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| Serva de Pandora; Felicity | |
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| Tweet Topic Started: Aug 23 2014, 10:55 PM (290 Views) | |
| Pandora | Aug 23 2014, 10:55 PM Post #1 |
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[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align] Nome: Felicity Idade real: 27 Idade aparente: 20 Data de nascimento: 14 de Fevereiro de 1521 Signo: Aquário Local de nascimento: Lancaster, Inglaterra Local de treinamento: Lancaster, Inglaterra, e Heinstein, Alemanha Raça: Humana Idiomas falados: Inglês (Fluente), Alemão (Fluente), Grego (Avançado), Latim (Avançado), Castellano/Espanhol (Intermediário), Francês (Intermediário), Flamengo (Básico), Português (Básico), Hieróglifos (Básico), Grego Arcaico (Básico) Aparência: Felicity não aparenta em nada a idade que tem. Possui cabelos loiros, lisos e longos, que chegam até o meio das costas. Olhos de cor castanho claro, pele clara, lábios finos, nariz e orelhas pequenos, todos adornando harmonicamente seu rosto. Possui 1,55m, pesa 35 kg. Seus cabelos estão sempre presos, como mostrados na referência abaixo. Suas roupas são feitas a partir do corte de vestidos de Pandora ou de algum outro que encontre, ela também usa pedaços de ferro das câmaras de tortura e calabouços do castelo para fazer “acessórios e ornamentos para suas roupas”. Quando sai, usa vestidos que ganhou dos Heinstein, mais formais, para chamar menos a atenção. Quando treina, usa uma calça masculina e uma camisa. Gosta de usar cores fortes nos lábios, como tons de vermelho, e khol nos olhos, nada mais. Desde criança, ela aprendeu a usar água de rosas para deixar a pele mais bonita, um pequeno segredo experimental de sua mãe, então, seu cheio naturalmente remete ao da flor. [spoiler=Referência][align=center] [/align][/spoiler]Personalidade: Felicity, à primeira vista, parece a típica ajudante atrapalhada. Sempre com um sorriso no rosto, uma pilha de livros e manuscritos nas mãos, outra pilha dos mesmos derrubada no chão. Porém, na verdade, esta é apenas sua fachada quando sente alguém por perto. Se a pessoa se aproxima, ela realmente se faz de tonta e perdida, derrubando qualquer coisa que vê pela frente, ou até caindo do nada. Finge ser uma pessoa atenciosa e amiga, porém, ainda que realmente seja prestativa, isso é apenas uma fachada. Quando ninguém está por perto, ou somente Pandora e Hades estão por perto, sua verdadeira face se mostra. Felicity é uma pessoa metódica e cuidadosa, portanto, ainda que caia com manuscritos no chão, sempre será de forma a não danificá-los. Desconfia de todos a seu redor, ainda que venha a gostar verdadeiramente da pessoa. Gosta de organizar as coisas por ordem, seja alfabética, por cor ou até por ano, dependendo somente de sua vontade. Uma vez que inicia a organização por um método, não aceita sugestões, e se vê que algo foi mudado, pacientemente volta tudo de volta no lugar, pois sua doença permite que ela assim o faça. Age da mesma forma com relação às pessoas. Tem um método próprio para analisá-las, como se organizasse arquivos sobre elas, o que, na verdade, ela faz. Quando conhece alguém, inicia uma espécie de livreto sobre ela, e este livreto fica em um local secreto do acervo escondido de Pandora, com manuscritos não disponíveis para espectros. Somente Hades, Pandora e Felicity tem acesso a ele, pois a barreira que o guarda reconhece somente o cosmo dos três. Felicity trata Pandora como a mais respeitosa senhora, sendo dela a mais leal serva desde os tempos em que esta era apenas Catherine. Hades é seu jovem senhor. Como nunca o conheceu como Cyrus, para ela, não existe outra forma de tratá-lo. Ela tem a convicção de que Catherine e Cyrus podem retornar se Hades conseguir recuperar seus poderes e sua forma divina, sem a necessidade de um portador, e assim, Pandora poderia deixar o corpo de Catherine. Os juízes e espectros são apenas subordinados de Hades, portanto, não os trata de maneira especial, apenas mantém sua máscara e a etiqueta que aprendeu. Quanto aos deuses dos sonhos, ela não os conhece, portanto, provavelmente agirá com a máscara perto deles também. Os “inimigos” são apenas mais pessoas com quem deveria manter as aparências. A razão de não mostrar seu eu cuidadoso, frio e calculista foi sua criação. Felicity foi instruída a nunca mostrar sua força para os demais, apenas para seus senhores, pois um servo subestimado por outros é o que mais consegue vigiar as coisas ao seu redor. Raramente entra em combate, pois geralmente foge primeiro. Quando se vê sem saída, luta como uma criança birrenta, de má vontade e reclamando. [align=right]COSMO[/align] Manifestação: O cosmo de Felicity começa como uma leve aura vermelha. Enquanto se eleva, começam a aparecer pétalas de rosa ao seu redor, e estas caem no chão, como se fossem reais. Quando alcança o ápice, o cosmo da moça se manifesta na forma de uma rosa vermelha, brilhando com a imponente majestade da verdadeira rainha das flores. A rosa só se abre completamente durante a execução da técnica “Essência de Rosas”, em qualquer outra ocasião, ela aparece apenas meio aberta. Não há diferença para aliados ou inimigos. Sensação: A sensação direta é a ampliação do cheiro de rosas, que toma o ambiente em um raio de 10 metros, ficando mais ameno depois disso. O cosmo não apresenta nenhuma ameaça e nenhum conforto, mesmo enquanto se eleva. Quando aparece a rosa, estando ela fechada ou aberta, a sensação, tanto para aliados quanto para inimigos, é a imposição da linhagem nobre de Felicity sobre os outros, e somente isso. Existe, em seu cosmo, a majestade presente da linhagem dos Lancaster, de quem descende diretamente por parte de seu pai biológico, e se manifesta apenas quando é necessário. Aqueles de maior poder, apenas deixam de subestimá-la. Aqueles de menor poder chegam obedecê-la, ainda que a contragosto. Motivação: A motivação de Felicity é a diplomacia. Quando consegue convencer uma pessoa na conversa, seu cosmo se motiva. Quando não consegue convencer uma pessoa, mas ela não parte para a luta, nada se altera. Por fim, quando começa a lutar, fica automaticamente desmotivada, pois acha que lutar é a coisa mais desnecessária do mundo. Domínio: Rank de Poder Geral: B Domínio dos Cinco Sentidos: Pleno Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Intuição, Sincronia, Sintonia, Clariaudiência, Radiestesia) Domínio do Sétimo Sentido: Leve (Kýklos daTerra, da Água e do Fogo) Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum Domínio do Nono Sentido: Nenhum [align=right]TÉCNICAS[/align] Nome da Técnica: Essência de Rosas Categoria: Estado Descrição: Quando Felicity começa a conversar, ela eleva seu cosmo ao ápice, e a rosa presente em seu cosmo se abre completamente. Então, um cheiro de rosas começa a empestear o ambiente. O tom de sua voz e a sensação cósmica no ápice induzem os alvos dentro de uma determinada área a se sentirem mais suscetíveis a escutá-la. Efeito: Felicity tem em sua motivação a diplomacia, e quando está discursando, é comum que seu cosmo chegue facilmente ao ápice, evidenciando a majestade contida no sangue da moça, por sua parte de linhagem nobre. Então, nobres e superiores tendem a tratá-la com mais respeito, enquanto iguais e inferiores tendem a escutar mais suas sugestões, tornando-a em uma perfeita ferramenta de manipulação. Esta técnica possui gasto cósmico mediano e afeta uma área em um raio de 10m. O efeito da técnica dura por até três turnos, e não há gasto de manutenção, pois ela terá que executar novo discurso, com mesmo gasto, se quiser manter o efeito. A “sugestão” permanece na cabeça do afetado por 10 turnos, e depois vira apenas uma lembrança comum, como se a técnica nunca tivesse sido executada. Resumo do efeito principal: - O local em um raio de 10m fica tomado pelo cheiro de rosas. - Enquanto discursa, suas ideias ficam “presas” na cabeça da pessoa que as escutou por até 10 turnos (aproveitamento a critério da narração). - Por três turnos, aqueles que estão em um raio de 10m ficam mais suscetíveis a acatar suas ordens e aceitar suas ideias (aproveitamento também a critério da narração), e acabam por tratá-la como uma nobre. - Depois de 10 turnos, todo e qualquer resquício da técnica some, inclusive o cheiro de rosas, como se ela nunca tivesse sido executada, e a conversa se torna apenas uma lembrança de uma conversa comum. [align=right]HABILIDADES[/align] Nome da Habilidade: Mal que veio para o bem Descrição: Felicity possui síndrome hipertimésica, e isso possibilita que ela se recorde perfeitamente de qualquer evento, em seus mínimos detalhes, a partir da data de seu acidente. Efeito: A memória de Felicity funciona como uma espécie de câmera, ela guarda perfeitamente cada detalhe do ambiente, cada fala, cheiro, som, detalhe visual, rosto, roupa. Isso afeta somente na parte da memória. Ela não consegue reproduzir nada sem algum treinamento. Porém, com a ajuda de Pandora, ela aprendeu a utilizar essa “super-memória” e a prestar atenção em pequenos detalhes que poderiam passar despercebidos de seus olhos, como a forma como uma pessoa segura uma caneta e a forma como escreve. Assim, ela consegue, novamente, com algum treino, produzir uma caligrafia parecida com a da pessoa que viu. Essa habilidade também permite que ela se lembre da forma como se diz uma palavra, não necessariamente sabendo seu significado, o qual ela precisa pesquisar depois para saber qual é. Ela é apenas uma máquina de reproduzir conteúdo, como um projetor. Não consegue projetar nada que não tenha sido “captado” por seus sentidos. Habilidade passiva e ativa. Efeitos somente para história. Não há gasto cósmico. Efeitos a critério da narração. Vídeo de referência para a habilidade: [align=center][YOUTUBE]https://www.youtube.com/watch?v=W2X3BbBAMTw[/YOUTUBE][/align] Nome da Habilidade: Combate com espada Descrição: Felicity possui maestria no combate com espada, mas somente a sua, uma espada de lâmina curta, aproximadamente 75cm. Feita para ela, copia o modelo de uma espada viking, como mostrado no link. Efeito: Felicity consegue atacar-se e defender-se com maestria quando está com sua espada. Sua espada é curta (75 cm) e leve (aproximadamente 650g), porém, é extremamente afiada, e segue o modelo da Espada Curta Merovíngia. A moça não possui treinamento com outros tipos de armas, e usa a sua somente em casos extremos. Felicity também pode colocar uma camada cósmica, a um gasto baixo (para dois turnos e sem gasto de manutenção) em sua espada, para desferir ataques contra barreiras, mas não possui nenhuma técnica para isso (a espada ganha uma leve resistência contra ataques cósmicos, mas apenas a impede de quebrar, e somente para ataques leves). Efeitos a critério da narração. Nome da Habilidade: Camada protetora Descrição: Felicity é uma pessoa extremamente cuidadosa por natureza, porém, para manter sua máscara, aprendeu que derrubar objetos e ser descuidada eram as melhores maneiras de ser subestimada. Então, ela aprendeu a como cair de forma a parecer acidental: sendo acidental, mas, para não danificar qualquer objeto que estivesse segurando, ela aprendeu a colocar neles uma camada cósmica que funciona como uma pequena barreira anti-impacto. Efeito: Felicity cobre os livros e quaisquer outros objetos com uma camada cósmica quase sólida, que age como uma capa protetora, impedindo que eles se danifiquem com a queda. Por ser uma habilidade que aprendeu recentemente, não consegue utilizar essa camada para outros fins (ou seja, não será usada para pessoas sem o devido treino ingame). O gasto cósmico varia de acordo com a quantidade de objetos e seu tamanho, podendo variar de acordo com a tabela abaixo, ou a critério da narração. Ínfimo - cinco xícaras de porcelana ou um livro grande Baixo - duas jarras de vidro ou três livros grandes Mediano - uma pilha de livros grandes ou um vaso de barro Alto - uma estante de livros de tamanho médio (aproximadamente 1,5m x 1,5m x 0,5m) Muito alto - uma estante de livros grande [align=right]HISTÓRIA[/align] Felicity nasceu em Lancaster, em 14 de Fevereiro de 1521. Filha ilegítima de um nobre da família Lancaster, John, de 16 anos, com uma serva, Erin, de 18 anos, o destino da garota já teria sido traçado, não fosse a audácia de seu pai. Ele não amava a mãe da garotinha, mas se sentia responsável (pois não existiam “jovens” naquela época, todos sempre eram vistos como adultos, e sua mentalidade também era adulta), então, com intuito de proteger a si próprio e à menina da ira dos avós paternos, pois os maternos já haviam falecido, ele chamou amigos próximos, os Heinstein, para uma conversa. Eles tinham uma filha, Catherine, e ela futuramente precisaria de uma serva de confiança. Ele enviaria a criança e sua mãe para servirem exclusivamente à jovem senhora, que na época tinha seis anos. Felicity seria a serva perfeita, pois poderia ser moldada à maneira que Catherine desejasse. A proposta parecia muito boa para o nobre Heinstein, mas a condição que deu para aceitá-la foi: a criança não deveria, nunca, saber quais eram suas origens. "Seu pai estava morto e era servo dos Lancaster. Por não aguentar sua perda, sua mãe pediu para servir aos Heinstein." Uma história muito bem ensaiada, e muito simples. Com o acordo fechado, no dia 17 de Fevereiro, Erin começou a servir diretamente a jovem Catherine, para saber como deveria ensinar sua filha depois. Quando Felicity completou 4 anos, sua mãe já começou a ensinar-lhe coisas básicas, como colocar a mesa, varrer o chão e colocar roupas na tina para lavar. A criança foi aprendendo sem reclamar. Na verdade, ela não esboçava reação nenhuma, somente prestava atenção e repetia. Erin achava que sua filha estava apenas aborrecida, então, não deu muita atenção, pois aquilo eventualmente passaria. Aos 6 anos, Felicity começou a ser ensinada sobre os gostos de Catherine, agora com 12 anos. As duas pareciam se entender, pois não expressavam emoção nenhuma, duas perfeitas marionetes. As duas adquiriram o hábito de conversarem, sendo a conversa mais ou menos assim: - Minha senhora, como quer seu chá? - Não quero chá, obrigada. Mas isso não durou mais que 2 anos, pois Catherine começou a confiar em sua serva para confidenciar-lhe coisas, muitas vezes a respeito de seus pais e seu tutor. Enquanto seus pais eram muito rígidos, seu tutor a fazia pensar, eles possuíam uma relação diferente, ela dizia que se sentia mais "humana" perto dele. Aos poucos, a jovem serva se tornou uma companhia agradável, pois sempre escutava atentamente, e sempre sabia o que sua senhora queria escutar, como se tivesse textos prontos memorizados, mesmo para tão pouca idade. Sua mãe também começou a ensiná-la a costurar suas próprias roupas. Começou a treinar a costura com vestidos antigos e rasgados da donzela, passando depois, apenas depois de alguns anos de prática, a fazer o corte em outros tecidos por si só. Outro segredo que Erin passou para sua filha era uma coisa que experimentara (após escutar a senhora Lancaster, mas ela não contou para sua filha de onde aquilo havia surgido): sempre banhar-se com água de rosas, pois estas deixavam as mulheres mais bonitas. E era verdade. Por mais que não se soubesse o motivo. Todos os Lancaster tinham ligação com rosas vermelhas, que serviam para enfeitar o castelo, o brasão da família e seus jardins, mas também serviam para tornar as mulheres Lancaster mais bonitas, fato que era reconhecido em toda a região. Quando Felicity completou 8 anos, enquanto subia para acordar sua jovem senhora, um descuido fez com que rolasse das escadarias. Para sua sorte, haviam outros servos ali, e a ajuda veio rápido, mas não foi esse o fator determinante de sua salvação. Alguns poderiam jurar que ela estava envolta por um leve brilho avermelhado, o que amedrontou a muitos, que juravam que era obra de algum demônio, por isso que ela havia caído das escadas, porém, a verdade era que seu próprio universo a havia protegido, fazendo com que os efeitos em sua cabeça e seu corpo fossem mínimos… para a situação. Teve um leve traumatismo craniano, e o resultado do acidente foi a manifestação de uma doença, desconhecida para a época, que só aflige uma em cada milhões de pessoas: Síndrome Hipertimésica. De seu aniversário em diante, ela seria incapaz de se esquecer de qualquer detalhe mínimo que tivesse presenciado num dia, fosse a posição de uma flor ou a ordem de um livro, ainda que quisesse, e ainda diria qual era a data e o horário (caso soubesse). Porém, junto com essa doença, outras se manifestaram: Transtorno Obsessivo Compulsivo e Alexitimia, ou seja, quando passava por problemas emocionais, estes eram confundidos com algum mal estar corporal. A compulsão pela ordem e a constância de repetições de palavras também se tornaram algo normal para ela, que repetia pequenos gestos, como ajeitar a xícara do mesmo jeito 30 vezes. A angústia do transtorno era intensa, e acabava por traduzir-se em dores de estômago ou de cabeça, tornando Felicity incapacitada para serviços comuns. Porém, ela não queria perder o pouco que havia conquistado em tão pouco tempo, era orgulhosa demais para admitir algum erro, e queria honrar sua mãe, já que seu pai não estava mais ali, então, começou a lidar com outras tarefas. Arrumava o quarto de Catherine, penteava seus cabelos, arrumava seu pequeno acervo de manuscritos e suas roupas. No começo, aprender aquilo era uma tarefa desajeitada, mas ela conseguia, e isso agradava a donzela. Aos dez anos, ela simplesmente cuidava de Catherine, de tudo que ela gostava, de tudo que desejava, mas tarefas como servir o chá já não eram mais dadas a ela. Tarefas que exigissem repetição ou ordem, estas sim, eram executadas com perfeição, ainda que demorassem o triplo do tempo para fazer. A proximidade direta da criança com sua dama permitiu que ela passasse a frequentar algumas lições, aprendendo, assim, um básico de escrita. Era fácil para Felicity lembrar-se de tudo o que era aprendido na aula, por causa de sua hipertimesia, e isso despertou o interesse de Catherine. As coisas que ela tinha dificuldade em memorizar, sua serva conseguia fazer, então, esta fora convidada a frequentar todas as lições, ainda que simplesmente ficasse parada ao lado da senhora, somente observando, saindo raramente para buscar alguma coisa. À noite, terminados os estudos, Felicity recitava tudo que fora dito ao longo das breves aulas, e assim as duas iam aprendendo, juntas. Aos 15 anos, Felicity já dominava a escrita e a pronúncia do inglês, do alemão, do grego e do latim, todos os idiomas que o pai de Catherine fizera questão de que sua filha aprendesse, e conseguia repassar em detalhes cada pedaço das lições. Então, uma nova tarefa lhe foi incumbida: cuidaria do acervo de manuscritos dos Heinstein. Iria organizá-los da forma que mais lhe fosse conveniente, mas deveriam estar ajeitados de forma impecável. Sua curiosidade natural, então, permitiu que ela fizesse outro grande feito: estudar por si só. Os Heinstein possuíam manuscritos de mesmo conteúdo em diversos idiomas, e ela sabia disso por causa das instruções que recebera. Ficava com Catherine até o pôr-do-sol, e quando esta se recolhia para os aposentos, Felicity se dirigia correndo até o acervo, onde trabalhava arduamente, motivada por seus transtornos. Se alguém havia mexido na estante, ela sabia, e ficava extremamente nervosa. Com o tempo, foi aprendendo a controlar seu nervosismo, mas demoraria muito para que pudesse se acostumar com o fato de que tinha total liberdade para arrumar tudo novamente. Enquanto isso, longas foram as noites acompanhadas por chás e ervas, para melhorar cabeça, estômago ou até o próprio cansaço. Em seu aniversário de 16 anos, perdeu sua mãe, vítima de um trágico acidente envolvendo uma armadura e uma escadaria. Escadas… pareciam uma maldição na família. No dia do enterro, Felicity não conseguia se levantar. Sofria de fortes dores no peito. Apesar do cansaço, não dormia, e falou “ela foi levada por anjos” durante três horas seguidas. Naquela noite, um homem, um amigo dos Heinstein, apareceu. Era John Lancaster, o pai de Felicity. Ele era um nobre, e até frequentava aquela morada, mas ela não tinha muito contato com ele. Porém, naquele dia, o nobre fizera questão de conversar com ela. Como boa ouvinte, apenas ficou em pé, escutando um belo discurso sobre como ele não sabia como ela se sentia, mas que sabia o quanto perdas eram difíceis. Não entendendo o motivo daquele discurso, a moça simplesmente agradeceu e fez menção de sair. A partir daquele dia, durante um ano, John aparecia ao menos duas vezes na semana, especialmente durante a noite, e passava um tempo na biblioteca dos Heinstein. No começo, a presença daquele homem incomodava Felicity, que sentia fortes dores de cabeça, especialmente quando ele retirava vários livros do lugar, folheava-os e depois deixava-os em cima da mesa; mas, na condição de serva, nada podia fazer. Depois três meses, ela aprendera a controlar um pouco de suas fortes dores, que nada mais eram que a manifestação do estresse e da ansiedade, e ambos começaram a trocar algumas palavras. No começo, sobre os livros. Felicity impressionava o desconhecido por saber exatamente o conteúdo de cada manuscrito já organizado, era uma genialidade que parecia mais bruxaria, mas ela vivia com os Heinstein, e eles já possuíam uma espécie de fama por excentricidades e paganismos, porém, eles eram mais do que nobres: eram ricos e detentores de terras. Muitos nobres se sustentavam nas costas dos reis ou dos servos, mas os Heinstein possuíam um patrimônio invejável, que parecia vir de muito tempo atrás. Eles não precisavam justificar, seus bens sempre estiveram ali, desde que o mundo era mundo. Isso proporcionava a eles um poder que perpetuou por gerações. Quando o principal era ter metais preciosos ou terras ou o que fosse… eles conseguiam. E esse poder nunca fora de fato testemunhado, pois eles eram muito discretos. Se faziam algo, com certeza era por baixo dos panos, e com certeza não restavam pessoas para contar depois, portanto, nenhum boato podia ser confirmado. Os Lancaster eram aliados dos Heinstein, e a ascensão dos Tudor fez com que essa aliança apenas ficasse menos estreita, mas a amizade, ainda que por interesses, sempre existiu, e sempre se manteve. E foi essa amizade que fez o patriarca dos Heinstein permitir que John Lancaster se aproximasse de sua filha, mantendo, porém, a promessa de nunca contar suas origens. Porém, John começou a ver, ao longo daquele ano, o quanto ter uma pessoa com tamanho dom, ainda que com muitas excentricidades, poderia ser benéfico, e começou a articular um plano para que ela deixasse aquela família e voltasse para a sua, ainda que fosse uma bastarda. Ele começou a ensiná-la um pouco de outros idiomas: castellano, português, flamengo e francês, dando ênfase ao castellano e ao francês. Também ensinava a ela postura, filosofia e retórica. Apesar de estranhar tudo aquilo, Felicity estava aprendendo, e era isso que importava. No entanto, quando finalmente John começou a passar seu último ensinamento, diplomacia, algo estranho aconteceu: Felicity treinava constantemente seus discursos, e, um dia, durante um deles, ela ficou envolta novamente por uma aura vermelha, intensa, e um calor tomava seu corpo. Naquele instante, a jovem era outra pessoa, uma verdadeira nobre, e isso apenas alimentou mais ainda as expectativas de seu pai, que intensificou seu treinamento, ignorando completamente o fato de sua filha estar envolta no que anteriormente haviam chamado de energia do demônio. Durante as práticas, suas doenças atrapalhavam, mas John parecia determinado a deixar os defeitos da filha de lado, pois seus maiores dons, sua memória e seu talento diplomático, eram verdadeiros presentes de Deus. Felicity aprendia tanto com Catherine quanto com seu novo amigo. Ela finalmente começava a sorrir, e sentia uma grande disposição, que era a forma que seu corpo encontrava para traduzir todos seus bons sentimentos. Ter contato com John também permitiu que Felicity aprendesse mais uma coisa: forjar expressões. Quando algo fazia seu corpo se sentir bem disposto, ela copiava as expressões e interjeições de seu “tutor”, e as treinava tanto sozinha quanto com as pessoas de seu convívio, inclusive Catherine, porém, esta conhecia sua serva, e logo perguntou a ela se aquilo era para parecer real. Felicity não soube se expressar, disse somente que aquilo dava a seu corpo muita disposição. No aniversário de 18 anos de Felicity, o senhor Heinstein lhe fez uma solicitação: Catherine casar-se-ia em pouco tempo, e aquele casamento era de grande interesse para a família, porém, o noivo, um membro da família York, era conhecido por levar moças ao desespero. Muitas das moças das terras ao redor de seu castelo gritavam e fugiam à sua simples aparição, bem como outras tantas eram chamadas ao castelo e nunca mais apareciam. Os boatos eram crescentes, e alguém precisava tomar conta de Catherine, mas a condição era que ela não tivesse contato com nenhum outro homem, pois seu noivo já havia deixado claro que não confiava nela. Então, para evitar que o pior acontecesse à tão amada donzela, Felicity passaria a treinar com um soldado a arte da espada,e teria que assumir um novo posto como guardiã. Ofereceu-lhe, pois, uma espada curta, muito bonita, e que serviria perfeitamente para uma mulher. Disse-lhe que fora feita especialmente para ela. Ela aceitou de bom grado, porém, passou o resto do dia com dores fortes nas costas, e quando John veio visitá-la, a moça parecia indisposta. Ela abriu seu coração para ele, pois o considerava como um verdadeiro pai, ainda que não soubesse quem ele realmente era. Ele, de alguma forma, entendeu que ela sentia medo, e resolveu propor que ele mesmo a treinasse. Aquilo fez com que parte de suas dores passasse, chegava a ser uma sensação reconfortante, e ela conseguiu realizar os estudos daquela noite. Daquele dia em diante, John aparecia todos os dias, em horários variados. Felicity iniciava seu treinamento com a espada antes de Catherine despertar, trabalhava até o pôr-do-sol a serviço de sua senhora e organizava a biblioteca e estudava até a Lua ficar a pino. Essa nova rotina tirava muito do sono da moça, que passava madrugadas fazendo as coisas que precisava para si, como costurar suas roupas. Sentindo compaixão por Felicity, Catherine deu a ela algumas de suas roupas mais simples, e um vestido em especial, preto e cheio de enfeites, tornou-se o preferido de Felicity. Ela o ajeitou para que parecesse menos com um vestido nobre, e passou a usá-lo para tudo. Também ganhou algumas roupas de John, para que pudesse treinar de forma apropriada. A disciplina que a espada exigia acabava por forçar Felicity a controlar um pouco os impulsos de seus defeitos, o que foi benéfico para ela. Então, quando Catherine se casou, Felicity finalmente assumira seu posto como guardiã de sua dama. John ainda planejava levá-la consigo, mas queria que ela os largasse de bom grado. Os dois anos seguintes ao casamento de Catherine foram os piores para as duas. Elas haviam se mudado para o castelo de Richard York, e um verdadeiro pesadelo começara. Catherine vivia confinada e Felicity trabalhava o dia inteiro. Somente ela e uma outra serva, Josephine, podiam ter contato com a desventurada nobre, e tinham que se retirar toda vez que Richard entrava. Como Felicity auxiliava nos banhos de sua senhora, percebia que ela agora estava cheia de manchas roxas no corpo, e ela passou a se preocupar. Catherine ficou cada vez mais fechada, e as mania de Felicity passaram a piorar, além de suas dores de estômago se tornarem frequentes de novo. Aquele lugar era o inferno na Terra, se é que isso era possível, pois ela também era destratada por todos, uma vez que era “diferente”. Não fosse a constante intervenção do senhor Heinstein, ela já teria sido levada para execução em praça pública, especialmente porque diziam que seu corpo estava repleto de demônios. E John, por ser um Lancaster, não podia visitá-la, então, o laço entre Catherine e Felicity se estreitou ainda mais, pois só tinham uma à outra naquele momento. Então, uma notícia finalmente veio para trazer paz novamente às duas: Catherine estava grávida. O nascimento de uma criança era uma bênção do Senhor, e esta era, para elas, a certeza da salvação. O plano estava arquitetado: Catherine pediu para que ficasse aos cuidados de seus pais e no conforto de seu quarto, pois essa segurança faria com que a criança nascesse forte e saudável, e garantiu ao marido que isso faria com que nascesse um menino, um pequeno nobre, para honrar a família York, porém, ele não havia se convencido. Felicity então pediu permissão para falar no lugar da dama, usando da desculpa que esta estava indisposta, e não podia esforçar-se, então, começou a discursar. Seu discurso falava sobre a notoriedade dos York e da necessidade da mulher estar confortável, além da presença das amas e outras servas dos Heinstein, que sabiam das dificuldades que o sangue daquela linhagem tão nobre dava. As mulheres daquela família tinham necessidades que somente os mais treinados servos conseguiam atender. E assim, ela foi montando uma mentira atrás da outra, neste que seria o discurso mais importante de sua vida. Ao mesmo tempo, aparecia mais uma vez a aura vermelha, e a cada aceno afirmativo vindo de Richard, mais essa aura se expandia. No final, apareceu o símbolo de uma rosa vermelha, percebido somente por Catherine, pois seu marido estava tomado por aquelas palavras, como que em um transe, e um forte cheiro de rosas tomou todo aquele andar do castelo. A majestade do cosmo de Felicity finalmente despertara completamente, e junto dela nascia aquela que seria sua única técnica: Essência de Rosas. O resultado fora surpreendente, Richard havia feito uma reverência para a serva e falado: - Como desejar, senhora. Então, ainda que sua mente estivesse confusa por causa da surpresa desse gesto, seu corpo fora rápido, e ela prontamente começou a arrumar o enxoval de Catherine. Esta, por sua vez, simplesmente emudeceu, nunca vira aquele lado da serva, porém, uma coisa era verdade: essa moça era uma joia rara, um diamante que já parecia lapidado por si só. Enquanto voltavam para o castelo dos Heinstein, Felicity foi questionada acerca daquela estranha situação, e tudo que ela dissera fora que o nobre John lhe ensinou tudo sobre a arte de discursar, assim como muitas outras coisas. Ela demonstrou um pouco de cada conhecimento adquirido, com riqueza em detalhes, e falou que fora ele também quem a treinara com espada. Aquilo tudo soou de forma muito estranha para Catherine, e ela resolveu que precisava saber a verdade por trás daquele gesto, pois não existia caridade para com servos, ainda mais os dos outros. Então, começou a agir: havia tempos que não via sua mãe, e esta se encontrava com um grande vazio, então, as duas passaram a desfrutar de muitos momentos juntas. Em um destes momentos, finalmente surgiu a pergunta “o que John via em Felicity”. Distraída, a matriarca descuidou de suas palavras e acabou por contar tudo o que sabia, desde a imprudência de John, o acordo com a família, a chegada de Erin e a permissão para que ele se aproximasse da garota. Por fim, um último segredo: depois de Felicity, John sofreu um acidente enquanto montava em seu cavalo, ensaiando para seu casamento, e alguns diziam que aquele acidente fora um meio que o Diabo achara para amaldiçoar a união, uma vez que seu casamento não lhe rendeu nenhum filho até aquele momento. A angústia de não ter um sucessor fez com que ele viesse procurar a única de seu sangue, a bastarda. Catherine ficou horrorizada com a serenidade de sua mãe ao lhe contar a história, pois, em seu íntimo, gostava de Felicity, no entanto, nenhuma reação foi esboçada. Ela apenas foi deitar-se, e manteve esse segredo consigo, até que tivesse alguma oportunidade de revelá-lo. John, como era de se esperar, voltou a frequentar o castelo, e parecia ainda mais determinado a levar Felicity, agora que ela havia experimentado o inferno na Terra, pois seria muito mais fácil convencê-la. Porém, sabia do apego que tinha por Catherine, então, assim que a criança nascesse, sabia que ela seria deixada de lado, pois as amas assumiriam o lugar, este seria o momento perfeito para levá-la. Porém, a sorte não estava do seu lado. Com a chegada de um primo daquela família, Aurick, o destino mais uma vez mostrou sua imprevisibilidade. Ele havia conseguido convencer, de alguma forma, Catherine a ir com ele para o castelo dos Heinstein, em terras germânicas, e ela havia aceitado. Consequentemente, sua mais leal serva a seguiu. Aquilo não era problema para John, ele apenas teria que estar presente quando todos os eventos tivessem seu desfecho, pois tudo que ele previa certamente aconteceria, era apenas uma questão de mudança de lugar. Então, ele deu um tempo em seu próprio castelo, até que finalmente enviou uma carta a Felicity, avisando que partiria com eles, levando sua esposa, para representarem a realeza inglesa no nascimento do jovem Cyrus. E assim foi feito. Então, finalmente, quando a criança veio ao mundo, o mais espetacular e mortal dos eventos aconteceu: Aurick carregava consigo a espada de Hades, e logo o Senhor do Submundo deixaria seu véu tomar conta desta que agora seria sua morada, para proteger o corpo da criança que logo seria seu portador. E Catherine finalmente havia tomado seu lugar como Pandora, a guardiã de Hades e embaixatriz do Submundo. O véu de Hades foi responsável pela morte quase todos os presentes, somente aqueles dignos de permanecerem poderiam sobreviver, portanto, John e sua esposa também faleceram, sem que ele conseguisse executar o fim de seus planos. Aquilo abalou profundamente Felicity, que não entendia nada do que estava acontecendo. Então, seres dos mais distintos começaram a aparecer, vestindo trajes negros, armaduras brilhantes. Toda a situação causou sérias dores em Felicity, que recolheu-se em seus aposentos durante dias. Então, um dia, a própria Pandora veio até seu quarto. A conversa que se sucederia seria responsável por uma série de mudanças na moça, que ainda estava atordoada. Pandora lhe explicou tudo a respeito de quem Felicity era, disse que sabia, pela memória de Catherine, que John estava simplesmente atrás de sua filha bastarda, e acabou encantando-se com os dons que ela possuía. Seus planos eram claros, pelo menos para Pandora: aquele homem queria somente usar as habilidades de sua filha para se beneficiar, como a escrita de belos discursos, ou a memorização de vários livros e outros tratados, mas ele não pensava que ela tinha um problema sério, não levou em conta que ela não podia ser colocada diante de situações de estresse, ou seriam sérias as consequências. A dor daquela revelação fez com que Felicity desmaiasse, e só acordasse depois de um dia. Pandora novamente estava em seu quarto, e as duas finalmente puderam conversar. Os sentimentos de Catherine, a devoção de Felicity, quem era Hades, quem era Pandora, o que era cosmo. Ao longo de um mês, houve muito diálogo entre as duas. No final, Felicity finalmente percebera que só havia uma pessoa em quem podia confiar: Catherine, e mais ninguém. Pandora conseguira fazer uma espécie de lavagem cerebral nela, transformando-a no boneco perfeito. Disse que a senhora do castelo não havia desaparecido, apenas “emprestado” seu corpo, e isso se aplicava ao jovem senhor também. Caso Hades conseguisse reinar pleno, ele lhe retornaria seus amados mestres. Quando enfim a serva estava mais calma, uma proposta foi feita: Felicity traria da Inglaterra toda a biblioteca de Catherine, e também traria outros manuscritos para completá-la, livros e pergaminhos dos mais diversos que encontrasse. Ela seria livre como o vento, poderia ir para onde quisesse, contanto que voltasse quando fosse solicitada, para então cuidar de afazeres em Heinstein. Em troca, receberia um treinamento especial para dominar seu cosmo, e assim foi feito. Supervisionado pela própria Pandora, o treinamento de Felicity rendeu os melhores frutos: seu cosmo ajudara a controlar suas doenças, e potencializara sua memória ainda mais, permitindo que ela conseguisse lembrar-se também de coisas como movimentos de mão, modos de segurar canetas e etc. Isso deu à moça uma habilidade impressionante: copiar perfeitamente documentos e desenhos. Durante 10 anos, ela treinou arduamente esta habilidade e sua técnica, tornando-se uma ferramenta valiosa para Pandora no âmbito diplomático. Também aprendeu que conseguia potencializar o poder de sua espada se colocasse uma camada de seu cosmo nela, podendo até lutar de igual para igual com inimigos como cavaleiros de bronze mais fracos. Ela passou a ser uma companhia para um dos esqueletos que servia de porta-voz dos senhores de Heinstein, escrevia discursos para ele e visualizava enquanto nobres escreviam. Então, quando chegava uma carta dos mesmos nobres, ela conseguia copiar perfeitamente aquela letra. Isso permitiu que alguns inimigos dos Heinstein fossem simplesmente eliminados da região, e algumas terras ao redor do castelo passaram para as mãos de Pandora e, consequentemente, de Hades. Felicity, então, virou guardiã da segunda chave-mestra de Heinstein, tendo acesso a todos os aposentos, assim como Pandora. Seu bom trabalho em todos aqueles anos eram a maior prova de que Catherine havia, realmente, conseguido moldar uma serva perfeita, e assim ela se tornou digna de confiança. Essa liberdade também se manifestou nas roupas de Felicity. A embaixatriz permitiu que ela se vestisse como achasse adequado nos domínios de Hades, mas que sempre vestisse os melhores trajes quando saísse. Então, o espírito curioso de Felicity fez com que ela experimentasse novas formas de confeccionar roupas e acessórios com materiais que tivesse à mão. Seu principal alvo foi as câmaras de tortura, onde conseguiu correntes e pedaços de couro. Seus olhos pareciam brilhar com as novas descobertas, e ela finalmente conseguira transformar seu vestido preto preferido em uma obra de arte (ao menos em sua cabeça). Nos três anos seguintes, começando por 1543, Felicity fora incumbida de viajar pelo mundo e coletar diversas informações, especialmente sobre os deuses e suas movimentações. Para que pudesse ser chamada de volta, recebeu uma marca em forma de rosa em suas costas, feita pela própria Pandora, que queimaria quando fosse para ela retornar. Então, ela seguiu para a Grécia, onde aprendeu muito mais sobre todo o panteão, a mitologia em si e os herois. Seria muito fácil completar aquela tarefa, porém, uma coisa lhe chamou a atenção: os gregos mantinham contato com os egípcios, e os deuses eram sincretizados. Isso despertou sua curiosidade, e a moça resolveu voltar para Heinstein por si só. Entregou seus relatórios, livros e mais livros sobre os deuses e cavaleiros. Como seu cosmo era inofensivo quando não estava em ápice, até possíveis cavaleiros a ignoravam, então, sucedera conforme o previsto: descobrira um pouco sobre as movimentações de Athena e sobre a chegada de alguns cavaleiros. Depois, começou a questionar Pandora sobre a existência de outros deuses, e esta lhe ofereceu uma última chave, muito pequena para que a fechadura pudesse ser aberta pela chave mestra. Pediu para que concentrasse todo seu cosmo naquela chave, e então, colocasse em um pequeno buraco de fechadura que estava discretamente escondido atrás de uma estante. E assim foi feito. Finalmente, a maior prova de confiança fora dada a Felicity, ela tinha acesso ao acervo mais secreto, onde tinha uma série de pergaminhos antiquíssimos, conservados apenas pelo cosmo que Pandora e Hades depositavam na barreira. Agora, eles possuiriam mais uma camada de cosmo para protegê-los, pois, ao colocar a chave na fechadura, a barreira daquele lugar sugou o cosmo de Felicity, e este passou a fazer parte dela. Aquela barreira, por estar dentro do véu de Hades, no castelo de Pandora e na biblioteca que agora era de Felicity, não podia ser sentida, pois os cosmos ali se misturavam naturalmente. Aqueles pergaminhos estavam escritos em grego arcaico, hieróglifos e escrita cuneiforme. Também encontrou uma espécie de Pedra de Roseta bem simples, que continha os três idiomas antigos e o grego que a moça havia aprendido. Assim, ela iniciou novamente seus estudos. Passou os anos seguintes desvendando alguns pergaminhos, coisa que demorava também por causa de seu transtorno e das outras tarefas que precisava executar. Então, em 1547, Pandora a chamou para seu salão. Havia uma instrução especial para ela: estava se aproximando o tempo em que espectros retornariam, então, Felicity deveria esconder sua real natureza de todos. Uma pessoa subestimada é a que melhor desempenhará seu papel no final, então, para proteger o castelo, seria importante que ela escondesse o fato de que possuía a chave mestra, além da existência daquele acervo secreto. Ela se tornaria oficialmente a guardiã de Pandora e dos segredos de Heinstein. Então, Felicity concordou, mas também fez um pedido a Pandora: sair para estudar pessoas. Ela queria saber como é ser um ser humano subestimável, e seu desejo fora prontamente atendido. Então, ela deixou o castelo, e só retornaria a ele na virada do ano de 1548 para 1549, quando finalmente tivesse aprendido a utilizar a perfeita máscara da serva subestimável. Em sua jornada, descobriu seres humanos completamente desastrados, e os usou como modelo. Aprendeu também uma habilidade muito útil: quando pessoas deixavam coisas caírem, elas eram danificadas, então, ela criou uma espécie de barreira que conseguiria proteger qualquer coisa que deixasse cair, uma forma perfeita de não se desesperar ao fazer algo assim. Então, quando retornou para o castelo, muita coisa havia mudado: já haviam muitos outros seres ali. Ela teria que ser cautelosa. Porém, a primeira coisa que precisava fazer era olhar novamente para sua amada biblioteca. E a história continua... [align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA[/align] Felicity nunca possuiu uma armadura. |
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