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Sagitário; Maeveen Fiacholc
Topic Started: Jun 15 2017, 01:26 AM (30 Views)
Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]INFORMAÇÕES BÁSICAS[/align]


Nome: Maeveen Fiacholc
Idade real: 21 anos
Idade aparente: 21 anos
Data de nascimento: 11 de Dezembro de 1527
Signo: Sagitário
Local de nascimento: Dublin, Irlanda
Local de treinamento: Ilha de Creta, Grécia / Bluegraad
Raça: Humano
Idiomas falados: Gaélico Irlandês (fluente), Grego (fluente), Inglês Médio (Avançado), Gaélico Escocês (Intermediário), Galês (Intermediário), Lemuriano (básico) e Espanhol (básico).


Aparência: Maeveen é um belo jovem irlandês. Com seus 20 anos de idade, ele possui um corpo alto e vigoroso, com cerca de 1,85m. Ele é branco, chegando a ter sardas bem claras em alguns pontos do corpo. Seu cabelo é loiro e bem volumoso, apesar de não ser longo. Ele acumula-se no topo da cabeça, ficando espetado, mas parte dele decai para os lados, formando um penteado mais adulto, embora aparentemente revoltoso e esvoaçante. Seus olhos cor de mel são serenos, seu nariz é aquilino e seus lábios são finos. Sua aparência adulta chama bastante a atenção das mulheres, já que seu olhar transmite confiança e ele mantém um sorriso convencido sempre que pode, embora sem a intenção de realmente atrair olhares alheios. Ele se veste de forma casual, apenas com um colete cinzento, com gola alta, deixando seus braços de fora Ele veste uma calça preta feita do mesmo material do colete, aparentemente feito de couro de foca. Em seu abdômen, ele ostenta uma marca de nascença, uma espécie de “tatuagem” vermelha, que marca sua descendência do último cavaleiro de Órion. Ao contrário de quando era mais jovem, ele não deixa mais o sinal de nascença exposto, para não atrair atenção em demasia sobre si.

Personalidade: Como todo órfão, Maeveen tem uma carência familiar muito grande, principalmente a materna. Porém, os anos difíceis não endureceram seu coração, apenas o tornaram mais tenaz, e as dificuldades o tornaram mais eficiente. A desilusão obtida no relacionamento com Sara o conscientizou de que ele seria realmente um lobo solitário, e o baque de perder seu mestre e pai adotivo de vez acabou por enrijecer mais ainda seu coração. Durante os anos em que esteve em companhia de Lumiere, a amargura que ele carregava consigo abrandou-se, de modo que ele conseguia, ao lado dela, ser um pouco como ele havia sido no passado recente. O episódio da suposta morte de Lumiere pelas suas mãos, ainda que acidentalmente, acabou por colocá-lo num estado de abnegação. Ele descobriu que a amava, e que ela era o grande amor de sua vida, tornando seu sofrimento agora é incalculável. Maeveen havia tomado uma postura de isolamento em relação aos seus amigos, mas o amadurecimento e a superação que ele conquistou ao lidar com sua dor moldaram mais uma vez sua personalidade. Após descobrir que Lumiere estava na verdade viva, o irlandês agora aprendeu a ter mais fé em si mesmo, não se abater quando algo der errado e simplesmente continuar tentando até conseguir. Maeveen entende o amor familiar e o busca avidamente, sendo este hoje centralizado na figura de Lumiere. Caso ele a perca, não o desejará mais para si, pois não acredita que consiga voltar a amar ou que constitua sua própria família caso isso aconteça. Após os recentes acontecimentos, ele vive dividido. Por um lado, ainda possui um forte sentimento de dever para com Athena, mas sua preocupação com as pessoas que ama, principalmente Lumiere, é o que lhe dá verdadeiramente poder para conseguir o impossível, compelindo-o a continuar lutando quando não há mais forças. E, devido ao seu amor pela lemuriana, ele tem colocado sua segurança em primeiro lugar e até mesmo negligenciado parte de suas obrigações como cavaleiro.

Maeveen sempre age com justiça, tentando tomar as decisões certas, mas ainda alimenta uma antiga antipatia com os escorpiões, evitando até mesmo contato com o cavaleiro de ouro deste signo. No combate, ele sempre é o último a atacar, analisando sua “presa”, como faria um caçador experiente, para que ela exponha seus pontos fracos primeiro. Se um inimigo tenta fugir do combate, sua primeira reação é perseguí-lo, mas, ao contrário de outros tempos, ele jamais correrá atrás de uma presa impossível de capturar ou que o coloque sob condições desvantajosas. O tempo e as experiências que teve lhe ensinaram a ser cuidadoso, para acabar não virando, ele mesmo, a presa. Inimigos declarados geralmente não merecem misericórdia, mas Maeveen começou a ponderar até que ponto isso é válido após conhecer dois dos juízes de Hades. Maeveen vê a guerra dos deuses como algo inevitável, já que há sempre uma disputa nos altos escalões divinos, mas sabe que há mais por trás da guerra santa do que os dois lados desejam admitir. Como soldado, porém, ele sabe que tem um papel a cumprir. Agora como cavaleiro de ouro, Maeveen afastou o antigo estigma de traidor e passou a ser bem visto, principalmente devido à sua atuação decisiva na guerra contra Ares.




[align=right]COSMO[/align]



Manifestação:

Maeveen, mesmo sendo alto, não aparenta ser muito forte, mas quando sua cosmo-energia cresce, ele parece se agigantar. Sua marca de nascença emana uma energia vermelha, que o cerca, dando voltas como se fosse o gás da estrela gigante vermelha Betelgeuse (que de fato é), da constelação de Órion. Isso esquenta seu corpo e seu cosmo, o que faz a armadura reagir, mudando brevemente de cor. O dourado começa a parecer levemente incandescente, e sua aura torna-se avermelhada. Quando seu cosmo está no ápice, uma névoa vermelha pulsante o envolve, e sua armadura adquire um tom temporariamente dourado-avermelhado.

Sensação:

Seu cosmo é aparentemente tranquilo, fazendo com que ele passe despercebido durante a maior parte do tempo (brilhando num leve tom avermelhado, tom do gás de Betelgeuse). Porém, em situações de combate e, principalmente, de perseguição à sua “presa”, ele se torna voraz e agressivo, intimidando os inimigos mais despreparados (brilhando em um tom de vermelho-escarlate, conforme a armadura fica incandescente). Em seu ápice, o calor intenso proveniente do gás de Betelgeuse chega a ser sufocante, tornando difícil a permanência de pessoas muito inferiores cosmicamente a ele na área onde o cavaleiro de encontra. Enquanto manifesta seu cosmo, é possível que pessoas sem cosmo-energia sintam-se atingidas por ondas de choque, resultantes do movimento pulsante do gás.

Motivação:

Caçar o mal, seguindo o nome da família (Fiach – caçar / olc – mal). Sempre que o mal declarado (inimigo seu, da deusa ou de qualquer um que ele proteja), se apresentar, sua cosmo-energia responderá, brilhando mais intensamente em vermelho-escarlate, alertando-o e tornando-o apto a uma possível batalha; proteger os inocentes e curar os doentes, seguindo a própria personalidade. Ele pode superar suas fraquezas ou exaustão para cumprir o que ele chama de “dever”. É claro, enquanto realizar essas tarefas estiver ao seu alcance. Sua cosmo-energia não funciona para lutar contra aliados ou pessoas que não sejam declaradamente seus inimigos; ver injustiças acontecerem sem que ele nada possa fazer mina suas forças; ver pessoas morrendo por sua culpa ou omissão, seja por doença ou por falta de proteção sua também o enfraquecem. A lembrança de seus atos negligentes ou irresponsáveis, principalmente no que tange ao Santuário e ao povo de Bluegraad, e a morte de seu mestre que, embora tenha morrido para protegê-lo, foi também um evento causado por omissão sua (por não ter ignorado o chamado do Santuário para curá-lo da peste) por vezes retorna à sua mente e o desmotiva, mas pode ser superada com o devido foco no que ele considera mais importante, a cargo da Narração.


Domínio:


Rank de Poder Geral: A+


Domínio dos Cinco Sentidos: Normal
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Intuição, Clariolfatismo, Sincronia, Sintonia, Radiestesia)
Domínio do Sétimo Sentido: Pleno (domínio dos sete kýklos)
Domínio do Oitavo Sentido: Nenhum
Domínio do Nono Sentido: Nenhum



[align=right]TRAJE[/align]



Mudanças:


Nenhuma mudança.

Rank do Traje: A

Característica Especial:

Flecha Dourada: A Armadura de Sagitário, de fato, é especial. A Flecha Dourada é um projétil conhecido por ter o poder de matar deuses. Dizem que a Flecha Dourada só pode ser apontada para um verdadeiro mal, e que ela nunca se voltará contra a justiça. Certos rumores dizem que a Flecha de Sagitário é capaz de destruir até mesmo Zeus, deus do Olimpo. Há casos em que o seu poder é canalizado nos cosmos das pessoas ao seu redor. Para efeitos práticos, ela é uma canalizadora de cosmo-energia, tanto do usuário quanto alheia. Ao ser disparada, ela causa uma quantidade de dano igual à cosmo-energia acumulada (se acumular 100% de cosmo-energia, provavelmente causará 100% de dano, mas como pode acumular energia de outros usuários de cosmo, esse número pode ser tão alto quanto a situação permitir, beirando o infinito). Como esse artefato é muito especial, o Narrador SEMPRE tem a palavra final sobre o uso do mesmo. A Flecha se reconstitui como parte da armadura, já que 10% da Vitalidade da armadura é perdida quando a flecha é disparada.


[align=right]TÉCNICAS[/align]




Espada de Órion (Sword Orion)

Categoria: Ofensiva

Descrição: Maeveen queima sua cosmo-energia, concentrando-a em seu braço esquerdo. Descrevendo um arco com a mão esquerda, ele faz uma cintilante espada aparecer, da mesma cor da aura. Com o poder da luz das estrelas embutido em sua lâmina, ele avança como um raio para golpear o inimigo, com o objetivo de aniquilá-lo. Desferindo um corte no ar, ele rasga a carne e o espírito do oponente, abatendo sua cosmo-energia, de modo a fazê-lo acreditar que será derrotado, não importando o dano real do ferimento. Após o corte, há uma explosão de energia que empurra o inimigo pelos ares, e ele finaliza a técnica anulando a espada, com o movimento inverso que usou para criá-la. É a técnica mais usada por ele, se assemelhando ao “Meteoro de Pégaso”, “Pó de Diamante” e outras do gênero.

Efeito: Causa dano mediano ao alvo (se for de nível inferior, o dano é alto), rasgando sua pele e talvez sua armadura, jogando-o a uma distância considerável (a critério do Narrador) devido à explosão de energia. Matará o inimigo se este não possuir muita resistência (novamente, a critério do Narrador), mas mesmo se não o derrotar de imediato, abalará seu espírito, que começará a duvidar da vitória contra o formidável cavaleiro. Maeveen pode avançar sobre o alvo com sua espada de energia, movimentando-se como faria normalmente, até desferir o golpe. Porém, a técnica não poderá se manter por mais de 10 segundos, e nesse tempo Maeveen deve executá-la ou a energia será perdida. A técnica não funciona tão bem contra cavaleiros mais graduados, infligindo menos dano (a critério do Narrador). O gasto cósmico é mediano-baixo. Pode ser defendida por um artefato pertencente a uma armadura de prata (como o Escudo de Perseu) ou até mesmo de bronze, se for bem especial (como o Escudo da Armadura de Dragão), mas é provável que eles sofram avarias devido ao Rank do cavaleiro de ouro.


Cinturão de Órion (Chreasa Orion)

Categoria: Estado

Descrição: Colocando as mãos sobre o cinturão da sua própria armadura, Maeveen faz com que as três estrelas da sua antiga constelação brilhem. De forma mística, ele “remove” o cinturão brilhante e levanta as duas mãos para consolidá-lo. Depois, ele arremessa o cinturão reluzente de energia sobre seu oponente, como se fosse um “bumerangue”, de modo a prendê-lo com sua cosmo-energia e impedir que ele se movimente. O cinturão aperta o corpo do alvo, queimando-o com o calor das três estrelas, impedindo que ele esboce qualquer reação. Com o tempo, ele perderá sua coordenação motora e cairá de joelhos, à mercê do cavaleiro. Se ficar preso por muito tempo (16 turnos, tempo máximo do efeito), ficará inconsciente.

Efeito: Paralisa um oponente de mesmo porte durante 8 turnos, ou um oponente de nível inferior por 16 turnos. A paralisia é apenas física, mas a concentração do alvo é abalada pelo calor extremo, o que pode ou não (a critério do Narrador) impedir que ele use técnicas que não necessitem de gestos ou movimento. Pode falhar se o alvo for rápido demais para ser acertado pelo cinturão ou possuir resistência a paralisia. Também não funciona bem contra oponentes mais fortes que seu nível cósmico, mas caberá ao Narrador determinar a disparidade. O oponente pode tentar superar a cosmo-energia de Maeveen para anular o efeito da paralisia, mas cada tentativa mal-sucedida torna a seguinte mais difícil (a critério do Narrador). Maeveen precisa estar a no máximo 150 metros de distância do alvo para afetá-lo com a técnica. O gasto cósmico é mediano.


Chuva de estrelas (Rain na Réaltaí)

Categoria: Ofensiva

Descrição: Levantando ambas as mãos após gesticular manualmente, percorrendo os caminhos de sua constelação, ele chama pela força das estrelas da constelação de Sagitário. Todas elas brilham, fazendo com que a constelação “apareça” por trás dele, primeiro com a imagem do espaço, depois com a imagem do próprio Quíron. As imagens se sobrepõem, e as estrelas parecem convergir para a ponta da flecha de Sagitário, fazendo com que ela seja disparada contra o oponente. No último instante, as imagens do sábio e do próprio cavaleiro se sobrepõem, demonstrando a energia que sai de seu punho esquerdo e lança toda a técnica. Então, todas as estrelas “caem” do céu sobre ele, como uma verdadeira “chuva de estrelas”, afetando uma extensa, provocando uma destruição sem igual. É uma técnica bela, brilhante e que gasta muito de sua cosmo-energia. Ele pode invocar as 9 estrelas de sua constelação, dependendo de quanta energia ele tenha disponível ou pretenda consumir para aniquilar seu(s) oponente(s).

Efeito: A técnica causa dano em um ou mais alvos em uma área de 75 metros de raio. Geralmente mata os mais fracos (causando dano alto) e enfraquece seriamente os de mesmo nível (causando dano mediano-alto), podendo até matá-los (mas isso dependerá exclusivamente do critério do Narrador). A técnica pode causar dano aos mais fortes, como os juízes de Hades, embora seja necessário que todas as estrelas acertem um único alvo (nesse caso, o dano seria mediano no máximo, a critério do Narrador). É uma técnica poderosa e costuma exigir um gasto cósmico alto ou muito alto, caso toda a energia seja usada ou mediano a mediano-alto, caso ele modere a potência da técnica. É possível evitar a técnica deixando a área de efeito da mesma antes que o cavaleiro de ouro a execute. Oponentes muito poderosos ignoram essa técnica sem muito esforço (a critério do Narrador). Barreiras ou escudos cósmicos que protejam do calor podem funcionar, mas precisarão proteger o alvo em todas as direções possíveis para terem efeito.

Fontes:

[url=Imagem do Arqueiro se sobrepondo à constelação]http://www.crystalinks.com/sag_milkyway.jpg [/URL]


Arco de Quíron (Bow agus Chiron arrow)

Categoria: Ofensiva

Descrição: Maeveen queima sua cosmo-energia, concentrando-a em seu braço esquerdo. Usando o arco de sua armadura, ele concentra a cosmo-energia para utilizá-lo sem a flecha dourada. A constelação aparece atrás dele e ele “puxa” cada estrela para a guia de seu arco, transformando-as em setas de luz, que são disparadas com velocidade suprema. A flecha atravessa os inimigos, fazendo rombos em sua carne e, talvez, em sua armadura, ferindo-o gravemente e deixando uma marca de queimadura no local do ferimento. Embora cada flecha seja mais fraca individualmente do que o golpe da poderosa Espada de Órion, esta é uma técnica que não pode ser facilmente evitada, visto que as setas viajam à velocidade da luz, e apenas cavaleiros que atinjam esta velocidade podem ter chance de escapar delas.

Efeito: O dano de cada flecha é baixo contra oponentes de mesmo nível, e mediano contra inimigos de nível inferior. A técnica causa dano à distância (alcance máximo de 150 metros), mas, para cada três flechas disparadas, a mesma energia gasta para utilizar a técnica Espada de Órion é consumida. Cavaleiros de ouro treinados extensamente em evasivas podem conseguir evitar normalmente as setas, mas cavaleiros de bronze raramente o farão. Oponentes de nível superior a Maeveen geralmente ignoram o dano das flechas, a menos que todas elas sejam direcionadas para o mesmo adversário (a cargo do Narrador). Da mesma forma que a Espada de Órion, é possível defender as flechas com alguns artefatos especiais. O número máximo de flechas disparadas por turno geralmente é de apenas três; porém, em situações de grande urgência ou mesmo durante a manifestação da elevação máxima de cosmo, esse número pode chegar ao número máximo de estrelas da constelação de Sagitário (9 estrelas), com o gasto de cosmo provavelmente sendo o máximo (Muito Alto) e o dano de cada flecha (e o total de todas elas juntas) ficando a cargo do Narrador. Porém, artefatos pertencentes a uma armadura de prata (como o Escudo de Perseu) ou até mesmo de bronze, se for bem especial (como o Escudo da Armadura de Dragão) podem defender as setas, embora provavelmente ficarão avariados, devido ao Rank do cavaleiro de ouro.


Rede de Órion (Orion Líonra)

Categoria: Estado

Descrição: Colocando a mão esquerda sobre o cinturão da sua própria armadura, Maeveen faz com que as três estrelas de sua antiga constelação brilhem, conforme a constelação novamente aparece atrás dele. De forma mística, ele “remove” o cinturão brilhante, enquanto a mão direita puxa as estrelas que representam o escudo de Órion, unindo as energias para formar uma rede cintilante. Então, Maeveen levanta as duas mãos para consolidá-la e, depois, girá-la no ar várias vezes com bastante velocidade. Após girar rapidamente, um redemoinho de energia é formado e ele o arremessa sobre os infelizes oponentes (que devem ser alvos mais fracos, como cavaleiros de prata). As estrelas, antes juntas, se “espalham” e se “conectam”, formando uma teia que desce sobre os inimigos, queimando-os com a luz estelar e paralisando-os no mesmo lugar, impedindo que eles esbocem qualquer reação. Com o tempo, as vítimas perderão sua coordenação motora e cairão de joelhos, à mercê do cavaleiro. Se ficarem presos por muito tempo (16 turnos, tempo máximo do efeito), ficarão inconscientes.

Efeito: Paralisa um ou mais oponentes mais fracos durante 16 turnos. A paralisia é apenas física, mas a concentração do alvo é abalada pelo calor extremo, o que pode ou não (a critério do Narrador) impedir que ele use técnicas que não necessitem de gestos ou movimento. Pode falhar se o alvo for rápido demais para ser acertado pela rede ou possuir resistência a paralisia. Também não funciona adequadamente contra oponentes de nível cósmico igual ou superior ao de Maeveen, que ainda podem ser afetados, a cargo da Narração, mas o tempo total que a paralisia funciona geralmente cai pela metade, ou até menos que isso. O oponente pode tentar superar a cosmo-energia de Maeveen para anular o efeito da paralisia, mas cada tentativa mal-sucedida torna a seguinte mais difícil (a critério do Narrador). Maeveen precisa estar a no máximo 150 metros de distância do alvo para afetá-lo com a técnica, e deve centrar a rede em um dos alvos. A rede se espalhará até 50 metros a partir do mesmo, em raio, para afetar mais oponentes. O gasto cósmico é mediano-alto.



Supernova de Betelgeuse (Betelgeuse ollnóva)

Categoria: Ofensiva

Descrição: O cosmo pulsante de Maeveen, sempre fervilhando como o gás da estrela alfa de sua antiga constelação, Betelgeuse, entrando em colapso, chega a um momento decisivo. Quando atinge o sétimo sentido, Maeveen é capaz de se tornar uno com o cosmos, permitindo a ele reproduzir, de maneira limitada, um dos mais violentos fenômenos do universo: uma explosão de Supernova. Betelgeuse é uma estrela condenada ao colapso num futuro distante, e seu gás acompanha essa tendência. Quando sente que o momento é o correto e atinge o sétimo sentido, Maeveen clama pela força de sua antiga constelação. Ela brilha inteiramente no céu, mas a estrela principal, Betelgeuse, se destaca, ofuscando o restante das estrelas. O antebraço direito do caçador é o ponto de colapso, e o gás pulsante se acumula exatamente no antebraço direito de Maeveen, que força o núcleo gasoso da “redoma” estável ao redor de si a colapsar, desencadeando a violenta reação, típica de uma Supernova. A explosão arremessa toda a energia cósmica emanada naquele momento por Maeveen, mais o gás quente que o rodeava, dispersando-o em uma inimaginável torrente de calor, para todos os lados. A mesma varre tudo em seu caminho, devastando a área afetada. Embora a área não seja muito ampla, a onda de choque gerada pela técnica pode alcançar até três vezes a distância máxima da área afetada pelo “grosso” da técnica, embora não seja letal a qualquer um que consiga despertar sua cosmo-energia. Agora que domina o Sétimo Sentido pleno, Maeveen não fica mais esgotado após a técnica, mas se tornou muito perigoso para ele executá-la se não estiver vestindo seu traje divino, e sua integridade pode ser colocada em risco.

Efeito: A técnica causa dano em um ou mais alvos em uma área de 75 metros de raio (a onda de choque chega a 200 metros, mas só afeta estruturas ou pessoas que não consigam manifestar a cosmo-energia). A técnica causa dano muito alto a qualquer oponente de nível inferior a Maeveen, dano alto a oponentes de mesmo nível, dano mediano-alto a oponentes um nível superior ao irlandês, dano mediano-baixo a oponentes dois níveis superiores ao caçador e dano muito baixo a oponentes três níveis superiores ao cavaleiro de ouro (os danos listados servem de base para mensurar o poder da técnica, mas pode haver alterações a critério do Narrador). É a técnica mais poderosa de Maeveen e exige um gasto cósmico muito alto. Maeveen só pode utilizar essa técnica caso suas habilidades Marca de Betelgeuse e Controle Térmico estejam disponíveis. Se Maeveen estiver sem seu Traje Divino enquanto executa a técnica, ele correrá um risco de sofrer o dano integral da mesma, como se fosse também alvo de sua própria técnica, e não conseguirá evitá-lo se isso ocorrer (O Narrador decidirá se isso acontecerá ou não). É possível evitar a técnica deixando a área de efeito da mesma antes que o cavaleiro de prata a execute. Barreiras ou escudos cósmicos que protejam do calor podem funcionar, mas precisarão proteger o alvo em todas as direções possíveis para terem efeito, e raramente conseguirão reduzir o dano da técnica por completo (a critério do Narrador).


Nebulosa de Órion (Réaltnéal Orion)

Categoria: Suporte, Ofensiva

Descrição: O gás de Betelgeuse sempre rodeia Maeveen quando o cavaleiro de ouro eleva seu cosmo, mas precisa de uma certa atenção do irlandês para poder se acumular até alcançar seu ponto crítico. Contudo, Maeveen percebeu que poderia utilizar melhor esse gás e, ao mesmo tempo, não se preocupar tanto com seu acúmulo, se treinasse uma maneira de dispersá-lo de forma eficiente e útil. Com um movimento sutil de suas duas mãos, Maeveen dispersa o gás, logo após ele começar a se manifestar. O efeito é mantido e, conforme mais gás é emanado, mais gás é dispersado, preenchendo uma área tenuemente uniforme ao redor de Maeveen, com apenas pequenas flutuações. O gás presente na área, todavia, é extremamente quente, e pode afetar oponentes incautos que se aproximarem, causando dano de calor caso permaneçam tempo demais próximos ao irlandês. Com essa técnica, qualquer oponente pensará duas vezes antes de se aproximar demais da densa e tórrida Nebulosa de Órion.

Efeito: A técnica causa, inicialmente dano de calor muito baixo em quaisquer alvos que se aproximem a menos de 10 metros de Maeveen. O dano começa a aumentar conforme o oponente permanece na área (após 10 segundos, o dano passa a ser baixo; após 20 segundos, o dano passa a ser mediano-baixo; após 30 segundos, o dano passa a ser mediano; após 45 segundos, o dano passa a ser mediano-alto e, finalmente, após 1 minuto, o dano passa a ser alto), sempre sujeito aos critérios do Narrador. Um oponente que não permanecer tempo o bastante na área da Nebulosa de Órion não será afetado de forma significativa. A técnica causa dano considerável apenas em oponentes de nível cósmico igual ou inferior ao de Maeveen. Oponentes de nível superior raramente sentirão algo, a menos que permaneçam muito tempo na área da nebulosa, a cargo da Narração. É possível evitar o dano da técnica com uma barreira ou escudo que proteja contra o calor, mas a eficácia das mesmas dependerá do critério do Narrador. A Nebulosa de Órion prejudica um pouco a visão na área afetada, mas não o bastante para deixar Maeveen invisível ou imperceptível. Contudo, ele comumente usa a técnica para adquirir vantagem tática, como uma camuflagem temporária. A camada de névoa gasosa acompanha Maeveen para onde quer que ele vá, sempre mantendo uma constância no formato geral da “área”, mas nunca extrapolando os 10 metros de raio em torno do cavaleiro. Uma técnica que utilize uma rajada forte de vento é capaz de dissipar a Nebulosa, mas deve ser disparada por um oponente de nível igual ou superior ao nível de Maeveen. Enquanto utilizar esta técnica, Maeveen não poderá executar a Supernova de Betelgeuse. As habilidades Marca de Betelgeuse e Controle Térmico precisam estar ativas para que essa técnica funcione. O gasto cósmico é mediano-baixo para executar e baixo para manter. Maeveen pode usar quaisquer outras técnicas (exceto Supernova de Betelgeuse e Escudo de Órion) enquanto mantém a Nebulosa de Órion, mas se fizer isso, o gasto cósmico para mantê-la será aumentado para mediano.


Escudo de Órion (Sciath Orion)

Categoria: Defensiva, Ofensiva

Descrição: Ao perceber a fraqueza em sua técnica de origem (Nebulosa de Órion), já que a mesma é vulnerável a técnicas que envolvam manipulação do ar, Maeveen treinou para canalizar o gás espalhado pela área de efeito da técnica de origem em um objeto tão denso que se torna praticamente sólido. Para isso, ele despende uma parcela de sua cosmo-energia para agrupar o gás quente em uma área menor, mas não pequena o bastante pra colapsar o núcleo da estrutura: um escudo. Ao realocar o gás espalhado em seu braço esquerdo, ele assume a posição defensiva, criando um magnífico escudo denso, com gás tórrido comprimido no mesmo. A sua antiga constelação de Órion aparece por trás de Maeveen para “consolidar” a técnica, “materializando” o escudo, de forma que ele pareça realmente sólido enquanto for ostentado por Maeveen. O escudo tem o tamanho da metade da altura do cavaleiro de ouro, com largura proporcional ao seu tórax, como um escudo grande medieval seria. O irlandês ainda se lembrava de escudos, e moldou um exatamente como o de suas memórias. Com esse artefato de defesa sólido e tórrido, torna-se muito mais difícil vencê-lo.

Efeito: Para esta técnica ter efeito, Maeveen precisa ter utilizado anteriormente a técnica Nebulosa de Órion, de modo que o gás tenha se espalhado ao seu redor. Ao utilizar esta técnica, contudo, o gás é condensado em um escudo denso, que se torna “sólido” (na verdade, adquire tom dourado, como o da armadura, e tem aparência de metal líquido, mas é tão denso que se torna sólido). Com isso, a técnica anterior é cancelada, e passa a valer apenas a atual. O escudo tem resistência similar à da armadura de Maeveen, para todos os efeitos que possam destruí-lo. A diferença é que, ao ser destruído, o mesmo se desfaz em uma torrente de gás inofensivo, que se dissipa rapidamente. O escudo ferve a uma temperatura de aproximadamente 750º Celsius, e pode queimar uma pessoa desprotegida ou um inimigo mais fraco, causando-lhe dano (a critério do Narrador), caso encoste no mesmo. Enquanto utilizar esta técnica, Maeveen não poderá executar a Supernova de Betelgeuse. As habilidades Marca de Betelgeuse e Controle Térmico precisam estar ativas para que essa técnica funcione. O gasto cósmico adicional para condensar o gás é mediano-baixo e há um gasto cósmico baixo para mantê-la. Maeveen pode usar quaisquer outras técnicas (exceto Supernova de Betelgeuse e Nebulosa de Órion) enquanto mantém o Escudo de Órion, mas se fizer isso, o gasto cósmico para mantê-la será aumentado para mediano-baixo.


Flecha de Nergal (Arrow Nergal)

Categoria: Ofensiva

Descrição: Esta técnica pode ou não ser utilizada com a Flecha de Sagitário. Nergal era o deus sumério da guerra, representado no céu noturno pela constelação de Sagitário. Unindo este espírito guerreiro à lembrança da técnica Flechas Flamejantes de sua ex-mestra Gael, Maeveen criou talvez sua técnica mais letal. Maeveen mira e concentra sua cosmo-energia, explodindo o gás de Betelgeuse para inflamar a flecha, seja ela feita de cosmo-energia ou a própria flecha da armadura de Sagitário. Enquanto a mesma é constituída, ele se posiciona na mesma postura do Sagitário cósmico e, com um brado, dispara a mesma. É quase impossível se esquivar desta técnica, embora seja possível defendê-la. No início de seu treinamento, Maeveen precisava executar a técnica Nebulosa de Órion antes desta técnica, mas com o tempo ele aprendeu a manipular o gás de Betelgeuse de uma forma mais eficiente.

Efeito: A flecha causa dano Muito Alto contra oponentes de mesmo nível e inferior, e dano Alto contra oponentes de nível superior (sendo que oponentes bem mais poderosos podem sofrer menos dano, a cargo do Narrador). Se a flecha de Sagitário for usada, ela pode se tornar letal ao inimigo, pois ultrapassa armaduras de mesmo rank ou menor que a flecha, fazendo com que o dano da técnica seja dobrado, por inviabilizar a proteção do adversário (a cargo do Narrador, é claro, se ele terá sucesso ou não nesse sentido). Ela só afeta um oponente por vez, percorrendo uma distância de 150 metros no máximo. Caso Maeveen use a Flecha de Sagitário para esta técnica, a armadura perderá 10% da Vitalidade, que deverá ser regenerada normalmente, e o cavaleiro não poderá tornar a usar a Flecha até que a mesma tenha se regenerado (ver a característica do Traje).

Aku Soku Zan (O Mal Imediatamente Eliminado)

Categoria: Estado

Descrição: Esta técnica depende da Flecha de Sagitário para funcionar. Enquanto treinava o cavaleiro de Raposa, Maeveen aprendeu muito da filosofia oriental, proveniente do Japão, através dos relatos de seu pupilo. E uma das filosofias que mais lhe chamou a atenção foi a “Aku Soku Zan”, que significava “O Mal Imediatamente Eliminado”, doutrina seguida por alguns samurais de sua terra natal. Como esta era também a sua herança, o legado de sua família (caçar o mal), Maeveen decidiu desenvolver as propriedades inibidoras da Flecha de Sagitário. Se ela tinha poder para matar um deus, certamente poderia restringir o cosmo de qualquer criatura vivente. Então, após muito treinar e se sintonizar com a flecha dourada, o antigo cavaleiro de Órion conseguiu torná-la letal apenas ao espírito, conforme a sua vontade. Quando utiliza esta técnica, Maeveen parece se tornar translúcido, intangível, juntamente com a Flecha de Sagitário, queimando seu cosmo dourado em toda a sua intensidade. Quando a dispara, ela bruxuleia, como se fosse a chama de uma tocha, e percorre o espaço até o seu alvo como se atravessasse um corpo d´água. Quando atinge o alvo, este nada sente. A energia dourada se espalha e se mescla ao espírito do alvo, que começa a ser contido. Pessoas normais praticamente não são afetadas pela técnica. Usuários de cosmo começam a sentir seus terríveis efeitos logo após a flecha alcançar seu destino.

Efeito: A flecha atravessa o espírito do alvo e começa a afetar seu cosmo. Cerca de 50% da energia cósmica do alvo passará a não estar mais disponível (ele tem esta cosmo-energia ainda consigo, mas não pode utilizá-la para mais nada, nem mesmo para sobrevivência). Alvos mais poderosos que Maeveen tendem a ter uma quantidade menor de cosmo-energia “travada”, enquanto alvos menos poderosos que Maeveen tendem a ter uma quantidade maior de cosmo-energia inviabilizada. O Narrador sempre terá a palavra final, de qualquer maneira, para o funcionamento desta técnica, que dura até que Maeveen esteja inconsciente ou o alvo deixe seu campo de visão. Ela só afeta um oponente por vez, percorrendo uma distância de 150 metros no máximo. Como Maeveen usa a Flecha de Sagitário para esta técnica, a armadura perderá 10% da Vitalidade, que deverá ser regenerada normalmente, e o cavaleiro não poderá tornar a usar a Flecha até que a mesma tenha se regenerado (ver a característica do Traje). Todavia, enquanto o alvo estiver restringido pelo efeito desta técnica, a flecha não poderá ser regenerada. Alguns trajes divinos ou habilidades podem proteger o alvo dos efeitos da técnica, a cargo do Narrador. O gasto cósmico da técnica é Muito Alto.



[align=right]HABILIDADES[/align]



Marca de Betelgeuse (Branda Betelgeuse)

Descrição: Após muito trabalho duro, tanto treinando com Stregao, com Soma e em Bluegraad, Maeveen finalmente conseguiu manipular e controlar o gás da estrela Betelgeuse, que o rodeia sempre que sua cosmo-energia se eleva. O gás, antes instável, agora é moldado e pode ser rapidamente dispersado, de modo a não colapsar. Ou seja, ele parece sempre estar “soltando fumaça”, já que atingiu o sétimo sentido. Com o tempo, ele foi capaz de condensar o gás de forma eficaz, diminuindo a flutuação da instabilidade gravitacional, de forma a desenvolver duas técnicas baseada no mesmo. Recentemente, a eficiência com que manipula o gás se tornou ainda maior, e ele desenvolveu mais uma técnica baseada nisso. Conforme ele eleva seu cosmo até o limite, mais gás é produzido, fazendo o cavaleiro “efervescer” com energia. Esta marca de nascença é a herança que sua família lhe conferiu.

Efeito: Esta habilidade permite a Maeveen dispersar rapidamente o gás de sua estrela, evitando que ele se acumule, sem nenhum gasto cósmico. Também permite que ele possa controlar a instabilidade proveniente do acúmulo do gás sem gasto cósmico. Essa habilidade é necessária para que ele desenvolva técnicas que utilizem o gás da estrela como base. O gás quente da estrela estimula sua cosmo-energia a aumentar cada vez mais conforme chega ao máximo, servindo como uma “cosmo-energia extra” quando ele está próximo de seu limite. Ele pode escolher manter o acúmulo e utilizar os benefícios da mesma, mantendo um custo cósmico muito baixo, para poder utilizar-se de seu potencial pleno. O ar de uma área de 30 metros ao redor do cavaleiro de Órion esquenta bastante conforme o gás estelar esquenta e pulsa, podendo alcançar facilmente temperaturas de 1000º Celsius. Se o cavaleiro de Órion não estiver utilizando a habilidade Controle Térmico, poderá se ferir caso esteja sem armadura.


Controle Térmico (Rialú Teirmeach)

Descrição: Maeveen treinou para conseguir controlar o crescente poder que sua marca de nascença lhe trouxe, mas antes precisou evitar que seu corpo fosse consumido pela alta temperatura do gás que insistia em rodeá-lo toda vez que elevava demais o seu cosmo. Usando seu cosmo para um treinamento específico, ao ver como Sara manipulava o cosmo gelado, ele compreendeu que havia uma maneira de desacelerar o ar à sua volta, tornando-o mais frio e, conseqüentemente, resfriando seu próprio corpo. Quanto mais investia sua cosmo-energia nisso, mais seu corpo se resfriava, combatendo os efeitos de temperatura que o gás trazia consigo. Após treinar com Soma e passar anos se aprimorando em Bluegraad, ele finalmente conseguiu controlar a temperatura de seu gás com perfeição.

Efeito: Esta habilidade permite a Maeveen resfriar o ar à sua volta de modo localizado, fazendo com que assim a temperatura de sua armadura e de seu corpo diminuam. Sem gasto cósmico, devido ao treinamento contínuo, ele pode combater os efeitos contínuos do gás estelar proveniente de sua marca de nascença, ou resfriar sua armadura e corpo após receber algum ataque ou efeito de calor que os tenha aquecido, evitando ferimentos adicionais (no caso do corpo) e danos em sua armadura.


Velocidade Extrema (Bhfíor luas)

Descrição: Maeveen treinou arduamente para se tornar o mais veloz caçador do mundo e, com isso, sua agilidade corporal cresceu bastante, tornando-se um diferencial em sua composição física. Embora seja um cavaleiro de ouro agora, ele ainda se desloca mais rápido do que os demais cavaleiros de ouro sem o uso de cosmo. Enquanto ele se move, deixa um rastro quase imperceptível de cosmo, e somente cavaleiros de ouro ou de poder equivalente conseguem vê-lo se locomover sem problemas. Para os oponentes de nível inferior, ele se torna quase impossível de atingir e de evitar.

Efeito: Os oponentes de Maeveen têm dificuldades em acertá-lo e em evitar os golpes dele, devido à sua rapidez extrema, embora os reais efeitos desta habilidade estejam sujeitos aos critério do Narrador. Oponentes que possuam uma habilidade parecida lutam em pé de igualdade com ele. Cavaleiros de Ouro e usuários de armaduras com poder equivalente ignoram sua habilidade solenemente. Porém, Maeveen pode transformar essa habilidade em um diferencial e chegar perto de equivaler a velocidade dos mais poderosos oponentes. Ele também pode cruzar grandes distâncias em muito menos tempo que qualquer outro cavaleiro de seu porte (sua velocidade máxima sempre será definida pelo Narrador). Devido a ter alcançado a velocidade da luz, esta habilidade se transformou muito mais numa perspicácia de Maeveen, atrelada à velocidade de seu pensamento, do que à velocidade corporal propriamente dita.


Mãos-de-prata (Lámha airgid)

Descrição: Maeveen aprendeu a curar os doentes que sofrem com a peste, já que testemunhou um verdadeiro horror em sua terra natal. Apesar disso, seu mestre preferiu afastar-se e morrer pela peste a ser curado por seu pupilo. Seria orgulho ou consciência da hora de sua morte? Maeveen agora utiliza sua habilidade para levar conforto aos que têm a doença e evitar suas mortes. Invocando a luz das estrelas da constelação que estão em sua cosmo-energia, ele aquece suas mãos e, impondo-as sobre o paciente, cura doenças e fecha ferimentos, eliminando organismos que estejam minando a saúde da vítima.

Efeito: Ele pode evitar que ferimentos se agravem, fechando-os, mas não “cura” essencialmente aqueles que foram muito feridos. Embora possa fechar pequenos ferimentos, cicatrizar ou cauterizar chagas e purificar feridas abertas, ele não consegue curar ferimentos num rompante, de modo a recuperar de imediato aqueles que estejam muito próximos da morte. A habilidade somente os auxilia a se recuperarem mais rapidamente, caso sua força de vontade prevaleça. Sua especialidade é a cura de doenças graves, como a peste. Ele possui conhecimento medicinal, ensinado por seu mestre, mas toda doença impossível de curar de forma mundana somente será removida com o uso desta habilidade. O quão esta habilidade será efetiva fica a cargo do Narrador.


Sentido do Caçador (Sense an Hunter)

Descrição: Maeveen aprendeu que caçar seus inimigos e os da deusa era sua principal missão. Seu mestre, Apathos, ensinou-o a perceber cosmos hostis, tornando-o um excelente batedor. O cavaleiro de Sagitário consegue detectar, mesmo que escondidos, cosmos hostis a qualquer aliado. Fechando os olhos, sua mente percorre as constelações, procurando por uma que esteja brilhando com mais intensidade. Isso faz com que ele identifique a presença da mesma e, por conseguinte, a presença de seu oponente. Mesmo que não represente uma constelação, os inimigos sempre escondem uma “pista cósmica”, a qual seu cosmo foi treinado para detectar.

Efeito: Maeveen detecta cosmos de oponentes, mesmo que eles se esforcem para escondê-lo. Porém, somente inimigos com cosmo-energia equiparada ao seu próprio nível de poder ou inferior podem ser detectados. Não funciona contra oponentes mais poderosos, a cargo do Narrador.


Busca pela Presa (Cuardaigh le haghaidh chreiche)

Descrição: Esta habilidade praticamente foi “herdada” por Maeveen. Desde tempos imemoriais, sua família carrega a “marca do caçador”, uma tatuagem vermelha no ventre. Esta marca diferencia-o, tornando-o um oponente mais formidável contra aqueles que ele identifica como alvos. Porém, como é uma habilidade focalizada para um propósito específico, ela impede que o pleno potencial de Maeveen seja alcançado quando se deparar com outros oponentes que ele não identifique como sua “presa”.

Efeito: Todas as técnicas de Maeveen funcionam um pouco melhor (oponentes de nível superior), melhor (oponentes do mesmo nível) ou muito melhor (oponentes mais fracos) contra oponentes que são declaradamente seus inimigos ou inimigos daqueles a quem ele protege, mas não funcionam (“oponentes” de nível superior ou mesmo nível) ou funcionam mal (oponentes de nível inferior) contra aqueles que são neutros ou aliados, mesmo que estes resolvam atacá-lo ou lutar com ele por algum motivo. Todas as alterações, para mais e para menos, estão sujeitas ao critério do Narrador.
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Maeveen de Sagitario
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O Mais Veloz entre os Cavaleiros

[align=right]HISTÓRIA[/align]



Maeveen Fiacholc nasceu em Dublin, na Irlanda, em 1527. Neste ano, a peste ainda assolava muitos dos vilarejos que existiam em torno da grande capital. De uma certa forma, ele convivera bastante com isso, já que ficou órfão muito cedo. Sua mãe morreu durante seu parto e seu pai faleceu vítima de uma picada de escorpião. Ele foi criado por seu tio, aprendendo tudo o que podia sobre a arte da caça, já que agora seria necessária também a sua ajuda para que sua família sobrevivesse. Enfim, quando ele tinha nove anos, seu tio faleceu, vítima da peste. Sozinho no mundo, ele sabia que precisava peregrinar se quisesse sobreviver, já que a maldita doença estava matando em grande número. Então, ele viajou para o sul. Com suas habilidades de caça, ele conseguiu sobreviver durante algum tempo, mas logo a dura realidade se abatia e ele estava à mercê da morte. Foi então que a providência divina se fez presente em sua vida. Enquanto ele se escondia em uma caverna da Bretanha, para se proteger do frio da noite, um senhor idoso o encontrou. O nome dele era Apathos. O velho o ajudou e o acolheu, de súbito. Com o tempo, contou que conhecia a família de Maeveen, e que descendiam de uma linhagem de caçadores, que ficou famosa por ter tido um cavaleiro no passado. Ele então contou sobre os cavaleiros e sobre o Santuário, sobre a deusa Athena e a missão deles. E contou que Maeveen tinha a cosmo-energia queimando dentro de si. Faltava apenas alguém ensiná-lo a despertar. Maeveen, sem ter nada a perder, aceitou o convite do velho.

Apathos contou-lhe que era um dos cavaleiros dourados, o de Aquário, mas que há alguns anos deixara a armadura devido à sua idade avançada, para que outro cavaleiro mais jovem e mais talentoso pudesse envergá-la. Com isso, ele passou a servir de tutor no Santuário, mas não havia ainda encontrado um pupilo à altura de seus ensinamentos. Até que, em uma noite, o espírito do antepassado de Maeveen lhe apareceu em sonho e lhe ensinou como encontrá-lo. E foi assim que Apathos o achou, seguindo as estrelas e a constelação de Órion, o caçador. Logo, Maeveen adotou essa constelação e decidiu que treinaria e se esforçaria para ser um cavaleiro, já que somente assim sua vida teria algum sentido.

O ex-cavaleiro de ouro “adotou” Maeveen como seu pupilo, quase como um filho e, embora tivesse uma maneira até gentil de lidar com ele, seu treinamento não foi nada fácil. Maeveen treinou na Ilha de Creta, na Grécia. Durante muito tempo, somente as montanhas, as cavernas e a água do mar e dos leitos subterrâneos foram sua companhia. Maeveen sempre caçou para se alimentar a partir do seu primeiro dia de treino e sempre foi muito exigido de seu tutor. Este lhe ensinou muitas histórias antigas, e contou-lhe sobre mitologia e a história das 88 constelações, incluindo a que Maeveen defenderia. Com o tempo, o extenso treinamento de Maeveen o tornou mais rápido do que a maioria dos cavaleiros de prata e ele aprendeu a curar doenças como a peste, que levaram seu tio. Seis longos anos foi o tempo que Maeveen treinou.

Após constatar que o jovem estava pronto, Apathos pediu permissão ao Grande Mestre para aplicar o teste para a armadura de prata de Órion. Considerando que havia uma iminência da guerra contra Hades acontecer, e dada a influência de Apathos, não havia motivos para negá-lo. O teste consistiria em colocar Maeveen para encarar seus maiores medos e atravessar um reduto de morte com um objetivo simples: cumprir uma ordem dada por um cavaleiro mais graduado. Isso testaria também sua lealdade para com o Santuário. Então, Apathos ordenou que Maeveen adentrasse a única caverna em toda a ilha que ele ainda não havia visitado. O motivo era simples: a caverna estava repleta de escorpiões. Sendo o principal antagonista do caçador Órion e de sua constelação, o escorpião representava a morte de seu pai e, em seu íntimo, era o seu maior medo. A ordem era clara: ele deveria recuperar um artefato místico, uma clava, que, sem que ele o soubesse, era parte da armadura de Órion.

Determinado, Maeveen entrou na caverna. Durante todo o penoso trajeto, ele se deparou com milhares de escorpiões dos mais diversos tamanhos, todos venenosos e letais. Usando sua agilidade, ele se evadiu de todos, até ser obrigado a lutar com o último, que estava guardando o artefato. Porém, havia uma jovem adolescente naquele lugar, desacordada e ferida. Ele não poderia lutar com o escorpião e salvá-la ao mesmo tempo, pois todos os escorpiões menores que o haviam seguido dariam cabo dela. Então, o aprendiz tomou talvez a decisão mais difícil de sua vida e ignorou as ordens de seu mestre, pegando a jovem no colo e dirigindo-se para a saída da caverna, tentando evitar os escorpiões. Ele despertou sua cosmo-energia ao máximo, usando sua técnica Espada de Órion para abrir caminho. Porém, ele foi muito picado, inclusive pela criatura maior e, quando saiu da caverna, estava quase morto devido ao veneno. A jovem, contudo, estava a salvo.

Apathos gelou ao ver a jovem moça. Ela era sua neta, Darleene, da qual ele estava esperando uma visita já há algum tempo. Porém, atentou para a situação de seu pupilo e o curou, ministrando um antídoto para o veneno dos escorpiões que ele carregava consigo, por precaução. Depois de dias queimando em febre, finalmente o antídoto fez efeito e ele voltou a si. Estava pronto para se desculpar com o seu mestre e ir embora, envergonhado por não ter passado no teste, mas Apathos o congratulou. Embora respeitar a ordem de um superior seja algo muito importante, ele seguiu tanto a vocação para caçador, proveniente da sua constelação, encontrando o objeto, quanto a de protetor, proveniente do seu coração, protegendo uma inocente, mesmo que isso custasse sua vida. E, é claro, ele conseguiu enfrentar seus medos e, mesmo diante da fraqueza de sua constelação, ultrapassou as barreiras.

Maeveen nunca mais viu Darleene. Apathos limitou-se a dizer que ela fazia parte do teste, para não incomodá-lo. Ambos foram para o Santuário, onde Maeveen recebeu a armadura de prata de Órion. Apathos despediu-se dele, deixando-o só. Maeveen treinou sozinho durante algum tempo no Santuário para aperfeiçoar suas técnicas e, no dia em que iria se apresentar a Athena, soube por meio de um mensageiro que seu mestre havia morrido, vítima da peste bubônica.




[align=right]PRÓLOGO 1543-1548[/align]



Após chegar ao Santuário, em 1543, Maeveen passou por todo tipo de experiências. Desde as amizades que fizera a seu autoconhecimento, ele certamente evoluiu nesse processo. Primeiro, esteve sob o serviço de Sara de Aquário, a quem reconheceu como senhora devido a uma dívida que ele mesmo se impunha, por causa de seu mestre, último usuário da armadura de Aquário antes de Sara. Nesse meio tempo, enquanto se adaptava, conheceu muitos cavaleiros e amazonas, mas poucos amigos de verdade fez. Gael, que lhe ajudou com o treinamento; Sara, que lhe acolheu e, durante algumas semanas, lhe deu a ilusão de que possuía uma família, Matthew, companheiro de uma nação próxima à sua terra natal, Zenon e Luzia, os gêmeos com os quais tão bem trabalhou em equipe durante uma missão; e Liah, com quem se deu bem por possuirem mentalidades parecidas foram alguns desses novos amigos que ele fez, mas não foram tão importantes ou próximos quanto Jigme, que salvou-lhe a vida durante a missão para resgatar o corpo de seu mestre e logo se tornou seu “camarada”; Stregao, um verdadeiro “paizão” que o ajudou a treinar, acreditou em seu potencial e o orientou, nunca se negando a hospedá-lo ou ajudá-lo quando tudo ficava mais difícil e, principalmente, Lumiere.

Por algum motivo que Maeveen demorou algum tempo para entender, Lumiere pensava exatamente como ele, embora fosse uma lemuriana. O fato de se darem tão bem os aproximava cada vez mais, mesmo com a diferença de mundos em que viviam. Ele era o guerreiro. Ela, a detentora do conhecimento. Durante as missões que Maeveen experimentou, ele viu a morte de perto, mas nada o havia preparado para o Camboja. Os eventos que ali se sucederam desafiaram toda a sua percepção, deixando bem claro que havia um caminho muito longo a percorrer antes que ele realmente fosse decisivo para a guerra santa. Mas a vitória parcial dele e de seus aliados soprou nele um ânimo novo, como a certeza de que não importavam quantas fossem as dificuldades: eles venceriam, porque Athena estava ao lado deles. Assim o foi na batalha desesperada para defender o Santuário. Após tudo terminar, Lumiere anunciou que ia viajar para Bluegraad, para procurar uma cura para uma anciã lemuriana. Em teoria, seu mestre, Chi, iria ajudá-la. Porém, Lumiere já havia confidenciado a Maeveen que ela queria se tornar mais forte, para também defender seus entes queridos, mas Maeveen não conseguia distinguir os sentimentos de Lumiere em relação à guerra e todos os eventos que se sucederam no Santuário. Ele não conseguia perceber se os acontecimentos foram decisivos para a decisão “súbita” da lemuriana de partir logo após os eventos, ou se era apenas a preocupação pela anciã que a consumia.

Maeveen não podia conceber ficar cinco anos longe de Lumiere, sua melhor amiga e, àquela altura, a única pessoa ao lado de quem realmente ele queria estar. Então, ele se ofereceu para ir junto. O cavaleiro de prata sabia que precisaria treinar para desenvolver o poder de Betelgeuse, já que apenas começara a dominá-lo. Então, ele partiu para Bluegraad, acompanhando a bibliotecária. Durante os cinco anos de exílio, Maeveen treinou dia e noite, juntamente com Lumiere, já que o objetivo de Chi era realmente treiná-la. Ele foi o assistente de Chi, mestre de Lumiere, para ajudá-la, mas o lemuriano acabou ajudando-o também com seu próprio treinamento. Após um ano, Maeveen já conseguia controlar plenamente o poder de Betelgeuse e, graças ao clima de Bluegraad, sua habilidade de Controle Térmico foi facilmente desenvolvida, usando as estratégias ensinadas por Soma. Porém, faltava o principal: desenvolver técnicas que utilizassem o poder recém-adquirido. Para tal, ele precisaria de mais conhecimento. Maeveen gastou algum tempo estudando o universo através dos livros que Chi possuía, e importunando-lhe sempre que podia para discorrer sobre o cosmos. Após muito estudo, ele já compreendia alguns dos fenômenos que aconteciam às estrelas e ao universo em geral.

Isso foi o bastante para que, com muito custo e após muito esforço de sua parte e ajuda de Chi, Maeveen desenvolvesse a sua técnica mais poderosa, a Supernova de Betelgeuse. Porém, ele estava permanentemente condicionado a alcançar o sétimo sentido para utilizar tal técnica. Como ainda não possuía pleno controle, não poderia utilizá-la a seu bel prazer, mas apenas quando seu cosmo estivesse no ápice. O cavaleiro de prata também teve ideias para mais duas técnicas, menos poderosas, mas importantes taticamente, como a Nebulosa de Órion e o Escudo de Órion, sendo a segunda uma subtécnica da primeira, e dependente da mesma. Assim, ele aumentava a gama de possibilidades no campo de batalha, se tornava mais versátil e dava uma nova utilidade para a herança de sua linhagem.

Embora a vida dele e de Lumiere tenha sido permeada por treinamentos quase incessantes durante o tempo que se passou, houve sempre espaço para conversas e confidências. Como ficavam bastante tempo sozinhos quando Chi não os estava supervisionando, criou-se uma relação de interdependência entre eles, de modo que raramente eram vistos separados. Contudo, a relação não era como entre dois irmãos, pois havia ternura, afeto e não uma sensação de fraternidade. Maeveen a via como uma mulher, embora nunca tenha lhe falado isso. Lumiere também não lhe dizia exatamente como se sentia, e os dois pareciam evitar conversar sobre isso, mas o olhar dos dois denunciava que havia algo de especial naquela relação. Quando Lumiere passou pelo teste para sagrar-se amazona de Coroa Boreal, Maeveen pensou em levantar, pela primeira vez, a questão do que havia entre eles, mas desistiu. Ainda não era o momento. Talvez, após ajudar a anciã e resolver a questão do Conselho Lemuriano... mas não ainda.

Cinco anos se passaram. Era 1548. Maeveen acompanhava Lumiere de volta ao Santuário, para testemunhar a cerimônia de consagração da lemuriana como amazona de prata. Ele se lembrava do momento em que foi consagrado cavaleiro, mas esta cerimônia teria um sabor especial, pois Lumiere ia receber a honra da própria Athena, em pessoa. Após tornar-se uma amazona, a lemuriana precisou voltar a Bluegraad, a pedido de seu próprio mestre. Apesar de tê-la longe de si temporariamente, tudo parecia mais leve e agradável. Maeveen, porém, sentia que havia algo de diferente no ar. Era como se, a cada segundo que passasse, a certeza de que o Imperador atacaria muito em breve aumentasse consideravelmente. Muitos cavaleiros morreram na primeira investida do senhor dos mortos. Será que já havia substitutos à altura? Antes de rever seus velhos amigos, Maeveen olha para o horizonte, após acompanhar o momento de glória de sua melhor amiga, buscando respostas para velhas perguntas, que jamais lhe foram esclarecidas.



[align=right]Desventuras em Bluegraad [/align]



Decorridos alguns dias, o Patriarca Stregao fez um pronunciamento muito importante, designando alguns cavaleiros para cumprirem suas respectivas missões. Como Bluegraad estava ameaçada, Maeveen se ofereceu para ir. Após o Patriarca se negar a designar Maeveen para a missão de Bluegraad, enviando apenas Matthew de Cefeu e Wlads de Dragão, Maeveen ponderou sobre o que deveria fazer. Após muito refletir, decidiu que valia a pena tentar ir a Bluegraad para garantir que Lumiere ficasse em segurança, mesmo que, com isso, ele infringisse as ordens do Patriarca. Planejando cuidadosamente seu curso, o cavaleiro de Órion partiu, rápido como um raio, em direção ao seu objetivo. Chegando lá, notou Wlads observando Lobsang, e um inimigo, que parecia acuado. Ignorou-o, por ser claramente inferior em poder, e rumou para a grande biblioteca, onde Matthew estava e, possivelmente, Lumiere. Quando chegou lá, porém, tudo o que conseguiu ver foi Lumiere caída, ferida, antes que uma neblina espessa e negra o cegasse. Maeveen tentava, usando suas habilidades, detectar a presença do oponente. Todavia, as vezes que tentou atacá-lo foram sem sucesso. Parecia, na verdade, que estava quase atingindo o seu aliado, Matthew! Isso durou até que o rapaz decidiu anular seus sentidos, concentrando-se somente em sua habilidade cósmica para captar a do adversário. Nesse momento, ele conseguiu divisar um javali, e houve uma tentativa de o mesmo atingi-lo em suas fraquezas. Maeveen sabia que aquilo era um truque, uma técnica mental, pois seu adversário não teria como saber seus pontos fracos daquela maneira. Então, numa racionalização, ele superou suas fraquezas, ignorando-as e negando-as, em prol de um objetivo: derrotar seu adversário. Ele atacou Maeveen algumas vezes, ferindo-o sem muita gravidade, mas arrancando pedaços de sua armadura. E, quando teve a chance, o cavaleiro de Órion agarrou-o, levando-o para os ares. Sua estrela finalmente brilhou com a magnitude que dela se espera, e explodiu. A Supernova de Betelgeuse funcionou como nunca antes, explorando a força máxima do sétimo sentido pleno. Contudo, quando achou que tinha vencido, ele havia perdido. Era Lumiere aquela que recebia todo o impacto de sua poderosa técnica e, com isso, deixava a sua existência. Ela agradeceu a Maeveen. Ao que parecia, ela estava sendo forçada a lutar contra ele, e agora estava livre, mas a que preço? Entregue à dor, ao sofrimento e à tristeza, Maeveen chorou, agarrado ao que sobrou de Lumiere: a armadura de Coroa Boreal. Apesar de estar fraco, cansado e desmotivado, era necessário que alguém a vingasse. E o caçador não descansaria enquanto não encontrasse o desgraçado que a manipulou e trouxesse sua cabeça. Matthew o consolou e lhe deu informações preciosas, e Maeveen resolveu, então, partir. Indo em direção a uma aldeia de pescadores, o irlandês descansaria e se recuperaria antes de perseguir a presa, cujo cosmo-energia ele já conhecia.

Então, Maeveen de Órion decidiu perseguir seu oponente, aquele que havia sido responsável pela morte de Lumiere. Mas o seu esgotamento decorrente da batalha começou a pesar, e levou Maeveen a um sono profundo. E ele sonhou com uma realidade perfeita, na qual acreditou viver os acontecimentos de fato, e ter acordado de um longo pesadelo, no qual Lumiere havia morrido. Extasiado, o irlandês quase sucumbiu à vontade de permanecer eternamente numa casa em que estavam reunidas as pessoas que mais lhe importavam, mas em seu íntimo ele sabia que se tratava apenas de um sonho. Ao perceber isso, Yolonel de Homado, que tentava prender Maeveen em seu próprio sonho perfeito, o desafiou, e o irlandês, superando a vontade de seu inimigo, conseguiu acordar. E então, após acordar, percebeu que havia causado uma comoção entre os habitantes do vilarejo em que se abrigara, e após sanar a confusão, o irlandês percebeu a presença de um Blue Warrior. Seu nome era Dexen de Acubens, e após uma breve conversa, na qual Maeveen contou-lhe quem era, ele descobriu que Dexen era um pupilo de Lumiere.

Mesmo contra sua vontade, Maeveen foi acompanhado por Dexen em sua caçada a Homado, e não tardou para que o encontrassem. Várias pessoas do vilarejo onde ele se refugiava estavam sob seu jugo, então Maeveen tentou proceder com calma. Ele pediu a Dexen que ficasse para trás, atraindo a atenção dos aldeões controlados por seu adversário, enquanto ele tentaria um ataque direto a Homado, visando salvar as mulheres que ele mantinha perto de si. Sendo bem-sucedido em seu plano, Maeveen concentrou-se em seu adversário, combatendo-o francamente. Após um duro início, a constatação de que suas manobras não seriam o bastante para derrotá-lo começou a afligir Maeveen, que não teve escolha a não ser utilizar sua técnica suprema, atingindo para isto o sétimo sentido pleno. Um milagre cósmico trazia-lhe um poder que ainda não possuía, para que pudesse derrotar seu adversário. Todavia, em seus espasmos de morte, Yolonel expulsou seu espírito do corpo moribundo, dominando e suprimindo Dexen, seu aliado, que, além de já estar enfraquecido devido à batalha, possuía uma força de vontade muito menor que a do irlandês. E assim, Dexen, agora Homado, fugiu, e Maeveen não teve forças para ir ao seu encalço.

Quando conseguiu se recuperar, Maeveen decidiu que iria primeiro devolver a veste sagrada de Acubens a Bluegraad e procurar por Lumiere, devido às ameaças de Yolonel (que Maeveen descobrira fazer parte do exército de Ares) sobre fazer mal à sua amada, já que aparentemente Lumiere estava viva, só havia desaparecido. Então, ele retornou e, em suas andanças, sentiu uma imensa força cósmica proveniente do Castelo de Bluegraad. Lá dentro, a armadura de Dexen respondeu ao chamado cósmico e lá se colocou. Oito fantasmas apareceram, cada um pertencente a um Blue Warrior falecido: Quark de Carneiro Montês, Klavads de Tubarão, Mely de Antares, Ane de Anjo, Astral de Equilíbrio, Evandro de Javali, Syd de Urso Polar e Marcos de Odre. Os espíritos ajudaram Maeveen com seu conhecimento e então partiram para a sua jornada de pós-vida.

Após este encontro, o cavaleiro de prata rumou para badalar o sino de Borealis doze vezes, atraindo o povo de Bluegraad de volta ao castelo. O próximo passo era encontrar o local onde Lumiere se refugiava e, para isto, Maeveen voltou até a biblioteca. Iniciando uma minuciosa busca através dos escombros, o rapaz por fim encontrou um tufo de cabelos vermelhos próximo a o que parecia ser um alçapão de pedra no chão. Como não havia uma forma visível de abrí-lo, Maeveen tentou atravessá-lo com seu punho e puxá-lo, mas a estrutura estava fragilizada e acabou cedendo. Assim, ele subiu novamente, fazendo o possível para deixar a entrada camuflada antes de descer e reiniciar a busca, que não tardou a dar frutos: Lumiere. Ela estava caída, com várias marcas de queimaduras e arranhões, mas quando o rapaz se precipitou em ir até ela, foi bloqueado por uma parede invisível. Era um portal translúcido, que separava o reino dos mortais do reino do deus Poseidon. Assim que a avistou, Maeveen tentou emular, com sua técnica Arco de Órion, ao menos uma parcela do poder da Flecha de Sagitário, visando destruir a passagem, mas não obteve sucesso. Entretanto, seu esforço acordou Lumiere, e teve início uma emocionada conversa, repleta de sentimentos. No fim, dividido entre o dever e o amor de sua vida, Maeveen não conseguiu simplesmente deixá-la ali, entregue a um cruel destino e, por um instante, ele brilhou mais que uma galáxia inteira, despejando o poder de sua supernova contra o portal enquanto tocava um poder quase divino. Seus esforços foram recompensados com uma brecha no portal, embora Lumiere tenha se ferido, mas uma presença inesperada, saindo da passagem vinda pelo outro lado, encheu-o de incerteza. Seriam habitantes do reino de Poseidon? O que fariam a ele, agora que sua armadura, que lhe protegeu durante a explosão, estava em pedaços? Maeveen mal tinha forças para se levantar, e assistiu impotente a mais e mais daqueles estranhos seres atravessarem a passagem e levarem Lumiere, os pedaços de sua armadura, e a ele mesmo para dentro antes de desmaiar.

Ao acordar, Maeveen descobriu que estava no reino de Poseidon, em uma construção onde repousava. Lumiere, ele descobriu, também estava viva, embora exausta e desacordada. Mas seu cosmo e sua armadura não tivera tanta sorte, e ele precisaria recuperar seu cosmo e reconstruí-la. Após um breve interlúdio com Dinamene, uma das servas de Poseidon, o cavaleiro foi levado à presença de Mestre Fisheri, após ser guiado por Arthur, outro servo. Fisheri era um lemuriano, um mestre ferreiro do povo atlante! Ele orientou Maeveen a levar sua armadura ao templo do oceano ártico, abaixo do grande pilar. Só ali dentro o irlandês conseguiria lutar com o seu próprio cosmo, agora disforme, e recuperá-lo.

Maeveen, após lidar com sua cosmo-energia e conseguir recuperá-la, inicia, com o mestre artesão do povo submarino, a restauração de sua armadura. Ao verter o sangue e emanar sua cosmo-energia renovada, Maeveen conseguiu o que desejava e, através dos talentos do artesão, Órion estava de volta. Contudo, a energia emitida na restauração afetou severamente a estrutura do pilar Ártico, e ele corria o risco de desabar, comprometendo todo o Mundo Submarino! Nesse momento, o artesão disse que era preciso repará-lo, mas não conseguiria sozinho. Maeveen ofereceu-se para ajudá-lo, usando sua cosmo-energia recém-renovada e canalizando-a de acordo com as orientações do artífice. Porém, não estava sendo o bastante, e parecia que não conseguiriam. Foi quando Lumiere apareceu, trazida por Arthur, e juntou-se ao sorridente Maeveen, adicionando sua cosmo-energia à empreitada. Com isso, tiveram sucesso e o pilar foi salvo.

Era hora de partir, mas não antes de Maeveen receber uma proposta de paz de Poseidon e seus aliados para ser entregue a Athena. Aparentemente, os atos dos cavaleiros que socorreram Bluegraad e do próprio Maeveen haviam evitado que mais um inimigo surgisse. Todavia, não existia uma saída fácil do Reino Submarino enquanto Poseidon não estivesse ativo, e tanto ele quanto Lumiere deveriam seguir por um caminho perigoso e traiçoeiro: o labirinto de túneis de água. Apesar de um início difícil, as habilidades lemurianas de Lumiere e seu Sentido do Caçador acabaram por driblar as dificuldades e guiá-los à saída.

Para sua surpresa, os túneis de água desembocavam em um lago antigo e esquecido pelo mundo, dentro de uma caverna. Quando dele saíram, ambos perceberam que estavam na Cordilheira do Himalaia, relativamente próximos a Jamiel. Apesar da vontade de Maeveen em perseguir Homado, Lumiere pediu que ele a levasse até Jamiel, pedido este que não podia ser negado, já que Maeveen sabia que lá Lumiere estaria em segurança – ou, ao menos, ele acreditava nisso. Após esclarecimentos com os demais lemurianos, devido ao fato de Maeveen ser agora procurado pelo Santuário e ainda estar acompanhado Lumiere, que se acreditava morta, Maeveen sente uma presença conhecida, ao ativar sua habilidade, já pensando em reiniciar sua busca: Homado! Ele estava ali, perto deles, mas onde? Não demorou muito para que Maeveen notasse a chegada de “Dexen” em Jamiel, com uma família que ele não conhecia, tentando esconder-se como um peregrino de Athena. Aparentemente, ele estava conseguindo enganar a todos, mas não enganaria o Caçador.

Como não podia simplesmente matá-lo sem quebrar a hospitalidade que lhe foi oferecida, Maeveen foi até o Conselho Lemuriano, que ainda se recuperava da última invasão de Ares, para relatar-lhe sobre Dexen, que era na verdade Homado. Num primeiro momento, devido à sua má fama recém-adquirida, Maeveen não encontrou eco em suas alegações, e nenhum dos membros do Conselho apoiou sua descoberta. Sabendo que estava perdendo tempo ali, Maeveen se foi, mas Lumiere ficou, para tentar convencer os membros do Conselho a reconsiderarem. Esta pequena perda de tempo foi o bastante para que Homado agisse.

Um dos lemurianos remanescentes em Jamiel fora alvo do ataque de Yolonel, que deixou Dexen em coma, largado em uma área afastada de Jamiel. Maeveen encontrou Dexen com muito atraso, mas não podia fazer mais nada por ele. Tudo o que podia fazer era seguir Yolonel. Seu rastro levou-o a um lugar oculto do resto do mundo, quase impossível de perceber, que requeria uma queda rumo à morte certa em um penhasco, mas adentrando antes disto uma passagem na montanha,visível apenas durante a queda. A passagem dava a uma área selvagem no interior da montanha, um vale, um jardim, um lugar único. No centro dele, havia uma fonte lendária, com muitas sakuras ao redor. Lá também ficavam vários túmulos de mármore, absurdamente ornamentados, e uma espada, presa num suporte de ouro, sustentada acima da fonte. E lá também estava Yolonel de Homado. Maeveen conseguira abordá-lo antes que ele subtraísse a espada, se é que era isso que ele desejava, pois ao ser inquirido, o berserker nada disse. E a batalha final começou.

E esta é uma batalha que se prova extremamente difícil para Maeveen por muitas razões. Primeiro, Homado já conhece boa parte das técnicas de Maeveen, pelas batalhas anteriores que travaram. Segundo, o lemuriano que Yolonel dominara possui habilidades psíquicas muito úteis e difíceis de superar, como a de prever movimentos com alguma precisão, por exemplo, ou de se teletransportar a uma curta distância. O caçador, então, decide esvaziar sua mente e usar ataques em área, e sempre como contra-ataque. Isto certamente foi arriscado, mas com o tempo suas técnicas começaram a obter os efeitos desejados, enfraquecendo Homado, embora a um grande custo de sua própria cosmo-energia. Contudo, como não havia mais ninguém ali, o berserker fez o de sempre: descartou o corpo do lemuriano e tentou dominar o corpo do cavaleiro de prata. No momento em que Maeveen já começava a lutar com suas últimas energias, Lumiere apareceu. Havia seguido o cavaleiro de prata e segurava em suas mãos um amuleto, que se apressou em colocar ao redor do pescoço do irlandês. Ela sabia que não podia ficar ali, ou se tornaria um alvo e, por isso, tornou a desaparecer. O amuleto era um inibidor para o poder de dominação de Homado. Ele dificultou as forças para o berserker, dando o tempo que Maeveen precisava para se recuperar e contragolpear. Sabendo que não poderia atingí-lo fisicamente, o cavaleiro de Órion expandiu sua consciência e iniciou uma batalha puramente espiritual, focando-se na filosofia de sua linhagem – Fiacholc: eliminar o mal; e foi nessa seara que sua Supernova de Betelgeuse obliterou o espírito de Yolonel de Homado, levando-o à destruição, finalmente.

Após este episódio, Maeveen obtém permissão do Conselho para deixar Jamiel e retornar ao Santuário. Lumiere, após os acontecimentos em Jamiel, sente-se na obrigação de permanecer para ajudar a reconstruir o lar de sua raça, e o irlandês compreende. Lumiere diz também que se responsabilizará por avisar o povo de Bluegraad (principalmente os candidatos a Blue Warriors) acerca dos acontecimentos, e que ele não deve se preocupar mais com isso, já que ainda precisa levar a proposta de paz de Poseidon a Athena. O retorno do cavaleiro de Órion ao Santuário ocorre sem muitos problemas. Ao chegar, Maeveen pede aos soldados que o escoltem até a Primeira Casa do Zodíaco, onde ele rende sua armadura ao cavaleiro de Áries e se coloca sob custódia dele. O único pedido que faz é que o pergaminho que carrega seja entregue diretamente a Athena, e por Kondoo ele é atendido. Assim, Maeveen é levado ao 13º Salão, onde se coloca completamente sob o jugo do Patriarca. Stregao ordena que ele seja preso e sua armadura seja confiscada até que tudo o que aconteceu seja apurado. Maeveen deve elaborar um relatório de tudo o que viu e ouviu, bem como uma justificativa para a sua desobediência.

Athena recebe o tratado de paz no mesmo dia, mas o cavaleiro de prata ainda passaria uma semana na prisão do Santuário. Durante este tempo, Maeveen escreve um relatório apurado sobre tudo o que aconteceu, mas quando precisa escrever sobre sua desobediência, o cavaleiro apenas escreve “se fosse Sara em Bluegraad precisando de ajuda, o senhor seria o traidor do Santuário, e não eu”. Era óbvio demais o porquê da desobediência, e Maeveen sabia que Stregao entenderia. Após uma semana enclausurado, um dos guardas o leva à presença de Stregao, que recebe o relatório das mãos do irlandês e o lê. Ao final, Stregao só consegue oferecer-lhe um sorriso, uma vez que a própria Athena já havia perdoado o rapaz há algum tempo. Maeveen é perdoado, tem sua armadura devolvida, bem como seu cargo. Porém, o aviso de Stregao é enigmático: “não faça isso de novo. Eu poderia tê-lo obrigado de verdade a ficar e não o fiz. Da próxima vez, eu o farei.”



[align=right]A Guerra contra Ares[/align]


A inatividade do cavaleiro de Órion não duraria muito tempo. Após entregar a proposta de paz de Poseidon ao mestre do Santuário, Maeveen soube do ocorrido com Kedar, e o Patriarca reuniu os cavaleiros para relatar o plano de invasão do templo de Ares que, descobriu-se, ficava em Esparta. Quando soube do que estava prestes a acontecer, Lumiere veio até o Santuário e passou alguns dias ao lado de seu amado, pois estes poderiam ser os últimos. Muitos fizeram o mesmo, conforme a preparação para uma batalha que poderia ser fatal se aproximava. E, no primeiro dia do segundo mês do novo ano, eles partiram.

Mal haviam chegado aos arredores do templo em Esparta e já havia um comitê de “boas vindas”. Vários berserkers avançaram, e vários dos cavaleiros também o fizeram, ansiosos por vingar seu companheiro assassinado de forma cruel. Maeveen, sempre cauteloso, observou com cuidado todos os arredores até identificar um furtivo berserker que, camuflando-se cosmicamente, parecia prestes a surpreender um grupo de cavaleiros de bronze que avançava de modo distraído, ávidos pelo combate com inimigos que podiam ver. Rápido como a luz, Maeveen atirou-se sobre o berserker e golpeou-o com os seus punhos, revelando sua localização. Naquele momento, o combate entre Maeveen de Órion e Zerbaus de Gafanhoto.

- Feh, você não vai durar nem um minuto, garotinho. Chute-serra do Gafanhoto!

No início, Maeveen estranhamente não atacou Zerbaus. O Gafanhoto parecia absurdamente rápido em seus movimentos, e o irlandês fazia o possível para bloqueá-los, mas conseguia apenas quando eles estavam já quase atingindo-o, ou seja, os evitava “por pouco”. Vários chutes foram desferidos, mas aparentemente nenhum atingiu Maeveen. Então, parecendo irado com os resultados, o berserker começou a emanar sua cosmo-energia, criando uma nuvem de gafanhotos que, aparentemente, seria enviada na sua direção. Maeveen, nesse momento, espalhou o gás que o rodeava, preparando sua técnica de defesa.

- Nuvem Assassina!!! – gritou Zerbaus.

- Nebulosa de Órion!!! – retrucou o cavaleiro de Athena.

A nuvem assassina se chocou com a nuvem de gás quente que Maeveen dispersou e, por um instante, não foi possível saber o resultado do choque de técnicas. Porém, alguns segundos depois, vários gafanhotos tostados no chão mostravam quem havia levado a melhor. Maeveen aproveitou o momento de confusão de Zerbaus e atacou-o com tudo.
- Espada de Órion!

Zerbaus não percebeu que a névoa começou a queimá-lo e, de dentro dela, surgiu Maeveen com sua espada de Órion em punho. Maeveen o atravessou com a sua espada, ferindo-o gravemente. Mas o Gafanhoto não desistiu, e voltou a tentar atacar Maeveen, visando surpreendê-lo com vários chutes em sequência carregados de cosmo-energia.

- Chute-serra Relâmpago!

Porém, Maeveen já imaginava que ele tentaria contra-atacar e, condensando a névoa em seu braço esquerdo, formou um escudo de cosmo e calor, para bloquear a investida do servo de Ares.

- Escudo de Órion!

Os chutes resvalaram no escudo, acumulando-se a ponto de destruir sua proteção, mas Maeveen saiu ileso. Qualquer outro inimigo teria feito um estrago maior. Então, Maeveen perdeu a paciência, pois estava apenas perdendo tempo com aquele inimigo.

- Você é muito fraco, e não tenho tempo para ficar brincando com você. Morra, maldito! Chuva de Estrelas!

As estrelas da Constelação de Órion brilharam no céu, enquanto o Gafanhoto fitava Maeveen, ansioso para perceber de onde vinha o ataque, visando defender-se adequadamente. Porém, isso nunca chegou a acontecer. As estrelas vieram do céu, na velocidade da luz, atingindo-o de forma inimaginável e reduzindo-o meramente a um cadáver queimado. Até mesmo seu traje foi destruído. Após isso, e sem olhar para trás, Maeveen avançou.

Após breves momentos, estava lado a lado com Axel de Lagarto, que acabara de derrotar também um adversário, e enxergava Baltazar de Cefeu à distância vindo na mesma direção que ele. Aparentemente, os três estavam atraídos por uma mesma cosmo-energia. Uma cosmo-energia com um poder muito acima do deles, e que ameaçaria a vida dos cavaleiros de bronze seriamente se eles nada fizessem. Devido a isso, os três se puseram lado a lado, encarando aquela presença assassina contida num traje divino branco, e que agora os encarava também. Era Enyo, a Lacedemônio Duquesa da Carnificina, a mesma que havia arrasado Jamiel, e que dera trabalho até mesmo para o Patriarca e para a amazona de Aquário! Será que eles teriam alguma chance?
Imediatamente os cavaleiros se entreolharam e fizeram um meneio com a cabeça, ficando lado a lado em posição de batalha, visando encarar aquela terrível oponente. Ela descia lentamente as escadarias, gargalhando com vontade.

- Hahahahaha! Que patético... então isso é o melhor que Athena tem para lançar contra mim? Nem mesmo são cavaleiros de ouro... terão uma morte rápida, vermes!

A batalha foi extremamente tensa e longa. Os três cavaleiros de prata atacavam com tudo o que podiam, lançando suas melhores técnicas. Porém, Enyo defendia e contra-golpeava com extrema rapidez, deixando-os absurdamente exaustos e feridos. E após desgastá-los bastante, ela daria o golpe final.

- Morram, cavaleiros de Athena! Destruição Rastejante!!!!

Ela ergueu as mãos e o céu se tornou vermelho. Que poder incomensurável era aquele, que mexia com o próprio espectro da luz em uma área tão grande? Um pilar de luz vermelha desceu sobre ela e começou a moldar-se em inúmeras criaturas, aparentadas com o traje que ela vestia, porém de forma quadrúpede. Eram bestas felinas, de grandes presas, feitas de energia. Elas tinham um ardor e uma vontade assassina, que era absurdamente incômoda. A um comando de voz, a "manada" avançou contra os cavaleiros. Maeveen tentou defender-se com seu Escudo de Órion, enquanto Baltazar agitava suas correntes para invocar o Manto Celeste e Axel invocava a sua Forte Ventania para tentar conter o exército bestial que avançava contra eles. De nada adiantaram os esforços dos bravos defensores de Athena, que foram literalmente atravessados pela técnica de Enyo, sendo levados ao chão.

Baltazar, aparentemente, fora o menos afetado, e levantou-se, lançando suas correntes ferozmente na direção de Enyo, prendendo-a momentaneamente. Surgindo de forma inesperada, Axel atacou com tudo, lançando vários golpes na berserker. Mesmo muito avariado, Maeveen, ajoelhado, gritava o nome de Athena enquanto disparava as flechas de seu Arco de Órion. Por um momento, parecia que iam vencer, mas este instante passou rapidamente. Reagindo, Enyo virou todas as suas atenções a Baltazar. Seu cosmo se expandiu, e um terrivel felino com presas de sabre interrompeu a visão do céu, tomando todo o campo de batalha. Enyo avançou em direção a ele, e suas unhas cresceram assustadoramente, adquirindo um tom rubro. Cor de sangue. Podia até mesmo sentir o aroma de sangue no ar enquanto ela avançava. Ela se locomovia rápido demais, e os sentidos de Baltazarconfundiam-se ao tentar localizá-la adequadamente. O que ele faria para se defender? Enquanto pensava sobre isso, tanto Maeveen quanto Axel ouviam Enyo gritando, enlouquecida.

- Laceração do Tigre Ancestral!!!

No último instante, Maeveen e Axel pularam para defender Baltazar, e os três cavaleiros de prata receberam em cheio o golpe. Porém, devido a este ato de camaradagem, todos sobreviveram. Mas não duraria muito tempo, e eles sabiam. Suas armaduras não aguentariam outro ataque, e era hora de fazer o impensável. Os três se entreolharam e, cientes do que estavam prestes a fazer, removeram suas armaduras. Talvez Athena não os perdoasse, mas se pudessem deter Enyo ali, estaria de bom tamanho. Baltazar assumiu a posição à esquerda, agachando e posicionando suas mãos. Axel se postou à direita, da mesma forma. Maeveen ficou no centro. O cosmo dos três se elevou ao infinito enquanto concentravam sua cosmo-energia de uma maneira que jamais haviam feito antes. Estavam prontos para dar a vida naquele momento, e Enyo, antes confiante, percebia perigo. Porém, sua hesitação custou caro. Demorara demais para entender as intenções dos santos de Athena, e perdera tempo demais zombando da suposta fraqueza deles.

Quando ela avançou, tentando dar fim à vida do trio, eles dispararam provavelmente a primeira e única Exclamação de Athena não executada por cavaleiros de ouro. O Templo de Ares tremeu e a guerra se deteve por alguns instantes após aquela extrema descarga de energia. Enyo foi atravessada pelo golpe, caindo sem vida ao solo. Sua armadura foi vaporizada. Maeveen, Baltazar e Axel caíram inconscientes logo em seguida.

Passou-se algum tempo, ele não o sabia, mas algo nele despertou e o irlandês acordou. Ao analisar a batalha, viu que ela ainda se desenrolava. Seus amigos ainda estavam inconscientes, mas ele não podia perder mais tempo. Maeveen se arrastava, tentando ficar de pé. Sua armadura ficara pelo caminho, extremamente avariada, mas ele era o único que poderia prestar algum auxílio a Stregao e Sara, por ser o mais próximo e estar consciente. A batalha contra Enyo fora muitíssimo dura. Baltazar estava longe e Axel não havia despertado. E foi então que ele viu o que havia ocorrido a Kondoo, e presenciou toda a cena que se desenrolaria. Enquanto recuperava-se, voltando a conseguir ficar de pé e queimar seu cosmo, viu que Axel fora salvo da morte certa, como muitos outros, provavelmente. Um “não!” ficou preso em sua garganta quando viu Kondoo tombar, mas não dava tempo nem para lamentar sua morte, pois Stregao e Sara pareciam dispostos a continuar o embate.

Enquanto Ares avançava, buscando dar um fim primeiro a Stregao, e depois a Sara, a amazona de Aquário despia-se de sua armadura de ouro, já avariada, e libertava um poder que Maeveen jamais presenciara. Sara tornou-se uma outra coisa, um outro ser. Sua pele tomou uma tonalidade ainda mais branca, como o gelo, e uma tempestade de neve, trazida sabe-se-lá de onde, a envolveu em um ciclone irresistível. Deste turbilhão um raio polar foi propagado em cone, atingindo Ares, que começou lentamente a cristalizar. Porém, ela não foi rápida o bastante. A divindade atravessou o corpo de Stregao com a lança. O Patriarca arfou violentamente, virou a cabeça para Maeveen e sorriu-lhe. Em sua mente, o irlandês só conseguiu ouvir:

- Faça o que tem que ser feito. Só você pode fazê-lo.

Nesse momento várias impressões se mesclaram à mente do cavaleiro. Ele pôde ouvir claramente o grito de Stregao, enquanto seu cosmo era elevado às estrelas, num nível jamais antes alcançado:

- Alpha Comandantului! Fique parado!

A ordem suprema foi dada a uma divindade antes de o Touro finalmente tombar. Ares, estupefato, obedeceu à ordem e se deteve. Isso fez com que a técnica improvisada de Sara funcionasse, cristalizando-o por inteiro. Havia acabado a batalha? Ele não sabia. Porém, um urro de dor proveio daquele ciclone gelado, enquanto o mesmo desaparecia sem deixar rastro, levando Sara junto com ele.

- Não! Mestre Stregao! Mestra Sara!! – a dor do cavaleiro o consumia naquele grito.

Os olhos dele se encheram ainda mais de lágrimas e seu cosmo ascendeu de tal maneira que ainda não havia conseguido. E tudo depois aconteceu muito rapidamente. Maeveen conseguiu finalmente se levantar e correu, trôpego, ao encontro de Ares, preparando-se para golpeá-lo com tudo, aproveitando sua paralisia. Porém, algo o interrompeu. Uma luz dourada surgiu à sua frente, englobando-o. Ele fechou os olhos e, quando tornou a abri-los, vestia a armadura dourada de Sagitário. A confusão passou e, subitamente, ele sabia o que deveria fazer.

Seus olhos encontraram os de Athena que, embora chorosos, mostravam-se resolutos. Sem trocarem uma palavra, deusa e cavaleiro se colocaram lado a lado. Ares já reagia, e aos poucos rompia a crosta de gelo criada por Sara, embora estivesse com uma dificuldade absurda em fazê-lo. Maeveen empunhou o arco dourado de Sagitário e agarrou, por instinto, a flecha dourada que acompanhava o traje. Desta vez ele iria conseguir romper a barreira formada por uma divindade, embora em outro contexto. Athena segurou a flecha junto com Maeveen e ambos depositaram nela tudo o que restava de seus cosmos. Quando finalmente a crosta foi rompida e Ares conseguiu dar um passo, libertando-se da influência do Comando Alfa, ele sentiu que Kondoo, antes de morrer, sem que ele percebesse, havia lançado sua técnica Velo Dourado, enfraquecendo lentamente seu cosmo; no mesmo instante, a flecha foi disparada.

De forma certeira, ela atravessou a armadura e o coração de Gael que, num arfar de descrença, largou sua lança e caiu de joelhos. Seus olhos se esbugalharam e ela fitou Maeveen trajando a armadura que um dia foi sua. Ela... estava morrendo. Ferida pela própria flecha que um dia adornou seu arco. Quanta ironia. Athena fitava-lhe de modo triste e o próprio Maeveen tinha em seu semblante uma ponta de decepção. Havia desapontado a todos. Nem mesmo seus comandados haviam sido bem-sucedidos. Ela podia sentir que espectros partiam naquele momento levando a metade da alma de Perséfone. Havia falhado. Porém, um sorriso enigmático formou-se em seus lábios, pois havia morrido em um campo de batalha. Morrera como uma guerreira.




[align=right]Uma Nova Constelação[/align]



O Santuário viveu grandes perdas na guerra contra Ares. O preço para vencê-la foram as vidas de incontáveis cavaleiros. Kondoo, Gydion, Stregao, talvez Sara... além de Zenon e Luzia, e tantos outros que pereceram naquela batalha sangrenta. Maeveen passou os próximos seis meses fazendo o que podia pelo Santuário. Após ser aceito como cavaleiro de Sagitário, viu outros cavaleiros ascenderem também à posição de dourados. A renovação, que era inevitável, era também extremamente dolorosa. As memórias de tantos estavam vívidas ainda. As lembranças demorariam a se apagar.

Sage foi eleito o novo Patriarca. Mathra foi cogitado para o cargo, mas recusou a posição, preferindo se manter como cavaleiro de Virgem. Agora, com a morte de seus companheiros, o antigo cavaleiro era, sem dúvidas, o mais poderoso do Santuário. Maeveen passou os seis meses treinando tanto a si mesmo quanto a outros cavaleiros, como Yanosuke de Raposa. Ele e Lumiere eventualmente ficaram juntos, embora evitassem se expor como um casal, principalmente devido às retaliações que poderiam sofrer do povo lemuriano.

A proposta de paz que Maeveen levou a Poseidon foi aceita. Centzon, antigo cavaleiro de Peixes, agora havia se tornado o hospedeiro do deus dos mares, o que tornava mais fácil o trato com seus comandados também. Um tratado de não-agressão foi firmado, e Athena não precisaria se preocupar com mais um inimigo. Hades, por sua vez, parecia quieto – até demais – e não tentou nenhum movimento contra o Santuário, embora fosse estranho que tão poucos aprendizes chegassem à Grécia para tentar se provarem dignos das sagradas armaduras.

Recentemente, Maeveen tem tido dificuldades para dormir, pois tem tido seu sono constantemente perturbado por sonhos estranhos, quase proféticos, que o convidam a visitar o monte Ótris. Aparentemente, tem algo a ver com o legado de Apathos, seu antigo mestre e ex-cavaleiro de Aquário. É bem possível que ele vá investigar por si só, para poder resolver, de uma vez por todas, mais esse enigma.




[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (ÓRION)[/align]


Nome do Usuário: Maeveen Fiacholc
Período de Uso: 1542 - 1549
Histórico Resumido: Maeveen é pupilo do antigo cavaleiro de Aquário, Apathos, e recebeu a armadura pouco tempo antes de sua morte. Desde então, ele participou de algumas missões, incluindo salvar um vilarejo da peste, recuperar o corpo de seu mestre e, em última instância, ir até o Camboja junto a outros cavaleiros investigar os movimentos de Hades. Ele também esteve presente na batalha para defender o Santuário, em 1543, com boa participação, destacando-se como acima da média. Nos últimos cinco anos, esteve em Bluegraad, se aprimorando, para tornar-se cada vez mais forte. Após a guerra contra Ares, contudo, foi aceito pela armadura de ouro de Sagitário, aposentando sua antiga armadura de Órion até que esta encontrasse um novo portador.
Situação Atual: A armadura de Órion atualmente encontra-se no Santuário, aguardando um novo portador.




[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (AQUÁRIO)[/align]


Nome do Usuário: Apathos
Período de Uso: 1497 a 1527
Histórico Resumido: Foi um dos principais cavaleiros de ouro de sua época, sendo inclusive um amigo do futuro Patriarca. Auxiliou o Grande Mestre durante anos utilizando seu vasto conhecimento, mas retirou-se em 1527, aos 50 anos, pois sentiu que não viveria o bastante para ser útil na próxima guerra santa. Passou a treinar seu pupilo, Maeveen, a partir de 1536.
Situação Atual: Atualmente, Sara é a portadora da armadura de Aquário. Quanto Apathos, todos o davam como morto, devido à peste, já que estaria em idade bastante avançada, com 66 anos, mas recentemente Maeveen de Órion, seu pupilo, foi em busca de seu corpo e descobriu que ele estava vivo. No entanto, durante uma batalha de Maeveen contra um dificil oponente, Apathos deu sua vida para proteger Maeveen e, com a ajuda de Stregao de Touro, seus restos mortais foram trazidos das ruínas de Knossos para serem enterrados no cemitério do Santuário, em 1543, com todas as honras.



[align=right]HISTÓRICO DA ARMADURA (SAGITÁRIO)[/align]


Nome do Usuário: Maeveen Fiacholc
Período de Uso: 1549 -?
Histórico Resumido: Maeveen é pupilo do antigo cavaleiro de Aquário, Apathos e, por sete anos, foi o cavaleiro de Órion. Nesse ínterim, ele participou de algumas missões, incluindo salvar um vilarejo da peste, recuperar o corpo de seu mestre e, em última instância, ir até o Camboja junto a outros cavaleiros investigar os movimentos de Hades. Ele também esteve presente na batalha para defender o Santuário, em 1543, com boa participação, destacando-se como acima da média. Nos últimos cinco anos, esteve em Bluegraad, se aprimorando, para tornar-se cada vez mais forte. Na guerra contra Ares, ele teve participação decisiva, sendo aceito pela armadura de Sagitário como o único portador que poderia disparar a Flecha de Sagitário contra Ares. A armadura de Sagitário, que havia sido sequestrada por Gael, que traiu o Santuário, aceitava agora um novo portador.
Situação Atual: A armadura de Sagitário está com Maeveen atualmente no Santuário, protegendo a nona casa zodiacal.

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