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Kaptan Tal-Gharfien; Shiwa Rinzen
Topic Started: Sep 5 2012, 04:52 PM (667 Views)
Stella de Cruzeiro do Sul
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Estrela Solit�ria
Os Indecisos


[align=center]Posted Image[/align]

[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align]

Nome: Shiwa Rinzen
Idade real: 367 anos
Idade aparente: 35 anos
Data de nascimento: 03/11/1181
Signo: Escorpião
Local de nascimento: Jamiel (Tibete)
Local de treinamento: Jamiel (Tibete), Santuário de Athena (Grécia), Refúgio Lemuriano (Nova Zelândia)
Raça: Lemuriana
Idiomas falados: Lemuriano (Fluente), Lemuriano antigo (Fluente), Grego (Fluente), Latim (Fluente), Espanhol (Fluente), Francês (Fluente), Inglês arcaico (Fluente), Português (Fluente), Italiano (Fluente), Maori (Fluente)



Aparência: O corpo de Shiwa ainda não está muito envelhecido, na verdade, dentro dos padrões de sua raça, não passa de uma mulher madura, possuindo curvas bem definidas e seios um pouco fartos, podendo vir a chamar a atenção de alguns homens mais assanhados e é por causa disso que ela gosta de utilizar roupas mais largas que escondem suas curvas. Por ser uma guerreira, possui diversas cicatrizes pelo corpo, sendo estas lembranças de antigos combates. A única cicatriz realmente grande é uma que pega quase todo o seu tórax, fruto de um golpe que recebeu que quase a matou. Possui uma boa altura, medindo 1,75m e pesa 75kgs, devido a ainda possuir uma boa quantidade de músculos. O envelhecimento de sua pele começou apenas agora, com isso possui pouquíssima rugas, concentradas na região do rosto. Seu cabelo é realmente longo e azul, passando de sua cintura, possuindo um corte repicado, tendo uma franja volumosa e duas mechas que normalmente ficam para frente, menos quando a mulher prende os cabelos. Um fato realmente curioso é que, algo contrário de outros lemurianos, ela possui sobrancelhas. Elas começaram a crescer depois que ela resolveu tomar o tônico de sua pesquisa e nunca mais sumiram. Seus olhos são da mesma cor dos cabelos, sendo bem chamativos e profundos e esta cor é compartilhada pelo par de pintas em sua testa. Faz questão de utilizar as roupas comuns dos lemurianos. Anteriormente, as utilizava com panos leves, mas, como voltou para Jamiel, os panos são mais quentes para reduzir o frio. Ela utiliza uma calça folgada com uma espécie de de blusa de frio com mangas até os cotovelos, com uma abertura frontal na diagonal, sendo presa na cintura por um cinto, mas ela passa da cintura. A mulher também faz questão de usar um enorme cachecol, chegando até os seus joelhos praticamente, só que não chega a atrapalhar seus movimentos. Em seus punhos, ela sempre utiliza bandagens. Como calçado, apesar de viver numa região fria, utiliza sandálias de couro.



Personalidade: Shiwa é uma mulher bem amistosa, gosta de conversar com as pessoas que estão a sua volta, saber como elas estão se sentindo e sempre tenta ajudar aquelas que se sentem aflitas e estão com problemas, mesmo que não revelem exatamente o que estão sentindo. A lemuriana utiliza de sua habilidade que desenvolveu para saber como elas estão e se guia por ela. Quando alguém está triste, faz de tudo para animá-la, se está com raiva, trata de arrumar um jeito de deixar essa pessoa alegre novamente. Por causa disso, muitas pessoas a classificam como uma mãezonha e é isso que ela é, uma mulher com o coração aberto que se preocupa em fazer as pessoas a sua volta se sentirem bem, para assim poder também se sentir bem, para ela é uma troca equivalente. Mas, por detrás dessa mulher, existe uma guerreira amargurada com a própria vida. Ao abandonar sua armadura de Ouro, Shiwa desistiu de uma vida inteira que havia forjado com muito orgulho, mas se viu completamente incapaz de voltar ao lutar ao ser obrigada a matar Nike utilizando uma técnica desleal e principalmente quase destruir o Santuário e também Rodório, colocando dezenas de vidas em risco. Por isso, atualmente, faz questão de evitar ao máximo combates. Desde esse dia nunca mais lutou e ainda se considera incapaz de lutar, apesar de conseguir controlar seu cosmo perfeitamente para usar suas habilidades e técnicas, tendo chegado até mesmo a superar o poder de um cavaleiro de ouro normal por uma vez. Apesar de ter sido exilada de sua terra natal e ter tido seu tato tirado, não guarda mais tanta raiva disso, porque, isso lhe deu a chance criar uma enorme família e ser feliz. Em combates, Shiwa é uma guerreira realmente leal, mesmo sabendo que nem todos são assim, faz questão de dar apenas golpes diretos nos seus oponentes, sem fazer emboscadas, podendo assim dar chance para que ele se defenda. Não faz nenhum tipo de provocação, uma vez que sabe que cada guerreiro tem seu próprio jeito. Procura as fraquezas não de seu oponente, mas de suas técnicas, para conseguir bloqueá-las e terminar logo o combate. Algo que quase sempre a coloca em sérios ricos é o apego que tem pela vida, só mata o seu oponente em último caso e não gosta de lutar perto de pessoas inocentes que podem se machucar, por não aceitar tirar vidas sem motivo algum. Por já ter sido uma amazona, possui uma opinião formada sobre Athena e Hades. Considera Athena a verdadeira protetora da humanidade, que desde a era mitológica vai de tudo para proteger os humanos e a respeita por isso e tem grande desprezo por Hades, que só se preocupa em matar para tomar conta da terra. Quando mais jovem, Shiwa tinha respeito por hierarquias e tudo mais, só que agora, depois de tudo o que viveu e teve que passar, se considera velha demais para ter que seguir velhas culturas e faz e fala tudo o que acha necessário, porém, mede as conseqüências para não se colocar em apuros.



[align=right]COSMO[/align]

Manifestação: O cosmo de Shiwa possui uma propriedade dualística, por causa disso, ele pode se manifestar em duas formas diferentes.Quando Shiwa utiliza seu cosmo antígeno, inicialmente sai de seu corpo uma fraca fumaça roxa que aos poucos vai se tornando mais e mais forte, até se tornar uma nuvem que cobre por completo todo o corpo da mulher, mas isso ocorre apenas por alguns segundos. Logo essa nuvem de fumaça desaparece, indo toda em direção aos olhos da mulher. Neste instante, uma imagem negra aparece em baixo do olho direito de Shiwa, como se fosse uma tatuagem. Utilizando um pouco de criatividade pode-se dizer que se assemelha muito a um escorpião. Após isto, o cosmo permanece apenas como uma aura roxa, que fica em torno do corpo da lemuriana até o seu ápice. Neste ponto, a aura se torna uma estranha chama que aos poucos ganha a forma de um escorpião gigante que fica sobre o corpo de Shiwa, com sua calda enrolada no pescoço dela e a ponta da calda exatamente onde apareceu a tatuagem inicialmente.Já quando o cosmo é utilizado como antídoto, inicialmente aparece na forma de uma leve aura esverdeada cobrindo todo o corpo da mulher e quanto mais forte o cosmo fica, mais visível essa aura fica, até chegar a um ponto em que ela cobre todo o corpo de Shiwa. Neste estágio, ocorre uma breve explosão de luz e então, quando tudo volta ao normal, tudo o que pode ser percebido é uma estranha marca brilhante circundando no olho esquerdo da mulher. O cosmo então volta a queimar e o olho de Shiwa começa a desaparecer, dando lugar a uma chama verde. No seu ponto máximo, essa chama cresce e forma uma cobra de luz verde que fica rastejando por todo o corpo da lemuriana de modo constante. A manifestação é a mesma tanto para aliados quanto inimigos e ela varia de acordo com a técnica que está usando, se for uma técnica ofensiva utilizando de veneno, a antígena aparecerá, caso contrário, a manifestação será a do antídoto. Em resumo, o cosmo que vem a ser manifestado fica de acordo com a interpretação da personagem na hora, não sendo controlado pelo narrador.



Sensação: Varia de acordo com a propriedade que está sendo usada, sendo a mesma tanto para os oponentes quanto para os aliados. A propriedade antígena transmite a quem a sente uma sensação de incômodo que varia muito de acordo com a capacidade cósmica e mental. Aqueles mais fracos, chegam até mesmo a sentir pânico de ficar perto de Shiwa, achando que vão morrer, com isso querem se afastar dela o mais rápido possível. Entretanto, a maioria das pessoas sente o ar pesado em torno da lemuriana, tendo certa dificuldade para respirar, como se a própria existência dela fosse contra a vida. Já quando a propriedade do antídoto é utilizada, o cosmo da mulher se torna bastante acolhedor. As pessoas tendem a se sentir realmente seguras perto de Shiwa, tendo a sensação que podem vencer qualquer adversidade. Apesar dos oponentes sentirem isso, pode ocorrer um efeito contrário e isso vir a intimidar, porque mostra que ela não vai desistir facilmente. Vale lembrar que os efeitos de cura e envenenamento só estarão presente em técnicas em que o cosmo de Shiwa seja manipulado para isto, em técnicas específicas.



Motivação: O que faz Shiwa queimar seu cosmo é sem dúvida alguma poder proteger as pessoas que estão a sua volta. Mas esse proteger não é apenas impedir que elas morram, mas sim que elas fiquem sempre felizes e possam viver a vida da melhor maneira possível, independentemente do estado de seus corpos e também de sua mente. Seu maior problema é que isso é uma tarefa extremamente difícil e ao ver uma pessoa triste ou mesmo irritada e ela for incapaz de alterar esse estado, a chama de seu cosmo ficará um pouco mais fraca ou poderá até mesmo vir a se apagar dependendo da situação. Devido ao modo como o cosmo de Shiwa funciona, o efeito da manifestação irá depender da interpretação da personagem durante as cenas.


DOMÍNIO


Rank de Poder Geral: A+

Domínio dos Cinco Sentidos: Normal
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Intuição, Sincronia, Sintonia, Sinestesia, Empatia, Telepatia, Telecinesia, Teleportação, Radiestesia)
Domínio do Sétimo Sentido: Pleno
Domínio do Oitavo Sentido: -
Domínio do Nono Sentido: -



[align=right]TÉCNICAS[/align]

Nome da Técnica: Tractantem telekinetic (Manipulação telecinética)
Categoria: Ofensiva
Descrição: Ao elevar seu cosmo, Shiwa expande o seu controle telecinético para o ambiente ao seu redor e se foca exclusivamente no corpo de seu oponente. Com a telecinesia, força o corpo do oponente para que ele realize movimentos contra sua vontade e que muitas vezes possam vir a causar danos reais e dependendo da força que ela utilizar, pode vir a quebrar alguns ossos e também destruir alguns músculos. Não existem muitas indicações de que esta técnica está sendo utilizada além da elevação do cosmo, mas, a lemuriana precisa saber de algum modo onde seu oponente está. Além disso, ela realiza pequenos movimentos com os dados, que facilitam a manipulação telecinética e acabam por indicar quais são as direções que ela decidiu provocar os movimentos.
Efeito: A lemuriana eleva seu cosmo e então, utilizando sua habilidade telecinética força o corpo de seu oponente, fazendo com que ele se movimente por sua vontade, não pela de seu verdadeiro dono. Essa técnica pode parecer apenas uma contenção, mas seu verdadeiro intuito é causas ferimentos. Movimento o corpo em direções que não são as normais e utilizando muita força nisso, Shiwa pode facilmente quebrar alguns ossos e também distender alguns músculos, podendo chegar ao ponto de inutilizar algum seguimento dependendo do dano que conseguiu causar. Trata-se de uma técnica relativamente simples, tendo gasto cósmico baixo como inicial, mas ele aumenta a medida que o cosmo vai resistindo ao uso da técnica, podendo até mesmo chegar a muito alto se a força física ou cósmica do alvo superarem a capacidade cósmica de Shiwa, chegando assim a anular por completo o poder da técnica. O máximo de alcance dessa técnica é de 100 metros de raio de onde a lemuriana esteja, sendo que é necessário algum tipo de contato sensorial com o alvo para que a técnica seja usada. O dano causado pela técnica é variado, depende da capacidade física do alvo e da proteção que estiver usando, sendo que a capacidade cósmica também afeta o dano, já que pode fazer com que a manipulação do corpo não seja perfeita, além é claro de onde a técnica atingir, ficando assim a critério do narrador. No caso, essa técnica pode ser usada em mais de um alvo de uma vez dentro do limite do alcance, porém, quanto mais alvos, menor é o efeito real da técnica, reduzindo assim qualquer dano que possa vir a ocorrer. Escapar dessa técnica é um pouco complicado depois que se é pego, o oponente precisa ter grande força física para superar o poder telecinético de Shiwa ou a lemuriana de algum modo deve perder a concentração sobre o alvo, seja desmaiando ou qualquer outro meio.



Nome da Técnica: Continentiam obice (Barreira de contenção)
Categoria: Defensiva
Descrição: Utilizando de sua telecinesia, Shiwa eleva seu cosmo e então molda o ar que está a sua volta e pouco a pouco faz com que ele forme uma verdadeira esfera ao seu redor, a protegendo por todos os lados, inclusive no solo. No caso, o ar fica para dentro da espera e o cosmo fica do lado de fora, criando assim uma defesa dupla. Devido ao ar ser movido, ele fica mais denso, ficando na forma de uma neblina, tanto que é possível ver perfeitamente a forma da esfera e também o cosmo que a mantém. Entretanto, não se trata de uma barreira telecinética comum. Por ser moldada com o cosmo da lemuriana, ela reflete todo tipo de dano que entra em contato com ela, podendo ou não vir a ser destruída, tudo depende da força do golpe e também do intervalo entre eles, pois o cosmo precisa de um tempo para se reagrupar, sendo este um ponto fraco da técnica. No caso, quando a barreira reflete um golpe, o ar no lugar fica um pouco menos denso, mas rapidamente volta a compor a esfera, sendo essa a indicação visual da alteração da barreira. Quem estiver sendo protegido pela barreira não pode ser visto.
Efeito: Com sua habilidade telecinética, Shiwa movimenta o ar a sua volta, fazendo com que ele fique bem perto de si e então o altera, fazendo com que forme uma esfera ao seu redor e o mantém contido com o seu cosmo por todos os lados, formando uma esfera com ar dentro e cosmo fora. O ar fica na parte de dentro da esfera para permitir que aqueles que estão dentro dela respire, só o cosmo em torno dele que realmente é a barreira, servindo como um espelho para refletir toda energia ou golpe que vá de seu encontro e a barreira funciona quase que do mesmo modo para golpes físicos. Nesse caso, porém, a energia física do impacto ou volta para quem está atacando ou racha a barreira. Após receber o golpe, a barreira precisa de alguns instantes para se reorganizar, para voltar com seu poder total, caso contrário será mais forte do que o resto da barreira. A esfera defensiva pode possuir no máximo 60 metros de raio, protegendo assim tudo o que estiver em seu alcance. Ela é capaz de refletir apenas golpes que sejam mais fracos do que o cosmo de Shiwa, cosmos do mesmo nível são apenas defendidos, já os mais fortes causam um rombo na defesa, podendo até mesmo destruí-la por completo. No caso, independentemente do golpe que tiver recebido, a esfera precisa de três segundos para cada metros para se recompor, caso não tenha tempo, será mais fraca, podendo assim ser destruída com mais facilidade. O gasto cósmico para lançar a técnica é mediano, tendo um gasto cósmico muito baixo para cada metro de recomposição, não tendo gasto para manter. O real efeito da defesa e danos causados a esfera e também o que foi refletido fica a critério do narrador. No caso, a barreira fica estática no lugar onde a lemuriana a criar.



Nome da Técnica: Veneno proiecta (Projéteis envenenados)
Categoria: Ofensiva/Estado
Descrição: Trata-se da primeira técnica desenvolvida por Shiwa e, por ser realmente útil, não sofreu muitas modificações durante os anos, na verdade, foi apenas se tornando mais forte. No caso, a lemuriana utiliza a propriedade de antígeno de seu cosmo e a altera, fazendo com que ele deixe de ser um veneno cósmico e se torne um veneno biológico, pronto para adentrar no corpo do alvo da técnica e causar seus efeitos. Nessa técnica, o veneno se torna uma neurotoxina que, ao encontrar em contato com certa parte do corpo, faz com que ela seja completamente desabilitada até que a técnica seja desfeita. Para lançar o veneno, ela cria em sua mão pequenas agulhas de cosmo roxo e então as coloca entre os seus dedos e com um único movimento, as lança em direção ao seu oponente e durante o percurso, elas ganham velocidade para poder perfurar defesas e então o corpo do oponente.
Efeito: Shiwa eleva o seu cosmo e então, utilizando a propriedade de antígeno dele, cria pequenas agulhas de cosmo roxo em sua mão direita e são realmente finas, tendo apenas meio centímetros de espessura por quatro centímetros de comprimento. No caso, essas agulhas ficam posicionadas entre os dedos da lemuriana e ela após encontrar o momento certo, as lança em direção de seu oponente. Durante o percurso até o alvo, as agulhas ganham velocidade e se tornam afiadas, podendo assim perfurar defesas, como armaduras e outras técnicas e então atingir facilmente o corpo do adversário. A mira é sempre feita na região com menor proteção do corpo do alvo, seja qual for. Podem ser criadas até mil agulhas, que ficam divididas igualmente entre os dedos. O alcance máximo da técnica é de 50 metros em linha reta, após isso as agulhas simplesmente desaparecem, como se nunca tivessem existido. Os projéteis são lançados todos na mesma direção e não podem ser controlados após o lançamento. O gasto cósmico da técnica é mediano e no caso, os efeitos do veneno e o dano causado por cada agulha ficam a critério do narrador.



Nome da Técnica: Dissonantia mentis (Dissonância mental)
Categoria: Estado
Descrição: A lemuriana eleva seu cosmo até conseguir chegar com ele perto de seu oponente e então invade a mente do mesmo, utilizando seus poderes de telepatia. Ela não coloca qualquer informação, lê, ou mesmo apaga algo existente na mente de seu oponente, tudo o que ela faz é misturar as informações que chegam ao oponente, misturando assim tudo o que ele descobre com seus sentidos, alterando as percepções de tato, olfato, audição, paladar e em alguns casos até mesmo as informações que ele adquire com seu sexto sentido. O efeito depende muito da situação, mas, normalmente, com a técnica, Shiwa altera como o oponente vê o mundo, fazendo com que ele veja coisas onde não existem, que escute coisas que não estão lá etc, mas não se trata de ilusões, apenas de uma confusão mental. Como as informações ficam completamente embaralhadas e desorganizadas, o oponente precisará gastar um tempo ou para descobrir um modo de anular a técnica mental ou reorganizar as informações que estão chegando na sua mente.
Efeito: No caso desta técnica, não existe nenhuma indicação visual de seu uso a não ser a elevação do cosmo em si. A lemuriana expande o seu cosmo até atingir o oponente e então, utilizando de sua telepatia, adentra na mente de seu oponente exatamente na parte em que ele organiza as informações que recebe e então confunde por completo suas percepções sensoriais. Sendo assim, no caso, o oponente começa a ver coisas que não existe, ou a não ver mais coisas, pode não conseguir mais escutar ou escutar coisas que não existem. Por ser uma técnica mental e cósmica, aqueles que possuem uma barreira mental ou possuem cosmo mais poderoso do que o de Shiwa podem deixá-la bem fraca ou mesmo anulá-la. Para que a técnica surta efeito, é necessário que Shiwa consiga transferir seu cosmo ao oponente tocando no mesmo. O gasto cósmico da técnica é mediano e a duração do efeito é variada, quanto mais fraco for o cosmo do oponente em relação ao de Shiwa, maior será a duração do efeito. A real extensão dos efeitos da técnica ficam a critério do narrador.



Nome da Técnica: Interitum submisit (Destruição do enviado)
Categoria: Ofensiva/Estado
Descrição: Quando despertou o sétimo sentido, Shiwa ganhou acesso a potência máxima de seu cosmo, podendo assim retirar da propriedade venenosa dele tudo o que podia e já tendo um pouco de experiência em combate, descobriu como misturar isso ao seu controle telecinético. A lemuriana eleva o seu cosmo até um ponto alto e este, inicialmente, forma uma grande chama roxa em torno do corpo da mulher, mas esta logo ganha a forma de um enorme escorpião gigantesco que se torna sólido e vai ao chão como se fosse vivo. No caso, existe uma ligação entre o corpo do escorpião e o braço direito de Shiwa pela cauda dele. O escorpião então começa a se mover, e ele começa a emanar uma fumaça venenosa e além disso, suas pinças são reais, capazes de cortar e capturar o que entrar em contato com ela. A primeira vista o animal possui vontade própria, mas não passa de uma figura criada pelo cosmo da lemuriana que mantém sua forma graças a telecinesia dela, que fixa o cosmo na forma que ela deseja e faz com que ele se torne realmente denso. O veneno que sai do corpo do escorpião é uma neurotoxina com uma função especial, bloquear funções respiratórias dos seres vivos para levá-los a uma dolorosa morte por asfixia, caso a força do escorpião por si só não seja suficiente.
Efeito: Após elevar seu cosmo, Shiwa o movimenta utilizando sua telecinesia e faz com que ele se concentre em um só lugar e logo faz com que ele ganhe a forma de um enorme escorpião, que é ligado ao corpo da lemuriana pela cauda. Esse animal possui todas as características físicas do ser vivo original, a não ser é claro pelo tamanho exagerado, tendo cerca de cinco metros de altura. Ele é controlado unicamente pelo poder telecinético de Shiwa por intermédio de sua mão. Utilizando as garras do escorpião, ela pode vir a cortar algumas coisas que estavam pelo caminhou ou mesmo apertar o que quiser. Entretanto, deste imenso escorpião emana de maneira constante uma neurotoxina que afeta diretamente o sistema respiratório, impedindo a troca de gases, fazendo com que o ser afetado morra em pouco tempo de asfixia caso não consiga anular os efeitos do veneno cósmico. O escorpião pode ser manipulado por uma distância de até cem metros de raio de onde esteja. Os danos causados pela pinça são completamente variados, pendendo da proteção e da potência do cosmo do alvo. O gasto cósmico da técnica é alto, entretanto, mas não existe gasto para mantê-la. Os efeitos da toxina liberada pelo escorpião e danos causados pela pinça ficam a critério do narrador. Caso o escorpião venha a receber algum dano, seja físico ou cósmico, ele pode vir a perder parte de seu corpo se a força for maior do que a potência do cosmo de Shiwa. Nesse caso, ela precisará ter um gasto mediano para recuperar o escorpião, podendo este gasto ser reduzido dependendo da extensão do dano, ficando a critério do narrador.



Nome da Técnica: Scavenging (Limpeza da alma)
Categoria: Suporte
Descrição: Após alguns anos como amazona, Shiwa veio a descobrir a propriedade curativa de seu cosmo e então tratou logo de desenvolver uma técnica em que podia ter acesso a totalidade do poder que seu cosmo podia lhe proporcionar. O efeito visual da técnica é bem básico. Inicialmente, o cosmo se concentra na mão da lemuriana que então encosta levemente no corpo de quem deseja curar e então ele é cercado pelo cosmo, como se ela e seu alvo tivessem a mesma energia. Ela permanece enviando seu cosmo até que o ferimento ou doença que está tentando curar dê sinais que desapareceram por completo. Caso erre, será necessário que ela executa novamente a técnica, tendo assim mais gasto cósmico do que o necessário, tendo em conta que o gasto natural da técnica por si só já é alto. O cosmo de Shiwa funciona de um modo simples, ele busca no organismo da pessoa qualquer coisa que não pertença a ele e então faz com que ela seja destruída. Doenças, por exemplo, são causadas por alguns organismos, como vírus e bactérias. Já no caso de ferimentos, o corpo começa a produzir substâncias que não são normais e são estas que o cosmo procura e então vai direto ao ferimento para acelerar seu processo de cura, fazendo com que um corte profundo seja curado em instantes. Apesar de ser uma técnica poderosa, a lemuriana é incapaz de realizar verdadeiros milagres, como devolver a vida ou fazer membros renascerem, mas pode curar alguns tipos de cegueira por outro lado.
Efeito: Com o poder antídoto de seu cosmo, Shiwa é capaz de realizar uma poderosa cura. No caso, tudo o que ela precisa fazer é manter contato físico com o alvo da técnica por um tempo, para que sua energia passe para o outro corpo e então procure e destrua o que quer que esteja de errado no organismo, como um verdadeiro antídoto faria. Trata-se de uma técnica de gasto cósmico completamente variado, podendo ser muito baixo para a cura de pequenos cortes, até muito alto para conter uma hemorragia inteira. Tirando o que foi citado, não existem limites reais para na abrangência de cura dessa técnica, sendo assim, o narrador deverá dizer o que pode ou não ser curado por esta, assim como o gasto cósmico real da técnica. Vale a pena lembrar que, apesar de ser algo poderoso, é necessário certo tempo para que a cura ocorra, sendo que, quanto mais grave foi o ferimento, maior será o tempo necessário para a cura e consequente gasto cósmico. No caso das doenças, quanto mais avançada ela estiver no corpo da pessoa, mais tempo irá levar para ser curado e em alguns casos a técnica não surtirá efeito ou fará uma cura apenas parcial.



[align=right]HABILIDADES[/align]

Nome da Habilidade: Antigen et antidotum (Antígeno e Antídoto)
Descrição: O cosmo de Shiwa apresenta uma diferente propriedade por assim dizer, é capaz tanto de envenenar um organismo quanto curá-lo, tudo depende de como a lemuriana utiliza sua energia. Inicialmente, a energia dela apresentou-se apenas altamente tóxica, mas, a medida que ela foi descobrindo o mundo e sua própria personalidade, uma segunda parte de seu cosmo despertou, a do antídoto. Isso ocorreu devido ao fato de Shiwa ter despertado um grande interesse pela medicina e em salvar a vida das pessoas a utilizando, não somente com a força de seus punhos. Ela parte de seu cosmo é capaz de anular os efeitos nocivos de diversas doenças em corpos vivos e em alguns casos, até mesmo de outras cosmo-energia. Existe um modo simples de diferenciar qual propriedade cósmica está sendo usada. Quando é a antígena, o cosmo se apresenta roxo, já quando é o antídoto, se apresenta verde.
Efeito: O antígeno do cosmo de Shiwa funciona como um veneno e em sua forma bruta pode apenas afetar o cosmo de seu oponente e lentamente, precisando ser melhor lapidado em técnicas para melhor efeito. Quando o cosmo da lemuriana entra em contato com o corpo de seu oponente, ele se funde ao cosmo dele, se tornando denso e começa a dificultar a elevação da energia, sendo que o peso vai aumentando a medida que a potência do cosmo aumenta, chegando a um ponto que fica insuportável. O alcance do cosmo é no máximo 10 metros de raio de onde Shiwa esteja e os efeitos reais do veneno ficam a critério do narrador e o gasto cósmico varia de acordo com o nível cósmico do oponente, podendo chegar até muito alto se a diferença de níveis for grande demais, tendo como mínimo o nível baixo. Esse efeito afeta não somente inimigos, mas qualquer um que Shiwa considere um oponente, podendo esse ser muito bem um aliado de armas. Já o antídoto funciona com a capacidade de anular venenos que estejam no corpo do alvo, seja ele físico ou cósmico. No primeiro caso, os efeitos da cura ficam a critério do narrador, no segundo caso, ele só é anulado quando a energia da lemuriana é maior do que a de quem lançou. Ele também é capaz de curar algumas doenças, como gripe, tétano, tuberculose etc, ficando isto também ao critério do narrador. Neste caso é necessário que Shiwa toque no alvo. O gasto do cósmico base é mediano, podendo aumentar se o que está sendo curado for realmente potente e se precisar também de uma emanação cósmica por um tempo prolongado.



Nome da Habilidade: Kinesthetic sensu (Sentido sinestésico)
Descrição: Ao ter seu tato retirado, Shiwa se viu obrigada a desenvolver a sinestesia para pode conseguir viver normalmente, já que, sem o tato, se quer conseguia se colocar de pé. Isso foi uma missão um tanto complicada, uma vez que já tinha certa idade e seu cosmo não havia despertado tal habilidade, mas, devido a seus conhecimentos, acabou conseguindo e com o passar dos anos ganhou total controle sobre a habilidade. Com a sinestesia, a lemuriana pode mesclar por completo os seus sentidos, podendo facilmente substituir a visão pela audição, o tato pelo olfato etc, tudo depende única e exclusivamente da situação em que se encontrar. No caso, ela pode ver as cores que cada som possui, sentir o cheiro de tudo que está a sua volta para saber exatamente a forma de cada coisa, utilizando a audição para isso também. Trata-se de algo bastante versátil, dependendo bastante da situação em que ela se encontrar.
Efeito: Os sentidos de Shiwa são completamente mesclados, ela é capaz de ver as cores de um som, sentir o gosto de uma cor, dentre outras coisas. É algo muito variável e depende da situação em que a habilidade for realmente usada. Sendo assim, no caso, o uso será narrado e o narrador da cena define o que realmente aconteceu. Por ser uma habilidade ligada ao cosmo, ela pode ser usada apenas numa área de 100 metros de raio e como a lemuriana já está acostumada a utilizar essa habilidade o dia inteiro praticamente, o gasto do cosmo é baixo, podendo até mesmo ser mínimo dependendo do que for feito, ficando mais uma vez a critério do narrador.



Nome da Habilidade: Divinum fabula (Divina história)
Descrição: Durante seus anos de estudo, Shiwa não leu somente livros de botânica, mas também de outras ciências, inclusive de história, uma área que realmente se apaixonou e tratou de separar parte de seu precioso tempo para ela. Não obstante, além de ler os livros das bibliotecas de sua raça, sempre gostou também de conversar com as pessoas, principalmente as mais velhas, para saber sobre histórias antigas ou não que elas sabiam ou mesmo que haviam presenciado, guardando tudo em sua mente para poder um dia transmitir. A lemuriana sabe muita coisa sobre a história da humanidade, como ocorreu o desenvolvimento dos seres humanos, desde os primórdios da era dos deuses até a época mais atual, podendo identificar diversos fatos e em alguns casos, utensílios apenas se buscar um pouco em sua mente. Shiwa, apesar de tudo, se focou principalmente na história dos mais diversos deuses venerados pelas raças existentes na terra, por achar isso interessante.
Efeito: A lemuriana possui diversos conhecimentos históricos, que foram acumulados durante os seus mais de três séculos de vida. Fica difícil delimitar exatamente o que ela sabe, mas pode-se resumir que ela conhece sobre o desenvolvimento das civilizações que visitou, ou seja, principalmente dos países em torno da Grécia e também do Tibete, além das tribos da Nova Zelândia. O foco de seu conhecimento está, porém, na história dos deuses gregos, sejam eles grandes ou não. Conhece a história dos olimpianos, dos doze principais e das dezenas de outros deuses e semideuses da humanidade. Sendo assim, ela é capaz de reconhecer coisas relacionadas a esses deuses apenas de olhar e buscar um pouco em sua memória. Logicamente, por ser algo realmente vasto, o narrador da situação deve delimitar a amplitude dessa habilidade.



Nome da Habilidade: Anatomia scientia (Conhecimento anatômico)
Descrição: Para pode utilizar com precisão suas ervas nos humanos e até mesmo nos lemurianos, que possuem anatomias idênticas, Shiwa tratou de se tornar familiarizada com as mais diversas estruturas do corpo humano e também suas funções. Apesar de não existirem dados reais de medicina sobre a anatomia na época, por causa do poder da igreja, a lemuriana aprendeu por conta própria após tratar de diversas pessoas com suas habilidades e exercitando o conhecimento, não só o manteve como acumulou informações com o passar dos anos.
Efeito: Shiwa possui conhecimentos avançados sobre a anatomia dos seres humanos, sabendo onde aplicar cada uma de suas ervas para produzir os mais diversos efeitos. Sabe também onde atingir um oponente para causar mais dor ou projetar de um modo mais veloz o antígeno ou mesmo o antídoto que é produzido por seu cosmo. Para evitar confusões, tudo de anatomia que for utilizado durante os posts serão descritos, ficando a critério do narrador sua efetividade ou não.



Nome da Habilidade: Unum cum universi (União com o universo)
Descrição: A medida que foi entendendo mais sobre o cosmo, a lemuriana pode perceber o que realmente havia conseguido fazer. Uma das propriedades do cosmo é a empatia. Ela fez com que Shiwa fosse capaz de entender o mundo a sua volta de um modo completamente diferente, sendo capaz de descobrir o que está acontecendo no íntimo da alma de um ser vivo apenas de olhar para ele e sentir a sua energia. É algo que ela já não consegue mais controlar, apenas de estar perto de uma pessoa consegue descobrir exatamente como ela está se sentindo, se está bem, nervosa, com medo, dentre outras coisas.
Efeito: Shiwa possui uma empatia completa com o mundo a sua volta, que acabou aparecendo de modo natural quando seu cosmo despertou. Só de estar perto de alguém é capaz de entender como ela está se sentindo, se está feliz, se está triste, incomodada com algo. Apesar de ser algo natural dela, existem certos limites para isso e pessoas com capacidade de dissimulação muito grande ou que não sejam capazes de sentir certos sentimentos ignoram por completo essa habilidade, que passa a não funcionar. Por ser algo completamente subjetivo, os efeitos reais da habilidade ficam a critério do narrador ou de um acordo entre os jogadores na ausência de narração externa.



Nome da Habilidade: Stella Iter (Caminho das estrelas)
Descrição: Ao começar a ser enviadas para missões como amazona, Shiwa logo descobriu que não tinha um senso de direção muito bom, uma vez que se perdia com muita freqüência. Irritada com isso, começou a freqüentar a biblioteca do Santuário para descobrir um jeito de conseguir se localizar sem mapas, já que quase sempre era enviada para locais completamente aleatórios para buscar informações ou armaduras. Após um tempo de pesquisa, acabou por descobrir a astronomia e também como se localizar pela posição das estrelas e das constelações. Quando voltou para Jamiel, já adulta, resolveu se aprofundar ainda mais no assunto e atualmente, depois de tantas décadas de estudos, acabou por conhecer simplesmente todas as constelações e suas posições, com isso, mesmo que esteja completamente perdida em algum lugar, basta anoitecer que ela logo poderá encontrar o seu caminho.
Efeito: Shiwa conhece perfeitamente o mapa das constelações de sua época, devido a ter estudado astronomia por mais de duzentos anos. Ela sabe quais constelações ficam sobre cada lugar e por elas pode se localizar facilmente onde esteja, mas é claro que isso só ocorre com as estrelas visíveis. Por ser uma habilidade completamente mental, ela não gasta cosmo. Caso a lemuriana venha a utilizar essa habilidade, serão narradas as localizações de cada constelação com base a dados astronômicos reais.



Nome da Habilidade: Mentis silva densitas (Densidade florestal mental)
Descrição: Como uma boa telepata, Shiwa desenvolveu uma defesa mental única, baseada em sua personalidade por assim dizer. Funciona como um labirinto, sendo que a parte mais importante é que graças a essa habilidade a lemuriana é capaz de saber quando alguém está ou não tentando ler sua mente e assim pode vir a aceitar a intrusão dependendo do caso, uma vez que a habilidade se tornou completamente passiva, não podendo ser desativada. No caso, quando ela permite a entrada em sua mente, o labirinto desaparece e a pessoa ou coisa tem acesso direto a informação que quer. O labirinto é na verdade uma densa floresta, com árvores que cobrem simplesmente todos os lados, menos o solo, que é composto por folhas secas, que fazem um estranho barulho quando se anda sobre elas. A floresta é circular, tendo tamanho variável, dependendo da distância da data atual a memória que está sendo buscada. Por todo o labirinto, a pessoa é obrigada a lutar contra pequenos escorpiões de cosmo puro e caso venha a chegar no final, se encontra com a lemuriana, exatamente com a aparência da época da memória buscada e então ela passa na frente da pessoa como se fosse um filme e caso queira, pode sair da mente ou seguir por um alçapão que fica bem no centro do fim do labirinto, dando acesso assim, ao labirinto da próxima memória.
Efeito: Shiwa é capaz, antes de tudo, de saber se uma pessoa está ou não entrando em sua mente e pode optar por dar acesso, fazendo assim com que o labirinto não exista e o invasor tem acesso direto a memória, sem precisar passar pela floresta. O tamanho real da floresta depende da distância da data atual à memória que está sendo buscada, sendo definido durante a narração pelo narrador. O poder dos escorpiões que aparece durante o caminho aumenta gradualmente, chegando até o poder real da lemuriana, sendo que o tamanho deles também aumenta e o último escorpião é gigante, um verdadeiro monstro assustador, com mais de 100 vezes o tamanho de um escorpião normal, entretanto, Shiwa não possui controle sob as ações desses animais, eles visam única e exclusivamente fazer o invasor desmaiar para a mente ficar segura, sendo controlados então pelo narrador do tópico. Não existe gasto cósmico, mas, por ser uma habilidade cósmica, quanto mais forte for o cosmo do invasor, mais fracos serão os escorpiões e até mesmo o labirinto ficará menor. Quando o escorpião recebe um golpe, quem sente é Shiwa e se o animal for nocauteado, ela também será, ficando assim vulnerável. Por outro lado, se o invasor for golpeado, sentirá em seu corpo e dependendo da intensidade do golpe, poderá vir até mesmo a desmaiar.



Nome da Habilidade: Mentis potentia (Poder da mente)
Descrição: Apesar de não ser a habilidade que mais utiliza durante os combates, a lemuriana fez questão de desenvolver o máximo que pode sua telepatia, após aprender a utilizá-la logo que se tornou uma amazona. Devido a sua raça, demonstrou até certa facilidade e logo aprender a invadir a mente de pessoas sem defesa mental e até mesmo a quebrar algumas defesas, podendo ler informações contidas no fundo da mente de cada um e em alguns casos, se tornou capaz de implantar falsas informações e bagunçar as já existentes. Por ser uma habilidade ligada ao sexto sentido, é necessário que Shiwa utilize seu cosmo, porém o desgaste maior vai diretamente par a mente da mulher, que precisa estar concentrada para realizar o contato telepático.
Efeito: Trata-se sem dúvida alguma de uma habilidade bem versátil, tendo vários usos. O mais comum é a leitura de todas as informações presentes em uma mente, ela pode também criar um elo telepático, para dividir com o alvo algum tipo de informação, ou mesmo sentidos. Ela pode, além disso, colocar na mente de seu alvo informações falsas ou embaralhar as já existentes e em casos extremos, simplesmente deletar o que já existe. Ocorre um gasto cósmico baixo a mediano, dependendo da força mental e da distância do alvo, precisando este estar a no máximo 100 metros de raio da lemuriana, sendo que ela precisa ver onde ele está. O gasto real e os efeitos reais são determinados pelo narrador. Porém, se o alvo aceitar de bom grado a conexão telepática, não existe gasto cósmico. Isso vale também se o nível cósmico do alvo da habilidade for menor do que o da lemuriana, sendo assim, o cosmo ocorre apenas quando o alvo tem poder cósmico maior do que o de Shiwa.



Nome da Habilidade: Herbarius (Herbalista)
Descrição: Após começar a andar pelo mundo como amazona de prata, Shiwa acabou por ganhar um grande interesse pela medicina, principalmente por querer cuidar das diversas pessoas doentes que encontrou pelo mundo. No caso, inicialmente podia cuidar dos outros apenas utilizando seu cosmo, mas, em alguns casos, nem mesmo a energia de sua alma é capaz de curar alguns ferimentos. Com isso, em suas viagens, começou a aprender sobre o uso de plantas com as pessoas mais velhas dos lugares, os chamados curandeiros que, mesmo sendo meros humanos, eram capazes de curar algumas enfermidades que nem mesmo os melhores médicos da época eram capazes. Além do aprendizados boca a boca, Shiwa tratou também de pesquisar nos livros disponíveis, aprendendo também sobre a botânica desenvolvida por sua raça, sendo capaz de compará-la com a que conhece, para poder desenvolver diversos métodos de tratamento, já que muitas das plantas acabaram por desaparecer juntamente com o continente de Lemuria.
Efeito: A lemuriana possui um vasto conhecimento quanto ao uso de ervas, sendo capaz de reconhecê-las e sabe também como utilizá-las. No caso, Shiwa conhece boa parte da flora existente na Europa devido as mais diversas missões que fez ao longo de sua vida, aprendendo sobre o uso dessas plantas com os curandeiros da região. Ela também sabe sobre as plantas que existem na região de Jamiel e também por toda Nova Zelândia, local onde fixou uma nova moradia e criou sua família. Mesmo que não conheça a planta, a lemuriana pode vir a ter uma idéia do que ela é por ser parecida com algumas outras da mesma família botânica, podendo assim ter uma idéia do seu efeito e também de seu uso. Ela sabe também como testar se uma planta é ou não venenosa, além de conseguir testar os efeitos básicos de ervas, como cicatrização e controle da respiração. Os efeitos reais da habilidade ficam a critério do narrador e informações extras, quando necessário, serão dadas durante a narração pela jogadora.



Nome da Habilidade: Movere ad cosmos (Mover com o cosmo)
Descrição: A telecinese é tida como a capacidade de mover qualquer tipo de massa e é sem dúvida alguma uma das habilidades características dos lemurianos e sendo pertencente dessa raça, Shiwa é uma usuária exímia da mesma, uma vez que a despertou ainda bem nova e a treinou durante toda a sua vida. Elevando um pouco seu cosmo, ela é capaz de movimentar as mais diversas massas por onde quiser, tanto vivas quanto não vivas, mas é claro que no caso de coisas vivas pode vim a haver certo tipo de resistência que ela é obrigada a quebrar para que a habilidade seja usada de maneira correta.
Efeito: Elevando o seu cosmo levemente, com um gasto de cosmo baixo inicialmente, é capaz de movimentar qualquer tipo de massa a bel prazer, por uma distância de até 100 metros de raio de onde esteja. No caso, quanto maior for o peso do que está movendo, maior será o gasto. Sendo que, a cada 10 metros de movimento, ocorre um gasto cósmico extra equivalente ao inicial, aumentando também caso ocorra resistência pela massa que está sendo movida, caso seja viva. Vale a pena lembrar que ela pode mover com a telecinese quantas coisas quiser, mas isso implica não somente num novo gasto de cosmo, mas também num estresse maior para seu corpo, sendo que, quanto mais coisas e quanto mais for a distância, maior será o desgaste e maior será o tempo necessário para ela conseguir se recuperar. Ela só pode mover coisas até dez vezes o seu peso. Os efeitos reais da habilidade ficam a critério do narrador.



Nome da Habilidade: Motus materia (Movimentação de matéria)
Descrição: O teletransporte é normalmente uma das primeiras habilidades a serem descobertas pelas crianças lemurianas e no caso de Shiwa não foi diferente. Ainda criança, algum tempo depois de descobrir que podia realmente controlar seu cosmo, já foi capaz de utilizar-se dessa habilidade, em sua forma mais fraca. A medida que foi envelhecendo e desenvolvendo seu cosmo, ela tratou também de desenvolver tal habilidade, sendo assim, já consegue se locomover por algo além do que alguns metros, podendo ir de um país a outro que conheça com certa facilidade, desde que tenha informações reais sobre o lugar para onde está indo. Ela pode também levar outras pessoas consigo, mas isso faz com que a habilidade se torne mais exaustiva do que o normal. Quando o teletransporte ocorre, tudo o que as pessoas conseguem ver onde Shiwa e as pessoas levadas pela técnica estavam é um forte borrão de luz branca com as silhuetas que em poucos instantes desaparece, deixando apenas um vestígio cósmico que só pode ser sentido.
Efeito: Em termos práticos, Shiwa é capaz de ir para qualquer lugar, sem um limite real de distância, precisando apenas saber para onde está indo, seja por ter ido para esse lugar anteriormente ou ter lido sobre este lugar. No segundo caso, a informação pode estar equivocada e isso pode lhe deixar em apuros, indo para lugares indevidos. Excluem-se os lugares protegidos pelos deuses, sendo necessária a autorização destes para que se teleporte. A lemuriana pode levar quantas pessoas o seu cosmo aguentar, num raio de até 50 metros de onde esteja, sendo que o gasto aumenta em 5% para cada ser que esta indo, podendo assim ficar esgotada dependendo da distância que está indo. O gasto normal de cosmo é de 0,002% vezes a distância, caso seja superior a 1000km, abaixo disso não existe gasto, exeto quando Shiwa teletransporta outras pessoas além dela. O narrador em controle sobre o resultado final do uso da habilidade, dizendo se foi ou não bem sucedido. Para teletransportar o que quer que seja além dela, Shiwa precisará encostar no alvo.



[align=right]HISTÓRIA[/align]
Prólogo
Sobre os lemurianos


Os lemurianos são um povo antigo, cuja real origem não se sabe, dizem que possuem algum parentesco com os humanos, mas se desenvolveram de modo completamente diferente, ganhando acesso maior ao mundo espiritual, conseguindo desenvolver mais facilmente o cosmo e consequentemente as habilidades relacionadas a eles, sendo muitos deles exímios telepatas e outros exímios telecinéticos, mas, até mesmo uma criança lemuriana pode vir a controlar alguma habilidade cósmica naturalmente devido à propensão de sua raça ao domínio do sexto sentido. Além disso, dotados de um metabolismo completamente diferenciado, vivem infinitamente mais do que os humanos, com isso puderam acumular muito mais conhecimentos do que a raça humana.

Antigamente, vivam em um continente chamado Lemúria, mas, durante a Gigantomaquia, o continente acabou sendo afundado e a maioria deles morreu sufocada pelas cinzas de vulcões do continente que entraram em erupção. Normalmente, o desaparecimento de uma raça assim não causa tantos problemas, mas, o desaparecimento dos lemurianos acabou com um antigo conhecimento. Eles eram detentores do conhecimento de como forjar armaduras divinas, tanto que, durante a era dos deuses, a própria deusa Athena encomendou a eles que criassem armaduras para protegerem seus guerreiros que lutavam para proteger o mundo. A partir desse dia, começou uma aliança entre os lemurianos e a deusa Athena, com o objetivo de proteger a vida na terra.

De fato a raça acabou por não desaparecer por completo, uma vez que Lemúria não afundou em sua totalidade, sendo que uma mísera parte ficou intacta e dali os lemurianos começaram a se espalhar pelo mundo, tentando recuperar sua antiga glória, mas, isso acabou se tornando impossível. Longe de seu continente, não conseguiram crescer como antigamente e a raça acabou se tornando estagnada. Parte dos lemurianos se estabeleceu no alto do Tibete, em uma região chamada de Jamiel, outra se espalhou por vários lugares do mundo, criando assim recantos menores.

Mesmo com o isolamento, a raça lemuriana acabou mantendo a aliança que fez com Athena, servindo como ferreiros para reparar as armaduras que outrora foram criadas por seus antepassados, já que o conhecimento para a criação delas foi completamente perdido. Devido a essa manutenção de contato, muitos dos lemurianos possuem contato com a cultura dos ditos cavaleiros de Athena e possuem como vontade servirem a Deusa, para poderem proteger o mundo onde vivem, mas, não chega a ser um padrão, uma vez que a sociedade lemuriana não confia em outras raças, no caso dos humanos devido a sua fácil corrupção e dos gigantes por causa da herança que passaram durante as eras.



Capítulo 1
Espírito guerreiro
1181 - 1195


Nascida em 1181, numa família da casta mais baixa de Jamiel conhecida como Rinzen, Shiwa não tinha um grande futuro em sua frente. Seus pais, Tenzin e Lhasa, apesar de serem lemurianos, possuíam apenas um leve controle sobre o cosmo, conseguindo apenas mover objetos leves por poucos metros, vivendo da criação de lhamas, vendendo a lã delas e também da venda da carne dos animais velhos que acabavam por ser sacrificados para não sofrerem com as doenças da velhice. Desde muito pequena, Shiwa observava ao longe os garotos lemurianos que cominavam cosmo, se imaginando fazendo aquelas coisas, movendo tudo com a força da própria mente, se teletransportando de um lado para o outro, apenas por pura brincadeira, enquanto ela só podia brincar com os filhotes das lhamas de seus pais, pois, por não conseguir dominar bem o cosmo, acabou sempre sendo discriminada.

Sua vida não era muito luxuosa, mas jamais passou necessidades, crescendo com uma ótima saúde e tendo tudo de necessário para viver, não tendo exatamente tudo o que queria apesar de tudo, devido à posição social de seus pais. A verdade é que, não se pode julgar o destino de alguém apenas por causa de sua família. De fato os pais de Shiwa não serem bons utilizadores de cosmo, em sua árvore genealógica, existiram grandes ferreiros e também telepatas, que em tempos passados lutaram como protetores do povo lemuriano ou mesmo como cavaleiros de Athena.

Quando Shiwa tinha seus seis anos de idade, um pequeno acidente acabou mudando por completo sua vida. Já era noite e estava trazendo o rebanho de sua família para casa, quando acabou escorregando e caiu do caminho que estava seguindo, iria cair por quase cem metros, se não fosse sua própria vontade e um grande desejo, conseguir se teletransportar para perto da montanha e pegar em uma pedra ou o que quer que fosse para não ir direto ao chão. Num estalo, seu desejo se realizou por assim dizer, um estalo do sexto sentido, seu cosmo despertou, fazendo com que ela se salvasse, ficando apenas com algumas escoriações pelo corpo por causa da velocidade com que foi em direção ao chão.

Como a garota não voltou para casa no tempo de costume, Lhasa e Tenzin foram atrás de Shiwa e, ao encontrá-la desacordada quase que na base da montanha onde moravam ficaram assustados, achando que ela estava morta, ficando realmente surpresos ao encontrá-la apenas com os olhos fechados, exaurida por ficar no chão frio por tanto tempo. Enquanto Tenzin levou o rebanho para o estábulo, Lhasa levou a filha para casa e cuidou de seus ferimentos, perguntando para ela o que aconteceu, ficando realmente surpresa com a resposta de sua filha, demorando a acreditar que ela havia conseguido utilizar teletransporte.

No dia seguinte, ainda sentindo dores por causa do que aconteceu que Shiwa descobriu uma estranha habilidade que ia acompanhá-la pelo resto de sua vida. Seus pais se afastaram dela um pouco, se mostrando preocupados mas ao mesmo tempo animados com o que ocorreu, mas não falaram nada com a garota. Irritada com isso, chegou perto dos pais e perguntou e não obteve uma resposta da boca deles, mas, de algum modo, conseguiu entender o que eles estavam sentindo. No final das contas, estavam animados porque ela havia despertado o cosmo.

Era apenas uma pequena esperança de seus pais, mas, se Shiwa realmente fosse capaz de dominar o cosmo, poderia ser mais bem aceita, não sendo tão discriminada pelas outras crianças, podendo até mesmo tratada como alguém de uma casta maior. Mesmo que eles ficassem apenas como meros pastores, ficariam realmente alegres ao ver a filha em uma situação melhor do que a deles. Para a sorte de Shiwa, ali em Jamiel, qualquer criança que demonstrava ter um pouco de dom com o cosmo era treinada e se demonstrasse ter realmente jeito com isso, seu treinamento continuaria até a fase adulta.

Shiwa foi levada para um lemuriano experiente, chamado Guatzo, que desde seus vinte anos de idade vivia apenas para treinar crianças lemurianas para transformá-las em bons guerreiros e fazia de tudo para deixá-los em Jamiel, tanto que apenas cinco de seus mais de trinta aprendizes durante os anos foram para o Santuário de Athena e a garota acabou sendo uma dessas. Apesar de realmente ter conseguido ser melhor aceita pelas outras pessoas ao começar a dominar seu cosmo, estava cansada demais de viver naquela sociedade estigmatizada e pelo que ouvia daqueles que foram para o Santuário de Athena, a vida dentre os humanos não era algo tão ruim quando diziam, mas sim algo quase que magnífico, sem tantas regras estranhas e preconceitos por causa das classes, no máximo ordens que devem ser obedecidas por causa da diferença de hierarquia, como em todo com exército.

No início, tudo o que Guatzo fez foi estimular o cosmo de Shiwa com pequenas brincadeiras, para ter certeza de quais eram suas reais habilidades e no que ela era realmente melhor. Foi numa dessas brincadeiras com o cosmo, um jogo de pique-esconde utilizando de localização cósmica que a lemuriana veio a descobrir a propriedade de seu cosmo, o veneno. Por ser essa uma propriedade perigosa para uma criança, Guatzo preferiu não treiná-la e sim se focar nas ditas habilidades lemurianas, a telepatia, a telecinesia e o teletransporte. Guatzo tentou ensinar a garota também a forja, mas logo deixou isso de lado, pois a menina se mostrou sem o menor dom para isso, estando mais voltada para a telecinesia do que qualquer outra coisa, habilidade que fora a mais treinada. O treinamento era sempre igual e exaustivo, mover pedras de um lado para o outro, cada vez mais pesadas. Em relação ao cosmo de veneno, tudo o que o lemuriano fez foi ensinar Shiwa a mantê-lo suprimido, ela mesma que teve que aprender a utilizá-lo, saindo de perto de tudo e de todos e fazendo diversas rajadas de cosmo.

Apesar de começar a ser aceita dentre a sociedade lemuriana, as pessoas começaram a se afastar um pouco, até mesmo seus pais e o motivo foi que a propriedade do cosmo de Shiwa se mostrou envenenada, ela era capaz de criar um estranho veneno com sua energia e mesmo que insistisse que conseguia controlar isso, as pessoas não acreditavam muito nisso, pois, quando ela ficava irritada, acabava afetando tudo ao seu redor mesmo sem querer. As únicas pessoas que aceitaram Shiwa desse jeito, depois de muita insistência foram seus pais, quando ela mostrou para eles que podia controlar o veneno de seu cosmo muito bem, mas, quando a pequena ficava irritada, se afastavam para não serem afetados.

Como já estava com seu sexto sentido completamente desperto, depois de treinar por mais de oito anos com Guatzo, Shiwa acabou sendo facilmente aceita como aprendiz e não ganhou um mestre ali no Santuário, uma vez que em pouco tempo acabou conseguindo participar de um torneio para uma armadura de bronze, conseguindo assim se tornar a amazona de Hidra com seus 14 anos de idade. A armadura, sem dúvida alguma combinou com ela, uma vez que seu cosmo se mostrou sendo ligado a unicamente a venenos na época.



Capítulo 2
Os embates de uma amazona
1195 - 1230


Estando ainda a anos de uma guerra santa, a vida de Shiwa como uma amazona de bronze, foi, sem dúvida alguma pacata comparada se fosse em pleno período de guerra. Juntamente de alguns outros cavaleiros, suas missões eram focadas, inicialmente, em procurar pelo mundo algumas armaduras que estavam teoricamente perdidas por causa dos embates que ocorreram durante a última guerra, além de encontrar também possíveis aspirantes para fazerem parte do exército de Athena, para entrarem no exército que estava apenas começando a se formar.
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Os Indecisos
E foi em uma dessas viagens que Shiwa acabou por descobrir um lado de seu cosmo que jamais imaginou que fosse existir. Seu cosmo, inicialmente, era puro veneno, mas, ao chegar numa tribo africana, completamente devastada pela peste e pela cólera, se viu obrigada a ajudar aquelas pessoas com o pouco de conhecimento médico que tinha e, certa vez, ao ver uma criança morrendo, tento utilizar seu cosmo de maneira secreta para aliviar seu sofrimento e matá-la, algo que jamais imaginou fazer, mas no final, sua vontade de aliviar a dor dela era tanta que seu cosmo respondeu de um modo surpreendente, acabou tirando toda a doença que havia no corpo da criança e ao invés de matá-la, a salvou, tanto que no dia seguinte já estava correndo com seus amigos e a mãe dela disse que seria eternamente grata a Shiwa... Mal sabia qual era o desejo real da amazona.

Aquilo chamou realmente a atenção da jovem, que começou a desenvolver essa propriedade que havia descoberto, sem contar isso para ninguém, afinal, o modo como a descobriu fora de certo modo estranho, já que iria fazer algo completamente oposto ao que lhe ensinaram e ia tirar uma vida. Ela aumentou em muito suas viagens, andando pelo mundo em busca de pessoas que pudesse ajudar, não somente com seu cosmo, mas também com habilidades médicas normais. Podia nunca ter tido instrução real nisso, mas, acabava por aprender um pouco de cada coisa nos lugares que visitava, aprendendo assim os mais diversos meios para cuidar das pessoas e sem inimigos reais, Shiwa pode permanecer assim por mais de trinta e cinco anos, até que o selo de Athena começasse a dar os primeiros sinais que estava se enfraquecendo.

Mesmo que não dessem muito alarde, o patriarca do Santuário começou a ordenar aos cavaleiros mais experientes que começassem a buscar informações pelo mundo sobre possíveis ataques de pessoas portando armaduras negras, para assim ter ideia de como estava a evolução dos guerreiros de Hades, apesar da guerra ainda estar um pouco distante, era bom começar as preparações para evitar ataques surpresa. E, foi por causa dos guerreiros de Hades que Shiwa acabou se tornando uma amazona de prata.

Apesar da situação de guerra eminente, alguns cavaleiros ainda eram enviados para buscar armaduras perdidas, principalmente os cavaleiros de bronze e Shiwa não escapou disso, sendo enviada para buscar várias e várias armaduras. O problema foi que um maldito espectro, Tyson de Erínia, começou a segui-la para onde ia e a atacava com hordas e mais hordas de esqueletos. Os esqueletos nunca foram páreo para a jovem lemuriana, mas chegou um momento em que o próprio espectro acabou por atacar Shiwa, destruindo sua armadura de bronze com alguns golpes. Mesmo sem sua armadura, ela não desistiu e seu cosmo começou a queimar de modo intenso, tão intenso que acabou por despertar a armadura que estava adormecida na urna que carregava em suas costas, Ofiúcio. Com a armadura de hidra destruída, uma nova constelação tratou de proteger a amazona para que ela pudesse continuasse a viver, tudo por causa de sua vontade de lutar.

Shiwa lutou com todas as suas forças, dando cabo assim da vida do espectro, mas não ficou para esperar para ver o que ia acontecer, tratou logo de voltar para o Santuário, mas dessa vez com a urna de Hidra nas costas e a armadura de Ofiúcio no corpo. Ao retornar para sua casa, fora aclamada como amazona de prata.



Capítulo 3
O veneno reverso
1230 - 1246


Foi uma surpresa para todos Shiwa voltar como uma amazona de prata, mas não fizeram objeção nenhuma, uma vez que a armadura realmente a havia escolhido. Como a amazona de Ofiúcio que ela fez uma grande amizade, outra lemuriana, Daniki, que na época era a amazona de Taça e junto com ela fez várias incursões pela Europa para impedirem ataques de espectros as mais diversas vilas e cidades, salvando as mais diversas vidas, não somente por matar os espectros, mas também cuidaram de diversos feridos e doentes que encontraram pelo caminho. Ambas, aproveitando as viagens, trataram de aumentar seus conhecimentos médicos e também de domínio de cosmo.

Algo engraçado começou a acontecer com o passar do tempo. Quanto mais Shiwa utilizava seu cosmo para curar, mais difícil ficava para ela utilizar das propriedades venenosas do mesmo, era como se ele estivesse se adaptando a armadura que ela estava usando, que possuía o dom da cura. No começo a lemuriana não gostou muito disso, mas, acabou nem ligando porque ainda possuía seus ataques relacionados às suas habilidades lemurianas que lhe davam tanto orgulho, permitindo que ela pudesse aturar tanto como suporte como atacante.

Shiwa, porém, não ficou muito tempo como amazona de prata. O cavaleiro de escorpião da época, Ishivar, se interessou pela habilidade da jovem lemuriana e se ofereceu para treiná-la. Ele possuía grande controle sobre venenos, não somente os cósmicos, mas também naturais. Graças ao treino deste homem, a propriedade do cosmo de Shiwa voltou a se inverter, voltando a ser venenoso, mas, agora ela tinha controle o suficiente para poder utilizar-se também da parte que era capaz de criar antídotos. Depois de cerca de seis anos de treino, Ishivar foi capaz até mesmo de despertar o sétimo sentido em sua aprendiz de modo simples, cabia a ela agora saber dominá-lo a bem prazer.

Além de ser enviada nas missões com Daniki, Shiwa ficou encarregada de coordenar os soldados do Santuário, sendo responsável por treiná-los em táticas de defesas e também descobrir os que tivessem habilidades o suficiente para subirem de cargo e se tornarem cavaleiros, chegando também a treinar alguns deles para chegar a tal nível. Pelas mãos de Shiwa, cerca de quinze pessoas acabaram por se tornarem cavaleiros, não ficando apenas como soldados.

Em sua única missão como amazona de prata que foi sozinha, Shiwa acabou colocando-se em grandes problemas. Um espectro fora enviado para uma cidade portuária da Inglaterra e a amazona foi indicada para protegê-la e quando chegou, acabou vendo quem era, o maldito espectro de Erínia, então, ele não havia realmente morrido, ou havia sido revivido. Ela não parou para pensar, na última vez que lutou com ela havia quase morrido e não queria passar por aquilo novamente.

Tyson riu ao ver Shiwa com uma nova armadura e se gabou para ela, dizendo que jamais podia ser derrotado, enquanto ela, bem ia ser morta e passaria o resto da eternidade sofrendo no deserto gelado do inferno. A lemuriana, porém, não se deixou levar pelas provocações, tratou de lutar com toda sua força, para proteger a sua vida e também a dos moradores da vila que tinha que defender. Dessa vez o espectro não teve tanta facilidade, Shiwa possuía melhor controle sobre sua energia.

O problema foi que, de algum modo, o espectro também havia aumentado sua habilidade de combate, fazendo com que a luta ficasse equilibrada por algum tempo. Aconteceu que Shiwa começou a se cansar mais rapidamente do que seu oponente, deixando algumas brechas para ataques certeiros que lhe deixaram em estado grave. Quando Tyson se preparava para dar o golpe final um grande estrondo pode ser ouvido atrás dele, era o cavaleiro de escorpião chegando para defender sua protegida, que quase jazia morta no chão. O cavaleiro havia seguido sua aprendiz porque estava com receio dela ir sozinha em uma missão, já que durante muito tempo teve a companhia de Daniki.

Ishivar teve um combate ferrenho com o maldito espectro, quanto mais à luta seguia, mais forte o espectro se tornava, como se aprendesse mais e mais sobre seu oponente a cada golpe desferido e talvez fosse essa a verdade, porque durante as lutas, não fechava os olhos por motivo algum, nem mesmo para piscar. Sendo chamado por muitos esqueletos de zumbi por causa disso. O guerreiro tentou, mas acabou sendo derrotado por Tyson e jogado em cima do corpo inerte de Shiwa. A lemuriana ficou assustada com aquilo, se um cavaleiro de ouro havia sido derrotada, ela não tinha muito que fazer. Ela bem que tentou se levantar, mas o corpo de Ishivar era muito pesado.

Tudo mudou quando Tyson começou a atacar as pessoas da vila. Homens, mulheres, crianças, idosos, ele não distinguia ninguém, só queria sentir o sangue em seu corpo. Shiwa começou a ficar perturbada com tantos gritos e começou a morder os lábios a ponto de provocar sangramento. Para sua surpresa, Ishivar ainda tinha uma fagulha de vida e disse para sua protegida de que apenas ela podia salvar todos que estavam ali vivos ainda. Com a benção de seu mestre por assim dizer, Shiwa voltou para o combate com seu cosmo ainda mais forte do que antes. Até aquele momento, havia tido alguns lampejos do sétimo sentido, talvez fosse a hora do sentido realmente despertar em sua alma e fora o que aconteceu.

Esquecendo-se de suas limitações físicas e mentais, Shiwa só pensava em derrotar seu oponente para assim poder salvar a vida de todos ali. A aquela altura, sua a armadura já estava em migalhas depois de receber dezenas de golpes diretos, mas ainda assim protegia um pouco a amazona. Com medo de morrer, Tyson acabou pegando uma criança como escudo vivo e Shiwa não viu a tempo isso, dando cabo na vida de uma menina que não devia ter mais do que quatro anos de idade. Aquilo a deixou em um estado de fúria e seu cosmo respondeu a altura, uma densa nuvem de veneno começou a se formar em torno da lemuriana e a armadura de Ofiúcio acabou por se desmontar, saindo do corpo dela. Por algum motivo, não a reconhecia mais como sua portadora.

Shiwa, porém, não ligou nem um pouco para isso, continuou a combater com seu cosmo em seu nível máximo, chegando a ficar com a energia comparada a de Tyson. Mas, sem uma armadura para protegê-la, ficou bem vulnerável aos golpes dele e já ferida, piorou ainda mais o seu estado físico. Chegou a um ponto que o espectro a pegou pelo pescoço e tentou quebrar seu pescoço. Apenas tentou... A armadura de escorpião, que antes protegia Ishivar, foi para o corpo de Shiwa na hora que ela queimou seu cosmo para tentar se desvencilhar do aperto fatal. Seu cosmo já não era mais o de uma simples amazona de prata, agora ela era uma amazona de ouro.

Com a proteção da constelação de escorpião, tudo ficou mais fácil. Não podendo acertar Shiwa mais com seus golpes, Tyson mais uma vez tratou logo de bater em retirada, tudo porque a amazona preferiu cuidar das pessoas ao matá-lo, não ia sacrificar a vida de pessoas inocentes por causa de um homem maldito. Após cuidar das pessoas que haviam se ferido na vila e também ajudar na reconstrução de alguns lugares que foram destruídos, Shiwa voltou para o santuário com o corpo do ex-cavaleiro de escorpião, dando-lhe um enterro digno e jurando que iria continuar o trabalho dele, protegendo a Casa de Escorpião, Athena e o mundo com toda sua força de vontade. Assim, depois de vinte e cinco anos como amazona de prata que Shiwa conseguiu alcançar a maior honra para um guerreiro de Athena, ser um dos doze cavaleiros de Ouro.



Capítulo 4
Escolhas
1246 - 1310


A verdade foi que, nos anos seguintes, pela primeira vez, Shiwa ficou mais estagnada dentro do Santuário. Com o selo de Hades se desfazendo pouco a pouco, era necessário criar uma defesa forte, mas, nem por isso ela passou os anos até a guerra apenas na Casa de Escorpião. Como amazona de ouro, Shiwa começou a ser enviada em missões de suma importância, dentre elas localizar a nova encarnação na Deusa Athena, juntamente com alguns outros cavaleiros e depois de uns bons anos, essa missão teve sucesso e a garota foi levada para o Santuário.

Com o avançar dos anos, as notícias que vinham de todas as partes relacionadas aos estranhos homens e mulheres com armaduras negras e roxas dizimando cidades sem um motivo aparente. Com Athena dentro do Santuário, tanto Shiwa quanto os outros cavaleiros dourados foram orientados a ficar nas suas casas, ficando de vigília para uma possível ameaça que pudesse chegar até lá.

Foi então que em 1261 a guerra finalmente chegou ao Santuário. Dessa vez, apesar de todos os esforços, Hades acabou se adiantando e armou um poderoso ataque a Athena, invadindo a Grécia com toda a sua tropa, mas, acabaram por serem interrompidos. O maior problema foi o ataque seguinte, que todos do Santuário achavam estar preparados, mas foram pegos de surpresa pelos resultados.

Os juízes de Hades, que foram mortos em combates anteriores, retornaram com uma verdadeira horda sombria, marchando sobre as doze casas. Em cada uma ocorreram combates terríveis e não foi diferente na casa de Escorpião. Shiwa foi obrigada a lutar contra alguns espectros menores, que a deixaram um pouco enfraquecida, para que então seu real oponente aparecesse, Tyson de Erínia. Incrivelmente, o maldito homem estava ainda mais forte do que Shiwa e lhe deu muito trabalho. No final das contas, porém ele acabou sendo derrotado, mas não sem ferir gravemente, varando o corpo da lemuriana com seu punho, destruindo até mesmo o peito da armadura de ouro. Em poucos minutos, Shiwa acabou desmaiando, achando que seria o seu fim.

Mas não foi. Pouco tempo depois, ela acabou acordando com um rosto conhecido a sua frente, era Daniki que acabou fechando o ferimento que havia em seu tórax e tudo o que ficou foi uma imensa cicatriz no lugar. Bem, pelo menos ela estava viva. Ainda se recuperando do baque, Shiwa sentiu algo que temia... A energia de Athena se esvaindo pouco a pouco. Os guardiões haviam falhado e a deusa estava morta? Usando o pouco de vitalidade que lhe restava, Shiwa subiu as doze casas e ao chegar aos pés da estátua de Athena, viu a deusa morta, desfalecida no chão e ao olhar ao redor, logo descobriu quem era o culpado, o cavaleiro de Gêmeos, Chirag. Agora, não havia mais nada o que fazer. Shiwa ajudou seus companheiros a conterem Chirag, que havia enlouquecido aparentemente e então voltou para sua casa, era preciso se recuperar daquele baque e seguir, Hades ainda estava vivo, seu cosmo podia ser sentido.

Os cavaleiros de ouro que sobreviveram ao embate, porém, não puderam ter tempo para pensar. Sem a deusa Athena, em poucos dias Nike acabou enlouquecendo, colocando a vida de todos ali em risco, atacando sem pensar qualquer um que aparecesse em sua frente, fazendo com que os cavaleiros de ouro tomassem uma decisão drástica, executá-la. Mesmo lutando juntos, não conseguiram atacar realmente a mulher, que apesar de não estar sã, ainda tinha o poder de um deus. Juntos, três dos cavaleiros, incluindo Shiwa, decidiram que iriam lançar a técnica proibida, para acabar com tudo de uma vez, já que não havia mais Athena para impedi-los. No começo, a lemuriana não gostou muito da ideia, mas, quando Nike avançou para atacar Rodório, Shiwa não teve escolha e aceitou, lançando a técnica com seus companheiros.

Na situação em questão, Nike estava entre o Santuário e Rodório e, por estar enfraquecida pelos acontecimentos, acabou sendo atingida pela poderosa técnica. O problema foi que todos os cavaleiros se esqueceram da potência da técnica, que iria se expandir facilmente até destruir toda a vila e também parte do Santuário. Enquanto seus companheiros ficaram pensando no que fazer, Shiwa partiu para perto do eco da técnica e queimou seu cosmo ao máximo, utilizando sua telecinesia para criar uma barreira psíquica e impedir a continuidade da energia. A verdade foi que Shiwa conseguiu, mas ficou completamente exaurida. Ela precisou queimar algo além de seu cosmo, queimou sua própria vida, só de pensar em todos aqueles que seriam mortos por causa daquele ato impensado. Foi o primeiro momento em que ela teve a chance de sentir como era superar o poder de um mortal, por um mísero segundo, mas conseguiu mesmo assim, chegar ao oitavo sentido para salvar Rodório e o Santuário.

Assim que a Shiwa desfez a barreira telecinética, ela caiu exaurida de joelhos no chão e surpreendentemente, a armadura de escorpião saiu seu corpo e a mulher retirou a máscara que cobria seu rosto. Até então, jamais a havia retirado e o motivo era que seguida o antigo código das amazonas, uma vez que desde criança sempre teve um rosto bonito, que qualquer um teria dó de bater. O cosmo da lemuriana, que havia chegado a um nível surpreendente, apagou-se como uma fogueira na chuva, era como se ela jamais o tivesse despertado. Seu olhar era de tristeza absoluta, não era mais a mesma mulher, seu coração guerreiro morreu naquele momento, com os seguintes dizeres: ‘‘Se o caminho para a vitória for por cima de tudo o que eu acredito, prefiro passar o resto de meus dias como uma desertora, uma guerreira que fugiu do combate.’’ Apesar de normalmente desertores serem caçados pelo Santuário, isso não aconteceu com Shiwa, afinal, a guerra já havia acabado e ela tinha todo o direito de deixar de ser uma amazona, ainda mais depois de tudo o que havia acontecido.

Deixando toda uma vida para trás, Shiwa caminhou lentamente para os limites do Santuário e então se teletransportou dali com o resto de cosmo que ainda queimava em seu corpo, caindo na frente da casa de seus pais, que não via a mais de um século. Os dois, logicamente, se surpreenderam ao ver a filha ali depois de tanto tempo, desmaiada. Tenzin levou a filha para dentro e a colocou na cama, enquanto Lhasa ficou ao seu lado, esperando ela acordar para saber o que havia acontecido.

Quando Shiwa finalmente acordou, tudo o que conseguiu fazer foi chorar durante um bom tempo nos braços da mãe. Mais calma Shiwa contou para os pais o que havia acontecido e disse que jamais voltaria ao santuário, ia passar o resto de seus dias ali em Jamiel, nem que fosse como uma simples pastora, mais jamais queria ter que fazer aquilo de novo, colocar a vida de diversas pessoas por causa de uma ação impensada.



Capítulo 5
Uma nova visão do mundo
1310 - 1340


Ninguém fora capaz de reconhecer Shiwa depois do que aconteceu no Santuário. Ela sempre fora uma mulher animada, apesar dos embates que sempre teve que realizar em sua vida, mas, naquele momento, não passava de uma pessoa depressiva que não tinha coragem de olhar nos olhos de alguém ou mesmo ficar na presença de outras pessoas, passando os dias assentada perto do rebanho, com o olhar distante, buscando algo que jamais era encontrado.

Os pais de Shiwa gostaram de ter sua filha em casa, mas, não de vê-la daquele jeito, um corpo sem uma alma e procuraram um jeito de ajudar a filha. Sabiam que, alguns anos antes, um cavaleiro, ferido durante a guerra, voltou para Jamiel e talvez ele pudesse ajudá-la, uma vez que procuraram por Daniki, amiga de Shiwa, mas descobriram que ela estava em estado grave por causa de ter perdido seus sentidos em combate.

Po Nya, o cavaleiro, logo foi encontrado por Lhasa e Tenzin. Havia ficado deficiente, mas estava em melhores condições do que Daniki e aceitou ir conversar com Shiwa, para saber o que realmente estava acontecendo. Ao encontrar a lemuriana realmente deprimida, ele se surpreendeu, pois se lembrava de que ela era bem animada e sorridente, não deixando que os obstáculos da vida a derrubassem tão fácil. Agora, estava presa em um mundo negro e se recusava a sair de lá, mas Po Nya a forçou a sair de casa por algum tempo, ele tinha que mostrar a ela algumas coisas.

O primeiro lugar que Shiwa visitou foi à casa de sua amiga Daniki e se surpreendeu ao ver o estado em que ela se encontrava. Estava quase incapaz, somente com o tato, mas ainda assim tinha um sorriso no rosto e estava tentando se acostumar com sua nova vida. Aquilo deixou Shiwa um pouco pasma. Apesar do que havia passado; seu corpo ainda estava em ótimo estado, só o seu cosmo que havia se apagado.

Nisto, Po Nya levou a lemuriana para um novo lugar, a casa de uma jovem lemuriana que havia acabado de dar a luz a um filho, mas, teria que criá-lo completamente sozinha, uma vez que seu marido morrera durante a guerra contra Hades. Havia, porém, um detalhe, a jovem era completamente cega e sozinha no mundo, mas nem por isso estava triste, daria o máximo de si para cuidar de seu filho. Havia só um problema, o garoto havia nascido completamente surdo e não escutava sua mãe, que, apesar de ser uma lemuriana, não era capaz de utilizar telepatia, mas nem isso a impedia de cuidar do menino. Shiwa começou a chorar, e Po Nya a retirou daquela casa, a levando para fora, para o centro da vila.

O homem explicou a Shiwa que ela era importante demais ali para ficar daquele jeito. A cada ano a raça lemuriana fica mais e mais desgastada e poucos são as pessoas que realmente tentam mudar alguma coisa, nem que seja salvar o mundo do lado de fora. Ele havia escutado sobre as habilidades médicas que Shiwa havia desenvolvido e perguntou porque ela não usava aquele conhecimento ali. Longe do resto do mundo, tinham dificuldade para conseguirem remédios até mesmo para as doenças mais simples.

Pensativa, Shiwa se quer percebeu uma garota que se aproximou, segurando forte em sua perna. Não devia ter mais do que três anos na época. Seu sorriso era realmente meigo e ela estava animada e não demorou a dizer porque, seu sonho sempre foi conhecer um cavaleiro de Athena e agora estava ao lado de dois, jamais iria passar perigo. Foi nesse momento que Shiwa descobriu que sua terra havia sido atacada algumas vezes durante a guerra e várias vidas foram perdidas. A garota então começou a tossir e de sua boca saiu um pouco de sangue, e isso deixou Shiwa tão preocupada que a pegou no colo e a levou para sua casa. Po Nya apenas sorriu e foi embora, havia conseguido trazer o espírito da mulher novamente para o mundo.

Os pais de Shiwa ficaram surpresos ao verem sua filha com um ar completamente diferente, apenas focada em saber o que estava acontecendo com a pequena garota que havia acabado de conhecer. Com ela bem acomodada, Shiwa conversou com ela e descobriu seu nome, Kayla e seus pais haviam morrido e ela estava sozinha desde então. A alguns dias a estranha tosse havia começado e só estava piorando. A lemuriana colocou a mão no peito da garota e apertou e um leve gemido pode ser ouvido. Ela já havia visto aqueles sintomas antes, era tuberculose, uma doença rara dentre os lemurianos, mas não dentre os humanos, já havia curado algumas pessoas disso, precisava apenas conseguir os itens certos ou usar seu cosmo para isso.

Ela se assentou na beirada da cama e ficou pensativa. Naquela altitude, era improvável encontrar as plantas necessárias para fazer o remédio que fosse, ela podia tentar procurar na Grécia ou em qualquer outro lugar de clima mais ameno, mas demoraria demais e Kayla podia falecer. Só havia um jeito, usar o cosmo. Desde que voltara para Jamiel, Shiwa não havia usado seu cosmo, mas teria que dar um jeito de fazer isso. Ela colocou as duas mãos sobre o corpo da menina que acabou por dormir. Por quase duas horas Shiwa ficou nisso, mas nada aconteceu, seu cosmo não queimava. A menina então começou a ter febre e a tossir novamente. Nisso, a lemuriana, chorando, começou a cuidar dela como podia e após pedir muito, seu cosmo acabou voltando a queimar, estava fraco, mas aos poucos foi ficando mais e mais forte, até ela poder utilizar sua técnica de cura e recuperar os pulmões da garotinha, ela ficaria bem. Nesse dia, Shiwa dormiu ao lado da garotinha e quando as duas acordaram, Kayla teve uma grande surpresa, agora teria uma nova mãe.

Com um novo ânimo, Shiwa finalmente voltou a viver por assim dizer, ainda manteve-se como uma pastora, mas agora cuidava de Kayla como se ela fosse sua filha de sangue, não adotada. Ela, porém, fez questão de ajudar Po Nya, cuidar dele até que conseguisse se recuperar daquele grave ferimento em sua perna. O lemurianos aos poucos estava realmente se recuperando, desenvolvendo um meio de substituir a perna ferida.

Por três anos, Shiwa fez questão de cuidar não somente de Po Nya, mas também de todos os lemurianos que podia, queria realmente utilizar sua habilidade para ajudar seu povo, não queria mais matar outras pessoas. De todo modo, o grande carinho que a lemuriana começou a ter pelo seu companheiro de luta lhe trouxe grande problema, uma vez que estava casado e sua esposa estava longe, trouxe certas desconfianças para a mulher. No entanto, Shiwa jamais fez nada com Po Nya, apenas o ajudou em resposta a grande ajuda que ele lhe deu e também os diversos conselhos durante os três anos que se passaram, mostrando-a onde seguir coisas que não tinha ideia, sanando suas dúvidas e retirando os receios de seu coração, mantendo-a sempre em frente para não voltar ao estado em que estava quando largou sua armadura de outro.

Dana, a mulher de Po Nya, que também fora um amazona, acabou abandonando sua armadura para voltar para Jamiel e cuidar de seu marido, e ficou surpresa ao encontrar Shiwa com ele e teve uma crise de ciúmes, chegando ao ponto de quase matar a outra lemuriana, que não reagiu. E o motivo fora simples, de pirraça, como uma criança mesmo, Shiwa não deixou que Dana olhasse dentro de sua mente para descobrir o que realmente havia acontecido, algo que ela veio a se arrepender anos depois. Para a sorte dela, Po acabou conseguindo contornar a situação, dizendo que a estava treinando para que ela pudesse substituir o antigo Kaptan Tal-Gharfien, que havia morrido durante a última invasão. Shiwa jamais pensou em chegar a tanto, mas, para livrar sua pele, acabou concordando com a ideia. O antigo cavaleiro fez então a indicação de Shiwa, que acabou sendo aceita facilmente pelo conselho, uma vez que não havia outros candidatos capazes de assumir o cargo.

Como Kaptan Tal-Gharfien que Shiwa mudou completamente sua vida, após ter acesso a livros que contavam a história de seu povo e também os possíveis motivos para os lemurianos, com o passar dos anos, ficarem cada vez mais inférteis. Foi graças a esses livros que ela aumentou e muito seu conhecimento, tendo acesso a várias línguas, dentre elas o próprio idioma lemuriano antigo e línguas humanas arcaicas, como latim e graças a isso acabou por aprender alguns outros idiomas de países que já havia visitado, o francês e espanhol, além de aprender por si só o inglês para ter acesso a livros bem antigos que os lemurianos haviam guardado. Desde jovem, Shiwa já possuía certo gosto pela medicina, mas, ao ler os estudos perdidos de um lemuriano que analisou a anatomia de seu povo, ficou perplexa. Possivelmente, o que estava causando a infertilidade era o organismo acelerado, que se adaptou para viver fora de Lemúria. Se fosse possível, de algum modo, desacelerar o organismo ou forçá-lo a ficar ainda mais acelerado para produzir uma nova vida. Era arriscado, mas talvez isso fosse possível.

Em seus estudos pelo mundo, Shiwa teve acesso as mais diversas ervas, com mais diversos efeitos e agora, com os livros de botânica de Jamiel, podia ter alguma ideia. Era verdade que o livro era de séculos atrás, quando o continente de Lemúria ainda existia, mas pelo menos ela podia procurar pelos efeitos e buscar ervas parecidas que pudessem fazer a mesma coisa. Uma pequena arriscada que talvez necessitasse dela sair de sua terra por várias vezes em busca de novas plantas. Shiwa decidiu falar com o conselho de Jamiel sobre isso e eles aceitaram que ela fizesse a pesquisa, desde que fosse para o bem do povo e era essa a sua vontade.

Até 1369 ela manteve sua pesquisa de modo ferrenho, seguindo sempre o mesmo método. Inicialmente uma pesquisa bibliográfica nos antigos livros lemurianos em busca dos efeitos desejados, em seguida uma nova pesquisa, mas dessa vez buscando ervas equivalentes à época atual, depois uma busca por essas ervas e a mistura dessas ervas na força de um líquido para ser tomado. Durante vários anos a pesquisa deu em nada, mas, acabou que, quando estar prestes da desistir, Shiwa conseguiu fazer uma mistura que não fosse venenosa ou tóxica, pelo menos num primeiro instantes, e resolveu então começar o teste com seres vivos.

A verdade foi que inicialmente o conselho de Jamiel ficou receoso, pelo menos o novo. O antigo conselho havia sido assassinado por um lemuriano furioso, Chirag, o ex-cavaleiro de Gêmeos que havia sido banido por executar Athena e agora, outros lemurianos haviam sido convocados, dentre eles Dana, a mulher de Po Nya, que jamais esqueceu o incidente com Shiwa. Ela foi chamada para integrá-lo, mas, por causa da pesquisa, preferiu continuar como Kaptan Tal-Gharfien. Apesar dos receios, acabaram por deixar que Shiwa começasse os testes com cobaias voluntárias. De um modo incrível, dos noves casais, todas as mulheres acabaram engravidando, mas, acabaram por morrer de hemorragia na hora do nascimento das crianças. Se não bastasse, cerca de dois meses depois os homens acabaram por adoecer, morrendo por causa de hemorragias muito fortes. Nisto, Shiwa foi levada ao conselho de Jamiel e acabou sendo julgada, por assassinato e crimes contra a integridade da raça.

Como a nova formação do conselho de tinha uma mentalidade bem diferente da antiga, Shiwa colocou-se em sérios problemas. Ela teve apenas dois votos a seu favor, de Po Nya e de Luminus, todos os outros a consideraram culpada. O maior problema foi a pena imposta por eles, além do exílio e perda do cargo de Kaptan Tal-Gharfien, também teria seu tato completamente retirado, para não ter mais a capacidade de interagir com as plantas ou mesmo com os livros.

Pela primeira vez em sua vida, Shiwa entrou realmente em desespero, por mais que dominasse seu cosmo, assim ela se quer conseguiria andar. Seu primeiro ato foi cair de joelhos no chão e implorar para que a trancafiassem pelo resto de sua vida, mas que não fizessem isso, ia ser pior do que morrer. Nesse dia, apenas Shiwa viu, mas, ao vê-la chorando, um sorriso um pouco maléfico apareceu no rosto de Dana, que disse que ela não havia pensado na hora de matar todos aqueles jovens e que deveria sofrer por causa disso.

Po Nya, que havia se tornado o novo ancião disse que retiraria permanentemente o tato de Shiwa utilizando seu cosmo, desabilitando com sua energia o sentido, uma vez que a lemuriana já estava um pouco fragilizada e foi o que ele fez, pegando o corpo quase inerte da mulher nos braços e a levando embora. Seus pais haviam morrido alguns anos antes, nisto tudo o que ela tinha era a filha adotiva, já que por causa das pesquisas se isolou de todo o mundo. Com Kayla já estava crescida, com seus 69 anos, pode cuidar da sua mãe. Durante todos os anos, havia ficado com Shiwa a ajudando nas pesquisas, por isso não formou uma família e não se importou nem um pouco com isso.

Com a ajuda de Daniki e sua família, as coisas de Shiwa e de Kayla forram arrumadas, pelo menos as de primeira necessidade, dando pouco mais do que duas malas, uma para cada. O rebanho da família de Shiwa havia sido vendido para humanos quando ela começou as pesquisas e havia dado uma boa quantidade de dinheiro e com o que havia sobrado depois dela custear as pesquisas, daria um jeito de sobreviver.

Shiwa saiu de Jamiel sobre vaias, e apenas Daniki ficou incomodada com aquilo, mas a pedido da amiga não se intrometeu naquilo, assim como Luminus e Po Nya. Kayla colocou a mãe nas costas e a levou embora, servindo como suas pernas. Como não fazia a mínima ideia para onde ir, acabou parando num vilarejo que havia a alguns quilômetros de Jamiel.



Capítulo 6
Odisséia
1340 - 1543


Por alguns dias, Shiwa e Kayla ficaram na estalagem. Sem seu tato, a mãe ficou completamente incapaz, não conseguindo andar ou muito menos pegar algo com a mão, ficando completamente dependente da filha, que ficou num estado de fúria, mas fez de tudo para não transparecer isso, para não preocupar Shiwa. O problema foi que as duas começaram a se cansar daquilo, não era vida, era pior do que estar morto.

Enquanto pensava em como resolver sua situação, Shiwa se lembrou de algo que lhe explicaram quando ainda era criança. O sexto sentido dá às pessoas acesso a habilidades especiais por assim dizer, e dentre elas existe a sinestesia, que permite que um sentido seja utilizado no lugar do outro, como por exemplo, ver os sons ou sentir na pele os cheiros. O único jeito de voltar a ter uma vida razoável seria despertar a sinestesia e substituir o tato. Podia ser algo trabalhos, mas não havia outro modo.

Kayla, como a maioria dos lemurianos, já tinha o sexto sentido um pouco desperto, tendo acesso a uma telecinesia básica, assim como telepatia, então não teve tantos problemas para ajuda Shiwa, tirando o fato é claro da lemuriana não poder sair da cama, e também não poder usar grandes emanações para não causar danos à taverna. Por quase um mês as duas ficaram em um simples treino de estimulação, onde cada sentido de Shiwa era estimulado por Kayla, tanto física como cosmicamente, e ela tinha que tentar descobrir o que estava acontecendo por intermédio de um sentido oposto. Se um som estava sendo emitido, ela tinha que descrever sua cor, dentre outros.

Com o acesso a sinestesia, Shiwa começou a conseguir voltar a andar, substituindo o tato principalmente por sua audição e visão, vendo as cores e escutando os sons por onde passava. Era algo bem trabalhoso até mesmo para ela, que já havia conseguido despertar o sétimo sentindo, tanto que fazia questão de utilizar uma bengala e não sair de perto de Kayla. As duas resolveram então sair dali e buscar um lugar para viver.

Apesar de nunca ter ido a um deles, Shiwa sabia da existência de outros redutos de lemurianos a não ser em Jamiel e o mais importante era que eles não tinham ligação alguma com o conselho da raça, logo ela não estaria descumprindo a pena que lhe impuseram de exílio se ficasse em um deles e também estaria dentre os da sua raça, não se colocando em problemas com os humanos, uma vez que, dentre eles, começariam a desconfiar dela por envelhecer bem lentamente.

O problema seria chegar até um deles, sem ter ido ao lugar pelo menos uma vez, era impossível para ela usar teletransporte. Teria que is do jeito tradicional, viajando, algo que nunca havia feito em toda a sua vida. Como já estava acostumada a viajar por causa de suas missões, Shiwa já tinha algum conhecimento de como fazer isso, mas duas mulheres viajando sozinhas em um mundo machista era um perigo. Logo no trajeto entre o vilarejo aos pés da montanha perto de Jamiel e a mais próxima, a dez quilômetros, acabaram sendo paradas por alguns ladrões, que receberam o que mereciam graças às habilidades telecinéticas das duas.

A viagem até o litoral foi bem complicada, com bandidos e homens de má índole, mas todos foram sumariamente espantados por Shiwa ou mesmo Kayla. De todo modo, a viagem acabou sendo completamente inútil, uma vez que do pequeno porto onde haviam chegado só saiam navios para outras regiões da própria Ásia e pensando um pouco, Shiwa acabou se lembrando de que boa parte dos lugares de refúgios lemurianos não eram conhecidos por humanos, ela teria que se encontrar com um lemuriano capaz de levá-la até lá.

Para a sorte da dupla, no mesmo dia em que chegaram na pequena cidade portuária, um lemuriano da mesma idade de Shiwa chegou por lá, estava saindo de Jamiel, cansado de tanto isolamento, queria conhecer o resto do mundo, outras culturas. Entretanto, ao encontrar-se com Shiwa e sua filha, resolveu ajudá-las, principalmente porque sabia o que havia acontecido com a ex-Kaptan. Seu nome era Lanpsen e já havia ido a um dos refúgios lemurianos, o da Nova Zelândia e disse que lá era um bom lugar para se viver, com clima ameno e apesar de ser longe de qualquer civilização, as tribos da região são até bem receptivas. Shiwa aceitou a ajuda com prazer e Lanpsen a levou juntamente com Kayla, ajudando as duas a se estabelecerem.

Shiwa não tinha muito conhecimento de engenharia, nem mesmo Lanpsen ou Kayla, mas unindo o que sabiam, conseguiram fazer uma pequena cabana, com um único, mas amplo cômodo, perfeito para as duas viverem ali, tendo até mesmo uma bela varanda. O lemuriano, apesar de anteriormente quer conhecer o mundo, resolveu ficar por ali, montando uma casa perto da de Shiwa e acabou relevando que havia se interessado pela mulher, não querendo ser apenas um mero amigo.

Nos meses que se passaram tudo o que Shiwa fez foi namorar, como nunca havia feito antes na sua vida. Esqueceu qualquer guerra, qualquer conflito que havia passado e tudo o que fez foi se divertir, pelo menos tentar ser feliz e conseguiu isso ao lado de Lepsen. A rotina de Shiwa mudou um pouco, ela que antes era uma estudiosa, acabou se tornando uma boa dona de casa e Lepsen, que antes era um guerreiro, se tornou um lavrador. Chegaram até mesmo a se casar e foram bem felizes durante um tempo, mas um velho fantasma que assola muitos casais lemurianos acabou aparecendo, a dificuldade de ter um filho para formar uma família. Era verdade que Shiwa tinha Kayla como sua filha, mas nada se compara a carregar uma criança no próprio corpo.

Shiwa então decidiu fazer uma loucura, voltar com suas pesquisas para acabar com a infertilidade. Ela já havia avançado bem, mas aquela maldita doença havia estragado tudo. Se ela descobrisse um jeito de anular os efeitos de hemorragia, conseguiria realmente ter um filho seu com Lepsen. O lemuriano demorou bastante para aceitar a ideia maluca de sua esposa, mas, ao perceber que ela não ia mudar sua opinião tão fácil, a apoiou a ponto de se oferecer para ajudá-la no que precisasse, mesma coisa que Kayla fez quando descobriu. Algumas semanas após chegarem à Nova Zelândia, acabou conhecendo um rapaz e naquela altura, também havia se casado com ele e queria ter um filho.

Foi difícil para Shiwa conseguir acesso a biblioteca lemuriana local, mas, acabaram aceitando depois de muita insistência da mulher, que jurou que tomaria todo cuidado com os livros bem antigos que havia ali. Ela precisou de quase seis meses até conseguir se organizar na biblioteca, aprendendo a localização de cada livro e sobre o que eles falavam, precisando de mais um ano e meio só para conseguir ler os livros mais importantes no quesito de botânica e para sua sorte, eram bem parecidos com os de Jamiel. A parte mais difícil, apesar de tudo, foi conseguir acesso as ervas que cresciam naquela região. Precisou aprender o idioma das tribos locais, chamado Maori. Coloque nisto mais dois anos. Sabendo conversar com os moradores da região, Shiwa começou a aprender sobre cada erva que crescia ali, seus efeitos e também como usá-las.

Algumas ervas tinham a finalidade exclusiva de conter hemorragias, e a lemuriana se focou nelas para criar um remédio para conter os efeitos colaterais do tônico de fertilidade, que teve sua receita completamente alterada, uma vez que Shiwa perdeu o acesso que tinha as ervas que foram usadas na receita original. Dessa vez, ela fez questão de ser a própria cobaia de seus testes, não quis arriscar a vida de ninguém agora. Se fosse possível, se quer teria dado o tônico para Lepsen, mas o único jeito de testá-lo era um com indivíduo de cada sexo. As duas primeiras versões do novo tônico não fizeram efeito, mas a terceira rapidamente mostrou-se útil, tanto que, dois meses após tomar o tônico a barriga de Shiwa começou a crescer, ela realmente havia ficado grávida.

Kayla implorou para que a mãe lhe desse o tônico, mas Shiwa lhe disse que não ia arriscar a vida dela, tinha que saber o que realmente acontecia e como conter os efeitos colaterais, para salvar a vida até mesmo das crianças que iriam nascer. Apesar de ter se irritado com isso, Kayla acabou esquecendo e cuidando de sua mãe durante a gravidez, uma vez que quanto mais tempo passava, mais fraca a mulher ficava, não podendo usar muito sem cosmo, tendo como consequência a perda de seu tato e incapacidade de andar ou de fazer qualquer coisa. Os últimos dois meses de gravidez Shiwa passou na cama, mas suas anotações ficavam sempre em seu colo e ela a repassava várias vezes, pedindo para que Lepsen e Kayla procurassem as ervas para uma possível fórmula do remédio contra a hemorragia, a hora de está-lo estava chegando.

Finalmente, no começo do outono de 1374, na região onde viviam, ocorreu o parto. Tiveram que chamar uma parteira de uma tribo humana ali perto, uma vez que nenhum lemuriano tinha capacidade para tal. Era uma mulher velha, por volta de seus oitenta anos, que já havia trazido ao mundo mais de trinta vidas e foi graças a habilidade dessa mulher que Shiwa e a criança foram capazes de sobreviver. Como esperado, Shiwa teve uma forte hemorragia, que foi contida graças a alguns emplastos de ervas usados pela parteira, já o pequeno garoto, que recebeu o nome de Tsan, que nasceu respirava com muita dificuldade, mas, depois de algumas horas isso passou, principalmente após ser amamentado, algo que Shiwa fez questão, mesmo estando completamente debilitada.

Assim que a mulher foi embora, Shiwa tratou logo de tomar o remédio que havia preparado, era o único jeito de conter a hemorragia, que voltou no dia seguinte após o nascimento de Tsan, mas bem mais fraca do que antes. O remédio estava seguindo o caminho certo, mas ainda precisava ser mais forte. Mesmo na cama, ela continuou pensando em ervas que podia usar para aumentar a potência do remédio. Como havia anotado tudo o que havia aprendido até então, bastou pedir para que Lepsen ou Kayla pegassem as ervas e que fizessem a nova mistura. A cada nova mistura, a potência do remédio começou a aumentar e as ervas não úteis foram descartadas.

Passados dois meses do nascimento de Tsen, Lepsen começou a apresentar os efeitos colaterais do tônico, mas, o remédio já estava a meio caminho, então os efeitos foram mínimos. Tudo o que ocorreu foi que o homem precisou sair de sua rotina normal, sendo obrigado a ficar com sua mulher na cama durante boa parte do dia, algo que ele não reclamou muito, porque fazia tempos que não ficava ao lado dela, desde que ela começou a pesquisa, só ficava com os livros. Com a ajuda de Kayla, o casal conseguiu se manter tranquilamente e a mulher lhes dava os remédios e ajudava a procurar por novas ervas e manter o jardim que Shiwa havia criado para cultivá-las em muito bom estado, uma vez que sabia que delas dependia a vida de seus pais.

Passado um ano, a condição tanto de Shiwa quando de Lepsen ficou estável. Eles não podiam se esforçar muito que começavam a ter sangramentos pela boca e pelo nariz, mas pelo menos já podiam sair da cama e Shiwa já pode voltar a utilizar seu cosmo, tendo acesso mais uma vez a sua sinestesia, podendo assim curtir seu pequeno garotinho, que até então ficou sob o cuidado da irmã mais velha. Até então, o menino não havia apresentado nada demais, porém assim com o pai, começou a ter episódios de sangramentos, também sendo tratado com o remédio. Apesar de tudo, os testes estavam se mostrando um sucesso e todos estavam vivos.

Com o sucesso do remédio, Shiwa o deu para Kayla e também seu marido, Yanys e meses depois o resultado apareceu, uma bela garotinha nasceu, com o nome de Sank e por causa da pouca diferença de idade em relação à Tsen, os dois cresceram como irmãos e também amigos. Como já era de se esperar, após isso, toda a família se tornou completamente dependente do remédio desenvolvido por Shiwa.

Nos anos seguintes, Shiwa continuou os seus estudos, mas não somente em relação as ervas, mas também em relação a história e também a domínio de cosmo, tudo graças as informações que ganhou acesso ao ganhar a confiança dos mais velhos daquela vila. Só que dessa vez ela não se isolou do mundo, na verdade, ela não tinha porque se isolar do mundo. Tinha um filho lindo e animado e também uma neta, todos apaixonados por ela, lhe tendo até mesmo como um exemplo a ser seguido, o que veio a lhe dar até muito orgulho.

Em 1386, Shiwa acabou por tomar uma decisão. Tsen já era um garoto de 12 anos bem saudável e à medida que o garoto foi crescendo, a mãe continuou com as pesquisas do tônico da fertilidade, procurando maneira de reduzir os efeitos colaterais, além é claro de fortalecer o remédio, mas, não teve como testar o primeiro por medo de lhe acontecer algo e não ser capaz de criar seu garotinho. Entretanto, com ele já grande e podendo se cuidar sozinho, decidiu juntamente com Lepsen que era a hora de testar a nova versão do tônico, um trabalho de tantos anos não podia ser largado.

Depois de nove meses, a nova filha de Shiwa nasceu, na verdade, as novas, gêmeas, que receberam os nomes de Byema e Amrita. Durante o parto das gêmeas, a hemorragia ocorreu em Shiwa, mas dessa vez, em uma intensidade muito menor, mas ainda assim ela ficou bastante fragilizada. De todo modo, graças ao novo remédio que havia desenvolvido ainda durante a gravidez, conseguiu sumir com a hemorragia principal em apenas um dia. Lepsen sentiu os efeitos apenas um ano depois do nascimento de suas filhas, mas, veio bem sutilmente do que da última vez e assim como Shiwa, ficou em bom estado graças ao remédio.

Shiwa ficou ainda mais feliz com o nascimento de duas garotas, mas a verdade foi que ficou realmente animada com o fato de seu tônico estar ficando cada vez mais forte e principalmente causando menos efeitos colaterais. O único problema era que, após tomá-lo, a pessoa se tornava completamente dependente do remédio contra a hemorragia e as crianças já nasciam com esse problema e se não tomassem o remédio desde o primeiro dia de vida, não conseguiriam sobreviver por muito tempo, o que deixava o método um tanto perigoso e duvidoso para a maioria das pessoas, tanto que Shiwa fez questão de mantê-lo escondido, apenas dentro de sua própria família, continuando suas pesquisas para um dia poder mostrar os resultados para os lemurianos.

Sabendo dos riscos do tônico, Shiwa preferiu não tomá-lo até Byema e Amrita crescer um pouco. De todo modo, Kayla acabou pedindo para a mãe para lhe dar o tônico outra vez, porque estava com vontade de ter mais um filho. Apesar do receio de Shiwa de acontecer algo errado, deixou que sua filha tomasse mais uma vez, dando-lhe assim mais um neto, dessa vez, um forte e temperamental garoto com o nome Jalus e, apesar de quase ter morrido durante o parto, acabou sobrevivendo graças aos cuidados que recebeu de Shiwa, que pela primeira vez anos se viu obrigada a usar seu cosmo para curar alguém, não apenas para manter sua sinestesia. Ele acabou se ferindo durante o parto e, graças a jamais ter tomado o remédio contra a hemorragia, perdeu sangue demais, mas acabou sobrevivendo mesmo tendo ficado por quase um ano bem fraco, sem poder sair muito dos braços da mãe ou do berço.

Os anos seguintes foram até bem calmos, até 1402, quando Shiwa resolveu que estava na hora de testar mais uma vez o tônico de fertilidade, que teve sua fórmula mais uma vez alterada, ficando bem mais potente na opinião de Shiwa e, consequentemente, ela acabou por aumentar também a potência do remédio, temendo que as hemorragias fossem também mais fortes. Para o terror de Shiwa, o remédio que ela fez não foi o suficiente para conter os efeitos do tônico, que começaram ainda na gravidez. Sua barriga ficou enorme, possivelmente estava vindo dessa vez gêmeos ou até mesmo trigêmeos. Para a sorte da lemuriana, os efeitos até aquele momento não apareceram em Lepsen, que pode cuidar da mulher. Mais uma vez ele teve que abandonar a lavoura, mas dessa vez tinha seus filhos para substituí-lo.

Os meses seguintes à descoberta da gravidez foram preocupantes, quanto mais tempo passava, mais fraca Shiwa se tornava, até chegar ao ponto de não conseguir manter os olhos abertos e sangrar ao mínimo esforço, precisando ficar completamente imóvel na cama o dia inteiro, tendo que ser alimentada pelo marido. O momento do parto demorou uma eternidade para chegar e mais uma eternidade para acabar. Kayla acabou aprendendo com a mãe como trazer uma vida ao mundo e fez questão de ajudar a Shiwa mais uma vez nisso, tomando mais cuidado que o normal, com medo de sua mãe morreu por causa da hemorragia.

Conseguiram trazer ao mundo as crianças, dois meninos e uma menina, que receberam os nomes de Tsa, Tsen e Chi. Infelizmente, Shiwa não foi capaz de ver seus novos filhos, desmaiou assim que escutou o choro deles, era a hora do seu maior combate. O sangramento não parava, Kayla utilizou todas às ervas que conhecia e também as que sua mãe havia preparado para contar possíveis hemorragias, mas ainda assim o sangue continuava a sair. Entretanto, os familiares não desistiram de Shiwa, enquanto Kayla dava os remédios, Lepsen segurava a mão dela e falava em seu ouvido e em sua mente para não desistir, que eles iam dar um jeito de mantê-la no mundo e, depois de uma batalha de dois dias, conseguiram.

Shiwa passou quase dois meses de repouso até conseguir se recuperar do parto, por causa da grande quantidade de sangue que perdeu, mas pelo menos pode ver o rosto de seus filhos mais novos. De todo modo, enquanto ficava na cama descansando, a lemuriana chegou a conclusão que, pelo menos por enquanto, havia chegado à melhor receita possível do tônico, a utilizada antes, que resultou no nascimento de suas filhas gêmeas. Era a hora de parar com as pesquisas, até conseguir melhores fontes, para seu bem e também o bem de sua família, que ela queria ver crescer. De um modo surpreendentemente, Lepsen acabou por dessa vez não demonstrar efeito extra algum por causa do uso do tônico, apenas suas hemorragias corriqueiras por causa dos usos anteriores.

Kayla acabou por ter um filho sem o uso do tônico, mas por serem gêmeos, Shiwa deduziu que o efeito do tônico se manteve no sangue da filha. De todo modo, ela acabou por ter mais dois belos garotos, Ching e Shin. Tsan, que na época já era um homem, acabou por se casar e alguns meses depois foi descoberto que sua mulher estava grávida e acabou dando a luz a uma bela garota de modo natural, que recebeu o nome de Dauy.

Tudo o que a lemuriana fez nas décadas seguintes foi ter uma vida realmente calma e pela primeira vez em vários anos, ficou completamente longe das pesquisas, apenas cuidando de seus três filhos e cultivando as ervas para manter toda a sua família saudável, sem sofrer os efeitos da hemorragia e acabou conseguindo, o máximo que fez foi ler livros sobre história, pois não conseguiu manter sua mente longe dos seus amados livros por muito tempo. No começo foi estranho, mas ela realmente se mostrou uma boa dona de casa, cuidando de seus filhos e também de seus netos. Ela permaneceu nessa sua vida realmente pacata até 1543, quando recebeu uma visita bastante inusitada.



Capítulo 7
O pedido de um amigo
1543 - 1548


À aquele altura, com uma família tão grande, foi obrigada a se afastar do vilarejo lemuriano principal, principalmente para evitar comentários estranhos sobre suas pesquisas. Ali, muitas pessoas podia reprová-la, mas como não fazia nada fora de sua família, nunca teve problemas com isso. Sua nova casa, agora de três andares, era grande o suficiente para caber toda sua família, mas naquela altura, morava lá apenas com Lepsen, seus filhos acabaram construindo outras casas próximas, uma vez que se casaram e fizeram a própria família, mas sempre visitavam os pais.

Shiwa estava sozinha em casa. Seus filhos haviam saído para cuidar das plantações que mantinham, enquanto suas filhas foram num vilarejo humano próximo, para comprarem as previsões que precisavam para se manterem nos próximos meses. Duas pessoas conhecidas de Shiwa se teleportaram para a porta da casa da mulher, que naquele momento estava assentada em uma das cadeiras da varanda e ficou completada calada por alguns instantes. Eram Po Nya e Daniki, mas, pela primeira vez, Shiwa pode ver sua amiga completamente abatida e não demorou para que Po Nya explicasse exatamente o que havia acontecido.

Daniki acabou por substituí-la no cargo de Kaptan e acabou por não se impor no relacionamento de um humano com uma lemuriana, fato que resultou na retirada completa de seu cosmo como punição pelo conselho de Jamiel e seu banimento. Desde que havia saído do inferno, Daniki usava seu cosmo para substituir seus sentidos perdidos, com sinestesia, telepatia e também telecinesia, mas agora estava completamente frágil e indefesa e agora ela precisava de um lugar para ficar, onde receberia os cuidados necessários e principalmente fosse protegida, uma vez que uma nova guerra sagrada estava para começar.

Logicamente, Shiwa fez questão de hospedar a velha amiga em sua casa e cuidar dela do melhor modo que podia. Daniki foi colocada num dos quartos da casa, ficando bem confortável e com total liberdade para andar pela casa quando fosse necessário, mesmo que sozinha. Apesar das dificuldades, Shiwa logo se adaptou ao estado de sua amiga, aprendendo a cuidar muito bem dela. Até aquele momento, tinha apenas certa repulsa pelo conselho lemuriano, mas aquele sentimento acabou se transformando em um ódio, que começou a crescer dentro de seu coração e precisou ser contido pela amizade de Daniki, que aos poucos voltou a ficar de bem com a vida, principalmente por causa das crianças que frequentavam a casa. Cada filho de Shiwa acabou por ter de dois à três filhos, graças ao tônico que havia sido descoberto pela mãe.

Os anos se seguiram e Daniki acabou se integrando a família de Shiwa. Mesmo que ao longe, a lemuriana fez questão de acompanhar a situação do Santuário na guerra santa, ainda havia dentro de si algo da amazona de Escorpião, que jazia adormecido, mas despertou com o começo da guerra. Ela ficou um tanto preocupada quando descobriu sobre o ataque que aconteceu ao santuário pouco tempo após a chegada de Daniki, mas se animou ao saber que ele havia sido contido e muitos espectros mortos e o mais importante, agora Athena estava no Santuário. Era apenas uma questão de tempo para que os verdadeiros combates finalmente acontecessem. Pouco a pouco o exército de Athena foi se formando, com novos cavaleiros chegando de todo o mundo.

Foi então que no meio do ano de 1548 o ancião lemuriano, Po Nya, retornou a casa de Shiwa. Após uma breve conversa, acabou revelando suas reais intenções, além de ter vindo buscar Daniki para algo que eles deviam fazer, veio pedir para que Shiwa voltasse a ser a Kaptan Tal-Gharfien e também se ofereceu para devolver o tato dela, e, apesar de já estar acostumada, resolveu aceitar, porque, se fosse mesmo voltar ao cargo de Kaptan Tal-Gharfien, precisaria ter acesso a toda a sua capacidade. O ancião, porém, se surpreendeu ao descobrir que Shiwa havia conseguido realmente desenvolver um meio de acabar com a infertilidade da raça lemuriana e queria ele mesmo relevar aquilo pra o conselho, mas Shiwa pediu para ele não fazer isso. Iria pensar por alguns dias e então iria até Jamiel dar a resposta a ele.

Dois meses depois Shiwa se teleportou para Jamiel e foi conversar com Po Nya secretamente, dizendo que aceitava voltar a ser Kaptan Tal-Gharfien e que mostraria os resultados de sua pesquisa para todo o conselho, só precisava avisar para sua família. De todo modo, Po Nya apresentou Shiwa ao conselho e, apesar de aceitarem no primeiro momento, acabaram por aceitar a presença novamente da mulher em Jamiel, mas ela ficaria sobre vigília. Tudo o que a mulher pediu foi alguns dias para poder reorganizar sua vida e seu pedido foi aceito, apesar de acharem muito estranho.

Shiwa voltou então para a Nova Zelândia e contou para sua família a sua decisão. A única pessoa que foi realmente contra foi Kayla, que havia vivido juntamente com sua mãe todo aquele sofrimento e, ao ver que Shiwa não ia desistir da ideia, pediu para ir junto e a lemuriana aceitou, ia ser bom ter uma companhia que gostava dela. Após arrumar suas malas e as de Kayla, ela se teleportou novamente para Jamiel e seu coração ficou acelerado ao ver aquela estranha cena... Sua terra havia sido atacada.
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Stella de Cruzeiro do Sul
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Estrela Solit�ria
Os Indecisos

[align=right]HISTÓRICOS DAS ARMADURAS[/align]

Nome do Usuário: Ishivar de Escorpião
Período de uso: 1200 - 1246
Histórico resumido: Um homem robusto do oriente, que foi para o Santuário em sua juventude após ter ouvido histórias, em sua terra mesmo, sobre os incríveis poderes dos guerreiros de Athena e principalmente das mais diversas coisas que eles eram capazes de fazer para proteger os humanos. Desde criança fora uma criança raquítica por não ter tido acesso a alimentos ou a boas condições de saúde, mas nunca desistiu e lutou pra chegar a juventude e cansado de viver sozinho, foi para a Grécia. Jamais conheceu seus pais, talvez por isso tenha se tornado um homem carinhoso, por não querer que outras pessoas sintam o que ele sentiu, a solidão. Apesar de ter sido um cavaleiro em época de paz, ficou conhecido por ser um bom mestre e ter formado bons guerreiros.
Situação Atual: Ishivar foi morto em um combate contra o espectro Tyson de Erínia, sendo que sua armadura, pouco tempo depois, escolheu proteger sua pupila, Shiwa, a transformando assim em uma amazona de Ouro.



Nome do Usuário: Shiwa de Hidra
Período de uso: 1195 - 1230
Histórico resumido: Tendo sido consagrada uma amazona anos antes da guerra, Shiwa teve uma história tranquila com essa armadura por assim dizer. Suas missões fora do Santuário consistiam em buscar armaduras por todo o mundo que por algum motivo haviam se perdido. Apesar de ter se transformado em uma amazona ainda adolescente, pouco a pouco foi apredendo a lutar e principalmente desenvolveu-se psicologicamente a ponto de ser considerada um exemplo por muitos aprendizes. De todo modo, a armadura de Hidra acabou sendo destruída num combate contra o espectro Tyson de Erínia e a armadura de Ofiúcio resolveu proteger a amazona, a transformando em uma guerreira de prata.
Situação Atual: Apesar de a armadura de Hidra ter sido destruída, Shiwa tratou logo de arrumar um modo de consertá-la e deixá-la no santuário, para que pudesse proteger um novo guerreiro.



Nome do Usuário: Shiwa de Ofiúcio
Período de uso: 1230 - 1246
Histórico resumido: Após ser acolhida pela armadura de Ofiúcio, Shiwa acabou por ser mandada para várias partes do mundo para analisar a evolução do exército de Hades. Mesmo com a guerra santa um pouco distante, o Santuário decidiu se precaver. Além disso, Shiwa também realizava o resgate de algumas armaduras perdidas. De todo modo, acabou por perder sua armadura ao combater o espectro Tyson de Erínia, que a levou a destruição, mas a lemuriana acabou por ser acolhida por outra armadura, a de Escorpião, após despertar o sétimo sentido em combate.
Situação Atual: A armadura fora destruída durante o último combate de Shiwa com ela, entretanto, a lemuriana tratou de levá-la para Jamiel onde conseguiu que fosse restaurada para poder ser utilizada por outro guerreiro. Com a destruição da armadura de Ofiúcio, Shiwa acabou por ser acolhida pela armadura de Escorpião.



Nome do Usuário: Shiwa de Escorpião
Período de uso: 1230 - 1310
Histórico resumido: Sabe-se que durante a guerra santa de 1261, Shiwa ficou encarregada de proteger o Santuário, ficando na casa de Escorpião, juntamente com alguns de seus companheiros e fez isso muito bem. Entretanto, alguns anos após o término da guerra, foi obrigada a executar a deusa Nike juntamente com outros cavaleiros, após ela enlouquecer. Nesse dia, a técnica proibida dos cavaleiros de ouro foi usada e isso quase levou a destruição do vilarejo de Rodório e o Santuário, fato que fez com que a amazona perdesse a vontade de lutar, e isso fez com que a armadura não a reconhecesse mais como sua protetora. Depois desse dia, a lemuriana nunca mais foi vista por seus companheiros, mas dizem que voltou para sua terra natal.
Situação Atual: Após deixar Shiwa, a armadura ficou a espera de um novo cavaleiro para proteger. Já a mulher, não se sabe ao certo qual foi seu destino, mas dizem que ela voltou para Jamiel, sua terra natal e nunca mais saiu de lá.



Nome do Usuário: Tyson de Erínia
Período de uso: 1190 - 1261
Histórico resumido: Um homem realmente perverso, era assim que todos os consideravam. Antes de ser um espectro, Tyson era um temido pirata por toda a europa, mas, após ser abençoado pela estrela maléfica, começou a atacar seus inimigos com sua própria força. Ele tinha a incrível habilidade de evoluir seu cosmo a cada derrota, uma vez que este, mesmo que secretamente, absorvia a energia dos seus oponentes. Devido a sua utilidade para o imperador Hades, toda vez que era morto, acabava que, uma hora ou outra, era revivido pela continuar a lutar. Acabou se tornando um grande inimigo da amazona Shiwa, que deu cabo de sua vida por três vezes, sendo que na última o derrotou permanentemente, uma vez que Hades não pode mais revivê-lo.
Situação Atual: Tyson acabou sendo derrotado pela amazona de Escorpião durante a invasão do Santuário na guerra de 1261 e, como o imperador acabou também sendo derrotado, não pode mais ser revivido.



Nome do Usuário: Shiwa, Kaptan Tal-Gharfien
Período de uso: 1313 - 1369, 1548
Histórico resumido: A lemuriana foi uma das responsáveis pela defesa do Santuário durante a guerra santa que participou, entretanto, após uma decepção, deixou o seu cargo como amazona de ouro e voltou para sua terra natal, onde foi indicada para Kaptan Tal-Gharfien por ter um grande apego pelo conhecimento, tanto que durante anos passou fazendo uma pesquisa para salvar os lemurianos da infertilidade. Entretanto, sua pesquisa foi um fracasso e levou alguns lemurianos a morte, fato que fez com que ela fosse banida de Jamiel e também tivesse seu tato retirado para jamais voltar a fazer uma pesquisa nefasta como a que fazia. Ela acabou indo para um dos refúgios lemurianos, na Nova Zelândia e lá permaneceu durante várias décadas, até retornar para Jamiel após um pedido do lemuriano ancião, voltando assim para seu cargo de Kaptan Tal-Gharfien.
Situação Atual: Viva, cumprindo seu cargo na sua terra natal, Jamiel.



Nome do Usuário: Daniki, Kaptan Tal-Gharfien
Período de uso: 1369 - 1543
Histórico resumido: Daniki foi peça chave para a derrota de Hades na guerra santa de 1261, mas, acabou tendo boa parte de seus sentidos retirados pelo deus do Inferno. Entretanto, isso não fez a mulher desistir, fato que fez com que ela fosse indicada para Kaptan Tal-Gharfien e honrou a indicação, cuidando do conhecimento de seu povo durante vários anos, até que acabou sendo deposta do cargo após aceitar a união de um humano com uma lemuriana, tendo como punição o selamento de seu cosmo.
Situação Atual: Após ter seu cosmo retirado, Daniki foi levada de Jamiel pelo ancião e realmente não se sabe de seu paradeiro.
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