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Início do ciclo; 02/01/1549, 03:30
Topic Started: Jan 6 2014, 01:06 PM (430 Views)
Lisianthus de Mephistofeles
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Arauto dos Cantos Fúnebres
Espectro de Mephistofeles
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Findando o descair por aqueles ares funéreos, sucedido de um breve levitar, seus pés tocaram com gentileza o que parecia ser uma rocha mal formada às margens posteriores do Rio Aqueronte. De postura ereta, mãos fechadas ao lado dos quadris e o olhar encontrando o chão em um ponto adiante, Mephistofeles ali permaneceu imóvel por alguns segundos, com lembranças da conversa prévia com Lucian ainda a visitar-lhe a mente. Esta pregou-lhe uma peça ao imaginar por um momento como seria, e em quê se transformaria, caso ela seguisse os gostos do receptáculo e abandonasse a sua humanidade.

Tolice.

Fechou os olhos, determinada, afastando pensamentos e curiosidades perigosas. Seu foco reconstruiu-se em torno do ciclo que havia de finalizar.

-
Venham a mim, meus espíritos. É chegada a hora de despedir.

Evocou-os, posicionando as mãos em concha à frente do peito: com as palmas voltadas uma para a outra, mas afastadas, como se moldasse um canal entre seus íntimos e o mundo ali fora. Abandonou por um momento a atenção em seus entornos e os seus demais sentidos para concentrar-se, unicamente, em estabelecer e manter aquela ponte - um momento de vulnerabilidade, mas pouco arriscado, estando além das fronteiras seguras de seu Submundo.

A energia cosmo de Lisianthus irrompeu pelas primeiras edificações do Mundo dos Mortos, a princípio tênue, conforme uma aura púrpura fina envolveu seus contornos, fazendo levitar os excessos de suas vestes e todo o punhado de cabelos. A mulher chegou a erguer brevemente o queixo, ainda de olhos fechados e com uma fenda discreta aberta entre os lábios, como se inebriada pela sensação vindoura. Centelhas cósmicas de variados tamanhos verteram de seu corpo, orbitando à sua volta conforme o formato de penas assumiam. Acumularam-se atrás das mãos da mulher para então seguirem caminho através do conduto entre seus dedos, tocando finalmente os ares do Submundo após por ali passarem.

As pálpebras da mulher tremelicavam, umidecidos os cílios, a cada alma que sentia abandonar o seu universo interior. A transição pouco afetava as almas, mas era de praxe que provocasse um choque astral inofensivo, porém amargo na mulher, que com o tempo aprendia a mesclá-las em sua própria essência - como se, a cada alma que partia, dependendo da magnitude de sua espirituosidade e influência cósmica que detinham, um fragmento fosse arrancado de suas entranhas e vazio fosse deixado em seu lugar.


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Conforme transpunham o canal formado pela mulher, as almas retornavam às sua formas originais, aquela que detinham no momento da captura. Pouco a pouco uma pequena multidão formou-se no caminho que seguia para a Primeira Prisão; uma vez libertas de seu universo interior, Lisianthus já não mais podia influenciá-las, pois tornavam-se agora pertences do Imperador dos Mortos. Tal qual obediente rebanho, elas punham-se em fila e galgavam seu caminho rumo às entranhas do Inferno. A última alma atravessou o canal, deixando para trás a espectro de joelhos, rendida à vertigem que vinha com o vazio acerbo após libertá-las todas de uma vez. Novamente desperta e atenta aos seus arredores, Lisianthus permitiu-se sentar, apoiando as duas mãos no solo e abaixando a cabeça, suor vertendo de seu rosto e do decote discreto em seu colo. Encarou o chão por algum tempo, com apatia a roubar-lhe o brilho dos olhos e a expressão, conforme os espíritos que trouxera distanciavam-se nos horizontes enegrecidos.

"Vão em paz, e... Até qualquer dia."

Novamente sozinha, a espectro recompôs-se minutos depois, erguendo-se devagar e recuperando a inabalável postura da qual precisaria, dissimulada ou não, para o próximo passo que tomaria: congregar com o Imperador em sua morada. Insegurança a deteve a princípio, desconhecendo em que pés estariam o humor da divindade, se estaria ele disposto a receber visitas de seus asseclas ou não. Não era comum Mephistofeles ir perturbá-lo sem prévio chamado, mas após um bom tempo ausente e nas condições atuais, seria servil de sua parte tomar esta iniciativa. Tomou os caminhos e atalhos necessários, até que encontrou-se enfim de frente para os largos portões que guardavam aquela entidade prima. Empurrou um deles com leveza, deixando que o ranger anunciasse a sua chegada, escondendo-se parcialmente atrás do outro.

Somente quando sorveu ares pacíficos é que a espectro adentrou, timidamente, os interiores do majestoso salão. Seu joelho direito encontrou o chão conforme a moça tecia respeitosa mesura, descanso um cotovelo sobre a outra perna que se arqueou e a outra mão, aberta, rente ao chão. Seu rosto voltou-se para este, solene, sem em nenhum momento fitar o Deus diretamente. Isto não apenas era um trejeito servil, como também ajudava a atenuar a timidez perante a ímpar entidade.

-
Meu amado magnânime. Concede-me um minuto de seu precioso tempo e a honra de uma breve conversa? Se estiveres disposto a me receber.
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Hades
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NPCs -ADMs

Na 1ª Prisão, chamada de "A Casa do Julgamento", onde os Juízes ouvem as confissões dos mortos e os condenam à correspondente esfera, estava Hades. O deus do submundo parecia entediado, sentado no trono destinado ao Juiz daquela prisão, ou ao espectro que estivesse designado para julgar os mortos em seu lugar. Parecia pensativo e cismado com alguma coisa. Mas, quando a espectro de Mephistofeles deu um passo adentro e caiu sobre um joelho, ele não pôde evitar um sorriso de regozijo. Finalmente Lisianthus retornava e, todas as vezes que ela o fazia, trazia novas e preciosas informações. Assim que ela terminou de falar, a voz do Imperador se fez presente.


- Venha, minha leal serva. Tenho assuntos a tratar contigo, mas deixarei que fales primeiro, já que vieste ao meu encontro sem que eu precisasse tê-la convocado.


Seu tom de voz era agradável. Aparentemente, Hades estava de bom humor, ou seria isto uma farsa? Dependeria, provavelmente, das informações que Lisianthus traria consigo. Ele aguardava, olhando fixamente para a espectro, que se sentiria levemente incomodada com aquela pressão invisível sobre seus ombros.

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Lisianthus de Mephistofeles
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Arauto dos Cantos Fúnebres
Espectro de Mephistofeles
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Curiosidade cobriu o semblante da mulher, embora ela nada dissesse a respeito. De todas as esferas e salões as quais o Imperador tinha a disposição em seu Submundo para ver descanso, por que ele escolhera postar-se especificamente à Primeira Prisão, o extremo oposto do topo do Submundo, onde jazia o seu trono? Algo ali o consternava? Estava à espera de alguém? Sentiu vontade de perguntar, mas temeu que um intrometimento inconveniente despisse o Deus daquele bom humor aparente, este que por si só trouxe algum conforto para os íntimos de Lisianthus.

-
Estive com Pandora agora há pouco. Ela mencionou alguns maus ventos que têm assolado o teu império - mais especificamente, as baixas em teus seguidores. Destarte, estou aqui para reforçar meus votos de fidelidade, majestade, e colocar-me a disposição para suprir qualquer lacuna que tenha sido deixada em tua guarda, ou em qualquer outro posto que seja preciso. Se consentires, eu pausarei temporariamente a minha busca para estar mais próxima. E cá estou, disponível e pronta, para o que desejar de mim.

Ela disse em tom solene e dócil, imutável em sua postura. Conhecia a imprevisibilidade dos ânimos de seu magnânime e para um mudança súbita em seu comportamento ela estava preparada - assim, ao menos, acreditava. Sentia o olhar fixo da divindade incidente sobre si; e sob ele a espectro sentia-se pequena, mas em casa, de certa forma.
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Hades
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NPCs -ADMs

O Imperador pareceu agradar-se da mesura oferecida, mas muito pouco com as informações que ela trazia. Aparentemente, seus servos pouco ou nada lhe traziam de útil aos ouvidos, e ele já conjecturava andar pelo Sekai por si para colher informações mais precisas. Com um suspiro, ele se levantou, e sua voz foi novamente ouvida.


- Sim, tenho para ti uma missão. Se Pandora já te atualizou sobre todos os infortúnios que se abateram sobre o meu império, não preciso dizer mais nada a este respeito. A juíza de Grifo, antes de encontrar um destino cruel, me foi bastante útil ao testemunhar eventos em Égina que me enfureceram, mas também me intrigaram. Ares lançou um ataque ao Santuário e outro à Ilha de Égina, que era governada por Aires, o traidor. Porém, não recebi nenhuma das almas de Égina aqui, e tenho certeza que Ares está por trás disto - só não sei exatamente como. Preciso que você vá até Égina e rastreie o paradeiro destas almas. É improvável que um portal dimensional tenha sido aberto em Égina. O mais provável é que as almas tenham sido guiadas para algum outro lugar. Preciso que descubra este lugar e volte para me informar. Após esta missão, você ficará sob as ordens de Drako de Wyvern - se ele ainda estiver vivo.


O tom de voz dele, inicialmente irritado, terminou ácido. Mas não era para menos... seus servos eram abatidos como moscas ou desertavam, tornando a perspectiva de vencer a guerra santa cada vez mais distante. Hades ainda fitava Lisianthus intensamente. Estaria esperando por uma resposta ou por uma pergunta?

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Lisianthus de Mephistofeles
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Arauto dos Cantos Fúnebres
Espectro de Mephistofeles
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- Assim será feito, magnânime.

Determinou com esta brandura que já lhe era velha característica e imutável ante a acidez de seu suserano, previsível após o peculiar assunto no qual tocara, após ouvi-lo com atenção e minúcia. Seriedade manchou discretamente seu semblante, apenas, ao conjecturar que serventia o suposto inimigo reservava a estas almas, caso em suas mãos houvessem caído. Constante era também a sua postura servil, principalmente após notar que ela era do agrado do deus. Gostaria de fazer mais por ele contudo, despi-lo destes ânimos terríveis que os infortúnios de seus subordinados lhe inferiam.

Por sorte, lhe era oferecida uma oportunidade. Não apenas para fazer valer o pouco de fé que se deus nutria pelos seus, como também investigar, pessoalmente, os rapinantes de suas almas.

-
Posto que nunca estive em Égina, conto com meu amado Imperador para me munir com o máximo de informações possíveis antes de partir. Onde está localizada? Saberia por ventura me informar se o inimigo permanece aposto no lugar, ou o próprio traidor? E se ainda existem habitantes vivos, que comportamento direcionariam hoje a forasteiros - vossa majestade saberia? Que potenciais obstáculos peculiares desta terra o Magnânime prevê e pode antecipar a esta serva? - Determinação e amabilidade congregavam num único tom ao dirigir ao deus estas perguntas, ainda que estas passíveis de respostas ásperas, ou pouco promissoras, tendo em vista o despreparo que poderiam aparentar. Mas não se deixaria abalar por isso - quanto menos confiança ele depositasse em si, mais positivamente surpreendentes seriam os efeitos de um fortuito sucesso. A última questão, contudo, ela proferiu com um tom mais baixo - como se prevesse a delicadeza do tema, mas ainda assim, possivelmente promissor para seus próximos passos se esclarecido. - O que… houve, exatamente, com a juíza de Grifo?
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Hades
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NPCs -ADMs

Hades caminhou até a sacada, evitando o olhar de Lisianthus. Teria que pensar bem na resposta para não mostrar a clara insatisfação com a falta de informações e de independência de sua serva. Passara tanto tempo fora e ainda assim parecia perdida quando era mandada para algum lugar do mundo. Será que a imortalidade que ele lhes concedia não servia para nada? Sua voz foi ouvida, mas Hades não a fitava diretamente.


- A Ilha de Égina é uma das Ilhas Sarônicas da Grécia, no Golfo Sarônico, a 27 quilômetros de Atenas. Acredito que não precise lhe fornecer um mapa, não é mesmo? Seus dons devem ser mais que o suficiente para descobrir sozinha como chegar lá. E não... não tenho informações sobre se ainda há alguém lá, embora imagine que Aires não mais esteja ali, então, tenha cuidado. E não há mais ninguém vivo... todos morreram, e é uma das coisas que eu gostaria muito de saber: como morreram? Como nenhuma das almas foi recuperada, não tivemos como interrogá-las. Potenciais obstáculos? Égina agora é uma terra-de-ninguém. O reino que um dia pertenceu a Aires foi arrasado por uma ameaça desconhecida.


A irritação dele continuava e quando a pergunta foi feita, Hades se virou lentamente para a espectro enquanto respondia, entre os dentes.


- Kirie de Grifo foi mandada por mim até Aires, o traidor, e tinha a missão de subjugá-lo e matá-lo. Mas ela foi incapaz no cumprimento desta tarefa e pereceu. Já dei segundas chances demais a servos incompetentes e não pretendo continuar com estes surtos de benevolência. Mais alguma pergunta, Mephistofeles?


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O olhar dele era assassino. Hades parecia estar prestes a voar no pescoço de Lisianthus e apertá-lo até que ela se asfixiasse, tamanha era a ira contida naqueles olhos. A frustração por tantas falhas e a humilhação de derrotas consecutivas começavam a deixá-lo impaciente. A grande verdade é que Hades não via a hora de se expor e assumir a linha de frente na guerra santa, mas como confiar em seu exército, com tantos incompetentes em suas fileiras? Tornava-se um transtorno cada vez maior a Hades ser obrigado a manter-se na sombra à espera de uma virada nos eventos, e Lisianthus não precisava pensar muito para perceber isso claramente.

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Lisianthus de Mephistofeles
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Arauto dos Cantos Fúnebres
Espectro de Mephistofeles
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- Apenas estas, meu Imperador. Agraciada pela tua inestimável atenção.

Havia, de fato, uma última pergunta ensaiada e que gostaria de lhe fazer. Adiada para uma outra hora ou alvo, contudo, tendo em vista os ânimos frágeis decrescentes do deus e a infrutuosidade, a princípio, destas próprias que fizera. As parcas informações ofertadas, contudo, já lhe seriam de suficiente valia. Ponderaria sobre elas a caminho do local.

Mephistofeles nada mais proferiu, indesejosa em mal usar mais da paciência do deus e ciente de que promessas vagas de sucesso e palavras de boa fé em nada o confortariam, ainda que esta fosse a sua vontade. Apenas a missão cumprida e o seu retorno com informações promissoras é que poderiam contribuir para a restauração de alguma parcela da fé da divindade em seus asseclas. Abraçaria este objetivo. A mão que estava no chão veio fechada ao peito, e a mulher gesticulou com o rosto numa outra mesura mais curta, sinalizando despedida. E com o consentimento da divindade, ou se nada mais significativo a retesse ali, ela ergueria-se e partiria.

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Hades
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NPCs -ADMs

Hades apenas fez um gesto para que Lisianthus se retirasse e virou-se de costas, olhando fixamente em direção ao seu próprio trono. Tornava-se, a passos largos, um Imperador de nada. Seu exército poucas vitórias lhe trazia, e a ameaça de perder a guerra antes que ela sequer chegasse ao seu ápice era real. A espectro de Mephistofeles sentia claramente que ela era uma das poucas que transmitia esperança ao Imperador, e com isso tinha o seu favor. Fosse um outro espectro ali, provavelmente já teria sofrido a fúria da divindade. Isto, ao menos, podia reconfortá-la.
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