| Welcome to Forsaken Legends. We hope you enjoy your visit. You're currently viewing our forum as a guest. This means you are limited to certain areas of the board and there are some features you can't use. If you join our community, you'll be able to access member-only sections, and use many member-only features such as customizing your profile, sending personal messages, and voting in polls. Registration is simple, fast, and completely free. Join our community! If you're already a member please log in to your account to access all of our features: |
| Reminiscências do Monge; Phantasia, 01/01/1549, 03:45 | |
|---|---|
| Tweet Topic Started: Apr 25 2013, 09:45 PM (342 Views) | |
| Brijet das Ilusoes | Apr 25 2013, 09:45 PM Post #1 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
![]() Mathra não sabia há quanto tempo estava dormindo - ou em transe - mas pôde sentir facilmente o momento em que sua alma cruzou o limiar dos sonhos. Na verdade, não houve nenhum embuste. Nenhum ardil. Nenhuma tentativa para enganá-lo. Até porque, nas condições atuais, seria impossível. A paisagem era belíssima... ampla como era a sua mente, pura e em paz, como era o seu espírito. Aqui e ali havia rajadas de vento, simbolizando as dúvidas que ele ainda tinha, e a agitação que os espíritos provocavam em si. Mas o que realmente lhe chamou a atenção foi a presença dela. A mulher. Aquela que tanto lhe aprisionou e quase conseguiu dominá-lo. Ali estava ela, apenas a moça, despida de qualquer traje que pudesse indicá-la como inimigo. Sua reação, aparentemente, era amistosa. Ela aproximou-se, parando há alguns metros do monge, e ainda demorou-se longos minutos analisando a paisagem antes de iniciar uma conversa. - Há quanto tempo... Mathravindra de Virgem... ![]() Mathra quase havia esquecido como ela era bela. A hospedeira. O mestre de Bayon sabia, em seu íntimo, que não havia truques de aparência. Aquela era a forma verdadeira da hospedeira de Phantasos, e um dia ela havia sido uma... pessoa. Que fim terrível teria trazido ela àquele destino? Aparentemente, ela não parecia sofrer. Seu sorriso denotava grande alegria. Como reagiria o cavaleiro de Virgem àquela aparição? |
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | Apr 26 2013, 01:34 AM Post #2 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
Ali estava Mathra, imerso em seu próprio imaginário. Que elucubrava aquele lugar a si mesmo? Era quase tão estável quando a própria morte, quase não desejante, era ali uma espécie de reprodução da realidade imposta aos homens, que dela compartilhavam e nela existiam. Pradarias, um céu irradiante e brisas agradáveis, era essa sua realidade psíquica, que margeava o reino entre os sonhos e o intervalo absolutamente silencioso entre um pensamento e outro, entre uma sensação e outra. Detalhes perceptíveis apenas àqueles que percebiam a própria luz se deslocando ponto ao outro, através do sétimo sentido, a capacidade de focar a mente, ou melhor, a sua transcendente consciência, em intervalos e instantes tão rápidos que nem se podia dizer que existiram realmente, o estranho vão entre as particulas, campos do puro desconhecimento. Fitar o desconhecido dava paz ao cavaleiro, que a ele resignava, se entregava ao descontrole infinito sobre o destino das coisas, e o permitia a distância necessária de seu ego humano. Era, existia plenamente ali, suas vastas-várias existências, era os espíritos, as pradarias, o vento das dúvidas e da novidade, o cheiro de sândalo, o reflexo estelar de Virgem, a energia radiante de uma poderosa santidade, era todas essas coisas em todos os momentos. Agora, esse desconhecido se manifestava de uma forma já quase familiar a ele, evocando memórias, interrompendo aquela absoluta paz e perfeito foco atingidos somente no silêncio absoluto. Aquela bela mulher surgiu, observando a paisagem, que nada mais era do que a própria expressão do imaginário de Mathravindra. Ao mesmo tempo, conforme sua presença marcou o ambiente, o "corpo" de Mathra se fez no sonho, o simulacro de seu corpo físico, o monge moreno de expressão tranquila. Esse simulacro já lhe era quase translúcido, nesse estado meditativo, Mathra quase não precisava se enxergar dessa forma, apenas o faria para interagir com aquela face do desconhecido, aquela poderosa entidade, Phantasos. Ele a olhou com sincera curiosidade, a forma daquela mulher era a expressão mais humana que aquele ser, tão alienígena a Mathra, poderia manifestar: usava a imagem absolutamente real de sua hospedeira humana. Mathra pensou, relembrando suas reflexões acerca dos deuses: a origem deles era totalmente diferente da dos homens, Phantasos governava as ilusões, os sonhos, mas o que é que o governava senão o próprio desejo fundamental, compartilhado por tudo o que vive? Aquela deidade era para o monge o próprio paradoxo(não eram as ilusões e desilusões que orientavam o desejo eternamente mutável dos homens?) e Mathra só então pode ter essa percepção, não tendo elucidado isso desde o momento em que o deus tentou literalmente devorar sua energia, olevando e trancando em seus domínios. Phantasos devorava os desejos, seria por não ser ele mesmo um homem, e sim um deus? Não tendo objeto de desejo original, mas mesmo assim tendo a necessidade de desejar, assim Phantasos se satisfazia, buscando um desenvolvimento constante? Talvez fosse como um aficcionado por máscaras, peles, roupas, não era ele a própria Fantasia? Parecia realmente um deus muito inclinado aos homens, como parte fundamental para a existência deles, talvez fosse até mesmo pai distante da humanidade. Essa reflexão se deu nos longos minutos de silêncio enquanto as presenças de Mathravindra e Phantasos se encontraram. Quando a divindade falou de forma alegre, Mathra retribuiu também com uma sincera alegria. Encontrar um deus naquela situação era como rumar pelo continente e encontrar um oceano, uma presença natural, poderosa, com uma profundidade única e conteúdos possivelmente infinitos em seu interior. Ele aceitou plenamente a sua presença ali, apesar de lembrar-se do peculiar encontro anterior e as intenções duvidosas do deus. Falou com sua calma característica, em tom convidativo. Phantasos, é dito por muitas palavras, de sábios e tolos, que o encontro entre um homem simples e um deus resulta na desgraça ou na fortuna do homem, e na ira ou satisfação do deus. Me considero um homem afortunado, por ti e por Athena, embora saiba que ainda não existem palavras sobre o reencontro entre um deus e um homem simples. Phantasos verificaria ali as habilidades forçosamente desenvolvidas de Mathra: criou espontaneamente um modesto trono, a que dedicou pessoalmente a um deus sentar. A si mesmo, criou uma simples esteira de bambu, sobre a qual se sentou com as pernas cruzadas. Não louvaria o deus em seu trono, mas ao mesmo tempo reconhecia que estava abaixo dele. Mathra já moldava a própria realidade, a criação de quaisquer objetos no campo de seu imaginário era instantânea e totalmente fluida. Olhou aquela bela mulher, lembrando-se por um momento de seu encontro com Nike. |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| Brijet das Ilusoes | Apr 30 2013, 06:33 PM Post #3 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
Se Mathra parecia dominar o ambiente com sua presença, o mesmo não se podia dizer da moça. Ela não criou nada, apenas sentou-se no chão, colocando os braços para trás e esticando as pernas, fitando Mathra de baixo para cima. De alguma maneira, não parecia ao monge a mesma entidade que o aprisionara. Havia algo de levemente diferente ali. Afinal, seria a manifestação de Phantasos ou do inconsciente de sua hospedeira? Qual das duas representações estaria iniciando a conversa com o monge? Seria um ardil ou um evento extraordinário? O sorriso permanente nos lábios da moça não lhe dava pistas a esse respeito. - Phantasos... sabe, houve um tempo em que eu não era Phantasos... eu era apenas... Brijet. Às vezes, em momentos como este, ainda consigo ser Brijet. Mas faz algum tempo que perdi a noção do que isso realmente significa. Algo que aprendi ao me unir a uma divindade é que... nada faz sentido. Essa guerra não faz sentido, essa busca por domínio não faz sentido... esse vigor com o qual Athena defende a humanidade não faz sentido... nem deveríamos ver deuses habitando dimensões que não lhes pertencem... isso não o incomoda, sábio monge? A própria paisagem parecia muito natural a Mathra, como se existisse de fato no mundo físico - em algum lugar. E tudo o que Brijet falava era em "sentido". Encontrar um sentido para tudo era uma busca bastante profunda, e subitamente Mathra sentiu-se também incomodado por aquela questão, visto que ela pertencia ao cerne de seus questionamentos. Estariam aquelas duas mentes assim tão próximas, ainda que tão distantes? |
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | May 10 2013, 01:32 AM Post #4 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
Mathra aceitou o gesto de Brijet, e no mesmo instante os assentos criados desfizeram-se. Acabou também sentado no chão, e a ouviu tentando poupar o que ouvia de qualquer julgamento. Encontrou certa dificuldade, aquele era um ser ardiloso, e talvez por isso mesmo devesse evitar julgamentos. - Eu começo a entender, Brijet. Eu mesmo me uni a algo maior do que me considerava há algum tempo, noto que a evolução cósmica é acompanhada dessa estranha descompensação de nossa forma original de ser, dessa incorporação, de coisas novas e maiores do que nós mesmos. O fundamento do meu sentido foi um dia o de proteger e servir uma deusa, assim como imagino que o seu não deve ter sido tão diferente. - O sentido parece depender de uma perspectiva, que é a da realidade, que é eternamente mutante. Percebo o sentido como sendo eternamente mutante, Brijet. Imagino que os deuses não precisem de sentido, pois eles têm percepção da realidade como uma totalidade ou quase isso... Imagino que se têm deuses habitando o mundo dos homens, isso deve ser da natureza dos deuses, ou... não seria assim nossa realidade, não é mesmo? De qualquer forma, acho natural que me incomode, estou silêncio e resigno a esse incômodo. Uma parte de Mathra relembrou de seu encontro com a deusa Nike. Sua hospedeira não compreendia a presença de Nike completamente, mesmo assim a deusa a acompanhava. Mathra ficou imaginando se era assim com Brijet e Phantasos, depois que terminou de falar, e depois voltaria toda sua atenção a ouví-la. |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| Brijet das Ilusoes | May 12 2013, 12:05 AM Post #5 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
![]() (link para a imagem maior aqui). Ela desviou o olhar para longe e, subitamente, o horizonte mudou. A paisagem permaneceu a mesma, mas o firmamento foi tomado por uma imagem aparentemente estática, mas que se movia lentamente. A cena estava borrada, difusa, e parecia realmente um pedaço de memória de alguém que não se lembra claramente do acontecido. Era uma mulher segurando uma criança. Brijet permaneceu fitando aquela imagem por alguns segundos antes de voltar a falar com Mathra, no entanto sem alterar seu semblante. - Não... nunca tive a intenção de servir a alguém. Eu era só... eu mesma. Fico a pensar... por que os deuses precisam tanto de nós? Por que querem tanto se meter em nossos afazeres? Se são superiores... por que simplesmente não se recolhem ao seu reduto de superioridade e vivem suas eternidades lá? Parecem... sentir-se incomodados por sermos mortais. O sopro de nossa existência é tão tênue... que a vida se apresenta a nós de uma forma intensa. A chama tremula e um dia se apaga. Como devem eles sentir-se impotentes por não poderem saborear o calor da chama transitória como nós... pois para eles não há a perspectiva de aproveitar o tempo que lhes resta. A moça parecia realmente aborrecida, e não tratava o encontro de ambos como algo extraordinário. Na verdade, era bem casual a conversa, apesar de a temática ser profundamente ligada às guerras santas. E o mistério continuava quase insondável para o monge. Com a imagem no firmamento, quais conclusões poderia ele tirar daquela situação toda? |
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | May 19 2013, 03:33 AM Post #6 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
O santo de Athena observava aquela imagem no horizonte, sem se afetar por sua presença. Seu pensamento correu, vagueou, observando aquela distorção no tecido dos sonhos. Era algo projetado por Brijet, ou por Mathra? Era sem dúvidas uma cena comum a qualquer humano. Era mãe e bebê. Respondeu a Brijet, terminando com uma questão. - Eu mesmo não entendo bem quanto antes a transitoriedade. Aos poucos, tudo me parece cada vez mais contínuo, pois a morte perdeu o significado de antes. Ao que sei, um mesmo destino de recomeço é reservado aos deuses e homens. Isso tudo.. afasta o sentido de algumas memórias, não é mesmo? O que é a criança e a mãe que vemos, Brijet? Somos a mãe, o filho, ou os dois? Lembrou-se do fato de não ter conhecido a própria mãe, nem mesmo o pai original, Mathra era um órfão e só tinha sobrevivido através da gentileza de um homem comum, foi o que o motivou desde então em sua luta em defesa da humanidade. Se perguntou então o que poderia ser aquilo para Brijet, tinha ela conhecido sua mãe? Ou tinha ela mesma sido mãe antes de se tornar receptáculo da presença de uma divindade? |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| Brijet das Ilusoes | May 22 2013, 01:33 PM Post #7 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
A pergunta assaltou Brijet de forma intensa. Sua expressão mudou de certo aborrecimento para uma de dúvida angustiante. Levantou-se e passou a caminhar de um lado para o outro, envolvendo os braços em torno de si e esfregando as mãos em seu próprio corpo, como se buscasse se aquecer de alguma forma, embora não parecesse estar frio. - Eu... não faço ideia, monge... é isso o que me incomoda. Mas... cada vez que eu olho para a mãe... sinto uma agonia infindável... sinto... pena. Todas as vezes que encaro essa mulher sinto frio... um frio profundo, que fere a minha alma... frio que não é só a falta de calor... mas de mais sensações... minha vida... minha vida é só o frio... está tão frio aqui... Ela se encolhe e começa a bater o queixo. Mathra nada sente, mas parece-lhe legítima a sensação da moça. A paisagem muda vertiginosamente e, repentinamente, tudo fica branco. É inverno, e há neve por toda a parte. Uma casa se destaca em meio ao cenário. O que aquilo tudo poderia significar?
|
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | May 27 2013, 01:25 AM Post #8 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
O monge não pode deixar de sentir compaixão pela mulher, estava ela mesma sentindo o frio voraz que se tornara. A angústia dos outros era também a do monge, e era por isso que tratava mesmo a seus inimigos com respeito, poderiam eles escolher a vida mesmo no último momento. Mas esse frio, isso poderia, se fosse mesmo uma memória, explicar a razão de Brijet ter em primeiro lugar se afiliado com Hades. Agora, sentia-se perdida e sozinha ali.. ou era Phantasos que tentava novamente manipular o cavaleiro, num novo plano? Ainda motivado pela virtude da compaixão, seguiu em direção à casa naquela imensidão gelada, seguindo a lógica do sonho e agindo como o Mestre de Bayon agiria. - Tenha calma, Brijet. Vamos para aquela cabana, nenhum frio é eterno, talvez possa me mostrar algum conforto ali. Irradiava sua presença pacificadora, para que nela Brijet se acolhesse caso assim se permitisse. Caso mesmo dentro da cabana só morasse angústia. Mathra afinal era a pura paz que morava ao lado de Athena. Phantasos, até então, tinha se acostumado a simular a presença do cosmo do santo, mas Brijet por outro lado nunca antes deixou que a quietude confortante a deixasse afetar verdadeiramente. Mathra torceu para que no mínimo, sua energia fizesse com que ela se sentisse a vontade para lidar com seus problemas. |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| Brijet das Ilusoes | May 29 2013, 07:15 PM Post #9 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
Apesar da energia do Santo de Athena ter aparentemente aquecido Brijet, ela continuava a sentir muito frio. Mas o mais angustiante era perceber que ela continuava aflita, a despeito das ações de Mathra. Algo mais forte, ou mais impactante, era preponderante para que a tentativa do cavaleiro de Virgem não funcionasse de forma adequada. Quando o mestre de Bayon mencionou levá-la para dentro da cabana, ela levantou-se num ímpeto, e sua expressão mudou para a de uma completa louca, puxando os cabelos e aparentemente não falando coisa com coisa. Ela parecia no mais completo desespero. - Não! Eu não... não posso entrar ali! É proibido... é proibido... você não entende... ele não deixa, ele não quer, ele me diz pra não ir lá... eu não posso... não posso...!!!! Ela olhava para todos os lados, desesperada. Parecia querer fugir, mas seria de Mathra? Todavia, não havia para onde fugir. Era tudo uma imensidão branca. Ela chorava copiosamente, e suas lágrimas congelavam. Se houvesse apenas um lugar, um refúgio seguro... o que o monge pensaria daquela cena? |
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | Jun 6 2013, 08:39 PM Post #10 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
Mathra tinha se salvado do domínio de Phantasos, o reino dos sonhos, e percebeu na prática, pela primeira vez, que apesar disso ele não tinha forma alguma de salvar outros que a esse reino se submetessem. Tudo que podia fazer era questioná-la, tentar entendê-la... ouviu sua lamúria de desesperança. Seus olhos a miravam, temia algo que saía de si mesma, temia a si mesma ou a ele, o próprio cosmo, o fantasma do passado ou o próprio Phantasos - com quem dividia o existir, um avesso totalmente alienígena manifesto no próprio cosmo de Brijet. Era como ela o que Mathra se tornaria se fosse submetido pela sua vontade avessa, se submetesse a Athotep e seu senhor. Sentiu então profunda compaixão, então totalmente empática, ao ser tocado por aquela tristeza pela qual poderia ele estar submetido e domado agora. Lembrou-se da forma com que convencera suas próprias existencias derrotadas a contestar Athotep, existia algo em Brijet capaz de contestar o poder de Phantasos? Mathra viu que tinha muito mais em comum com Brijet do que podia imaginar antes daquele encontro, foi surpreendido, e não pode deixar de perguntar: - Por que é que precisa obedecê-lo? Por que é que ele a faz feliz? Sentiu o desejo de ajudá-la, precisando se concentrar e silenciar depois daquela pergunta, para que esse desejo não crescesse além do necessário em sua mente, além da própria paz interna. O exercício do foco era praticado enquanto Mathra viajava nas margens oníricas através de Samsara, a perfeição era necessária para ter absoluta paz mesmo na pior das batalhas. Seu foco então se voltaria para a resposta de Brijet. |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| Brijet das Ilusoes | Jun 10 2013, 05:17 PM Post #11 |
![]()
Deusa dos Devaneios Lamuriosos
![]()
|
As palavras de Mathra lentamente surtiram um efeito surpreendente. Brijet parou o que estava fazendo, e lentamente se acomodou próxima a uma pedra, sentando-se e olhando para o céu. Céu este que mudava lentamente de cor, ensaiando uma aurora boreal. O comportamento da moça tornou-se outra vez impassível, como se estivesse anestesiada de todo aquele sofrimento e angústia que sentira anteriormente. E então, de forma avassaladora, ela veio. Aquela cosmo-energia, que Mathra já sentira um dia. Ela se aproximava, e isso provavelmente explicaria muita coisa ao monge. A doce voz de Brijet, que o encarava com olhos distantes e com o mesmo sorriso de sempre, que agora - e eternamente - lhe emprestaria uma tristeza infinita, foi ouvida. - Porque... mais nada me faz feliz. Você precisa ir. Ela apontou a cabana. A porta estava entreaberta, e provavelmente ali era a "saída" daquele devaneio. O que Mathra iria fazer? Seria prudente permanecer ali e encarar quem estava por vir? Ou optaria o cavaleiro de Virgem pela prudência, vez que estaria em desvantagem naquele solo dominado pelas entidades dos sonhos? |
|
Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
| |
![]() |
|
| Virgo Mathra | Jun 10 2013, 11:56 PM Post #12 |
|
O Mestre de Bayon
![]()
|
Mathra evitou as emoções de surpresa, mantendo o pleno foco no que acontecia, momento após momento. Entendia agora que Phantasos mantinha Brijet cativa ao proporcioná-la um imenso teatro, a realidade onírica de seus sonhos infantis. Ele mesmo tinha passado por isso, vítima do deus das ilusões. Recorreu a sua a pura paz de sua mente, e concluiu que não tinha razão para se opor ao pedido de Brijet. Respeitá-la seria o primeiro passo para que conseguisse algum diálogo com ela. Assim, tratou de seguir seu pedido, admirando-se com o momento único de felicidade dela. Foi caminhando em direção a saída, mas não em direção a porta da cabana. Desfez-se do mundo onírico no mesmo instante em que passou a focar sua atenção no mundo real, despertando do transe. Mas antes de evanescer naquele devaneio, refletiu em alto tom. - Pois saiba que para mim, Brijet, é uma grande alegria poder compreendê-la e ver em ti a essência do teu ser, vê-la em um momento de felicidade e entender por isso a razão de seu sofrimento. Espero ainda que algum dia veja também nosso encontro como um outro momento feliz, em que foi compreendida e expressou a voz de sua alma. Eu saúdo a ti e a tuas escolhas... até lá, até o momento em que dividiremos uma mesma sorte ou nos destruiremos novamente por ela. Mathra se ausentou daquela existência, voltando o foco à própria mente e ao mundo físico e imediato. Deixou Brijet para seu encontro com a força daquela divindade. |
![]() "You will not be punished for your anger, you will be punished by your anger." | |
![]() |
|
| 1 user reading this topic (1 Guest and 0 Anonymous) | |
![]() Our users say it best: "Zetaboards is the best forum service I have ever used." |
|
| « Previous Topic · Mundo dos Sonhos · Next Topic » |
| Theme: Forsaken Legends | Track Topic · E-mail Topic |
4:10 PM Jul 11
|
Theme by James... of the ZBTZ and themeszetaboards.com






[/align]
[/align]






4:10 PM Jul 11