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Touro; Bayron O´Connor
Topic Started: Jun 15 2017, 12:30 AM (31 Views)
Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align]


Nome: Bayron O’Connor (Aldebaran)
Idade real: 21
Idade aparente: 23
Data de nascimento: 19 de Maio de 1528.
Signo: Touro
Local de nascimento: Litoral Oeste de Highlands (Oeste do Lago Ness), Escócia.
Local de treinamento: Atual Arábia Saudita (Território do Império Otomano), Montes Tauro (sul da Turquia) e Grécia (Santuário).
Raça: Humano
Idiomas falados: Grego (Fluente), Árabe (fluente), Gaélico Escocês (Fluente), Gaélico Irlandês (Avançado), Turco (Avançado) e Inglês (Intermediário).



Aparência: Bayron teve um treinamento rigoroso desde a sua infância para adquirir força, resistência e flexibilidade, devido a isso fica notório ver seus músculos bem desenvolvidos; não são avantajados, mas fortes e trabalhados, criando assim, um corpo quase sem gordura, mérito também de sua dieta. Sua força física é muito maior do que o seu próprio corpo revela. Seus braços e pernas são longos, dando-lhe grande envergadura para combates. Possui 1,91 metros de altura e um peso de 85 kg.

Como um típico escocês, ele possui pele branca, mas fortemente bronzeada pelo sol do Oriente Médio. Seu cabelo é vermelho como a cor do fogo, liso e volumoso, está sempre aparado para não tocar em seus ombros. Mas ele pouco se importa com a aparência do mesmo, o que reflete sempre, em um cabelo desarrumado e espetado, caído sobre a sua testa e chegando à altura dos olhos. Seus olhos têm uma característica peculiar, eles são dourados, um amarelo forte e vivo, que muitas vezes reflete a cor de seu cabelo, parecendo que ele tem olhos vermelhos. Bayron tem olhos estreitos, “puxados”, que fogem do padrão de seu povo. Possui nariz pequeno e lábios finos. No geral ele é um homem bonito, com uma certa beleza selvagem, as mulheres podem facilmente se encantar com a sua aparência.

O jovem escocês ainda tem algo de exótico, possui um piercing de ouro no lábio inferior da boca, uma lembrança e pequena honraria aos costumes de seu antigo amor. Em seus braços ficam duas argolas de ouro, uma em cada membro, bem próximas do ombro. Tem por costume vestir roupas leves, túnicas ao estilo grego ou sua armadura de treino, um peitoral de aço da cor do ouro, com um protetor de cintura de mesmo material que chega próximo dos joelhos, unido de uma calça cortada que fica escondida por um manto branco enrolado na cintura como se fosse uma “saia”. Normalmente utiliza sandálias gregas ou uma espécie de bota de treino, mas não é incomum vê-lo descalço.




Personalidade: Bayron teve uma vida sofrida e solitária, isso talhou em sua alma uma tristeza que é facilmente visível em seu rosto. Não que ele seja um homem triste, mas a vida que teve lhe tirou parte do brilho de viver, fazendo do mesmo um homem de poucas expressões, sorrisos tímidos e ações controladas. Seu temperamento calmo se torna muitas vezes vantajoso, lhe permitindo ver as situações com maior eficiência. Com um coração endurecido, ele não se permite influenciar por sentimentos que possam atrapalhá-lo, como angústia, fúria, medo, entre outros...

Apesar de frio, ele se importa com as pessoas ao seu redor. Sempre que pode as ajuda sem esperar nada em troca, vê-los felizes, otimistas ou qualquer outro sentimento positivo, lhe conforta, o enche de vontade de viver. Tudo o que mais deseja para os seus aliados e protegidos é que não tenham que passar pelo que ele passou, por isso deseja poder, e sabe que toda experiência é bem-vinda, mesmo contra um inimigo perigoso. Se sobreviver, será ainda mais forte.

Dentro da ordem de Athena trata os Cavaleiros de patente inferior como um igual, buscando sempre que possível, ajudá-los. Já os Cavaleiros de patente superior são tratados com respeito e até com certa admiração, isso quando eles não se mostram “indignos” aos seus olhos. Sua vida social é muito bem controlada, pensa muito bem antes de dizer algo a alguém, a não ser que essa pessoa realmente mereça receber a verdade “nua e crua”. Com sua fala mansa e maneiras polidas, ele consegue sempre ter grande influência sobre terceiros. Ele não o faz para fazer gentil com os outros, isso realmente é uma característica sua. “Não faça ao outro aquilo que você não gostaria de receber.” Pelo seu próprio comportamento recluso, ele evita lugares tumultuados, mas quando não pode evitar, confraterniza mantendo-se o mais afastado possível.

Em combate ele faz das leis de Athena suas. Jamais faria covardia a um inimigo ou o faria sofrer lentamente (por diversão). Quando percebe na essência de seu adversário uma boa índole, tentará converte-lo ao seu próprio ideal, mas se o inimigo for maligno, nunca o perdoará (isso de acordo com os seus pecados), mesmo que esse implore por sua vida. Como um verdadeiro guerreiro ele reconhece o valor de seu adversário, e o honrará lutando com toda a sua força. Quanto mais poderoso for seu oponente, mais desejo de derrotá-lo ele terá. Parte disso é culpa da sua vontade incessante de se tornar mais forte. Sempre em busca de superação, sua coragem é extraordinária e não pode ser comparada a descuido ou ignorância, ele apenas confia em seu próprio poder e na sua vontade de viver!




[align=right]COSMO[/align]


Manifestação: O Cosmo de Bayron reflete o tom de sua própria armadura, um dourado alaranjado, brilhante como a luz do Sol. Quando seu Cosmo é elevado a níveis medianos, ele possui a forma de vapor, como a fumaça do gelo seco ao tocar a água. Tal energia se prende ao redor do Cavaleiro, formando uma espécie de manta energética. Agora, quando o mesmo é elevado ao seu máximo, sua energia dourada entra em um ciclo helicoidal ao redor do guerreiro, simulando uma espécie de ciclone de energia em fluxo constante... Em uma manifestação acima do comum, quando é necessário atingir seus próprios limites de Cosmo, a imagem de um Touro Cósmico gigante se forma sobre o Cavaleiro, como se o mesmo fosse seu guardião e o responsável por lançar a Técnica.

Não é incomum em alguns casos (necessidade extrema), ambos, Touro e Centauro se colocarem lado a lado para defenderem o seu protegido. O Cosmo de Bayron, nesse momento, mantem o seu padrão dourado, mas com fios de luz prateado, criando uma mistura entre as duas cores... (a forma se mantém como descrito anteriormente).



Sensação: Toda a elevação de seu Cosmo, a partir do nível médio, será sentida por seus inimigos e aliados como uma vibração constante sobre o(s) seu(s) corpo(s) e no ambiente, eles irão tremer, mesmo que involuntariamente. O ar, a terra e/ou a água entrarão em um ritmo de vibração constante e proporcional a força do Cosmo do Cavaleiro, todas as moléculas de um ambiente, mesmo as mais afastadas como no caso do ar, sentirão o efeito de vibração. Elas irão se chocar e propagarão a vibração em uma esfera invisível de 360º ao redor do Cavaleiro. A sensação é constante para todo e qualquer um que estiver próximo de Bayron, mas proporcional ao nível Cósmico do(s) espectador(es). Quanto mais fraco for o domínio de Cosmo do espectador, maior será a sensação de tremor involuntário, seguindo o princípio inverso para um espectador de domínio Cósmico maior (a cargo do narrador).

O fato de muitos sentirem em seus corpos uma sensação imposta por Bayron, sugere uma grande capacidade de intimidação, atuando de forma a abalar seu(s) espírito(s) de luta. Umasensação de desconforto, respeito e pavor se misturam dentro de seu(s) oponente(s), assim afetando-o(s) fisicamente ou psicologicamente (a cargo do narrador). Basicamente, todos que o veem como um adversário, poderão sentir os efeitos citados anteriormente, enquanto seus aliados terão efeitos mínimos ou nulos, pois sabem que não é a intenção de Bayron feri-los.



Motivação: Desde a sua infância Bayron foi movido pela vontade de viver, ele não teme a morte, mas nunca desistirá de sua própria vida. Esse sentimento gerou uma vontade inabalável de superação, atingir níveis cada vez maiores de um “poder infinito” que vive em seu interior. Quanto mais difícil for a barreira imposta ao seu destino, mas ele lutará para superá-la. Tendo isso em mente, todo e qualquer adversário de nível superior ou equivalente ao seu, fornecerá ao Cavaleiro uma vontade extrema de vencer, quanto mais difícil se mostrar a sua demanda, mais forte se tornará a sua determinação. O Cavaleiro ainda tem abominação pelo mal, se um adversário mostrar possuí-lo em sua essência, isso despertaráuma chama de fúria que queima intensamente para o fortalecimento de seu Cosmo. Esse desejo não se extingue com a rendição do oponente maligno.

Quando um oponente se mostra quebrado (sem vontade de lutar, seja por danos físicos ou efeitos psicológicos), a vontade de Bayron parece também diminuir, seu Cosmo enfraquece, mesmo que ainda se mantenha forte, demonstrando que seu interesse naquela luta também se amenizou. No entanto, a sua maior fraqueza vem do seu sentimento de falha, ele luta para evitar a escravidão e as mortes de inocentes, por isso, quando falha em salvar uma vida que poderia ser salva por ele, seu psicológico é afetado de maneira drástica. Na verdade, ele se auto inflige um sentimento de culpa que se torna uma barreira para queimar o seu Cosmo efetivamente.Enquanto ele não se perdoar, seu Cosmo não alcançará o seu nível máximo (a cargo do narrador).





Domínio:

Rank de Poder Geral: A

Domínio dos Cinco Sentidos: Normal
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Telecinesia, Intuição, Sincronia, Sintonia, Sinestesia, Empatia e Radiestesia).

Domínio do Sétimo Sentido: Pleno (Kýklos da Terra, Água, Fogo, Ar, Som, Luz e Pensamento).
Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum
Domínio do Nono Sentido: Nenhum




[align=right]TRAJE [/align]


Mudanças: A armadura permanece praticamente idêntica à do Aldebaran de Touro, porém com “traços mais delicados”, menos exagerados. Se tornando menor para se adaptar ao corpo “atlético” de 1,91 cm de Bayron. A maior diferença está no tom da armadura, que está mais dourada e menos alaranjada, e no seu elmo, que está com cor uniforme.
Obs: Alterações com caráter estético.

[align=center]Posted Image[align]
Rank do Traje: A

Características do Traje:

Ponto de Fusão – As armaduras de ouro suportam até 5.000º Celsius de temperatura (devido ao pó de estrelas presente nas mesmas), e protegem seus usuários dos efeitos nocivos do calor a essa temperatura. Acima disso, as armaduras de ouro derretem ou são severamente avariadas, salvo algumas exceções.

Ponto de Congelamento – As armaduras de ouro suportam até -272º Celsius de temperatura, e protegem seus usuários dos efeitos nocivos do frio a essa temperatura. Abaixo disso, as armaduras de ouro congelam ou trincam, salvo algumas exceções.


Estigma do Zodíaco – As armaduras de ouro estão muito ligadas às 12 casas zodiacais, criadas por Athena, de forma que são muito mais poderosas em seu interior. Sempre que as armaduras de ouro estiverem dentro do território das 12 casas (incluindo o Salão do Grande Mestre e o Templo de Athena), elas regeneram sua própria Vitalidade com muito mais eficiência (1% a cada turno), e sem precisar da caixa de Pandora (essa taxa dobra dentro da mesma). Além disso, sempre que a armadura estiver em sua casa correspondente, ela se tornará indestrutível (não poderá ser reduzida a 0% de Vitalidade).


Fulgor do Sol – As armaduras de ouro absorvem a luz solar e, por isso, possuem aspecto dourado e luminoso. Mas a luz solar não apenas adorna as armaduras, mas dá vida a elas. Sob a luz direta do sol, uma armadura de ouro regenera 1% de sua Vitalidade por turno (acumula-se com a habilidade Estigma do Zodíaco), não importando se ela está montada ou no corpo do cavaleiro de ouro.


Estabilidade: O touro jamais vai ao chão ou dele é arrancado contra a sua vontade. No máximo, fica de joelhos, mas não se prostra, nem pode ser derrubado. Ele permanece, teimosamente, de pé. A armadura pode continuar protegendo a casa de Touro mesmo após a morte do usuário, ou seja, mesmo que ele esteja morto, de pé, oponentes com Rank de Poder Cósmico inferior ao Rank do Traje da armadura receberão dano do último ataque que o cavaleiro desferiu em vida. É como se a casa inteira estivesse em sintonia com o cavaleiro e pegasse emprestado seu poder.

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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]TÉCNICAS[/align]



I. Estrondo


Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Toda a energia de Bayron se acumula na parte central de seu corpo (centro de Massa) e ele a libera expulsando-a de forma abrupta, fazendo uma poderosa onda de energia cósmica avançar em linha reta em direção ao seu alvo. Ele não precisa de uma posição especifica para acumular sua energia, mas a libera estendendo seus braços para frente, com as palmas das mãos abertas e chamando por sua técnica; um movimento rápido de impulsão motivado por um “grito” que alimenta a sua adrenalina. Sua energia se move como um cometa, uma espécie de esfera oval de 2 metros de diâmetro é lançada do corpo de Bayron e conforme se propaga no ar, deixa um rastro de energia (meramente visual) devido a sua velocidade surpreendente. A velocidade e o poder colossal acima do normal são explicados pelo grande acumulo de Cosmo em todo o corpo do jovem, que é expulso forçosamente por cada célula de seu corpo no momento em que atinge o limiar máximo de sua capacidade, provocando uma energia acumulada que deixa seu momento de inércia com uma aceleração absurda, assim ela se move em sua velocidade máxima desde o momento em que deixa o corpo do Cavaleiro. A Força esmagadora da técnica é proporcional a sua aceleração absurda e a grande quantidade de massa cósmica acumulada em um “único ponto”*, criando assim não só uma Técnica rápida, como também poderosa. Quando ele libera sua Técnica um som ensurdecedor é liberado, e por isso, esse golpe foi batizado como “Estrondo”.
O conceito de sua técnica foi ensinado por Anatã, e ele a desenvolveu antes de se tornar um Cavaleiro de Athena. A ideia central da mesma se refere à capacidade de ultrapassar a velocidade limite de Bayron, sendo essa uma velocidade gerada pelo conceito de criação da técnica. No momento em que Bayron lança a massa de energia de seu corpo, ele fica livre para fazer qualquer ação subsequente...


Nota: (*)1. Na Física, força é igual à massa vezes a aceleração (F=m.a).
2. “único ponto” se refere ao centro de massa do Cavaleiro.

Efeito:
Sua técnica tem o único propósito de “esmagar” tudo que estiver a sua frente, em uma distância de até 150 metros. Seja qual for o alvo em seu caminho, será rechaçado pelo golpe e arrastado pelo mesmo até o seu limite.Bayron não pode interromper a técnica uma vez que erre um alvo, assim como a munição de um revolver, no momento em que ela deixa o corpo de Bayron, a técnica se propaga até o seu limite de distância.

O impacto da mesma é extremante poderoso, podendo quebrar armaduras e ou ferir o inimigo internamente (A cargo do Narrador). Sua Técnica pode acertar mais de um oponente, contanto que os mesmos estejam em sua trajetória e dentro do limite de seu alcance (150 metros), contudo, apenas o primeiro terá o dano total, os outros terão um dano reduzido, algo em torno de 10% de redução por alvo subsequente. Sua maior fraqueza é o fato de se mover em linha reta, tornando mais fácil uma possível esquiva do inimigo, mas a técnica é compensada em velocidade, essa sendo anormalmente acima da velocidade do Cavaleiro, devido, exclusivamente, ao efeito de criação da técnica; quando o Cosmo é liberado do centro de massa do seu corpo, a energia deixa o seu momento de inércia com uma aceleração absurda, efeito da “explosão controlada” que libera toda a energia. Dessa forma ela se move em sua velocidade máxima desde o momento em que deixa o corpo do Cavaleiro até o seu limite de alcance (150 metros). Até mesmo oponentes do seu nível Cósmico podem não conseguir assistir (acompanhar) o avanço do golpe (a cargo do narrador).

O Gasto Cósmico para utilização da Técnica é mediano, equivalente ao dano mediano (18% a 23%) causado contra inimigos do seu nível. O dano para oponente de nível diferente é proporcional (a Cargo do Narrador).



II. Lança Centauro


Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Na mitologia grega os Centauros são retratados como bestas, criaturas ferozes e insensatas, existiam exceções como Quíron e Folo. No entanto, essa técnica faz referência a raça Centauro; metade humano e metade cavalo. Eles tinham a lança como uma de suas principais armas. Bayron desenvolveu esse golpe antes de conquistar sua Armadura de Prata, nunca dando-lhe um nome, até se tornar um Cavaleiro. Nomeou como Lança Centauro em homenagem a sua antiga armadura de prata, e devido, a grande familiaridade que a Técnica possui a esses “antigos” guerreiros.

Para execução da Técnica, Bayron posiciona o seu antebraço e a sua mão (dito in-game se será direito ou esquerdo) na forma de uma espada (os coloca em posição retilínea), e na ponta de sua mão é iniciada uma concentração de Cosmo Energia que envolve toda a região, criando assim uma espécie de lança de energia (com ponta comprida em forma de “seta”) presa ao antebraço do Cavaleiro (A lança tem início no cotovelo de Bayron, se estendo por mais meio metro após o termino de sua mão). Sua energia concentrada na lança emite uma luz intensa dourada (a cor do seu cosmo) que pode atrapalhar a visão de todos que estiverem próximos (a cargo do narrador).

Essa Técnica é muito poderosa, e tem como base atacar pontos vitais no corpo do adversário (isso não é uma regra). Devido ao seu tamanho, seu golpe deve ser realizado a curto alcance e, por isso, o escocês deve se aproximar de seu alvo e lançar um golpe como se o seu próprio antebraço fosse uma lança, estocando a sua presa e perfurando o seu corpo. Seu poder de perfuração é surpreendente, baseado não só no Cosmo afiado de sua técnica, mas também pela força do movimento de impulso do seu braço (movimento da estocada). No momento em que ele lança a estocada, sua adrenalina é liberada com o chamado da Técnica.

Esse golpe tem o único propósito de causar danos em um oponente, mas nada impede o Cavaleiro de utilizar a sua lança para bloquear um golpe do adversário, como por exemplo, se defender de um golpe de espada. A sua resistência ao golpe do adversário será proporcional ao nível do Cosmo aplicado na lança, em relação ao poder ofensivo do ataque do oponente (a cargo do narrador).

Efeito:
Sua lança possui um grande poder de perfuração, podendo até mesmo atravessar armaduras do mesmo nível do seu Cosmo (a cargo do narrador). Armaduras de nível inferior serão facilmente perfuradas e no caso de Armaduras de nível superior, mesmo que ele não consiga perfurá-las, o oponente sentirá o efeito da estocada como se fosse uma forte pressão localizada.

O Gasto Cósmico para criar sua lança presa ao antebraço é baixo, e ainda mais baixo para mantê-la por turnos consecutivos (a cargo do narrador). O dano é mediano-baixo (12% a 17%) contra oponente do seu nível e proporcional para oponentes de nível diferentes (a Cargo do Narrador). Essa escala não faz referência a um ponto vital que teria seus efeitos amplificados (a cargo do narrador).

Sua técnica é de curto alcance, mas a sua lança pode se estender até 20 metros (o seu limite) no momento da estocada*, podendo perfurar mais de um alvo, se eles estiverem na mesma direção e dentro do alcance da técnica (a cargo do narrador). No entanto, para que isso ocorra, ele gasta mais cosmo para manter o poder efetivo de sua técnica. Ou seja, ele tem o seu gasto padrão de criação (dito anteriormente) mais um gasto baixíssimo para estender a lança sem que ela enfraqueça, mantendo assim a escala de dano citada anteriormente.

*Direi dentro do jogo se pretendo fazê-la se esticar ou se irei usá-la normalmente.


III. Investida dos Mil Touros


Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Uma técnica desenvolvida a partir da “Investida dos Centauros”, quando Bayron se tornou Cavaleiro de Touro. Essa Técnica teve a forma das bestas alteradas, os Centauros se transformaram em Touros dourados, e a força de impacto original, ganhou poder explosivo.

Fechando os seus olhos por um breve instante, Bayron visualiza a imagem do seu pelotão dourado de Touros. Concentrando seu Cosmo com os braços junto ao corpo, e punhos cerrados, a figura dos animais mitológicos começam a surgir atrás de si, 100 Touros ao todo, com tamanho médio de 2 metros. Todos eles são criaturas de “puro músculo” e chifres afiados. Eles se posicionam atrás do Cavaleiro como se fossem os seus Guardiões, batendo suas patas em terra para criar um verdadeiro terremoto. Eles se mantém em posição até que Bayron impulsiona seus braços para frente, fazendo com que eles partam em disparada em direção ao seu (s) alvo(s). Quando Bayron os libera, eles sofrem uma ligeira mudança, tornam-se um pouco menores, e existe a sensação de que cem touros se transformaram em mil animais Cósmicos em debandada. Eles cruzam a distância até seu(s) alvo(s) em pouco tempo, fazendo o chão tremer e o ar vibrar.

Efeito:
O processo da técnica é rápido, levando poucos segundos para o surgimento dos Touros e o ataque dos mesmos. Esses se posicionam em linha (com 15 metros de comprimento) atrás de Bayron e se movem para frente (como o avanço de um pelotão) ou lateralmente, criando uma espécie de “campo semicircular” que pode convergir para um ou mais pontos. O alcance (raio) de sua técnica é de 75 metros de distância.

Área de Efeito

A manada irá se mover apenas para frente, mas cada Touro Cósmico pode mudar a sua direção para perseguir o(s) seu(s) alvo(s) se for necessário. Mesmo um oponente que esteja no ar, não estará livre de ser atacado, visto que as bestas podem galopar em pleno ar, devido à telecinese do Cavaleiro.

Cada Touro Cósmico escolhe um alvo, agindo como se fossem entidades com vida própria (se, por exemplo, existirem dois inimigos, os Touros se dividirão em dois “pelotões”, cinquenta para cada alvo) e se movem em uma velocidade surpreendente contra o(s) inimigo(s) (sendo essa, a velocidade máxima atual de Bayron). Ao atingir um alvo, esse é “esmagado” pela pressão Cósmica de Bayron, e o Touro, logo em seguida, explode para aumentar o dano no local de contato. Assim enfraquecendo o(s) alvo(s), ou destruindo obstáculos (barreiras) para abrir passagem para os Touros que segue o que está na dianteira.

O ataque se resume em uma força massiva de Cosmo que age com força impactante, pressionando para baixo o corpo de seu(s) alvo(s), por isso o termo atropelar, seguido da explosão do Cosmo, encadeado pelo forte impacto contra o(s) alvo(s). O impacto/explosão da mesma é extremante forte, podendo quebrar armaduras e ou ferir o inimigo internamente (A cargo do Narrador). A força do golpe vem da formação de ataque dos Touros, e da combinação de força entre os mesmos, ou seja, o dano é acumulativo.

Cada Touro separadamente causa danos consideráveis, mas baixo; Porém o ataque tende a ser acumulativo chegando a dano alto (30% a 37%) para oponentes do nível Cósmico de Bayron (A cargo do Narrador). Quanto mais fraco for o oponente, maior será o dano, o mesmo vale para oponente de nível superior, que terá danos mais reduzidos. O gasto Cósmico total da técnica é mediano alto.

Infelizmente, por exigir muita concentração de Bayron, enquanto a técnica estiver ativa, ele estará vulnerável, pois estará controlando o avanço de suas feras. Por outro lado, nada o impede de interromper o golpe para se defender de um ataque por trás, assim liberando os touros cósmicos para um avanço direto e desenfreado.

Um efeito secundário de sua técnica, é o tremor constante que ocorre no ambiente, um verdadeiro terremoto que faz até o ar parece tremer. A terra e o ar tremem tão intensamente que atrapalha a fuga de qualquer alvo (a cargo do narrador), esses podem perder o equilíbrio e ou a concentração, se tornando alvos vulneráveis ao ataque da manada. A sensação de Tremor alcança até 100 metros de raio, tendo maior intensidade no epicentro.


IV. Explosão Titânica


Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Muitos Gladiadores da Roma antiga eram nomeados como Titãs pelos seus grandes feitos, um apelido que foi passado para a cultura da luta de Arena na qual Bayron se tornou gladiador. Apreciando de certo modo o nome, o Cavaleiro criou sua mais poderosa Técnica homenageando a si mesmo.

Com apenas uma mão ele energiza uma grande quantidade de seu Cosmo, posicionando-a a frente de seu corpo com a palma da mão para cima. Sua energia então se expande formando uma esfera cósmica de aproximadamente 1 metro de diâmetro. Nesse momento o Cavaleiro passa a imagem de estar segurando a Esfera com apenas uma mão. Em seguida, toda a energia começa a se comprimir, se transformando em um pequeno ponto na palma da mão do escocês. Todo esse processo é rápido, levando poucos segundos.

Então ele fecha a sua mão e pelas frestas dos seus dedos é possível ver uma luz dourada irradiando o ambiente. Por último ele soca o chão, transmitindo toda a sua energia comprimida ao mesmo, e criando uma explosão ao seu redor que assume a forma de uma esfera de energia em expansão. Essa tem o seu início ao redor do Cavaleiro, envolvendo-o, e em seguida, se expandindo rapidamente para todos os lados, destruindo tudo em seu caminho. A terra é rasgada erguendo grandes pedaços de rocha para todos os lados e tudo ao seu redor sofre com o poder esmagador de seu golpe.

Efeito:
“A esfera destruidora” é uma fonte de Cosmo maciço que tem a função de “esmagar” e ou rechaçar tudo em seu caminho, por consequência, o solo é destruído, criando uma enorme cratera no mesmo. Tudo que ficar em seu caminho será rechaçado. A explosão de cosmo é tamanha que pode “rebater” técnicas inimigas (A cargo do Narrador) e se estender por um raio de 70 metros. O impacto da mesma é extremante poderoso, podendo quebrar armaduras e ou ferir o inimigo internamente (A cargo do Narrador). Qualquer um ao seu redor pode ser afetado pela técnica, sejam inimigos ou aliados, e até mesmo aqueles que estiverem no ar, já que ela se expande como uma esfera. O avanço do golpe é extremamente veloz, mas não ultrapassa os limites de velocidade do Cavaleiro. Quanto mais próximo da origem da explosão, mais dano o alvo sofrerá, sendo que esse será arrastado até o limite da técnica, e por último, lançado pela força do empurrão da mesma, podendo sofrer danos posteriores pela força do impacto do seu corpo contra o solo (a cargo do narrador).

O gasto de Cosmo da técnica é muito alto (25 %), mas compensa com dano(s) muito alto(s) contra inimigo(s) do seu nível (40% a 50%). Oponentes mais fracos podem ser levados à morte (A cargo do narrador) e oponentes mais fortes tem danos reduzidos proporcional ao nível de seus poderes.



V. Aldebaran


Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Aldebaran é a estrela que brilha mais forte na constelação de Touro, devido a isso, Bayron nomeou sua técnica com o nome da principal estrela de sua Constelação guardiã, pois assim como a estrela, essa é a técnica que faz o seu Cosmo brilhar mais forte.

Com apenas uma mão ele energiza uma grande quantidade de seu Cosmo, posicionando-a a frente de seu corpo com a palma da mão para cima. Sua energia então se expande formando uma esfera cósmica de aproximadamente 1 metro de diâmetro. Nesse momento o Cavaleiro passa a imagem de estar segurando a Esfera com apenas uma mão. Em seguida, toda a energia começa a se comprimir, se transformando em um pequeno ponto na palma da mão do escocês. Todo esse processo é rápido, levando poucos segundos.

Então ele fecha a sua mão e a energia cósmica se funde ao seu braço, iluminando-o por inteiro, é possível ver uma luz dourada irradiar todo o ambiente. Após essa etapa, Bayron está livre para se movimentar, aproximando-se de seu alvo caso seja necessário, para em seguida, desferir um soco no ar que libera toda a energia para frente. A figura do Touro sai de seu punho, seguido de uma enorme onda de energia cósmica que destrói tudo em seu caminho.

Efeito:[/colo]
“A figura do Touro junto da onda destruidora” é uma fonte de Cosmo maciço que tem a função de “esmagar” e ou rechaçar tudo em seu caminho, por consequência, o solo é danificado, criando um rastro de destruição no mesmo. Tudo que ficar em seu caminho será rechaçado. A explosão de cosmo é tamanha que pode “rebater” técnicas inimigas (A cargo do Narrador) e se estender em cone por 120 metros de alcance e 50 metros de largura. O impacto da mesma é extremante poderoso, podendo quebrar/destruir armaduras e ou ferir o inimigo internamente (A cargo do Narrador). Qualquer um em seu caminho pode ser afetado pela técnica, sejam inimigos ou aliados. O avanço do golpe é extremamente veloz, mas não ultrapassa os limites de velocidade do Cavaleiro de Touro. Quanto mais próximo da origem da explosão, mais dano o alvo sofrerá, sendo que esse será arrastado até o limite da técnica, e por último, lançado pela força do empurrão da mesma, podendo sofrer danos posteriores pela força do impacto do seu corpo contra o solo (a cargo do narrador).

O gasto de Cosmo da técnica é muito alto (25%), mas compensa com dano muito alto contra inimigo(s) do seu nível (46% a 50%). Oponentes mais fracos podem ser levados à morte (A cargo do narrador) e oponentes mais fortes tem danos reduzidos proporcional ao nível de seus poderes.




VI. Alfa Centauro (Toliman)


Categoria: [Defensiva/Suporte/Ofensiva]
Descrição: Essa técnica foi desenvolvida quando ainda era um Gladiador, quando estava próximo de morrer. Sua vontade de viver excitou sua imaginação e explodiu o seu Cosmo na forma da Técnica. Ela só veio a receber um nome depois que ele se tornou Cavaleiro, devido à semelhança que a estrela possui com a sua Técnica. Na verdade, Alfa Centauro é um sistema duplo que gira em torno de um centro comum [1].

Sua técnica é ativada com o encontro de seus punhos a frente de seu peito. Nesse momento seu Cosmo “explode” e saem do chão cinco correntes de energia que começam a girar ao seu redor em altíssima velocidade, até criar o efeito visual de uma esfera em movimento rotacional com o diâmetro de 5 metros. Sua barreira tem caráter de proteção individual, mas Bayron pode utilizá-la para proteger outros indivíduos, contanto que o número dos mesmos não ultrapasse o limite de raio de 2,5 metros da sua proteção. Uma vez que a “esfera” é criada, Bayron pode se mover livremente dentro da mesma, mas não pode lançar técnicas de dentro para fora. Seu propósito é exclusivamente defensivo, mas pode causar danos, caso alguém encoste na barreira. Mesmo que ela tenha a função de proteção, a técnica também pode servir como uma pequena arena para manter Bayron e um adversário confinados a lutarem a curta distância.

Efeito:
Sua defesa é extremamente poderosa, devido a sua concentração de “massa Cósmica” e sua segunda função, o redirecionamento. Além de suportar o impacto de ataques inimigos, ela redireciona os mesmos (devido ao movimento de rotação), assim aliviando a pressão sobre ela. Sua defesa o protege contra “qualquer” tipo de ataque exterior, seja Cósmico, físico, venenoso ou mental; no caso do último citado, o seu Cosmo atua como um “nublador”, um isolante para os efeitos mentais externos.

Devido à “maciça” quantidade de Cosmo e altíssima velocidade de rotação, a barreira tem propriedades cortantes, como se a mesma fosse composta por diversas lâminas Cósmicas, assim qualquer um que tocar a barreira pode sofrer dano (A cargo do narrador). Isso justifica a cratera que sempre é deixada no chão quando a mesma é utilizada. Essa barreira é fixa, Bayron não pode movê-la, e ela pode girar em sentido anti-horário ou horário, dependendo da vontade do escocês, porém quando ela começa a girar não pode haver mudança no sentido (Quando não mencionado in-game, ela estará girando em sentido anti-horário).

O gasto Cósmico para criação da técnica é mediano e baixo para mantê-la por turnos consecutivos, mas a sua força é surpreendente devido ao efeito de rotação. Para oponentes mais fracos e oponentes do seu nível, a barreira possui grande sucesso em sua defesa e até mesmo os oponentes mais fortes podem sentir dificuldade em destruir sua barreira (a cargo do narrador).

O dano provocado por encostar na barreira é equivalente a dano mediano (20% a 25%) para indivíduos do mesmo nível Cósmico de Bayron, enquanto oponentes de nível diferente terão danos proporcionais ao seu nível (a cargo do narrador).


Nota:
[1] – A Estrela Alfa Centauro é um sistema triplo composto por três estrelas, declaradas: Alpha Centauri A, B e C. Contudo a Alfa Centauro C só veio ser descoberta no ano de 1915, devido ao seu tamanho e brilho (Por isso só declarei duas estrelas na descrição da Técnica).



VII. Correntes de contenção


Categoria: [Estado/Ofensiva]
Descrição: Queimando a sua Cosmo energia, Bayron toca o chão com uma de suas mãos (dito in-game), dessa forma transmitindo o seu Cosmo para o mesmo. Logo, três correntes Cósmicas com pontas de seta saem do chão, em três pontos diferentes formando uma espécie de triangulo com o(s) alvo(s) no centro. Elas se movem em alta velocidade (limitada pela velocidade máxima atual do Cavaleiro) em direção ao(s) seu(s) oponente(s). Quando atinge o seu objetivo, ela se enrola no mesmo e em seguida volta a mergulhar no solo, para sair em outra parte e voltar para se enrolar novamente no alvo, assim “costurando” o solo e o usando também como apoio para firmar o seu alvo. Normalmente, cada corrente dá três mergulhos, onde no último elas se fixam de vez, como ancoras presas a terra.

O seu objetivo inicial é capturar qualquer membro do corpo do alvo, para interromper o seu movimento, e assim, começar o seu processo de “costura”. Depois que atinge o(s) oponente(s) pela primeira vez, se torna muito difícil a fuga do mesmo, sendo cada vez mais enrolado e preso ao chão, porque nas ações seguintes ao primeiro “mergulho”, as correntes buscarão se envolver em maiores partes do(s) corpo(s) do(s) alvo(s).

Normalmente essa técnica é utilizada para aprisionamento, mas Bayron pode utilizá-la também para esmagar as partes do corpo que foram capturas, “cortando” a armadura e ou a carne do capturado (a cargo do narrador).

Efeito:
Suas correntes são extremamente resistentes, não só pelo Cosmo aplicado, mas pela flexibilidade criada as mesmas pela mente do escocês. Elas procuram sempre se mover de forma a percorrer o menor trajeto até o seu alvo. Mas devido ao controle de Bayron, elas podem caçar um alvo incessantemente dentro de um raio de ação, mudando facilmente a sua direção, como se estivessem realmente vivas. Cada corrente possui 75 metros de comprimento e o seu tamanho sempre é omitido dentro da terra, revelando-se na maioria das vezes apenas quando começa a sua “costura”. Com uma mobilidade tão variável, a sua investida sempre será aleatória e imprevisível (pretendo narrar in-game o processo de captura).

No início da Técnica, Bayron fica imóvel com uma de suas mãos no chão, concentrado em capturar o(s) seu(s) oponente(s).Nesse momento, ele fica de certo modo indefeso, mas as suas próprias correntes, controladas por ele, vão agir em sua defesa tentando capturar seu(s) alvo(s) antes que esse(s) se aproxime(m) para feri-lo. Caso ele sofra algum dano enquanto tenta capturar o(s) seu(s) alvo(s), as suas correntes ainda continuaram a sua perseguição. Elas apenas serão interrompidas (desaparecerão), se o ferimento causado em Bayron for forte o suficiente para quebrar a sua alta concentração na técnica (a cargo do narrador). Quando ele termina a sua captura, as correntes ficam presas ao solo, permitindo que o Cavaleiro possa se mover livremente para realizar qualquer ação que desejar. Assim ele pode escolher aplicar uma nova técnica, manter seu alvo preso, ou ainda, começar a esmagá-lo com suas correntes.

Oponentes mais lentos que Bayron terão menos chance de escapar, enquanto os mais rápidos terão mais probabilidade de fuga (a cargo do narrador). Quando esses são capturados, seus corpos são forçados a ficarem em posições desconfortáveis, assim bloqueando a sua concentração e dificultando a queima de seu Cosmo.

Ao contrário do que muitos pensam, quanto mais alvos elas capturarem, mais arriscado será para os mesmos, já que ela transmitirá a força aplicada por um deles, emsua tentativa de fuga, diretamente aos outros, podendo provocar danos graves, cortando a carne e ou a armadura (a cargo do narrador), se você estica de um lado, ela vai comprimir em outro. No entanto, se eles combinarem seus poderes, eles se libertarão mais rapidamente, porém não sairão ilesos, já que as correntes irão feri-los até o momento em que se partir (a cargo do narrador). O dano em um, será proporcional a força de cosmo que o outro aplicar. No geral, o mais fraco sempre será o mais afetado. A sua técnica não possui limite de alvos, podendo prender tantos quanto 3 correntes de 75 metros são capaz de capturar, mas para manter o seu poder efetivo ideal, cada corrente não pode ultrapassar três alvos. Ultrapassando essa quantidade, teremos a seguinte ideia; Quanto mais oponentes presos, em menos partes do corpo elas se envolverão, pecando em um de seus pontos fortes que é colocar os corpos em posições desconfortáveis para evitar a queima do cosmo dos adversários.

O Gasto cósmico para criação da técnica é mediano, e baixo para mantê-la por turnos seguintes (a cargo do narrador), mostrando-se extremamente eficiente em realizar suas funções. Se Bayron não continuar a alimentar as suas correntes com o seu Cosmo, com o tempo elas enfraquecerão devido aos esforços de seu alvo, até atingirem um ponto que irão se partir (as correntes terão duração de 3 turnos com força plena após Bayron deixar de injetar cosmo para mantê-las e não poderão ser reutilizadas para esse propósito). Qualquer inimigo que superar a força do Cosmo impregnado nas correntes conseguira destruí-las. Mas, na maioria dos casos, o alvo capturado deverá superar o próprio Cosmo de Bayron, visto que ele estará próximo alimentando sua arma.

Quando Bayron assume a parte ofensiva da Técnica, o “esmagamento”, ele deve forçar mais Cosmo para fortalecê-la; um consumo cósmico mediano que lhe proporcionará força o suficiente para agir na tentativa de quebrar armaduras e ossos, ou ainda, cortar a carne do(s) alvo(s) (a cargo do narrador). Quando ele ativar essa função de suas correntes, todos que estiverem presos a elas sofrerão danos.

Para maior esclarecimento:
O primeiro turno dessa técnica sempre será contado como o processo de captura, onde no segundo turno, Bayron começa a sua escolha para manter o(s) alvo(s) aprisionado(s), iniciar a função de apertar/esmagar o(s) corpo(s) do(s) oponente(s) ou atacar com outro golpe.

Dentro de cada turno terei a opção de escolher, manter a técnica apenas para aprisionar o(s) alvo(s) ou para esmagá-lo(s), no entanto, uma vez que Bayron para de injetar Cosmo em suas correntes Cósmicas, ele não poderá reaproveitá-las. O gasto cósmico seguinte a criação, será baixo para manter a sua função original, aprisionar, ou mediano para provocar danos. Nessa técnica, Bayron pode manter, por exemplo, um alvo aprisionado por três turnos e no quarto turno usar a mesma para começar a esmagar o corpo de seu(s) alvo(s).




VIII. As Armas Sagradas


Categoria: [Ofensiva/Defensiva]
Descrição: Bayron possui a habilidade de mentalizar e materializar armas cósmicas, moldadas pela sua telecinese, mas as armas dessa Técnica possui um poder enorme e incomum. Bayron recebeu o espirito da espada sagrada Fragrarach do próprio deus Lugh e o espirito do escudo sagrado da deusa da guerra Morrigan. Ambas as “armas” habitam o seu corpo, materializadas através da força de seu Cosmo. Essas lhe foram concedidas pelos deuses do panteão Celta, para ajudarem-no a combater o despertar de Balor, o deus maligno!



Nome: Fragrarach

Categoria: [Ofensiva]
Descrição: Conhecida dentro da mitologia Celta como “a Solucionadora” ou “a Retaliadora”, porque é dito que ninguém é capaz de mentir quando essa ameaça a sua vida e que nenhum inimigo é capaz de superar seu usuário. Na mitologia ela é entregue ao maior campeão celta, um homem honrado e de coração justo, para extinguir o mal que ousa ameaçar o seu povo. Bayron por sua possível linhagem dos deuses e por se qualificar dentro das características fundamentais de campeão para usa-la, recebeu do próprio deus Lugh o espírito da espada que um dia pertenceu a essa divindade.

Para usá-la, Aldebaran uni suas mãos frente ao corpo como se estivesse realizando uma prece, em seguida afasta as mãos, abrindo os braços a largura de seu corpo. Logo, em frente a ele, a espada começa a se materializar em pleno ar, uma espada avermelhada, com lâmina de prata, envolvida pela energia dourada de Bayron. Essa possui comprimento de 160 cm e um punho para duas mãos (Ele pode escolher usar uma ou duas mãos para maneja-la). Seu brilho é intenso, como se ela fosse o próprio sol, e sua beleza e esplendor revela um ar divino. Cada movimento da espada cria um corte no ar capaz de cortar qualquer coisa em seu caminho (a cargo do narrador).

Efeito:
Apesar de ser uma espada sagrada, ela é materializada através do Cosmo de Bayron, ou seja, ela é limitada pelo poder do Cavaleiro, podendo ou não ter sua capacidade máxima de efeito. Quem define a “força” da espada é o Cosmo do usuário.

Essa espada pode ser utilizada de duas formas:
1. No primeiro modo, Bayron a mantem em mãos e a utiliza a média ou a longa distância, cada movimento de corte da espada, libera uma energia em forma de meia lua capaz de cortar tudo a sua frente (a cargo do narrador). O ataque pode ser na vertical ou horizontal, e o tamanho da “lâmina voadora” é de aproximadamente 2 metros, se movendo em linha, na velocidade máxima alcançada por Bayron, até 120 metros de distância. Dependendo da força do oponente, a lâmina cósmica pode transpassá-lo e atingir outro alvo em seu caminho (a cargo do narrador). Usando a espada dessa forma, ela se mantém ativa por 3 turnos consumindo uma quantidade baixíssima de Cosmo por turno. Bayron é incapaz de mantê-la por mais turnos, não só pela concentração que a mesma exigi como também por sua inexperiência. O dano causado por esse modo é um pouco menor que o dano apresentado na tabela abaixo (a cargo do narrador).

2. O segundo modo é um ataque direto, utilizando o “corpo” da espada. Esse ataque é a curta distância e consome toda a energia da espada, fazendo-a se extinguir logo depois do golpe, mas por outro lado, ela causa dano máximo. O ataque é massivo e extremamente afiado, um ataque puramente físico-cósmico, tão forte que pode destruir armaduras mais forte que a sua própria e até matar um oponente (a cargo do narrador). O dano causado por esse modo é o apresentado na tabela abaixo (a cargo do narrador).

Devido a espada poder se manter por três turnos, nada impede Bayron de utilizar o primeiro modo nos dois primeiros turnos e utilizar o segundo modo no terceiro turno. Mas lembrando, uma vez que ele utiliza a espada diretamente no corpo do oponente, liberando o seu poder máximo, ela se extingui, exigindo que ele utilize a técnica novamente para retomar a espada.

Bayron pode invocar a espada em quatro níveis diferentes, uma relação direta do seu Gasto Cósmico com o espírito da espada. O 4º, 3º e 2º nível é facilmente acessado por Aldebaran, enquanto que o 1º nível exige que o mesmo esteja queimando o seu Cosmo ao máximo, ou seja, se ele estiver desmotivado, ele jamais alcançará esse nível da espada. A tabela abaixo mostra a relação do Gasto Cósmico, resistência e do dano causado. A base do dano é referente a oponentes do seu nível Cósmico atual in-game, sofrendo variações conforme as diferenças de níveis (a cargo do narrador). Esse dano é o valor máximo alcançado com a utilização da espada diretamente contra o corpo do oponente.

Obs: Todos os efeitos da tabela a cargo do narrador! Definirei in-game qual será utilizado.


4º Nível
Gasto Cósmico: Baixo ......... Resistência: Mediana ......... Dano: 22% a 27%


3º Nível
Gasto Cósmico: Mediano ......... Resistência: Alta ......... Dano: 28% a 36%


2º Nível
Gasto Cósmico: Mediano Alto ......... Resistência: Muito alta ......... Dano: 37% a 44%


1º Nível - Ascenção perfeita do Espírito da Espada Fragrarach
Gasto Cósmico: Alto ......... Resistência: Altíssima ......... Dano: 45% a 50%




Nome: Tarian, o Escudo de Guerra de Morrigan

Categoria: [Defensiva]
Descrição: O espirito do Escudo de Guerra foi dado a Bayron pela própria deusa da guerra Morrigan, para ajudá-lo a combater o despertar de Balor. É dito na mitologia celta, que de tempo em tempo, um bravo guerreiro de coração honrado é escolhido por Morrigan para defender seu povo contra o mal, e a esse, Tarian é entregue, um escudo capaz de eliminar o mal.

Para utilizá-lo, Aldebaran movimenta suas mãos em um círculo imaginário a sua frente, dando forma ao poderoso escudo, desse modo ele começa a se formar, primeiro transparente, em seguida se tornando extremamente maciço. O Escudo é feito de puro Cosmo comprimido, unido com o espírito de Tarian, tornando-o assim uma arma sagrada. Sua cor é dourada, como o puro ouro, brilhando como o próprio sol. Tarian é um escudo redondo, um pouco côncavo, com 140 cm de diâmetro, e em sua face, em alto relevo, tem a cabeça de um Touro. Por dentro existe dois encaixes para se passar o braço e um para a mão se fixar, como se segurasse um punho de espada. Tarian é um escudo com poder defensivo colossal, isso devido a maciça concentração de Cosmo em uma “pequena” área. Com ele Bayron pode bloquear praticamente qualquer técnica de nível igual, ou mesmo superior (a cargo do narrador). Aldebaran pode utilizá-lo tanto para se defender de ataques incrivelmente poderosos, como também pode atacar com ele; seja com um “soco”, causando danos esmagadores, com um arremesso, utilizando-o como um bumerangue, causando danos cortantes devido a sua rotação, ou ainda, liberando uma enorme quantidade de energia luminosa.

Efeito:
Apesar de ser um escudo sagrado, ele é materializado através do Cosmo de Bayron, ou seja, ele é limitado pelo poder do Cavaleiro, podendo ou não ter sua capacidade máxima de efeito. Quem define a “força” do escudo é o Cosmo do usuário.

Tarian é um escudo extremamente resistente, com um alto grau de defesa. Com ele Bayron é capaz de se defender de ataques físicos, ou ainda, de ataques cósmicos poderosíssimos. O escudo consegue realizar sua função primária com perfeição, sofrendo o mínimo de dano (a cargo do narrador), e ainda pode ser alimentado pela energia de Bayron, assim restaurando-o a sua perfeição, tornando-o praticamente imbatível. O gasto Cósmico para restaurá-lo depende unicamente do dano sofrido por um ataque contra ele (a cargo do narrador, o mesmo deve dizer qual será o custo para restaurá-lo, assim optarei em fazê-lo ou não. Lembrando que o gasto cósmico para restauração, deve ser proporcional ao gasto de criação do escudo, ou seja, o gasto de restauração sempre será menor que o de criação, podendo ser muito menor ou não, depende unicamente da avaria do escudo). Caso o escudo não seja destruído, ele pode permanecer com Bayron “infinitamente”, com um custo de 1% de energia Cósmica por turno para mantê-lo ativo. Outra característica singular, é o fato do escudo ser extremamente leve para Bayron, não afetando em nada a sua velocidade normal. Contudo, devido ao espírito de Tarian - o Escudo da Guerra - qualquer outro que tentar segurá-lo, sentirá como se esse pesasse 1 tonelada. Apenas Bayron pode ergue-lo sem dificuldades, isso por ele ser o escolhido para manejá-lo.

Bayron pode invocar o escudo em dois níveis diferentes, uma relação direta do seu Gasto Cósmico com o espírito do escudo. O 2º nível é facilmente acessado por Aldebaran, enquanto que o 1º nível exige que o mesmo esteja queimando o seu Cosmo ao máximo, ou seja, se ele estiver desmotivado, ele jamais alcançará esse nível do escudo. A tabela abaixo mostra a relação do Gasto Cósmico e a resistência de Tarian.

Obs: Definirei in-game qual será utilizado.


2º Nível
Gasto Cósmico: Mediano ......... Resistência: Equivalente ao Rank Cósmico ATUAL de Bayron


1º Nível - Ascenção perfeita do Espírito do Escudo Tarian
Gasto Cósmico: Alto ......... Resistência: Um nível acima do Rank Cósmico ATUAL de Bayron


IPC:
Exemplo 1 – Se Bayron for nível A, utilizando a técnica no 2º Nível, o Escudo terá resistência A. Se utilizar no 1º Nível, o escudo terá resistência A+.

Exemplo 2 – Se Bayron for nível A e tiver alcançado o milagre do Cosmo indo para A+, utilizando a técnica no 2º Nível, o Escudo terá resistência A+. Se utilizar no 1º Nível, o escudo terá resistência S-.




Modos de Ataque: Como dito anteriormente, Tarian ainda pode ser utilizado para o ataque, essa sendo sua função secundária, já que a primária, é a defesa.

1º Modo – Bayron pode socar ou empurrar alguém com ele, provocando dano de esmagamento.

Dano com o Escudo no 2º Nível: Baixo
Dano com o Escudo no 1º Nível: Mediano baixo


2º Modo – Arremessando seu escudo com uma alta rotação e banhado de energia cósmica, o mesmo pode cortar / dilacerar qualquer alvo pela frente (a cargo do narrador). Seu ataque é em altíssima velocidade e em linha reta, alcançando até 100 metros de distância, ponto no qual o escudo para, e começa a girar ao contrário, retornando assim para as mão de Bayron, efeito realizado pela telecinese do Cavaleiro de Touro.

Gasto Cósmico: Baixo, a maior parte do dano provocado é devido a força de arremesso do escudo e sua rotação.

Dano com o Escudo no 2º Nível: Mediano baixo
Dano com o Escudo no 1º Nível: Mediano


3º Modo - Por ser um escudo sagrado com poderes contra o mal, Tarian é capaz de absorver luz solar, e após armazená-la, ele pode liberar um raio luminoso de sua face, capaz de rechaçar (dano por impacto) e queimar qualquer alvo a sua frente. Para usar esse tipo de ataque existe pelo menos uma condição, o escudo deve estar na presença da luz do sol. O ataque é em linha reta, e em altíssima velocidade, podendo atingir mais de um alvo pelo caminho até o seu limite de 130 metros. O raio de luz possui diâmetro de 120 cm.

Gasto Cósmico: Mediano, a maior parte do dano provocado é pelo acumulo de energia solar no escudo.

Dano com o Escudo no 2º Nível: Mediano alto
Dano com o Escudo no 1º Nível: alto

Devido a suas propriedades de expurgar o mal, contra oponente “maligno” (a cargo do narrador) o dano terá um bônus de 5% a 10 % para o 3º Modo de ataque.



[align=right]HABILIDADES[/align]


I. Filho de Cernunnos


Descrição: A mãe e a avó de Bayron acreditavam fervorosamente serem descendentes de Cernunnos com uma mortal. Na sua crença, o deus gerou um filho que carregou com ele as habilidades do pai. O sangue do “Filho”, mesmo que há muito esquecido, hoje habita as veias do jovem Cavaleiro. Para trazer esse dom adormecido no corpo do homem, rituais foram realizados desde o nascimento de Bayron. Muitos se contemplavam a luz da lua, cercado por árvores, alimentados por centenas de ervas e antídotos de venenos criados pela própria “mãe louca”. Mas eis que a loucura das mulheres, em uma ciência inexplicável, despertou uma habilidade incomum na criança.

Sua habilidade começou a dar sinais de sua existência logo na infância do atual Cavaleiro de Touro. Quando veneno de criaturas peçonhentas pareciam não afetá-lo como afetaria a outras crianças, ou o fato de seus machucados se curarem mais rápido do que o normal. Seu corpo estabeleceu um processo natural de cura para todo e qualquer efeito nocivo a sua saúde, sejam venenos, doenças bacterianas ou virais e lesões no corpo. O processo de “imunidade” se resume em um fator curativo acelerado para o desenvolvimento de anticorpos para o agente nocivo. O mesmo vale para danos em sua carne, que serão curados mais rápidos do que em um “humano comum”. No entanto, mesmo que ele tenha um alto poder regenerativo, sua habilidade jamais será capaz de regenerar um membro perdido, ela se foca apenas em curar ferimentos.

Efeito: Essa habilidade como citada anteriormente atua ativamente no corpo de Bayron para protegê-lo de qualquer agente nocivo ou machucados. Muitos venenos comuns e doenças são facilmente superados pelo sistema imunológico do Cavaleiro que é altamente fortalecido.

1. No caso de doenças e venenos:
Bayron por ter um corpo repleto de anticorpos será na maioria das vezes imune as doenças e aos venenos. Quando atingido por um novo agente infectante (como doenças desconhecidas ao seu corpo), terá uma resistência maior se comparado a um “humano comum”, com efeitos retardados ou de menor potência, ou ainda, sofrerá os primeiros estágios da doença normalmente (fica a critério do narrador). No entanto, os seus anticorpos rapidamente tentarão se fortalecer baseados em todo conhecimento já adquirido até a nova infecção, e assim, evoluirão para poderem combater mais efetivamente o novo “agressor”.

Com o auxílio de sua cosmo energia, o seu processo de cura se torna ainda mais rápido, quanto mais cosmo Bayron aplicar, mais rápido ele ficará curado.

Gasto Cósmico:
Sem Gasto – Cura lenta.
Baixo– Cura mediana.
Mediano Baixo– Cura rápida.
Efeitos a critério do narrador.


2. Para Venenos Cósmicos:
Sua habilidade não irá lhe garantir imunidade a esses tipos de venenos, mas pode ter os seus efeitos reduzidos (com menor potência), por exemplo, se em um humano, sem essa habilidade, o veneno tira 5 % de sua vitalidade, em Bayron tiraria de 2% a 5% (fica a critério do narrador em função da relação do nível Cósmico de Bayron e do inimigo). Porém com a queima do seu Cosmo, Bayron pode fortalecer ainda mais a sua habilidade, fazendo com que os efeitos negativos sobre o seu corpo se tornem ainda menores. Sabe-se que em quanto Bayron queimar o seu Cosmo com o propósito de se curar, conforme o passar do tempo, os efeitos negativos sobre o corpo do Cavaleiro reduziriam até não lhe causar mais dano algum.

Gasto Cósmico:
Sem gasto– Cura lenta.
Baixo – Cura mediana.
Mediano Baixo– Cura rápida.
Efeitos a critério do narrador.


3. No caso de feridas:
O processo curativo será mais rápido do que o de um “humano comum”. Começando pelo a interrupção do sangramento para em seguida começar a regeneração da ferida e a criação de sangue. Um fato curioso é que nenhuma de suas feridas deixa cicatrizes. Até mesmo a mais grave, um dia será curada completamente. Para feridas muito graves, apenas a focalização do Cosmo na região conseguirá fechar a mesma para em seguida iniciar a regeneração. A velocidade da cura está a cargo do narrador.
Com o desenvolvimento de sua Cosmo Energia, Bayron aperfeiçoou seu processo de cura, acelerando o mesmo. Quando ele queima sua energia especificamente para essa função, ela funcionará como combustível para aumentar o poder do seu fator de cura, assim agindo mais rapidamente. O gasto cósmico para acelerar o processo curativo será variável conforme a vontade do Cavaleiro.

Gasto Cósmico:
Sem Gasto – Restauração de 0 a 1% de vitalidade por turno.
Baixo – Restauração de 2 a 6% de vitalidade.
Mediano Baixo– Restauração de 7 a 11% de vitalidade.
Mediano – Restauração de 12 a 16% de vitalidade.
Efeitos a critério do narrador.


Nota:
1 – Humano Comum => faz referência a um humano que não tenha a mesma habilidade que Bayron.
2 – Durante o poste, especificarei qual dos “campos” (1, 2 e 3) utilizarei e o seu devido Gasto Cósmico.



II. Gladiador


Descrição: Crescendo como um guerreiro de arena, Bayron teve seu corpo explorado ao máximo para se tornar o melhor na sua “profissão”. Árduos treinamentos para o aumento de força, flexibilidade e resistência, além é claro de treinos intensos em vários estilos de armas; espada, machado, lança, escudo e correntes. Entre essas, ele adotou algumas para utilizar em suas técnicas. Como guerreiro ele é caracterizado por ser um lutador completo.

Desenvolveu um estilo incomum de combate que somado ao seu constante improviso, não só na utilização de movimentos aleatórios e contorcionistas, mas também na utilização do ambiente ao seu favor, o tornam mortal! Em parceria a isso, seu instinto de guerreiro o leva a realizar movimentos muito mais eficazes para cada ação tomada por ele, seja no ataque, na defesa ou na esquiva. Não importa a dificuldade da ação, se seu instinto diz que ele consegue, ele o fará. Mas tudo isso só é possível pela combinação perfeita de seu raciocínio, técnica e o seu corpo treinado!

Efeito: Sua habilidade lhe permite manipular armas (citadas anteriormente) com grande maestria, seja no ataque ou na defesa ele se torna um guerreiro ainda mais perigoso quando unido a elas. Seus ataques se tornam mortais e precisos e sua defesa mais forte e equilibrada. No entanto sua habilidade não se resume apenas no manejo de armas, já que ele também teve que aperfeiçoar seu estilo na luta desarmada.

No geral, seus movimentos são rápidos e sucintos; no ataque busca lançar golpes poderosos e concisos, visando na maioria das vezes pontos vitais e articulações, seu adversário muitas das vezes nem mesmo percebe o seu verdadeiro objetivo (a cargo do narrador). Na defesa, sua aleatoriedade de movimentos torna-o um alvo muito mais difícil de ser atingido. Com a sua percepção e técnicas de combate, ele tem grandes capacidades defensivas, podendo até mesmo desviar um golpe lendo o movimento de seu oponente (a cargo do Narrador).




III. “Menssana in corporesano"


Descrição: Mente Sã em Corpo São, o equilíbrio perfeito que todo guerreiro deve buscar, pois assim como a mente tem influência sobre o corpo, o corpo influência sobre a mente. Bayron sempre teve uma mente forte, capaz de resistir aos maus tratos do corpo, sua concentração era tamanha que chegava a se imaginar em outros lugares para se esquecer da dor física que sofria, sua mente era o seu universo, o seu retiro e a sua casa, o templo mais bem protegido que ele poderia possuir. Quando começou o seu treinamento com Anatã, desenvolveu sua habilidade ao máximo.


Efeito:
Mente e corpo tem influência mútua um sobre o outro, assim Bayron fortaleceu o seu poder mental para “minimizar” as dores do corpo. Ferimentos ou golpes que o fariam perder a concentração, ou até, o levariam a perda de sua consciência, se tornaram mais suportáveis. Seu limiar de dor cresceu. Com essa habilidade ele consegue se mover em uma batalha usando sempre o máximo de sua capacidade física, mesmo que no final os danos sejam severos. Quando uma dor começa a atuar sobre o seu corpo, ele escolhe ignorá-la (Ativação da habilidade) com a força de sua mente, podendo apagar qualquer vestígio da mesma. Quanto mais forte for a dor, mais difícil será para minimizá-la. (a cargo do narrador).

Ataques mentais poderão ser efetivos contra essa habilidade, tornando mais difícil o controle mental de Bayron sobre a dor no seu próprio corpo, no entanto, ele ainda terá suas capacidades de controle mental relativo à dor (a critério do narrador). Ataques mentais que simulem dor, poderão ter sucesso com os seus efeitos primários, mas enganar uma mente treinada para reconhecer a dor do próprio corpo e ignorá-la, se torna uma tarefa difícil. Para Bayron será ainda mais fácil descobrir a “falsa dor”, minimizando os seus efeitos até se esse se tornar nulo, e descobrir a fonte de tal mal, assim podendo expulsá-lo (a cargo do narrador).

Passando a ideia de um guerreiro imbatível, que não cai perante os ferimentos impostos ao seu corpo, Bayron transmite, involuntariamente, uma presença ameaçadora ao(s) seu(s) adversário(s). Ele faz o seu inimigo questionar se realmente será capaz de derrotá-lo, lhe provocando medo, duvida ou qualquer sentimento que possa fazê-lo hesitar frente à presença do Cavaleiro. Em contra partida, caso um aliado veja a sua luta, a sua atitude lhe dará esperança, o fará acreditar na vitória, estimulando-o a não desistir, e assim, inflamando o seu espírito de luta (a cargo o narrador).




IV. Telecinesia


Descrição: A Telecinesia é um fenômeno do poder da mente, com capacidade de mover a matéria; desde objetos inanimados a seres vivos com capacidade de relutância. Bayron desde jovem mostrava sinais de uma capacidade anormal para essa aptidão da mente, mas só veio a trabalhá-la quando se tornou discípulo de Anatã. Pouco foi o tempo que precisou para dominá-la, mostrando ser um prodígio para o desenvolvimento desse poder. Sua mente se expande, utilizando uma força invisível para “tocar” a matéria, assim podendo movê-la conforme a sua vontade. Sua habilidade tem uma ligação intima com o seu Cosmo, essa energia age como um adicional de força para ampliação de suas capacidades, tornando-a muito mais forte se comparado ao seu nível básico. Seu campo de ação envolve toda área captada pela mente ou por um dos seus 5 sentidos, sendo que esses irão alertá-lo da presença do alvo, assim possibilitando senti-lo e ampliar o toque de sua telecinese.

Com a Telecinesia ele pode moldar o seu cosmo conforme a sua vontade, criando armas, objetos ou figuras de animais. Muitos adquirem essa capacidade sem nem mesmo entrar no campo da telecinese, mas aqueles que a desenvolvem a níveis extremos podem distinguir facilmente essa habilidade.

Efeito: Bayron pode criar “figuras” cósmicas, unindo sua mente a sua energia. Cada uma das mesmas terá sua força medida pelo poder de seu cosmo aplicado, e da compactação de sua energia pela habilidade de sua mente.

No campo de moção de matéria existirão dois ramos em sua habilidade:

1 - Com objetos inanimados; ele possui total liberdade na locomoção dos mesmos, sendo a maneira mais fácil de utilizar o seu poder. Contudo, quanto maior for o objeto, mais concentração de sua mente e Cosmo será exigido para a locomoção do mesmo. Para critério de comparação, o Cavaleiro pode mover, lançar ou parar qualquer objeto com o “peso” equivalente ao seu próprio(85 kg) com um baixíssimo gasto de seu Cosmo. Todo esforço a mais será exigido um gasto maior de sua energia (A cargo do Narrador).

2.1 - Contra seres vivos; diferente de objetos que não relutam em serem controlados, os seres vivos podem, através da própria força física, criar dificuldades para a habilidade de Bayron. Com isso concluísse que, até mesmo contra um homem adulto o Cavaleiro teria um gasto considerável de seu Cosmo para controlá-lo. Humanos comuns (sem habilidade Cósmica) com o peso médio de 85 kg podem ser controlados pelo escocês com um baixo gasto do seu cosmo, a partir de então, o peso influenciaria em um maior consumo de Cosmo Energia (A cargo do Narrador).

2.2 - Contra usuários de Cosmo a dificuldade aumentaria para gastos muito maiores, assim entrando no conceito de sua Técnica “Correntes de Contenção” (Essa, pode ser considerada como a sua telepatia tomando forma de correntes), para o aprisionamento do corpo. Por tanto, sua habilidade não será utilizada para controlar (totalmente) um corpo, apenas para aplicar uma força “invisível” como suporte! Por exemplo, ele poderia aplicar uma força de atração ou repulsão, como uma onda de choque, ou ainda, impedir parcialmente a movimentação de um alvo (focar em um único membro, como a perna, para fazer um oponente tropeçar e cair).

O Gasto Cósmico contra oponentes desse tipo (usuários de Cosmo) será variável (a cargo do narrador) em relação à utilização da habilidade para esse suporte. Quanto maior for à área do corpo do oponente que Bayron quiser atingir com sua força mental, maior será o consumo de Cosmo, e quanto mais cosmo aplicado, mais forte será a “onda de choque”. Com um consumo baixo ele teria capacidade de aplicar uma força com o dobro da força do seu próprio soco.
Sua habilidade terá efeitos mínimos ou nulos contra oponentes de nível Cósmico superior.




V. Mundo Sísmico


Descrição: Bayron sempre teve uma relação intima com a terra, ele é capaz de sentir pelo seu tato as vibrações que ela transmiti, reconhecendo distância e posicionamento da origem. Sua habilidade funciona como uma espécie de radar, captando o posicionamento de tudo que se move ao seu redor. Sua aptidão já era visível, mas evoluiu após desenvolver a sua telecinesia. Anatã lhe ensinou a amplificar o campo de ação de seu “radar” para qualquer área ao seu redor, seja a água, a terra ou o ar. As moléculas estão presentes em todo local, até mesmo no ar, possibilitando assim que sua força mental as encontre e as sinta. Um campo invisível de sua mente se expande, criando uma área de recepção ao seu redor, que se ligam as moléculas do ambiente de forma a sentir as ondas sísmicas que entram em contato com elas, seja o ar deslocando, a água oscilando ou a terra vibrando, ele irá perceber tais agitações através de sua habilidade. Seu próprio cosmo é uma fonte de vibração, que atua de forma semelhante à ecolocalização dos morcegos. Tudo que reage a vibração de seu cosmo têm sua posição revelada. Basicamente, o cérebro de Bayron faz uma análise das frequências de ondas que chegam até ele, em seguida começando uma filtragem para definir o que é realmente importante, e localizando por fim a origem do sinal (posição de pessoas ou técnicas).

Efeito: Com a união de sua mente e a percepção de seu tato, Bayron é capaz de analisar todo deslocamento de moléculas ao seu redor, sem exceção, seja no ar (gasoso), na água (liquido) ou na terra (sólido), dessa forma identificando o ponto de origem das ondas de vibração e consecutivamente, a direção e o posicionamento do alvo. Sua habilidade lhe permite “ver” em 360° com a mente, em um mundo sem cor, mas com todas as suas formas e ondas de vibração invisíveis ao homem. Identificar um alvo dentro de seu raio de ação se torna uma tarefa fácil (A cargo do narrador).

Em combate sua habilidade o auxilia na captação do movimento do oponente ou de suas técnicas. Muitas das vezes analisando o deslocamento do ar se torna possível prever a trajetória exata de um golpe/técnica (A cargo do Narrador), assim podendo desviá-lo ou se esquivar do mesmo. Quanto mais forte for a fonte de vibração, mais fácil será para Bayron identificá-la. Sua habilidade deve ser ativada a partir da utilização de seu Cosmo e de sua concentração. Com um baixo gasto Cósmico é criado (por um turno) uma “esfera invisível” de raio de 50 metros, compondo tudo ao seu redor, como o solo, a água e o ar. Para manter o efeito (turnos consecutivos) de sua Habilidade é exigido um gasto ainda menor do seu Cosmo, comparado ao gasto de criação (A cargo do Narrador).

Caso Bayron venha a enfrentar um oponente que consiga criar efeitos de ondas sísmicas no ambiente ao seu redor, como por exemplo, criar um campo vibracional no ambiente (longe da sua verdadeira posição). Isso pode vir a interferir na “leitura” de Bayron para reconhecer o posicionamento do seu oponente ou da técnica do mesmo, contudo apenas o processo de interpretação se tornará mais lento, pois Bayron estará captando todas as ondas no ambiente (seja o deslocamento do inimigo, a vibração do campo falso, um deslocamento de técnica e etc..), assim tendo que analisar (filtrar) qual delas realmente é importante, ou seja, a sua leitura de posicionamento se torna mais lenta, mas ainda funcional (a cargo do narrador).

A sintonia de Bayron é referente apenas as ondas sísmicas gerais no campo ao seu redor! Ele não sente dor se um material que está sendo utilizado como transmissor, for destruído. Qualquer um que consiga se mover em um nível quase nulo de deslocamento (por exemplo, flutuar com um deslocamento do ar imperceptível a Bayron), pode, sim, não ter a sua posição revelada, mas essa seria uma tarefa “árdua” (a cargo do narrador), já que se mover sem entrar em contato com moléculas no ambiente é extremamente difícil, quase impossível [1]. Lembrando que quanto mais rápido uma pessoa se desloca, mais propagação de onda ela provoca...

Quando Bayron oculta a sua visão, ou seja, omiti um sentido, ele fortalece a sua habilidade a níveis muito mais elevados, no entanto, o seu fortalecimento não vem em um aumento de alcance, mas sim em uma melhora significativa na leitura de tudo que se move ao seu redor. Sua habilidade praticamente dobra de capacidade sem acréscimo de consumo de Cosmo.


[1] – Parto do conceito de que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço.



V. Adestrador Celeste


Descrição: Como antigo Cavaleiro de Prata de Centauro, Bayron absorveu a habilidade implícita de sua antiga armadura. O convívio e o constante treinamento deram a Bayron o entendimento e a capacidade de reproduzir a Habilidade “Adestrador Celeste”. Mesmo que hoje ele não seja o Cavaleiro de Centauro, Aldebaran ainda é protegido pela Constelação de Centauro, tendo como o seu guardião primário, a Constelação de Touro.

Quíron, o primeiro da extinta raça dos centauros, era conhecido por sua capacidade de domar espíritos selvagens. Bayron conseguiu incorporar essa habilidade através de sua antiga armadura de Centauro, a habilidade de Quíron! Com ela, Aldebaran consegue domar quaisquer animais ou bestas, mesmo as mais ferozes. Ele também consegue "conter" o uso de cosmo-energia de alguns oponentes que representem bestas (o Narrador decidirá o critério), contendo assim o seu "ímpeto".

Efeito:
Essa Habilidade precisa ser ativada por Bayron para funcionar, mas ela não consome Cosmo, pois é uma característica do seu espírito, quando esse libera o seu instinto de domador! Contra Bayron, todos os oponentes que representam “bestas” precisarão consumir 2% a mais de cosmo-energia para afetá-lo com qualquer técnica. Isso representa o "esforço extra" para não se deixar "domar".
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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]HISTÓRIA[/align]


[align=center]1. A bruxa e o Lenhador[/align]

Diziam que uma bruxa poderosa vivia em uma floresta no norte da Irlanda, as mulheres a procuravam pelos seus feitiços e poções; algumas buscavam uma forma de conquistar um amor, outras queriam evitar sua fertilidade, matar o seu feto, ou justamente o contrário, buscava se tornar fértil para dar um filho a seu marido. Já os homens buscavam suas orientações para curarem as suas feridas, sejam por batalhas ou venenos de pessoas traiçoeiras. A sua maneira, ela fazia parte daquela sociedade, um povoado pobre, mas cheio de vida. No entanto, ninguém ali a amava, só a toleravam porque ela fazia, a seu modo, a diferença em suas vidas.

Sua vida como parte daquele todo veio ao fim quando ela apareceu grávida. As pessoas diziam que ela tinha dormido com um demônio, pois não acreditavam que um homem teria coragem para tomá-la. Quando a sua filha nasceu, bela e cheia de vigor, diversas catástrofes começaram a ocorrer na região. As colheitas apodreciam, o tempo parecia estar sempre furioso, e em seguida, começou a morte de pessoas pela fome e pelas doenças que surgiam a cada dia. Com o tempo, todo desastre no povoado se tornou culpa da Bruxa, desde a morte de um animal até o braço quebrado de uma criança que tentou subir em uma árvore. Por fim, ela teve que fugir, para acabar não sendo morta pelo povo revoltado, até mesmo os que acreditavam em sua inocência começaram a duvidar.

Sem condições de permanecer em seu antigo lar, ela fugiu, se mudou para onde, hoje, é a Escócia, evitando sempre que podia o contato com os povoados da região. Assim ela migrou para as terras altas daquele país, uma terra difícil e menos habitada pelo homem. No entanto, ela não era uma bruxa cheia de poderes, e sim, uma herbolária, conhecedora de vários tipos de plantas e de seus poderes naturais, e nada a mais. A única coisa que a fazia incomum era o poder curativo de seu corpo e as suas habilidades de telecinese... Dependente de ajuda para sobreviver, ela não teve outra escolha senão tentar fazer parte de uma nova sociedade.
Com a sua jovem filha ao seu lado, ela foi facilmente aceita pelo povo que escolheu para viver; As duas simularam terem sobrevivido a um ataque de bandidos que destruiu o seu antigo vilarejo, sendo levadas em sua fuga até esse pequeno povoado na costa oeste daquele país. Temendo ser caçada como uma bruxa novamente, a mãe se declarou conhecedora de ervas medicinal, e passou o resto de seus dias fazendo apenas medicamentos para os que a procuravam.

O Tempo passou e a sua filha cresceu como a mais bela mulher a quilômetros de distância, ela aprendia com o tempo o ofício da mãe, e finalmente, com seus 23 anos já era tão habilidosa quanto a sua professora, se destacando até mais do que a sua mãe em algumas áreas.

- Tome cuidado com os homens, minha filha! – A velha Herbolária dizia a sua filha sempre que a mesma se encantava com um rapaz, mas nem mesmo os avisos da mãe foram capazes de abalar o seu amor por um jovem lenhador que vinha a sua casa todos os dias para lhe dar madeira e alimento. Dessa convivência surgiu um grande amor que se concretizou com o nascimento de Bayron.



[align=center]2. Nascimento[/align]

No dia 19 de Maio de 1528, a luz das estrelas iluminava o parto de mais um recém-nascido, em uma noite que parecia dia; a luz da lua cheia iluminava as terras afastando a escuridão. No céu era possível admirar as estrelas que cintilavam no negrume do universo, mas entre todas as milhares de estrelas no céu, uma delas parecia brilhar mais do que as outras, era Aldebaran, da constelação de Touro.

Não demorou e logo pode ser ouvido o som do choro da criança, ela parecia “gritar” avisando ao mundo que havia chegado. Entre os humildes aldeões da vila, aquela criança parecia trazer a boa notícia de bons tempos de fertilidade, não só ao solo, como de novas crianças, já que a 5 longos anos nenhuma criança havia nascido e as colheitas sempre foram precárias, fazendo o povo passar fome ao final de cada ciclo das plantações.

Finalmente naquela terra isolada, a benção dos deuses parecia estar caindo como a chuva fina do outono. A criança que havia nascido algumas semanas atrás parecia ser um enviado dos deuses, em seus olhos ardia o fogo do universo, uma coloração que nunca alguém jamais havia visto antes, um tom dourado, acompanhado por um brilho fascinante. O Tempo que se seguiu foi o mais abençoado que aquele povo presenciou; colheita farta, mulheres engravidando, animais se multiplicando, o próprio sol parecia mais vivo, assim como a lua. Os aldeões não mais choravam antes de cada mergulho no subconsciente, agora dormiam felizes, esperando pela mais nova boa surpresa que viria. Mas assim como o vento, as notícias se espalham. A notícia de uma terra crescendo cheia de riquezas.

A infância de Bayron foi cercada de amor, não só seus familiares o amavam, todos os aldeões, sem exceção, o tratavam como se ele fosse o seu próprio filho, apesar do carinho e afeto de todos, Bayron se sentia solitário por não ter um amigo da sua idade, a criança mais velha depois dele tinha 3 anos de diferença. Apesar dessa amargura, ele nunca demonstrou tristeza a ninguém, sempre caminhava com um sorriso no rosto. Quando completou 4 anos de idade, começou a ter maior liberdade para brincar pela aldeia, demonstrando com o tempo características atléticas; seu corpo era extremamente flexível, conseguia dar saltos como um gato, se esticava como um macaco e possuía um equilíbrio formidável, ele conseguia realizar acrobacias que muitas pessoas inexperientes não conseguiriam. Incentivado pelos moradores, a criança se enchia ainda mais com sonhos de se tornar um futuro guerreiro. Assim os dias passavam e a criança crescia cheia de ambições. Seu maior desejo era viajar para poder conhecer todos os lugares do mundo, ouvia histórias de viajantes e aquilo o fascinava, tinha desejos de realizar grandes feitos um dia, como se tornar um cavaleiro servindo a um rei e virar um herói para o seu povo, como William Wallace se tornou no passado. Foi nessa fase da sua vida que Bayron aprendeu as suas duas “línguas maternas”, o gaélico irlandês era lhe ensinado exclusivamente por sua mãe e avó, enquanto o gaélico escocês era aprendido com os seus pais e com os moradores.

A mãe e a avó de Bayron acreditavam serem descendentes de Cernunnos, um deus Celta, caracterizado muitas vezes com orelhas e chifres de cervo. O senhor dos animais, curandeiro, protetor da floresta e tudo que nela habita. Como descendentes eles recebiam um “sangue especial”, um dom curativo que os protegia das enfermidades e dos ferimentos, mas apenas aqueles que passam pelo ritual de transição conseguiam esse poder. Na sua crença, passada pelas gerações daquela família, o ritual fazia uma ligação com o deus, revelando a existência de mais um de seus descendentes e pedindo a sua benção. Tal ritual era realizado em etapas, testemunhado pela lua e pela floresta, envolvendo danças, ervas venenosas e medicinais, assim como poções de antídotos para diversos tipos de venenos. Tudo era ministrado sutilmente, baseado no conhecimento de centenas de rituais anteriores realizados pelos antecessores da família de Bayron. Esse processo durou 2 anos, com longos períodos entre um ritual a outro, permitindo que o corpo da criança “evolui-se” e ela pudesse crescer da forma mais normal possível. Por mais doloroso que pudesse ser alguns efeitos do “pós-ritual”, como dores, febres, etc. Ele sabia que sua mãe fazia aquilo para o seu próprio bem e se conformava com a vontade da mesma. Afinal, ele era um descendente de um deus Celta e tinha que se mostrar merecedor aos olhos do mesmo.

Ainda na infância, os sinais de sucesso dos rituais se confirmavam; uma vez, Bayron foi mordido por uma serpente, mas o efeito do veneno praticamente não apareceu e em poucas horas ele já estava completamente curado. Os ferimentos que ele ganhava ao se aventurar pelas redondezas sempre se curavam anormalmente e nenhum desses, lhe deixava cicatrizes.


[align=center]3. A Maldade Bate à Porta[/align]

O amanhecer avermelhado anunciava o banho de sangue que se seguiria naquela tarde de primavera, era o primeiro dia do mês de Junho de 1535. Logo pela manhã, Bayron saiu de casa para caçar coelhos na floresta. Ele nunca antes havia observado o céu com tamanha paixão ou simplesmente nunca havia dado tanta importância ao mesmo, a paisagem que se pintava no céu era fascinante e até o mais leigo na arte dos pintores saberia que aquele céu era uma das maiores obras da mãe natureza. Naquela manhã ensolarada, sob a copa das arvores da floresta ele se deitava e dormia, em paz consigo e com o mundo.

Tudo foi muito rápido, os barulhos que se abafavam, as nuvens negras de fumaça que subiam ao céu e as mortes de cada aldeão que ele conseguia avistar. Da Floresta Bayron só pode ver a fumaça negra subindo ao céu, logo em seguida ele pode sentir o cheiro das cinzas. Sem nunca imaginar a maldade do homem, ele não sabia o que o lhe esperava quando retornasse a sua vila. Com temor ele se pós a correr, suas pernas saltavam pela grama e pelos galhos secos no chão, seu suor escorria pelo seu corpo por diversos caminhos ao encontro do solo, sua mente só se focava em encontrar as passagens por onde correr. Pobre menino, seu sangue tanto “fervia”, que nem notava as feridas que o acoite das arvores lhe deixavam.

- Mas porque você corre desse jeito criança? – sua mente lhe perguntava.

- Eu não sei, eu não sei... – sua consciência respondia.

Seu instinto estava correto, algo de muito ruim acontecia a sua vila, algo que jamais imaginou presenciar em seu pequeno período de vida, a chacina dos aldeões.

- Corre! Corre! Não nessa direção idiota! – mas seu corpo não recuava.

Mesmo sua mente lhe dizendo para fugir, seu corpo parecia se mover involuntariamente em direção a sua família.

- Eu não posso fugir, os meus pais estão lá. – esse foi seu último pensamento antes de começar a ouvir os gritos; os gritos agudos das mulheres, as vozes roucas dos homens mandando seus entes queridos fugirem, e o choro “desenfreado” das crianças. Nesse momento sua mente se apagou para todos os seus pensamentos inúteis, sua maior preocupação era encontrar a sua mãe, que estava para dar a luz a um segundo filho.

- Mãe! Mãe! – e a floresta terminou.

Sua aldeia jazia em chamas, muito dos aldeões já estavam mortos e os poucos que restavam eram rechaçados como insetos pela mão dos homens, Bayron apenas corria, corria em direção a sua casa, em direção a sua mãe. Suas lágrimas inocentes agora presenciavam o mal da humanidade, a maldade que vive enraizada no coração do homem. Ao chegar à porta de sua casa, pode ver os corpos de seus pais e avó, eles estavam mortos, o marido claramente tentando proteger o corpo de sua mulher, ali Bayron se ajoelhou e gritou para o mundo revelando sua existência, seu choro era puro sofrimento, até o homem mais cruel poderia sentir uma pontada de compaixão.

Sem perceber um dos soldados do grupo invasor se aproximou por trás da criança, ele estava pronto para cortar a cabeça do menino, mas ele hesitou, algo que Bayron não o fez. Seu sentimento de ódio era tão grande que nublou toda a sua bondosa e inocente consciência, ele se virou e como um lobo voraz saltou em direção a sua presa. Com seu punho direito que nunca antes fora usado para isso, ele socou o estomago do homem de armadura preta, mas algo era diferente, uma energia fluía pelo seu punho, uma energia que lhe dava poder, lhe deixava forte. O inimigo foi jogado ao chão e a criança continuou o seu ataque incessante, como um martelo pressionando um prego ao solo. Aquele homem seria a sua primeira vítima senão fosse pela intervenção de um terceiro elemento. Agora o espancado era Bayron que se contorcia de dor no chão, eles não o matariam, pelo menos, não agora, fariam da criança o seu saco de pancadas pra ver até onde ele aguentaria. Assim a sua primeira grande surra aconteceu, faltou pouco para ele deixar esse mundo e parti para o próximo. Sim, se não fosse pela interferência de um homem.

- Dois de vocês surrando um único menino? – Falou o maior homem entre o grupo com armaduras negras, a sua em particular, brilhava como o céu noturno.

- Ele quase me matou, esse desgraçado sabe usar o cosmo. – argumentou um dos agressores de Bayron.

- Se isso é verdade, só mostra o quanto você é fraco e o quanto esse menino é valioso. – O grande homem se aproximou da criança, afastando os dois agressores que abaixaram a cabeça frente a sua presença.

- Acorde criança! – E Bayron abriu os seus olhos, parcialmente fechados pelo inchaço em seu rosto.

- Mostre-me o seu poder! – Ele que havia segurado a criança pelo pescoço, agora o soltava no chão. Bayron se contorceu de dor, mas se esforçou para se levantar e encarar o homem que parecia comandar todos aqueles invasores.

- Vamos! Liberte a sua energia. – Bayron manteve os seus olhos focados no rosto parcialmente escondido do grande homem de 2 metros de altura, ele o encarou com ódio, se esforçou para liberar a tal energia que havia conseguido anteriormente sentir percorrendo o seu corpo, mas era em vão.

Cansado de esperar, o homem já mostrava impaciência, ele fitou o corpo ferido do seu subordinado que supostamente havia sido “surrado” pela criança, em seguida, retornou o olhar ao pequeno garoto – Está vendo toda essa destruição? A ordem foi dada por mim, somos Espectros de Hades! Não existe ninguém aqui para salva-los, e ainda assim, você já mostra se render perante o seu carrasco? Patético! Seu povo é fraco por que vive no conforto da paz, mas isso já não importa... Veja bem garoto, eu gostei de você, tem fibra, determinação e coragem, uma pequena criança derrotando um adulto... Nunca pensei que viveria para presenciar isso, mas não pense que todos os seus adversários serão fracos como ele, veja! Esse é o meu poder. – A capa que cobria a armadura negra, começou a balançar no ar conforme a força e acumulo do Cosmo ao redor daquele homem. Seu poder era tanto, que todos os homens ao seu redor sentiam uma pressão sobre os seus corpos. O pequeno Bayron, diante a tamanho poder não tinha resistência, seu corpo fora jogado com força ao chão, e nem a capacidade para erguer sua cabeça ele possuía. Aliviando a pressão ao seu redor, o Guerreiro misterioso permitiu novamente que Bayron o encarasse, mesmo que ainda “colado” ao chão.

- Eu sou Turgon de Golem, Espectro Celeste de Hades. Odeie-me, sinta o rancor de ter seus entes queridos mortos por mim, faça seu poder evoluir... Se ainda desejar vingança, me procure! Eu estarei esperando. Nosso próximo encontro será o último dia da sua vida. – Com essas palavras o homem deixou o local, virando suas costas para o garoto semi-inconsciente, que logo foi levado por um sono profundo.

Turgon era um homem ambicioso, tomado pela arrogância e pela ganância, seu desejo era apenas acumular riqueza, se aproveitando do poder que Hades lhe deu, e por isso, permaneceu na terra saqueando e destruindo vilas e cidades. Já Hades, o seu mestre, parecia não se importar de deixar o seu cão raivoso solto no mundo. A vila de Bayron fora apenas mais uma de tantas que o Espectro de Golem destruiu, ele roubava qualquer peça de valor (joias, ouro, prata, etc) e vendia tudo que pudesse ser lucrativo, como as colheitas de plantações e o povo derrotado como escravo, mas sempre que atacava um povoado realizava um massacre, oferecendo as almas dos mortos ao seu deus. Bayron foi vendido, junto a poucos sobreviventes da chacina para um capitão de navio que comercializava escravos, ele e Turgon eram sócios de longa data.


[align=center]4. Escravo[/align]


Não se sabe quanto tempo o pequeno Bayron se manteve afastado do plano terrestre, em sua mente ainda vivia no conforto do seu lar, junto a seus pais e seu novo irmão, era um mundo perfeito de pura bondade e de magníficas paisagens, que logo foi corrompido pela presença maligna do assassino de seus pais. Seu caminhar criava terremotos, divida a terra e trazia os rios de lava da profundeza do mundo, sua poderosa presença oprimia a criança a um simples inseto na palma de sua mão, até o momento em que seus punhos eram fechados, esmagando aquilo que um dia foi chamado de Bayron; e assim a criança acordou pela primeira vez depois que desmaiou em sua antiga vila, e percebeu que os seus dias pacíficos se foram. Ele estava agora em um barco, cercado pela presença de muitas outras pessoas desconhecidas, todas com rosto de tristeza e solidão. Após um leve momento de desespero, ele pode perceber que todos naquele pequeno espaço eram pessoas capturadas, escravos indo em direção aos seus senhores.

A viagem foi longa, cerca de 4 meses pelo mar, com diversas paradas pelo caminho, muitas para reabastecimento, outras para o aumento do estoque de escravos, durante todo esse período Bayron praticamente viveu a base de pão e água. Em um porto na Síria, dentro do território do Império Otomano, Bayron foi vendido a HassanSabalth, um homem de posses, no que seria hoje a Arábia Saudita. Seus olhos chamavam a atenção de diversos compradores, mas ninguém ousava comprá-lo, tinham medo, diziam que ele era filho de um demônio, e como tal, ninguém gostaria de tê-lo por perto. No entanto, todo homem, demônio ou não, tem alguma utilidade nas mãos dos verdadeiros “homens do negócio”, e assim alguém se interessou. A viagem em direção ao sul foi a mais cruel para criança, o período de adaptação lhe tirou praticamente todo o resto de força que ainda possuía, o calor do deserto era angustiante, mortal e cruel, e a noite era fria e cortante. Mas de alguma forma ele sobreviveu para continuar sua provação no “inferno”.

Finalmente Bayron chegou ao seu destino, uma pequena cidade cercada pelo deserto, de pouquíssimos habitantes, serva de um único homem. Nesse local foi excitado a lutar, passava por duros treinamentos mortais, desde espancamento até técnicas de combate, ele era treinado para ser um gladiador, um entretenimento para homens de grande poder, que desejavam reviver esse costume do antigo Império Romano. No início, Bayron apanhava mais pelo fato de não entender as ordens, do que por qualquer outro motivo. Foi obrigado a aprender o dialeto local (o árabe) junto a diversos escravos, uma tarefa árdua, mas que teve um grande incentivo do chicote dos treinadores. A princípio aprendeu o significado de cada ordem que era dada dia após dia, seja por gestos que os treinadores realizavam ou observando os outros escravos. Com o tempo foi se aprofundando naquela língua, auxiliado por escravos que tinham a função especifica de ensinar o árabe aos novos servos de Hassan. Dessa forma ele crescia, aprimorando o seu corpo cada vez mais, e seu intelecto sempre que tinha a oportunidade. Muitas vezes esteve entre a vida e a morte, espancado por ter falhado em suas fugas, essas foram dezenas, o escravo que mais tentou fugir daquele inferno de areia.

Basicamente, Hassan desenvolveu um sistema formidável para “iludir” os seus escravos, apesar de no início muitos desses novos gladiadores sofrerem para se adaptarem, eles com o tempo (quando aceitavam a sua condição de escravo) se tornavam uma espécie de elite entre os escravos. Os gladiadores eram tratados com extremo cuidado; dedicavam a suas vidas apenas em se aperfeiçoarem em combate, recebiam orientação médica, uma ótima alimentação e o conforto de mulheres, além de educação para os que desejassem aprender. Com o tempo, a ideia de morrer em arena se tornava glória e honra, eles viravam servos “fiéis” ou conformados com as suas condições. Existiam exceções, como Bayron, esses sofriam mais do que qualquer outro gladiador e sempre acabavam morrendo cedo na arena, já que Hassan não arriscava deixá-los vivos por muito tempo, mas o jovem Bayron era diferente, a sua vontade era tão grande que conseguiu conquistar o respeito de Hassan, sobrevivendo a diversos desafios, mas o jovem só veio a se tornar um “cão obediente” quando se apaixonou por Merith. Para lidar com os novos gladiadores, eram utilizados os gladiadores mais antigos como treinadores ou em alguns casos, os soldados, que existiam, na verdade, para conter qualquer tentativa de fuga em massa, muitos desses eram ex-gladiadores que ganharam a sua liberdade e uma “profissão”. Apesar dos riscos, a “lavagem Cerebral” de Hassan funcionava muito bem, já que nunca ocorreu uma tentativa de fuga em massa.

Ao completar 12 anos Bayron começou a lutar na arena, sua estreia foi no dia 22 de Maio de 1540. Ele tinha ódio de tudo e de todos, não ligava se os seus adversários estavam em situações semelhantes a sua, escravos de outros senhores, ele precisava sobreviver, e dentro da arena era vida ou morte, dificilmente alguém era poupado. Dessa forma ele matou, matou crianças de sua idade sem o mínimo remorso, tudo para sobreviver. “Onde foi parar a sua inocência?” Nada disso ele lembrava. Foi nessa época que Bayron começou a treinar junto aos adultos, forçando o seu corpo ao extremo para alcançar a melhor condição de guerreiro, formando assim o melhor gladiador mirim de seu senhor. Diga-se a verdade, ele já superava muitos adultos. Nesse período aprendeu a dominar vários tipos de armas, se tornou extremamente habilidoso com as mesmas, mas a sua preferida sempre foi a espada e a corrente. Foi nessa época também que começou a ganhar instrução de gladiadores mais experientes para desenvolver o seu Cosmo, o seu mestre Hassan já ambicionava colocá-lo em uma nova categoria de lutadores.

Após um ano de intenso treinamento, ele foi lançado na arena para lutar contra homens amadurecidos. Praticamente em todas as suas lutas ele devia se superar, ele era levado quase à morte contra oponentes de nível superior. Um, dois ou três contra um, não importava, seu mestre o levava sempre ao limite, em batalhas sangrentas e muito mais difíceis que exigiam o máximo de seu corpo. Essa constante pressão em seu corpo gerou frutos inesperados, ele começou a sentir a energia fluir por cada canto da sua carne, fluir do seu interior, uma energia agressiva cheia de ódio e rancor, a energia de um sobrevivente que passou o inferno na Terra. Esse era o seu Cosmo, que evoluía muito mais rápido do que qualquer outro Gladiador/Soldado daquela cidade.

Sua única fonte de alegria na vida se chamava Merith, uma egípcia que trabalhava como servente na casa de Hassan, e que cuidou inúmeras vezes dos ferimentos do jovem. Bayron evitava ao máximo criar amizade com os outros gladiadores, pois sabia que um dia poderia ter que matar o seu “amigo”, ou que ele poderia morrer pelas mãos de outro. Mas Merith e muitas outras mulheres presentes na Escola de Gladiadores, serviam exclusivamente para o conforto desses guerreiros, seja para ajudarem a limpar os seus ferimentos ou servir como amantes para os merecedores. Com as constantes visitas de Merith, amizade se transformou em amor e Hassan finalmente começou a ter um guerreiro obediente quando permitiu que a jovem egípcia fosse exclusiva de Bayron. Foi logo após a sua “submissão” que Bayron passou a receber um treinamento mais aprofundado do Cosmo.



[align=center]4.1. ”A Fera”[/align]


Quando Bayron “dominou” o seu Cosmo, ele entrou em uma nova modalidade de luta contra os mais fortes Gladiadores, aqueles que utilizavam a energia do universo dentro de si. As batalhas eram muito mais perigosas, visto que um único ataque poderia matar os guerreiros com os seus corpos desprotegidos. O jovem tinha 14 anos quando estreou sua primeira luta nessa modalidade, apesar de muitos saberem usar o Cosmo, ninguém era tão forte ou refinado, o que dava uma vantagem ao jovem que parecia ter grande aptidão na manipulação de seu Cosmo. Devido a sua rápida evolução, dentro do quadro de lutadores, apenas dois ainda podiam ameaçar a vida de Bayron, “o Raposa Negra” e Rino, dos punhos de Aço, foram justamente esses dois que impediram as constantes fugas de Bayron no passado. Eles, além de gladiadores, eram guarda-costas de Hassan, os dois gladiadores mais devotos ao seu mestre. No entanto, hoje, o jovem escocês já não era como no passado, ele estava obediente, pensava apenas em ganhar a confiança de Hassan para poder se tornar um homem livre e se casar com Merith.

Em uma de suas lutas, Bayron recebeu o seu apelido de Gladiador, um nome que o acompanharia pelo resto de sua vida na arena; “Fera”. Bayron lutava com grande flexibilidade e imprevisibilidade, era destemido e feroz, muitos hesitavam ao ver os seus olhos, isso quando não temiam a vida pela sensação de “tremedeira” que o seu cosmo lhes causavam. Seu apelido foi muito bem aceito pelos espectadores locais, o que firmou sua imagem como uma besta. Ele não ligava para o seu epíteto, mas aceitou o seu papel, pois desejava a confiança de seu mestre.


[align=right]4.2Adeus, Merith![/align]

Enquanto Bayron evoluía e se tornava um dos guerreiros prediletos do povo local, seus dois maiores rivais se enchiam de inveja. Forçavam sempre uma situação para que o jovem tentasse matá-los, dessa forma, lhes dando motivo para matá-lo covardemente. Mas Bayron tinha aprendido a evitá-los, não queria morrer, pois agora tinha planos para viver junto de Merith. No entanto, os seus inimigos conheciam a sua fraqueza, e por isso, violaram o corpo de sua amada. Quando ele a descobriu, ela estava quase morta, a única coisa que fez antes de partir para o outro mundo foi dar-lhe um brinco de ouro. Furioso o escocês tentou matar os assassinos de Merith, mas teve sua vingança frustrada pela combinação de forças dos dois homens. No dia 4 de Setembro de 1544, Bayron perdia mais uma vez, alguém que amava.

Hassan impediu que os seus dois servos o matassem, mas percebeu que todo o investimento que fez em Bayron tinha sido jogado fora quando os seus guarda-costas mataram Merith. Bayron jamais voltaria a se curvar para ele, todo o plano que ele tinha para aquele homem foi desfeito, a Ordem das Sombras acabava de perder um magnífico soldado! Decidido, o senhor dos gladiadores ordenou que Bayron vivesse para morrer na arena, onde o povo poderia ver o fim da besta...

Algum tempo se passou para sua recuperação total, seus inimigos foram afastados de sua presença para não excitá-lo a iniciar um combate antes do tempo. Durante o seu sofrimento, ele passou a utilizar o brinco de sua amada como um piercing na boca, uma espécie de costume para os homens, no local onde Merith nasceu; uma forma de honrá-la e lembrá-la.


[align=right]4.3Mortena Arena[/align]


Cansado daquela vida, Bayron almejava a sua liberdade, mas que sabor ela teria se aqueles que o fizeram sofrer ainda estivessem vivos? Ele queria vingança, vingança contra os dois carrascos que mataram sua amada e fizeram da sua hospedagem naquele lugar um inferno, vingança contra o homem que se dizia o seu dono, aquele que mantinha os seus cães vigiando e mordendo quando ele ia contra as suas ordens. Mas finalmente o destino colaborou com a sua vontade, Bayron nunca poderia desafiar qualquer um dos dois carrascos fora da arena, já que eles se uniriam para ter uma vitória completa, entretanto, dentro da Arena era 1 contra 1. Como já não existia ninguém capaz de rivalizar com Bayron, os senhores ricos que acompanhavam as lutas pediram o combate entre o Fera e o Raposa Negra, em troca de uma fortuna que pagaria a perda de um dos lutadores. Hassan, o mestre do evento clandestino concedeu a vontade de seu público, matando dois coelhos com uma única cajadada. Se livraria de Bayron e ainda ganharia muito dinheiro com uma luta forjada. Para ter certeza do resultado, antes do combate, o escocês foi envenenado. O Duelo teve data marcada para o dia 15 de Novembro de 1544.

- Está pronto pra morrer pequeno verme? – Disse o homem negro de 190 cm.

- Eu sempre estive pronto. – falou Bayron calmamente, já sentindo o efeito do veneno posto na sua refeição antes do combate; uma pequena honraria aos homens que podiam nunca mais saborear uma boa comida.

Na arena, um terreno plano de areia socada, com forma circular cercada por grandes muros de pedras sobrepostas unidas por barro, os dois lutadores se posicionaram para honrar Hassan que estava ali para testemunhar o duelo. O Raposa Negra cumpriu com o seu dever, ao contrário de Bayron que se manteve a todo instante focado em seu inimigo. Quando a batalha teve início, o jovem não poupou esforços, sabia que o veneno estava retardando os seus reflexos, além de fazer todo o seu corpo parecer um saco de pancadas depois do treino de um boxeador. Ele não tinha tempo, não sabia quando o veneno poderia lhe causar um mal maior, por isso, atacou com toda a sua capacidade desde o início, elevando o seu Cosmo e utilizando todas as suas estratégias. A batalha foi difícil, golpes ao vento, contra-ataques inesperados, o corpo já cansado agora sofrendo de ataques impiedosos, ataques mortais que eram friamente calculados para fazer o Jovem se contorcer de dor. Sem muita esperança ele partiu pro tudo ou nada, se lançou diretamente contra um ataque do inimigo conseguindo evitar por pouco um ponto vital, dessa maneira, capturando finalmente a sua presa; com sua mão esquerda ele segurou o braço de seu adversário, por mais que o mesmo lhe batesse ele não o soltava, com o braço direito ele acumulava todo o Cosmo que pode reunir, criando assim a sua “Lança Cósmica”. Com um grito de libertação ele perfurou o corpo de seu oponente atravessando o coração do mesmo, seu primeiro sentimento foi de alívio, seguido por satisfação, como se tirasse um peso de suas costas. O grande homem negro agora caia desfalecido no chão, para a fúria de Rino e seu mestre, ao contrário de Bayron que esboçava um sorriso sarcástico e de provocação.

- Parece que um já foi! Agora falta o outro, aquele que eu mais desejo matar. – Falou Bayron para que todos pudessem ouvir, apontando para o seu alvo, Rino.

O veneno em seu corpo já não fazia mais efeito, ele estava motivado, extremamente excitado, pronto para mais uma luta, pronto para dar fim à vida dos que faltavam. Apesar de seu sangramento, ele continuava vivo, sem sentir dor e com seus reflexos aguçados. Em contra partida, Rino estava a ponto de saltar na arena e matá-lo, mas esperava a ordem de Hassan como um cão obediente, que foi dada com um único acenar de cabeça, depois de muita insistência da plateia. Sem hesitar o grande homem saltou para dentro da arena; com seu monstruoso punho ele tentou golpear o escocês, uma ação em vão, já que Bayron com uma velocidade superior se esquivou com eficácia, no entanto a força do homem era tamanha que seu soco criou uma cratera com mais de dois metros de diâmetro no chão.

- Eu vou te fazer em pedaços, pequeno lixo. – Rino falava com convicção enquanto caminhava calmamente em direção ao seu oponente, era notória como a sua presença era assustadora.

- Veremos quem encarará a morte! Um guerreiro de pura força bruta, nada mais é do que uma ferramenta sem controle. – Bayron mantinha o seu olhar sério e desejoso de vingança.

A luta entre os dois foi ainda mais sangrenta que a anterior, apesar de Bayron ter controle sobre o seu oponente, nenhum de seus golpes causava danos suficientes para derrotá-lo, tornando a luta longa e cansativa. A cada golpe que aplicava em Rino, ele recebia em troca um contra-ataque violento, que o fazia muitas das vezes enxergar a sua própria morte como se olhasse por um espelho. Sua vida era salva sempre no último instante, no último segundo, graças a sua velocidade superior unida da sua flexibilidade que corrobora para as suas mais que bem vindas, esquivas contorcionistas e acrobáticas. A luta praticamente foi unilateral, mas Rino utilizava o seu cosmo como se o mesmo fosse a sua própria armadura, todos os danos eram minimizados, mesmo aqueles que pareciam fatais. O embate se seguia e a vantagem parcial de Bayron terminava aos poucos, era questão de tempo até ele ser acertado por um golpe, golpe esse que seria fatal. Como uma confirmação de uma premonição, Bayron não foi capaz de esquivar do golpe mais poderoso de Rino, um cruzado de direita, tão envolto em cosmo que mal se podia ver o punho dentro daquela luz brilhante. O jovem ainda tentou se defender colocando o seu braço esquerdo em forma de “V”, mas a força de Rino era algo sobre-humano. Com o choque do golpe, Bayron saiu praticamente dois metros do chão e foi arremessado com toda a força contra a parede de pedras; seu braço esquerdo estava quebrado, assim como algumas costelas, sua boca cuspia sangue, muito sangue...

- Eu disse que iria te quebrar todo, não disse? – Caminhou Rino com passadas curtas e pesadas em direção ao seu oponente caído, ele estava cheio de feridas pelo corpo.

Na mente de Bayron ele já podia ver a sua morte, dessa vez não teria escapatória, devia fazer algo o quanto antes, antes que fosse tarde. Seu corpo caído o deixava em uma posição estranha, ele parecia com um boneco de madeira largado em um canto, sem forças para se mexer. Mas então ele abriu seus olhos, vislumbrou o céu, sentiu os raios de sol esquentar a sua pele, começou novamente a ouvir o grito dos espectadores – Mate! Mate! Mate! – então notou seu inimigo, ele estava a três 3 metros de distância, andava devagar como se quisesse apreciar o seu sofrimento, sim, era o fim, ele já não tinha forças, não conseguia se mexer, pelo menos, não sentia a dor que seu corpo devia estar passando. São nos nossos últimos momentos de vida que nossa mente reprisa todas as nossas lembranças. Ele se lembrou de seus pais, de Merith, dos aldeões, das crianças mais novas que ajudava a cuidar, lembrou do campo, das montanhas e da floresta, sim, agora ele se sentia infeliz, infeliz por ter perdido tudo isso, ele queria viver, mas com que força? Seus olhos começaram a lacrimejar, lágrimas de tristeza, de dor e de raiva, era o fim ou não? Como um estalo em sua mente veio à lembrança da sua aldeia sendo destruída, a lembrança do povo morrendo, e logo em seguida, as palavras do assassino de seus pais, a ira tomou conta do seu corpo ao lembrar-se daquele homem, ele foi à causa de todo o seu sofrimento e por isso ele devia pagar, em seu corpo agora ardia uma chama para continuar vivo, isso se refletia no exterior como um aumento abrupto de sua Cosmo Energia, ela crescia exponencialmente.

Tendo forças para se mexer, Bayron apoiou suas costas na parede, seu inimigo estava bem a sua frente, pronto para atacá-lo, no entanto hesitando pelo aumento de Cosmo repentino do garoto. Logo o escocês abriu a palma de sua mão direita e a direcionou para Rino, fazendo surgir três correntes Cósmicas ao seu redor que começaram a girar em altíssima velocidade, formando uma espécie de esfera cósmica.

- Tolo! Você acha que isso vai te salvar? Chegou a hora da sua morte. – O homem conhecido como punho de aço estava preparado para dar o seu golpe final, com toda a sua força ele desferiu o seu soco.

Ninguém que assistia a luta imaginaria que a cena que se seguiu pudesse acontecer após o soco de Rino ser realizado, a esfera cósmica de Bayron resistiu ao golpe, e ainda causou danos a Rino que foi jogado para trás com o seu braço parcialmente destruído.

- Agora você morre, desgraçado! – o jovem falou devagar e com dificuldade, do seu rosto ensanguentado, todos puderam ver um sorriso avermelhado e seus olhos dourados refletiam o tom do sangue.

Quando Bayron tocou o chão com a palma de sua mão, três correntes cósmicas surgiram do mesmo, formando uma espécie de triangulo ao redor de Rino, cada uma das correntes avançou em direção ao inimigo de Bayron e começaram a se enrolar no mesmo, prendendo os seus membros e “mergulhando” no solo da arena, no fim, Rino estava completamente imobilizado, com seu corpo posicionado em uma posição desconfortável e extremamente dolorosa.

Calmamente, Bayron começou a andar em direção a Rino, enquanto em seu braço direito, uma grande quantidade de Cosmo era acumulada, formando a figura de uma lança Cósmica presa ao seu braço. Impossibilitado de se mover, Rino não conseguiu se defender da estocada de Bayron em seu pescoço, arrancando a sua cabeça do corpo, ele estava, finalmente, morto. Bayron então voltou a se mover, ele sentia todos os efeitos dos machucados em seu corpo, a dor era intensa, mas ainda faltava um homem para ser morto, e por isso, não fraquejava. Agora era a vez de Hassan, que gritava para os seus gladiadores e soldados matarem o jovem escocês, mas os soldados eram impedidos de agir pela movimentação dos Gladiadores, uma revolta teve início, nunca antes eles estiverem tão próximos de se libertarem, muitos dos que se diziam fiéis a Hassan, agora lutavam para matá-lo.

“O Fera” estava de frente para o local onde os organizadores se acomodavam para assistir as lutas na arena, ele marcava com seus olhos a face de seu senhor, estava vidrado no mesmo, como um predador pronto para atacar a sua presa. Então ele voltou a tocar o solo da arena, e as suas três correntes Cósmicas ressurgiram do chão, avançando em direção ao pequeno grupo de senhores de escravos que participavam daquele evento clandestino, os organizadores. Elas começaram a se enrolaram em seus corpos, capturando a todos sem exceção.

- Agora vocês pagarão por terem brincado com a vida dos homens. Humano algum deve impor sua vontade sobre os outros. Homem nenhum veio ao mundo para ser escravo! – Conseguindo falar com mais firmeza, Bayron proclamou a sentença de seus réus, sentença de morte.

As três correntes se comprimiram, e os gritos de dor competiam em altura e agudo, quem estivesse próximo dos mesmos ainda poderia escutar alguns dos ossos estalando, era o fim do evento. Perplexos, os convidados observavam com pavor até o momento da execução, instantes depois se iniciou a correria, todos queriam fugir e tinham razão, por que os próximos na lista de Bayron seriam os homens que bancavam os senhores de escravos. Contudo, antes que pudesse iniciar um ataque contra o público, um velho senhor de idade saltou pra dentro da arena, ele era pequeno e parecia ter uns noventa anos.

- Já chega pequena criança, você já teve a sua vingança. – falou o senhor, com uma voz falha e cansada.

- Não! Todos que estão aqui merecem morrer e eu devo fazê-lo antes que perca minha consciência. – Bayron estava ciente de que não aguentaria mais, faltava pouco para cair em um sono profundo ou até ser julgado pela morte.

- Criança, você deve parar agora, não vê o estado de seu corpo? Se não começar um tratamento, ficará com sequelas ou até impossibilitado de lutar novamente. – agora o pequeno senhor andava em sua direção sumindo de repente de sua vista.

Bayron que já estava exausto, só pode sentir o aumento repentino do cosmo do ancião, era pacífico, mas poderoso, quando se deu conta de sua presença, ele já estava golpeando-o por trás, o fazendo desmaiar.



[align=center]5. Os ensinamentos de Anatã[/align]


Bayron mal se lembrava do que havia acontecido, quando se deu conta que ainda estava vivo, se viu em um local estranho, uma pequena casa de areia o protegia do tempo, seu corpo já não doía, apesar de ter diversas ataduras pelo mesmo, um cheiro estranho o cercava, cheiro de plantas e ervas, elas vinham de seus ferimentos. Logo um pequeno senhor entrou pela porta com um sorriso amarelo no rosto e sua bengala em mãos.

- Vejo que finalmente acordou, dois dias você dormiu, precisa se alimentar. Oh! Já estava me esquecendo, todos os escravos foram libertados. Pelo menos nessa área, sei que escravidão não mais existe. – O pequeno senhor falou sem dar chances de Bayron responder, ele caminhava pela casa indo de um canto ao outro, como se procurasse por algo. – Você tem um corpo incomum criança, digo pela experiência que tenho, nunca vi alguém se recuperar tão rápido, fiz o meu melhor também, mas suas feridas se curam muito bem, ah! Encontrei! Devemos trocar essas ataduras...

- Quem é você? E por que está me ajudando? – Bayron conseguia falar finalmente, em um momento em que o velho se calou.

- Eu? Ninguém importante, mas meu nome é...Anatã. Eu te ajudo pelo simples prazer de salvar uma vida humana, pelo menos a vida dos que merecem, diferente de você naquela arena tenho o propósito de salvar... bem, eu deixei você se vingar, mas o parei antes que entrasse em um caminho sem volta. Você tem potencial garoto, posso ver só de olhá-lo, sim, porque não... – Anatã parou e consultou a sua mente de forma inesperada, em seguida soltou pequenas palavras do que estava pensando, enquanto seu queixo se acomodava em seu peito. – Sim! Eu lhe tornarei muito mais forte do que é, mas com uma única condição que você deve me prometer.

Bayron já havia provado da técnica do velho, assim como vislumbrado o seu poderoso Cosmo, então, porque não? Afinal ele precisava ficar mais forte, queria ser dono do seu destino, e ainda existia Turgon, o homem que mais desejava matar na terra. Bayron não sabia quais eram as intenções do velho, mas aquele senhor lhe transmitia confiança, e se ele o quisesse morto, já o teria feito, na verdade isso não importava, no momento ele só queria ficar mais forte. – Qual a sua condição?

- Muito simples. Você deve prometer seguir todos os meus ensinamentos até o fim sem me questionar. Eu lhe farei ver a bondade que ainda existi na humanidade, e no termino de seu treinamento, eu deixarei que você escolha o caminho que quer seguir, mas até lá deverá aprender tudo que tenho para lhe ensinar e seguir o caminho que eu escolher. – Anatã dizia suas palavras com severidade, com uma expressão firme e olhar fixo no jovem.

- Eu vou aceitar! – com um sorriso discreto no rosto, Bayron afirmava junto com o balançar positivo de sua cabeça.

- Qual o seu nome criança? Ouvi a plateia chamá-lo de “Fera”, mas sei que esse não é o seu nome verdadeiro... – O pequeno senhor se sentou em uma cadeira, enquanto ria sozinho.

O jovem se esforçou para lembrar, seu nome era Bayron O’Connor, isso ele lembrava, mas era incrível como tudo em sua infância parecia estar envolto em nuvens, não se lembrava dos rostos dos seus familiares, mas sabia que um dia foi um filho amado. Pai, mãe e avó, não passavam de uma lembrança distante, nem mesmo os seus nomes lhe vinham à mente, mas de Turgon ele ainda lembrava, era incrível como a raiva o marcou em sua mente.

- Meu nome é Bayron O’Connor. – o jovem falou de forma apática e inexpressiva.

- Bem! Não posso mudar seu passado, mas pretendo influenciar no seu futuro, assim que suas feridas se curarem por completo partiremos, seremos andarilhos, lhe mostrarei uma boa parte do mundo. – Anatã se retirou, indo então para um canto da casa em busca de reflexão.

Os anos que se seguiram foram de um treinamento intenso, muito mais para a parte intelectual e de desenvolvimento Cósmico. Bayron aprendeu a essência do seu Cosmo, como refiná-lo para deixá-lo ainda mais “puro” e poderoso, alcançando por fim, o nível mais básico do sétimo sentido. Seus dias se resumiam em estudar diferentes tipos de matérias para fortalecer seu conhecimento científico e social, isso pela manha, ao final da tarde até a hora de dormi focava em treinamentos para o fortalecimento do seu Cosmo ou no fortalecimento de sua mente. Durante esse período o jovem melhorou as suas técnicas e desenvolveu a sua telecinese latente sob a tutela do seu professor. Esse era muito eficiente na telepatia e telecinesia, mas aprender uma dessas habilidades do zero levaria anos, por isso Anatã focou apenas na Telecinesia quando percebeu que Bayron já tinha grande afinidade com a mesma. A sua dedicação não omitiu a verdade de que Bayron tinha um talento natural para aquele poder. Outros campos de sua mente foram fortemente treinados, como a capacidade de controlar a dor de seu corpo e a aptidão para reconhecer qualquer tipo de onda sísmica ao seu redor, uma habilidade desenvolvida pelo mestre de Anatã, Balerion!

Suas andanças o levaram a viajar por boa parte da Europa e Ásia ocidental, assim aprendendo alguns dos dialetos, mesmo que não perfeito ainda conseguia se comunicar; o Árabe foi melhorado, o Turco foi aprendido rigorosamente, já que viajavam muito pelas terras do Império Otomano, o Inglês foi ensinado devido a semelhança com as suas duas línguas mães, mas por critério de curiosidade, e o Grego, porque Anatã já imaginava transformar Bayron em um Cavaleiro, todas essas línguas foram ensinadas por Anatã que viajara muito pelo mundo e tinha obsessão por aprender dialetos diferentes. Além disso, Anatã o ensinava sobre a história e a doutrina de Athena, tentava ferrenhamente influenciá-lo a tê-la como deusa, mas nesse quesito Bayron não o ouvia, ele não acreditava na existência dos deuses, dizia que as “Guerras Santas” foram forjadas por humanos aproveitadores. Com o tempo nem ele pode manter seu pensamento convicto, aos poucos foi aceitando Athena como verdadeira; uma divindade que ele agora tem grande respeito. Bayron aprendeu sobre as Armaduras Sagradas, a hierarquia dos Cavaleiros, entre muitas outras coisas, mas Anatã pareceu se empolgar em lhe ensinar ainda mais, quando descobriu a data do aniversário do jovem, ambos eram do mesmo signo, Touro!

Suas andanças também lhe mostraram a verdadeira humanidade, cheia de pecado, cheia de esperança, cheia de maldade assim como bondade, cheia de humanos querendo viver. Nesse ponto sua raiva para com o homem havia terminado, não tinha mais ódio, realmente foi o seu destino que lhe trouxe o infortúnio, mas ainda não podia perdoar o assassino de seu povo, esse jamais ele esqueceria, nunca.


[align=right]5.1 O Fim Chega para Todos![/align]

A cada ano que se passava Bayron podia reparar que Anatã ficava mais fraco, mas nunca admitia a verdade, havia algo de errado com o velho senhor, ele só não sabia o que. Quando o jovem completou 18 anos, Anatã já estava em um estado impossível de viajar. Assim se estabeleceram no Montes Tauro, no sul da Turquia. O treinamento continuou por mais alguns meses antes que a morte de Anatã o interrompesse.

Anatã foi muito mais do que um aprendiz de Cavaleiro, ele era um prodígio, daqueles que aparecem a cada mil anos. Seu talento era formidável, um jovem extraordinário, do tipo que todo mestre deseja ensinar. E por isso teve, não um, mais 3 mestres diferentes, no entanto, seu último mestre foi Balerion, o Touro de Magma, o Cavaleiro da segunda casa zodiacal. Quando os dois se encontraram, o garoto já era formidável nas habilidades da mente e na arte do combate, desenvolvidas fora do Santuário, mas o seu Cosmo ainda não queimava como deveria. Vendo o potencial do garoto, o Touro dourado começou a treiná-lo em todas as áreas na qual ele ainda estava carente, e em pouquíssimo tempo ele dominou o sétimo sentido. Baleiron que na época tinha 41 anos e 12 anos como Cavaleiro, desejava um sucessor, ele queria passar a Armadura ao jovem de 15 anos, mas Anatã apresentou sintomas graves de uma doença desconhecida que afetava o seu Coração. Por esse motivo ele foi mandado embora, seu mestre desejava que ele vivesse, mesmo se fosse como um simples camponês. Anatã que não queria abdicar de sua vida como Cavaleiro retornou a sua antiga vila próxima da cidade de Atenas onde passou vários anos pesquisando uma cura para sua doença, mas aquilo foi em vão. No entanto, a sua vontade de se curar, criou a sua profissão, ele virou um médico, vivendo para esse propósito até o dia da morte do seu antigo mestre.

No dia 25 de Fevereiro de 1547, mestre e discípulo, avô e neto, amigos, começaram a conversar sob uma noite estrelada, aquecidos apenas por uma fogueira.

- Meu tempo nesse mundo está se acabando, sinto que posso parti daqui a qualquer momento, no próximo minuto ou daqui a um mês. Não lhe contei essa história, mas é chegada a hora, quando eu era jovem fui um aprendiz de cavaleiro, almejava ser o melhor. Eu era energético e cheio de ideias, se dependesse da minha determinação eu seria o maior entre todos que já existiram. Logo que despertei o meu Cosmo comecei um rigoroso treinamento para me tornar o sucessor do Cavaleiro de Touro – Ele permitiu-se um leve sorriso ao lembrar-se de sua juventude - boas lembranças aquelas. Você um dia me perguntou por que eu queria lhe ajudar, agora lhe respondo, não foi só minha vontade de salvar vidas, na verdade acredito que o destino me fez cruzar com você, um possível Cavaleiro, uma criança que agora sei que nasceu sob a Constelação de Touro. Somos do mesmo signo, é irônico se você parar pra pensar… Eu não pude continuar com meu sonho de me tornar um Cavaleiro de Athena, eu tenho uma doença em meu corpo que afeta o meu coração. Quando dominei completamente o sétimo sentido, essa doença apareceu... Sempre que queimo meu Cosmo, eu começo a me debilitar e fatalmente morreria se utilizasse o mesmo por muito tempo! Meu mestre Balerion descobriu e para poupar a minha vida, me mandou embora. Ele sabia que se eu ficasse no santuário continuaria com meu treino escondido até morrer, sem esperança e sem cura abandonei meu sonho de ser o Cavaleiro de Touro. Nunca mais retornei ao Santuário, lar dos mais formidáveis guerreiros, desde então viajo pelo mundo ajudando as pessoas, dosando o meu Cosmo para que minha doença não me mate, mas parece que agora é o meu fim, meu tempo está se acabando. Não tenho nenhum arrependimento, pelo contrário, sinto que tudo isso teve um propósito, e por isso, me sinto extremante feliz, acredito que o destino me pós no seu caminho para treiná-lo, para que você consiga o que não consegui. Não quero obrigá-lo, fizemos uma promessa quando nos conhecemos e agora você tem o direito de escolher o seu próprio caminho. – Após um longo discurso, Anatã mostrou um grande cansaço, ele fechou os seus olhos como se aquilo o fizesse descansar, ele se sentia exausto e até mesmo manter aquela confabulação era difícil.

Enquanto Bayron ouvia as palavras de seu mestre, escorriam lágrimas dos seus olhos, ele se sentia feliz e triste ao mesmo tempo; feliz por saber que aquele velho homem salvou a sua alma, e triste por saber que todo conhecimento que absorveu foi à custa da vida de seu mestre, amigo e avô, sim, ele o considerava como um membro de sua família, ele o amava. Mesmo que tenha passado poucos anos com ele, aquele homem o lembrou o que era ter um pai – Sim Mestre! Eu irei para morada de Athena, seguirei o seu caminho, não só por ser um desejo seu, mas por que aprendi com o senhor o significado do poder, ainda assim não posso garantir que lutarei sempre para salvar vidas, tenho minha própria opinião, existem homens que merecem a morte.

Anatã com suas poucas forças abriu um grande sorriso, e voltou a falar – Nunca esperei menos de você, sempre imaginei que isso fosse acontecer. Tenho orgulho de tê-lo como discípulo – terminava de falar com um tom de voz extremamente cansado, faltava pouco para ele adormecer.

- Com orgulho carregarei o seu sonho e o transformarei em meu, não só tenho grande respeito por você como também o amo. Sempre o considerei como um segundo pai, na verdade como um avô. Como tal, darei o meu máximo para me tornar o Cavaleiro de Touro. Agora descanse, você não pode se esforçar demais, já chega por hoje. – Bayron falou com uma voz suave e com os olhos cheios de lágrimas.
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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros
[align=right]5.2A Ordem das Sombras[/align]


Aquela conversa estava longe de terminar, quando Bayron disse a Anatã que pretendia ser um Cavaleiro, o ancião voltou a falar, revelaria o que sempre escondeu, aquilo que sempre teve vontade de deixar Bayron saber, mais que manteve para si, pois era um fardo muito grande para um jovem carregar. No entanto, ele estava morrendo e o aprendiz precisava saber.

Ele começou revelando a existência de uma antiga ordem de assassinos, conhecidos como Hassins que viveram na fortaleza de Alamut (Ninho da Águia), com sua localização próxima de onde hoje é o Teerão. Ela foi fundada no século XI por Hassan IbnSabbah, um homem que juntou cerca de 60 mil seguidores, o seu principal objetivo era difundir uma nova corrente do Ismaelismo que o próprio Hassan havia criado. O conhecimento de tal Ordem chegou ao mundo Cristão e eles ficaram surpresos mais com a fidelidade dos Asasiyun (pessoas que são fieis a fundação da fé ou traduzido erroneamente, assassinos) a sua causa do que com a sua ferocidade, sendo que essa já era notável. Os seus membros se misturavam com o povo local, preferindo se passar por mendigos para não despertarem atenção, assim seguindo com as suas vidas “comuns” até receberem uma ordem de atacar. Normalmente eles agiam em trios para matar as suas vítimas, pois se duas adagas falhassem, uma terceira estaria em prontidão, chegavam sorrateiros e ainda camuflados, se valendo de toda habilidade que possuíam. O grupo agia em qualquer lugar, desde os mercados, ruas estreitas ou dentro dos palácios. Eles sempre procuravam atacar quando as suas vítimas estavam de guarda baixa.

A Ordem dos Assassinos ou Hashshashin teve uma “grande queda” em 15 de dezembro de 1256, quando o mestre atual da ordem Ruknud-DinKhurshah rendeu Alamut sem fazer resistência aos mongóis, na esperança de que o imperador mongol Hulagu Khan fosse misericordioso. A fortaleza inexpugnável foi destruída e os membros sobreviventes se refugiaram na Europa. Desde então eles se mantiveram ocultos, mas existem boatos de que eles atuaram ativamente em diversas guerras, sendo a peça chave em grandes vitórias, como na conquista de Constantinopla em 1453 pelo Império Otomano.

Em seguida, Anatã continuou com o seu relato, mas avisando ao seu ouvinte que toda aquela informação era baseada em boatos e nas evidências que vivenciou; informações que poderiam envolver tantas verdades quanto mentiras...

A Ordem dos Assassinos se ramificou, Anatã não sabia em quantas, mas presumiu que um grupo manteve os ideais de Hassan IbnSabbah, enquanto outro se valeu das suas habilidades vendendo-a para quem pudesse pagar mais. Contudo, o terceiro e mais perigoso dos três, se uniu a europeus de grande riqueza, criando uma sociedade secreta tão oculta que passou a existir como uma fábula, a Ordem das Sombras. As habilidades dos antigos assassinos se mantiveram, mas evoluíram em níveis muito acima do que um humano comum é capaz de imaginar. Eles recrutaram membros de diversas nacionalidades e classes sociais; de mendigos, padeiros até membros da realeza, para eles todos podiam ser aproveitados. Contanto que jurassem fidelidade. Claro que cada um era treinado para assumir funções específicas, mas o que é valido afirmar é a fidelidade de seus membros com a sua organização, tão igual à que Hassan Ibn imaginou aos seus seguidores.

Com o conhecimento das “Guerras Santas” entre deuses, a Ordem das Sombras também recrutou membros exilados de diversas facções, e se apoderou de um conhecimento extremamente valioso, o Cosmo. Desde então, eles gastaram tempo e recurso para desenvolverem técnicas de ocultação Cósmica, se revelando formidáveis nessa área, já que até hoje, a sua existência é um mistério até mesmo para os deuses e suas facções.

O primeiro contato de Anatã com esse grupo foi no dia da morte de seu mestre. Balerion foi procurá-lo quando se “aposentou” de suas funções como Cavaleiro de ouro. Mestre e discípulo confabularam por dias, e na noite do dia anterior que o antigo Cavaleiro de ouro iria partir, ele teve um encontro com três membros assassinos da Ordem das Sombras. Eles tentaram recrutá-lo, mas o Touro de Magma recusou iniciando um combate por sua vida. Anatã que recebeu um chamado urgente para curar uma pessoa na cidade, retornou apenas a noite para ver seu mestre definhando. Quando tentou salva-lo, descobriu pela própria boca de Balerion que a Ordem das Sombras tentou recrutá-lo, mas por ter recusado, ele foi sentenciado à morte. Desse dia em diante, Anatã saiu em uma caçada eterna atrás de um mito. Poucas vezes ele conseguiu encontrar um membro daquela organização, mas quando conseguia era pelas suas habilidades de “detetive”. Ele se aproximava de figuras que pudessem ser alvo da organização, ou rastreava um assassino pelas mortes que ele deixava em seu caminho, deduzindo quem seria o próximo alvo.

Todo membro que ele capturou se suicidou quando percebia que não tinha chances de fuga, eles utilizavam uma técnica que explodia o próprio coração. Eram pouquíssimas as informações que obtinha, isso quando não conseguia nada. Sua análise sobre aquela organização era baseada apenas nos boatos que recolhia pelas cidades que tiveram pessoas assassinadas. Mas ele reconheceu um padrão para as vítimas, todos os mortos por membros desse grupo recebiam uma moeda de ouro com a figura de um corvo dos dois lados da mesma, deixadas para que os mortos pagassem as suas passagens pelo Hades. Outro ponto que ele reconheceu era a semelhança no método das mortes entre esses assassinos e os antigos membros da Ordem dos Assassinos.

Quando tinha 35 anos Anatã encontrou o seu mestre morto, e pelo resto de sua vida ele dedicou o seu tempo em juntar informações sobre aquela organização misteriosa, desenvolvendo diversas teorias de “conspiração”. Ele acreditava que os membros daquela Ordem poderiam estar infiltrados em diversos países e facções de deuses, influenciando os seus líderes a começarem uma guerra, movimentando a economia de uma região ou exterminando seres indesejados. Anatã não sabia até que ponto isso podia ser verdade, mas deduzia que eles podiam estar sendo protegidos por uma divindade desconhecida, ou ainda, desejavam dominar o mundo pelas suas mãos humanas. “Catando migalhas aqui e ali”, ele juntou os pontos e formulou as suas teorias. Foi assim que Anatã encontrou Bayron, quando há anos rastreava uma possível cidade que fornecia candidatos a Ordem das Sombras. HassanSabalth era um membro responsável na criação da base dos novos membros assassinos, ele devia lhes ensinar o Cosmo e a arte do combate com a fachada de estar revivendo a luta na arena. Os guerreiros mais obedientes e os com maior potencial de evolução, eram convidados a se juntar a Ordem das Sombras, aqueles que recusassem eram mortos, pois não podiam deixar um homem vivo espalhando boatos da existência da organização. Os homens que aceitavam entrar na seita eram imediatamente levados para uma base da facção, onde ali aprenderiam todas as técnicas daquele grupo seleto, sendo a principal, a ocultação Cósmica e o desenvolvimento de técnicas de assassinato.

Surpreso Bayron interrompeu o seu mestre, questionando se ele receberia o “convite”, e se os seus dois inimigos dentro daquela escola de Gladiadores eram membros da Ordem das Sombras. Anatã não soube lhe responder, mas disse que provavelmente ele poderia ser convidado a entrar na organização, também disse que Rino e Raposa negra eram apenas gladiadores, protetores da figura “pública” de Hassan, pois não existia nada em suas habilidades que os acusassem como membros da facção. Foi nesse momento que Anatã revelou a Bayron que estava naquele dia da luta tentando rastrear os possíveis membros da Organização. Quando Bayron atacou Hassan, Anatã o protegeu sem que ele percebesse, matando um pequeno grupo composto de 12 membros da “Ordem” que estavam na cidade para fazerem a ocultação Cósmica de toda área; eles revezavam em três equipes de quatro membros para criarem uma espécie de cúpula com capacidade de “isolar” a sensação Cósmica do ambiente interno para o externo e vice versa. Eram membros fracos na arte da luta, mas extremamente eficientes na função que deveriam desempenhar; omitir a cidade daqueles que poderiam detectar a presença cósmica dos soldados e gladiadores.

O objetivo principal de Anatã era rastrear aquela cidade para capturar um dos membros da Organização, mas sabia que tirar informação deles era inútil, quando viu Bayron, com toda a sua determinação pensou no mesmo como uma joia bruta que precisava ser lapidada. Naquele momento decidiu que treinaria o jovem, mas não poderia salva-lo sem saber se todos aqueles Gladiadores eram devotos a Hassan, com certeza morreria no processo devido a sua doença. Mas quando viu que os Gladiadores desejavam tanto a morte de Hassan quanto Bayron, agiu o mais rápido possível para socorrê-lo.

- Mas Hassan tinha domínio Cósmico? Ele foi derrotado tão fácil! – Questionou o jovem intrigado pela situação do antigo dono de gladiadores.

- Não! Mesmo dentro da Ordem das Sombras, existem membros que não tem nenhuma aptidão para luta, ou domínio cósmico, mas isso não significa que eles não possam desempenhar papeis importantes. Esses, teoricamente, seriam os mais fáceis de roubar informações, mas até eles andam com venenos escondidos, e quando pressentem que não tem chances de fuga, se suicidam.

Muito havia sido dito, e Bayron precisava de tempo para assimilar aquilo tudo. Seu mestre por outro lado, já se mostrava cansado e decidiu que era o fim da conversa, mas antes pediu que Bayron não procurasse por eles, já bastou ele dedicar boa parte de sua vida em uma busca sem resultados concretos. Outro conselho foi que ele tomasse cuidado, pois a Ordem poderia um dia vir atrás dele, um ex-gladiador de Hassan que talvez soubesse algo sobre aquela Sociedade Secreta. Finalmente, Anatã se entregou ao sono e aquela foi à última noite que os dois passaram juntos, Anatã dormiu para nunca mais acordar. Na amanhecer do dia seguinte,Bayron chorou pela morte de seu Mestre, enterrou-o no Montes Tauro e partiu rumo à Grécia para conquistar a armadura de Touro, armadura essa, que é muito mais importante do que ele imaginava.


[align=center]6. Santuário e a Conquista da Armadura de Centauro[/align]


No dia 10 de Abril de 1547, Bayron chegou ao Santuário de Athena, alegando que desejava se tornar um Cavaleiro. Ele iniciou a sua jornada como aprendiz, visando conquistar a Armadura de Touro, mas teve seu sonho frustrado ao saber que seu cosmo, apesar de tão forte quanto o de um Cavaleiro de Prata, ainda não estava apto para o nível das Armaduras de Ouro. Independente disso, ele não desanimou, queria ser um Cavaleiro e se um dia a oportunidade surgisse, tentaria se firmar como o Cavaleiro de Ouro de Touro. Seu tempo no Santuário foi curto, viveu junto a outros aprendizes, mas seu poder se destacou, revelando que já era apto a ser um Cavaleiro de Prata. Com os incentivos do mestre que conquistou no Santuário, ele partiu 5 meses depois da sua chegada ao Santuário, para realizar o teste da Armadura de Prata de Centauro.

Durante o período que viveu no Santuário, nunca esteve tão feliz, não conseguia demonstrar através de seu semblante, mas em seu interior estava agradecido por aquele lugar existir. Sentia que agora fazia parte de algo muito maior, algo que “movimentava o mundo”. Começou finalmente a criar laços de amizade, na maior parte com os aprendizes de Cavaleiros e com os soldados do Santuário, mas sempre que podia, visitava a Vila Rodório para apreciar um pouco do “mundo normal”, e se surpreendeu a fazer amizades com moradores; o fato de ser um candidato a Cavaleiro ajudava bastante. Foi nesse período que teve a oportunidade de melhorar o seu idioma grego, enquanto praticava com os seus amigos mais próximos.

No curto tempo que viveu sob a proteção do Santuário, criou três grandes amigos, o primeiro foi Ícaro, um jovem aprendiz de 12 anos que ambicionava se tornar um Cavaleiro de Athena. Sempre que Bayron podia, ele o ajudava, treinando-o como se fosse o seu mestre. Era engraçada a relação dos dois, principalmente, pelo fato de Bayron não se vê na posição de mestre, e sim, como um irmão mais velho que apenas orientava “o caçula” que tanto o admirava. O seu segundo grande amigo se chamava Pathros, um soldado de 25 anos que apresentou o Santuário a Bayron no dia em que chegou. Os dois conversavam pouco devido as suas rotinas agitadas, mas sempre que podiam paravam para colocar a conversa em dia, conversavam tão naturalmente que parecia se conhecerem a anos. O seu terceiro grande amigo era Omar, um padeiro de 40 anos que vivia na vila Rodório; constantemente Bayron se perguntava se aquele homem não era parente de Anatã, o seu antigo mestre, a semelhança física dos dois era notável, mas Omar jurava que nunca teve um parente chamado Anatã.

Além de seus amigos, Bayron conquistou um mestre; um homem por quem ele tinha grande respeito. Um dia, enquanto Bayron lutava contra um aprendiz, o grande Comandante Aldebaran acompanhou o duelo, se impressionando com as habilidades de luta do escocês. Além é claro, do comprometimento do jovem em ajudar seu adversário a melhorar os seus movimentos, suas técnicas e a sua determinação. Sem saber, Bayron acabava de ganhar um mestre.

Com o seu novo mestre, Bayron criou um relacionamento amistoso, suas personalidades divergentes combinaram, sendo sempre tão sério, a alegria e a rigidez de seu mestre o cativava. Bayron ganhou grande respeito por ele, e começou sempre que possível, tentar impressioná-lo; gostava de mostrar ao seu tutor que estava aprendendo tudo que lhe era ensinado, apesar dos treinamentos rigorosos e da rotina pesada, o jovem se saia muito bem... Bayron já era considerado um guerreiro completo, e os treinamentos de Aldebaran se focavam, em sua maioria, em fortalecer o seu Cosmo. Quando contou ao seu mestre que desejava se tornar o Cavaleiro de Ouro da Constelação de Touro, ele recebeu a revelação de que ainda não estava pronto, seu Cosmo era poderoso, já tinha dominado 3 Kýklos do sétimo sentido, mas ainda era insuficiente para ser aceito pela Armadura de Touro. Por alguns dias ele se deixou abalar pela informação, mas rapidamente voltou a sua rotina de treinamento, estava ainda mais motivado, ele não desistiria do seu sonho. Aldebaran vendo a motivação de seu discípulo, o incentivou a realizar o Teste para Armadura de Prata de Centauro, uma armadura que há anos estava longe do Santuário.


[align=right]6.1 A Conquista[/align]

Kairon de Centauro, o último Cavaleiro dessa armadura, havia sido ferido em batalha após derrotar inúmeros inimigos, contudo ele não regressou ao Santuário e queimou sua vida para deixar seu Cosmo preso a armadura, criando assim o Teste do Centauro, onde bestas cósmicas com a forma desse ser mitológico impediam o avanço de qualquer candidato a Armadura. Apenas o merecedor teria direito de conquista-la. Muitos falharam e recuaram frente às bestas, por 25 anos ninguém conseguiu ser aceito pela Armadura da Constelação de Centauro…

Sabendo o que lhe esperava, devido ao relato de seu mestre, Bayron não hesitou e partiu para o Monte Pélion, na região da Tessália, Grécia. Lá descobriu a localização da Caverna que escondia a sua futura armadura, seguindo as indicações dos moradores que foram atacados, indiscriminadamente, por entrar no território das bestas. Quando viu as criaturas cósmicas pela primeira vez, entendeu o motivo de todos os candidatos anteriores terem falhado, elas eram enormes, com quase três metros de altura, formavam um grupo de 10 criaturas e atacavam ferozmente quem entrasse na área do teste. Apesar de serem um desafio, Bayron conseguiu lidar com elas utilizando a sua velocidade e a sua habilidade “Mundo Sísmico”, no entanto, não importava quantas vezes as derrotava, elas sempre se erguiam novamente, e isso estava exaurindo suas forças. No fim, compreendeu que só as venceria se derrotasse todas ao mesmo tempo. Colocando a sua teoria em prova, ele se posicionou no centro das feras e com a sua técnica “Destruição Titânica” deu fim a todas. Com o caminho livre até a armadura, ele fez seu Cosmo vibrar, e de dentro da Urna Sagrada a Armadura de Centauro respondeu, vindo em sua direção e se unindo a ele como se fossem apenas um ser. Nesse momento ele teve uma visão de esclarecimento sobre as bestas cósmicas, e entendeu o processo de criação das mesmas, dando a ele o necessário para desenvolver sua Técnica “Investida dos Centauros”. Em seguida ele pode ver o antigo Cavaleiro dessa constelação deixar esse mundo com um pequeno sorriso no rosto. No dia 27 de Setembro 1547, Bayron se graduou um Cavaleiro de Athena, o novo portador da Armadura da Constelação de Centauro.


[align=center]7. O Retorno ao Lar [/align]


Após a conquista de sua armadura, Bayron retornou para as terras onde nasceu, ele sabia que os Cavaleiros de Athena receberam permissões para se ausentarem do Santuário, por isso, acreditou que não precisava ainda se apresentar ao Grande Mestre. A princípio foi difícil localizar o vilarejo em que vivia, mas com as indicações certas e muita perseverança ele chegou ao local onde um dia viveu. Tudo estava arruinado, a vegetação já tomava boa parte do vilarejo abandonado próximo ao mar, indicando que há anos, não recebia uma visita da presença humana. Bayron, sem saber ao certo o motivo, se estabeleceu naquele lugar abandonado; ele construiu uma pequena cabana reaproveitando as madeiras das antigas construções e permaneceu treinando, conforme a rotina que seu mestre Aldebaran lhe passou ainda no Santuário. Por muitos dias ele se isolou, tentou ferrenhamente lembrar-se de seu tempo de infância, mas era em vão. Hassan tinha conseguido tirar toda a sua lembrança daquele tempo de paz. Como um Cavaleiro, era sua obrigação deixar aquele desejo de rever seus pais para trás, e foi vivendo ali, que ele esperava aceitar a morte de seus parentes.

Apesar de isolado, o Centauro sentia falta da convivência humana, e por isso, uma vez por semana visitava um vilarejo a uns 6 km a leste de onde vivia. Era um povoado novo, fundado, provavelmente, depois que Bayron teve o seu vilarejo destruído na infância. Foi convivendo com esse vilarejo que o Cavaleiro ouviu o boato vindo de refugiados do norte da Escócia. Enquanto no sul da Inglaterra invadia a Escócia em nome do Rei Eduardo VI Tudor, no norte, diversos vilarejos estavam sendo encontrados desertos, não existia sinais de batalha e nenhum corpo era encontrado, muitos moradores de vilas vizinhas, com medo do que estava acontecendo, fugiam para o sul na esperança de não serem os próximos a desaparecerem.

Intrigado com os acontecimentos, Bayron foi para o norte da Escócia descobrir a verdade por trás daquilo. Por semanas ele procurou em vão, confirmando apenas o que os refugiados já haviam lhe dito, mas em uma noite, ele sentiu uma manifestação Cósmica, estava distante, quase imperceptível, mas a perseguiu, chegando por fim a uma vila que estava sendo atacada por Espectros de Hades. Um grupo de “Esqueletos” estava matando os moradores e jogando-os em uma espécie de Caldeirão que parecia ser um portal para o submundo, os moradores eram oferendas ao senhor do mundo dos mortos. Sem hesitar o Centauro saltou para a vila e começou uma luta desenfreada para salvar os moradores restantes. Os esqueletos não faziam frente ao seu poder, e logo ele saiu vitorioso, mas antes que pudesse comemorar, o capitão do grupo dos espectros se aproximou depois de sentir o Cosmo de um inimigo e a vida dos seus subordinados sendo tiradas. O destino havia finalmente colocado Bayron de frente ao assassino de seus pais. Turgon de Golem liderava aquela chacina e estava mais feio do que antes…
Os inimigos se confrontaram, uma luta violenta teve início, Turgon a princípio não reconheceu a criança que deixou viver a aproximados 13 anos atrás, mas os seus olhos inconfundíveis e a sua vontade absurda revelaram a sua identidade. Bayron atacava cheio de cólera, tomado por um sentimento que bloqueava o seu pensamento lógico, isso dava vantagens a Turgon que lutava de maneira fria e calculista. Para Bayron, aquela luta estava sendo mais difícil do que imaginava, além de estar tomado pela raiva, seu inimigo era um Espectro Celeste, um homem com Cosmo superior ao seu. Por mais que tentasse, era a sua própria carne que se feria. Frustrado, ele reconheceu que os seus sentimentos estavam atrapalhando a sua luta, e se esforçou para superá-los. Dessa forma, ele conseguiu um novo esclarecimento do sétimo sentido, dominando um novo patamar daquele nível Cósmico.

Apesar de seu Cosmo estar queimando forte, Bayron só conseguiu equilibrar a luta, já que o Cosmo de Turgon queimava tão forte quanto o dele. No entanto, Bayron ainda estava na desvantagem, pois não queria ferir os moradores. Pouco a pouco, a “deusa da Vitória” estava favorecendo o Espectro, mas usando de estratégia, o Cavaleiro de Centauro conseguiu afastar a luta do vilarejo, assim podendo lançar técnicas mais fortes contra o seu alvo. Contudo, o Suplício de seu inimigo era muito poderoso e a única maneira de destruí-lo era focando o seus ataques em um único ponto, foi dessa forma que ele conseguiu quebrar o peitoral da “armadura negra”, e em um último ataque concentrado, perfurou o coração de Turgon com a sua técnica, “Lança do Centauro”. A sua vingança finalmente foi concretizada no dia 06 de Junho de 1548, mas com o custo de diversas feridas em seu corpo e Armadura. No dia seguinte, o Caldeirão que os Espectros utilizavam não demonstrava sinais de seus poderes sobrenaturais, mas para evitar que um dia fosse novamente utilizado, Bayron o destruiu.
Por mais alguns meses o Cavaleiro de Centauro permaneceu em sua terra natal curando a suas feridas e esperando que a sua armadura se restaurasse, no entanto, um sentimento estranho começou a envolvê-lo, sua intuição parecia mandá-lo ir ao Santuário, e a sua própria armadura parecia estar sentindo falta do seu antigo lar. Bayron então soube que Athena estava chamando-o. Na noite do dia 31 de Dezembro de 1548, Bayron chegou pela segunda vez ao Santuário, mas agora como um Cavaleiro para cumprir com os seus deveres.

Eventos posteriores ao conflito contra Ares

[align=center]8. O Protetor do Templo deTouro[/align]


Após a Guerra contra Ares, Bayron passou seus dias no Santuário, treinando e recuperando o seu corpo para voltar a defender Athena junto dos sobreviventes.Bayron agora estava mais forte, no entanto sabia que precisava atingir o domínio pleno do sétimo sentido para defender um Santuário enfraquecido. Muito Cavaleiros haviam dado a vida para conquistar a “paz” atual, e pensando no exemplo dado por eles, Bayron precisava garantir que seus sacrifícios valeriam a pena. Por tanto, empenhou-se unicamente em fortalecer o seu Cosmo através de meditações e treinos mentais. Por três meses melhorou suas técnicas e habilidades, desbloqueou todos os Kýklos do sétimo sentido com exceção do pensamento e adquiriu de sua Armadura de prata, a capacidade de reproduzir o espírito de Quíron para utilizar a habilidade “Adestrador Celeste”.

No dia primeiro de Maio, Bayron foi convocado pelo novo Grande Mestre do Santuário para receber uma grande honraria. Esse lhe incumbiu de se tornar o Guardião do Templo de Touro e portador da Armadura de Ouro de Touro. Bayron a princípio ficou relutante, pois não se achava digno de envergá-la, mas o Grande Mestre lhe disse que suas conquistas em batalha já provavam o seu merecimento, contudo, ele ainda precisaria conquistar a Armadura de Touro, mesmo essa já lhe sendo entregue. Desse modo, o seu coração se dividiu, pois não queria abandonar Centauro. Estava feliz pela honraria, mas triste por ter que deixar uma grande amiga. O fator que definiu sua nova Armadura, foi o fato de saber que o seu Cosmo, quando acessado ao extremo em batalha, começaria a danificar a Armadura de Centauro, ele mesmo já havia presenciado esse evento em sua luta contra Antero. Portanto, preferiu poupar sua antiga companheira, mas antes de deixar o salão, pediu ao Grande Mestre para que a Armadura de Centauro ficasse guardada no Templo de Touro, até que um novo Cavaleiro se provasse digno de usá-la.

Agora, como protetor da Casa de Touro, ele passou os seus dias a treinar e estudar os pergaminhos que haviam no templo. Conheceu a história de antigos Cavaleiros e descobriu o verdadeiro significado atrás do nome Aldebaran, um título concedido apenas aos Cavaleiros de Touro, e entre esses, apenas aqueles que conseguiram fazer a Estrela Aldebaran brilhar mais forte no céu. Se tornando assim, um com a Estrela real, guardiã do Leste. Desde que se tornou responsável pela Casa de Touro, Bayron veio dedicando seu tempo ao fortalecimento de seu Cosmo, e em sua aceitação por parte do Touro dourado. Tentou inúmeras vezes vestir sua armadura, mas em todas as tentativas, se viu frustrado, utilizando uma Armadura que parecia pesar toneladas. Não entendia o motivo de ser rejeitado, mas jamais desistiu, todos os dias se sentava junto com a Armadura dourada, e passava horas meditando e tentando tocar a Armadura de Touro com o seu Cosmo. Além dessa “preocupação”, algo pesava em sua consciência, não sabia ao certo, mas todas as noites, sonhava que um mal despertava em sua Terra natal, um mal antigo e poderoso o suficiente para ameaçar a estabilidade do mundo. Com tal aflição, Bayron levou sua preocupação ao Grande Mestre, pedindo-lhe autorização para retornar a Escócia e investigar a possível ameaça. Mesmo que nada estivesse acontecendo, precisava ir até lá para ter certeza e afastar os seus temores. Recebendo a autorização para deixar o Santuário, Bayron imediatamente retornou ao Templo de Touro, e parou em frente a urna da Armadura de Centauro. Pensou se não seria melhor levá-la, afinal, a armadura de Touro ainda o rejeitava. Mas desistiu da ideia, porque agora era o Cavaleiro de Touro, e essa era a sua nova companheira de batalha. Assim, colocou a Urna dourada nas costas, e partiu imediatamente para a Escócia.

[align=center]9. O despertar de Balor[/align]


Retornou a sua cabana próxima ao mar no dia 30 de Maio, para ver que novos moradores haviam ocupado o antigo vilarejo que viveu na infância. Mas por um motivo estranho, ninguém se apossou de sua construção, pelo contrário, as pessoas pareciam adorá-la, fazendo da mesma um templo de oração. Quando chegou, ficou surpreso com a recepção que teve, muitos moradores eram refugiados da época em que Turgon assolou o norte da Escócia, e entre esses, muitos reconheceram Bayron. A notícia logo se espalhou, e moradores da vizinhança vinham lhe pedir conselhos, proteção, saúde, etc. Eles o tratavam como um ser divino, e isso assustou Bayron, que imediatamente reuniu o povo, e lhes contou a verdade. Disse que era um Cavaleiro de Athena e que o seu papel no mundo era defender a humanidade, lutar contra a injustiça, e que havia retornando porque sentiu que um mal estava despertando nas redondezas. Mas para sua surpresa, ninguém lhe contou sobre alguma possível ameaça, com exceção de um viajante, um mercador que acabava de deixar a Irlanda. Ele lhe disse que boatos estranhos estavam correndo na ilha a oeste, pessoas estavam desaparecendo, e alguns cadáveres, eram encontrados, secos, sem nenhuma gota de sangue. Imediatamente Bayron partiu para a Irlanda, sendo transportado pelo mercador que só aceitou lhe ajudar com a quantia certa de ouro.

Ao chegar na ilha que um dia foi lar de sua mãe, Bayron longo sentiu uma pressão incomum sobre a região. Soube imediatamente que algo de estranho estava acontecendo e que o sumiço dos moradores não era um simples caso de sequestro e assassinato. Era certo que o culpado manipulava Cosmo, pois nos locais dos crimes, havia muita destruição, um caos gerado por um dominador de Cosmo que gosta de amedrontar suas vítimas com o seu poder. Passou a investigar as terras ao norte da Irlanda, região com os casos de desaparecimento. Dia após dia, questionava moradores e se dirigia ao locais dos “crimes”, esses indicados por “testemunhas”. Mas sua busca parecia infrutífera, não havia pistas além dos relatos dos moradores e o fato de que algo incomum realmente acontecia naquela região. Sem rastro para seguir, Bayron procurou por um padrão em todas as informações que possuía, mas não havia nada que pudesse concluir. Portanto, manteve-se escondido, omitindo sua presença Cósmica da melhor maneira possível. Esperava encontrar o inimigo, quando esse agisse novamente.

Dois dias depois de assumir sua tática para encontrar o culpado, esse se revelou. Bayron sentiu o Cosmo caótico de um indivíduo a alguns quilômetros do vilarejo que tomou como base, e sem demora, se pôs a perseguir o culpado. Após alguns minutos ele encontrou uma fazenda parcialmente destruída, e resgatou os poucos sobreviventes dos escombros do que um dia foi a casa principal do lugar. Os moradores disseram que dois homens vestindo “armaduras”, haviam sequestrado três pessoas, levando-as para a floresta próxima. Bayron imediatamente voltou à perseguição, agora podia distinguir dois Cosmos à distância, estavam longe, mas suas presenças ainda eram perceptíveis. Perseguiu os dois por quase meia hora, para finalmente encontrá-los em uma fortaleza arruinada no alto de uma montanha.

[align=right]9.1 O Touro Dourado[/align]


Ao chegar na Fortaleza, Bayron descobriu o porquê das pessoas serem sequestradas. Dentro de um imenso caldeirão, um homem, aparentemente nu, tomava banho com o sangue de duas das três vítimas sequestradas. Em frente ao caldeirão, um homem e uma mulher estavam mortos, enrugados, como se todo o fluido de seu corpo tivesse sido extraído. No lado esquerdo dos mortos, um homem vestia uma armadura prateada, e sorria maliciosamente, como se apreciasse as mortes recentes, enquanto do outro lado, um guerreiro vestindo uma armadura verde lodo, segurava a terceira vítima, que chorava pela morte dos pais. Esse guerreiro parecia sério, ausente de sentimentos. Ambos olhavam para Bayron, pois sabiam que tinham sido seguidos, e agora se preparavam para receber o Cavaleiro.

Concluindo que precisava agir rapidamente para salvar a vida da jovem prisioneira, Bayron chamou pela Armadura de Touro enquanto avançava, mas para sua surpresa, a Armadura novamente permaneceu dentro da Urna sagrada. Sem outra opção, Bayron continuou seu avanço, lançando sua técnica Estrondo contra o homem no caldeirão, pois sabia que os dois guerreiros tentariam defendê-lo. Contudo, apenas o guerreiro de armadura prateada saltou na frente do golpe, conseguindo impedi-lo com uma espécie de barreira. Aquilo surpreendeu o taurino, mas esse continuou a avançar, agora mudando de direção para resgatar a jovem. Antes que pudesse alcançá-la, o guerreiro de armadura prateada atacou Bayron, obrigando-o a se defender e interromper a sua tentativa de resgate. Agora, Bayron estava em uma situação arriscada, não conseguiria resgatar a jovem sem antes eliminar um dos guerreiros, mas enquanto estivesse lutando, a outra ameaça poderia matar a jovem. Por isso, ele gritou em tom imperativo, desafiando-os, para que eles libertassem a prisioneira, e o tomassem como sacrifício se fossem capazes de matá-lo. Eles pareceram aceitar o desafio, mas mantiveram a garota sob custódia, dizendo que não fariam nada a ela até Bayron ser derrotado.

Assim começou sua luta contra Belim, o falcão prateado, um guerreiro sanguinário e extremamente capaz. Sua força era do nível de um Cavaleiro de Ouro, e sua defesa extremamente eficaz. Bayron, em desvantagem por não usar uma armadura sagrada, estava sofrendo severamente na mão de Belim, que minava a sua força e lhe machucava como podia, a princípio o combate se resumiu em uma luta corpo a corpo, mas que logo foi se tornando mais e mais sangrenta, com golpes Cósmicos violentos. Sem sua armadura para protegê-lo, Bayron teve que utilizar sua técnica defensiva repetidas vezes, conseguindo se defender até o momento em que Bran de Urso entrou na luta. O homem dentro do caldeirão levantou-se e foi embora, mandando que Bran ajudasse Belim a dar um fim naquela luta. Se Bayron já tinha dificuldades, agora corria perigo, não demorou para que se visse no chão, sangrento e quase sem forças. Furioso e ao mesmo tempo convicto de que não deveria morrer, ou a jovem também poderia perder a vida, seu Cosmo brilhou mais forte e determinado, levantou-se e gritou seu nome “Eu sou Bayron, Cavaleiro de Touro!” para que ambos sentissem a força de sua habilidade “Adestrador Celeste”, mas sua convicção fora tão forte, que finalmente a Armadura de Touro reagiu ao seu Cosmo, vindo ao seu encontro. Agora vestia a sua nova armadura, e entendeu com a sensação que ela transmitia, que ela já o tinha aceito, mas o próprio Bayron se achava indigno a ela, o que bloqueava a ligação entre os dois.

Com sua força renovada e muito mais forte por ter o auxílio do Touro Celeste, Bayron avançou sem medo contra os dois oponentes, manteve-se próximo para evitar que eles lançassem técnicas que pudesse acertar um ao outro, e assim, combateu-os até que surgiu a oportunidade de vitória.Bayron conseguiu acertar Belim com sua lança, penetrando fundo em sua carne, quando Bran tentou resgatá-lo, o Touro dourado, virou-se e arremessou Belim contra o companheiro. Ambos se chocaram, e Bayron se aproximou para lançar sua “Técnica Aldebaran” a queima roupa, atingindo os dois ao mesmo tempo.

Caindo de joelhos pelo cansaço, após lançar sua técnica, Bayron ergueu sua cabeça para ver Bran, extremamente ferido, se aproximar. Bayron se levantou com as últimas forças que possuía e firmou seus pés no chão. Bran se aproximou e começou a desferir socos contra o Cavaleiro de Ouro, que após levar dois socos cruzados, começou a revidar. Por quase um minuto inteiro, os dois guerreiros ficaram frente a frente em uma troca de socos, sem se defenderem, apenas atacando. Suas pernas tremiam e seu corpos balançavam, mas ambos se mantiveram firmes, até que Bayron pareceu oscilar, quase caindo, mas com suas últimas forças ele se ergueu novamente desferindo um gancho contra o queixo de Bran. Mas dessa vez, em sua mão, estava a sua Lança Centauro, enfraquecida, mas ainda mortal. A lâmina penetrou o maxilar de Bran atravessando a sua cabeça. Ele caiu pesadamente para trás, morto instantaneamente, enquanto Bayron, sem forças, arqueou para também tombar, exausto, respirando pesadamente. A última coisa que viu antes de dormir, foi a bela jovem se curvar sobre ele, chorando e agradecendo-o.

[align=right]9.2 O escolhido e as Armas Sagradas[/align]


Tudo ficou escuro, e Bayron ficou por horas esticado no chão, na verdade ele não tinha percepção de estar deitado ou em pé, mas sabia que não fazia esforço algum, apenas repousava na escuridão. Mas então uma luz surgiu no horizonte, ofuscando sua visão, e vindo ao seu encontro uma mulher extremamente bela resplandecia pela luz dourada que lhe tocava. A mulher tinha pele alva, cabelo branco prateado, corpo tonificado em proporções perfeitas, sinal de que era uma guerreira e em seu corpo, trazia marcas azuis pintadas a dedo. Sem reação Bayron ficou a contemplá-la, deixando-a se aproximar em sua velocidade habitual. Essa então tocou o peito de Bayron, que estranhamente estava desnudo, sua armadura havia sumido e ele estava completamente nu. O Cavaleiro estava hipnotizado, submisso a vontade da mulher, sem perceber estava deitado - agora tinha certeza - e ela, subiu em seu corpo. Excitado Bayron deixou-a se unir a ele, e por um tempo que pareceu horas, ambos foram um só. Durante o coito, Bayron pode sentir uma sensação de paz, uma energia que se ligava a ele e o alimentava, lhe dava força e regenerava as suas feridas, eliminava a sua fadiga. A sensação era tão boa, que não questionou em nenhum momento quem era aquela linda mulher que misteriosamente decidiu amá-lo.

Quando terminaram ela se levantou e começou a caminhar para ir embora, mas Bayron a chamou, desejou saber seu nome. Essa se virou, antes nua, agora usando uma espécie de vestido de seda que delineava o seu corpo.

- Eu sou Morrigan! Eu o escolhi! Precisas parar Balor! Você é o guerreiro destinado a fazê-lo. Precisas de força e um coração determinado. Lembre-se que seu povo depende de seu sucesso!

Aquela mulher era Morrigan, a deusa da guerra do panteão celta, uma divindade que junto de seus irmãos perderam espaço no mundo humano, pois seu povo começou a esquecê-los. Hoje, com exceção de alguns, como Balor, a grande maioria só retorna a Terra como espíritos, tentando guiar o que resta de seu povo pelas sombras. Ela explicou que o deus Balor, rei dos Formorianos estava retornando ao mundo humano para escravizar a humanidade, começando pelos descendentes do antigo povo celta. Bayron precisava pará-lo agora que ele estava enfraquecido, ou a humanidade correria grande risco. Por um momento Bayron sugeriu pedir ajuda do Santuário, mas além da Ordem de Athena estar enfraquecida pela guerra contra Ares, ela tinha que vigiar a movimentação de Hades, e mesmo que outros Cavaleiros viessem, eles poderiam não chegar a tempo. Mas Morrigan disse que aquele era um problema de seu povo, e que eles deveriam resolvê-lo. Para tanto um campeão era selecionado, um homem ligado ainda ao seu antigo povo, um guerreiro honrado e de coração forte, que precisaria de duas armas para derrotar Balor; Tarian, o escudo sagrado da Guerra de Morrigan e Fragarach, a espada sagrada de Lugh. Naturalmente, a localização de onde Bayron poderia encontrar as armas foi transmitida à sua mente, e jurando impedir o mal de Balor, ele despertou novamente na fortaleza na qual havia lutado.

Para sua surpresa, seu corpo estava completamente curado, imaginando se o que viu em sonho não foi real. Apesar da dúvida, não deu importância, sabia de sua missão, precisava das armas para derrotar Balor e já tinha a localização das mesmas em mente. Olhou ao redor para ver a jovem chorando em um canto de parede, e não pôde deixar de notar a presença de Balor no extremo norte do país. Sua presença era fraca, mas facilmente sentida para aqueles na região. Conteve a vontade de ir até ele, pois sabia que quanto mais tempo demorasse, mais ele se fortalecia. Contudo, não podia enfrentá-lo sem as armas que Morrigan o incumbiu de encontrar, assim, pegou a jovem e saiu da fortaleza o quanto antes partindo para o seu destino. No caminho, deixou a jovem na fazenda de onde foi sequestrada, e seguiu novamente para Escócia, diretamente para a Ben Nevis, a maior montanha da Escócia.

[align=right]9.2.1 Tarian, o Escudo Sagrado de Morrigan[/align]


Como um verdadeiro Cavaleiro de Ouro, Bayron alcançou seu destino em pouco tempo, movia-se com sua Armadura, pois sabia que enfrentaria desafios pela frente. Ao chegar no topo de Ben Nevis, Bayron procurou por uma fenda entre as rochas, uma passagem tão pequena quanto uma lebre, mas marcada por rochas negras. Quando encontrou o lugar, colocou sua mão pela passagem e com pura força bruta, arrancou as rochas do lugar, revelando uma passagem tão grande que dois humanos poderiam caminhar lado a lado. Bayron entrou na “caverna” e seguiu o caminho que ela revelava. No escuro, a única fonte de luz era o seu próprio Cosmo, que refletindo em sua armadura, lança raios de luz metros a frente. Sem dificuldade seguiu para o coração da montanha, cada vez mais adentrando as profundezas. Correu por uns dez minutos, quando finalmente a passagem se alargou para dar vida a uma enorme gruta com quase 200 metros de comprimento. No final da mesma, o espectro de um escudo iluminava todo o ambiente. Quando Bayron deu um passo em sua direção, a terra tremeu e do chão milhares de caveiras começaram surgir, cavando para liberdade. Eram os espíritos de homens que morreram em batalha, sedentos por vingança, cegos para um único inimigo, Bayron. Os mortos correram na direção do Cavaleiro que imediatamente se colocou em posição de combate, os primeiros inimigos foram parados pela sua técnica Estrondo, centenas voaram pela gruta, mas muitos outros continuavam a avançar. Para poupar sua força, ele decidiu combatê-los em luta corpo a corpo, mas para isso precisou se manter em constante movimento. No entanto, para sua surpresa, cada um dos mortos parecia ter o dobro da força de um homem, e mesmo eles possuíam a disposição de um Cavaleiro de prata de alta patente.

O combate se estendia por tempo demais, as criaturas pareciam imortais, todos os mortos que Bayron destruía, após algum tempo, voltavam a se levantar, e com isso, a fadiga de Bayron começava a se acumular. Ele parecia não entender o que acontecia, por mais que tentasse dar fim ao sofrimento dos mortos, tudo parecia em vão. Foi então que decidiu roubar o escudo, não adiantava ficar lutando, ou isso seria a sua morte. Correu para o centro da gruta, com inúmeros mortos agarrando o seu corpo. Alguns tentavam lhe morder, outros lhe desferiam socos e chutes, mas a maioria tentava lhe derrubar. Quando um grande número se acumulou ao seu redor, Bayron lançou a sua técnica “Explosão Titânica” devastando todos os inimigos ao seu redor. Desse modo, com o caminho livre, ele correu em direção do Espectro do Escudo e estendeu a sua mão para tocá-lo. Quando o segurou, pode sentir toda a energia daquela arma sagrada se transferir para o seu corpo, sua mente se abriu, e a imagem e o conhecimento de criá-lo foram imediatamente para a sua mente. Com o conhecimento que já possuía em construir armas Cósmicas, materializá-lo se provou uma tarefa fácil. Soube também, de imediato, que assim como as Armaduras Sagradas, o escudo possuía um espirito, e esse deveria escolher o seu portador. Bayron havia sido aceito pelo Espírito do Escudo Sagrado, e manifestá-lo em seu poder máximo, só dependia do domínio Cósmico de Bayron. Quando voltou a si, percebeu que a terra tremia e que a gruta começava a desmoronar, eos mortos que haviam se levantado mais uma vez para o combate, agora voltavam a dormir. Bayron vendo que poderia ser soterrado ali, correu para a saída, com os escombros em seu encalço. Se não fosse pela sua velocidade da luz, provavelmente seria soterrado pela montanha. Quando ele alcançou a saída, a passagem desmoronou, fechando para sempre o santuário que ali existia.

[align=right]9.2.2Fragarach, a Espada Sagrada de Lugh[/align]

Tendo sucesso em conquistar o Escudo Tarian, o próximo objetivo deBayron era a Espada Fragarach que se encontrava escondida na ilha conhecida hoje como North Uist, também na Escócia. Assim, viajou rápido, logo após fazer uma pausa para recuperar suas forças. Quando chegou à ilha, pôde sentir a presença da Espada lhe chamando. Era uma sensação forte, uma sintonia semelhante à que sentia com sua armadura. Mesmo não conhecendo a localização exata do espírito da espada, Bayron foi atraído ao local correto. Era uma espécie de templo de pedra, uma construção humilde e inabitada, que pouco chamava atenção de possíveis viajantes. A vegetação já se apossava de suas paredes, e a única abertura, estava escondida por ramos e folhas que mal permitiam a passagem da luz. Bayron entrou no templo, após se livrar dos obstáculos, e se deparou com um cômodo de quatro metros quadrados, vazio, empoeirado. Ali, bem no centro do Templo ele começou a cavar com as próprias mãos, até que encontrou um caixão de ouro, com quase dois metros de comprimento. Depositada no interior do caixão, estava o espírito de Fragarach, esperando por seu novo portador. O espectro da espada resplandecia com uma forte luz,quente e reconfortante, que fez Bayron ficar hipnotizado por sua beleza e potencial. Passou alguns minutos apenas admirando, imaginando o motivo de ser o escolhido para tamanha responsabilidade, mas decidido e preparado para enfrentar seu futuro, ele estendeu sua mão, e tocou o espírito da espada. A energia sagrada que ela continha foi completamente transferida para o corpo de Bayron, sua essência se fundiu a ele, e a mente do Cavaleiro vagou pelo conhecimento infinito preso na arma. Compreendeu sua materialização, facilmente dominada, pois já trazia o conhecimento de materializar “armas” com o seu Cosmo. Entendeu que a força de sua espada não tinha limites, a única coisa que a restringia era o Cosmo de seu portador.Conheceu sua história, que antes não passava de lenda, e viu a própria imagem de Lugh, que veio a sua presença para lembrá-lo de sua responsabilidade em derrotar Balor e alertá-lo que a Espada não deve ser utilizada para fins malignos, ou ela poderia matá-lo, pois ao rejeitá-lo, deixaria o seu corpo à força, e no processo lhe causaria um corte tão profundo que poderia ser fatal.

Bayron se curvou na presença de Lugh, e jurou usar Fragarach com sabedoria. Assim que terminou seu juramento, Lugh desapareceu e Bayron retornou à realidade, estava de volta no templo escuro, e agora, pronto para enfrentar Balor. Deixou o templo, e para sua surpresa, um indivíduo o esperava. Era o próprio Bayron na armadura de Touro, essa com uma cor fosca, sem brilho, sem vida. A pele do indivíduo era pálida e seus olhos vermelhos, um ser maligno e extremamente feroz. Ele avançou contra Bayron, atacando com toda força, fazendo-o recuar de imediato. Vendo a sua vida correr risco, o taurino se preparou para contra atacar, dando início a um combate extremamente difícil. Seu inimigo conhecia suas técnicas, seus movimentos e suas fraquezas, antecipava cada uma de suas ações, tornando quase impossível acertá-lo, mas o contrário também acontecia, Bayron sabia muito do que esse pretendia fazer, mas de algum modo, o Cavaleiro estava em desvantagem, revelando que ele não se reconhecia por completo. A luta pareceu durar horas, e sua força era minada pouco a pouco, mas a cada segundo durante aquela luta, Bayron compreendia mais sobre si mesmo, aceitando o seu coração impuro, e preparado para expurgar o mal que ainda habitava seu corpo a um nível aceitável por Fragarach. Assim a invocou, vendo seu brilho, seu poder e a tamanha responsabilidade de possui-la. Correu em direção de seu adversário que vendo a aproximação de Bayron lançou a Técnica Aldebaran. A velocidade era tão rápida que o Touro dourado não tinha como esquivar, e por tanto, ele firmou seus pés e desferiu um golpe com Fragarach. A poderosa lâmina se chocou contra a Aldebaran do inimigo, e cortou a técnica em duas, lançando o seu poder para longe de Bayron. Mas assim como Fragarach superou aquele golpe, ela também alcançou o “Bayron maligno”,destruindo-o. Exausto, o Cavaleiro sentou sobre a relva, e começou a meditar sobre a luta, descansando seu corpo para a verdadeira batalha que estava por vir.

[align=right]9.3 A Estrela Aldebaran[/align]


Antes de partir, Bayron invocou Tarian, se preparando para a batalha subsequente, aguardou até seu corpo e Cosmo se restaurasse por completo, e quando finalmente achou que estava pronto, deixou North Uist, indo para oeste. Balor não parecia ter a mínima vontade de esconder sua presença, seu Cosmo sinalizava como um farol para todos os sensitivos ao Cosmo que estavam pela região, possivelmente – pensou Bayron – ele o estava convidando para um combate. Seguindo a presença do deus, o Cavaleiro de Touro chegou a uma ilha que não existe em mapa algum, a ilha fica ao norte da Irlanda e a oeste da Escócia, ela parecia ter sido erguida do mar pelo próprio Balor, já que seu Cosmo emanava de cada rocha e planta na região.

Ao pisar em terra firme, Bayron seguiu rapidamente para o interior da ilha, local onde a presença de seu inimigo estava mais forte. Adentrando mais na ilha, o taurino percebeu que não existia vida naquele lugar, mas ele conseguia enxergar dezenas de almas grotescas caminhando pelas trilhas que existiam. Futuramente, Bayron descobriria que essas almas pertenciam aos Formorianos, os antigos servos de Balor, e se preparavam para o momento em que seu deus estivesse forte o suficiente para libertá-los, assim poderiam tomar corpos humanos e criar um exército capaz de exterminar todos os humanos no planeta. Seu percurso foi curto, mas a cada passo que dava, Bayron compreendia o peso do que estava em jogo, sua mente trabalhou por horas na luta que estava por vir, mas temeroso pela possibilidade da derrota, o Cavaleiro, antes de vir ao encontro do deus maligno, enviou um mensageiro ao Santuário para garantir que o Grande Mestre soubesse o que estava acontecendo, e que esse tomasse as providencias necessárias caso ele fosse derrotado. Contudo, espantou a ideia da derrota, e jurou a si mesmo que triunfaria sobre o mal.

Finalmente Bayron havia encontrado a fortaleza de Balor, um gigantesco castelo negro que o esperava de portas abertas. Sem receio, colocou o escudo a frente e entrou no castelo para enfrentar um inimigo tão poderoso quanto Antero. Balor o esperava com um sorriso sarcástico chamando o Cavaleiro de Touro de Cúchulainn, seu inimigo destinado. Antes que o conflito se iniciasse, os dois trocaram algumas palavras, onde Balor contou seus planos para o futuro e confessou que precisava matar Cúchulainn para obter seu poder por completo. Bayron não era só o defensor dos Celtas, era também o selo que restringia o poder do deus maligno, no momento em que ele se tornou o portador de Fragarach, ele se tornou o filho de Lugh, a encarnação de Cúchulainn, o destinado a derrotar Balor, ou libertá-lo. Por isso Balor não matou o taurino quando ele desmaiou após a luta contra Bran e Belim, por isso o deus maligno deixou que Bayron recuperasse as armas sagradas, pois precisava que o Cavaleiro de Touro se tornasse a chave para libertar todo o seu poder. E agora, o destino se cumpriria.

O combate que se iniciou foi extremamente desigual, Bayron era muito inferior ao seu inimigo, se não fosse por Tarian, a luta teria terminado em pouco instantes. Com a grande diferença de poder, Bayron não teve outra escolha senão se manter em movimento, tentava de todo modo se esquivar dos pesados golpes de Balor, ou se proteger com seu escudo das poderosas técnicas do deus do olhar maligno. Outra grande desvantagem, era o raio de visão de Balor, tudo no seu campo de visão, ardia como brasa, bastava ele olhar para o Cavaleiro, que o taurino sentia o seu corpo arder em chamas, a única coisa que minimizava o efeito daquela técnica, era a proteção de Tarian, Bayron não podia sair de trás do seu escudo, ou os danos seriam severos. Sem poder atacar, o Cavaleiro de Ouro se escondia atrás de seu escudo e se mantinha em movimento, analisando sempre o seu inimigo, na busca por uma abertura que pudesse usar para desferir um golpe. Foi assim que encontrou a única fraqueza do olhar maligno de Balor, após dois minutos utilizando seu olhar fulminante, existia uma “janela” de dez segundos para ele voltar a utilizar sua técnica. Foi difícil entender essa falha, pois se defendendo atrás do escudo, fica difícil encontrar a fraqueza da técnica. Passaram-se 10 minutos para Bayron conseguir visualizar aquela fraqueza, e durante todo aquele tempo, seu Cosmo foi gasto exclusivamente, para reparar o seu escudo, que se danificava a cada novo golpe de Balor.

Com seu espírito revigorado, pois finalmente encontrara um raio de esperança para vitória. Bayron acumulou todo o seu Cosmo para atacar na primeira chance que tivesse. Assim esperou pelo momento exato, a “janela” de tempo que precisava para atacar. Impulsionou seu corpo a frente, e atacou com seu escudo, dando um golpe pesado com o mesmo para quebrara guarda do deus prepotente, em seguida, lançou sua técnica Aldebaran, com seu Cosmo queimando no ápice. Sua estratégia foi perfeita, como se tivesse sido ensaiada horas antes, mas Bayron não contou com a incrível resistência do deus maligno. Ele visivelmente sofreu danos, mas permaneceu de pé, e voltou a atacar, ainda mais furioso. Apesar de conseguir acertar o seu primeiro golpe, Bayron estava mais machucado que o seu adversário. Com a fúria a força de Balor aumentou, tornando a tarefa de se defender ainda mais difícil. Mais uma vez o Cavaleiro de Touro ficou na defensiva, tentando ao máximo resistir. Balor impaciente e determinado a acabar com aquela luta, lançou a sua técnica mais poderosa, parecia que um sol negro engoliria tudo pelo seu caminho. Bayron queimou seu Cosmo e rogou pela ajuda de suas Constelações guardiãs, além de rezar a Athena. Fincou seu escudo no chão, e se agachou atrás dele, escondendo completamente o seu corpo, desse modo queimou seu Cosmo para fortalecer seu Escudo Sagrado, e aguentou o ataque que o atingiu. Não lembra em que momento perdeu sua consciência, mas acordou no chão, estirado, arfando e completamente dolorido. Ergueu a cabeça para ver Balor vindo em sua direção, queimando o seu corpo com seu olhar maligno. A dor era colossal, e seu corpo parecia incapaz de se mover. Seu escudo, estava a sua esquerda, a uns seis metros de distância, quase completamente destruído, pouco restava do mesmo. Parecia que o fim havia chegado.

Mas então algo despertou em seu subconsciente, a imagem de seus antigos mestre surgiram em sua mente. Eles estavam tristes ao ver que Bayron havia desistido, e ver aquele olhar em seus rostos fez o peito do Cavaleiro se apertar. Não! Pensou, não podia cair dessa forma, não podia deixar outro inimigo poderoso ameaçar a humanidade ou ao Santuário.

“Levante-se Cavaleiro!” – ouviu um dezena de vozes gritar, eram seus amigos, seus mestres e antigos Cavaleiros que conheceu, e morreram em nome da humanidade.

Sua força retornou, seu Cosmo brilhava ainda mais intensamente, sentiu a Constelação de Centauro brilhar sobre ele, viu a Constelação de Touro lhe dar força, viu a luz da Estrela Aldebaran brilhar mais forte no céu, e o amanhecer despertar tímido no horizonte. “Eu não posso perder”. Levantou ignorando a dor e fez com que seu Cosmo explodisse, alcançando um novo nível. A estrela Aldebaran brilhou em sua mente, e ele compreendeu que acabara de se tornar o novo Aldebaran. Ainda sob o efeito do olhar demoníaco de Balor, o Cavaleiro de Touro, com sua armadura parcialmente danificada, invocou sua Espada Fragarach. As Constelações de Touro e Centauro brilhavam a suas costas, e Bayron correu em direção de Balor. Quando viu seu inimigo se levantar, o deus maligno lançou novamente a sua Técnica, mas antes que ela alcançasse o seu poder total, Bayron se aproximou e desferiu um golpe com Fragarach. A lâmina Cósmica da Espada Sagrada acertou em cheio o deus maligno e sua técnica, dividindo ambos ao meio, mas para a surpresa de Bayron, o deus maligno ainda estava de pé, resistindo. Naquele momento o Cavaleiro compreendeu que havia ferido a alma de Balor, e sabia o que tinha que fazer para expulsa-lo da dimensão dos homens. Correu para o seu escudo e o levantou alto no ar, para que a luz do amanhecer o energizasse. Com o pouco Cosmo que lhe restava, fortaleceu-o, alimentando-o com a sua energia, e desse modo, direcionou seu Escudo Sagrado para Balor e lançou o raio luminoso para expurgar o mal que habitava o recipiente do deus. A alma do deus maligno foi completamente arrastada para longe do seu receptáculo. Agonizante, gritando pragas, Balor deixou esse mundo, sendo lançado na sua própria dimensão. A fissura que se abriu, fechou logo após o deus maligno fugir para o outro mundo. Bayron havia vencido, mas sabia que Balor poderia retornar um dia. Seu Escudo, finalmente se desfez, agora que a ameaça havia partido, e Bayron pode ver Stregao lhe cumprimentando pela vitória, como se estivesse lhe confiando o destino do Touro dourado.

Com a derrota de Balor, a ilha começou a ruir e a afundar no atlântico. Terremoto, erupção de vulcão, todos os males começaram a cair sobre aquela terra amaldiçoada. Bayron com a pouca força que lhe restava, correu para pegar o humano que serviu de recipiente para o deus maligno e fugiu da ilha, vendo a mesma afundar no oceano quando já estava a grande distância. Continuou a remar o pequeno barco que conseguira até alcançar a costa da Irlanda, onde deitou na areia e se deixou tomar pelo sono. Dormiu por dois dias inteiros, acordando para ver o jovem que um dia recebeu a alma do deus maligno o agradecer. Respondeu com humildade, e também agradeceu pelo jovem protege-lo em seu sono. Em seguida rumou para a Escócia, logo depois de pegar sua urna sagrada, que havia ficado na Irlanda. Por duas semanas ficou em sua antiga terra, curando suas feridas e observando a Armadura de Touro se regenerar. Ela havia sofrido tanto quanto Bayron, e por isso, o Cavaleiro lhe agradeceu todos os dias. Quando estava em boas condições, retornou para o Santuário, voltando ao seu dever como protetor da Casa de Touro, e agora, assumindo o Título de Aldebaran.
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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA DE CENTAURO[/align]



Nome do Usuário: Kairon
Período de uso: 1517 - 1521
Histórico resumido: Kairon foi um homem de grandes habilidades em combate, considerado por muitos, um dos maiores representante da Armadura de Centauro. Kairon nasceu na vila Rodório, filho de Carpinteiro, ele desejava mais do que seguir a profissão de seu pai. Quando fez 16 anos fugiu de casa e se tornou aprendiz no Santuário. Ele se graduou como Cavaleiro aos 24 anos, vivendo como tal por 5 anos. Como guerreiro orgulhoso que foi, teve uma morte prematura iniciada quando enfrentou um número muito superior de inimigos, ele se saiu vitorioso, declarando-se tão forte quanto os Cavaleiros de Ouro de sua época, mas fora amaldiçoado por uma ferida mortal. Em sua agonia, recolheu-se a uma Caverna no Monte Pélion onde queimou o resto de sua vida para fundir seu Cosmo ao de sua Armadura, criando assim o “Teste das Bestas”. Durante a sua angústia foi tomado pela avareza; não entregaria a sua armadura, a não ser que alguém se mostrasse merecedor.
Situação Atual: A armadura manteve os desejos de seu último portador, testando o valor de seus candidatos em batalha. Ela permaneceu por 25 anos sem um portador.



Nome do Usuário: Bayron O’Connor
Período de uso: 1547 - 1549
Histórico resumido: Por 25 anos a Armadura de Centauro viveu sem um Cavaleiro, recusando a todos os seus candidatos. Foi Bayron, a pedido de seu mestre, que a “resgatou” e se tornou o seu novo portador.

Bayron nasceu na Escócia e teve uma infância feliz até o seu primeiro contato com o Espectro de Golem e seus subordinados, desde então viveu como um escravo de arena dentro do território do Império Otomano, jogos que tentavam reviver essa cultura do antigo Império Romano. Como um “Gladiador” desenvolveu o seu Cosmo, se libertando quando se tornou forte de mais para ser controlado. Aos cuidados de Anatã, seu primeiro mestre, passou a admirar Athena e sua justiça, chegando ao Santuário em 1547 com a ambição de se tornar o Cavaleiro da Constelação de Touro. Com o seu Cosmo inapropriado para realizar o seu desejo, iniciou um treinamento com a orientação do Comandante Aldebaran, sendo por fim levado a realizar o teste para a Armadura de Centauro.

Após a conquista de sua Armadura, ele retornou ao seu antigo lar na Escócia, para tentar superar o sentimento de ódio e tristeza que carregava pela morte dos seus parentes. Nesse país, pelos desígnios do destino, reencontrou o assassino de seus pais, o Espectro Celeste Turgon de Golem. Uma batalha sangrenta teve início, e Bayron teve que superar o próprio limite do seu Cosmo para sair vitorioso. Na noite do dia 31 de Dezembro de 1548, Bayron chegou pela segunda vez ao Santuário, mas agora como um Cavaleiro.

Como Cavaleiro de Centauro participou da guerra contra Ares, tendo como seus principais oponentes Ascalaphos de Ethon e no confronto final, Antero. Sobreviveu a guerra junto de outros Cavaleiros, e viu grandes heróis morrerem por um mundo melhor. Após a guerra, continuou a treinar no Santuário, e pouco tempo depois (01/05/1549), foi nomeado pelo novo Grande Mestre como Cavaleiro de Touro. Desde então, Bayron parou de vergar a Armadura de Centauro.

Situação Atual: A Armadura de Centauro permanece no Santuário, mais especificamente no templo de Touro, onde aguarda por um novo Cavaleiro capaz de utilizá-la.




[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA DE TOURO[/align]



Nome do Usuário: Balerion, o Touro de Magma!
Período de uso: 1469 - 1499
Histórico resumido: Balerion nasceu no dia 2 de maio de 1440 na cidade de Atenas, Grécia. Ele seguiu a sua profissão de pedreiro até completar 18 anos, quando a sua família foi morta por um grupo de Espectros de Hades. Desejoso de vingança ele procurou o Santuário em busca de poder. Apesar de sua raiva e temperamento explosivo, ele se mostrou um aluno exemplar, aprendendo com muita facilidade. Com 27 anos ele já era tão forte quanto um Cavaleiro de Ouro, mas só chegou a se graduar como Cavaleiro, 2 anos depois, quando se tornou um homem de temperamento calmo e digno de ser um Cavaleiro de Athena. Como Cavaleiro, realizou todas as suas missões, sem falhar uma única vez.
Com 40 anos encontrou o seu “herdeiro”, Anatã, um jovem de 14 anos, com grande potencial para se tornar o seu sucessor. Tal aprendiz era muito capaz, um prodígio raro que nasce a cada mil anos. Por dois anos mestre e discípulo treinaram juntos, mas uma doença desconhecida afetou o coração de Anatã quando ele dominou o sétimo sentido. Triste por saber que seu discípulo jamais poderia se tornar um Cavaleiro, Balerion mandou o seu sucessor embora, alegando que era melhor ele viver como um humano comum, ao invés de um Cavaleiro de uma única missão. Durante os anos seguintes como Cavaleiro, ele treinou diversos aprendizes, mas nenhum conseguiu se tornar o sucessor da Armadura de Ouro de Touro.
Balerion ficou conhecido como o Touro de Magma, devido a sua habilidade especial de controlar esse elemento, enquanto protegeu a segunda Casa Zodiacal, o Templo de Touro ficou conhecido como o Campo de Magma!
No ano de 1499 abdicou de sua posição de Cavaleiro devido ao cansaço de seu corpo e mente, ele tinha 59 anos e já não desejava mais lutar. Dois anos depois procurou pelo seu antigo discípulo Anatã, na esperança do mesmo perdoá-lo por tê-lo mandado embora do Santuário anos atrás. Mestre e discípulo reviveram a sua grande amizade do passado, no entanto, antes de se despedir do seu antigo aluno, Balerion foi morto por três assassinos quando recusou o convite da “Ordem das Sombras”. Entretanto, antes de morrer revelou ao seu discípulo a existência daquela Sociedade Secreta... O Santuário jamais soube o que aconteceu com o seu antigo Cavaleiro.
Situação Atual: A Armadura de Ouro de Touro permaneceu no Santuário aguardando por um novo portador.



Nome do Usuário: Bayron O’Connor
Período de uso: 1549 - ????
Histórico resumido: Por 25 anos a Armadura de Centauro viveu sem um Cavaleiro, recusando a todos os seus candidatos. Foi Bayron, a pedido de seu mestre, que a “resgatou” e se tornou o seu novo portador.

Bayron nasceu na Escócia e teve uma infância feliz até o seu primeiro contato com o Espectro de Golem e seus subordinados, desde então viveu como um escravo de arena dentro do território do Império Otomano, jogos que tentavam reviver essa cultura do antigo Império Romano. Como um “Gladiador” desenvolveu o seu Cosmo, se libertando quando se tornou forte de mais para ser controlado. Aos cuidados de Anatã, seu primeiro mestre, passou a admirar Athena e sua justiça, chegando ao Santuário em 1547 com a ambição de se tornar o Cavaleiro da Constelação de Touro. Com o seu Cosmo inapropriado para realizar o seu desejo, iniciou um treinamento com a orientação do Comandante Aldebaran, sendo por fim levado a realizar o teste para a Armadura de Centauro.

Após a conquista de sua Armadura, ele retornou ao seu antigo lar na Escócia, para tentar superar o sentimento de ódio e tristeza que carregava pela morte dos seus parentes. Nesse país, pelos desígnios do destino, reencontrou o assassino de seus pais, o Espectro Celeste Turgon de Golem. Uma batalha sangrenta teve início, e Bayron teve que superar o próprio limite do seu Cosmo para sair vitorioso. Na noite do dia 31 de Dezembro de 1548, Bayron chegou pela segunda vez ao Santuário, mas agora como um Cavaleiro.

Como Cavaleiro de Centauro participou da guerra contra Ares, tendo como seus principais oponentes Ascalaphos de Ethon e no confronto final, Antero. Sobreviveu a guerra junto de outros Cavaleiros, e viu grandes heróis morrerem por um mundo melhor. Após a guerra, continuou a treinar no Santuário, e pouco tempo depois (01/05/1549), foi nomeado pelo novo Grande Mestre como Cavaleiro de Touro. Desde então, Bayron parou de vergar a Armadura de Centauro e passou seus dias a tentar conquistar a Armadura dourada.

Suas tentativas de se firmar como Cavaleiro de Touro se viram frustradas, até Bayron arriscar sua vida quando partiu para Irlanda para impedir o despertar de Balor. Ali enfrentou dois fortes oponentes, que o fizeram abrir seus olhos quebrando o limitador que tinha posto inconscientemente sobre si. Ignorando a ideia de ser indigno para a Armadura dourada, essa o aceitou e ambos se tornaram um. Como Cavaleiro de Touro, partiu em busca dos espíritos das Armas Sagradas de seu povo, o Escudo Tarian e a Espada Fragarach, ambos necessários para derrotar o deus maligno Balor. Quando as conquistou, enfrentou Balor, uma divindade incompleta que precisava matar o escolhido de Fragarach para recuperar todo o seu poder. O confronto foi extremamente difícil, mas Bayron saiu vitorioso, expulsando Balor do “mundo humano”. Assim, após se recuperar da batalha, retornou ao Santuário como o novo Aldebaran.

Situação Atual: A Armadura de Touro permanece unida ao seu Cavaleiro, ambos protegendo o Templo de Touro e os interesses do Santuário.





[align=right]HISTÓRICO DO SUPLÍCIO DE GOLEM, A ESTRELA CELESTE DO CHIFRE[/align]



Nome do Usuário: Turgon
Período de uso: 1534 - 1543 / 1547 - 1548
Histórico resumido: Turgon nasceu na Inglaterra, senhor de posses e extremamente arrogante, sua avareza e ganância o levaram a conspirar contra parentes e amigos. Com sua índole ruim, logo foi seduzido por Hades e se tornou Espectro da Estrela Celeste do Chifre. Contudo, sua teimosia o impediu de se juntar as fileiras do exercito do senhor do mundo dos mortos, e passou a atacar vilarejos com um grupo de esqueletos para saquear suas riquezas; fossem produtos da terra ou jóias caras. Dessa forma conheceu a criança que um dia lhe tiraria a vida. Enquanto Turgon permanecia solto na Terra, Hades não parecia se importar em ver a destruição que o seu Espectro realizava, aceitando de bom grado as oferendas que o Espectro de Golem lhe fazia.

Em 1543 Turgon foi forçado a participar do ataque ao Santuário, mas temendo a força do Cavaleiro de Ouro da primeira Casa Zodiacal, ele recuou antes de seus aliados. Pela sua índole covarde foi gravemente torturado por 4 longos anos, mas a sua resistência lhe concedeu uma segunda chance. Com a missão de enviar almas ao mundo dos mortos, ele voltou a atacar vilarejos na Escócia. Nesse local, ele teve o seu encontro com Bayron de Centauro, umas das muitas crianças que ele deixou viver no passado para ostentar a sua superioridade. Uma batalha sangrenta teve início, mas Turgon foi morto no fim com o seu coração perfurado pelo Cosmo de seu inimigo.
Situação Atual: A alma de Turgon permanece no Submundo, sofrendo as torturas de um ser pecador. Hades não lhe concedeu uma terceira chance. Já o Suplício de Golem retornou ao submundo, onde aguarda um novo portador.
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