supera o Olimpo e certamente poderia ter minha vingança através de vocês, os titãs... mas, como me foi sugerido... devo olhar para o futuro. Uma vez consumada minha vingança – a vingança dos titãs, por consequência – o que será feito do mundo? Antes, almejava reconhecimento. Almejava ocupar o lugar de meu pai e me fazer conhecido da humanidade. Agora, busco mudança. Especificamente, o que acontecerá aos humanos quando seus planos forem concluídos?

A pergunta surpreendeu Pedro, mas não era estranha. Aquela jornada mostrara a Oneiros o quão importante era a humanidade. Na verdade, o fizera perceber que seu poder era totalmente dependente dela. De que adiantava ele reger o sonhar, controlar o mundo dos sonhos, se os sonhos não existissem? Embora esse fosse um fardo que estivesse tentado a abandonar, séculos de repetição e labor pareciam torná-lo incapaz de o fazer. Irônico. A existência, o propósito para o qual Oneiros fora criado, era completamente dependente dos humanos. Para que ainda tivesse propósito, para que pudesse buscar um novo propósito, precisava dos humanos.

- Ainda há rancor em minha mente. Ele empesta meus pensamentos, titã, e só encontrarei paz na derrota de meu pai. Gostaria eu mesmo de derrotá-lo. De alcançar o poder necessário para isso. Uma vez que tenha elevado minha consciência ao próximo nível, poderei colocar meus desejos em prática.

Enquanto falava, Oneiros olhava de relance para aquele artefato. Estava curioso quanto a sua identidade e, enquanto falava, buscava em suas lembranças alguma figura parecida com aquela. Por fim, quem concluiu o raciocínio foi Pedro:

- Nós entraremos na busca pela arma, titã. Mas pode garantir que a humanidade terá futuro, quando vocês retornarem?... Que a humanidade ainda possa progredir, mesmo que deva isso aos deuses? E.. Que Oneiros terá sua chance de derrotar o pai?

Nenhum dos dois estava em condições de fazer exigências e, por isso, mantiveram o tom mais humilde que encontraram. Também não confiavam completamente no rei caído. Precisariam de um escudo, de alguma coisa que pudesse realmente protegê-los de Cronos, pois, se por algum motivo, ele se enfurecesse com eles, nada poderia salvá-los da sua ira. Naquele momento, aquele escudo não existia... mas um plano, sim.

E fora em nome desse plano que Oneiros não praguejou quando Cronos resolveu convidá-lo para ser seu servo.
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=rbJcv2w2soY[/YOUTUBE]


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O oneiroi não conseguiu muitas informações acerca do objeto, mas espantou-lhe o fato de aparentemente haver o poder de uma divindade nele! Todavia, não saberia mais informações a não ser que perguntasse a Chronos. Após a resposta de Oneiros, ele percebeu que o titã esperava nada menos que devoção imediata dele, e não se agradou com a ousadia do deus dos sonhos. Seu semblante tornou-se fechado, e o magma fervente começou a borbulhar intensamente, aumentando o calor que já beirava o insuportável. Após alguns segundos de expectativa, a voz ribombante do titã mais antigo foi ouvida.


- Se este é o seu temor, saiba que os humanos estão incluídos no meu plano. Na verdade, eles são fundamentais para que ele dê certo. Veja... por incontáveis gerações conseguimos reunir forças para nos libertar, mas a maneira que agíamos não era a mais adequada. Desta vez... eu tenho um plano diferente em mente. Entenda que sua busca por poder será secundária, Oneiros. Você terá a chance que tanto deseja de se vingar de Hypnos, no momento certo. A arma que você procurará para mim não é a Megas Drepanon. A chance de você conseguir removê-la do Templo de Athena é muito diminuta. A arma que desejo é outra. Porém, só posso contar tudo o que planejo se você me jurar fidelidade e receber a minha marca. Ela será invisível, exceto para os titãs, que reconhecerão em você um servo meu. Eu lhe ofereço poder na medida do seu merecimento, uma chance para se vingar de seu pai e um lugar de destaque ao nosso lado após o nosso retorno. Seu tempo acabou. Qual é a sua resposta, Oneiros?


Abalos sísmicos foram sentidos novamente, e a sensação de insegurança cresceu. Pedaços do teto da caverna vinham abaixo, conforme os rios de lava se agitavam cada vez mais, criando pequenos pilares que, vez ou outra, subiam até quase a altura da ponte na qual Pedro e Oneiros estavam. O lugar todo não demoraria a entrar em colapso, e subitamente Oneiros entendeu que isso significava que o sonho de Chronos estavam chegando ao fim. Ele precisava dar a resposta de Chronos, fosse ela qual fosse, sob risco de ficar aprisionado na consciência do Titã adormecido. O tempo estava de fato acabando, e ele tinha poucos segundos para tomar uma decisão tão importante. O que fazer?


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[spoiler=AVISO]Oneiros tem precisamente 1 minuto em jogo para tomar sua decisão, e isso será contado em jogo como 6 dias (1 dia para cada 10 segundos), que é o tempo que você tem para responder. Caso não responda, vou colocar outro post de Narrador com as consequências de sua ausência. Caso precise se ausentar e não possa responder devido a isso, me avise de antemão.[/SPOILER]
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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
Deus dos Sonhos
Oneiros precisaria descobrir mais sobre aquele objeto depois. Tal como previra, Cronos não aceitara com bom grado as perguntas do deus dos sonhos. O ar tornou-se pesado e denso devido a sensação de perigo iminente. O oneiroi sentia que podia cortá-lo com uma faca, se tivesse uma. Diante do desagrado do titã, a dupla não viu motivos para fazer outros questionamentos – tampouco abertura para tal. Com o sonho chegando ao fim, não restava outra opção que não fosse seguir em frente. Engolindo ego e orgulho, a dupla aceitou seu destino. Estaria aquilo previsto na profecia das Tecelãs? Oneiros não pôde deixar de pensar se aquela aliança, no futuro, seria a razão da destruição de sua alma.

Abaixou-se e apoiou-se em um dos joelhos, fazendo uma reverência antiga típica de um servo para o seu mestre.

- Perdoe-me a insolência. Aceito de bom grado sua oferta e marca. Vou servi-lo enquanto isso me for permitido... mestre. Juro fidelidade e lealdade a você, Cronos.

O deus tentou acalmar um pouco o titã com suas palavras macias, mas não esperava que funcionasse.

- E, é claro, farei por onde mereça tudo que me oferece. Basta dar as ordens e eu as cumprirei.

De cabeça baixa, mão no peito e olhos fechados, a roda do destino poderia ver o outrora tão arrogante Oneiros jurando lealdade e servidão a outro ser. Em meio a tudo aquilo, pensou: ”Se não me pede a Megas Drepanon... Que arma ele pode ter encontrado?...”

Apesar de tudo, uma coisa era certa. Oneiros tinha certeza de ter obtido uma chance única de impactar a Guerra Santa como nem Hades, nem Atena, nem o próprio Olimpo, podiam imaginar. Pedro assistiu tudo aquilo em silêncio. Esperava que os frutos que colhessem daquela decisão não fossem frutos de pura destruição.
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[YOUTUBE]http://www.youtube.com/watch?v=2egvF9aeAIQ[/YOUTUBE]


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Oneiros sentiu sua testa queimar de forma abrupta. Chronos havia encostado seu gigantesco dedo mais rápido do que pôde ser observado pelos olhos humanos de Pedro, marcando o topo de sua cabeça com a sua marca, a dupla foice. Ela permaneceu fervente durante alguns segundos, mas depois desapareceu e, com ela, toda a dor que o hospedeiro sentiu. O que ocorreu a seguir deixaria Oneiros, muito provavelmente, estupefato.


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O amuleto do Titã brilhou intensamente e uma imagem apareceu no fundo e tomou todo o lugar repentinamente. Era um homem sentado num trono, segurando uma espécie de cajado muitíssimo fino, e apoiando a mão em um círculo que continha os signos do zodíaco. A princípio Oneiros não entenderia, mas a explicação de Chronos em um diálogo ininteligível a outros ouvidos fez todo o sentido. Após terminar, Chronos fez uma pausa para que Oneiros pudesse se recompor antes de continuar.



- Muito bem, Oneiros. O caminho está aberto. Siga pelo túnel e volte ao Submundo. Não saia de seu caminho sob hipótese alguma. Aguardo notícias suas por intermédio de Teia.


Após o recinto voltar ao que era antes, tudo estremeceu severamente e a ameaça de desabamento agora era real. Oneiros testemunhou Chronos se afastar e se mesclar à paisagem, tornando-se um "monumento esculpido na rocha". O magma fervente começou a subir com rapidez. O oneiroi sabia o que aquilo significava: o sonho estava prestes a terminar. Ele precisava sair dali com rapidez, e a única passagem segura seria o túnel atrás de si, brilhando em tantas cores que seria impossível precisar sua real extensão. Não obstante, aparentemente não havia escolha. A entrada original da caverna já havia desabado. Pedro precisava ser rápido.


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[spoiler=AVISO]Mandei a mensagem de Chronos para a sua Inbox. O seu próximo post será o último, Ring. Quando terminar este tópico, fique ciente que, embora seu personagem não saiba quantos dias se passaram, será dia 02/01/1549, tarde da noite.[/SPOILER]
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Dream Oneiros
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Demigod of Dreams
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Primeiro a dor. Depois as dúvidas. Por fim a compreensão. Oneiros pôs uma mão sobre a marca e sorriu enquanto Chronos mesclava-se ao cenário.

"Devemos ir, Oneiros."

O deus dos sonhos não podia discordar. Virou-se para o portal e, por um segundo, tentou precisar para onde o portal levaria, mas logo saltou naquele túnel colorido; a kamui cobrindo-lhe o corpo. Como servo de Chronos, precisaria confiar um pouco mais nele. Iniciou a travessia e prosseguiu o mais rápido que pôde, tomando todo o cuidado para "permanecer na trilha" conforme sugerido.

"...Espero que tenhamos feito a escolha certa..." - resmungou o hospedeiro.

"Não se preocupe com isso, Pedro. Vamos olhar para o futuro."
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O caminho era silencioso. Toda a calamidade que deixara atrás de si teve seu som abafado enquanto ele seguia pelo vórtice. Várias imagens do passado histórico da Terra passavam pelos olhos de Oneiros, desde o presente até o início dos tempos, mas em uma sucessão tão rápida que se tornava difícil assimilar uma progressão lógica de eventos. Quando finalmente enxergou a saída do túnel brilhante, após um tempo incalculável de viagem, e atravessou o vão negro que se apresentava, Oneiros percebeu que emergira no mesmo local de outrora... a cachoeira de sangue próxima ao Mokurenji. Ele estava de volta.
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