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| O Turno do Rei Preto; 05/01/1549, 10:45 da manhã | |
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| Tweet Topic Started: May 30 2014, 04:12 AM (1,952 Views) | |
| Lisianthus de Mephistofeles | May 30 2014, 04:12 AM Post #1 |
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Arauto dos Cantos Fúnebres
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[align=right] [/align]Era meio da manhã seguinte quando Mephistofeles retornou de sua missão em Égina. Um ponto escuro pairou nos céus primaveris, expandiu-se conforme cortou os raios de sol matinais com grande velocidade, e logo revelou-se a espectro que mergulhou como um raio castelo a dentro pelos portões de entrada. Rumara direto para o portal umbral, optando por não incomodar Pandora. Relatar ao Imperador era necessário e tinha alguma pressa. Alcançou então o Submundo – de ares sempre negros, não importava o quão cálido estivesse o Sol no mundo dos vivos. O choro das almas e o brado das criaturas infernais longínquas abraçaram-lhe os sentidos – sons que tanto detestava no início, mas que aos poucos deixara de perceber. Prosseguiu impassível rios e prisões acima, em busca da aura e da posição precisa de seu magnânime. Lembrava-se que ele vinha perambulando pelo Mundo dos Mortos e o deixara pela última vez na Primeira Prisão. Onde ele estaria agora? Teria descansado um pouco os seus ânimos? |
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[align=center] Ação • Fala • Pensamento Ficha[/align] | |
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| Hades | Jun 5 2014, 02:47 AM Post #2 |
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Mephistofeles precisaria vagar até Giudecca, no extremo limite do Submundo, pois era lá que o Imperador estava. Seu cosmo era sentido por toda a extensão do Mundo dos Mortos, e brilhava como um farol pulsante, denunciando sua posição àqueles que fossem sensíveis à cosmo-energia. Quando lá chegou, Lisianthus sentiu um ambiente carregado de melancolia e ira. Provavelmente, era assim que Hades se sentia. Sua alma estava deveras inquieta. Ao entrar, Lisianthus sentiria sua súrplice pulsar. Era o chamado de Hades, que invocava Mephistofeles à sua presença. Mas se ela já estava ali, o que isso significava? ![]() O Imperador estava em seu trono, no primeiro andar do castelo Giudecca. Era sabido que aquela era a última fronteira antes do muro das lamentações, e que todos os que mereciam os Campos Elíseos após a sua morte eram conduzidos através dele para um regozijo eterno. Ao lado do imperador, havia uma mulher sentada. Ela era belíssima, mas Lisianthus conseguia perceber claramente que ela não estava encarnada - era apenas uma alma. Na verdade, uma alma dividida, incompleta. Havia uma angústia insuportável em seu semblante, e Lisianthus não conseguiria fitá-la por muito tempo. Ainda assim, sua cosmo-energia também era sentida. Quem seria ela? Não houve muito tempo para conjecturas, porém, já que Hades levantou-se assim que sua tenente adentrou a Quarta Esfera. ![]() - Entre, Lisianthus de Mephistofeles. Vejo que retornou e, espero, com notícias sobre Égina. Como tenho algo importante a dizer, espero que não se importe com a convocação que acabo de fazer. Já há algum tempo eu desejava reunir a todos. Porém, não se detenha e não se prolongue. Faça logo o seu relatório. Assim, a cosmo-energia imensa do Deus do Submundo espalhou-se o vento espalha a chuva, e em cada canto do mundo seus asseclas sentiriam o seu chamado. Era uma convocação geral, que não deveria ser ignorada. Thanatos, Hypnos, Brijet das Ilusões, Oneiros dos Sonhos, Lucian de Pesadelos, Drako de Wyvern, Heféstion de Behemoth, Remy de Necromante, Tiryaki de Benu, Benoite de Esfinge e Allan de Esqueleto sentiriam o chamado e, se não estivessem impossibilitados, sabiam que deveriam comparecer, e onde comparecer. Suas súrplices ansiavam por se reunir a Hades novamente. |
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| Behemoth Heféstion | Jun 5 2014, 08:09 PM Post #3 |
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Executor
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A súrplice reverberava com o próprio cosmo do Behemoth, que por sua vez, era envolto pela própria essência do Hades. O chamado colocou em movimento toda a presença do Behemoth. Do interior de Heinstein, sua totalidade evanesceu como negro vapor, a liquefazer-se e derramar-se pelo abismo. Behemoth não se demorou nem um instante para atender ao chamado. A escuridão o trouxe até a morada fundamental, o Grande Lago em Giudecca. Vagou sem seu manto que sempre o protegia do sol no mundo dos vivos, ali Behemoth mostrava toda a sua potência, trajando a assombrosa súrplice rubra, zunia em poder ao chamado de seu Mestre. A Estrela Celestial brilhava, fria, no horizonte e no coração de Behemoth. O demônio cruzou pelo salão, para depois se ajoelhar diante de seu senhor. Sua súrplice contrastava com sua pele pálida, os olhos amarelos e os cabelos alvos e mortos. Sua voz irrompeu, emanando o frio de sua presença. - Meu Senhor, finalmente! Finalmente fui chamado ao seu serviço... - Continuaria a falar mas se deteve, agora atento a presença de outro dos espectros, Mephistofeles. Behemoth manteve-se ajoelhado em reverência cavalariça, mas se calou dando total atenção à interação que acontecia enquanto ele entrou. |
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| Lisianthus de Mephistofeles | Jun 6 2014, 03:33 PM Post #4 |
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Arauto dos Cantos Fúnebres
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[align=right] [/align]Assim que seus pés tocaram o pátio da entrada para Giudecca, a energia abastecida de melancolia e ira que vibrava do Imperador abraçaram-lhe possessivamente os sentidos, respondendo-lhe uma questão de outrora. Consoante a tão indesejado manifestar, o olhar de Lisianthus suavizou, marejou e ergueu para mirar a estátua que ornamentava o topo da entrada. “E em mais uma manhã teu espírito divino se corrói com fúria e desgosto... Eu sinto muito, Hades. Gostaria de voltar para ti sempre com as melhores notícias...” E fechou os olhos, sentindo-os úmidos, e em si mesma alguma impotência – o único sentimento o qual conhecia e não sabia lidar. Mephistofeles compreendia a origem de parte daquela cólera, tendo observado nos últimos dias tantos dissabores, traições e insubordinações que pouco a pouco reduziam os números e o foco da legião infernal. Preocupava-se, contudo, com a força com a qual estes infortúnios atingiam o Imperador, feito lâminas, e a forma que ele adotava para com eles, despindo de sua serenidade muitas vezes e se permitindo encolerizar – uma divindade já revolta por natureza. Até quando ele seria capaz de suportar antes que estes obstáculos destruíssem a divindade serena, bela em sua frieza, que outrora conheceu? Era isto comum sempre que as Guerras Santas se aproximavam? E, mais importante, como poderia ajudá-lo de maneira mais contundente? O relatório de sua missão em Égina provavelmente o amargaria mais... Dedicou estes dois minutos fora do templo real para pensar e suprimir suas próprias amarguras, sabendo que não poderia carregá-las para dentro sob risco de denegrir a sua imagem como espectro celeste, guerreira e serva. Então um vibrar raro, porém familiar, desviou parte de sua atenção, fazendo a mulher erguer parcialmente um dos braços para fitar o próprio suplício. O Imperador chamava pelos seus. Lisianthus permaneceu imóvel por alguns segundos até que seriedade vestisse novamente suas feições. Comprimiu o olhar escarlate e então avançou, empurrando os portões com os dois braços e adentrando Giudecca enfim. Algo inusitado encontrou ali dentro, causando uma rápida pausa em seus passos. O olhar expandiu-se com curiosidade e caiu sobre a bela mulher que jazia tal qual ímpar ornamento ao lado do trono do Imperador. Uma alma... ”...Perséfone?” . Em pouco mais de dois anos de servidão, era a primeira vez que via a consorte de seu magnânime. Outrora, sabia de sua existência –e de seu desaparecimento - apenas por boatos e conhecimentos comuns do império. Não demorou para sorver a angústia que dela vinha e mediante isto Mephistofeles abaixou a cabeça, escondendo alguma dor nas feições. Retomou os passos antes que o próprio Imperador percebesse a espera e em frente a ele, trouxe um joelho e o punho fechado ao chão. O outro apoiou-se sobre o outro joelho flexionado. O torso curvou para a frente, completando a mesura servil, permitindo o excesso de cabelos castanhados descer por seus flancos e tocar com facilidade o chão. - Tomei precauções para perpretar uma investigação furtiva, mas mesmo em escombros Égina está fortemente vigiada. Ares já antecipava a visita dos teus espectros e posicionou seus lacaios para prevenir que investigassem as ruínas. Leila de Varano, a mulher que me barrou, estava disposta a tomar medidas hostis para deter a minha entrada. Pausou brevemente o relato ao perceber que um quarto indivíduo adentrava o salão real. Observou-o com os cantos dos olhos, sem erguer ou mover a cabeça. Era Behemoth, o segundo a atender o chamado. Ele parecia ressequido pelo chamado; Lisianthus sorriu com discrição, e esperou que ele falasse antes de retomar o relatório. - Varano culpa Aires, munido da Garudapurana, pelo desaparecimento das almas. E pelo suposto assassinato de Kirie de Grifo. Ela profana a potestade do Imperador ao afirmar que as almas de Égina pertencem ao Rei que tinham, mas não posso declarar com certeza se este pensamento é compartilhado entre os demais bersekers e injetado pelo próprio Deus da Guerra, uma crença disparatosa de Varano apenas ou uma das várias tentativas medíocres de provocar-me para o combate e incitar o lado do Imperador a quebrar a trégua. Diz ela não saber, e nem seus comparsas, onde o traidor ou as almas por ele sequestradas se encontram. Um discurso vago e dúbio; eu a teria obliterado e arrancado respostas mais genuínas de sua alma, mas isto significaria colocar em risco a trégua que o Submundo sustenta com o Deus da Guerra, por mais... discretos, que meus meios pudessem ser. Para não ser danosa ao Imperador, recuei. Uma outra pausa breve, para que o Imperador assimilasse as informações. Mephistofeles mantinha-se de cabeça baixa, olhos fechados e ares tranquilos. Não sabia que reações seu relato causariam na divindade, mas já esperava pelas mais indigestas. Então continuou, inesitante. - Pretendo procurar por pistas de Aires e atestar se o que Varano diz é verdade. Ou, se o magnânime assim permitir, ignoro o armistício e retorno implacável até Égina. Além de interrogar Varano, descobriria o que de valor há de estar oculto ali que justifique a proteção. |
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[align=center] Ação • Fala • Pensamento Ficha[/align] | |
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| Drako de Wyvern | Jun 8 2014, 12:31 PM Post #5 |
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O Rel�mpago Vivo!
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“Perséfone!” – Já havia se passado um dia desde seu encontro com o Imperador dos mortos, e por todo esse tempo, esse único nome não deixou de assombrar os pensamentos de Drako. Conjecturas eram estabelecidas, caminhos incertos e movimentações suspeitas. Estava verdadeiramente perdido. Nada! Nenhum pequeno indício que o pudesse levar a verdade... Ser um humano, nesse momento, era a maior fraqueza de sua missão! Refletia as possibilidades, as suas limitações, seus potenciais suspeitos, mas sempre retornava ao seu ponto de partida. Estava sem um norte, e o destino parecia não querer lhe ajudar. Nesse momento de aflição, o guerreiro só podia buscar conselho junto a sua “metade”. Homem e fera se encaravam, como se um elo mental ligasse seus pensamentos. Não sabia se realmente podia ouvir a vontade de seu Suplício, ou se era apenas seu subconsciente cumprindo tal tarefa. No entanto, sentia-se à vontade sempre que conversava sozinho com sua armadura de ébano. Era linda e ao mesmo tempo aterrorizante, e sempre que admirava sua beleza não podia negar o orgulho estampado em seu rosto. Seus olhos brilhavam como o de uma criança, como se ele fosse um inseto atraído para luz. Shokhtar vivia uma verdadeira contradição. Ligado a Hades pela sua palavra de honra, pela necessidade de pagar sua dívida com o senhor dos mortos, ele se via amargurado por ter aceito seguir um mestre tão incompreensivo e aterrador, mas ao mesmo tempo, sentia-se viciado na droga que seu Suplício lhe proporcionava, na perspectiva de batalhas dignas de um escandinavo! Havia treinado a vida toda para se tornar um general, e agora tornara-se um. Foi assim que a convocação de Hades lhe chegou, estava a encarar a forma de sua Suplicie postada a sua frente, quando essa começou a reverberar. Sentiu a enorme energia de seu Imperador envolvendo sua armadura, e soube imediatamente que sua presença era requisitada. Quais seriam as novidades? O que acontecera em um dia? Vestiu o seu Suplício imediatamente e partiu para o submundo, seguindo em velocidade - como um raio de luz a cruzar o espaço - não demorou-se em lugar algum, com exceção de seu Templo em Caína, onde supervisionou os avanços na reforma que ordenará. Logo chegará em Giudecca, sentindo a presença contagiante do Imperador. Já imaginava, mas agora tinha certeza, a convocação era para todos os Espectros. E saber disso aumentou o seu ânimo, estava curioso para saber o próximo passo de Hades e seus asseclas. Entrou no Palácio e dirigiu-se ao salão principal, onde pode sentir a essência Cósmica de dois Espectros, Mephistofeles e Behemoth. Aproximou-se vagarosamente, ouvindo o final do discurso de Lisianthus. - “Então foi ela que Hades enviou a Égina!” - Aproximou-se ainda mais, notando a figura espectral de Perséfone ao lado do Imperador. Fitou-a por um instante, e em seguida manteve seu olhar na figura de Hades. Passou pela presença dos dois Espectros, retirando o seu elmo e mantendo-se ainda a uma distância respeitosa de seu mestre. Ajoelhou-se e abaixou sua cabeça em sinal de respeito e submissão, para em seguida dar lugar a sua voz ribombante. - A Estrela Celeste da Fúria ouviu o seu chamado, meu Imperador! Aqui estou ao vosso serviço! Aguardou um instante, antes de se levantar e se colocar lateralmente, entre o Trono do Imperador e os demais Espectros. Posicionando-se como uma sentinela, uma figura protetora de seu Rei. E assim deixando que o assunto abordado continuasse em vigor, com os seus respectivos autores. |
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[align=center]No Pain! No Gain! Xx.Ficha.xX [/align]
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| Aillie de Esqueleto | Jun 9 2014, 11:57 PM Post #6 |
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Aillie estava andando pelo castelo, indo para algum lugar, que até se esqueceu qual era, jamais sentira em sua vida, uma energia não forte. Inicialmente não sabia ao certo o que era, mas a armadura que cobria seu corpo acabou por refletir um cosmo tão forte que tudo o que a jovem pode fazer fora se escorar na parede, até entender o que estava acontecendo. Aquela energia a estava chamando para o Inferno, não sabia o que era, só tinha que ir. Seguiu então, para dentro do Inferno, sabia que com aquela armadura, não morreria novamente. Quanto tempo passou ela não conseguiu ao certo precisar, mas quando deu por si, estava ali, em frente ao castelo nos confins do Inferno e até onde sabia, o Imperador ali residia, será que aquele cosmo era o dele? Porque teria chamado um simples esqueleto, tendo espectros fortes para servi-lo? Aillie estranhou tudo aquilo, sentia fortes energias dentro do palácio e dentre delas, uma muito conhecida. "Ela já voltou?" A jovem abriu um sorriso, sua mestra estava ali dentro, o problema agora era o nervosismo, até então, conhecia no máximo até Pandora e não esperava conhecer Hades pessoalmente antes de ser um espectro de verdade, mas agora tinha que se apresentar a ele. Fechou os olhos, respirou fundo e então. Já haviam alguns espectros ali e Lisianthus estava bem em frente ao Imperador, a jovem pensava em se esconder perto dela, mas não tinha jeito... Sua mestra estava ali e tinha o dever de ficar ao lado dela. Segurando a tremedeira, a jovem entrou e esperou uma chance de se ajoelhar em frente a ele, mantendo a cabeça abaixada, ficando ao lado de Lisianthus. Muitos podiam achar aquilo ousadia, mas estava com medo, as energias ali eram violentas demais e ela já não conseguia mais segurar, sua mão tremia, por sorte não estava com sua arma, ia ser algo ridículo, mas sua mestra podia ver que ela tremia, estava nervosa, muito nervosa. Com esforço, ecoou seu cosmo no ambiente. - Imperador, meu nome é Aillie de Esqueleto e estou aqui, respondendo seu chamado. - Foi o máximo que conseguiu, estava não nervosa que não conseguia se concentrar. Como de praxe, falou aquilo sem abrir a boca, estava claro que fora obra de seu cosmo, mas não podia ficar calada. Aillie ficou ali, com uma perna dobrada e a outra meio erguida, com o dorso curvado e a cabeça voltada para o chão, não teve coragem de olhar para Hades. Uma braço estava na perna dobrada e a outra mão no chão e de um jeito quase que infantil, buscou a mão de Lisianthus que estava do mesmo e juntou-as, estava com medo, muito medo, só assim parou de tremer, um pouco. "Me desculpe... Não estou me aguentando de medo." |
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[align=center] - Fala - | "Pensamento" | Narração[/align] [align=right] ![]() -Ficha-XXXX [/align] | |
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| Brijet das Ilusoes | Jun 10 2014, 09:24 PM Post #7 |
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Deusa dos Devaneios Lamuriosos
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Havia acabado o treinamento entre Brijet e Allan momentos antes de Phantasos sentir o chamado do Imperador. Allan também o teria sentido, certamente e, para não penalizar seu pupilo com a tarefa árdua de ter que atravessar todo o Submundo - que ele ainda não conhecia - Brijet simplesmente abriu um portal para a o lado de fora de Giudecca, de onde vinha o chamado. Enquanto atravessavam-no, Brijet comentava com Allan. - Tente soar o mais natural possível e não demonstre medo, mesmo que o sinta. É normal essa sensação diante do Imperador em seus domínios. Assim que adentrou o recinto, notou a cena e sorriu. Era realmente - e finalmente - uma reunião séria. Toda informação útil que Brijet recolhera nos últimos dias certamente viria a calhar conforme as perguntas do Imperador fossem feitas. Brijet apenas desviou o olhar para Mephistofeles - cuja portadora não conhecia bem - e fitou por apenas um momento Behemoth, cuja fama já conhecia. Um juiz do inferno, Drako, estava ali também. Caso ele a fitasse, dirigiria-lhe um sorriso sensual e nada mais. Em Aillie, a nova esqueleto, é que seu olhar demorou-se por mais algum tempo. No momento em que Brijet entrava, notou a origem cósmica da voz da moça e isso a fascinou. Que interessante seria conversar com ela, mas num outro momento, talvez. Brijet parou ao lado de Drako e curvou-se, fazendo uma grave mesura ao Imperador. - Aqui estou, meu Imperador, atendendo ao vosso chamado. Trouxe comigo o valoroso esqueleto que tenho treinado para se tornar um de seus mais leais e poderosos servos, Allan. Phantasos das Ilusões se apresenta diante de vós. Ela apresentaria Allan, fazendo um movimento sobre o ombro dele para que o mesmo se ajoelhasse diante de Hades, caso não o tivesse feito ainda. Também esperava que ele conseguisse ser minimamente eloquente nas palavras, para não enfurecer a divindade. |
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Clique aqui para ver a ficha. [align=center] [/align][align=center] [/align]
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| Allan de Esqueleto | Jun 10 2014, 10:21 PM Post #8 |
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O espírito do mal
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Allan estava ofegante. Sentado no chão, buscou forças para se levantar e quase não conseguiu, pois o treinamento fora intenso. Seu suplício começou a vibrar intensamente e, quando olhou para Phantasos, teve certeza do chamado do Imperador. Assentiu diante da "ordem" do deus das ilusões e atravessou o portal. Agora, tinham saído de Phantasia e estavam no Mundo dos Mortos. Boquiaberto, Allan examinou a estrutura gigantesca da Giudecca e não deixou de notar o ar de morte que havia ali; era realmente um lugar bem assustador e o esqueleto cerrou os dentes levemente, mas logo voltou a sua expressão usual. A cosmo energia assustadora que espalhava-se em todas as direções era do Imperador, disso tinha certeza, e era mais um motivo para sentir medo. Quando entraram, o esqueleto viu um rosto conhecido: Behemoth, que quase fê-lo parar de caminhar com sua aura gélida. Desconhecia os outros. Nunca vira Drako de Wyvern ou Lisianthus de Mephistofeles. Viu, então, Aillie de Esqueleto. Demorou seu olhar sobre a bela moça que trajava o mesmo suplício que ele. De certo modo, não esperava vê-la ali. Quando Phantasos mencionou seu nome à Hades, imediatamente o rapaz prostrou-se em direção ao chão, encostando um dos joelhos no solo e apoiando-se com um dos punhos, enquanto o outro braço apoiava-se no joelho erguido e servia de apoio para a cabeça. Vira alguns espectros reagirem assim aos seus superiores, parecia condizente que o fizesse também. - Allan, um Esqueleto, se apresenta diante de ti, Imperador. Esperou um pouco antes de se erguer e ficar abaixo ao lado de Phantasos, como que para indicar que conhecia seu lugar naquela reunião. Uma gota de suor escorreu no rosto do esqueleto. Quais seriam os motivos para aquela reunião? Será que era um lugar seguro? Nunca vira tantos espectros reunidos. Como seriam suas personalidades?... Todos aqueles cosmos que se aproximavam intimidavam o jovem alemão, mas, assim como Phantasos sugerira, ele esforçou-se ao máximo para não passar essa impressão. |
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| Tiryaki de Benu | Jun 14 2014, 12:16 PM Post #9 |
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Benu não encontrava-se distante de Giudecca. Estava em confronto com centauros na beira do Rio Flegetonte no Sétimo Círculo quando sentiu o vibrar de sua Súrplice e o chamado de Hades. O calor daquele rio era reconfortante para Tiryaki e o fazia treinar com maior determinação. Sem contar que os próprios centauros eram inimigos valiosos. Partiu sem maiores delongas, voando baixo por todo o caminho até o palácio de seu Senhor. Seu cosmo deixando suas penas negras pelo caminho que passava velozmente a Estrela da Violência. Deteve seu voo rasante á pouquíssimos metros da porta de entrada de Giudecca abrindo as asas de sua Súrplice para frenar bruscamente e logo depois recolhendo-as deixando seu corpo cair no solo em um baque surdo. O cosmo negro que queimava ao redor de seu corpo extinguiu-se como uma chama que é apagada pelo vento. Seus olhos percorreram o interior do salão como se buscassem por uma presa a ser caçada, enquanto a figura corpulenta do guerreiro Maori caminhava em passos decididos para a reunião. Seu olhar alongou-se nas presenças já conhecidas por Tiryaki, mas também não foram eles que seus olhos perseguiam. Detiveram-se finalmente na figura de seu Magnânimo quando Benu atingiu o seu lugar ao lado dos demais Espectros presentes. Tirou seu elmo revelando sua expressão carrancuda que até mesmo parecia ser hostil para com Hades, o qual ele fitava com determinação. Logo em seguida fez reverência como os demais que ali estavam e assim permaneceu para que a discussão seguisse. Tiryaki dispensava apresentações. Não via necessidade daquilo, somente se a palavra lhe fosse concedida ou sua menção necessária. Desta forma, deixou que prosseguissem. |
![]() [align=center]Ficha[/align] [align=center]Narrativa ~ Pensamento ~ Fala[/align] | |
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| Alexander de Grifo | Jun 15 2014, 05:53 PM Post #10 |
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As Asas da Justiça
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A terceira esfera, Ptolomeia, trazia consigo um ar de abandono. Sua estrutura, assim como os objetos que ali jaziam, pareciam clamar por seu antigo dono; que nunca retornaria. Ainda era possível sentir os restos da energia do antigo Grifo, um cosmo completamente diferente da aura de seu atual guardião. Alexander estava há pouco tempo em seu novo posto e ainda não tivera tempo de ordenar que o lugar fosse reformado. Para falar a verdade, foram raras as vezes que o jovem se dirigiu àquele sítio. Suas obrigações eram pesadas e tomavam grande parte de seu tempo, organizar os registros da primeira prisão e julgar as almas consumia praticamente todo o seu tempo. Com um ar sério o jovem se sentou em um degrau, da longa escadaria que dava acesso à quarta esfera e começou a esboçar a nova estrutura que desejava construir. Seus traços eram simples e remetiam a estrutura empregada nos castelos de sua terra natal. Por alguns instantes sua mente vagou livre, relembrando o passado; lembrava-se de épocas onde ainda não conhecia os males do mundo. Se era mais feliz? Certamente! Seu olhar se mantinha distante, olhando para o horizonte vermelho do submundo. Sua atenção, rapidamente, foi tomada por uma sensação de formigamento em todo seu corpo. Seu Suplício parecia vibrar como alerta para um chamado cósmico; uma energia de proporções inimagináveis. O Imperador estava o convocando! Prontamente, Alexander, guardou seus desenhos e partiu para Giudecca. O local não estava muito distante, então resolveu ir caminhando. Em seu percurso notou que mais espectros estavam indo na direção de Hades, o que acendia em seu peito uma preocupação. Ao que tudo indicava era uma reunião grande. Ao adentrar o salão viu cerca de sete pessoas, dentre as quais reconheceu Mephistófeles e Phantasos. Seu coração imediatamente se acelerou, era a primeira vez que via a Deusa Bacante no posto de Juiz. Parte dele queria lhe fazer um agradecimento, porém o ambiente estava demasiadamente pesado, para socializações. Ao lado de Hades havia uma figura feminina, cujas emoções gritavam desespero. Encarar seus olhos por mais de cinco segundos era como cravar um punhal em sua própria alma. O Imperador, por sua vez, parecia aflito, talvez por estar absorvendo os sentimentos negativos daquele ser. Ou talvez por sustentar algum tipo de sentimento por ela. O seu cosmo era tremendamente belo e feroz, de certa forma parecia fortalecer a fé do Grifo. Sem chamar muita atenção se deslocou para a lateral esquerda de Hades, em oposição a Wyvern e Phantasos, retirando o seu elmo. - Eu, a Estrela Celeste da Honra, me apresento diante de ti, Imperador! Após se apresentar lançou um olhar para Mephistófeles, com um leve aceno com a cabeça. A apreensão da moça era notável, o que alimentava cada vez mais a curiosidade do rapaz. O que Hades estaria planejando, convocando tantos espectros? Devia ser algo de vital importância, devido ao posto de algumas pessoas naquele salão. |
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| Remy de Necromante | Jun 20 2014, 12:52 AM Post #11 |
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Remy estava em repouso no reino dos sonhos, observando os mortais que dormiam pelo espelho do sono. Trajava sua armadura, como sempre o fazia, e sua máscara não deixava transparecer sua aparência. Mas era óbvio que ele havia sentido aquele arrepio na espinha, que gelou seus ossos como se uma faca riscasse o topo de seu crânio: era a sensação do chamado de Hades. Espreguiçou-se, levantando-se do banco de pedra em que estava deitado. Seus olhos piscaram algumas vezes, reacostumando-se com o vazio daquele lugar. Seu cosmo foi tocado pelo de sua amada, que estava também ali, confraternizando-se com o lorde e senhor de suas almas, Hypnos. Não foi difícil ler em sua expressão franzida uma fala pré composta: Hypnos daria-se o luxo de ser um deus e, graças a isso, não compareceria na reunião do deus do submundo, deixando para ele e para Benoite a honra de dar a noticia. Bem, que fosse desta maneira... Não tinham opção, se não obedecer. O cosmo verde do necromante se ergueu naquele espaço negro e escuro, e um portal então se abriu, reluzindo com a imagem direta da reunião, onde podia-se ver Hades a frente, rodeado pelos demais espectros, que haviam chego mais cedo. Provavelmente, pela defasagem temporal entre os mundos, eles haviam sido os últimos a terem sido tocados. Bem, não importava muito. A entrada deles seria impactante, como Benoite gostava de ser em todos os aspectos. Com um movimento, seu báculo veio a sua mão e ele então cruzou o espaço entre as dimensões. Benoite, ao seu lado, foi guiada pela mão, até que ambos atravessasem o portal luminoso. Remy então abaixou-se perante o imperador, ainda segurando a mão de Benoite, como um cavalheiro guiando sua amada dama, o que de fato ela era. Sua voz não seria ouvida, nem sua expressão vista, pois ainda estava possuído pela personalidade do Observador. [spoiler=Habilidade: Servo do Deus do Sono] Descrição: Por ser um servo de Hypnos, o deus dos Sono, Remy foi agraciado com a habilidade de cruzar o mundo do sono e dos sonhos sem ser perturbado, existindo lá fisicamente. Sempre que adentra o mesmo, poderá sair com um desejo consciente, que criará uma abertura em forma de portal para que ele atinja seu objetivo. No entanto, como não é um deus, o necromante pode sair apenas em Hades, próximo de Giudecca, ou em Skelling Mitchel, no reduto mais profundo do mosteiro branco. Qualquer outro local precisa ser aberto por Hypnos ou um dos deuses dos sonhos, cujo qual ele poderá atravessar normalmente graças a esta habilidade. Embora conheça os domínios de Oneiros, Phantasos, Ikelos e Morpheus, ele raramente se aventura em seus domínios a menos que seja convidado pelos mesmos, mantendo-se sempre no reino do Sono, o domínio de Hypnos. Efeito: Com um gasto cósmico de 5%, Remy pode abrir um portal para o mundo do sono e se teleportar para lá diretamente, surgindo na sala principal desta dimensão alternativa. Ele também pode gastar mais 5% de cosmo por turno e deixar a porta aberta, permitindo que outros o sigam até o mundo de seu mestre, embora raramente o faça, a menos quando este é um pedido direto de Hypnos ou Hades. Esta habilidade é uma versão menos "agressiva" do que sua técnica, que força a entrada dos atingidos no portal, seja em espirito, seja em carne e osso. No caso da habilidade, ele não pode forçar alguém a entrar no portal, a menos que a pessoa esteja inconsciente. [/spoiler] |
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| Sphinx no Benoite | Jun 20 2014, 01:37 AM Post #12 |
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§ A conversa amigável que ela estava tendo com Hypnos, era sempre as mesmas coisas, se Esfinge estivesse livre, ela passaria o tempo livre no reino do Deus dos Sonhos, evitando o local onde trazia lembranças para a mulher, o inferno. Porém algo a fez inclinar a cabeça e então parar de conversar com o Deus, algo a chamava, a súplice desejava voltar para algum lugar, tudo aquilo significava que Hades o estava chamando. Um leve suspiro enquanto virava o rosto para aquele que a despertara, obviamente que ele também teria sentido, no entanto o olhar que Hypnos demonstrava, só possuía um significado, ele não iria. Com um encolher de ombros e então uma leve reverência Benoite andou em direção ao amado o qual já estava abrindo o portal para o local da reunião. § § O desejo de ficar era muito maior do que o desejo de cumprir a obrigação, no entanto os pensamentos foram colocados de lado, enquanto seguia a mão de Remy e aparecia depois dele. Os cabelos pretos solto enquanto a súplice brilhava, o cosmo levemente elevado para então demonstrar sua chegada. A mulher sorriu enquanto seguia até a frente de Hades e prestou a reverência para ele. § - A Estrela Celeste da Bestialidade, ouviu ao vosso chamado e aqui me apresento a ti, meu Imperador. § Ela manteve os olhos para Hades até o fim da frase, esperando alguns segundos antes de voltar a ficar reta e ir para um canto, voltando o olhar para Remy, será que estava tudo bem em ele ficar sem falar nada? Bem, isso não era algo que ela deveria se preocupar, observador iria dar um jeito se fosse necessário. Voltando assim a olhar para Hades e a alma ao lado dele, pensando, quem seria ela? § |
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| Hades | Jun 20 2014, 10:54 PM Post #13 |
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O sorriso sádico do Imperador acompanhou a reverência do Caído, e não tardou a responder à sua apresentação. - Behemoth, meu Antigo Servo... andas ávido por servir, não é? Sua espera acabou. Hoje mesmo tua alma se regozijará com os favores que me prestará. Assim que Lisianthus terminou de dirigir suas palavras ao soberano, Hades respirou profundamente. Não tinha mais raiva em seu semblante, e passara a ser analítico. A chegada dos demais espectros o alegrava, pois precisaria de todos os que estivessem sob seu comando naquele momento. Por fim, devolveu-lhe a resposta. - É uma estratégia inteligente culpar Aires... mas não acredito que ele seria capaz de aprisionar as almas de seu próprio povo naquele artefato. Ele era tudo, menos um homem cruel. Além disso, a traição dele foi motivada por ambição. Ele não ganharia nada simplesmente me afrontando. Quanto à Juíza de Grifo, sua inimiga tem razão... eu a mandei atrás de Aires, mas parece que subestimei seu poder. Não imaginava que em tão pouco tempo ele pudesse ter ascendido tanto... bem, cuidarei dele pessoalmente quando chegar o momento. Não se lamente, Mephistofeles... você terá a sua chance de obliterá-la, na hora adequada. Foi sábia a sua decisão de não romper a trégua, já que assim podemos contar com o elemento surpresa. Enquanto Ares pensar que estamos recuando, com medo de nos opor a ele, mais tempo teremos para agir sem sofrer a pressão que as hostes de minha sobrinha estão sofrendo. Nesse momento, você me será mais útil servindo em outra causa, tenente. E então, o olhar desviou-se para Drako. O sorriso tornou-se ainda mais sádico, e o tom de voz, ferino. O Juiz percebeu no mesmo momento que levaria uma baita bronca, embora talvez não soubesse ainda o porquê. Perséfone, que encarava Drako desde que ele havia entrado, desviou o olhar nesse momento. - Então, aqui você está a meu serviço, Drako? Não é o que parece... que avanços fez na tarefa que lhe incumbi? Por que ainda não tive qualquer notícia? Acredito que eu tenha lhe dito que sua missão é a mais imprescindível entre todas! Enquanto você perde tempo com banalidades e trivialidades, nossos inimigos evoluem e se enfrentam. Até agora, a Guerra Santa é entre Ares e Athena. As hostes do Submundo viraram piada. Ou estou enganado? Neste tempo que lhe dei, já recrutou espectros, colocando-os sob o seu comando? Eu lhe darei a chance para se justificar. Em seguida, Hades desmanchou o sorriso e tornou-se sério outra vez, encarando Phantasos com um pequeno aceno de cabeça, mas dirigindo a palavra aos Esqueletos que estavam prostrados diante dele, tremendo de medo. - Jovem Aillie, sente-se comigo, nos braços de meu trono. Você também, Allan. Os meus servos de mais baixa hierarquia hoje olharão de frente para os orgulhosos detentores das mais avançadas súrplices. Talvez vocês se espelhem – ou não – na “competência” dos que estão aqui hoje. O Imperador parecia se divertir com a comoção que causaria com aquele gesto. Provavelmente deixaria seus espectros confusos ou enfurecidos por tal honraria a dois simples Esqueletos, mas a intenção era exatamente essa: perceber quais de seus servos eram levados por esse tipo de emoção. Não demorou muito para que se dirigisse, finalmente, aos três espectros que chegaram por último, além do novo Juiz de Grifo. Inicialmente falou apenas com eles, mas logo ficou claro que seu discurso era para todos. - Benu, Necromante e Esfinge, é bom que estejam aqui. Assim como Mephistofeles e Behemoth, já passou da hora de serem alinhavados em um esquadrão. Sua chegada também é oportuna, Alexander. O Grifo volta a voar mais alto. Temos dois juízes aqui, e pretendo que utilizem esta reunião para se entenderem quanto a isto. Temos uma hierarquia, e ela deve ser respeitada. Muito bem... os juízes terão a palavra, caso queiram falar algo ou se explicar, depois os tenentes falarão e, por fim, estas nobres crianças terão a palavra para dizer alguma coisa. Quero que sejam honestos comigo sobre a nossa situação: o que acham que devemos fazer? Sim, aquele era um Conselho de Guerra, uma reunião geral. Hades, após passar alguns dias apenas observando, havia decidido entrar com tudo na Guerra Santa? Somente os turnos das peças de xadrez do tabuleiro de Giudecca diriam. |
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| Lucian | Jun 21 2014, 03:37 PM Post #14 |
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Lorde da Fobia
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[align=center] [/align]† Um cosmo negro e obscuro se aproximava, causando um medo sem sentido naqueles mais fracos no ressinto. Sombras adentravam o local, vindas de todos os cantos do lugar, começando lentamente a se fundirem e criarem um globo de escuridão. Uma risada nefasta ecoou pelo recinto, explodindo em forma de um cranio com dentes afiados e terriveis, desaparecendo a medida que os segundos iam passando, deixando para trás nada menos que Ikelos, na sua forma humanoide, aquele não era o pequeno Lucian, era um homem de cabelos negros arrepiados, olhos amarelos e afiados como predador, alto, forte, vestindo seu famoso Kamui de Pesadelos, portando em sua cabeça seu elmo com chifres demoniacos. O sorriso de Ikelos que mostrava seus dentes afiados poderia causar medo a qualquer humano que o visse. O deus apertou seus dedos contra a palma da mão, chegando a feri-lo com suas unhas enormes e afiadas como garras. † - IKELOS DE PESADELO ESTÁ AQUI, MEU IMPERADOR, E LHE DIGO! MATEM TODOS! NÃO DEIXE UM HUMANO DE PÉ, NÃO DEIXE UM PULMÃO AINDA RETER AR, NÃO DEIXE A ESPERANÇA EM SEUS CORAÇÕES REINAR. AAAARRRRGGGHHHHH! † O deus olhava diretamente para Hades, por fim curvando-se na presença do mesmo. Ikelos possuia um respeito pelo deus, sendo que o objetivo de ambos era o mesmo, não teria problema algum com ele. Mas só agora que dava uma real olhada no local para absorver rostos novos e relembrar alguns deixados para trás, ah, e reconhecia sim alguns. † - Ah...Desculpe o atraso minhas crianças...Mas o pesadelo chegou. Sssssshhhssss! † Sua língua afiada debatia-se entre seus dentes, imitando o som de uma naja pronta para dar seu bote, o cosmo de Ikelos iria diminuindo aos poucos, ate se acoplar a ele mesmo para não causar transtornos. Eram muitos rostos ali, mas o que ele mais ficou encarando, foi a de Phantasos, nada disse, nada fez, apenas o encarava com seu sorriso sádico e cruel, sempre dando a impressão que iria ter um surto a qualquer instante, como um animal solto. † |
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| Lisianthus de Mephistofeles | Jun 23 2014, 12:43 AM Post #15 |
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Arauto dos Cantos Fúnebres
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[align=right] [/align]Um suspiro profundo e um momento de silêncio foi o que obteve da deidade a princípio. Solene Mephistofeles se manteve, sabendo que a pausa era para que ele recebesse os demais espectros, cujas presenças emergiam uma a uma e rapidamente já acumulavam-se nos interiores do vasto salão ao chamado de seu Imperador. De frente para o deus e de costas para a entrada, Lisianthus não podia vê-los, mas superficialmente identificar algumas presenças – entre esqueletos, celestes e divindades. Delas, a melhor distinguida fora a de Drako, e seu olhar murchou sobre o chão o qual fitava ao senti-lo passar ao seu lado. Foi há pouco menos de um dia que conhecera um pouco mais do juíz de Wyvern... Pensamentos infrutuosos foram interrompidos por um toque trêmulo e amoado em sua mão sobre o chão. Isto atraiu o olhar de Lisianthus, que girou um pouco o rosto em sua direção, apenas o suficiente para perscrutá-la com os cantos dos olhos. A Esqueleto encontrou um sorriso sutil; Lisianthus estava contente em revê-la, e em vê-la teimar contra seus medos – ela tremia e sua energia oscilava, mas ali permanecia, sem fugas ou desconsertos. Isto era notável, embora ainda não suficiente. “Isto se nota, Aillie. Domine-o para não demonstrá-lo, ou abalará de maneira trágica a primeira impressão que teus companheiros e superiores absorverão de ti.” – Seu pensamento voou até a mente dela numa sintonia telepática e nela a espectro soou paciente. Comprimiu discretamente a mão da Esqueleto de maneira a transmitir-lhe firmeza, e então a soltou, para que a donzela a sustentasse por si só. Tudo isto em movimentos mínimos, para que sua mesura respeitosa e servil ao Imperador não fosse prejudicada. Coincidiu este momento com a chegada de um novo indivíduo – novo, também, nas fileiras do Submundo. Este Lisianthus bem reconheceu, e com ele tinha um bom relacionamento. Entretanto, a apresentação do homem frente ao Deus causou-lhe um sobressalto – e descuidando por um breve momento de sua postura, pôs seu rosto de perfil ao lançar o olhar carmesim arregalado na direção dele. Estrela Celeste da Honra, Alexander, o Juíz de Grifo?! Sua visão encontrou o inglês, logo ao lado de Drako, com o distinto suplício de magistrado a abraçar-lhe o corpo. Lentamente a surpresa dissolvia e notável contentação tomava a expressão da Celeste, que retribuía o aceno. Uma promissora surpresa, esta que tivera. Assim, tornou a abaixar a cabeça e a esperar pelo movimento do Imperador. Ele lhe devolvia uma resposta, e seu tom era diferente daquele que antecipara. Alívio tocou a alma da espectro, percebendo que não o havia amargado em sua forma conduzir da missão. Um sorriso sutil, imperceptível, permeou seus lábios. Procurou sorver com a atenção o que ele lhe falava sobre Aires e a legião do Deus da Guerra. - Sim, meu Imperador. Esta serva está pronta para convir aonde desejar enviá-la. Entonou com suavidez, e pôs-se à espera das novas ordens. Era provável que levasse algum tempo para que viessem, dada a magnitude aparente da reunião. Entrementes, Aillie era evocada pelo Imperador sentar-se aos braços do trono e isto causou estranheza na mulher, que abriu os olhos e moveu-os para fitar a deidade com discrição. Brumadas eram tantas das decisões do Imperador – mas foi na própria Esqueleto que a sua atenção e preocupação pousou. Imaginando que a donzela haveria de se aflingir, tocou-a no ombro, antes mesmo que ela tivesse tempo para refletir. “Vá, e mostre o seu esplendor. Tenho certeza que ele há de estar aí, resistindo e debatendo-se embaixo de tanto receio e dúvidas. É uma grande honra este tipo de convite vindo do Imperador.” Disse em seus pensamentos com doçura, procurando imbuir-lhe alguma coragem, e então empurrou o ombro da jovem com gentileza, impulsionando-a para se levantar. Pôs-se a observá-la com assertividade, mas logo desviou o rosto de volta para o chão de maneira que ela não procurasse firmeza em seu olhar e pudesse se manter ali sozinha. Os íntimos de Lisianthus dividiam-se entre a preocupação para com os nervos e desajeitos de Aillie e a atenção para com a pauta do Imperador. A princípio, ante o questionamento peculiar da divindade, Mephistofeles não se pronunciou. Deixaria esta palavra para aqueles mais antigos, seus superiores, e aqueles cujo conhecimento mais maduro a cerca das Guerras Santas e dos reinos divinos pudesse conceber planos mais eficazes. [spoiler=Habilidade] Nome da Habilidade: Telepatia Avançada Descrição: A telepatia comum consiste na transmissão de informações entre duas entidades sem fazer uso de meios físicos e canais sensoriais comuns. Lisianthus é maestra telepata, tanto latente, capaz de transmitir e escutar pensamentos comuns, quanto retrocognitiva, origem da intuição acentuada que possui. E aprimorou esta faculdade de maneira a gerenciar não apenas pensamentos, mas qualquer outro fragmento legível da mente de outrem, como recordações. Se plenamente concentrada e o dono da mente permitir, ela pode ler seus pensamentos profundos e vasculhar suas memórias, ou compartilhar as suas próprias, abrandando pesadelos e recuperando memórias perdidas caso assim seja a vontade desta pessoa. Efeito: Com esta faculdade aprimorada, Lisianthus é capaz de estabelecer uma ponte telepática estreita com indivíduos. Seus efeitos variam de acordo com ônus cósmico empregado e catalisadores como a proximidade ou o toque físico (a cargo da narração). Ela pode comunicar-se com indivíduos, ou reconhecer uma ponte telepática criada consigo por outrém junto à sua fonte. Esta comunicação é quase livre de gastos quando os indivíduos estão suficientemente próximos ou em seu campo de visão, mas com o devido ônus cósmico, ela pode alcançar a mente de um indivíduo que esteja distante, bastando ser capaz de sentir um fio de sua sua energia cosmo. Em qualquer caso, estando a outra parte distante ou próxima, a espectro somente é capaz de manter 1(uma) ponte telepática por vez. Quando concentra-se devidamente, Lisianthus pode catalisar esta ponte, estreitando o seu acesso à mente do indivíduo. Contudo, este estreitar depende diretamente do nível de aceitação do indivíduo à presença da mulher em sua mente, criando efeitos apenas com aqueles que de fato permitem a sua permanência e que tenham Rank cósmico até S-. Neste nível, Lisianthus tem acesso a estímulos que transitam pelo cérebro do indivíduo como se fossem seus próprios, compartilhando não apenas seus sentidos, mas suas próprias recordações. É um processo pouco cansativo, mas que somente funciona sob a plena concentração da espectro. Uma pequena distração, como um som muito agudo ou um simples toque inusitado, é suficiente para trincar a conexão. Tangir memórias, contudo, depende não apenas da plena concentração, gasto cósmico e permissão, mas do toque físico constante com o indivíduo. Ela poderá então compartilhar memórias puras, da exata forma como foram gravadas em sua ocorrência. Lisianthus pode transmitir as suas lembranças livremente, independente do Rank cósmico do indivíduo; contudo, para acessar memórias alheias, o consentimento do dono é necessário, bem como ele ter rank cósmico até S-, ou a mulher nada verá além de brumas. Caso o indivíduo abra o seu espírito plenamente para a espectro, ela poderá tocar mesmo aquelas memórias que o tempo ou um trauma cuidou de ocultar no fundo de sua mente, e então recuperá-las. [/spoiler] |
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[align=center] Ação • Fala • Pensamento Ficha[/align] | |
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| Drako de Wyvern | Jun 23 2014, 04:37 PM Post #16 |
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O Rel�mpago Vivo!
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Em sua postura de sentinela permaneceu, observando atentamente cada novo recém chegado, alguns já havia encontrado, outros conhecia apenas de nome, e para cada um deles, manteve a sua expressão séria costumeira. No entanto, foi o Juiz de Grifo que mais lhe chamou a atenção. Não sabia que um novo usuário daquele Suplício já havia sido eleito, uma grata surpresa, já que a sua presença revelava que o exército de Hades estava se recuperando. Ouviu as palavras de Hades com a devida atenção, tomando nota mentalmente de cada indício do que o Imperador pretendia. Quando viu os olhos do Senhor dos mortos direcionando-se para si, engoliu seco, imaginando o que aquele sorriso sádico lhe preparava. Ouviu, enrijecendo ainda mais seus músculos e deixando que seu rosto fosse tomado por um ar de espanto. Sinceramente, não entendi o motivo de Hades lhe chamar a atenção em uma reunião como aquela, ainda mais quando sua missão parecia impossível, seguir o rastro de alguém que nem mesmo o Imperador fazia ideia de onde estava... Uma vontade louca de confrontar as calunias de seus senhor explodiu em seu peito. Mas conteve-se o melhor que pode para não revelar o que se passava em sua mente. Hades era sádico, e parecia gostar de brincar com a competência de seus servos. Tinha que entender isso, esse era o seu novo senhor... Deu um passo à frente e deixou que sua voz inabalável mostrasse a todos que não estava com medo, medindo as suas palavras no máximo que sua ousadia lhe permitia. O que tivesse que acontecer, aconteceria... - Perdoe-me a ousadia senhor! – Ajoelhou-se ainda em sua posição atual – Mas não estou a desperdiçar meu tempo com banalidades! Não há um segundo sequer desse único dia que não me empenhei em cumprir com a missão que me foi dada! Mas infelizmente, a falta de pistas não me permite agir! Enquanto espremo cada detalhe que possa me indicar uma direção, estou a selecionar os Espectros que seguirão comigo na missão quando o caminho se revelar! – Voltou a se levantar, agora fazendo contato visual com Hades - Tiryaki de Benu, meu Imperador! É a partir de agora meu subordinado direto. Um guerreiro de coragem e valor! Caminharás comigo a bem de sua vontade, um Espectro que tenciono transformar no algoz de nossos inimigos... Para essa missão, pretendo levar apenas dois Espectros Celestes, julgo ser suficiente, devido ao fato de nossas fileiras ainda não estarem completas! O Espectro de Behemoth! Já o deixei ciente de quando a hora chegar, posso vir a convocá-lo... Lisianthus de Mephistofeles! – Drako desviou seu olhar de Hades para Mephisto, imaginando que ela o tivesse encarado após ouvir o seu nome ser pronunciado! Nesse momento, o russo sorriu para ela, um sorriso de interesse, de cobiça! Logo, quebrou o contato visual, voltando a olhar para o Imperador do Submundo. – Ela tem a opção de escolha de me seguir, meu Imperador! Se a sua vontade for, torná-la-ei minha subordinada direta, assim como o Espectro de Benu! – Recuou um passo, voltando a sua antiga posição - Entre esses três, escolherei os dois que me seguirão na missão que tu me deste... meu Imperador! – Seu punho direito se deslocou até a altura de seu coração, e então uma nova mensura fora feita em sinal de respeito ao seu suserano. Calou-se mais uma vez e aguardou uma possível retorica de Hades, respondendo se isso lhe fosse permitido. A ação do Imperador em convocar os Esqueletos para o seu trono, em nada afetou o Espectro de Wyvern, que observou com olhos frios o caminhar de ambos. Aquilo não significava nada para Drako, tirando, é claro, a confirmação de que Hades não se cansava de provocar os seus fiéis súditos. Com um senhor como aquele, sabia que o seu inevitável futuro não tardaria... Por fim, Hades deu a voz aos Espectros, indicando os Juízes, a serem os primeiros a se manifestarem. Drako fitou o Juiz de Grifo, imaginando se ele desejava se pronunciar primeiro, mas instintivamente, acabou dando um passo à frente. Se era pra ser honesto, esse era o momento para expor sua vontade. - Quanto aos Espectros que estarão sob o meu comando, mantenho os nomes que anunciei mais cedo. Contudo, gostaria de ouvir a opinião do Juiz de Grifo! – Expos sua vontade, olhando firmemente o outro Juiz, em seguida, virou-se para Hades, e continuou – Permita-nos mostrar nosso valor em batalha, meu Imperador! Sei que tenho uma missão a cumprir, mas recuperar as almas que lhe foram roubadas pode ser a prova que desejavas! Para nós seria melhor que o exército de Ares e Athena se confrontassem, e se enfraquecessem mutualmente. Mas para a ousadia de Ares, um preço deve ser cobrado. Deixe que seus Espectros invistam com força contra eles, pois se Ares roubou as almas de Égina, nada o impede de cometer esse crime novamente... Com o relatório de Mephistofeles, está claro que eles querem esconder algo de nós! Recuou, ainda com vontade de falar, mas controlou-se, percebendo que era cedo para falar de estratégias ou pedir para ser a espada de Hades. Pois Drako estava ansioso para mostrar o seu valor, e mais ansioso ainda para mostrar seu valor em batalha! |
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[align=center]No Pain! No Gain! Xx.Ficha.xX [/align]
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| Alexander de Grifo | Jun 23 2014, 10:16 PM Post #17 |
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As Asas da Justiça
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Aos poucos o grande salão de Giudecca deixava seus tons de serenidade intocada, para ser manchado com as energias dos diferentes tipos de espectros presentes no submundo. Alguns mantinham uma postura defensiva, até mesmo demonstrando certo medo, enquanto outros se mostravam muito seguros de si. Era possível observar desde a mais rasa hierarquia, até o mais alto escalão de Hades. Todos juntos, por um único propósito. Hades, outrora cheio de sentimentos negativos, agora mergulhava numa serenidade impossível de decifrar. Seus olhos pareciam penetrar no fundo da alma de cada um de seus servos. Não havia como esconder nada do Imperador, ele parecia estar jogando um grande jogo psicológico com aqueles que atenderam a seu chamado. Sua voz era firme e direta, por vezes soava gentil e motivadora, por outras vezes parecia afiada como uma adaga. Alexander, por sua vez, se mantinha atento às variações dos cosmos, em respostas às atitudes de Hades. Para a surpresa de muitos no salão, o Rei Infernal, convocou os dois esqueletos presentes a se sentar, bem próximo a ele, em seu trono. Imediatamente os olhos do Inglês correram aos pequenos espectros, observando as suas reações; para finalmente olhar novamente o seu Imperador. Ainda que não demonstrasse nada, externamente, seu coração se sentiu extremamente realizado. Realmente, o Deus dos Mortos era um homem incrível, dando motivação até mesmo aos seus guerreiros de menor poder. Claro, que no fundo suspeitava que isto, também, era forma de quebrar a arrogância dos Espectros de alta patente. Seus jogos psicológicos eram de uma profundidade que podia confundir até mesmo a mente do astuto ex-general. Por fim, o Imperador, revelou o principal motivo daquele chamado. Era hora de falar de Guerra! De acordo com a hierarquia submundana os Juízes tinham prioridade, na hora de expor suas ideias. Por alguns instantes Alexander se viu paralisado, sem saber muito bem o que falar; era claro que deveria dar uma sugestão, devido a importância de seu cargo, mas não se sentia preparado, pois acabara de receber seu traje. Por sorte Wyvern se adiantou e tomou a palavra. Sua voz era firme e decidida, deixando claras as suas opiniões, por vezes parecia até ser muito ousado na forma de falar, o que surpreendeu o Grifo. Algumas ideias de Drako se equiparavam aos intentos de Alexander, porém outras divergiam completamente. Quando chegou a vez do Inglês ter a palavra ele respirou fundo e se pronunciou, num tom de voz audível a todos, porém com uma voz mais suave, quase melódica. - Bom, acabo de receber minha Surplice, porém já tenho alguma experiência em cargos de alta hierarquia em exércitos. Pude aprender, com o passar dos anos, que a melhor forma de vencer uma guerra é fazer com que outros lutem as nossas batalhas. – Enquanto falava procurava olhar os olhos de todos no salão, um por um, tentando fazer com que eles criassem um elo de confiança com suas palavras. – Nós bem sabemos que Ares tem investido contra Athena. Pelo histórico de Guerras Santas anteriores podemos prever quem sairá vitorioso deste embate... – um pequeno sorriso tomou seus lábios, soltando uma pequena frase irônica – Nossa querida Athena. O Grifo deixou alguns instantes se passarem, antes de prosseguir com seu discurso. Ele pretendia que os próprios espectros começassem a formular hipóteses, sobre como se favorecer da situação. - Ares deve ter calculado isto, certamente. Talvez se nós sugeríssemos uma aliança a Ele, fossemos absorvidos com avidez. Claro que Ele apenas estaria interessado em nosso poder, nos traindo na primeira oportunidade que tivesse. – Sua voz foi ficando mais grave, dando a impressão de criar expectativa a cada nova palavra. – Sobre isso podemos nos antecipar, vazando informações para Athena. Desta forma ela que irá se expor em batalhas... Também ganharíamos um pouco da confiança dela, afinal ela parece acreditar que todos podem mudar. Sutilmente o espectro se voltou para Hades, lhe fazendo uma reverência – Ares tem, em sua personalidade, uma grande impulsividade e um grande orgulho de seu poder. Se usarmos as pessoas certas para falar com ele, podemos nos usar da ganância do Imperador Vermelho, para atingir nosso objetivo. Pelo que pude perceber aqui, temos espectros altamente qualificados na área da manipulação. Quanto ao lado da Deusa da Sabedoria, nos temos informações que ela tem sofrido com as investidas do Deus da Guerra, ela, por outro lado, apenas deseja restaurar a paz da Terra. Sugerir uma aliança, poderia significar o fim de um dos conflitos mais antigos, desde a era mitológica. Para tanto, devemos conquistar a confiança dela, isso vai levar tempo, mas creio que o desejo de findar as guerras santas, vindo dela, vai acabar por falar mais alto, cegando-lhe um pouco o bom senso. - Novamente, se voltando a todos do salão, a voz do Grifo, se elevou, demonstrando extremo vigor. - Minha proposta é manter a aparente trégua, optando por um jogo triplo; se Athena e Ares lutarem, ambos lados ficarão enfraquecidos, facilitando nosso lado. Creio que nosso exército precisa de um pouco mais e tempo para se consolidar. Se possível eu gostaria de um tempo para conversar com os demais espectros e ver quem gostaria de seguir a mim. Claro, os que ainda não estão seguindo ao Wyvern. |
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| Aillie de Esqueleto | Jun 24 2014, 12:17 AM Post #18 |
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O lado humano de Aillie mandava que ela saísse correndo dali, era o instinto de sobrevivência agindo, era fraca perante tantos guerreiros fortes e poderia acabar morrendo se fizesse algo de errado, mas, havia sido convocada e não podia fraquejar, tinha uma mentora a quem devia honrar e também tinha que provar que era capaz de superar seus medos, para assim um dia, talvez ser um espectro de verdade assim como os que ali estavam. Sua mão tocou sem jeito a de Lisianthus e, ao perceber aquele sorriso, Aillie ficou um pouco aliviada, na realidade, se sentiu segura, acreditando que Lisianthus não deixaria que fizessem mal a ela. ''Eu estou tentando, mas essas energias são fortes e agressivas demais..." Quando teve sua mão solta, Aillie fechou o punho fortemente e conseguiu, a grande esforço, parar de tremer, mesmo que sua energia ainda oscilasse, não ia demonstrar tão facilmente que estava desesperada por ficar perto de seus superiores, todos eles na realidade. A esqueleto se manteve naquela posição enquanto os outros se apresentavam, quando ouviu seu nome ela levantou a cabeça e se surpreendeu, não pensando que teria tal honra. O cosmo de Hades era de fato, forte e assustador para ela, mas agora já estava começando a se acostumar com ele, mas seria estranho sentar tão perto do Imperador. Antes que fizesse qualquer movimento, sentiu a mão de Lisianthus em seu ombro. "Sim... Eu não esperava por isso. Mas cheguei até aqui, atravessei o inferno, tenho que mostrar quem eu sou realmente, ou pelo menos, aquilo que posso ser." Aillie se levantou após o empurrão leve de Lisianthus e se encaminhou até o braço esquerdo do trono de Hades. Pela simbologia do lado direito, não se atreveria a ficar ali a menos que provasse de fato ser digna de tal local, ficaria satisfeita em ficar onde estava. Seu corpo já não era mais o de uma criança, por isso, assentou-se mantando as costas apoiadas e as pernas giradas, ficando com elas para fora e pode então olhar a todos ali, seu olhar focou cada espectro, eram pessoas tão diferentes. Levou a mão a garganta e fechou os olhos, queria poder falar, mas com seu cosmo oscilando como estava, era melhor fazer isso apenas se fosse extremamente necessário. Com as mãos apoiadas no colo e os olhares variando entre aqueles que falavam, Aillie ali permaneceu. A chegada de uma entidade a incomodou de fato, era, sem dúvida alguma, o Senhor dos Pesadelos, sua própria aura mostrava isso e Aillie sentiu um forte arrepio na espinha e quase se desequilibrou, mas por sorte estava apoiada pelas pernas, uma gota de suor caiu de seu rosto e só, ficou acompanhando o que seguiria, não tinha de fato, o que falar. A única coisa que chamou a atenção de Aillie foi o fato de Wyvern intimar Lisianthus a ser sua subordinada direta, isso queria dizer que, para não ter problemas, ela também teria que ser, mas será que um homem como aquele a aceitaria? Bem, Aillie desejava que sim, gostaria de poder mostrar o treinamento que recebera de Lisianthus e que estava se tornando uma boa guerreira. |
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[align=center] - Fala - | "Pensamento" | Narração[/align] [align=right] ![]() -Ficha-XXXX [/align] | |
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| Tiryaki de Benu | Jun 24 2014, 08:38 PM Post #19 |
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Três eram as novidades naquele salão para o guerreiro Maori. A primeira delas era a figura postada ao lado do Imperador, uma alma bela de aparência, porém detentora de uma angústia lancinante. Não se pronunciara, não lhe fora dada a palavra, não lhe fora feita menção alguma, então para Benu não passava de uma possível fonte de saciedade para a sua Fome. Fora completamente ignorada por Tiryaki desde o momento de sua entrada e sua constatação primeira e que fora alimentada pelos ocorridos. A segunda, tratava-se do Juiz de Grifo que se apresentava diante de todos em um momento muito oportuno. Fora uma entrada modesta e digna. Benu acompanhou seus movimentos até que ele postou-se ao lado de Wyvern. Drako que por sua vez fora veementemente repreendido por Hades. O Imperador tirou algumas conclusões precipitadas acerca da missão dada para ele e rotulou-o sem qualquer pudor como um incompetente na frente de todos. Aquilo incomodou Benu em demasia. Hades não demonstrava ser o tipo de líder que Tiryaki aceitava com facilidade. Muito diferente de Wyvern, que vinha se mostrando digno da liderança que exercia perante os demais Espectros. Os olhos do Benu fixaram-se na deidade enquanto ele tecia aquelas palavras ácidas. Estreitos por entre as grossas sobrancelhas, pareciam até mesmo querer repreender aquela atitude completamente desnecessária, na opinião do Maori. Entretanto, tratou de conter seu cosmos e o seu ímpeto, pois já havia aprendido que a sua opinião de nada valia naquele salão até que ela fosse convocada. O fato dos Esqueletos serem chamados por Hades a frente daquele grupo também não incomodou em nada o guerreiro Maori. A posição deles dentro daquela hierarquia pouco importava para Tiryaki, muito menos a posição deles naquela reunião. O que importava mesmo era o que eles podiam fazer. Assim sendo, ignorou-os de igual maneira, somente achando cada vez mais que o Imperador que defendia tinha hábitos deploráveis e uma maneira de agir completamente equivocada. Mas ainda assim, seus ideais eram dignos e não cabia ao Espectro da Violência julgar ou não as ações de Hades. E assim permaneceu, contrariando seus instintos até que o próximo subordinado do Deus dos Mortos adentrou o salão e mudou o foco de Tiryaki. A terceira novidade a se apresentar, fora o barulhento Deus dos Pesadelos. Uma criatura desprezível, arrogante e presunçosa em primeira vista. Demonstrava explicitamente suas desavenças com os humanos, os quais formavam boa parte da horda de guerreiros que se postavam diante dele. Tecendo comentários pouco produtivos para a ocasião e para a atual situação. Da mesma forma que a primeira, foi completamente ignorado por Benu. E de certa forma lhe fora útil para que Tiryaki voltasse sua atenção ao que realmente importava e encerrasse com seus rótulos acerca dos presentes. Ao que se seguiu, Drako tomou a palavra para si. A voz trovejante do Juiz percorreu o salão e mostrou mais uma vez para Tiryaki o motivo pelo qual o Espectro de Violência havia concordado em segui-lo. Ao ouvir seu nome citado, Benu finalmente ergueu o tronco e a cabeça, ainda permanecendo ajoelhado e acomodando o cotovelo no joelho que permanecia erguido. Mirava diretamente para Drako com seus olhos firmes e convictos naquela decisão que era exposta por ele, mas que pertencia ao guerreiro Maori. Dessa maneira continuou até que o discurso de Wyvern não lhe fizesse mais menção para retornar, logo após, a postura que antes mantinha. Permaneceu calado até que ambos os Juízes finalmente dessem o parecer sobre a pauta daquela reunião. O guerreiro Maori concordava com cada palavra dita por Drako. A estratégia de manter-se alheio à batalha para o enfraquecimento de seus adversários era de fato muito interessante. Mas isso não significava que não estivéssemos no embate. Precisávamos mostrar força! Não abaixaríamos a cabeça para afrontas. O Submundo precisava ter o controle da situação, mas não precisava anuncia-lo. Benu se erguia calmamente dentre os demais Espectros. Uma breve olhada para os lados para confirmar se nenhum outro se adiantava para tomar a palavra e constatando que não, voltou seu olhar para o Imperador. – Benu, A Estrela Celeste da Violência... – Iniciou com a sua voz grave e bem tranquila. – Sinto que terei de discordar do nobre Juiz de Grifo em determinado ponto de sua estratégia. – Tiryaki voltava-se para Alexander e com uma breve reverência encontrou o seu olhar para logo em seguida prosseguir com o seu comentário e retornar sua atenção a Hades. Não creio que esse jogo de aparências seja uma ação segura, eficaz e muito menos digna de seu nome, meu Imperador. De fato, é muito proveitoso para nós que Athena e Ares entrem conflitos e se enfraqueçam, mas não é do meu agrado rastejarmos por uma aliança completamente desnecessária com Ares ou Athena. Mesmo que seja somente um jogo de aparências para tomarmos algum tipo de vantagem. É um risco desnecessário. Iremos expor nossos guerreiros e também corremos o risco de submeter-nos à vontade do inimigo em muitos momentos para que essas aparências sejam mantidas. Vejo muito mais vantagens no que foi apresentado por Wyvern. Vamos mostrar que nenhum Deus, seja qual for, pode manipular as almas que estão destinadas ao Submundo e sair impune! Não existe impunidade para Hades! Tudo tem um preço e nós iremos cobrá-lo! E acredito que essa deva ser nossa única intervenção nessa guerra por enquanto. Devemos nos proteger e nos fortalecer enquanto o inimigo mostra suas garras e se enfraquece. Não estamos nessa guerra para participar dela, estamos aqui para vencê-la! Ao terminar seu discurso, Tiryaki repetia o gesto realizado por Drako. Bateu com o punho fechado em seu peito e novamente voltou a assumir sua mesura diante de Hades e dos demais. |
![]() [align=center]Ficha[/align] [align=center]Narrativa ~ Pensamento ~ Fala[/align] | |
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| Alexander de Grifo | Jun 26 2014, 02:25 PM Post #20 |
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As Asas da Justiça
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Dentre os celestes, Benu fora o primeiro a se manifestar, iniciando sua fala de forma respeitosa a todos. Porém, ao prosseguir seu discurso parecia tecer uma dura crítica ao plano de Alexander; a princípio o Inglês pareceu não se importar, mas ao ver que suas palavras estavam sendo distorcidas a fera, em sua alma, despertou. - Desculpe, mas vou ter de retomar a palavra... – Disse o Juiz, se dirigindo diretamente ao Imperador. – Creio que minhas palavras não foram suficientemente claras, o que deve ter gerado confusão em alguns. – Desta vez sua voz não soava de forma tão suave como antes, embora suas feições continuassem tranquilas, sua aura benevolente se dispersou, dando lugar a uma energia imponente, digna de sua patente. - Eu não disse, em momento nenhum, que nós vamos rastejar aos pés de Ares! Eu disse que deveríamos manter uma aliança, não um acordo de submissão. Vou explicar a diferença. – antes de prosseguir, soltou um breve suspiro sarcástico – Em uma aliança, os dois lados tem autonomia a fazer o que bem entendem, contanto que não prejudique o outro lado, claro. Não seriamos forçados a lutar por Ares, apenas não poderíamos lutar contra ele e vice-versa. Na minha visão, medir forças com o Deus da Guerra, neste momento, é muito mais arriscado. O Grifo, lentamente, deu alguns passos para a frente, chegando mais próximo dos Celestes. Olhava nos olhos de cada um, demonstrando que a atenção deles era muito importante neste momento. – Quero deixar um pedido, a vocês, expressem as suas opiniões, com o máximo de sinceridade. Apenas evitem distorcer a fala dos demais... Somos um time, tenho certeza que a decisão que será tomada pode não agradar a todos, mas vamos fazer isto de forma justa! – Ao fim de sua frase retornou ao seu posto inicial, mantendo o olhar fixo em Hades. |
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| Allan de Esqueleto | Jun 26 2014, 04:24 PM Post #21 |
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O espírito do mal
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O convite do Imperador fora inesperado. Perplexo, Allan ficou sem reação até a chegada do deus dos Pesadelos, Icelos. O medo invadiu seu coração de maneira tão avassaladora que ele vacilou e curvou-se um pouco mais para esconder seus olhos arregalados. Era compreensível, afinal, a diferença de poder entre os dois era absurda, impossível de ser ignorada por um mero esqueleto. Com muito esforço, Allan rapidamente reconquistou sua postura e fechou os olhos, murmurando em seus pensamentos palavras que o acalmariam, mas o medo somente o deixou quando aquele homem diabólico reprimiu seu cosmo. Phantasos provavelmente o puniria por aquela brevíssima demonstração de fraqueza. Quando viu Aillie se dirigindo para o Imperador, o esqueleto deu uma olhadela para Phantasos e a seguiu. Diferente de todos ali, não tinha noção de "braço direito" ou "braço esquerdo" ou qualquer significado simbólico do tipo. Como Aillie ficara do lado esquerdo, nada mais normal do que tomar o lado oposto, o direito. Fez uma mesura para Hades, como que "pedindo licença", e ficou ao lado direito do trono. Achava ousadia de mais sentar nos braços daquela cadeira, mas o faria se o Imperador fizesse qualquer menção de que devia ser obedecido ao pé da letra. Assistiu a breve troca de argumentos entre os juízes e espectros e tudo que pensou foi em sua antiga vila. Era fora levada a ruína do mesmo jeito. Suspirou com certa tristeza, mas não ousou dar uma opinião. O plano de Alexander em muito se parecia com tudo que Phantasos lhe ensinara até agora e, conhecendo sua própria fraqueza, era mais adepto dele. Contudo, assim como Drako, achava que não era exatamente um plano digno da magnificência que Hades demonstrava ter. |
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| Behemoth Heféstion | Jun 26 2014, 06:50 PM Post #22 |
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Executor
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//OFF: EDIT - post saiu junto com do Drako, por favor considerem esse post DEPOIS do post abaixo. (Se algum moderador puder mover, agradeço) Behemoth pouco se movera desde que ajoelhou. Apenas demonstrou respeitosamente ouvir cada um ali. Depois da fala de Wyvern, o espectro na armadura escarlate se levantou, expondo a bestialidade que ornava aquele traje mitológico. Seu cosmo estava contido, embora guardasse em si grande hostilidade. Os olhos de brilho amarelo lançaram um olhar frio de seu senhor a seus juízes, e espectros - parecia ignorar os esqueletos enquanto racionalizava. Sua voz soou, grave e não muito alta, rouca, expelindo com os tons um frio invernal. Ele parecia gesticular, como um fantasma de um general que um dia talvez tivesse sido. - Sou de uma opinião simples, imperador, juízes, espectros... Conto como uma vasta experiência sobre guerras, do tempo em que os deuses ainda eram adorados por todos os homens, e bem me lembro de um ditado: em uma briga entre grandes generais, o que conta vitória é o tempo. Contra Ares, o deus dos generais, creio estarmos atrasados. Mas bem sei, a Morte é que triunfa sobre a Guerra. Temos, finalmente, força e espectros suficientes para colhermos bons frutos, de um embate bem posicionado. Os olhos inteligentes miravam seus senhores, com uma expressão sugestionante e educada. Parecia disposto a comentar, depois do comentário de Grifo. - Ares pouco deve esperar uma investida, apesar do protocolo da vingança. Ele sabe da cautela com que agimos e sabe que não atacaríamos em baixo número. Se nós o surpreendêssemos com uma investida, o que poderia envolver arriscar muito, podemos obter grande sucesso. Mas isso precisaria ser feito tão imediatamente quanto assim descobrirmos onde está seu exército e acharmos um ponto de vulnerabilidade. Quero dizer que o plano de Drako de Wyvern me parece de grande eficiência.... se for possível que seja tomado imediatamente, antes de Ares se recuperar. - Mas se nos delongarmos um pouco mais, as astúcias de Alexander de Grifo me parecem preciosas. Embora... eu duvide seriamente que seja do interesse de Ares promover outra luta dois contra um, contra sua irmã. Contar com isso pode ser mais arriscado do que uma rápida investida, meu bom Juiz. - Por fim, reitero a terceira opinião: conquanto for possível manter a batalha entre Athena e Ares, aumentamos nossas chances, mas cogitar um jogo duplo contra essas divindades pode fazer esse jogo se virar contra nós. Notou que falara bastante, mas pediu mais um instante, gesticulando em agradecimento com as mãos. - Como solução mais simples, imediata e segura, suponho ser a captura de agentes de cada um desses lados, para que possamos interceptar seus planos e adequar nossa estratégia, uma armadilha seria suficiente. Minha humilde opinião, oh senhores. Com isso, calou-se, dando ouvidos aos outros da reunião. |
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| Drako de Wyvern | Jun 26 2014, 06:50 PM Post #23 |
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O Rel�mpago Vivo!
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Drako ouviu com satisfação as palavras de Tiryaki, cada vez mais estava satisfeito de ter escolhido aquele Espectro para fazer parte do seu ciclo pessoal. Corajoso, audacioso e insubmisso, qualidades perfeitas de um guerreiro... Eis então que o Juiz de Grifo voltou a se pronunciar, quando antes já tinha exposto o seu ponto de vista. Ele parecia um Espectro inteligente e promissor, mas de pouca iniciativa. Toda aquela “paz” aparente era entediante, agora que a oportunidade de tomar a iniciativa tinha surgido, Drako estava ansioso em fazê-lo. Esperou que o Juiz de Grifo terminasse seu argumento - quando antes apenas ouvia, mantendo seus olhos sempre sobre ele - e deixou sua voz soar antes que algum outro Celeste tomasse a palavra! - Você acertou o ponto, Juiz de Grifo! Alianças são possíveis contanto que não prejudiquem o aparente aliado! – parou alguns instantes e olhou na direção dos Espectros restantes - Eis que Ares cometeu um crime contra a vontade do Imperador. Nós já tínhamos uma aliança, essa foi corrompida pela ambição do deus da guerra! Agora já estamos a caminhar no gume da espada. – Virou-se novamente para o Grifo, com olhos cheios de ousadia - Cabe agora saber quem será o primeiro a fazer o movimento de ataque! Pois Ares esconde algo de nós, e pelo que sabemos, nada impede que isso seja um ataque contra nós! Além é claro, que um crime contra o nosso Imperador não pode sair impune... Virou seu olhar para Hades e ensaiou um pedido de desculpas com a cabeça, curvando-a em sinal de respeito. Estava se desculpando por ter falado novamente, mas tinha que expor a contradição no plano de Alexander. Para seguir aquele tipo de pensamento, Hades teria que se rebaixar a Ares, mantendo-se frio e engolindo seu orgulho, pois claramente Ares já o traiu, e certamente o trairia de novo. Assim retornou ao silêncio, aguardando ouvir os demais se manifestarem. |
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[align=center]No Pain! No Gain! Xx.Ficha.xX [/align]
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| Lisianthus de Mephistofeles | Jun 26 2014, 11:39 PM Post #24 |
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Arauto dos Cantos Fúnebres
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[align=right] [/align]Lisianthus manteve seu fito vigilante sobre Aillie, e a falta de desajeitos da Esqueleto, enfim, trouxe um sorriso sutil para seu rosto. Seu coração descansou ao vê-la sentar-se com delicadeza e pompa aos braços do trono do Imperador. Aillie parecia enfim começar a se adaptar aos desafios e trejeitos daquele novo mundo, e isto renovava em Mephistofeles algumas esperanças quanto a um futuro promissor para a Esqueleto. Entrementes, Drako se explicava. A carregadora de almas teve sua atenção tragada de Aillie quando subitamente ouviu seu nome ser entonado pela voz trovejante do juíz de Wyvern, e um franzir de cenho denotou sua imediata atenção e certo desconforto. Podia sentir o olhar desejoso do dragão queimando sobre si, mas ele não fora retribuído – como de praxe desde a última vez em que se encontraram, por algum motivo Lisianthus não olhava para Drako diretamente ou nos olhos. Mas ela comprimiu os seus próprios e pareceu imergir em profundos e obscuros pensamentos após o “convite” do meretíssimo, sem nada externar sobre. Cabia ao Imperador decidir onde suas habilidades seriam melhor alocadas. Cabia à espectro esforçar-se para atendê-lo da melhor forma possível. Atentou-se então ao debate que se iniciou, ouvindo com atenção os diversos pareceres. Os quatro indivíduos aparentavam experiência e compromisso com a vontade de servir; entre um discursar e outro, algo ocorreu na espectro e esta trouxe uma mão ao queixo, tocando-o entre polegar e indicador flexionado enquanto os ouvia e refletia. - Ainda assim, perpetrar esta captura sem conhecer a fundo os atributos e as artimanhas de ambas legiões é um grande risco. Seríamos surpreendidos caso Ares ou Athena revelassem algum modo de rastrear os seus, logo de início. Falhemos, e teremos não apenas um, mas ambos os deuses em nosso encalço... Foi em resposta direta ao Behemoth que a voz afável de Mephistofeles abriu caminho em um notável contraste com as demais e se manifestou – mais como um pensamento alto a princípio. O olhar escarlate então apontou sombrio na direção dos três, que estavam próximos. - Não é possível afirmar com certeza quem foi o responsável pelo desvio das almas apenas com as observações que colhi na visita a Égina. Sabemos que Ares lançou o ataque ao reino, mas uma terceira entidade suficientemente ardilosa, furtiva ou mais poderosa do que o Deus da Guerra poderia ter tomado as almas. Ele também está livre das suspeitas do assassinato da juíza de Grifo, cuja autoria o Imperador atribui a Aires, o deposto juíz de Garuda. Há também por desvendar o motivo certo pelo qual Ares investiu contra Égina - uma província ligada ao Inferno pelo rei que teve, mas isto pode ser uma coincidência. Sem estas respostas concretas, ainda é prematuro afirmar que há uma ofensa de Ares contra o Imperador Hades. A berseker que me recebeu em Égina mencionou ter recebido ordens para não romper a trégua, e não me hostilizou prontamente. Se Ares preza por este armistício, não haveria de raptar as almas do Submundo - não de maneira tão tola, em um território tão próximo aos olhos do Imperador. Fechou os olhos então, procurando organizar melhor as respostas. Inexpressividade guiava suas feições e tom, cuidadosa para que nenhum de ambos transmitissem mais do que o cunho analítico que desejava. - Eu concordo com o excelentíssimo juíz de Grifo: nosso exército ainda precisa de tempo para se estabelecer. Temos poucos espectros aqui reunidos, e uma indumentária de juiz por preencher desde a deserção de Aires. Além disso, o Submundo é um dos planos primordiais e de fundamental importância para a esfera terrestre: para cá os mortos convergem e aqui recebem expurgo. Temos uma finalidade maior, não a podemos prejudicar. Por isso, eu apoio a sugestão do espectro de Benu: defender e fortalecer. Perseguir estas respostas e outras informações que nos faltam. Não temos um motivo sólido que justifique o avanço imediato do nosso exército à guerra, até que se prove a culpa de Ares. Faltam-nos dados de inteligência mais precisos sobre nossos supostos adversários - número, atributos, locais, intenções e limitações. Com tudo isto em vista, uma posição neutra ainda me soa a opção mais cautelosa e correta. O Submundo já têm travado uma guerra consigo próprio, com traidores e tantas baixas. Precisamos focar em nós. |
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[align=center] Ação • Fala • Pensamento Ficha[/align] | |
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| Hades | Jul 2 2014, 07:55 PM Post #25 |
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Hades pareceu aborrecido com a chegada espalhafatosa de Ikelos, mas controlou-se para não demonstrar isso mais do que o necessário. Em vez disso, fez um gesto com a mão, indicando que Ikelos se posicionasse adequadamente, mas sem dar-lhe muita atenção. -Ikelos, sua chegada é incrivelmente conveniente. Eu o coloco sob a serventia de Alexander de Grifo. Ajude-o no que ele necessitar. O Imperador sabia que sua ordem acabaria um pouco com a "graça" do deus dos pesadelos. Após breve discussão entre os juízes e os espectros, Hades voltou a encarar Drako, novamente de modo "assassino", sem dar-lhe trégua. - Falta de pistas? E o que lhe impediu, servo meu que se move na velocidade da luz, de procurar estas pistas? Falhou na tarefa de conhecer bem teus comandados... caso contrário, saberia que Lisianthus tem muito mais a oferecer à missão que lhe dei do que quaisquer outros. Tiryaki de Benu e Behemoth, vocês estão, a partir de hoje, subordinados a Drako de Wyvern. Era incrível como Perséfone permanecia impassível diante de tudo aquilo, como se apenas existisse naquele local como mera decoração. Já Hades, com um movimento rápido de pescoço, virou-se para o novo juiz de Grifo. - Alexander de Grifo, você precisa escolher seus servos, mas desde já informo que os deuses dos sonhos estarão ao seu dispor, por minha ordem. Já que sua intenção é mais diplomática e manipulativa, acredito que eles sejam de sua serventia. Assim também ocorrerá com Remy de Necromante e Benoite de Esfinge, que devem informar a Hypnos da minha decisão. O Deus do Sono cooperará se necessário. Por um momento apenas, fitou os dois esqueletos, que pareciam tremer de medo. Achou graça naquilo, e tentou reconfortá-los, sendo o mais gentil possível em seu falar. - Vocês dois, Aillie e Allan, diferentemente dos demais, poderão escolher livremente a que juiz se filiarão. Escolham sabiamente, contudo. E finalmente ele voltou seu olhar a Lisianthus, que havia sido a mais ponderada entre os espectros até então. O olhar de Hades transmitiu a Mephistofeles naquele momento algo que ela jamais esqueceria: uma sensação de confiança absoluta. E sua voz, em tom grave e carregada de cerimônia, se fez ouvir por toda Giudecca. - Lisianthus, você está encarregada oficialmente tanto da busca por Perséfone quanto da busca pelas almas que foram furtadas de Égina. Drako de Wyvern e Alexander de Grifo devem servi-la conforme você precisar, mas você os guiará. Suas habilidades são únicas e, se bem utilizadas, certamente nos trarão o sucesso destes empreendimentos. Eu acreditava que esse direcionamento fosse dispensável, mas aparentemente meus generais ainda não conseguiram avaliar seus subalternos adequadamente. Drako e Alexander, sirvam-na enquanto estas missões durarem. Ela está hierarquicamente superior a vocês neste momento. Desrespeitar isto será considerado alta traição. O sorriso que se formaria em seus lábios, decorrente da provável reação tanto dos juízes quanto dos demais, era a prova final de que Hades era um ser caprichoso e inconstante, mas não completamente incompreensível ou aleatório. Era o caos direcionado, a centelha da destruição, aquele que guardava o além. Ele tinha que ser implacável. Era simplesmente necessário. Após os momentos que se seguiram, Hades esperou que tudo se acalmasse para novamente se pronunciar, agora fitando a todos. - Vejo-os bastante divididos, meus servos. Parte de vós deseja que o Inferno se mantenha neutro, deixando que Ares e Athena se destruam, enquanto o restante deseja avidamente que entremos nesta guerra para destruir quem quer que seja. As palavras do Antigo Servo foram as mais sábias entre todos: temos que descobrir onde está o exército de Ares e encontrar um ponto de vulnerabilidade. Seria útil também se descobríssemos quem é o hospedeiro de Ares nessa existência. Isso facilitaria muito o trabalho dos deuses dos sonhos. Em suma, meus aliados, as duas missões que lhes repassei são nossa prioridade, mas o que acabei de fomentar é o que devemos fazer em seguida. Conto com a proatividade de todos para que possamos reunir em breve todas essas informações e, assim, tramar o primeiro movimento no tabuleiro de forma segura. Neste meio tempo, busquem ativamente novos candidatos a espectros e treinem os esqueletos que aqui já se encontram. Isto é o que seu Imperador comanda-os a fazer. Mais um turno havia se passado, e o Rei se movia, dando ordens para que suas torres, bispos e cavalos também o fizessem, mas o padrão ainda seria definido. Alguns segundos após sua voz morrer, uma pequena frase foi novamente proferida, como se a alfinetada final fosse, instigando o Conselho a, quem sabe, continuar. - Alguém mais deseja tecer considerações? |
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| Aillie de Esqueleto | Jul 3 2014, 12:55 PM Post #26 |
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Definitivamente Aillie preferia não estar ali, primeiro porque todos aqueles guerreiros eram extremamente assustadores e suas energias cósmicas também não ajudavam, segundo, porque ela não entendia nada sobre a guerra, tudo o que sabia sobre a Guerra Santa havia sido contado por Lisianthus ou ela tinha lido em algum livro no castelo, mas era um conhecimento sem dúvida alguma, bastante reduzido. Preferiu se manter calada, até porque podia falar alguma besteira, se mantendo apoiada na parte de trás do trono de Hades. Quando Hades lhe dirigiu a palavra, ela inicialmente fez apenas uma menção positiva com a cabeça, dizendo que havia entendido o que seu senhor havia dito, mas como ele ainda tinha mais o que falar, ia se manter calada até o momento oportuno. Seus olhos, porém, se esbugalharam quando ouviu que agora sua mestra estava acima dos Juízes, os espectros com os opostos mais altos no Inferno. Ela não deixou de sentir certo orgulho por estar sob a tutela daquela mulher, ela era sem dúvida alguma, diferente dos demais, mais sensata, capaz de raciocinar melhor do que os outros. Apenas quando Hades falou que Aillie se sentiu no direito de falar, sabia que estava na mais baixa hierarquia, mas devia naquele momento escolher o seu superior mais direto, porém, ela já tinha um, era Lisianthus e apenas ela, se tivesse que responder a outra pessoa, que fosse alguém que sua mestra respeitasse. Como não teve permissão para sair do lado de Hades, permaneceu ali enquanto falava, mas com a cabeça baixa em sinal de respeito. Seu cosmo queimava de maneira oscilante, mas bem determinado. – Imperador, desde que adentrei a suas fileiras, mantive minha lealdade focada no senhor e em minha mestra e mentora, Mephistofeles. Não posso pois, ir contra os ideais daquela que me guia, por isso, irei servir ao mesmo juiz que minha mestra. – Ao terminar de falar, Aillie respirou fundo, aquela informação havia sido dirigida ao senhor daquelas tropas, mas fora dita em um tom que Lisianthus e também os dois juízes pudessem ouvir, já que Aillie não sabia a quem sua mestra iria servir, no final das contas. Depois disso, se calou mais uma vez, fora necessário juntar bastante coragem para fazer aquilo, seu braço ficou bem tenso enquanto falava, mas agora estava relaxado. |
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| Lisianthus de Mephistofeles | Jul 6 2014, 03:38 PM Post #27 |
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Arauto dos Cantos Fúnebres
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[align=right] [/align]A carregadora de almas reduziu-se a ouvir, reticente e inexpressiva, as diretrizes – e repreensões – que a divindade transmitia aos seus dois juízes. Imóvel em sua posição de reverência, de olhos fechados e com a cabeça baixa, o elmo de chifres e capuz produzia sombras sobre seu rosto, cobrindo suas feições e qualquer rastro de seus pensamentos - que não convinha expor. Até que a voz grave e solene do Imperador entonou seu nome, e ansiosidade preencheu-lhe os pulmões com o ar que suavemente inspirou. Estava pronta para receber novas ordens, sabendo que seu trabalho estava incompleto e muito havia para fazer. Reconheceu as duas novas missões com um movimento positivo sutil com a cabeça. Contudo, os dois novos auxiliares que ele lhe oferecia fizeram a mulher expandir os olhos em surpresa e erguer o rosto para fitar Hades diretamente - algo muito raro em seu comportamento metodicamente servil solene na divina presença. Caiu então sobre seu espírito o peso do olhar do Imperador – a confiança absoluta do Deus dos Mortos era fardo grande para carregar, ainda maior do que a mais austere das broncas. Mas até que ponto era somente confiança e mérito que tornavam as suas mãos receptoras de duas decisivas tarefas e, principalmente, autoridade sobre dois importantes ícones do Submundo? Ainda que sequer os abordasse em busca de auxílio, eles aceitariam de bom grado este súbito reajuste na hierarquia, da maneira como fora feita? Revoltas e futuras omissões por parte do juiz do Wyvern já eram esperadas, principalmente após ter a sua missão arrancada de forma impiedosa de si e entregue a uma subalterna; mas a mulher desviou discretamente um olhar atento na direção de Alexander, insegura quanto às sua reações. Esperava que este movimento inóspito da divindade não estremecesse o bom relacionamento que ela tinha até então com o Grifo. - Estes punhos são teus para comandar, meu Imperador. - Resolução e solenidade retornaram às suas feições conforme a espectro posicionava um punho fechado rente ao peito, em honrado e bravo gesto. Exceto pela possível retaliação que esperava dos juízes, Mephistofeles aparentava tranquilidade e otimismo quanto às duas tarefas em si que recebera. - A Imperatriz há de reaver a sua metade, e o Submundo as almas capturadas em Égina, custe o que desta serva custar. Após silenciar, Lisianthus então sorriu, de alguma forma misteriosa. Seus íntimos secretamente se alegravam com emergente necessidade – e o pretexto tão quisto – de finalmente interagir e conversar com Perséfone. Faria isto após a reunião, quando imaginava que poderia abordá-la com privacidade. Ouviu Aillie, direcionando em resposta um fito receptivo para a discípula. Então seu olhar pousou, camuflado e quase imperceptível, sobre a silenciosa Imperatriz. Docilidade preencheu-lhe o brilho carmesim dos olhos enquanto a estudava, interessada em seus ânimos e em como ela se portava durante a reunião, lembrando-se da angústia que a vestia no momento em que primeira a vira assim que a espectro adentrara o salão do trono. Ela parecia impassível - mas poucas fortalezas eram impenetráveis pela empatia de Lisianthus, naturalmente sensível ao estado de espírito de outros como era, capaz de captar nuances. |
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[align=center] Ação • Fala • Pensamento Ficha[/align] | |
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| Tiryaki de Benu | Jul 10 2014, 02:09 PM Post #28 |
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Benu permanecera da mesma forma desde o seu pronunciamento. Escutou a resposta de Grifo em completo silêncio. No entanto, Drako logo tratou de alertá-lo do que estava ocorrendo e novamente colocava o plano de Alexander em cheque. Nada mais precisava ser feito em relação aquilo. Behemouth e Lisianthus também se pronunciaram sobre a situação. O primeiro surpreendeu o guerreiro Maori ao demonstrar tamanha familiaridade com questões táticas de batalha e também um certo aspecto sociável. Coisa que estava muito longe de aparentar que tinha quando se encontraram nos arredores do Castelo de Heinstein. Fora tão prudente em sua colocação quanto poderia ser, e deu uma nova perspectiva preciosa. Informações eram de fato importantes, mas talvez uma captura não seja a melhor forma de consegui-las naquele momento. Já Mephistofeles colocou todas as cartas sobre a mesa. Tiryaki duvidava muito da existência e muito menos da ação de uma divindade maior ou mais poderosa que Ares. A tática do Deus da Guerra era simples aos olhos de Benu, massacrar um de cada vez. Ares aproveitou-se da ausência do Rei de Égina e apossou-se daquela terra. Um avanço considerável e plausível de informações importantes e tentou manter o acordo de paz, o que não foi possível. Entretanto, Lisianthus conseguiu uma bela clareza dos fatos e expos sua opinião acerca do que já havia sido proposto. Nada mais fez do que concordar com Tiryaki e reforçar a opinião dada pelo Espectro da Violência adiantando algumas das possíveis ações a serem tomadas. Coisa que para Benu, deveria ser feita pelos Juízes. Como de fato era esperado da Espectro da Liderança, Lishiantus apresentava uma visão muito boa das situações e conseguia encontrar soluções muito plausíveis para as mais diversas situações. Era uma pessoa controlada e equilibrada. Tiryaki gostava daquele tipo de pessoas, pois em geral o guerreiro Maori não possuía aquele tipo de visão. Ele era um executor e um sobrevivente. Não encontrava outros caminhos, superava os obstáculos do único que enxergava. Benu não trocava, ele simplesmente se adaptava. Pessoas como Mephistófeles preferiam trocar seus rumos para um melhor. Hades, por sua vez, não parecia querer mudar seus caminhos muito menos adaptar-se. Ele já possuía um plano traçado. Pelo menos foi essa a impressão que Tiryaki ficou de seu Imperador logo depois que ele terminou de se pronunciar. Ele interferiu em algo precioso para aqueles homens. Transformou suseranos em vassalos. Distribuiu privilégios e determinou restrições. E fez tudo isso conforme bem entendesse. Tudo parecia ser um motivo aparente, sem qualquer segunda chance. Por fim, determinou os objetivos a serem alcançados e como eles seriam alcançados. Também filiou pessoas em uma nova hierarquia até que os objetivos fossem alcançados. O que ele queria, afinal? Criar mais discórdia e desconforto entre os seus subordinados? Estava usando aquele jogo de aparências e poder para motivá-los? Uma competição interna para que realizassem os objetivos por Ele determinados? Será que não percebera que já haviam problemas demais?! Enquanto o pensamento de Benu viajava em seus devaneios a respeito das ações de Hades, Lisianthus aceitava sua nova posição. Pelo que havia sido determinado até então, ela fora colocada como responsável pelas ações dos Espectros durante a realização dos objetivos estipulados. A única decisão realmente sensata do Imperador acerca da atual situação na visão do Maori. Porém, coloca-la sozinha em uma posição tão delicada e ainda explicitar o rebaixamento dos demais á ela fora muito além das expectativas de Tiryaki. Benu estava cansado daquilo. Logo depois que ouviu a aceitação de Lisianthus sobre sua nova posição a Estrela Celeste da Violência levantou-se. Tiryaki realizou uma breve reverência para o Imperador. Fitou-o brevemente, mas não esperou nenhuma reação do mesmo para continuar. Voltou-se então para Lisianthus e, de igual forma, flexionou um pouco seu tronco baixando a cabeça. Repetiu o gesto de mesura para Drako e para ele, um breve sorriso surgiu no canto da boca de Tiryaki. Já que não existe um debate sensato, vou ocupar-me das minhas tarefas sem maiores delongas. Não pretendo demorar para cumprir os objetivos aqui impostos. Já percebi que demoras não são toleráveis e que minha posição já está definida. Reportarei meus avanços para o nobre Juiz de Wyvern, assim que for possível... Benu voltou seu olhar para Hades, ainda com seu sorriso torto e olhar determinado. Deu alguns passos para trás, o suficiente para não deixar nenhum dos presentes ás suas costas. Logo que destacou-se dos demais Espectros, virou-se para a saída e recolocou seu elmo enquanto caminhava determinado para o portão do salão. Quando colocasse o primeiro pé pra fora alçaria voo em direção ao Castelo de Heinstein. |
![]() [align=center]Ficha[/align] [align=center]Narrativa ~ Pensamento ~ Fala[/align] | |
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| Drako de Wyvern | Jul 12 2014, 11:20 AM Post #29 |
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O Rel�mpago Vivo!
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Tolos e covardes, apenas Tiryaki tinha sangue no corpo. Não era à toa que viviam no submundo, tinham medo de mais de tomar a iniciativa. Precaução é para fracos e temerosos. Pensava em Hades como um dos maiores deuses do panteão grego, agora começava a vê-lo como inferior aos demais irmãos, como um cão derrotado a lamber suas feridas, um senhor indigno de guerreiros como Drako e Tiryaki. Parece que apenas Drako via o que realmente acontecia. Não importa se Ares roubou ou não as almas de Égina, o simples fato de ele colocar guardas para impedir a passagem dos Espectros de Hades era um sinal de que ele deseja esconder algo importante do Senhor dos Mortos. Era uma afronta! A berserk não queria interromper a trégua? Besteira! Porque ela estava ali em primeiro lugar? Impedindo um Espectro de averiguar o que de direito cabe aos Espectros? Desculpas e mais desculpas. Uma terceira entidade era possível, mas pelo pouco que sabia, Ares estava à frente de Hades em relação a essa. Poderia estar tornando-a forte, baseado em uma possível aliança, podia estar tentando rebanha-la. Isso tudo porque? Acreditava que Hades manteria a aliança enquanto não tivesse provas contra ele. O deus dos mortos estava dando o tempo que Ares queria para concretizar o seus planos. Uma coisa era certa, Ares estava ganhando! Um ataque direto a Égina não romperia uma guerra, apenas mostraria a Ares o seu lugar quando se trata de invadir o território do deus dos Mortos. Cabia a Ares recuar se fosse seu desejo manter a aliança, e não o contrário. Da maneira que a história se desenrola, parece que Hades e seu grupo é quem implora por uma aliança que Ares aceita por puro capricho... E o que mais enoja Drako, é o fato de Hades ainda manter sua pompa de superior, quando dança na palma da mão do deus da Guerra. Mas se é o desejo dele continuar sendo controlado. Quem é Drako para dizer o que ele deve fazer? Estava ali apenas para servir, e não ordenar, como o próprio Imperador lhe disse. Esse ataque sem fundamento foi o basta que precisava, estava cansado desse deus metido a correto, estava cansado de viver no Inferno. Estava na hora de rever seus objetivos. Ouviu as palavras de Hades com uma fúria no olhar, não gostara de ser rebaixado, pois Drako não servia a humano algum, e jamais serviria! Não questionou, muito menos fez qualquer sinal de estar indignado. Também não concordou, ou fez sinal de entendimento. Apenas olhou para o vazio a sua frente com olhos estreitos, apenas a alguns metros ao lado de Alexandre, como se estivesse perdido em pensamentos e longe daquele show inútil! Hades parecia gostar de apressar Drako, mas adora perder tempo... “E mais uma vez, voltamos à estaca zero!” – Pensou, quando finalmente Hades parou de falar. Ponderou novos argumentos, mas estava cansado de dar murros em ponta de faca. Hades já tinha dado seu ultimato, não adiantaria argumentar com aquela divindade arrogante. Ouviu o que cada um poderia acrescentar de novo, e a isso não esbouçou nenhuma reação. Quando em fim a reunião terminou, retirou-se do salão como entrou, frio e imponente. Mas dessa vez sem cumprimentar ninguém, nem mesmo Hades. Por enquanto obedeceria, pois estava ali para servir, mas estava ansioso para pagar sua dívida, e tomar sua doce liberdade, porque ali não era o seu lugar! |
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[align=center]No Pain! No Gain! Xx.Ficha.xX [/align]
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| Alexander de Grifo | Jul 16 2014, 02:42 PM Post #30 |
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As Asas da Justiça
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Após ouvir, cautelosamente, a opinião dos diversos espectros que se encontravam no salão, Alexander, aumentava ainda mais sua desconfiança a cerca da real motivação deles em servir Hades. Muitos simplesmente ignoravam os principais preceitos do Imperador, demonstrando uma profunda antipatia e hostilidade; outros já se mostravam mais interessados em fazer o melhor pelo seu Reino. Hades, mais uma vez disparava ordens sem pestanejar. Seu cosmo transmitia uma certeza inabalável, de que suas decisões eram as corretas. Algumas escolhas do Senhor do Submundo espantaram o Juiz, fazendo com que ele não entendesse muito bem os motivos de seu mestre, porém ele manteve-se imóvel, apenas prestando atenção. No fim das contas nenhuma estratégia foi escolhida, integralmente, ao que aparentava o submundo iria se dividir em duas metades, cada uma com uma missão específica, sendo que ambas as partes deveriam convergir para auxiliar no cumprimento de uma ordem maior. O mais impressionante foi a inversão de hierarquia que ocorreu, Mephistofeles, temporariamente, tomou o mais alto posto no reino; abaixo é claro, apenas de Hades e da Imperatriz. De certa forma esta decisão trouxe um pouco de segurança, para o grifo, pois já tinha certa proximidade com a mulher que lideraria as missões. E o mais importante, confiava nela para isto. Não demorou muito para que alguns espectros se manifestassem. Ainda que com palavras calculadas, ou a falta delas, se mostravam favoráveis ou não às decisões de Hades. Era possível sentir o clima começar a pesar no grande salão, o que fez com que o Inglês se manifestasse. - Será um honra auxiliar Mephistofeles onde necessário! – disse com uma breve reverência à Hades, se virando em seguida para sua amiga. – Estou aqui para te ajudar onde for preciso, vamos tentar trabalhar em sincronia, para atingir melhores resultados para nosso Imperador. Com um pouco mais de cautela se virou para fitar os deuses dos sonhos. De certa forma, Alex, sabia que não seria uma tarefa fácil fazê-los cooperarem, mesmo sob o comando de Hades. - E para mim é uma honra maior ainda poder trabalhar junto com vocês, deuses dos sonhos. Com o poder de vocês creio que nosso reino estará em muita vantagem! Por fim se virou para os outros dois celestes que Hades colocou a sua disposição. - Esfinge e Necromante, a ajuda de vocês, também, é fundamental. Depois gostaria de ouvir de vocês, para poder elaborar uma estratégia para vocês. |
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